11 de agosto de 2025 às 09:00
10 de agosto de 2025 às 18:57
FOTO: EFE
Nesse domingo (10), o conselheiro do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez duas publicações na rede social X mostrando que ele continuará trabalhando em defesa do ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro (PL). O político está em prisão domiciliar desde segunda-feira (4), por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Jason Miller afirmou que “não vai parar” até que Bolsonaro esteja “livre”. A frase foi escrita em resposta a um internauta que afirmou ser “mais importante o impeachment de Moraes do que libertar Bolsonaro”.
Mais cedo, Miller já havia postado: “Libertem Bolsonaro… ou então”, reagindo a uma reportagem que citava ministros do STF preocupados com a possibilidade de serem enquadrados na Lei Magnitsky, que prevê sanções contra violadores de direitos humanos.
As declarações ocorreram poucas horas após a Embaixada dos EUA no Brasil divulgar críticas ao STF. A nota, assinada pelo vice-secretário adjunto Christopher Landau, acusou um ministro da Corte de “usurpar poder ditatorial” e intimidar líderes de outros poderes e seus familiares, além de tentar aplicar a lei brasileira para censurar pessoas e empresas em território americano.
11 de agosto de 2025 às 04:10
10 de agosto de 2025 às 17:25
FOTO: RICARDO STUCKERT
O governo dos Estados Unidos quer investigar o interesse estratégico da China no setor agrícola brasileiro e os impactos de “investimentos ou do controle” chinês na cadeia de suprimentos, no mercado global e na segurança alimentar.
A informação, revelada pelo Valor Econômico, consta da proposta legislativa do Intelligence Authorization Act para o ano fiscal de 2026 – que, para o Estado americano, começa no dia 1º de outubro de 2025.
A legislação, aprovada anualmente, descreve a previsão orçamentária para os órgãos de inteligência dos Estados Unidos, como a Agência Central de Inteligência (CIA) e a Agência de Segurança Nacional (NSA). Com 280 páginas, o projeto de lei para o próximo ano cita o Brasil na seção 514 do subtítulo B, que trata especificamente da China.
A proposta foi apresentada pelo senador republicano pelo estado do Arkansas Tom Cotton, correligionário do presidente americano, Donald Trump, no último dia 17. Na mesma data, o texto foi aprovado pela Comissão de Inteligência do Senado e encaminhado para votação no plenário da Casa.
Após analisado pelos senadores americanos, o texto segue para a Câmara dos Representantes antes de seguir para a sanção do presidente, Donald Trump. Em tese, toda a tramitação deve ser concluída em menos de dois meses, para que a nova lei possa entrar em vigor antes do dia 1.º de outubro.
De acordo com a proposta, em até 60 dias após a promulgação da lei a diretora nacional de inteligência, Tulsi Gabbard, após consultas com o secretário de Estado, Marco Rubio, e a secretário de Agricultura, Brooke Rollins, deverá avaliar e elaborar um relatório sobre a extensão dos investimentos da China no setor agrícola do Brasil.
Conforme o texto, a investigação deve considerar:
a extensão com que o ditador chinês Xi Jinping participou ou dirigiu interações com a liderança brasileira em relação ao setor agrícola brasileiro;
o grau de envolvimento entre o governo chinês e o setor agrícola brasileiro;
as intenções estratégicas, se houver, do envolvimento ou da orientação de Xi para investir no setor agrícola brasileiro;
o número de autoridades com sede na China ou de propriedade do governo chinês que investiram no setor agrícola do Brasil, incluindo joint venturescom empresas brasileiras; e
os impactos sobre a cadeia de suprimentos, o mercado global e a segurança alimentar decorrentes dos investimentos ou do controle do setor agrícola no Brasil pelo governo chinês.
Ainda de acordo com a proposta, em até 90 dias após a entrada em vigor da legislação, Gabbard deve apresentar às comissões de inteligência do Congresso o relatório detalhado com os resultados da investigação. O documento deverá ser apresentado em formato não confidencial, mas poderá incluir um anexo confidencial.
Apesar de o texto ainda poder ser modificado, a aprovação do projeto na Comissão de Inteligência do Senado, formada por nove parlamentares republicanos e oito democratas – entre eles três que assinaram uma carta questionando o tarifaço contra o Brasil –, sugere que há boas chances de a proposta passar pelo plenário da Casa com a redação atual.
Além do Brasil e da China, o projeto menciona, entre outros países estrangeiros, Rússia, Coreia do Norte, Irã, Venezuela e Cuba.
A China é o maior parceiro comercial do Brasil desde 2009. Em novembro do ano passado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recebeu Xi Jinping no Palácio da Alvorada, para assinatura de 37 acordos de cooperação, incluindo a abertura de quatro mercados agropecuários.
Menção ao Brasil em projeto de lei de orçamento para inteligência é inédito Embora a NSA já tenha espionado o Brasil durante o governo DIlma Rousseff (PT), segundo relevações do site Wikileaks, em 2013, trata-se da primeira vez que o país é mencionado nesse tipo de projeto de lei. A intenção explícita do governo americano ocorre em meio a uma escalada de tensão inédita na relação entre os dois países desde a redemocratização.
Na última semana, a contenda atingiu seu auge com a confirmação, pelo presidente Trump, da tarifação adicional de 40% sobre as exportações brasileiras ao mercado americano – a maior em andamento sobre outro país –, e a aplicação da Lei Magnitsky contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
O governo americano justificou a medida com a alegação de que Moraes é responsável por “uma campanha opressiva de censura, detenções arbitrárias que violam os direitos humanos e processos politizados, inclusive contra o ex-presidente Jair Bolsonaro [PL]”.
Antes disso, o ministro, seus familiares e outros membros da corte já haviam tido seus vistos americanos revogados, sendo impedidos de entrar nos Estados Unidos.
No dia 15, o governo Trump abriu ainda uma investigação contra o Brasil, por meio do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), sobre ações, políticas e práticas brasileiras consideradas “irrazoáveis” ou “discriminatórias” e que “pesam ou restringem o comércio americano”.
A ordem para investigação chamou atenção principalmente por incluir o Pix e o comércio de produtos piratas na Rua 25 de Março, em São Paulo, mas cita ainda questões relacionadas ao desmatamento ilegal, à proteção do mercado de etanol, à corrupção, à proteção de propriedade intelectual e a tarifas preferenciais adotadas pelo Brasil no comércio com parceiros como México e Índia.
Confira a íntegra da seção que trata da investigação sobre os investimentos da China no agro do Brasil: SEÇÃO 514. AVALIAÇÃO E RELATÓRIO SOBRE INVESTIMENTOS DA REPÚBLICA POPULAR DA CHINA NO SETOR AGRÍCOLA DO BRASIL.
(a) Avaliação exigida.—
(1) DISPOSIÇÃO GERAL. — No prazo de até 60 dias após a data de promulgação desta Lei, o Diretor de Inteligência Nacional, em consulta com o Secretário de Estado e o Secretário de Agricultura, deverá avaliar a extensão dos investimentos da República Popular da China no setor agrícola do Brasil.
(2) ASPECTOS A CONSIDERAR. — A avaliação deverá considerar os seguintes pontos:
(b) Relatório exigido.—
(1) DISPOSIÇÃO GERAL. — No prazo de até 90 dias após a data de promulgação desta Lei, o Diretor deverá apresentar aos comitês de inteligência do Congresso um relatório detalhado com os resultados da avaliação exigida pelo parágrafo (a).
(2) FORMATO. — O relatório exigido pelo parágrafo (1) deverá ser apresentado em formato não confidencial, mas poderá incluir um anexo confidencial.
(c) Definição de setor agrícola. — Para os fins desta seção, o termo “setor agrícola” refere-se a qualquer infraestrutura física, produção de energia ou terra associada à produção de culturas agrícolas.
11 de agosto de 2025 às 04:05
10 de agosto de 2025 às 14:39
FOTO: DIVULGAÇÃO
Um dia depois da convocação do encarregado de negócios da embaixada dos Estados Unidos ao Itamaraty, a representação dikp,omática morte-americana voltou a publicar post, no X, em que critica o comportamento do ministro do STF Alexandre de Moraes, mesmo sem citar seu nome. No texto, a embaixada dos EUA afirma que “um único ministro do STF usurpou poder ditatorial ao ameaçar líderes dos outros poderes, ou suas famílias, com detenção, prisão ou outras penalidades” e, no final, faz um apelo à normalização do relacionamento: “Queremos restaurar nossa amizade histórica com a grande nação do Brasil!”
A mensagem da representação do governo dos EUA no Brasil responsabiliza ainda o ministro por “destruir a relação histórica” de proximidade entre Brasil e os Estados Unidos “ao tentar, entre outras coisas, aplicar extraterritorialmente a lei brasileira para silenciar indivíduos e empresas em solo americano.”
“A separação dos poderes de um Estado é a maior garantia de liberdade já concebida pela humanidade”, diz o comunicado da embaixada que representa a mais sólida e longeva democracia das américas. “Nenhum poder, nem mesmo uma pessoa, pode acumular autoridade excessiva se for controlada pelos demais. Mas uma separação formal não significa nada se um dos poderes tiver meios de intimidar os demais a abrir mão de suas prerrogativas constitucionais.”
O post da embaixada dos Estados Unidos reproduz basicamente e quase simultaneamente mensagem divulgada pelo nº 2 do Departamento de Estado norte-americano, Christopher Landau.
Lei a íntegra da mensagem do governo americano:
“A separação dos poderes de um Estado é a maior garantia de liberdade já concebida pela humanidade. Nenhum poder, nem mesmo uma pessoa, pode acumular autoridade excessiva se for controlada pelos demais. Mas uma separação formal não significa nada se um dos poderes tiver meios de intimidar os demais a abrir mão de suas prerrogativas constitucionais.
O que está acontecendo agora no Brasil ressalta esse ponto: um único ministro do STF usurpou poder ditatorial ao ameaçar líderes dos outros poderes, ou suas famílias, com detenção, prisão ou outras penalidades. Essa pessoa destruiu a relação histórica de proximidade entre Brasil e os Estados Unidos, ao tentar, entre outras coisas, aplicar extraterritorialmente a lei brasileira para silenciar indivíduos e empresas em solo americano.
A situação é sem precedentes e anômala, justamente porque essa pessoa veste uma toga judicial. Sempre é possível negociar com líderes dos poderes Executivos ou Legislativos de um país, mas não com um juiz, que deve manter a aparência de que todas as suas ações são ditadas pela lei. Assim, nos encontramos em um beco sem saída, o usurpador se reveste do Estado de Direito, enquanto os demais poderes afirmam estar impotentes para reagir. Se alguém conhecer um precedente na história humana em que um único juiz, não eleito, tenha assumido o controle do destino de sua nação, por favor, avise. Queremos restaurar nossa amizade histórica com a grande nação do Brasil!“
10 de agosto de 2025 às 14:02
10 de agosto de 2025 às 14:02
FOTO: EFE
O senador e pré-candidato à presidência da Colômbia, Miguel Uribe Turbay, sofreu uma hemorragia no sistema nervoso e sua condição de saúde é “crítica”, informou neste sábado (9) a Fundação Santa Fé, em Bogotá, onde ele está internado há mais de dois meses. O político ficou gravemente ferido na cabeça em um atentado em 7 de junho.
– Nas últimas 48 horas, seu estado clínico reverteu para uma condição crítica, devido a um episódio de hemorragia no sistema nervoso central. Esta condição exigiu novos procedimentos neurocirúrgicos de urgência que conseguiram estabilizá-lo – disse a Fundação em um boletim médico.
Uribe Turbay, de 39 anos e membro do partido de direita Centro Democrático, foi atingido por dois tiros na cabeça e um na perna esquerda quando liderava um comício político em um parque no bairro Modelia, em Bogotá.
Neste contexto clínico, Uribe Turbay “precisou reiniciar seu bloqueio neuromuscular e sedação profunda para contribuir com sua evolução. Continuará com um monitoramento hemodinâmico e neurológico permanente”, acrescentou o boletim médico.
– Reitera-se a condição crítica e seu prognóstico permanece de caráter reservado – destacou.
O político foi submetido a outra cirurgia em 16 de julho, da qual saiu “bem”, conforme informou na ocasião sua esposa, María Claudia Tarazona.
Pelo atentado contra Uribe Turbay, seis pessoas estão presas, entre elas o autor material, um adolescente de 15 anos que foi detido em flagrante com a pistola usada no ataque.
Além disso, o Ministério Público vinculou outros cinco adultos acusados de participar do planejamento e do acobertamento do crime, entre eles Elder José Arteaga Hernández, conhecido como ‘el Costeño’, considerado uma peça-chave por ser o suposto coordenador do atentado.
Adicionalmente, no fim de julho, um jovem de 17 anos, que supostamente participou das reuniões de planejamento do atentado e que havia se apresentado à Promotoria, fugiu do centro estatal de proteção para menores onde permanecia sob custódia.
Segundo o Ministério Público, o jovem teria participado das reuniões e assinado um “compromisso voluntário para ampliar o interrogatório”, razão pela qual havia ficado sob “uma medida de proteção” por parte do Instituto Colombiano de Bem-Estar Familiar (ICBF), de onde escapou.
9 de agosto de 2025 às 04:10
8 de agosto de 2025 às 20:55
FOTO: EFE
O governo dos Estados Unidos anunciou, nesta quinta-feira (7), o aumento da recompensa por informações que levem à captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro, elevando o valor de US$ 25 milhões para US$ 50 milhões. A medida, comunicada pela procuradora-geral Pam Bondi em um vídeo publicado na rede social X, acusa Maduro de ser um dos maiores narcotraficantes do mundo e de colaborar com organizações criminosas, como o Cartel de los Soles, o Tren de Aragua e o Cartel de Sinaloa, para traficar drogas, incluindo cocaína misturada com fentanil, para os EUA. Segundo Bondi, o Departamento de Justiça já apreendeu mais de US$ 700 milhões em ativos ligados a Maduro, incluindo dois jatos particulares, além de 30 toneladas de cocaína, sendo quase 7 toneladas diretamente associadas ao líder venezuelano.
Em resposta, o ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Yván Gil, classificou a recompensa como “patética” e “a cortina de fumaça mais ridícula já vista”. Em mensagem publicada no Telegram, Gil acusou os EUA de orquestrarem um “circo mediático” para agradar a extrema-direita venezuelana derrotada, numa tentativa de desviar a atenção de escândalos internos, como a controvérsia envolvendo o caso Jeffrey Epstein. O ministro venezuelano afirmou que o país está focado em desmantelar supostos complôs terroristas orquestrados a partir dos EUA, rejeitando as acusações de envolvimento de Maduro com o narcotráfico.
A escalada da recompensa reflete a intensificação das tensões entre Washington e Caracas, que se arrastam há anos. Maduro, indiciado em 2020 por narcoterrorismo e conspiração para importar cocaína, enfrenta acusações de liderar um regime repressivo e de fraudar a eleição presidencial de julho de 2024, não reconhecida pelos EUA, pela União Europeia e por vários países latino-americanos. Apesar das pressões internacionais e da oferta de uma recompensa comparável à que foi oferecida por Osama bin Laden, Maduro mantém-se no poder, enquanto a oposição venezuelana, liderada por Edmundo González, continua a desafiar sua legitimidade.
9 de agosto de 2025 às 04:08
8 de agosto de 2025 às 20:35
FOTO: REPRODUÇÃO
O astronauta norte-americano Jim Lovell, comandante da missão Apollo 13, faleceu na quinta-feira, 7 de agosto de 2025, aos 97 anos, em Lake Forest, Illinois. A NASA confirmou a morte, sem divulgar a causa, e destacou a coragem e liderança de Lovell, que transformaram um quase desastre em um marco de resiliência. Conhecido pela frase icônica “Houston, temos um problema”, proferida durante a crise da Apollo 13 em 1970, Lovell inspirou gerações com sua determinação e otimismo, sendo descrito por sua família como “herói, líder e inspiração”.
A missão Apollo 13, lançada em 11 de abril de 1970, tinha como objetivo ser o terceiro pouso lunar da humanidade, mas uma explosão em um tanque de oxigênio, a 320 mil quilômetros da Terra, comprometeu os sistemas de energia, oxigênio e suporte de vida. Lovell, ao lado dos astronautas Fred Haise e Jack Swigert, usou o módulo lunar como um “bote salva-vidas”, enfrentando condições extremas, como temperaturas próximas de zero e racionamento de água e comida. Sob sua liderança, a tripulação conseguiu contornar a Lua e retornar ao Pacífico em 17 de abril, em um episódio que a NASA chamou de “fracasso bem-sucedido”.
Veterano da NASA, Lovell participou de missões históricas como Gemini 7, Gemini 12 e Apollo 8, esta última a primeira a orbitar a Lua, em 1968. Sua história ganhou projeção mundial com o filme Apollo 13 (1995), dirigido por Ron Howard, no qual foi interpretado por Tom Hanks. Após deixar a NASA em 1973, Lovell atuou no setor marítimo e de telecomunicações, deixando um legado de coragem e inovação. “Foi a prova de que é possível transformar uma catástrofe em recuperação total”, declarou o astronauta sobre a missão que marcou sua carreira.
8 de agosto de 2025 às 17:15
8 de agosto de 2025 às 13:36
FOTO: DIVULGAÇÃO
Os voos com brasileiros deportados dos Estados Unidos devem aumentar nos próximos dias, passando a chegar ao menos um por semana ao Aeroporto Internacional de Belo Horizonte, em Confins. O anúncio foi feito nesta sexta-feira (8/8) pela ministra dos Direitos Humanos e da Cidadania, Macaé Evaristo, durante evento do programa Viva + Periferia, no bairro Primeiro de Maio, região Norte da capital. Na quinta-feira (7/8), uma aeronave com 100 brasileiros deportados dos EUA pousou no terminal de BH.
“Até então, tínhamos voo a cada duas semanas ou mais, mas agora vamos começar a ter mais voos, provavelmente um por semana. Mas esse fluxo não depende de nós (Governo Federal). Depende do governo americano”, afirmou a ministra.
Segundo Macaé Evaristo, o número de brasileiros em condição de deportação é muito maior do que o número de voos. Por isso, a situação dos deportados que chegam ao solo brasileiro é distinta. “Quem delibera é o governo americano, então temos pessoas que passaram por presídios lá por dias, meses e até um ano; tem pessoas que ficam um ou dois dias lá, que ainda estão na custódia deles”, explicou.
Para tentar minimizar o problema, a ministra garante que a pasta tem negociado com o governo dos EUA para estabelecer um processo que possibilite o planejamento das operações de acolhimento aos repatriados. “Lançamos o projeto Aqui é Brasil, que visa oferecer uma resposta coordenada, abrangente e humanizada às necessidades dos brasileiros repatriados ou deportados em situação de vulnerabilidade, por meio de ações de acolhimento humanizado. Além disso, solicitamos aos EUA que possam nos avisar sobre os voos para que possamos organizar o direcionamento dessas pessoas às suas residências”, finalizou.
Repatriados
Desde fevereiro, o Brasil recebeu mais de 1,2 mil repatriados em operações organizadas pelo governo federal, com foco no retorno seguro de brasileiros em situação de vulnerabilidade no exterior, principalmente nos Estados Unidos. Minas Gerais foi o estado que mais recebeu repatriados, seguido por Rondônia, São Paulo, Goiás e Espírito Santo.
Nesta quinta-feira (7/8), um avião com 100 brasileiros deportados dos Estados Unidos pousou no Aeroporto de Confins, na Região Metropolitana. Entre os repatriados, estavam 95 homens e cinco mulheres, todos desacompanhados. O grupo foi acolhido e atendido pelo Ministério dos Direitos Humanos.
8 de agosto de 2025 às 11:30
8 de agosto de 2025 às 11:39
FOTO: RICARDO STUCKERT
O presidente Lula (PT) afirmou que não vai “se humilhar” ao ligar para o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em razão do aumento das tarifas americanas sobre produtos brasileiros.
A declaração foi dada em entrevista à Reuters nesta quarta (6):
“Não tenho por que ligar para Trump, porque ele não fala em nenhum momento de negociação. O que ele faz são novas ameaças. E eu não vou me humilhar”, disse.
No final de julho, os Estados Unidos anunciaram tarifas de 50% sobre diversos produtos brasileiros, justificadas como reação às ações do governo Lula e do Supremo Tribunal Federal contra o ex-presidente Jair Bolsonaro
Lula condenou a interferência política de Trump, classificando a cobrança como “chantagem inaceitável” e ressaltou sua firme defesa da soberania nacional. Na avaliação dele, a postura de Trump, segundo palavras registradas por Lula, seria autoritária e anti civilizatória.
O presidente brasileiro descartou a imposição de tarifas retaliatórias. Em vez disso, anunciou medidas internas para apoiar setores prejudicados, incluindo apoio aos exportadores e fortalecimento da política fiscal.
Além disso, mencionou uma articulação com países do BRICS, especialmente China e Índia, como possível resposta coordenada ao “tarifaço”. O governo brasileiro também recorreu à Organização Mundial do Comércio (OMC), pedindo consultas formais contra os EUA.
A Fox News foi uma entre as emissoras americanas que repercutiu duramente a fala de Lula, destacando sua postura firme e as críticas que fez às tarifas dos EUA como uma estratégia de intimidação.
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