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Categoria: Mundo

Trump lança aplicativo para que imigrantes se ‘autodeportem’; saiba como funciona

FOTO: GETTY

O governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, lançou nessa segunda-feira (10/3) o aplicativo móvel CBP Home para a “autodeportação” de migrantes em situação irregular, informou o Departamento de Segurança Interna (DHS) em um comunicado.

A ideia é que os estrangeiros usem o aplicativo CBP Home para comunicar ao governo sua intenção de deixar o país.

Podem utilizá-lo aqueles “estrangeiros que se encontram no país de maneira ilegal” ou aqueles cujos permissões de permanência temporária (conhecidas como “parole” em inglês) tenham sido revogadas.

“A autodeportação é a opção mais segura para os migrantes ilegais, ao mesmo tempo em que preserva os recursos das forças de segurança”, afirma o DHS no comunicado.

“Não só é mais segura, como também economiza o dinheiro dos contribuintes americanos e valiosos recursos da Alfândega e Proteção de Fronteiras (CBP) e da Imigração e Controle de Alfândega (ICE), permitindo que se concentrem em estrangeiros criminosos perigosos”, acrescenta.

Essa função de autodeportação faz parte de uma campanha publicitária nacional e internacional que incentiva os migrantes a “não entrar e partir agora”.

Troca

O aplicativo móvel CBP One foi criado pelo governo do ex-presidente democrata Joe Biden para permitir que solicitantes de asilo agendassem uma entrada legal no país. Trump encerrou essa via legal por decreto.

O CBP One será automaticamente atualizado para CBP Home, que também está disponível gratuitamente nas lojas de aplicativos móveis, informa o DHS.

“O aplicativo CBP Home dá aos estrangeiros a opção de sair agora e se autodeportar, para que ainda possam ter a chance de retornar legalmente no futuro e viver o sonho americano. Se não o fizerem, nós os encontraremos, os deportaremos e eles nunca mais voltarão”, declarou a secretária do DHS, Kristi Noem, citada no comunicado.

O DHS considera essa ferramenta necessária para cumprir um decreto de Trump que promete “proteger o povo americano de invasões”.

O magnata republicano pretende realizar uma expulsão em massa de migrantes em situação irregular, aos quais equipara a criminosos, apesar de estatísticas mostrarem que os índices de criminalidade diminuíram.

O ritmo das expulsões não está avançando tão rapidamente quanto Trump gostaria, segundo diversos meios de comunicação americanos, que afirmam que o governo começou a submeter alguns funcionários do DHS ao polígrafo, ou seja, a detectores de mentiras, para verificar se vazaram informações à imprensa sobre onde ocorrerão as operações de captura.

A administração acredita que esses vazamentos contribuíram para a desaceleração do processo de expulsão.

O Tempo

Governo Biden investiu mais de US$ 1 trilhão em políticas identitárias, diz estudo

FOTO: ALEXANDRE BORGES

Um estudo recém-publicado revelou a dimensão dos gastos do governo Joe Biden com programas identitários, identificando 460 iniciativas distribuídas em 24 agências federais que direcionaram recursos para esse tipo de política.

O levantamento, conduzido pela Functional Government Initiative e pelo Center for Renewing America, estima que pelo menos US$ 1 trilhão — cerca de R$ 5 trilhões — tenham sido aplicados nesses projetos.

O valor equivale ao orçamento total do governo federal brasileiro para 2024.

A pesquisa detalha como diferentes órgãos da administração Biden adotaram diretrizes com foco racial e de diversidade em suas operações.

O Departamento de Defesa, por exemplo, incluiu conceitos de “justiça ambiental e econômica” em treinamentos.

A Agência Federal de Gestão de Emergências (FEMA) incorporou políticas que exigem que a equidade seja um dos princípios centrais no gerenciamento de crises.

Já o Departamento do Trabalho redefiniu suas diretrizes para reconhecer “múltiplas e sobrepostas identidades dos trabalhadores” em suas regulamentações.

O avanço dessas iniciativas aconteceu após um decreto assinado por Biden em seu primeiro dia de governo, estabelecendo que a máquina pública deveria reorientar suas ações para atender a critérios de “equidade e justiça racial”.

Desde então, os gastos com esses programas dispararam, ultrapassando US$ 1 trilhão, segundo o relatório. O número, no entanto, pode ser ainda maior, uma vez que nem todas as despesas relacionadas foram identificadas.

Os autores do estudo classificaram as iniciativas em três grupos: dez programas totalmente voltados para essas diretrizes, que poderiam ser eliminados de imediato; 144 que destinam uma parcela significativa de seus orçamentos a essas políticas e que deveriam ser reavaliados; e 306 nos quais essas normas estão parcialmente incorporadas, mas cujo impacto financeiro não foi totalmente detalhado.

O estudo também apresenta recomendações para o governo americano atual eliminar essas diretrizes da burocracia federal.

“Essas regras estão profundamente enraizadas em todas as áreas do governo e precisam ser removidas por completo”, afirmou Wade Miller, assessor sênior do Center for Renewing America.

Roderick Law, porta-voz da Functional Government Initiative, destacou que o relatório pretende expor a rapidez com que essas regras se espalharam pela administração pública.

“Essas políticas são divisivas e prejudicam a eficiência do governo. Por que impor esse modelo às Forças Armadas, ao Departamento de Comércio ou à Agência de Proteção Ambiental?”, questionou.

A Casa Branca ainda não comentou as conclusões do relatório.

O Antagonista

Mulher trans é presa por comentário sobre Jesus Cristo no TikTok

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Um tribunal indonésio condenou, nessa segunda-feira (10), uma mulher transgênero a mais de dois anos de prisão por um comentário sobre Jesus Cristo em um vídeo ao vivo no TikTok, informou a Promotoria.

Ratu Thalisa foi condenada por um tribunal na cidade de Medan, na ilha de Sumatra, com base em uma lei sobre incitação ao ódio na internet, disse à AFP o funcionário da Promotoria Dapot Dariarma.

Segundo a imprensa do país, em uma transmissão ao vivo em outubro, Ratu, que vende produtos de beleza, falou com uma imagem de Jesus Cristo dizendo que ele precisava cortar o cabelo.

“Esta sentença de prisão é um ataque assustador à liberdade de expressão de Ratu Thalisa”, diz em nota o diretor da Anistia Internacional no país, Usman Hamid.

A Indonésia, um arquipélago de 280 milhões de pessoas, tem muitas minorias religiosas, incluindo cristãos, hindus e budistas, que são frequentemente alvos de grupos islamistas radicais.

Extra

Trump diz que EUA já atraíram Honda e Toyota devido às tarifas

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que a economia está passando por um período de transição com as novas medidas implementadas na atual administração.

Em entrevista à Fox News, exibida nesse domingo, 9, ele afirmou que as empresas estão respondendo às medidas tarifárias contra importações com anúncios para aumentar a fabricação no País.

“A Honda, a Toyota… todos estão vindo (para os EUA). Essa é a nossa mensagem: fabriquem aqui, pois não haverá tarifa\”, afirmou o presidente na entrevista.

Questionado sobre a razão pela qual os mercados acionários estão reagindo mal a algumas medidas anunciadas pelo governo até agora, o presidente afirmou que os efeitos devem ser sentidos no longo prazo.

“Tenho que construir um país forte, não dá para prestar atenção no mercado\”, afirmou Trump.

Notícias ao Minuto

Papa que suceder Francisco poderá impactar evangélicos, avaliam especialistas

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A situação de saúde do papa Francisco, que está internado desde o dia 14 de fevereiro de 2025 devido a pneumonia bilateral e uma infecção polimicrobiana, gerou reflexões amplas sobre o futuro tanto do pontífice quanto da Igreja Católica.

A hospitalização do papa tem provocado discussões dentro da Igreja Católica, mas também reverberado na comunidade evangélica, uma vez que, embora o papa não exerça influência direta sobre as práticas evangélicas, suas ações e posições políticas têm impacto global.

Segundo Magno Paganelli, professor especialista em Ciências da Religião e em conflitos no Oriente Médio, o papa Francisco representa uma grande parcela de religiosos que ocupam posições de destaque em diversas esferas, como política, economia e estratégia internacional.

Dessa forma, as decisões e declarações de Francisco, como líder religioso e chefe de Estado, acabam por influenciar o cristianismo como um todo, incluindo os evangélicos. A importância de Francisco se estende além do campo religioso, dado seu papel como chefe de um Estado soberano, o Vaticano, o que lhe confere uma posição relevante nas discussões políticas e econômicas globais.

O Vaticano, por sua vez, mantém diálogos inter-religiosos com diferentes denominações cristãs, incluindo luteranos, batistas, pentecostais e anglicanos. Paganelli recorda sua participação em um fórum latino-americano de pentecostalismo, onde representantes do Vaticano estavam presentes para ouvir as preocupações dos pentecostais e contribuir com debates.

Essa interação reflete o movimento ecumênico promovido por Francisco, que busca unir as diversas igrejas cristãs sem cair em sincretismo. Paganelli entende que o ecumenismo, longe de ser uma prática herética, pode ser defendido biblicamente, inclusive por setores conservadores dentro do cristianismo.

O papa Francisco tem enfatizado a importância do ecumenismo em vários momentos de sua liderança. Em 2014, durante o Fórum Cristão Global, na Albânia, ele abordou as perseguições religiosas como um ponto de união entre católicos, ortodoxos, anglicanos, protestantes, evangélicos e pentecostais.

Em 2023, no XXVI Colóquio Ecumênico Paulino, reafirmou o compromisso com a unidade cristã, destacando a necessidade de superar as desconfianças e as diferenças tradicionais entre as denominações.

No entanto, a postura progressista de Francisco tem gerado críticas e elogios. O doutor em Ciência Política Igor Sabino observa que, apesar de defender causas que também são compartilhadas pelos evangélicos, como a paz e a proteção ambiental, o papa ainda mantém valores tradicionais da Igreja Católica em questões como o casamento homoafetivo.

Sabino também destaca que, ao ser argentino, Francisco reflete uma mudança na dinâmica global do cristianismo, com maior destaque para as regiões do Sul Global, como América Latina, África e Ásia, conforme informado pela revista Comunhão.

Ainda assim, a resistência de setores evangélicos, especialmente no Brasil, continua devido à postura progressista do papa e à percepção de que ele se alinha com a esquerda política. Essa resistência possui raízes históricas, que remontam à Reforma Protestante, quando muitos líderes evangélicos associaram a figura do papa ao anticristo.

Gospel Prime

Antes de ser fuzilado, condenado à morte fez apelo aos cristãos

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Os Estados Unidos executaram, nessa sexta-feira (7), Brad Sigmon, homem condenado à pena de morte por ter espancado e matado os pais da ex-namorada em 2021. Brad, que escolheu o método de fuzilamento por considerá-lo menos pior que os demais, usou suas últimas palavras para fazer um discurso pedindo aos “companheiros cristãos” que ajudem a acabar com a pena de morte no país.

– Quero que minha declaração de encerramento seja de amor e um chamado aos meus companheiros cristãos para nos ajudar a acabar com a pena de morte. Olho por olho foi usado como justificativa para o júri buscar a pena de morte. Naquela época, eu era ignorante demais para saber o quão errado isso era. Nós agora vivemos sob o Novo Testamento – pontuou.

Na sequência, Sigmon citou o Evangelho de Mateus 5:38-39, que diz “ouvistes o que foi dito: ‘olho por olho, dente por dente’. Mas eu vos digo: não resistais a quem faz o mal. Ao contrário, se alguém te bater na face direita, apresenta-lhe também a outra face”.

– Em nenhum lugar no Novo Testamento Deus dá ao homem a autoridade para matar outro homem – acrescentou Sigmon, antes de ter um capuz preto colocado em seu rosto para o fuzilamento.

De acordo com o relato de testemunhas, os tiros foram disparados sem aviso prévio, em uma única rajada, e atingiram o peito de Sigmon. Ele foi declarado morto às 18h08 no horário local, 20h08 no horário de Brasília.

Decorreram dois minutos entre a leitura do manifesto e o fuzilamento. Ao ouvir o manifesto de sua condenação, o homem permaneceu em silêncio, inspirando profundamente, disseram as pessoas que estavam na chamada “câmara da morte” e acompanharam o procedimento.

Antes de ser levado até a câmara, Sigmon consumiu sua última refeição. Ele escolheu frango frito, purê de batata com molho, feijões verdes e cheesecake de sobremesa.

Sigmon recebeu pena de morte por ter espancado os pais de sua ex-namorada com um taco de beisebol até que eles fossem a óbito. Ele afirma que estava enfurecido porque eles o haviam expulsado de um trailer que possuíam, onde ele morava de favor.

Segundo os procuradores, o homem também usou uma arma para sequestrar a ex-namorada, mas ela conseguiu escapar. Ele chegou a atirar em sua direção, mas errou a mira.

– Minha intenção era matá-la e depois a mim mesmo. Essa era minha intenção o tempo todo. Se eu não pudesse tê-la, não deixaria mais ninguém tê-la. E eu sabia que chegaria ao ponto em que não poderia mais tê-la – admitiu ele, em confissão a um detetive.

Com informações Pleno News

EUA terá execução de pena de morte por fuzilamento pela primeira vez em 15 anos

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Pela primeira vez em 15 anos um condenado a pena de morte será executado por fuzilamento nos EUA.

A execução de Brad Sigmon, condenado por homicídio, recebeu sinal verde da Suprema Corte do Estado da Carolina do Sul na quarta-feira (5/3).

Há preocupações sobre os riscos para as testemunhas que devem, por lei, poder observar o evento.

Advogados de Sigmon disseram que ele escolheu a morte por fuzilamento, mas que ele enfrentava uma escolha difícil entre métodos de execução – se deve selecionar uma morte violenta por tiro ou arriscar uma morte potencialmente torturante por injeção letal, sobre a qual não existem informações adequadas.

Sigmon foi condenado à morte em 2002 por assassinar em 2001 os pais de sua ex-namorada, Gladys e David Larke, com um taco de beisebol na Carolina do Sul.

Como é a execução por fuzilamento?
A Carolina do Sul executou mais de 40 prisioneiros desde 1985 – eletrocutados ou com injeção letal.

Em 2021, o Estado aprovou uma lei que permitiria o uso do pelotão de fuzilamento em execuções estaduais.

De acordo com o Death Penalty Information Center – uma organização de direitos humanos sediada nos EUA – esta lei foi parcialmente motivada pela incapacidade do Estado de obter as substâncias necessárias para a injeção letal.

Logo após a aprovação da lei, o Departamento Penitenciário da Carolina do Sul atualizou a infraestrutura para poder realizar execuções por pelotão de fuzilamento.

A mesma sala onde os presos são mortos usando injeção letal – que é chamada de câmara da morte – agora será usada para morte por fuzilamento.

Testemunhas podem, por lei, assistir à execução.

“O preso usará um uniforme fornecido pela prisão e será escoltado até a câmara. O preso terá a oportunidade de fazer uma última declaração”, explicou o departamento.

Sigmon será então amarrado a uma cadeira na câmara da morte e um capuz será colocado sobre sua cabeça, com um alvo posicionado sobre seu coração.

“Após o diretor ler a ordem de execução, a equipe atirará”, explica o departamento.

“Após os tiros, um médico examinará o preso. Após o preso ser declarado morto, a cortina será fechada e as testemunhas escoltadas para fora.”

Os membros do pelotão de fuzilamento são funcionários do departamento que se voluntariam para o ato, informa o órgão.

Testemunhas: quem pode estar dentro da câmara da morte?
Jornalistas, advogados e familiares da vítima normalmente sentam-se em um espaço diretamente ao lado da “câmara da morte”, por trás de uma divisória de vidro, para assistir à execução.

As testemunhas devem conseguir ver Sigmon até que ele seja declarado morto.

Drew Swift, um instrutor tiro que possui uma academia de treinamento em McLean, na Carolina do Sul, compartilhou suas preocupações sobre esses métodos de execução com a emissora americana NPR.

“Vai ser traumático”, disse Swift ao canal de notícias. “E se três tiros acertarem o mesmo alvo, vai ser um buraco muito grande. Vai haver muito sangue.”

Há também o risco de balas ricochetearem e atingirem pessoas ou móveis.

Além disso, se realizados em ambientes fechados em um espaço relativamente confinado, os tiros podem liberar partículas de chumbo e gases nocivos.

Isso sem contar possíveis danos auditivos para as testemunhas.

O departamento prisional do Estado não respondeu aos questionamentos feitos pela rádio NPR, agência pública de rádio dos EUA.

BBC

Ciclone tropical raro ameaça Austrália, fecha escolas e paralisa transporte público; 4 milhões em alerta

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Os fortes ventos e chuvas causados pelo raro ciclone tropical Alfred começaram a atingir a costa leste da Austrália nesta quinta-feira (6). Escolas foram fechadas, o transporte público foi suspenso e moradores enfrentaram escassez de sacos de areia, recorrendo a sacos de terra para proteger suas casas.

De acordo com o Escritório de Meteorologia, o ciclone deve tocar terra na costa do estado de Queensland entre a região de Sunshine Coast e a cidade de Gold Coast, no sul, na madrugada de sábado (8). Brisbane, capital do estado e sede dos Jogos Olímpicos de 2032, está localizada entre essas áreas e pode ser fortemente impactada.

“Os ventos já começaram a se intensificar ao longo da costa, com rajadas entre 80 e 90 km/h. A tendência é que fiquem ainda mais fortes”, afirmou o meteorologista Matt Collopy.

Risco de enchentes

O ciclone Alfred pode se tornar o primeiro a atingir Brisbane desde 1974, quando o ciclone Zoe provocou inundações generalizadas. Embora fenômenos desse tipo sejam comuns no norte tropical de Queensland, eles são raros na região sudeste, mais populosa e de clima temperado.

Com ventos sustentados de 95 km/h e rajadas que chegam a 130 km/h, Alfred deve manter sua força até atingir o continente. No entanto, o maior temor das autoridades são as enchentes. Modelos indicam que até 20 mil casas podem ser afetadas em Brisbane, uma cidade construída em grande parte sobre uma planície fluvial.

O primeiro-ministro da Austrália, Anthony Albanese, anunciou o fechamento de 660 escolas no sul de Queensland e 280 no norte de Nova Gales do Sul. Além disso, o governo federal enviou 310 mil sacos de areia para Brisbane, com mais unidades a caminho.

“Meu recado para os moradores do sudeste de Queensland e do norte de Nova Gales do Sul é que estamos prontos para apoiá-los. Estamos ao lado de vocês”, declarou Albanese.

Falta de suprimentos e filas por sacos de areia

A escassez de sacos de areia levou moradores a improvisarem com sacos de terra para jardinagem. De acordo com Damien Effeney, diretor de uma empresa de suprimentos rurais, algumas pessoas compraram até 30 sacos de terra para reforçar suas proteções.

Em pontos de distribuição de areia em Brisbane, longas filas se formaram, e alguns locais ficaram sem estoque. Um estabelecimento de vôlei de praia relatou o furto de areia destinada ao preenchimento dos sacos.

As ruas da cidade ficaram praticamente desertas, e supermercados registraram prateleiras vazias de itens essenciais, como pão, leite, água engarrafada e baterias.

Ventos e chuvas deixam milhares sem energia

O avanço do ciclone já causou a queda de árvores e interrompeu o fornecimento de eletricidade para 4.500 residências e empresas no norte de Nova Gales do Sul. A região também registrou fortes chuvas e rios transbordando, o que levou as autoridades a recomendarem a evacuação de 14 comunidades.

As condições do mar também se tornaram perigosas. Na noite de quarta-feira (5), uma onda de 12,3 metros de altura foi registrada em uma praia de Gold Coast, um recorde para a região.

Meteorologistas revisaram a previsão inicial e afirmaram que Alfred tocará terra mais tarde do que o esperado. No entanto, isso pode agravar os impactos, segundo a especialista Jane Golding.

“Isso significa que teremos mais tempo para a chuva cair e para o vento causar danos”, alertou.

As autoridades seguem monitorando o avanço do ciclone e reforçando os pedidos para que a população busque abrigo e siga as orientações de segurança.

Com informações da AP