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Categoria: Mundo

Argentina deve ter segundo maior crescimento do PIB entre as 25 maiores economias do mundo

FOTO: AFP

A Argentina vem se destacando globalmente e deve registrar o segundo maior crescimento econômico entre as 25 maiores economias do mundo em 2025, ficando atrás apenas da Índia.

Segundo o Fundo Monetário Internacional (FMI), a economia argentina deve crescer 5,5% neste ano, impulsionada pela melhora da confiança, aumento do crédito e crescimento dos salários reais. Esse desempenho coloca a Argentina à frente de países como China, Indonésia e Brasil.

Ações de Milei

Desde que chegou à Casa Rosada, no final de 2023, Milei promoveu a política do “déficit zero” cortando gastos – fechando ou fazendo fusão de departamentos, suspendendo obras públicas e cortando subsídios governamentais para serviços como luz, água e transporte público, entre outras medidas –, iniciou um processo de privatização de estatais, reduziu a burocracia e impostos e acabou com os controles cambiais.

A inflação no país, que havia sido de 25,5% na variação mensal e 211,4% no acumulado em 12 meses em dezembro de 2023, quando Milei tomou posse, chegou em junho a 1,6% e 39,4% nos dois patamares, respectivamente.

Com informações de Canal Paulo Mathias e Gazeta do Povo

Salário mínimo na Venezuela despenca para um dólar por mês sob o regime de Nicolás Maduro

FOTO: EFE

Na Venezuela, o salário mínimo atingiu um patamar alarmante de apenas um dólar por mês (equivalente a R$ 5,43) nesta sexta-feira, conforme a taxa de câmbio do Banco Central do país, que cotou o dólar a 130,06 bolívares, a moeda local. Desde março de 2022, o salário mínimo, que serve de base para benefícios trabalhistas como férias, rescisões e participação nos lucros, permanece nesse valor ínfimo, equivalente a cerca de US$ 30 na época. Para complementar a renda, o governo de Nicolás Maduro oferece bônus governamentais de até US$ 160, pagos a funcionários públicos com base na taxa diária do órgão emissor, mas sem incidência nos cálculos de benefícios trabalhistas.

Os bônus, que incluem um auxílio-alimentação de US$ 40 e outro chamado “renda de guerra econômica” de US$ 120, são apresentados pelo regime de Maduro como uma estratégia para enfrentar o que ele chama de “guerra econômica, bloqueio e sanções”. No entanto, a realidade é dramática: em julho, a ONG Pró-Véia destacou que, segundo a Constituição venezuelana, o Estado tem a obrigação de garantir uma renda suficiente para uma vida digna, ajustada periodicamente ao custo da cesta básica, que em abril custava US$ 503,73. O valor do salário mínimo, portanto, cobre menos de 0,2% desse custo, evidenciando a crise humanitária no país.

A situação expõe o colapso econômico sob o governo de Nicolás Maduro, acusado de práticas autoritárias e envolvimento com o narcotráfico. Enquanto os bônus governamentais são apresentados como uma solução “inovadora”, críticos apontam que eles não resolvem a desvalorização do salário mínimo nem garantem direitos trabalhistas básicos. A incapacidade de ajustar a renda ao custo de vida agrava a pobreza extrema, deixando milhões de venezuelanos em condições precárias, dependentes de auxílios insuficientes para sobreviver.

Diário Brasil Noticias

Morre Miguel Uribe, candidato da Colômbia baleado em discurso

FOTO: EFE

Pré-candidato a presidente da Colômbia, o senador Miguel Uribe Turbay, de 39 anos, morreu nesta segunda-feira (11), em Bogotá, após ficar mais de dois meses internado por conta de um atentado a tiros sofrido em junho. De direita e integrante do partido de oposição Centro Democrático, Uribe era um dos nomes mais bem posicionados para disputar a Presidência da Colômbia em 2026.

O atentado contra ele ocorreu no dia 7 de junho, quando o senador discursava em um evento de rua. O senador foi alvejado por três tiros — dois na cabeça e um na coxa — por um adolescente de 15 anos que se aproximou em uma motocicleta.

Ao longo dos últimos meses, ele chegou a apresentar melhora, mas seu quadro voltou a piorar no último sábado (9) devido a uma hemorragia no sistema nervoso central. Ele passou por cirurgia de emergência e foi novamente sedado, mas não resistiu.

O pré-candidato a chefe do Executivo colombiano era filho de Diana Turbay, jornalista que foi sequestrada e assassinada em 1991 por narcotraficantes a serviço de Pablo Escobar, e neto do ex-presidente Julio César Turbay, que governou o país entre 1978 e 1982. O ex-presidente Álvaro Uribe Vélez, líder do partido de Miguel Uribe, lamentou a perda.

– O mal destrói tudo, mataram a esperança. Que a luta de Miguel seja uma luz que ilumine o caminho correto da Colômbia – declarou.

A esposa do senador, María Claudia Tarazona, também se pronunciou pelas redes sociais.

– Peço a Deus que me mostre o caminho para aprender a viver sem você. Descanse em paz amor da minha vida, eu cuidarei dos nossos filhos – escreveu Tarazona.

Jornal dos EUA acusa STF de golpe e Moraes de censurar críticos e prender oponentes

FOTO: EBC

O norte-americano Wall Street Journal, um dos mais influentes do mundo, publicou artigo editorial nesse domingo (10), assinado pela colunista Mary Anastasia O’Grady, em que acusa o Supremo Tribunal Federal (STF) de aplicar um golpe de estado no Brasil e o ministro Alexandre de Moraes, principal instrumento dessas decisões, de estar “censurando críticos e prendendo oponentes sem nenhum controle político”. As acusações estão já no título da publicação, “Um golpe de Estado da Suprema Corte do Brasil”, e no subtítulo, onde se refere a censura e prisões políticas.

“A liberdade nas Américas enfrenta um grau de perigo nunca visto desde a Guerra Fria”, escreveu a colunista no artigo publicado no site do WSJ às 16h39 deste domingo, horário de Washington, que menciona vários fatos autoritários no continente, desde o coronel golpista Hugo Chávez, que implantou a ditadura na Venezuela.

“O maior risco não é, como ocorreu nas décadas de 1970 e 1980, a repentina tomada do poder pelos militares”, lembra O’Grady. “Os ditadores do século XXI estão copiando Hugo Chávez , que consolidou seu governo tomando o controle das instituições democráticas enquanto era popular e depois prendeu seus oponentes ou os exilou.”

Ela também afirma que o presidente conservador de de El Salvador, Nayib Bukele, “criou sua própria versão do chavismo”, demitindo e substituindo todos os membros da mais alta corte constitucional do país em 2021. “O devido processo legal, a liberdade de expressão e a liberdade de reunião não existem mais”, diz a colunista, observando que Bukele agora controla inclusive o tribunal eleitoral.

“Ainda não é tarde para salvar o Brasil” da ditadura

Mary Anastasia O’Grady pondera que “desenvolvimentos recentes oferecem esperança de que uma tomada de poder gradual, construída ao longo de seis anos, possa ser revertida”, disse referindo-se ao endurecimento do regime no Brasil.

“O problema em Brasília começou em 2019, quando o Supremo Tribunal Federal alegou ser vítima de calúnias e ameaças, invocando uma regra interna que lhe dava o poder de abrir ‘inquéritos’ secretos sobre supostos crimes contra seus membros”, disse a jornalista, que há anos acompanha de perto a situação política no País.

“Primeiro veio o ‘inquérito das fake news’, no qual a Corte se colocou simultaneamente como iniciadora, investigadora e julgadora — uma violação dos direitos constitucionais dos brasileiros, que têm direito a ver seus casos criminais julgados nos tribunais locais e estaduais, com acusações feitas por promotores locais e estaduais”, historia.

“Alexandre de Moraes, conhecido por sua oposição ao então presidente Jair Bolsonaro, foi escolhido a dedo pelo então presidente do STF, José Antonio Dias Toffoli, para conduzir o inquérito, apesar de o sorteio aleatório ser a regra”, disse, demonstrando estar bem informada também sobre questões próprias do Supremo.

Omissão do Senado

O artigo no Wall Street Journal cita as violações à Lei diante da omissão do Senado Federal, que tem o papel constitucional de impor limites ao STF.

“Investigadores passaram a vigiar contas de redes sociais de pessoas politicamente incorretas, criminalizar suas opiniões e prendê-las preventivamente. Alguns juristas acusaram a Corte de violar a imparcialidade, a liberdade de expressão e o sistema adversarial de justiça. O Senado, no entanto, se omitiu diante do dever de disciplinar o tribunal.”

A descondenação de Lula

“A decisão do STF, em março de 2021, de anular a condenação por corrupção de 2017 do ex-presidente Luiz Inácio “Lula” da Silva — confirmada duas vezes em instâncias superiores — inflamou ainda mais a direita brasileira”, diz o artigo.

“Os ‘deploráveis’ recorreram às redes sociais”, diz a jornal, e “a Corte tentou silenciá-los, mas alguns influenciadores estavam fora do país e fora do alcance dos ministros. Em julho de 2021, veio o “inquérito das milícias digitais”, mirando empresas de tecnologia e suas plataformas, obrigando-as a censurar conteúdo e desmonetizar brasileiros com opiniões consideradas inaceitáveis. O não cumprimento resultaria na proibição de operar no Brasil.

TSE exercendo papel político

Para O’Grady, “Moraes também presidiu o Tribunal Superior Eleitoral durante a eleição presidencial de 2022, que colocou Lula contra o então presidente Bolsonaro. O ministro tornou o tribunal significativamente mais político, monitorando e censurando discursos de partidos, candidatos e cidadãos com quem discordava.”

Na conclusão do seu relato em que resume os acontecimentos dos últimos anos no Brasil, a articulista diz que, “quando Lula foi declarado vencedor, a polarização se agravou. Parte dos apoiadores de Bolsonaro se recusou a aceitar o resultado, pedindo intervenção militar e organizando protestos pacíficos em frente a quartéis por meses.”

Diário do Poder

Conselheiro de Trump: “Não vou parar até Bolsonaro ser livre”

FOTO: EFE

Nesse domingo (10), o conselheiro do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez duas publicações na rede social X mostrando que ele continuará trabalhando em defesa do ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro (PL). O político está em prisão domiciliar desde segunda-feira (4), por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Jason Miller afirmou que “não vai parar” até que Bolsonaro esteja “livre”. A frase foi escrita em resposta a um internauta que afirmou ser “mais importante o impeachment de Moraes do que libertar Bolsonaro”.

Mais cedo, Miller já havia postado: “Libertem Bolsonaro… ou então”, reagindo a uma reportagem que citava ministros do STF preocupados com a possibilidade de serem enquadrados na Lei Magnitsky, que prevê sanções contra violadores de direitos humanos.

As declarações ocorreram poucas horas após a Embaixada dos EUA no Brasil divulgar críticas ao STF. A nota, assinada pelo vice-secretário adjunto Christopher Landau, acusou um ministro da Corte de “usurpar poder ditatorial” e intimidar líderes de outros poderes e seus familiares, além de tentar aplicar a lei brasileira para censurar pessoas e empresas em território americano.

Pleno News

EUA preparam investigação inédita sobre avanço chinês em terras brasileiras

FOTO: RICARDO STUCKERT

O governo dos Estados Unidos quer investigar o interesse estratégico da China no setor agrícola brasileiro e os impactos de “investimentos ou do controle” chinês na cadeia de suprimentos, no mercado global e na segurança alimentar.

A informação, revelada pelo Valor Econômico, consta da proposta legislativa do Intelligence Authorization Act para o ano fiscal de 2026 – que, para o Estado americano, começa no dia 1º de outubro de 2025.

A legislação, aprovada anualmente, descreve a previsão orçamentária para os órgãos de inteligência dos Estados Unidos, como a Agência Central de Inteligência (CIA) e a Agência de Segurança Nacional (NSA). Com 280 páginas, o projeto de lei para o próximo ano cita o Brasil na seção 514 do subtítulo B, que trata especificamente da China.

A proposta foi apresentada pelo senador republicano pelo estado do Arkansas Tom Cotton, correligionário do presidente americano, Donald Trump, no último dia 17. Na mesma data, o texto foi aprovado pela Comissão de Inteligência do Senado e encaminhado para votação no plenário da Casa.

Após analisado pelos senadores americanos, o texto segue para a Câmara dos Representantes antes de seguir para a sanção do presidente, Donald Trump. Em tese, toda a tramitação deve ser concluída em menos de dois meses, para que a nova lei possa entrar em vigor antes do dia 1.º de outubro.

De acordo com a proposta, em até 60 dias após a promulgação da lei a diretora nacional de inteligência, Tulsi Gabbard, após consultas com o secretário de Estado, Marco Rubio, e a secretário de Agricultura, Brooke Rollins, deverá avaliar e elaborar um relatório sobre a extensão dos investimentos da China no setor agrícola do Brasil.

Conforme o texto, a investigação deve considerar:

  • a extensão com que o ditador chinês Xi Jinping participou ou dirigiu interações com a liderança brasileira em relação ao setor agrícola brasileiro;
  • o grau de envolvimento entre o governo chinês e o setor agrícola brasileiro;
  • as intenções estratégicas, se houver, do envolvimento ou da orientação de Xi para investir no setor agrícola brasileiro;
  • o número de autoridades com sede na China ou de propriedade do governo chinês que investiram no setor agrícola do Brasil, incluindo joint venturescom empresas brasileiras; e
  • os impactos sobre a cadeia de suprimentos, o mercado global e a segurança alimentar decorrentes dos investimentos ou do controle do setor agrícola no Brasil pelo governo chinês.

Ainda de acordo com a proposta, em até 90 dias após a entrada em vigor da legislação, Gabbard deve apresentar às comissões de inteligência do Congresso o relatório detalhado com os resultados da investigação. O documento deverá ser apresentado em formato não confidencial, mas poderá incluir um anexo confidencial.

Apesar de o texto ainda poder ser modificado, a aprovação do projeto na Comissão de Inteligência do Senado, formada por nove parlamentares republicanos e oito democratas – entre eles três que assinaram uma carta questionando o tarifaço contra o Brasil –, sugere que há boas chances de a proposta passar pelo plenário da Casa com a redação atual.

Além do Brasil e da China, o projeto menciona, entre outros países estrangeiros, Rússia, Coreia do Norte, Irã, Venezuela e Cuba.

A China é o maior parceiro comercial do Brasil desde 2009. Em novembro do ano passado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recebeu Xi Jinping no Palácio da Alvorada, para assinatura de 37 acordos de cooperação, incluindo a abertura de quatro mercados agropecuários.

Menção ao Brasil em projeto de lei de orçamento para inteligência é inédito
Embora a NSA já tenha espionado o Brasil durante o governo DIlma Rousseff (PT), segundo relevações do site Wikileaks, em 2013, trata-se da primeira vez que o país é mencionado nesse tipo de projeto de lei. A intenção explícita do governo americano ocorre em meio a uma escalada de tensão inédita na relação entre os dois países desde a redemocratização.

Na última semana, a contenda atingiu seu auge com a confirmação, pelo presidente Trump, da tarifação adicional de 40% sobre as exportações brasileiras ao mercado americano – a maior em andamento sobre outro país –, e a aplicação da Lei Magnitsky contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

O governo americano justificou a medida com a alegação de que Moraes é responsável por “uma campanha opressiva de censura, detenções arbitrárias que violam os direitos humanos e processos politizados, inclusive contra o ex-presidente Jair Bolsonaro [PL]”.

Antes disso, o ministro, seus familiares e outros membros da corte já haviam tido seus vistos americanos revogados, sendo impedidos de entrar nos Estados Unidos.

No dia 15, o governo Trump abriu ainda uma investigação contra o Brasil, por meio do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), sobre ações, políticas e práticas brasileiras consideradas “irrazoáveis” ou “discriminatórias” e que “pesam ou restringem o comércio americano”.

A ordem para investigação chamou atenção principalmente por incluir o Pix e o comércio de produtos piratas na Rua 25 de Março, em São Paulo, mas cita ainda questões relacionadas ao desmatamento ilegal, à proteção do mercado de etanol, à corrupção, à proteção de propriedade intelectual e a tarifas preferenciais adotadas pelo Brasil no comércio com parceiros como México e Índia.

Confira a íntegra da seção que trata da investigação sobre os investimentos da China no agro do Brasil:
SEÇÃO 514. AVALIAÇÃO E RELATÓRIO SOBRE INVESTIMENTOS DA REPÚBLICA POPULAR DA CHINA NO SETOR AGRÍCOLA DO BRASIL.

(a) Avaliação exigida.—

(1) DISPOSIÇÃO GERAL. — No prazo de até 60 dias após a data de promulgação desta Lei, o Diretor de Inteligência Nacional, em consulta com o Secretário de Estado e o Secretário de Agricultura, deverá avaliar a extensão dos investimentos da República Popular da China no setor agrícola do Brasil.

(2) ASPECTOS A CONSIDERAR. — A avaliação deverá considerar os seguintes pontos:

(b) Relatório exigido.—

(1) DISPOSIÇÃO GERAL. — No prazo de até 90 dias após a data de promulgação desta Lei, o Diretor deverá apresentar aos comitês de inteligência do Congresso um relatório detalhado com os resultados da avaliação exigida pelo parágrafo (a).

(2) FORMATO. — O relatório exigido pelo parágrafo (1) deverá ser apresentado em formato não confidencial, mas poderá incluir um anexo confidencial.

(c) Definição de setor agrícola. — Para os fins desta seção, o termo “setor agrícola” refere-se a qualquer infraestrutura física, produção de energia ou terra associada à produção de culturas agrícolas.

Com informações da Gazeta do Povo

EUA acusam Moraes de ‘usurpar poder ditatorial’ e fazem apelo à amizade com Brasil

FOTO: DIVULGAÇÃO

Um dia depois da convocação do encarregado de negócios da embaixada dos Estados Unidos ao Itamaraty, a representação dikp,omática morte-americana voltou a publicar post, no X, em que critica o comportamento do ministro do STF Alexandre de Moraes, mesmo sem citar seu nome. No texto, a embaixada dos EUA afirma que “um único ministro do STF usurpou poder ditatorial ao ameaçar líderes dos outros poderes, ou suas famílias, com detenção, prisão ou outras penalidades” e, no final, faz um apelo à normalização do relacionamento: “Queremos restaurar nossa amizade histórica com a grande nação do Brasil!”

A mensagem da representação do governo dos EUA no Brasil responsabiliza ainda o ministro por “destruir a relação histórica” de proximidade entre Brasil e os Estados Unidos “ao tentar, entre outras coisas, aplicar extraterritorialmente a lei brasileira para silenciar indivíduos e empresas em solo americano.”

“A separação dos poderes de um Estado é a maior garantia de liberdade já concebida pela humanidade”, diz o comunicado da embaixada que representa a mais sólida e longeva democracia das américas. “Nenhum poder, nem mesmo uma pessoa, pode acumular autoridade excessiva se for controlada pelos demais. Mas uma separação formal não significa nada se um dos poderes tiver meios de intimidar os demais a abrir mão de suas prerrogativas constitucionais.”

O post da embaixada dos Estados Unidos reproduz basicamente e quase simultaneamente mensagem divulgada pelo nº 2 do Departamento de Estado norte-americano, Christopher Landau.

Lei a íntegra da mensagem do governo americano:

“A separação dos poderes de um Estado é a maior garantia de liberdade já concebida pela humanidade. Nenhum poder, nem mesmo uma pessoa, pode acumular autoridade excessiva se for controlada pelos demais. Mas uma separação formal não significa nada se um dos poderes tiver meios de intimidar os demais a abrir mão de suas prerrogativas constitucionais.

O que está acontecendo agora no Brasil ressalta esse ponto: um único ministro do STF usurpou poder ditatorial ao ameaçar líderes dos outros poderes, ou suas famílias, com detenção, prisão ou outras penalidades. Essa pessoa destruiu a relação histórica de proximidade entre Brasil e os Estados Unidos, ao tentar, entre outras coisas, aplicar extraterritorialmente a lei brasileira para silenciar indivíduos e empresas em solo americano.

A situação é sem precedentes e anômala, justamente porque essa pessoa veste uma toga judicial. Sempre é possível negociar com líderes dos poderes Executivos ou Legislativos de um país, mas não com um juiz, que deve manter a aparência de que todas as suas ações são ditadas pela lei. Assim, nos encontramos em um beco sem saída, o usurpador se reveste do Estado de Direito, enquanto os demais poderes afirmam estar impotentes para reagir. Se alguém conhecer um precedente na história humana em que um único juiz, não eleito, tenha assumido o controle do destino de sua nação, por favor, avise. Queremos restaurar nossa amizade histórica com a grande nação do Brasil!“

Diário do Poder

Colômbia: Presidenciável baleado está em condição crítica

FOTO: EFE

O senador e pré-candidato à presidência da Colômbia, Miguel Uribe Turbay, sofreu uma hemorragia no sistema nervoso e sua condição de saúde é “crítica”, informou neste sábado (9) a Fundação Santa Fé, em Bogotá, onde ele está internado há mais de dois meses. O político ficou gravemente ferido na cabeça em um atentado em 7 de junho.

– Nas últimas 48 horas, seu estado clínico reverteu para uma condição crítica, devido a um episódio de hemorragia no sistema nervoso central. Esta condição exigiu novos procedimentos neurocirúrgicos de urgência que conseguiram estabilizá-lo – disse a Fundação em um boletim médico.

Uribe Turbay, de 39 anos e membro do partido de direita Centro Democrático, foi atingido por dois tiros na cabeça e um na perna esquerda quando liderava um comício político em um parque no bairro Modelia, em Bogotá.

Neste contexto clínico, Uribe Turbay “precisou reiniciar seu bloqueio neuromuscular e sedação profunda para contribuir com sua evolução. Continuará com um monitoramento hemodinâmico e neurológico permanente”, acrescentou o boletim médico.

– Reitera-se a condição crítica e seu prognóstico permanece de caráter reservado – destacou.

O político foi submetido a outra cirurgia em 16 de julho, da qual saiu “bem”, conforme informou na ocasião sua esposa, María Claudia Tarazona.

Pelo atentado contra Uribe Turbay, seis pessoas estão presas, entre elas o autor material, um adolescente de 15 anos que foi detido em flagrante com a pistola usada no ataque.

Além disso, o Ministério Público vinculou outros cinco adultos acusados de participar do planejamento e do acobertamento do crime, entre eles Elder José Arteaga Hernández, conhecido como ‘el Costeño’, considerado uma peça-chave por ser o suposto coordenador do atentado.

Adicionalmente, no fim de julho, um jovem de 17 anos, que supostamente participou das reuniões de planejamento do atentado e que havia se apresentado à Promotoria, fugiu do centro estatal de proteção para menores onde permanecia sob custódia.

Segundo o Ministério Público, o jovem teria participado das reuniões e assinado um “compromisso voluntário para ampliar o interrogatório”, razão pela qual havia ficado sob “uma medida de proteção” por parte do Instituto Colombiano de Bem-Estar Familiar (ICBF), de onde escapou.

Pleno News