12 de janeiro de 2026 às 09:30
12 de janeiro de 2026 às 05:42
FOTO: REPRODUÇÃO
A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez fez um novo agradecimento ao presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Neste sábado (10), ela destacou que o petista se comprometeu a enviar medicamentos.
As declarações de Rodríguez foram dadas durante uma transmissão ao vivo.
– Quero agradecer profundamente ao presidente do Brasil, Lula da Silva. No mesmo dia do ataque estava muito preocupado com a Venezuela, do presidente [Nicolás Maduro]. (…) Naquele mesmo dia em que ele me perguntou em que podia ajudar, eu disse que bombardearam o armazém de medicamentos para diálise. E, imediatamente, ele [Lula] me disse: “vou enviar medicamento”. E [o medicamento] já chegou à Venezuela – falou Delcy.
Ela está no comando do país porque, no último dia 3, o ditador Nicolás Maduro foi capturado pelos Estados Unidos. Maduro e a esposa, Cilia Flores, estão em Nova Iorque, onde serão julgados.
12 de janeiro de 2026 às 09:00
11 de janeiro de 2026 às 15:58
FOTO: RICARDO STUCKERT
O valor das dívidas da Venezuela com o Brasil alcançou US$ 1,856 bilhão (cerca de R$ 10 bilhões) no último dia de 2025, incluindo juros de mora, diz O Globo.
Apenas durante o terceiro mandato de Lula, o montante cresceu US$ 312 milhões. Até então, o país vizinho tinha US$ 1,54 bilhão a pagar.
A dívida está ligada a empréstimos concedidos pelo BNDES durante os governos do PT para financiar obras e serviços prestados por empresas brasileiras na Venezuela, como Odebrecht, Andrade Gutierrez e Camargo Correa.
Entre os projetos estão, por exemplo, a expansão do metrô de Caracas, a construção da Siderúrgica Nacional e do Estaleiro Astialba.
Negociações sem resposta
O regime de Nicolás Maduro vinha ignorando as cobranças do Brasil.
O BNDES desembolsava recursos em reais diretamente às empreiteiras, enquanto a Venezuela deveria pagar em dólar ao banco, em parcelas acrescidas de juros.
Em caso de inadimplência, os pagamentos eram garantidos pelo Fundo de Garantia à Exportação (FGE).
O governo Lula reabriu a mesa de negociação em 2023, após a visita de Maduro a Brasília, e propôs medidas para retomar os pagamentos e facilitar o comércio bilateral. No entanto, de acordo com documentos do Ministério da Fazenda, a Venezuela não respondeu às tentativas de conciliação.
Lula culpa Bolsonaro
Durante a posse de Aloizio Mercadante como presidente do BNDES, em fevereiro de 2023, Lula culpou o ex-presidente Jair Bolsonaro pela falta de solução do impasse e afirmou que países como Cuba e Venezuela deixaram de ser cobrados.
“Tenho certeza que no nosso governo esses países vão pagar, porque são todos países amigos do Brasil”, disse na ocasião.
12 de janeiro de 2026 às 08:30
11 de janeiro de 2026 às 15:51
FOTO: EFE
Nesse domingo (11), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, advertiu que Cuba não receberá mais dinheiro ou petróleo da Venezuela. Ele disse que a ilha tem “vivido há anos” às custas dos recursos venezuelanos em troca de “serviços de segurança” prestados aos “dois últimos ditadores”, em referência a Hugo Chávez e Nicolás Maduro.
– Mas não mais – destacou o presidente americano.
Ele se manifestou por meio de sua rede, a Truth Social, onde ressaltou que a Venezuela agora conta com o Exército “mais poderoso” do mundo, o americano, para sua proteção.
– Não haverá mais petróleo nem dinheiro [da Venezuela] para Cuba! Zero! – acrescentou.
Desde a captura de Nicolás Maduro, Trump vem prevendo a queda iminente do governo cubano.
– Sugiro que eles [Cuba] cheguem a um acordo antes que seja tarde demais – completou.
Ao mencionar que Cuba forneceu “serviços militares” aos dois últimos governantes venezuelanos em troca do petróleo e do dinheiro que permitiram à ilha “sobreviver” por décadas, Trump celebrou o fato de que “a maioria” dos militares cubanos morreu no ataque perpetrado por forças americanas na semana passada em Caracas. A operação resultou na captura de Maduro e de sua esposa, Cilia Flores.
Segundo Trump, após a ofensiva, “a Venezuela não precisa mais de proteção” dos cubanos, a quem chamou de “capangas e extorsionários que os mantiveram sequestrados por tantos anos”.
O presidente americano reiterou que a Venezuela agora tem o apoio das Forças Armadas dos Estados Unidos para protegê-la.
12 de janeiro de 2026 às 08:15
11 de janeiro de 2026 às 14:10
FOTO: EFE
O Ministério do Interior da Nicarágua disse, neste sábado (10), que o país libertaria dezenas de prisioneiros, enquanto os Estados Unidos aumentavam a pressão sobre o ditador Daniel Ortega, uma semana após prenderem o ditador venezuelano Nicolás Maduro.
Na última sexta-feira (9), a embaixada dos EUA na Nicarágua disse que a Venezuela deu um passo importante em direção à paz ao libertar o que descreveu como “prisioneiros políticos”. Mas lamentou que, na Nicarágua, “mais de 60 pessoas permanecem injustamente detidas ou desaparecidas, incluindo pastores, trabalhadores religiosos, doentes e idosos”.
O Ministério do Interior da Nicarágua também disse neste sábado, em um comunicado, que “dezenas de pessoas que estavam no Sistema Penitenciário Nacional estão retornando para suas casas e famílias”.
Uma ONG que compila relatórios de violações de direitos humanos no país latino-americano afirmou, na última sexta, que ao menos 61 pessoas foram presas na Nicarágua após comemorarem ou demonstrarem apoio à captura de Maduro nas redes sociais. As prisões foram registradas em nove estados do país.
O governo nicaraguense tem realizado uma repressão contínua desde os protestos em massa em 2018, que foram violentamente reprimidos, e prendeu adversários, líderes religiosos e jornalistas.
No últimos oito anos, foram fechadas mais de 5 mil organizações, em grande parte religiosas, e milhares foram forçados a fugir do país.
12 de janeiro de 2026 às 04:02
11 de janeiro de 2026 às 12:39
FOTO: EFE
O presidente da Argentina, Javier Milei, declarou publicamente seu apoio ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na corrida presidencial brasileira deste ano, afirmando que prefere uma solução política com ‘os Bolsonaros’ em vez de um ‘governo vinculado ao socialismo’.
A posição foi externada em entrevista ao programa Oppenheimer Presenta, transmitido pela CNN em espanhol.
Milei afirmou que mantém relações próximas com membros da família Bolsonaro e justificou sua preferência em termos ideológicos e de alinhamento político.
Na entrevista concedida no sábado (10), Milei disse que “no Brasil, tenho amigos. Os Bolsonaro. Prefiro uma solução com os Bolsonaro e não uma solução com o socialismo do século XXI”. Com isso, o presidente argentino oficializa uma preferência política em relação ao pleito brasileiro de 2026.
Após a declaração de Milei, Flávio Bolsonaro respondeu na rede social X, agradecendo o apoio e afirmando que, caso eleito, o Brasil terá “um parceiro comercial de verdade” com a Argentina a partir de 2027.
O irmão de Flávio, Eduardo Bolsonaro, também se manifestou no X, elogiando Milei por sua postura contra o que ele chamou de governos do comunismo e socialismo.
10 de janeiro de 2026 às 04:09
9 de janeiro de 2026 às 17:48
FOTO: DIVULGAÇÃO
Um homem de 34 anos foi preso após investigação de dois meses sobre uma série de arrombamentos de túmulos e mausoléus. Jonathan Grace, de Ephrata (Pensilvânia, EUA) foi detido saindo do cemitério de Mount Moriah, no subúrbio da cidade, com ossos e crânios à vista no banco de trás de seu carro.
Junto com os ossos, teriam sido encontrados um pé de cabra e um saco de fibra vegetal, no qual estariam os restos mortais de duas crianças pequenas.
O prefeito de Yeadon — parte do cemitério de Mount Moriah fica na cidade —, Rohan Hopkins, contou à NBCNews que as autoridades foram avisadas por uma ONG que cuida da preservação do local — onde diversos soldados da Guerra Civil americana estão enterrados, além de já ter sido local do sepulta ento de Betsy Ross, criadora da primeira bandeira americana — após uma série de túmulos e mausoléus subterrâneos serem encontrados arrombados e danificados entre 7 de 26 de novembro do ano passado.
De acordo com o promotor do distrito de Delaware, Tanner Rouse, ao chegarem na casa de Gerlach, policiais entraram em um filme de terror:
“É verdadeiramente horrível, no sentido mais literal da palavra. Lamento profundamente por aqueles que estão sofrendo com isso, que estão passando por essa situação, que estão tentando descobrir se de fato se trata de um de seus entes queridos.”
Em coletiva de imprensa na tarde de quinta-feira (8/1), Rouse afirmou que os corpos encontrados na residência e em um depósito estavam em diferentes estados de decomposição.
“Alguns estavam pendurados, outros estavam montados e alguns eram só crânios em uma prateleira”, emendou ele.
10 de janeiro de 2026 às 04:08
9 de janeiro de 2026 às 17:45
FOTO: REPRODUÇÃO
a cidade de Zwolle, na Holanda, um casal viu o casamento ser anulado após o oficiante usar um discurso gerado pelo ChatGPT durante a cerimônia. A decisão judicial, publicada nesta semana, apontou que o texto, que visava ser lúdico e emocional, não atendeu às exigências legais mínimas para a formalização do matrimônio.
A cerimônia ocorreu no dia 19 de abril de 2023, quando o casal, cujos nomes foram preservados devido à privacidade, trocou os votos diante de um oficiante. Durante o evento, o celebrante fez uma série de perguntas ao casal, como: “Vocês continuarão apoiando um ao outro, provocando um ao outro e abraçando um ao outro, mesmo quando a vida ficasse difícil?”. Em resposta, o casal disse “sim”, momento que deveria formalizar o compromisso diante da lei.
No entanto, a declaração que se seguiu, embora afetuosa, foi considerada inadequada para a legalidade do ato. O oficiante declarou os noivos como “não apenas marido e mulher, mas acima de tudo uma equipe, um casal louco, o amor e a base um do outro”. Segundo a decisão judicial, essa formulação não cumpriu o requisito essencial exigido pela legislação holandesa de compromisso explícito de cumprir os deveres matrimoniais.
De acordo com o tribunal, o discurso do oficiante, ainda que emocional, não foi suficientemente claro para formalizar os votos de acordo com as exigências legais. A lei holandesa exige que o casamento seja validado por uma declaração formal e explícita de compromisso entre os noivos, algo que, para o juiz, não foi garantido com as palavras ditas durante a cerimônia.
Diante da situação, o casal argumentou que a intenção de se casar estava clara, independentemente da formulação do discurso. Para eles, o importante era a troca de votos, que consideraram verdadeira e significativa, ainda que o formato da cerimônia tenha sido mais lúdico do que formal. No entanto, o tribunal reafirmou que, apesar da boa-fé, não poderia desconsiderar as exigências legais em vigor.
9 de janeiro de 2026 às 17:30
9 de janeiro de 2026 às 15:58
FOTO: EFE
Nesta semana, o escritor cristão Philip Yancey, de 76 anos, anunciou que se afastará da escrita, de palestras e das redes sociais após revelar um relacionamento extraconjugal com uma mulher casada, durante oito anos.
– Para minha grande vergonha, confesso que por oito anos me envolvi voluntariamente em um caso pecaminoso com uma mulher casada – escreveu Yancey em comunicado enviado a revista Christianity Today, com a qual o autor manteve um vínculo histórico de 26 anos.
Ele afirmou que sua “conduta contrariou tudo o que” acredita “sobre o casamento” e disse que não divulgará mais detalhes “por respeito à outra família”.
Yancey é casado com Janet Yancey há 55 anos. No comunicado, ele afirmou ter confessado o ocorrido diante de Deus e de sua esposa e disse estar comprometido com um processo profissional de aconselhamento e prestação de contas.
O escritor tem um longo desafio pela frente. Em comunicado, Yancey afirmou que seu foco é a reconstrução da confiança no casamento e pretende dedicar os próximos anos a viver, de forma privada, aquilo que escreveu ao longo da vida.
– Tendo me desqualificado para o ministério cristão, estou me aposentando da escrita, da fala pública e das redes sociais – escreveu.
Janet Yancey também divulgou uma declaração. Ela afirmou falar a partir de um lugar de trauma e devastação, mas reiterou o compromisso assumido no casamento há mais de cinco décadas.
– Fiz um voto matrimonial sagrado e vinculante há 55 anos e meio, e não quebrarei essa promessa. Aceito e compreendo que Deus, por meio de Jesus, pagou e perdoou os pecados do mundo, inclusive os de Philip – disse.
Ela pediu ainda que Deus lhe conceda graça para também perdoar e solicitou orações.
– Que Deus me conceda a graça de também perdoar, apesar do meu trauma insondável – acrescentou.
TRAJETÓRIA
Philip Yancey iniciou a carreira no jornalismo em 1971, na revista Campus Life, voltada a jovens cristãos e posteriormente incorporada ao grupo editorial da Christianity Today. Na publicação, atuou como repórter, colunista e editor colaborador, mantendo por 26 anos uma coluna fixa na contracapa.
Autor de obras amplamente difundidas no meio cristão, como Maravilhosa Graça e O que há de tão surpreendente na Graça?, Yancey vendeu mais de 15 milhões de livros em todo o mundo. Seus textos abordam temas como fé, sofrimento, dor e esperança, com destaque para a reflexão sobre a graça cristã como expressão do perdão divino.
Em 2023, o escritor revelou ter sido diagnosticado com a doença de Parkinson, tema sobre o qual escreveu anteriormente na Christianity Today. Apesar da condição, ele ainda mantinha compromissos públicos neste ano, alguns dos quais foram cancelados após o anúncio da aposentadoria. Suas redes sociais também foram desativadas. Com informações da AE.
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