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Categoria: Política

Senador Jean Paul convoca imprensa após reunião com governadora e secretários

SENADOR JEAN PAUL PRESTA (PT). FOTO-ASSESSORIA

O Senador Jean Paul Prates (PT-RN) concederá nesta segunda-feira (16) uma entrevista coletiva para prestar contas sobre os recursos enviados ao Governo do Estado durante os três orçamentos que participou em seu mandato. A coletiva ocorrerá a partir das 11h30 na Governadoria, no Centro Administrativo, após reunião do parlamentar com secretários do Poder Executivo estadual e a própria governadora Fátima Bezerra, que começa às 10h, para tomar pé do andamento da execução desses recursos.

Ao todo, são mais de R$ 60 milhões destinados por Jean para órgãos do Governo do Estado, que resultaram na realização de projetos e no auxílio na oferta de serviços que já eram operados pela gestão. A maior parte desses recursos foi direcionada à saúde, em virtude da pandemia da COVID-19. O dinheiro serviu para comprar equipamentos para os hospitais e melhorar o atendimento à população.

Também através dessas emendas, foi iniciada uma parceria do mandato do Senador Jean com o governo no setor do esporte. O projeto, criado pelo parlamentar, trata da construção de arenas esportivas públicas.

São as Areninhas Potiguares, construídas nos moldes dos campos de futebol society privados já existentes, com vestiário, campo em tamanho oficial para receber competições, iluminação, alambrado. A diferença é que essas estruturas ficarão à disposição das comunidades de forma gratuita, em diferentes cidades do Rio Grande do Norte.

O detalhamento desses e outros projetos realizados a partir dos recursos destinados pelo Senado Jean a órgãos do Governo do RN será feito durante a coletiva. Toda a imprensa potiguar está convidada a comparecer à entrevista.

Bolsonaro quer trocar diretorias da Petrobras que não têm relação com preço de combustível

ADOLFO SACHSIDA E JAIR BOLSONARO | REPRODUÇÃO REDES SOCIAIS

A troca do titular da pasta de Minas e Energia não encerrou o plano de Jair Bolsonaro de interferir na Petrobras. Além do presidente da companhia, José Mauro Coelho, mais três diretores da empresa estão na alça de mira. 

Nos últimos dias, executivos da companhia e funcionários graduados do governo confirmaram à equipe da coluna que o presidente quer a substituição de três diretores: o financeiro, o de tecnologia e o de relações institucionais. 

A questão que intriga os técnicos da Petrobras e do próprio ministério é que, com exceção da financeira, as outras diretorias não têm relação com o preço dos combustíveis. 

Por isso, a insistência do presidente em tirar os titulares de seus cargos desperta suspeitas de que ele esteja querendo usar a alta dos combustíveis para aparelhar politicamente a empresa.

Hoje, os três são funcionários de carreira, dois da própria Petrobras e um, cedido pelo Banco Central. Pelo menos um dos candidatos de Bolsonaro, o ex-diretor da Gol Paulo Palaia, que ele pretende colocar na área de tecnologia, é visto no entorno presidencial como bolsonarista.

Neste domingo, ao ser questionado a respeito dos rumores de que Coelho estaria sob fritura, Bolsonaro despistou. “Pergunta pro Sachsida”, disse, referindo-se ao novo ministro de Minas e Energia, Adolfo Sachsida. 

A diretoria de relações institucionais, hoje comandada pelo economista do BC Rafael Chaves,  administra a verba de comunicação da Petrobras, que foi de R$ 100 milhões de reais, em média, nos últimos três anos. 

Também administra os programas de responsabilidade social, que atuam em diversos estados. 

Foi na comunicação que O GLOBO descobriu que, entre 2017 e 2019, foram veiculados milhares de anúncios em em canais do YouTube que disseminavam desinformação, fake news e ataques ao STF.  O Tribinal de Contas da União (TCU) apurou o caso não só na Petrobras, mas também em outras estatais. A companhia afirmou, na época, que os anúncios foram resultado de um erro de um prestador de serviços e suspendeu toda a propaganda nesses canais. 

O Globo

Deputado George Soares entrega emenda de R$ 30 mil para Associação de Nova Esperança em Assú

DEPUTADO GEORGE SOARES. FOTO-DIVULGAÇÃO ASSESSORIA

O deputado estadual George Soares entregou neste sábado(14), emenda de R$ 30 mil para a aquisição de mobília da Associação Comunitária de Nova Esperança, em Assú.

“Apoiamos o trabalho da entidade, e vamos ajudar na estruturação das salas para dar condições de trabalho aos membros da associação na nova sede que está em construção”, destacou George.

A emenda foi entregue em mãos pelo deputado George ao presidente da entidade Edson Tavares, ” Essinho”, na presença da vice-prefeita de Assú, Fabielle Bezerra e dos vereadores Paulo Brito e karielle Medeiros.

Essinho explicou como o dinheiro será investido e agradeceu ao deputado pela emenda. “Estivemos no gabinete de George recentemente e ele manteve o compromisso que firmou com a gente. Trouxe a emenda para a associação. Vamos comprar mesa, cadeira, computador, ar-condicionado e outros itens para ajudar o nosso trabalho no dia a dia”, afirmou Essinho.

A associação é responsável pelo abastecimento de água de Nova Esperança através de um dessalinizador – retirada de excesso de sal e outros minerais da água.

Aécio rejeita Tebet e diz que PSDB foi egoísta, traiu Doria e implodiu terceira via

O DEPUTADO FEDERAL AÉCIO NEVES (PSDB-MG) DURANTE ENTREVISTA EM SEU GABINETE, NA CÂMARA DOS DEPUTADOS. – PEDRO LADEIRA/FOLHAPRESS

Um dos principais nomes do PSDB, o deputado Aécio Neves (MG) tece duras críticas à conduta do presidente do partido, o ex-deputado Bruno Araújo (PE), no processo de construção da candidatura tucana ao Palácio do Planalto.

O parlamentar acusa Araújo de tirar protagonismo da sigla e argumenta que ele trabalha para que João Doria (SP), vencedor das prévias na legenda, não seja candidato à Presidência. Para Aécio, Araújo atua mais como “advogado” do governador de São Paulo, Rodrigo Garcia, que busca a reeleição, do que como líder nacional do PSDB.

O caminho para rifar Doria seria um acerto pelo qual o PSDB apoiaria a candidatura de Simone Tebet (MDB-MS) à Presidência. Aécio refuta esse acordo.

“O Doria sempre foi o bode que precisava ser retirado da sala para viabilizar a candidatura de Rodrigo Garcia”, afirma Aécio em entrevista à Folha.

O PSDB hoje está repleto de divergências internas. Qual deve ser o caminho do PSDB, na sua avaliação? Tudo que estamos vivendo hoje é consequência de equívocos que foram cometidos. A terceira via implodiu pelo pragmatismo de uns e pelo egoísmo do PSDB. Você não pode cobrar que um partido como o União Brasil, recém-fundado, lidere um projeto nacional. No futuro, talvez sim, mas hoje ele tem duas prioridades: recuperar a sua bancada para voltar a irrigar o duto dos financiamentos eleitorais e eleger governadores

O MDB, por outro lado, é um partido que tem uma história gloriosa, mas está em busca de uma reconciliação com seu passado. Ainda mais depois de dez anos de sociedade com o desgoverno do PT.

Mas o PSDB não. Aí é que entra a minha crítica ao que ocorreu até aqui.

Qual é a crítica? O PSDB não se colocou à altura do papel que deveria estar desempenhando. O próprio presidente [do partido,] Bruno Araújo optou por ser muito mais advogado dos interesses da candidatura de Rodrigo Garcia [para o Governo de São Paulo] do que presidente nacional do PSDB, um partido que poderia estar liderando a terceira via.

Diferentemente do União Brasil e do MDB, nós tivemos a oportunidade para isso. Nós tivemos a candidatura do Eduardo [Leite] (PSDB-RS), que poderia estar adiante [nas pesquisas].

Mas desde o início o objetivo foi criar as condições para que João Doria saísse do Governo de São Paulo e permitisse ao Rodrigo Garcia construir a sua candidatura. Não tenho nada contra [Garcia], a candidatura dele é bem-vinda, mas não ao custo da inviabilização do PSDB.

O Doria sempre foi o bode que precisava ser retirado da sala para viabilizar a candidatura do Rodrigo Garcia. Por isso que as prévias foram feitas completamente fora do tempo, sem que houvesse outra candidatura. O Leite só surge como candidato quatro meses depois de anunciadas as prévias.

O nome do Doria foi escolhido nas prévias em novembro, mas desde então o sr. trabalhou por Leite. Foi inclusive acusado de golpe pelos seus pares. Por que o senhor não legitimou as prévias? Isso beira o ridículo. O golpe houve quando tentaram fraudar as prévias, incluindo eleitores não habilitados com base em recursos públicos.

Estabeleceu-se um verdadeiro mercado persa no PSDB para cooptar companheiros nossos, que acabaram dando vitória ao Doria. E muitos desses compromissos foram respaldados pelo Governo de São Paulo e pelo [então] vice-governador Rodrigo Garcia.

Tudo para tirar o Doria do incômodo lugar de governador de São Paulo. E no momento em que Doria teve um átimo de lucidez e resolveu permanecer no governo, ele foi ejetado da cadeira.

Agora, [é ruim] retirarmos uma candidatura para apoiar o MDB única e exclusivamente para justificar a saída do Doria; um partido que jamais cogitou apoiar uma candidatura do PSDB.

Eu nunca quis a candidatura do Doria, acho que será um momento trágico para o PSDB. Mas ele ganhou as prévias, não ganhou? Maculadas, tínhamos um candidato que podia estar hoje lá na frente, com outros apoios. O PSDB ignorou isso.

Quando o sr. decidiu tentar viabilizar a candidatura de Leite… Eu já estava identificando o que está acontecendo hoje. O Doria nunca foi candidato.

Eu quero que deixar clara a minha solidariedade ao Doria porque uma coisa é você enfrentar um adversário de frente e dizer que ele não era a pessoa adequada para liderar o PSDB. Mas agora se busca uma construção, através de uma encenação burlesca, de uma pesquisa que já se sabe o resultado. Querem dizer: não pode ser o Doria porque ele tem uma alta rejeição, então tem que ser a Simone.

O Doria está conhecendo a face triste da política, que é a traição pelos seus próprios companheiros.

Por que não acredita na candidatura da Simone Tebet? Eu vou defender sempre que o PSDB tenha candidatura própria. O preço para retirada do Doria pelos seus pretensos aliados não pode ser nos colocarem em outra incerteza. Nós não sabemos nem sequer se o MDB vai ter condições de homologar a candidatura da Simone.

O que deve ser feito com Doria e a candidatura do PSDB, na sua opinião? Quem trouxe Mateus ao mundo que o embale. Esse não é o nome que a cúpula do PSDB quis, que nos privou de ter uma candidatura que emocionasse, empolgasse o país? Pois bem. Se querem retirar a candidatura do Doria, que não nos privem da possibilidade de nós mesmos construímos o nosso destino.

Por que crê que Leite reúne mais condições? Porque o Doria tem 60% de rejeição. O Eduardo Leite tem um discurso novo, oxigenaria o partido mesmo que não ganhasse. Eu lamento que o Doria tenha sido escolhido, trabalhei pelo Leite. Mas o mínimo que se esperava daqueles que apoiaram o Doria era que estivessem agora tentando viabilizar a sua candidatura.

O sr. aponta Bruno Araújo e Garcia como os dois principais responsáveis por essa articulação? Claro que há outros, mas pelo papel que ocupam [eles são os principais]. Garcia foi avalista de muitos acordos que viraram votos na bancada [durante as prévias]. E muitos que viraram deixaram o PSDB. O PSDB perdeu 10, 11 deputados, [sendo que] 80% votaram no Doria nas prévias. Resolveram suas vidas e foram apoiar outros candidatos.

Como reverter um eventual apoio à candidatura de Tebet, caso esse seja o resultado? O presidente Bruno Araújo e a Executiva não têm autoridade para firmar nenhum compromisso de aliança. Essa responsabilidade é da convenção partidária. E na convenção vão surgir candidaturas do PSDB. Vão surgir outros nomes novos.

Quais? Não vou antecipar. Nem que seja só para demarcar o campo. Tem deputado dizendo “eu topo ser candidato”.

O sr. é contra o acordo com o MDB. Diante disso, prefere que o PSDB mantenha a candidatura de Doria ou é preciso pensar outro nome? Não sou contra a aliança com o MDB, quero que o partido tenha liberdade, alternativas. Se a candidatura do Doria for retirada pelos seus aliados, [que a sigla] possa definir se o melhor caminho é não ter candidatura —o que não defendo—, aliar-se ao MDB ou ter candidatura própria. A minha posição é pela candidatura própria.

Na convenção, vou defender que o PSDB tenha candidatura própria. Mas não está mais nas minhas mãos, sou um derrotado nesse processo. Nós perdemos as prévias e o Leite fez muito bem, quando viu que o partido não levava em consideração a sua candidatura, de se voltar para o Rio Grande do Sul. Porque agora só quem pode eventualmente retirar a candidatura [do Doria] são aqueles que o apoiaram, que votaram nele nas prévias.

Leite ainda é uma alternativa no PSDB? Eu acho muito difícil. Acho que o tempo passou, ele está cuidando do Rio Grande do Sul.

Ele vai ser candidato ao governo? Eu defendo que ele tem que ser candidato a alguma coisa.

Mas dentro do PSDB quem é alternativa? Eu não sei.

Tasso Jereissati? [Na última reunião da Executiva], eu ouvi gente sugerindo que o nome deles [Leite e Tasso] fossem colocados nessa pesquisa. Eu nem entrei nisso porque acho que a pesquisa é uma bobagem, uma farsa. É uma forma pouco corajosa para o presidente do PSDB poder dizer que “Doria não dá mais”, atender ao Garcia e preterir o interesse do PSDB.

O sr. é uma opção da terceira via no PSDB? Não cogito isso. Eu pretendo ser candidato a deputado federal.

O sr. diz que a terceira via implodiu e que os candidatos postos têm baixa intenção de votos. Mas o mesmo poderia ocorrer com Leite… Eu não acho. A minha opinião é que nesse momento o Eduardo Leite teria o apoio desses partidos, porque estamos falando de algo palpável. Hoje ele estaria com uma candidatura competitiva.

Entre Lula e Bolsonaro, qual deve ser a posição do PSDB? Indicar uma candidatura própria mesmo que seja para perder. Perder unido nesta hora é uma grande coisa.

Mesmo que seja o Doria? Se for esse o destino, que cada um assuma a sua responsabilidade.

Se na eleição o PSDB vai diminuir de tamanho, qual será o papel do partido? Eu não vou desistir do PSDB. O PSDB terá um papel decisivo, independentemente do tamanho da bancada. Nosso encontro está marcado no pós-eleição. O PSDB não é hospedeiro de projetos. Vamos recuperar nosso papel como um partido que tem projeto de país sendo oposição a Lula ou Bolsonaro. Mas temos que existir para isso.

Bolsonaro tem criticado reiteradamente o processo eleitoral. Acha que se trata de uma bravata ou ele pode tomar uma medida autoritária? Eu acho certo exagero achar que Bolsonaro possa atentar contra a democracia. Ele não terá forças e condições para isso.

O sr. questionou o processo eleitoral após perder em 2014. Sua postura não gerou um precedente perigoso? Esse debate sobre as urnas foi contaminado pelo radicalismo das posições tanto do presidente como do TSE [Tribunal Superior Eleitoral] à época do ministro Barroso.

Acho que todos os processos eleitorais no mundo estão em processo de aprimoramento. Devemos, depois das eleições e fora desse ambiente, discutir de que forma garantir que a população brasileira no seu conjunto confie no sistema, seja qual for ele.

Criou-se essa narrativa que eu contestei o resultado das eleições [de 2014]. Mentira. Às 20h30, quando o TSE anunciou o resultado, eu liguei para a candidata Dilma Rousseff para parabenizá-la pelas eleições, desejando que ela pudesse ter forças e condições de unir o Brasil. Essa é a liturgia que as democracias cumprem.

Vocês decidiram lançar o Marcus Pestana ao Governo de Minas. Por que a decisão de não apoiar o governador Romeu Zema? O Pestana é anos-luz mais qualificado que qualquer um na disputa. O Zema não está à altura do que Minas precisa. [O Pestana] tem toda a condição de crescer pela fragilidade do seu adversário.

O sr. é alvo de processo na Justiça, baseado na delação do Joesley Batista, da JBS, e reconhece que isso atrapalhou o PSDB. O dano foi enorme, pessoal e para o partido. Isso foi desmascarado pela Justiça, que mostrou que aquilo foi uma farsa perpetrada pelo Joesley com a ajuda do procurador Marcello Miller. Nós vamos atuar na Justiça para responsabilizar os autores dessa farsa.

Mas o MPF (Ministério Público Federal) vai recorrer da sua absolvição pela Justiça de São PauloO MPF recorre sobre tudo. Você já viu o MPF deixar de recorrer? Eu passei cinco anos com todo tipo de acusação, todos os dias, de todas as mídias. Não se constranja em dizer que eu fui absolvido, porque essa é a realidade.

FOLHA DE SÃO PAULO

Bolsonaro e Lula têm as maiores rejeições para líderes da corrida eleitoral desde 1989

LULA (PT) E BOLSONARO (PL) LIDERAM AS INTENÇÕES DE VOTO E O ÍNDICE DE REJEIÇÃO NA CORRIDA PRESENCIAL FOTO: ARTE / AGÊNCIA O GLOBO

Em meados de anos eleitorais, um dado além das intenções de voto dos pré-candidatos é fundamental para medir os ventos que sopram sobre a opinião pública: a rejeição. Neste ano, a menos de cinco meses do primeiro turno, os patamares de quem diz “não votar de jeito nenhum” nos postulantes só se igualam aos de agosto de 1989, ano em que o país voltou a ter eleições diretas após a ditadura militar.

Levantamento do GLOBO a partir do banco de dados do Centro de Estudos de Opinião Pública (Cesop/Unicamp), Datafolha, Ibope e Ipec revela que, pela primeira vez, um dos dois pré-candidatos mais bem colocados na preferência popular, o presidente Jair Bolsonaro (PL), ultrapassa a barreira dos 50% de rejeição em meados do ano eleitoral.

Os dados mostram também que o ex-presidente Lula (PT), pré-candidato ao Planalto, atingiu, em março de 2022, 37% de rejeição na pesquisa mais recente do Datafolha, passando a ex-presidente Dilma Rousseff, que detinha o recorde da sigla em período semelhante da fase pré-eleitoral. Lula está em patamar numericamente superior aos 34% de agosto de 2018, quando estava preso em Curitiba.

O GLOBO

Presidente do ‘Podemos’ diz que Styvenson será candidato

FELIPE MADRUGA-PRESIDENTE DO PODEMOS-RN. FOTO: REPRODUÇÃO

O Podemos já trabalha com 100% de probabilidade de uma candidatura do senador Styvenson Valentim a governador do Rio Grande do Norte, nas eleições de outubro. Para isso, o presidente estadual do partido, advogado Felipe Madruga, admite ampliar o leque de alianças, porque “tirando a governadora do Estado, todos estão no mesmo barco da oposição”.

Pelo fato do senador Styvenson Valentim ser tido como meio arredio a negociações políticas, o dirigente do Podemos ponderou que o senador “vai acabar entendendo a importância disso, de aglutinar forças políticas, sempre com objetivo de valores que não vão ser ultrapassados e em prol de recuperar o Rio Grande do Norte”.

Felipe Madruga disse em entrevista ao programa “Tribuna Livre”, da rádio Jovem Pan News, que “a gente tem de fugir um pouco dos nomes, tem de pensar no objetivo maior que é recuperar o Rioi Grande do Norte”, admitindo que outros nomes que estão sendo cogitados para disputar o Executivo, podem ser uma opção para a disputa do Senado numa aliança com outros partidos de oposição.

Felipe Madruga argumenta que Styvenson Valentim “está na melhor das situações, sem nada a perder, senador no meio do mandato e alta popularidade e pontuando em dois dígitos nas pesquisas”.

Segundo Madruga, a pré-candidatura de Valentim “é prioridade atemporal no partido pelas condições políticas que reúne”, mas o Podemos tem quadros para disputar o governo ou a vaga de senador, como o médico Geraldo Pinho, que foi candidato a vereador e é o atual secretário geral do partido, além do empresário Afrânio Miranda, que disputou a prefeitura de Natal em 2020 e a educadora Francisca Henrique, que concorreu à prefeitura de Parnamirim.

Felipe Madruga voltou a falar sobre a informação de que Valentim não cumpriu todo o processo de filiação ao PODEMOS, depois de deixar o partido REDE em 2019: “O senador é filiado ao PODEMOS, tem atuação na mesa do Senado Federal, participações nas comissões, em todas votações de peso e relevância nacional vem atuando como senador do PODEMOS, com o nome aparecendo no painel de votação no Senado”.

O presidente do PODEMOS no Estado diz ser “interessante essa polêmica aparecer na semana em que o senador consta em segundo lugar como pré-candidato ao governo e tentarem desestabilizar dessa forma, vejo por esse lado”.

Felipe Madruga lembrou que o senador “filiou-se com fotografia publicada em jornais nacionais e locais, no púlpito do Senado Federal e com o líder da bancada ao lado dele, senador Álvaro Dias (PODE-PR)”.

Ele cita “a quantidade de informações da atuação dele pelo PODEMOS, e que chega a ser cômico, tentarem puxar esse assunto agora”. Agora, acrescentou, “alegam uma eventual irregularidade na listagem de filiados que foi para o Tribunal Superior Eleitoral (TSE)”.

“Mas tranquilizo os membros do partido, porque “a Súmula 20 do TSE vai diretamente nesse sentido sobre prova de filiação partidária, que pode ser por outros meios, quando existe ausência do nome na lista de filiados.

Na opinião de Madruga, “falta pouco tempo para as eleições, nem o senador admite que é pré-candidato publicamente e de forma expressa, representando mudanças que vão ser realizadas no Rio Grande do Norte, isso provoca angústia em muitos”.

Para Madruga, “quem não estão tranquilos, são aqueles que estão vendo um nome que pode ameaçar a reeleição da governadora do Estado, que está com índice de rejeição altíssimo e abriu as portas do governo pra os que antes eram criticados”.

Já a respeito de declarações do próprio Styvenson Valentim que estaria incomodado com a possibilidade do primeiro suplente vir a assumir o mandato e não cumprir com seus compromissos assumidos durante o mandato, como o acompanhamento de emendas destinadas ao Estado e aos municípios, Felipe Madruga afirmou que “isso demonstra boa-fé e preocupação dele (Valetim) com o Estado e de o suplente não honrar os compromissos e a linha de atuação dele”.

Porém, Madruga declarou que isso também “faz parte do jogo político, o senador não pode deixar uma missão ainda maior para o Estado, que é a de governador, senador tem muita importância, mas governador é de fato quem dá o rumo ao Estado por uma situação dessa”.

Madruga disse, ainda, que o senador “tem de cumprir essa missão e confirmar essa pré-candidatura a governador, mas eu não falo por ele, que tem luz própria e responde pelos próprios atos dele, mas tem condições políticas de ser candidato ao governo e tocar um projeto alternativo e fazer uma ruptura, que é a única forma de mudar os rumos do Rio Grande do Norte”.

TRIBUNA DO NORTE

PCdoB tenta emplacar nome de Antenor Roberto como primeiro suplente de Carlos Eduardo

ANTENOR ROBERTO-VICE-GOVERNADOR DO RN-FOTO-DIVULGAÇÃO

(Da redação do BLOG do FM) O diretório estadual do PCdoB tenta emplacar a todo custo o nome do atual Vice-Governador Antenor Roberto, como o primeiro suplente de senador do atual pré-candidato Carlos Eduardo (PDT). Antenor está descartado pela Govenadora Fátima Bezerra (PT) e foi publicamente trocado pelo deputado federal Walter Alves, em uma aliança já consagrada, que coloca Waltinho no palanque de Fátima, como vice.

Antenor também tenta emplacar seu nome como primeiro suplente de Carlos Eduardo, para que em 2025 possa assumir o Senado na vaga de Carlos Eduardo que deverá sair para concorrer ao governo em 2026, caso se eleja em 2022 como sanador.

Em uma entrevista concedida ao Agora RN, o presidente estadual do PCdoB, Divanilton Pereira, foi questionado sobre a possibilidade de  Antenor Roberto não ocupar a vaga de 1ª suplência ao Senado Federal, se ele poderia  concorrer a algum cargo eletivo nas eleições desse ano, o presidente estadual do PCdoB foi enfático. “Não consideramos essa hipótese. O PCdoB, conforme sinalizações anteriores, reivindica a 1ª suplência”,

A única opção que resta par Antenor é, ficar como segundo suplente de Carlos Eduardo. A primeira suplência já está acordada com Jean Paul partes, que pode, pela segunda vez assumir uma cadeira no Senado pegando carona com o candidato titular.

Ezequiel confirma apoio a Rogério para o senado, e vai conversar com Fátima e Fábio Dantas

ROGÉRIO MARINHO E EZEQUIEL FERREIRA DE SOUZA. FOTO-REPRODUÇÃO

Em entrevista à rádio Minha Vida FM, de Martins, na região Oeste potiguar, o presidente estadual do PSDB e também presidente da Assembleia Legislativa, deputado Ezequiel Ferreira, reafirmou o compromisso com a pré-candidatura do ex-ministro Rogério Marinho ao Senado. Quanto a governador, Ezequiel Ferreira afirmou que vai conversar com a governadora Fátima Bezerra (PT) e também com o ex-deputado e amigo pessoal Fábio Dantas, do Solidariedade. O posicionamento em relação à sucessão estadual também passará por conversas com membros do PSDB.

Se não definiu ainda que candidato a governador terá o seu apoio, Ezequiel Ferreira deixou claro que o governante eleito precisa ter uma relação aberta e institucional com o Governo Federal. Para ele, essa boa relação é absolutamente prioritária.

Ezequiel Ferreira disse, ainda, que vê um crescimento muito grande da pré-candidatura do ex-ministro Rogério Marinho ao Senado. Segundo ele, esse crescimento é fruto do reconhecimento ao trabalho de Marinho que levou a um grande investimento do Governo Federal no Rio Grande Norte.

BLOG DO BG