1 de julho de 2025 às 14:30
1 de julho de 2025 às 12:13
FOTO: REPRODUÇÃO
O presidente colombiano Gustavo Petro protagonizou mais um momento constrangedor, desta vez, no exterior. Durante um cumprimento à rainha Letizia da Espanha, tentou beijá-la no rosto, rompendo o protocolo de uma monarquia europeia que preza por gestos medidos e respeito formal. Letizia, com a discrição e elegância que a situação exigia, recuou delicadamente e apontou a ele o gesto apropriado: um cumprimento à distância, sem toque, como é esperado em eventos diplomáticos com representantes da realeza.
O episódio seria apenas uma gafe, se não fosse um sintoma recorrente. A América Latina parece não se cansar de repetir líderes que, sob o pretexto de espontaneidade ou autenticidade, desrespeitam regras básicas de convivência institucional. Petro, que tanto se esforça para posar como homem do povo e da mudança, revela, na prática, a velha arrogância dos que confundem o poder com intimidade e o cargo com licença para ignorar os códigos do mundo civilizado.
Num continente que ainda luta para consolidar repúblicas maduras, o descompasso entre formalidade e populismo barato continua a expor nossa distância das práticas diplomáticas de verdade. Enquanto líderes como Petro se aproximam dos autocratas e se afastam do decoro, a América Latina permanece presa ao atraso, e longe do mundo da dignidade formal.
1 de julho de 2025 às 13:30
1 de julho de 2025 às 12:04
FOTO: REPRODUÇÃO
Julian Story, de 39 anos, foi brutalmente assassinado no dia 19 de junho, na Austrália. A principal suspeita é sua então namorada, Tamika Sueann-Rose Chesser, ex-participante do reality As Gostosas e os Geeks. Segundo a polícia, ele foi morto, desmembrado e decapitado um dia após seu aniversário. A cabeça ainda não foi localizada, e as buscas foram suspensas para análise de câmeras de segurança.
Tamika foi presa no local do crime, em estado de choque, e está internada na ala psiquiátrica de um presídio. Ela foi formalmente acusada por homicídio, agressão a policiais, obstrução da Justiça e tentativa de destruição de provas.
A polícia foi acionada após vizinhos notarem fumaça na casa. No local, encontraram o corpo queimado e mutilado de Julian. Relatos da irmã de Tamika apontam que ela enfrentava graves distúrbios mentais, agravados nos meses anteriores ao crime.
Julian tinha antecedentes criminais e, segundo a família de Tamika, já havia se envolvido com drogas. A polícia segue investigando o caso e busca novas pistas para localizar a cabeça da vítima.
1 de julho de 2025 às 10:15
1 de julho de 2025 às 09:50
FOTO: DIVULGAÇÃO
A companhia aérea Emirates antecipou o translado do corpo de Juliana Marins, brasileira que morreu após cair de penhasco de trilha em um vulcão na Indonésia, para esta terça-feira, 1º de julho. O cadáver deve passar por nova autópsia e, depois, ser velado e enterrado na cidade de Niterói.
“A Emirates informa que, em coordenação com a família, novos preparativos foram feitos para o transporte do corpo de Juliana Marins, cidadã brasileira que faleceu na Indonésia. O corpo chegará em São Paulo no dia 1º de julho. A Emirates estende suas mais profundas condolências à família neste momento difícil”, informou a companhia em nota.
Na sequência, o corpo da jovem será levado ao Rio de Janeiro e encaminhado para Niterói, cidade natal de Juliana.
A princípio, o corpo de Juliana chegaria ao Brasil somente na quarta-feira, 2. Houve antecipação de um dia após a família fez pressão nas redes sociais para que o processo fosse agilizado. Ao mesmo tempo, pediram à Justiça que uma nova autópsia seja feita no País para confirmar a causa, condições e horário de morte e foram atendidos.
Juliana Marins fazia uma trilha no Monte Rinjani, na Ilha de Lombok, no último dia 21, quando caiu no desnível formado pela cratera do vulcão. Quando as equipes de resgate chegaram ao local, quatro dias depois, ela estava morta.
O laudo da autópsia realizada na Indonésia aponta que ela morreu em decorrência de hemorragia interna resultante do impacto de uma das quedas que sofreu – a princípio, ela foi vista a 300 metros da beira do penhasco; por fim, estava a 600 metros.
A família tem criticado a conduta do governo da Indonésia, especialmente pela demora no resgate. A justificativa dada pelo país é de que as condições climáticas e de terreno dificultaram o acesso até Juliana. Mesmo assim, nesta segunda, 30, o governador da província onde fica o vulcão admitiu falta de estrutura de resgate na região.
1 de julho de 2025 às 05:10
1 de julho de 2025 às 06:04
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No último sábado (29), o aiatolá Naser Makarem Shirazi emitiu uma fatwa e declarou o presidente dos Estados Undios, Donald Trump, e o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, culpados de crime religioso por ameaça ao chefe do regime islâmico iraniano, aiatolá Ali Khamenei.
De acordo com Shirazi, Trump e Netanyahu se enquadram como mohareb (inimigos de Deus). Na jurisprudência xiita, a acusação pode resultar em pena de morte.
– Ameaçar a vida do líder supremo ou dos marjas do Islã é uma ofensa religiosa das mais graves. É obrigatório confrontar tais inimigos e fazer com que se arrependam de suas palavras e erros – escreveu Shirazi.
As declarações do aiatolá surgiram por que, recentemente, o presidente americano disse ter poupado Khamenei de “uma morte feia e ignominiosa”. A fatwa também é resultado de uma fala do ministro da Defesa israelense, Israel Katz, que prometeu que “Khamenei pagará por seus crimes”. As informações são do site O Antagonista.
30 de junho de 2025 às 15:15
30 de junho de 2025 às 15:30
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Um caso chocante ocorrido dentro de uma unidade da Smart Fit, maior rede de academias da América Latina, está repercutindo nas redes sociais e levantando questionamentos sobre os protocolos de segurança da empresa. Reina Sabas, de 39 anos, morreu durante um treino de pernas na unidade localizada em Tlatelolco, na Cidade do México, no último dia 20 de maio.
De acordo com relatos de testemunhas, a aluna estaria realizando um exercício orientado por um personal trainer, que a teria incentivado a utilizar uma carga de peso acima de sua capacidade. Durante a execução do movimento, Reina passou mal e veio a óbito ainda no local.
O que mais chamou atenção no episódio foi a reação dos funcionários após a morte. Segundo um amigo da vítima, ao invés de aguardar a chegada das autoridades, dois instrutores da academia tentaram retirar o corpo de Reina do terceiro andar do prédio. Toda a movimentação foi registrada pelas câmeras de segurança da unidade.
Investigação e alerta sobre a Smart Fit
Diante do ocorrido, o Ministério Público do México determinou o fechamento da academia e abriu uma investigação por homicídio culposo, quando não há intenção de matar. A conduta dos instrutores e as circunstâncias que levaram à morte da aluna estão sendo apuradas.
Ainda segundo a imprensa mexicana, este não é um caso isolado. Desde 2024, pelo menos seis mortes foram registradas em diferentes unidades da rede Smart Fit no país, o que acende um alerta para possíveis falhas nos protocolos de segurança e acompanhamento profissional durante os treinos.
30 de junho de 2025 às 12:00
30 de junho de 2025 às 10:46
FOTO: EFE
A ex-ministra do Trabalho Jeannette Jara, de 51 anos, venceu neste domingo (29) as primárias para a escolha do candidato de esquerda à sucessão do presidente do Chile, Gabriel Boric. Filiada ao Partido Comunista, Jara obteve 60,5% dos votos.
No poder desde 2022, Boric, de 39 anos, não pode concorrer a um segundo mandato consecutivo por causa das leis eleitorais chilenas.
Jara é advogada e atuou como ministra durante a gestão de Boric, até deixar o cargo para concorrer à presidência. A ex-ministra do Interior Carolina Toha, do Partido Socialista Democrático, era considerada a favorita na disputa, mas ficou na segunda colocação, com 27,7% dos votos.
Os chilenos irão às urnas no dia 16 de novembro para eleger um presidente para o período entre 2026 e 2030.
30 de junho de 2025 às 08:45
30 de junho de 2025 às 08:28
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A revista britânica Economist diz em artigo (leia aqui, para assinantes) publicado neste domingo (29) que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) “perdeu a influência no exterior” e está “cada vez mais impopular no Brasil”.
Para a publicação, o posicionamento do Brasil sobre a guerra entre Israel e Irã isolou o país de todas as outras democracias ocidentais e teve uma “linguagem agressiva”. Em 22 de junho, o Itamaraty condenou os ataques dos Estados Unidos ao país persa e declarou que a ofensiva representou uma “violação de soberania”.
“A simpatia do Brasil com o Irã deve continuar em 6 e 7 de julho, quando o Brics, um grupo de 11 economias de mercados emergentes, incluindo Brasil, China, Rússia e África do Sul, realiza sua cúpula anual no Rio de Janeiro. O Irã, que se tornou integrante do Brics em 2024, deve enviar uma delegação. O grupo é atualmente presidido pelo presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, conhecido como Lula. Originalmente, ser um membro ofereceu ao Brasil uma plataforma para exercer influência global. Agora, faz o Brasil parecer cada vez mais hostil ao Ocidente”, escreve a revista.
A Economist diz que Lula não fez “nenhum esforço para estreitar laços com os Estados Unidos desde que Donald Trump assumiu o poder”, em janeiro de 2025.
“Em vez disso, Lula corteja a China. Ele se encontrou com Xi Jinping, o presidente da China, duas vezes no ano passado”, diz trecho do artigo, que destaca a preferência do petista por se aproximar a países da Europa e da Ásia.
“Em maio, Lula foi o único líder de uma grande democracia a comparecer às comemorações em Moscou do fim da Segunda Guerra Mundial. Ele aproveitou a viagem para tentar convencer Putin de que o Brasil deveria mediar o fim da guerra na Ucrânia. Nem Putin nem ninguém lhe ouviu”, escreve a publicação.
Para a Economist, o presidente brasileiro é “pouco pragmático”
“Lula não conversa com seu homólogo argentino, Javier Milei, por diferenças ideológicas. Quando assumiu o cargo pela 3ª vez, em 2023, abraçou Nicolás Maduro, o autocrata da Venezuela, apesar de o país ter se tornado uma ditadura.”
A revista completa: “Lula parece relutante ou incapaz de reunir as nações latino-americanas para apresentar uma frente unida contra as deportações de migrantes e a guerra tarifária de Trump”.
Queda de popularidade
A revista destaca também a queda de popularidade de Lula neste 3º mandato. Pesquisa PoderData realizada de 31 de maio a 2 de junho mostrou que o governo do presidente é desaprovado por 56% dos eleitores. Quando Lula assumiu, essa taxa era de 39%.
“O país se inclinou para a direita. Muitos brasileiros associam seu Partido dos Trabalhadores à corrupção, devido a um escândalo que o levou à prisão por mais de um ano (sua condenação foi posteriormente anulada). Ele construiu o partido com o apoio de sindicatos, católicos com consciência social e pessoas pobres que recebiam esmolas do governo. Mas hoje o Brasil é um país onde o cristianismo evangélico está em expansão, onde o emprego na agricultura e na economia informal está crescendo rapidamente e onde a direita também oferece esmolas”, afirma a Economist.
Eleições 2026
Sobre a eleição de 2026, a revista afirma que, se a direita se unir em apoio a um candidato em 2026, ganhará a Presidência.
Segundo a publicação, o movimento Make America Great Again, o Maga, de Donald Trump (republicano), está “intimamente alinhado” com a direita brasileira. Mas lembra que o presidente norte-americano “não disse quase nada sobre o Brasil desde que assumiu o cargo”.
“Em parte, isso pode ser porque o Brasil se beneficia de algo que nenhuma outra grande economia emergente possui: um enorme deficit comercial com os Estados Unidos, que chega a US$ 30 bilhões por ano. Trump certamente gosta quando outros países compram mais dos Estados Unidos do que vendem para ele. Mas seu silêncio também pode ser porque o Brasil, relativamente distante e geopoliticamente inerte, simplesmente não importa tanto quando se trata de questões de guerra na Ucrânia ou no Oriente Médio. Lula deveria parar de fingir que importa e se concentrar em questões mais próximas”, escreve a revista ao finalizar o artigo.
30 de junho de 2025 às 05:40
30 de junho de 2025 às 05:58
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O crescimento de crimes de ódio em Portugal já chama a atenção no âmbito europeu. Um relatório da ECRI, sigla em inglês para Comissão Europeia contra o Racismo e a Intolerância, registrou “um aumento acentuado do discurso de ódio, que visa sobretudo os migrantes, os ciganos, a comunidade LGBTQIA+ e as pessoas negras”.
O levantamento, feito a cada cinco anos, constatou que as queixas judiciais contra crimes de ódio (incluindo ofensas, incitação à violência e violência propriamente dita) praticamente quintuplicaram em Portugal – de 63 em 2019 para 347 em 2024, de acordo com dados fornecidos pela polícia portuguesa.
O relatório veio a público numa semana em que o tema foi notícia em Portugal. No último dia 21 a polícia judiciária portuguesa prendeu seis integrantes do Movimento Armilar Lusitano, uma milícia neonazista. No âmbito da “Operação Desarme 3D” foram apreendidos explosivos, detonadores, facas e armas de fogo criadas com impressoras 3D estas últimas inspiraram o nome da operação.
“Tínhamos informações que justificavam a ação policial, mas mesmo assim foi surpreendente a dimensão do armamento que encontramos”, disse Manuela Santos, coordenadora da unidade de contraterrorismo da Polícia Judiciária portuguesa, em entrevista coletiva sobre a operação.
De acordo com Santos, o Movimento Armilar Lusitano vinha sendo monitorado desde 2021, quando pregava o boicote às medidas contra a pandemia. Na coletiva, a coordenadora da investigação disse que a milícia foi montada a partir de várias estruturas de extrema direita que já existiam, como os movimentos Nova Ordem Social e 1143 – este último comandado por Mário Machado, o neonazista mais notório de Portugal, atualmente na cadeia.
“Houve inclusive encontros presenciais que acompanhamos, com elementos vindos de vários pontos do país”, afirmou Santos.
De acordo com o canal de notícias Now, o Movimento Armilar Lusitano planejava um atentado contra a Assembleia da República, o Parlamento português. Santos não confirmou nem desmentiu a reportagem, afirmando que o vazamento de informações atrapalharia a investigação. Na coletiva, disse apenas que o grupo “estava a armar-se, a recrutar pessoas” e com “capacidade de treino tática para fazerem uma ação”.
Quatro dos seis detidos ficaram presos preventivamente, entre eles um integrante da Polícia de Segurança Pública – o equivalente português da Polícia Militar brasileira – cujo nome não foi divulgado.
Procurada pela Folha, a ECRI disse que “presta atenção particular a grupos que promovem racismo e intolerância”, e informa que o relatório recém-divulgado “cita vários casos de agresões envolvendo grupos neonazistas, em particular contra imigrantes”.
A ECRI não se reporta à Comissão Europeia nem ao Conselho Europeu, instâncias da União Europeia. Ela pertence a uma estrutura mais antiga, o Conselho da Europa, fundado em 1949 e que foca a área de direitos humanos.
A Comissão Europeia, no entanto, já há algum tempo demonstra preocupação com o tema. “Vários relatórios internacionais, incluindo um das Nações Unidas, constataram um aumento do discurso de ódio durante a pandemia”, diz Rita Guedes, pesquisadora do Centro de Investigação e Intervenção Social em Lisboa.
Guedes coordena a Knowhate, pesquisa abrangente sobre discurso de ódio em Portugal financiada pela Comissão Europeia. “Minha hipótese, que vem da psicologia social, é que em situações de elevada incerteza ou privação, como a pandemia, algumas pessoas procuram um culpado – e em geral se voltam contra grupos estigmatizados.”
A pesquisa coordenada por Guedes encontrou semelhanças entre o discurso de ódio em Portugal e em outros países europeus, principalmente na seara da discriminação racial.
“Há fenômenos que aparecem conectados, como a desumanização do outro, através de comparações com animais, e o recurso frequente à desinformação – em vários países, por exemplo, o discurso de ódio relaciona a imigração com questões de segurança pública.” Para a pesquisadora, o fato de o racismo não ser crime em Portugal dificulta o combate aos que o perpetram.
Pesquisas acadêmicas e investigações policiais constatam um intercâmbio envolvendo esse tipo de crime em diferentes lugares da Europa.
No dia 10 de junho, o ator português Adérito Lopes foi agredido na porta de um teatro em Lisboa. Os principais suspeitos, segundo a polícia, pertencem a grupos extremistas. Um deles, “Blood and Honour”, “Sangue e Honra”, é a sucursal portuguesa de um movimento internacional neonazista cujo nome evoca o slogan da juventude hitlerista. O grupo foi incluído no Relatório Anual de Segurança Interna de Portugal (RASI) em 2024 como “grave ameaça”, e depois retirado – possivelmente para não atrapalhar investigações em curso.
A conexão entre grupos neonazistas de várias partes da Europa pode exigir cooperação policial internacional – como sublinha o relatório da ECRI, o neonazismo não é um fenômeno exclusivamente português. Também não está descartado que milícias extremistas inspirem umas às outras.
Em 2022, a polícia alemã prendeu 25 integrantes do grupo Reichsburger (“Cidadãos do Império”), que planejavam um atentado contra o Parlamento alemão. Os dados contidos nos relatórios da ECRI e em pesquisas como a Knowhate podem ser úteis para alimentar investigações transnacionais.
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