12 de agosto de 2025 às 08:00
12 de agosto de 2025 às 08:36
FOTO: SECOM
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, usou números incorretos sobre a criminalidade em Brasília durante fala à imprensa nesta segunda-feira.
Trump mostrou dados falsos de que a taxa de homicídio na capital brasileira é de 13 homicídios a cada 100 mil habitantes. Dados da Secretaria de Segurança Pública do DF apontam que o número, na verdade, é quase a metade, só 6,9 a cada 100 mil habitantes.
Mesmo se for considerado o Atlas da Violência 2025, elaborado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), o número fica abaixo do citado pelo presidente norte-americano, 11 casos por 100 mil habitantes.
Em qualquer um dos cenários, Brasília aparece com índices melhores do que a capital dos Estados Unidos. Washington registrou, em 2024, 180 homicídios, taxa aproximada de 27 por 100 mil habitantes, de acordo com dados do Departamento de Polícia Metropolitana (MPD).
11 de agosto de 2025 às 17:00
11 de agosto de 2025 às 12:31
FOTO: GETTY
Uma mulher foi condenada, na última quinta-feira (7/8), no condado de Crow Wing (Minnesota, EUA), a 39 anos de prisão por um golpe terrível. Jorden Nicole Borders, de 34 anos, tirava constantemente o sangue de um filho, que tinha 9 anos à época, para que ele parecesse doente e ela pudesse arrecadar com a “doença” do menino.
Além disso, Jorden forçava os dois outros filhos — uma menina de 8 anos e um menino de 11 — a usar gesso e colar cervical sem que as crianças tivesse qualquer problema ortopédico. A americana alegava que eles sofriam de osteoporose precoce.
Médicos de vários hospitais suspeitaram de Jordan pela primeira vez depois que seus filhos começaram a apresentar “problemas de saúde” inexplicáveis ao longo de três anos. Chamou atenção especialmente a queda dos níveis de hemoglobina de um deles.
Em 2022, quando os resultados de exames não conseguiram esclarecer as condições da criança, os profissionais que as acompanhavam começaram a especular sobre o papel de Jorden em causar ou fabricar suas doenças.
Os irmão do menino de 9 anos afirmaram, então, ter visto frequentemente viam a mãe coletar o sangue dele. Ao ser ouvido por policiais, a criança confirmou que tinha regularmente o sangue retirado pela mãe, o que fazia com que ele se sentisse “enjoado e sonolento”. Com o golpe, a americana chegou a arrecadar cerca de R$ 290 mil em auxílio governamental e de uma ONG.
Quando policiais revistaram a casa da família encontraram várias seringas. Durante o julgamento, as crianças descreveram ter sofrido diversas formas de abuso. Jorden as forçava a ficar no frio sem roupas, as privava de comida e as submetia a ameaças de morte, segundo declararam. O menino de 9 anos contou aos investigadores que era forçado a dormir no chão e ficar em uma cadeira de rodas sempre que o pai chegava em casa.
“Os crimes de Jorden Borders estão entre os mais hediondos e agonizantes que já vi no mandato como procurador-geral. Os fatos que provamos no tribunal são simplesmente aterrorizantes. É um esforço enorme e parte meu coração pensar na tortura e angústia física, mental e emocional que Jorden Borders infligiu aos seus próprios filhos”, declarou o procurador-geral de Minnesota, Keith Ellison, de acordo com o “Sun”.
11 de agosto de 2025 às 15:45
11 de agosto de 2025 às 13:17
FOTO: EFE
José Antonio Kast, do Partido Republicano, principal nome da direita na disputa pelo cargo de presidente do Chile, desponta com larga vantagem nas pesquisas para um eventual segundo turno no país sul-americano. O primeiro turno do pleito está marcado para acontecer no dia 16 de novembro, ou seja, em pouco mais de três meses. Caso ocorra uma segunda rodada, ela será realizada em 14 de dezembro.
A principal concorrente de Kast na corrida presidencial é Jeannette Jara, do Partido Comunista. No primeiro turno, os dois aparecem tecnicamente empatados, com um levantamento da consultoria Cadem apontando Jara com 31% das intenções de voto e Kast com 29%. No segundo turno, porém, o nome da direita venceria por 49% a 37%.
A diferença se explica pelo alinhamento previsto entre as forças de direita. Outros três candidatos do campo conservador — Evelyn Matthei (Chile Vamos), Johannes Maximilian Kaiser (Partido Nacional Libertário) e Franco Parisi (Partido do Povo) — não passam de 15% cada nas sondagens, mas a tendência é que eles apoiem Kast contra a esquerda.
Com um discurso de “tolerância zero” à imigração ilegal e defesa rígida da segurança pública, Kast se apresenta como aliado ideológico de líderes como Donald Trump e Javier Milei. O tema migratório é sensível no país: hoje, cerca de 670 mil venezuelanos vivem no Chile, representando mais de 40% da população estrangeira. Em 2002, eles eram menos de 5 mil.
Jara, por sua vez, tenta capitalizar o apoio de toda a coalizão governista do presidente Gabriel Boric e da Democracia Cristã, mas enfrenta a rejeição elevada ao atual governo e críticas ligadas à sua postura nos protestos de 2019, quando ela se colocou contra a polícia chilena. Como a maior parte da população atualmente defende uma política linha dura contra o crime, isso leva a uma perda de votos da esquerda.
11 de agosto de 2025 às 15:00
11 de agosto de 2025 às 12:41
FOTO: GETTY
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pediu, nesse domingo (10), às pessoas em situação de rua que deixassem Washington “imediatamente”, garantindo que o governo oferecesse abrigo “longe” da capital.
Trump planeja realizar uma coletiva de imprensa na segunda-feira para apresentar seu plano para tornar a cidade “mais segura e bonita do que nunca”.
“As pessoas sem-teto devem sair, IMEDIATAMENTE. Nós lhes daremos abrigo, mas LONGE da capital”, escreveu ele em sua plataforma Truth Social.
Dirigindo-se aos “criminosos”, ele alertou em seguida: “Vocês não precisam ir embora. Nós vamos colocá-los na prisão, onde pertencem”.
De acordo com o relatório anual do Departamento de Habitação, em 2024, Washington tinha mais de 5.600 pessoas em situação de rua, ocupando o 15º lugar entre as principais cidades dos Estados Unidos nesse aspecto.
Desde que voltou à Casa Branca, em janeiro, Trump ameaçou várias vezes colocar Washington, que possui um estatuto especial, sob controle federal.
11 de agosto de 2025 às 11:30
11 de agosto de 2025 às 06:45
FOTO: AFP
A Argentina vem se destacando globalmente e deve registrar o segundo maior crescimento econômico entre as 25 maiores economias do mundo em 2025, ficando atrás apenas da Índia.
Segundo o Fundo Monetário Internacional (FMI), a economia argentina deve crescer 5,5% neste ano, impulsionada pela melhora da confiança, aumento do crédito e crescimento dos salários reais. Esse desempenho coloca a Argentina à frente de países como China, Indonésia e Brasil.
Ações de Milei
Desde que chegou à Casa Rosada, no final de 2023, Milei promoveu a política do “déficit zero” cortando gastos – fechando ou fazendo fusão de departamentos, suspendendo obras públicas e cortando subsídios governamentais para serviços como luz, água e transporte público, entre outras medidas –, iniciou um processo de privatização de estatais, reduziu a burocracia e impostos e acabou com os controles cambiais.
A inflação no país, que havia sido de 25,5% na variação mensal e 211,4% no acumulado em 12 meses em dezembro de 2023, quando Milei tomou posse, chegou em junho a 1,6% e 39,4% nos dois patamares, respectivamente.
Com informações de Canal Paulo Mathias e Gazeta do Povo
11 de agosto de 2025 às 11:15
11 de agosto de 2025 às 06:43
FOTO: EFE
Na Venezuela, o salário mínimo atingiu um patamar alarmante de apenas um dólar por mês (equivalente a R$ 5,43) nesta sexta-feira, conforme a taxa de câmbio do Banco Central do país, que cotou o dólar a 130,06 bolívares, a moeda local. Desde março de 2022, o salário mínimo, que serve de base para benefícios trabalhistas como férias, rescisões e participação nos lucros, permanece nesse valor ínfimo, equivalente a cerca de US$ 30 na época. Para complementar a renda, o governo de Nicolás Maduro oferece bônus governamentais de até US$ 160, pagos a funcionários públicos com base na taxa diária do órgão emissor, mas sem incidência nos cálculos de benefícios trabalhistas.
Os bônus, que incluem um auxílio-alimentação de US$ 40 e outro chamado “renda de guerra econômica” de US$ 120, são apresentados pelo regime de Maduro como uma estratégia para enfrentar o que ele chama de “guerra econômica, bloqueio e sanções”. No entanto, a realidade é dramática: em julho, a ONG Pró-Véia destacou que, segundo a Constituição venezuelana, o Estado tem a obrigação de garantir uma renda suficiente para uma vida digna, ajustada periodicamente ao custo da cesta básica, que em abril custava US$ 503,73. O valor do salário mínimo, portanto, cobre menos de 0,2% desse custo, evidenciando a crise humanitária no país.
A situação expõe o colapso econômico sob o governo de Nicolás Maduro, acusado de práticas autoritárias e envolvimento com o narcotráfico. Enquanto os bônus governamentais são apresentados como uma solução “inovadora”, críticos apontam que eles não resolvem a desvalorização do salário mínimo nem garantem direitos trabalhistas básicos. A incapacidade de ajustar a renda ao custo de vida agrava a pobreza extrema, deixando milhões de venezuelanos em condições precárias, dependentes de auxílios insuficientes para sobreviver.
11 de agosto de 2025 às 10:00
11 de agosto de 2025 às 09:47
FOTO: EFE
Pré-candidato a presidente da Colômbia, o senador Miguel Uribe Turbay, de 39 anos, morreu nesta segunda-feira (11), em Bogotá, após ficar mais de dois meses internado por conta de um atentado a tiros sofrido em junho. De direita e integrante do partido de oposição Centro Democrático, Uribe era um dos nomes mais bem posicionados para disputar a Presidência da Colômbia em 2026.
O atentado contra ele ocorreu no dia 7 de junho, quando o senador discursava em um evento de rua. O senador foi alvejado por três tiros — dois na cabeça e um na coxa — por um adolescente de 15 anos que se aproximou em uma motocicleta.
Ao longo dos últimos meses, ele chegou a apresentar melhora, mas seu quadro voltou a piorar no último sábado (9) devido a uma hemorragia no sistema nervoso central. Ele passou por cirurgia de emergência e foi novamente sedado, mas não resistiu.
O pré-candidato a chefe do Executivo colombiano era filho de Diana Turbay, jornalista que foi sequestrada e assassinada em 1991 por narcotraficantes a serviço de Pablo Escobar, e neto do ex-presidente Julio César Turbay, que governou o país entre 1978 e 1982. O ex-presidente Álvaro Uribe Vélez, líder do partido de Miguel Uribe, lamentou a perda.
– O mal destrói tudo, mataram a esperança. Que a luta de Miguel seja uma luz que ilumine o caminho correto da Colômbia – declarou.
A esposa do senador, María Claudia Tarazona, também se pronunciou pelas redes sociais.
– Peço a Deus que me mostre o caminho para aprender a viver sem você. Descanse em paz amor da minha vida, eu cuidarei dos nossos filhos – escreveu Tarazona.
11 de agosto de 2025 às 09:45
11 de agosto de 2025 às 05:33
FOTO: EBC
O norte-americano Wall Street Journal, um dos mais influentes do mundo, publicou artigo editorial nesse domingo (10), assinado pela colunista Mary Anastasia O’Grady, em que acusa o Supremo Tribunal Federal (STF) de aplicar um golpe de estado no Brasil e o ministro Alexandre de Moraes, principal instrumento dessas decisões, de estar “censurando críticos e prendendo oponentes sem nenhum controle político”. As acusações estão já no título da publicação, “Um golpe de Estado da Suprema Corte do Brasil”, e no subtítulo, onde se refere a censura e prisões políticas.
“A liberdade nas Américas enfrenta um grau de perigo nunca visto desde a Guerra Fria”, escreveu a colunista no artigo publicado no site do WSJ às 16h39 deste domingo, horário de Washington, que menciona vários fatos autoritários no continente, desde o coronel golpista Hugo Chávez, que implantou a ditadura na Venezuela.
“O maior risco não é, como ocorreu nas décadas de 1970 e 1980, a repentina tomada do poder pelos militares”, lembra O’Grady. “Os ditadores do século XXI estão copiando Hugo Chávez , que consolidou seu governo tomando o controle das instituições democráticas enquanto era popular e depois prendeu seus oponentes ou os exilou.”
Ela também afirma que o presidente conservador de de El Salvador, Nayib Bukele, “criou sua própria versão do chavismo”, demitindo e substituindo todos os membros da mais alta corte constitucional do país em 2021. “O devido processo legal, a liberdade de expressão e a liberdade de reunião não existem mais”, diz a colunista, observando que Bukele agora controla inclusive o tribunal eleitoral.
“Ainda não é tarde para salvar o Brasil” da ditadura
Mary Anastasia O’Grady pondera que “desenvolvimentos recentes oferecem esperança de que uma tomada de poder gradual, construída ao longo de seis anos, possa ser revertida”, disse referindo-se ao endurecimento do regime no Brasil.
“O problema em Brasília começou em 2019, quando o Supremo Tribunal Federal alegou ser vítima de calúnias e ameaças, invocando uma regra interna que lhe dava o poder de abrir ‘inquéritos’ secretos sobre supostos crimes contra seus membros”, disse a jornalista, que há anos acompanha de perto a situação política no País.
“Primeiro veio o ‘inquérito das fake news’, no qual a Corte se colocou simultaneamente como iniciadora, investigadora e julgadora — uma violação dos direitos constitucionais dos brasileiros, que têm direito a ver seus casos criminais julgados nos tribunais locais e estaduais, com acusações feitas por promotores locais e estaduais”, historia.
“Alexandre de Moraes, conhecido por sua oposição ao então presidente Jair Bolsonaro, foi escolhido a dedo pelo então presidente do STF, José Antonio Dias Toffoli, para conduzir o inquérito, apesar de o sorteio aleatório ser a regra”, disse, demonstrando estar bem informada também sobre questões próprias do Supremo.
Omissão do Senado
O artigo no Wall Street Journal cita as violações à Lei diante da omissão do Senado Federal, que tem o papel constitucional de impor limites ao STF.
“Investigadores passaram a vigiar contas de redes sociais de pessoas politicamente incorretas, criminalizar suas opiniões e prendê-las preventivamente. Alguns juristas acusaram a Corte de violar a imparcialidade, a liberdade de expressão e o sistema adversarial de justiça. O Senado, no entanto, se omitiu diante do dever de disciplinar o tribunal.”
A descondenação de Lula
“A decisão do STF, em março de 2021, de anular a condenação por corrupção de 2017 do ex-presidente Luiz Inácio “Lula” da Silva — confirmada duas vezes em instâncias superiores — inflamou ainda mais a direita brasileira”, diz o artigo.
“Os ‘deploráveis’ recorreram às redes sociais”, diz a jornal, e “a Corte tentou silenciá-los, mas alguns influenciadores estavam fora do país e fora do alcance dos ministros. Em julho de 2021, veio o “inquérito das milícias digitais”, mirando empresas de tecnologia e suas plataformas, obrigando-as a censurar conteúdo e desmonetizar brasileiros com opiniões consideradas inaceitáveis. O não cumprimento resultaria na proibição de operar no Brasil.
TSE exercendo papel político
Para O’Grady, “Moraes também presidiu o Tribunal Superior Eleitoral durante a eleição presidencial de 2022, que colocou Lula contra o então presidente Bolsonaro. O ministro tornou o tribunal significativamente mais político, monitorando e censurando discursos de partidos, candidatos e cidadãos com quem discordava.”
Na conclusão do seu relato em que resume os acontecimentos dos últimos anos no Brasil, a articulista diz que, “quando Lula foi declarado vencedor, a polarização se agravou. Parte dos apoiadores de Bolsonaro se recusou a aceitar o resultado, pedindo intervenção militar e organizando protestos pacíficos em frente a quartéis por meses.”
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