29 de julho de 2025 às 04:06
28 de julho de 2025 às 19:24
FOTO: EFE
O vice-presidente do Conselho de Segurança russo, Dmitry Medvedev, afirmou que a cada ultimato que o presidente dos Estados Unidos Donald Trump dá a Rússia em relação ao conflito com a Ucrânia, mais ele chega perto de uma guerra direta contra o seu país. O aliado do presidente Vladimir Putin disse que sua nação “não é Israel, muito menos Irã”, e que não aceitará exigências.
– Trump está jogando o jogo do ultimato com a Rússia: 50 dias ou 10… ele deveria se lembrar de duas coisas: a Rússia não é Israel, muito menos o Irã; e cada novo ultimato é uma ameaça e um passo em direção à guerra. Não entre a Rússia e a Ucrânia, mas com o próprio país dele. Não siga o caminho do sonolento Joe [Biden] – escreveu no X.
A declaração de Medvedev, que é o principal responsável pela segurança do Kremlin e é ex-presidente do país, ocorre logo após o republicano dar um prazo de “10 ou 12 dias” para que o mandatário russo chegue a um acordo de cessar-fogo com a Ucrânia.
– Vou estabelecer um novo prazo de cerca de 10 ou 12 dias a partir de hoje. Não há razão para esperar. Não estamos vendo nenhum progresso – se queixou Trump, durante conversa com repórteres no resort de golfe Turnberry, na Escócia.
No último dia 14, o chefe da Casa Branca afirmou que, se não houver progresso nas negociações, seu país vai impor uma nova tarifa de cerca de 100% ao país comandado por Putin. Na ocasião, ele havia dado um prazo de 50 dias, mas decidiu reduzi-lo nesta segunda-feira (28).
– Estamos muito, muito insatisfeitos [com a Rússia], e vamos aplicar tarifas muito severas se não alcançarmos um acordo [de cessar-fogo)] em 50 dias – havia afirmado o republicano.
29 de julho de 2025 às 04:04
28 de julho de 2025 às 19:05
FOTO: REPRODUÇÃO
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, subiu o tom e deu um ultimato nesta segunda-feira (28/7) ao presidente da Rússia, Vladimir Putin, para encerrar a ofensiva militar na Ucrânia. O republicano exigiu um acordo em até 10 ou 12 dias.
“Vou estabelecer um novo prazo de cerca de 10 ou 12 dias a partir de hoje. […] Não há motivo para esperar. Simplesmente não vemos nenhum progresso sendo feito”, disse a jornalistas na Escócia durante reunião com o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer.
Em 14 de julho, Trump havia dado 50 dias ao Kremlin para firmar um cessar-fogo. O presidente norte-americano também afirmou não estar mais “interessado em conversar” com Putin sobre o fim do conflito.
“Tivemos boas conversas, mas depois mísseis caem sobre Kiev. Pessoas morrem. Estou farto disso”, disse o republicano a jornalistas na Escócia.
O norte-americano afirmou que já falou com Putin por três ou quatro horas, em diferentes ocasiões, e que em todas houve a impressão de que um acordo de paz estava próximo — o que, segundo ele, nunca se concretizou.
Pressão aumenta
Trump já havia ameaçado aplicar sanções à Rússia e a países terceiros que comprem exportações russas, como o petróleo.
As sanções podem atingir economias estratégicas como China, Índia e Turquia, que se mantiveram como principais clientes de energia russa desde o início da guerra.
Negociações recentes
Em maio deste ano, Rússia e Ucrânia iniciaram as primeiras negociações diretas desde o início da guerra. A iniciativa partiu do presidente russo Vladimir Putin.
A expectativa inicial era de que Putin se reunisse com Volodymyr Zelensky. O líder russo, no entanto, decidiu não comparecer às discussões na Turquia. Ao invés disso, ele decidiu enviar uma delegação composta por membros do segundo escalão do Kremlin.
Apesar das negociações, e da pressão vinda dos Estados Unidos por meio do presidente Donald Trump, poucos avanços aconteceram até o momento.
Nos três encontros realizados na Turquia, Rússia e Ucrânia apenas concordaram em trocar, além de devolver de jovens soldados feridos e corpos de militares mortos no campo de batalha.
Paciência de Trump chega ao fim
A fala de Trump marca uma mudança brusca de tom em relação ao Kremlin. Desde que assumiu o novo mandato, o presidente vinha adotando uma postura de canal aberto com Putin, em nome de uma solução negociada para o conflito que já perdura há três anos no leste europeu.
Entretanto, a constante ofensiva militar russa contra Kiev, parece ter colocado fim à paciência de Washington.
“Ele tem conversas tão agradáveis, conversas tão respeitosas e agradáveis, e então, na noite seguinte, pessoas morrem com um míssil atingindo a cidade”. Segundo o líder dos EUA, o governo norte-americano agora pressionam por um caminho claro para a paz, com resultados concretos e não apenas promessas.
29 de julho de 2025 às 04:03
28 de julho de 2025 às 19:07
FOTO: DIVULGAÇÃO
Uma mulher grega decidiu encerrar um casamento de 12 anos depois que o ChatGPT indicou que ela estava sendo traída. A situação começou quando ela preparou café grego para ela e o marido, fotografou os resíduos no fundo das xícaras e pediu para a inteligência artificial fazer uma interpretação, seguindo uma moda de leitura de café com auxílio do chatbot.
Segundo o marido, o ChatGPT reportou sinais de infidelidade ligados a outra mulher, cujo nome começaria com a letra “E”. A mulher, então, decidiu pedir o divórcio. O episódio aconteceu em maio deste ano.
“Ela costuma seguir tendências da moda”, contou ele no programa matutino grego To Proino. “Um dia, ela fez café grego para nós e achou divertido tirar fotos das xícaras e pedir para o ChatGPT ‘ler’ aquilo.” O marido debochou e fez brincadeira com a situação.
29 de julho de 2025 às 04:00
28 de julho de 2025 às 18:38
FOTO: EVARISTO SÁ
Uma série de nomes familiares da política apareceram no ranking de popularidade mundial de julho, divulgado pela empresa de pesquisa de opinião americana Morning Consult Pro. Na liderança, está o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, que conquistou 75% de aprovação. Ele é seguido pelo recém-eleito presidente da Coreia do Sul, Lee Jae-myung (59%), e pelo controverso líder da Argentina, Javier Milei (57%), que comandou um amplo corte de gastos (e de direitos) em Buenos Aires — atraindo, na época, multidões às ruas.
O top 5 é completado pelo primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney (56%), no cargo desde março, e pelo premiê da Austrália, Anthony Albanese (54%), reeleito em maio. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), por sua vez, aparece em 18º lugar, com 32%, bem atrás do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em 8º, com 44%. Veja abaixo os 10 primeiros colocados.
Narendra Modi (Índia) Lee Jae-myung (Coreia do Sul) Javier Milei (Argentina) Mark Carney (Canadá) Anthony Albanese (Austrália) Claudia Sheinbaum (México) Karin Keller-Sutter (Suíça) Donald Trump (EUA) Giorgia Meloni (Itália) Cyrill Ramaphosa (África do Sul)
Para além do ranking, Lula e Trump têm vivenciado uma queda de braço: de um lado, o americano anunciou taxas de 50% contra o Brasil devido à suposta “caça as bruxas” do governo Lula e do Supremo Tribunal Federal (STF) ao ex-presidente Jair Bolsonaro; do outro, o petista destaca o princípio da soberania e se recusa a recuar para agradar às vontades do republicano.
Boas perspectivas para Lula
A queda de braço pode funcionar como um tiro no próprio pé para Trump, que tenta fortalecer o aliado, Bolsonaro, no tarifaço a Lula. Uma análise do jornal americano The New York Times apontou que as taxas americanas tiveram um efeito “inesperado”: reacenderam o apoio ao petista, dando a Lula a narrativa de que não irá “ceder a um valentão”.
A reportagem comparou o cenário eleitoral no Brasil ao testemunhado nos EUA no ano passado: “A corrida presidencial do Brasil no ano que vem estava se configurando para ser algo que os americanos poderiam achar familiar: um titular envelhecido com popularidade decrescente, atrás de um populista descarado que alegou que a última eleição havia sido roubada dele”, disse o texto. “Então entrou o presidente Trump.”
O NYT afirmou que a ameaça de Trump como tentativa de “salvar seu aliado”, em referência a Bolsonaro, acabou por reorganizar “o cenário político do Brasil”. A postura combativa do presidente brasileiro, que se recusa a ceder à pressão do republicano, “está sendo elogiada na imprensa, viralizando online e renovando a esperança de que o Sr. Lula possa conquistar um quarto mandato no ano que vem, dias antes de completar 80 anos”, de acordo com o veículo.
“Eles têm motivos para estar otimistas: dias após as ameaças tarifárias de Trump, os índices de aprovação de Lula atingiram o nível mais alto em meses. Novas pesquisas mostraram que 43% a 50% dos brasileiros aprovaram seu desempenho, um aumento de três a cinco pontos percentuais desde maio”, destacou o The New York Times.
28 de julho de 2025 às 17:00
28 de julho de 2025 às 13:32
FOTO: GETTY
Oregime iraniano tem acelerado as execuções de opositores políticos, o que reacende o temor de que um novo massacre semelhante ao de 1988 esteja em curso. De acordo com o jornal britânico The Sun, Mehdi Hassani, de 48 anos, e Behrouz Ehsani, de 70, foram enforcados nos últimos dias após condenações consideradas forjadas. Ambos integravam a Organização dos Mujahidin do Povo do Irã (PMOI/MEK), principal grupo de oposição democrática do país.
Ainda segundo o The Sun, o governo iraniano estaria encurtando os prazos para execução de prisioneiros ligados à organização. O líder supremo Ali Khamenei tenta conter o desgaste do regime, que enfrenta instabilidade interna e pressões internacionais.
Em julho, a agência estatal Fars News, vinculada à Guarda Revolucionária Islâmica, publicou um editorial defendendo publicamente a repetição do massacre de 1988 — episódio em que cerca de 30 mil presos políticos foram executados. O texto é interpretado como reflexo do temor do regime pela própria sobrevivência.
A escalada da repressão tem gerado reações de juristas e parlamentares no Reino Unido, que pedem uma resposta internacional. Representantes do Conselho Nacional de Resistência do Irã (CNRI) criticam a comunidade internacional por dar prioridade às negociações sobre o programa nuclear iraniano, em detrimento da crise de direitos humanos.
De acordo com o The Sun, organizações relatam denúncias de maus-tratos dentro de prisões, repressão violenta e detenções em massa. Estima-se que cerca de 700 pessoas tenham sido presas no último mês sob suspeita de envolvimento com redes de espionagem. O Irã é um dos países com maior número de execuções no mundo, com mais de mil sentenças cumpridas em 2023 — o maior índice em três décadas.
28 de julho de 2025 às 13:15
28 de julho de 2025 às 10:28
FOTO: REPRODUÇÃO
Uma das grandes estrelas do fisiculturismo na Espanha, Lorena Blanco Pita morreu no último sábado (26/7), aos 37 anos, vítima de infarto, na cidade de Lugo.
Segundo o jornal espanhol Sport, Lorena sofreu parada cardíaca em casa. Ela chegou a ser levada ao hospital, mas não resistiu. A morte da atleta causou comoção na Espanha.
Em nota, o Clube Fluvial de Lugo, onde Lorena treinava, lamentou o falecimento e prestou condolências à família e aos amigos da fisiculturista.
Carreira vitoriosa
Lorena Blanco Pita acumula títulos durante o período em que esteve no fisiculturismo. Ela foi diversas vezes campeã nacional, além de ter conquistas internacionais. Desta forma, se tornou um nome influente no fisiculturismo espanhol.
Natural da Galícia, Lorena era treinada pelo marido, Isi Bolaños, outro nome forte da modalidade. A atleta se preparava para a disputa do Mr. Olympia, que está marcado para outubro, em Las Vegas, Estados Unidos.
28 de julho de 2025 às 11:00
28 de julho de 2025 às 09:28
FOTO: REUTERS
Os Estados Unidos suspenderam restrições à exportação de produtos de tecnologia para a China visando o fortalecimento de um acordo comercial entre os países, segundo o jornal Financial Times (FT).
Em reportagem publicada nesta segunda-feira (28), o veículo informou que a medida também visa apoiar os esforços do presidente Donald Trump para garantir um encontro com o presidente Xi Jinping ainda este ano.
De acordo com o FT, o Departamento de Comércio, responsável pela supervisão dos controles de exportação, foi instruído nos últimos meses a evitar medidas rígidas contra a China.
Neste mandato, segundo o FT, Trump estava restringindo as exportações de tecnologia para a China. O governo chegou a informar a gigante da tecnologia Nvidia que bloquearia a exportação do chip H20, projetado para o mercado chinês, após o governo Biden ter restringido chips mais avançados.
Trump voltou atrás após conversas com o CEO da Nvidia, Jensen Huang. Neste mês, a empresa anunciou que retomaria as vendas de suas unidades de H20 para a China.
A retomada planejada faz parte das negociações dos EUA sobre terras raras e ímãs, segundo declarou o secretário de Comércio, Howard Lutnick.
O jornal afirmou ainda que 20 especialistas em segurança e ex-funcionários, incluindo o ex-vice-conselheiro de segurança nacional dos EUA Matt Pottinger, planejam manifestar preocupação com a decisão nesta segunda-feira.
“Essa medida representa um erro estratégico que coloca em risco a vantagem econômica e militar dos Estados Unidos na área de inteligência artificial”, escreveram eles na carta, segundo o Financial Times.
Trégua por mais 90 dias
Os Estados Unidos e a China estenderão sua trégua tarifária por mais 90 dias, de acordo com o jornal chinês “South China Morning Post”.
Segundo reportagem publicada neste domingo (27), fontes ouvidas pelo jornal afirmam que essa é a expectativa para a terceira rodada de negociações entre os dois países, que irá ocorrer em Estocolmo, na Suécia, nesta segunda.
Uma fonte disse que as duas nações se comprometerão a não impor tarifas adicionais uma à outra, nem intensificar a guerra comercial por outros meios.
Três pessoas familiarizadas com a posição de Pequim, disseram que a delegação chinesa também pressionará a equipe comercial de Trump sobre tarifas relacionadas ao fentanil, já que o presidente Donald Trump impôs uma taxa adicional de 20% sobre as importações chinesas, em março, alegando que Pequim não havia feito o suficiente para interromper o fluxo da droga para os EUA.
De acordo com uma delas, o governo chinês pode aceitar uma tarifa básica de 10% sobre todas as importações se as taxas adicionais forem suspensas.
Ao chegar à reunião com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, na Escócia, Donald Trump disse a repórteres que os dois países estão perto de fechar um acordo:
“Estamos muito perto de um acordo com a China. Realmente fizemos um acordo com a China, mas vamos ver como isso vai acontecer”.
O acordo entre os dois países
No dia 12 de maio, os Estados Unidos e a China concordaram em reduzir temporariamente as chamadas “tarifas recíprocas” entre os dois países durante 90 dias.
Cerca de duas semanas depois, no entanto, o presidente dos Estados Unidos acusou a China de violar o acordo em uma publicação em sua rede Truth Social:
“A má notícia é que a China, talvez sem surpresa para alguns, VIOLOU TOTALMENTE SEU ACORDO CONOSCO”, postou.
Desde que anunciou um ‘tarifaço’ com o objetivo de reduzir o déficit comercial dos EUA, o republicano vem enfrentando muitas críticas, mesmo de aliados. A forte queda de braço com o governo chinês antes das negociações só piorou a situação.
Algumas horas depois do post do presidente americano, a China se pronunciou através de um comunicado divulgado por sua embaixada em Washington. Pediu que os Estados Unidos acabem com as “restrições discriminatórias” contra Pequim e que os dois lados “mantenham conjuntamente o consenso alcançado nas negociações de alto nível em Genebra”.
“Desde as negociações econômicas e comerciais entre a China e os EUA em Genebra, ambos os lados têm mantido comunicação sobre suas respectivas preocupações nos campos econômico e comercial em várias ocasiões bilaterais e multilaterais em vários níveis”, disse o porta-voz da embaixada, Liu Pengyu.
28 de julho de 2025 às 09:30
28 de julho de 2025 às 08:11
FOTO: ISTOCK
Um padre de 60 anos está sendo acusado na Polônia pelo assassinato de um homem em situação de rua, que teria sido atacado com um machado e incendiado. De acordo com o jornal The Independt, o religioso, identificado como Miroslaw M., está preso preventivamente enquanto aguarda julgamento. Se condenado, pode pegar prisão perpétua.
Segundo as autoridades, a vítima, Anatol Cz., de 68 anos, tinha um acordo com o padre: ele doaria um imóvel em troca de cuidados até o fim da vida. A discussão teria começado justamente por causa desse pacto, durante a noite da última quinta-feira (24), quando os dois estavam dentro de um carro.
Ainda de acordo com a promotoria do distrito de Radom, a briga verbal evoluiu para agressão física, e o padre atacou a vítima com um machado, atingindo a cabeça. Em seguida, teria despejado um líquido inflamável sobre Anatol e fugido de carro.
Um ciclista que passava pelo local encontrou o homem ainda em chamas e acionou os serviços de emergência por volta das 22h20. A autópsia revelou queimaduras em 80% do corpo da vítima e ferimentos causados por um objeto cortante e pesado.
Detido no mesmo dia, Miroslaw M. confessou o crime durante interrogatório. Segundo a promotoria, ele deu detalhes sobre o relacionamento com a vítima e as circunstâncias do ataque. Durante o depoimento, o padre teria demonstrado arrependimento e chorado.
O arcebispo de Varsóvia, Adrian Galbas, informou que já solicitou ao Vaticano a expulsão de Miroslaw M. do sacerdócio — a punição máxima da Igreja Católica para clérigos. Até o momento, a Santa Sé não respondeu oficialmente.
O ataque aconteceu no mercado Or Tor Kor, próximo ao famoso Chatuchak, na Tailândia. Entre os mortos estão quatro seguranças, uma mulher que fazia compras e o próprio autor dos disparos, que teria se suicidado após o crime. A polícia investiga a motivação
Comentários