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Categoria: Brasil

Oposição pressionará Lewandowski por conta de fugas em prisão federal

FOTO: HUGO BARRETO

A fuga de dois detentos da Penitenciária Federal de Mossorró, no Rio Grande do Norte, alarmou todo o país nesta semana. Em 18 anos, esta foi a primeira registrada no sistema penitenciário federal, e motivou muitas críticas, por parte da oposição, à política de segurança pública do governo federal. No Congresso, ainda em recesso branco por conta do Carnaval, a oposição ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) já se articula, nos bastidores, para pressionar o ministro Ricardo Lewandowski, da Justiça e Segurança Pública, responsável pelo sistema.

As críticas também são direcionadas para o presidente Lula, que passou a semana em viagem para o Egito e a Etiópia, onde participou da Cúpula da União Africana.

O presidente da Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara dos Deputados, Ubiratan Sanderson (PL/RS), quer convocar o ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, para prestar esclarecimentos ao colegiado.

“O ministro da Justiça será convocado para explicar à CSPCCO acerca das absurdas fugas, que são negativamente emblemáticas porque revelam a total falta de respeito do crime organizado com os atuais gestores da segurança pública do governo Lula”, afirmou ao Metrópoles.

No caso de convocação, a presença do ministro de Estado é obrigatória, diferente dos convites. Já no Senado Federal, por enquanto, não há previsão de chamar Lewandowski.

Senado

Na Comissão de Segurança Pública da Casa Alta, apenas o senador Sergio Moro (União-PR) informou a intenção de apresentar um requerimento para realizar uma audiência pública com o secretário Nacional de Política Penal, o diretor do Sistema Penitenciário Federal e o diretor de Inteligência Penitenciária do Ministério da Justiça e Segurança Pública.

O pedido precisa ser colocado em votação pelo presidente do colegiado, senador Sergio Petecão (PSD-AC). A próxima sessão está prevista para terça-feira (20/2).

Enquanto muitos membros da oposição centralizam as críticas em Lula e Lewandowski. O senador Ciro Nogueira (PP-PI), ex-ministro da Casa Civil do governo Bolsonaro, se posicionou contra a convocação do novo ministro da Justiça no Congresso.

“O descaso do governo do PT com a segurança é fato! Mas não temos de nos igualar a eles nos erros. O novo ministro da Justiça acabou de assumir. Culpá-lo e fazer política com a fuga dos presídios federais, convocando-o ao Congresso, só cria barulho. Solução, não”, escreveu nas redes sociais.

Metrópoles

Racha histórico no PCC tem líderes expulsos e ordem para matar Marcola

FOTO: JORGE SANTOS

Apurações conduzidas pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) revelam um racha histórico na cúpula do Primeiro Comando da Capital (PCC), uma das maiores facções criminosas da América Latina e que, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), movimenta até R$ 2,5 bilhões por ano.

O principal motivo seria um diálogo gravado entre o líder máximo do PCC, Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, com policiais penais federais, na Penitenciária Federal de Porto Velho (RO). Na ocasião, o detento chegou a afirmar que Roberto Soriano, o “Tiriça” e número dois na hierarquia da facção, era um “psicopata”.

A declaração foi usada por promotores durante o julgamento de Roberto Soriano. O criminoso, que cumpre pena atualmente na Penitenciária Federal de Brasília, junto a Marcola e outros líderes do PCC, foi condenado a 31 anos e 6 meses de prisão, em 2023, por ser o mandante do assassinato da psicóloga Melissa de Almeida Araújo.

A servidora pública trabalhava na penitenciária federal de segurança máxima de Catanduvas (PR) e teria sido vista pelos criminosos como um “alvo fácil”.

O crime, cometido em 2017, seria uma ação do PCC contra o rigor do regime adotado no Sistema Penitenciário Federal (SPF). Segundo as investigações, a facção considera que os presos sofrem “opressão” do Estado, pelo fato de o esquema de segurança não prever visitas íntimas e de o contato com advogados e parentes ser estritamente por meio de parlatório, o que não favorece a entrada de drogas, celulares e, sobretudo, a entrega de bilhetes nas prisões.

Metrópoles

LUTO: Empresário Abilio Diniz já foi vítima de sequestro histórico no Brasil

FOTO: REPRODUÇÃO

O empresário Abilio Diniz, morto aos 87 anos no último domingo, 18, já foi vítima de um sequestro histórico no Brasil, em 1989. Ele passou sete dias em cativeiro após ser sequestrado com pedido de resgate de US$ 30 milhões. Na época, a polícia conseguiu prender os envolvidos no crime.

O objetivo dos dez criminosos presos era arrecadar dinheiro para guerrilheiros, entre eles estava, chilenos, argentinos e canadenses do Movimento da Esquerda Revolucionária. A polícia conseguiu interromper os planos com as investigações.

Diniz ficou sete dias em cativeiro, em um cubículo subterrâneo, conforme descreve na biografia. De acordo com o relato, o sequestro o deixou com raiva e frustração, mas aquele momento significou elevação espiritual e desenvolvimento pessoal.

Com informações da Band

Relato de professor sobre rigidez na Penitenciária Federal de Mossoró viraliza na web

FOTO: REPRODUÇÃO

O professor universitário Francisco Augusto da Cruz de Araújo deu aulas por dois anos na Penitenciária Federal de Mossoró e detalhou os rígidos protocolos de segurança pelos quais era obrigado a passar.

Ele relatou que “não imaginava existirem padrões de segurança tão altíssimos” e disse ter ficado descrente ao saber da hipótese de que dois presos teriam conseguido sair de suas celas sozinhos, ante todos os procedimentos a que eram submetidos.

Na última quarta-feira (14), dois presos conseguiram escapar na unidade de segurança máxima. De acordo com informações iniciais, eles teriam desgastado a parede das celas com uma barra de ferro.

O relato do professor começou a chamar atenção na rede social X (antigo Twitter). Numa série de posts, ele descreveu, por exemplo, os procedimentos de entrada e saída na unidade. Uma das publicações se aproxima de 5 mil compartilhamentos.

Araújo conta, por exemplo, que para entrar no presídio precisou ter sua vida investigada com ao menos 15 dias de antecedência, quando a direção requer o envio dos documentos pessoais. Quem não se submete ao procedimento “fica do lado de fora”, conta Araújo.

Ele deu aulas a nove internos que foram aprovados para ingressar em curso superior de gestão ambiental na Universidade Aberta do Brasil, no polo de Mossoró, que é gerido pelo Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN). Foi escolhido por ter feito mestrado em ciências sociais com foco em segurança pública e sistema prisional.

Como os presos não têm acesso a eletrônicos, para viabilizar os estudos à distância era preciso enviar todo o material por email para ser impresso na própria penitenciária. Ao menos uma vez por mês, Araújo e outros professores iam à unidade para dar aulas durante todo o dia, para tentar avançar o máximo possível no programa do curso.

Para entrar no presídio, é preciso utilizar roupas sem nada de metal, sejam botões, presilhas ou zíperes. “Eu ia com uma calça de academia, dessas de nylon, camiseta e tênis de corrida”. Nada de metal pode passar pelos diversos detectores espalhados pela unidade, relata o professor.

Primeiro, Araújo era encaminhado para a área administrativa e, depois, acompanhado de um policial penal, ia ao encontro dos alunos em diferentes alas do presídio. “Eu levava de 30 a 40 minutos para chegar até o preso”, disse o professor. “Eu brincava de contar quantos portões de ferro eu precisava atravessar pra chegar até o lugar das aulas, às vezes eram 17, às vezes 20”.

Nas aulas, os presos ficavam de um lado das grades enquanto Araújo ficava do outro, sempre acompanhado do agente penitenciário. “Éramos orientados a não revelar nada de nossa vida pessoal, para não haver risco de sequestros e coisas assim. Um dia levei uma cotovelada do agente porque, num ato falho, revelei a cidade e o bairro onde morava”, conta o professor.

Para estudar, os presos tinham acesso somente ao material impresso, com páginas unidas por cola branca, pois nem mesmo grampos ou clipes eram permitidos. As canetas disponibilizadas aos internos tinham apenas o tubinho de tinta com a ponta, sem o corpo de plástico. Tudo era recolhido ao final do dia.

Fuga

Nas duas oportunidades que teve de visitar celas da unidade, Araújo relatou ter visto apenas uma cama e uma mesinha de alvenaria, sem bancos ou cadeiras. Nem mesmo lençóis são disponibilizados aos presos, para quem não usem para se enforcar, por exemplo.

Na lembrança do professor, as aberturas para ventilação e iluminação da cela ficavam a cerca de cinco metros do chão. Isso fez ele estranhar a foto revelada pela imprensa que mostra o buraco por onde os presos supostamente escaparam.

“Eu achei muito estranho essa hipótese de que eles fugiram por ali, porque quebraram uma parede de concreto armado que fica a cinco metros de altura. É muito difícil”, disse ele à Agência Brasil.

O professor diz acreditar mais na hipótese de que os dois fugitivos receberam algum tipo de ajuda. “Conhecendo os critérios de segurança que o presídio federal de Mossoró tem, é praticamente impossível alguém sair de lá sem que alguém veja”.

O trabalho de Araújo na Penitenciária de Mossoró ocorreu entre os anos de 2017 e 2018. A rotatividade de presos fez com que todos os alunos acabassem transferidos, o que impossibilitou a continuidade do projeto. “Alguns, acho que três, que voltaram para presídios estaduais conseguiram terminar o curso em outras unidades de ensino”, disse.

“Lamento muito que isso tenha acontecido no presídio federal, porque conheço a seriedade das pessoas que trabalharam comigo nesses dois anos. São pessoas espetaculares, comprometidas com a segurança”, conclui o professor.

Buscas

Neste domingo (18), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva comentou o episódio e disse acreditar em algum tipo de facilitação. Algumas horas depois, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, disse ser necessário o fim das investigações para que se possa falar em qualquer tipo de conivência de agentes do presídio.

As buscas pelos fugitivos entraram no quinto dia neste domingo e se concentram em um raio de 15 quilômetros ao redor da penitenciária. Cerca de 500 agentes trabalham na recaptura, bem como três helicópteros, drones e detectores de calor.

Rogério da Silva Mendonça e Deibson Cabral Nascimento foram os primeiros detentos a escapar de um presídio federal, considerado de segurança máxima. O sistema foi criado em 2006. Eles fugiram na última quarta-feira (14) e são considerados de alta periculosidade.

Agência Brasil

Igreja gay faz retiro espiritual para evangélicos LGBTI+ no Carnaval

FOTO: IGREJA CRISTÃ CONTEMPORÂNEA

Cerca de 250 pessoas LGBTQIA+ evangélicas se reuniram em um retiro espiritual, promovido pela Igreja Cristã Contemporânea, em uma chácara de Guaratiba (RJ), no último feriado de Carnaval.

De acordo com os organizadores, o evento tem o objetivo de ir na contramão da folia e proporcionar um “espaço de reflexão e busca espiritual para aqueles que buscam uma conexão mais profunda com o divino”, além de celebrar a diversidade.

A “igreja gay” é liderada pelos pastores Marcos Gladstone e Fábio Inácio. Diversos casais LGBTQIA+ renovaram votos de matrimônio durante o evento.

“Essa celebração simbolizou não apenas a união entre duas pessoas, mas também o respeito e reconhecimento das diversas formas de amor e relacionamento”, diz a instituição.

O retiro contou com caravanas de religiosos vindas de estados como São Paulo, Minas Gerais e Bahia.

Metrópoles

Carnaval: prefeito vai de jatinho ao Caribe com empresário contratado pela prefeitura

FOTO: GETTY IMAGES

O prefeito de Manaus (AM), David Almeida (Avante), viajou em um jatinho fretado para St. Maarten, ilha no Caribe, junto a um empresário que tem contrato com a prefeitura manauara.

David e Roberto de Souza Lopes, dono da Royal Tech, eram dois dos oito passageiros do jatinho de um táxi aéreo que decolou da capital do Amazonas rumo à ilha paradisíaca durante o feriadão. O avião fretado retornou a Manaus na última quarta-feira (14/2).

A Royal Tech, que antigamente se chamava Royal Gestão e Serviços de Informática Ltda., tem histórico de contratações com a Prefeitura de Manaus ao menos desde 2015.

Contratos de serviços

Atualmente, a Royal Tech mantém contrato com a Manaus Previdência para locação e manutenção de impressoras. O acordo foi fechado em 2019, no valor anual de R$ 58.656, e envolvia o aluguel e fornecimento de suprimentos para seis impressoras. As informações são do Portal da Transparência de Manaus.

Foram assinados quatro termos aditivos para prorrogar o acordo com a Manaus Previdência por 12 meses, no valor de R$ 20.020,80 anuais, com menos duas impressoras do que o previsto inicialmente. O último contrato aditivo se encerra em 15 de agosto de 2024.

Metrópoles

Renato Cariani vira réu por tráfico de drogas com mais 4 pessoas

FOTO: REPRODUÇÃO/YOUTUBE

A Justiça de São Paulo aceitou nessa sexta-feira (16/2) denúncia contra o influenciador fitness Renato Cariani, de 47 anos,e mais quatro pessoas.

Agora, ele e Roseli Dorth, Fabio Spinola Mota, Andreia Domingues Ferreira e Rodrigo Gomes Pereira são réus por tráfico de drogas, associação ao tráfico e lavagem de dinheiro.

De acordo com o Ministério Público (MPSP), eles “pelo menos sessenta vezes, produziram, venderam e forneceram, sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar, mais de doze toneladas de produtos químicos destinados à preparação de drogas”.

O grupo também teria dissimulado “os valores provenientes dos crimes de tráfico de drogas acima noticiados, por meio de depósitos em espécie realizados por interpostas pessoas, convertendo em ativo lícito o montante aproximado de R$ 2.407.216,00”.

Origem da investigação

Como mostrado pelo Metrópoles, depósitos de R$ 212 mil, em dinheiro vivo, em nome da AstraZeneca, deram origem a toda a investigação que levou a buscas e apreensões na mansão do influenciador fitness, na semana passada. O laboratório não reconheceu como seus os repasses em espécie à Anidrol – empresa em Diadema da qual o fisiculturista é sócio –— e, por isso, fez uma denúncia à PF.

Metrópoles

MJ prorroga suspensão de banho de sol e visitas em presídios federais

FOTO: IGO ESTRELA

O Ministério da Justiça e Segurança Pública prorrogou o prazo de vigência da portaria que determinou o emprego do nível de segurança 2 nos cinco presídios federais de segurança máxima. A medida mantém suspensas as visitas e os banhos de sol dos detentos até quarta-feira (21/2).

A suspensão foi determinada pelo diretor substituto do Sistema Penitenciário Federal, José Renato Gomes Vaz, e, inicialmente, valeria até esta sexta-feira (16/2). O novo prazo passa a vigorar a partir de sábado (17/2).

Em presídios federais, os detentos têm direito a duas horas diárias de banho de sol.

A portaria também suspendeu a realização de atividades educacionais, laborais e religiosas dentro das penitenciárias. Ficam mantidos, porém, os atendimentos de saúde, de advogados e o cumprimento de decisões judiciais.

Primeira fuga em 18 anos

As medidas foram adotadas após a fuga de Rogério da Silva Mendonça, de 35 anos, e Deibson “Tatu” Cabral Nascimento, de 33, da Penitenciária Federal de Mossoró, no Rio Grande do Norte. Essa é a primeira vez que detentos escapam de uma unidade de segurança máxima do sistema penitenciário federal desde a sua criação, há 18 anos.

Metrópoles