
Uma operação de resgate coordenada a partir do Rio Grande do Norte salvou a vida de um tripulante estrangeiro, um norte-americano de 32 anos, que passou mal durante uma travessia oceânica no Atlântico. A ação envolveu a Base Naval de Natal, um navio-patrulha da Marinha do Brasil e uma aeronave da Força Aérea Brasileira (FAB), após o veleiro em que o homem estava sofrer uma emergência médica a cerca de 850 milhas náuticas – aproximadamente 1,6 mil quilômetros – de Recife.
O resgate foi conduzido entre os dias 8 e 12 de fevereiro pelo Serviço de Busca e Salvamento Marítimo do Nordeste (Salvamar Nordeste), órgão da Marinha do Brasil responsável por coordenar ocorrências desse tipo na região. O tripulante navegava no veleiro Lena Rae, em rota entre a Ilha de Santa Helena, no Atlântico, e St. Maarten, no Caribe, quando passou a apresentar falta intensa de ar e dor no peito.
Após receber o alerta, o Salvamar Nordeste iniciou o acompanhamento da embarcação por meio do Sistema de Informações sobre o Tráfego Marítimo (Sistram) e identificou que o navio mercante Amy Clemons McCall estava nas proximidades. A embarcação foi acionada e realizou o recolhimento do tripulante, garantindo melhores condições de atendimento inicial.
Com a avaliação médica remota indicando a necessidade de evacuação aeromédica, o navio mercante foi orientado a seguir em direção a Natal. A partir da capital potiguar, a Marinha deslocou o Navio-Patrulha Oceânico Araguari, que partiu da Base Naval de Natal ainda na segunda-feira 9, levando equipe médica multidisciplinar e militares especializados em operações de resgate.
Na manhã desta quinta-feira 12, a FAB realizou a retirada do paciente do Araguari com a aeronave H-36 Caracal. O tripulante será encaminhado a uma unidade hospitalar assim que chegar em terra.
Segundo a Marinha do Brasil, o deslocamento do navio-patrulha a partir de Natal foi decisivo para o sucesso da operação, permitindo reduzir em cerca de dois dias o tempo estimado para a evacuação do paciente. A ação conjunta entre Marinha e Aeronáutica foi considerada fundamental para garantir rapidez no atendimento e ampliar as chances de recuperação do tripulante.









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