31 de outubro de 2025 às 15:15
31 de outubro de 2025 às 13:32
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Certamente, muitos já foram questionados sobre o valor de um sonho. Para alguns, ele pode custar anos de dedicação; para outros, pode ter um preço bem mais literal e até arriscado. Foi o caso de uma jovem búlgara que decidiu investir pesado em uma transformação estética que dividiu opiniões e chamou atenção do mundo.
Andrea Ivanova, de 28 anos, desembolsou mais de R$ 140 mil em 32 procedimentos estéticos para realizar um desejo nada comum: ter os maiores lábios do mundo. A estudante passou por preenchimentos labiais, remodelações faciais e cirurgias nas bochechas e no nariz com ácido hialurônico, que triplicaram o tamanho natural da boca.
Segundo Andrea, o desejo de ter um “bocão” começou na adolescência, inspirado por padrões de beleza vistos nas redes sociais.
Com o tempo, a transformação trouxe não apenas a aparência desejada, mas também fama internacional. Hoje, a jovem mantém um perfil no Instagram com cerca de 40 mil seguidores, onde exibe o resultado das mudanças e o cotidiano, sempre com poses em que destaca o volume dos lábios.
Apesar das críticas, inclusive de familiares preocupados com o excesso de procedimentos, Andrea garante que está satisfeita com sua aparência e pretende continuar os retoques.
“Me sinto mais confiante e mais bonita assim. Não ligo para o que dizem”, declarou em entrevista a veículos internacionais.
Apesar da visibilidade, especialistas alertam para os riscos sérios de aplicações excessivas de substâncias, que podem causar necrose dos tecidos, infecções e até problemas respiratórios. Andrea, porém, afirma que pretende continuar os procedimentos e ampliar ainda mais suas modificações no futuro.
31 de outubro de 2025 às 14:00
31 de outubro de 2025 às 07:16
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Pedro Alonso López não foi apelidado à toa de “Monstro dos Andes”.
Nascido em outubro de 1948 na região de Tolima (Colômbia), Pedro teve a infância mergulhada num ambiente de extrema violência. Sua mãe, que trabalhava como prostituta, lutava para criar 13 filhos em extrema pobreza. Ele contou que, aos 8 anos, foi expulso de casa depois que sua mãe o flagrara tocando uma irmã de forma inapropriada. Ele teve que viver sozinho nas ruas de Bogotá. Aos 12 anos, foi acolhido temporariamente por uma família de missionários americanos, mas fugiu após roubar dinheiro, estabelecendo um padrão que o acompanharia por toda a vida.
Após ser preso por roubo de um carro, Pedro foi condenado e começou a cumprir pena na brutal prisão La Modelo, em Bogotá. Lá, foi estuprado por três outros detentos. Sua vingança foi implacável: improvisando uma lâmina, ele assassinou os três agressores. A Justiça considerou os assassinatos como legítima defesa, acrescentando apenas dois anos à pena de Pedro.
Após a sua libertação, em 1978, o colombiano embarcou numa jornada sem destino pelos Andes, dando início a um reinado de terror que o consagraria como um dos assassinos em série mais assustadores do mundo. Pedro vagou por Colômbia, Equador e Peru, atacando num ritmo frenético jovens garotas de comunidades pobres ou indígenas, além de vendedoras ambulantes ou jovens caminhando desacompanhadas. Ele as agredia sexualmente e as estrangulava, enterrando posteriormente seus restos mortais em covas improvisadas.
O criminoso afirmou friamente que escolhia os seus alvos porque “eram fáceis de pegar”.
“Perdi minha inocência aos oito anos. Então decidi fazer o mesmo com o máximo de meninas que eu conseguisse”, declarou após ser preso.
A sua empreitada de assassinatos começou a vir à tona em 1979, quando o o número de crianças desaparecidas nos arredores da cidade equatoriana de Ambato havia atingido proporções alarmantes. Famílias desesperadas distribuíam panfletos e a imprensa local publicava apelos frenéticos, mas as autoridades minimizavam os desaparecimentos, atribuindo-os a casos de tráfico humano ou brigas domésticas.
Então, um acidente bizarro revelou a terrível realidade. Quando enchentes torrenciais atingiram os arredores de Ambato, expuseram os restos mortais de quatro meninas.
Quando tentava fazer mais uma vítima, Maria Poveda, de 12 anos, Pedro acabou “caçado” por moradores, detido e entregue à polícia.
Inicialmente, o colombiano se manteve calado sobre seus crimes. Dias depois, ele acabou se abrindo com o que acreditava ser um companheiro de cela – que na verdade era um policial disfarçado – confessando ter assassinado centenas de pessoas.
Pedro então se ofereceu para guiar as autoridades até os locais onde suas vítimas estavam enterradas. Detetives o acompanharam até áreas rurais remotas, onde fizeram descobertas inacreditáveis. Dezenas de sepulturas foram descobertas, cada uma contendo o corpo de uma jovem.
“Eu gosto das meninas porque elas são puras. Eu as matei por amor”, disse ele a um policial à época, quando as forças de segurança recuperaram 53 corpos no Equador.
O assassino em série se declarou culpado por 110 homicídios em várias regiões do Equador. Depois, ele confessou estar por trás de múltiplos assassinatos na na Colômbia e no Peru, estimando ter feito cerca no total 300 vítimas.
O julgamento de Pedro ocorreu em 1981, com grande atenção da imprensa local e do exterior. A legislação equatoriana à época limitava as penas de prisão a apenas 16 anos, mesmo para o assassino em série que ficou conhecido como o “Monstro dos Andes”.
Em entrevista na prisão, ele se gabava do seu “poder sobre a vida e a morte” e se dizia ser “o homem do século”, mas outras vezes se apresentava como “vítima”. Guardas prisionais relataram que outros detentos constantemente tentavam assassiná-lo, e ele sofreu múltiplos ataques a facadas.
Pedro foi libertado em 1994 e imediatamente deportado para a Colômbia, onde enfrentou novas acusações pelo assassinato de Flor Alba Sánchez, de 12 anos, uma das poucas vítimas colombianas oficialmente ligadas a ele. Ele foi condenado, mas considerado mentalmente incapaz e enviado para um hospital psiquiátrico em Bogotá.
Em 1998, ele foi libertado com a obrigação de ele se apresentar à polícia mensalmente. Mas Pedro nunca apareceu. O criminoso em série desapareceu sem deixar rastros.
Sua última aparição confirmada foi em setembro de 1999, quando compareceu a um órgão público em Bogotá para obter um novo documento de identidade usando uma identidade falsa. Três anos depois, a Interpol emitiu um mandado de prisão por outro suposto assassinato na Colômbia, mas ele permaneceu foragido.
Em 2005, as autoridades cancelaram temporariamente o mandado após alegações de que um cadáver encontrado na Colômbia pertencia a ele. Porém a autópsia apresentou resultado inconclusivo.
Muitos acreditam que o “Monstro dos Andes” ainda esteja vivo. Houve rumores de aparições dele no Equador e no sul da Colômbia ao longo dos anos, mas nenhum foi confirmado. Há relatos de que ele chegou a visitar sua mãe.
Em 2002, investigadores da polícia do Equador informaram à imprensa local que o nome de Pedro ainda “pairava” sobre todos os novos casos de crianças desaparecidas no país. Oficialmente, ele ainda é declarado como foragido.
“Ainda nos perguntamos se ele está vivo. Porque, se estiver, não há razão para que não mate novamente”, admitiu um policial.
31 de outubro de 2025 às 13:30
31 de outubro de 2025 às 07:11
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Uma mulher de 80 anos, identificada como Suzanne Rees, foi encontrada morta após ser “deixada sozinha em uma ilha remota” da Austrália. A suspeita é de que o cruzeiro de luxo em que ela viajava tenha partido do local e seguido viagem sem notar sua ausência. O caso chocou passageiros e está sendo investigado pelas autoridades locais.
A idosa fazia uma longa viagem de navio ao redor da Austrália quando o episódio aconteceu. Segundo o site Oriental Outlook, ela participava de um cruzeiro de dois meses que havia partido da cidade de Cairns e fez sua primeira parada na Ilha Lizard, em 26 de outubro.
O local é uma ilha desabitada na Grande Barreira de Coral, famosa pelas paisagens tropicais e pelo isolamento. Durante a parada, os passageiros puderam descer para explorar a região e foi aí que Suzanne, que viajava sozinha, se afastou do grupo para conhecer a ilha por conta própria.
A Ilha Lizard fica a cerca de 250 quilômetros do ponto de partida e tem acesso difícil. De acordo com relatos, a idosa teria decidido subir até o ponto mais alto da ilha, o mirante Cook Lookout Point.
Quando os outros passageiros retornaram ao navio, Suzanne não estava entre eles. Ainda assim, o cruzeiro levantou âncora e partiu rumo ao próximo destino, deixando supostamente a mulher para trás.
Mais tarde, surgiram informações de que ela pode ter caído de um penhasco enquanto tentava chegar ao mirante, mas a causa exata da morte continua sendo investigada. Segundo fontes locais, a tripulação não percebeu que a passageira não havia voltado a bordo.
Um dos viajantes, que desembolsou cerca de 80 mil dólares australianos (aproximadamente R$ 290 mil) pela viagem, afirmou que ninguém fez checagem de presença após o passeio.
— O navio suspendeu a âncora rapidamente assim que o último grupo embarcou — contou o passageiro, em entrevista ao Oriental Outlook.
31 de outubro de 2025 às 10:15
31 de outubro de 2025 às 07:51
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Martin de Luca, advogado do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elogiou nesta quinta-feira (30), a postura do governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL) diante da megaoperação contra o tráfico no Estado, e criticou a ação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, sobre o caso.
O advogado classificou como “inversão de justiça grotesca”, a ação do magistrado contra o governador, que na quarta-feira (29), ordenou que o Castro preste informações sobre a megaoperação. O ministro marcou uma audiência com o mandatário estadual.
De Luca citou Jair Bolsonaro (PL), ao mencionar que Castro é aliado político do ex-presidente.
O advogado ainda destacou que o Comando Vermelho é uma facção criminosa que os EUA estão considerando designar como organização terrorista estrangeira.
Veja abaixo a nota completa compartilhada pelo advogado de Trump, publicada nas redes sociais:
“Parece inacreditável, mas é verdade. Alexandre de Moraes está investigando o governador do Rio de Janeiro alinhado a Bolsonaro @claudiocastroRJ (perfil do governador nas redes sociais) e os policiais que lideraram a maior operação do Brasil contra o Comando Vermelho — a mesma facção criminosa que os EUA estão considerando designar como organização terrorista estrangeira.
A mesma justiça sancionada pelos EUA pela censura, e perseguição a @jairbolsonaro (perfil do ex-presidente nas redes sociais), prisão de seus apoiadores e até mesmo por visar dissidentes políticos e americanos em solo americano pelo que postaram online está agora indo atrás das autoridades que confrontaram um dos sindicatos criminosos mais violentos da América Latina.
Enquanto o Comando Vermelho usa drones, granadas e fuzis de calibre militar para manter bairros como reféns, a prioridade de Moraes é investigar aqueles que arriscaram suas vidas para proteger o público. É difícil imaginar uma inversão de justiça mais grotesca”.
31 de outubro de 2025 às 08:45
31 de outubro de 2025 às 07:13
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O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, responsabilizou o que chamou de “extrema direita” e “nazistas de Bolsonaro” pelas 121 mortes registradas na megaoperação policial realizada na última terça-feira (28) nos complexos do Alemão e da Penha, no Rio de Janeiro. A ação tinha como objetivo cumprir mandados de prisão contra membros do Comando Vermelho e deixou, entre as vítimas, quatro policiais.
Em publicações no X (antigo Twitter), Petro afirmou que “a barbárie é o denominador comum da extrema direita” e criticou a política de segurança brasileira. “Eles acreditam que podem impor ordem à sociedade pela força, massacrando”, escreveu o presidente, junto a imagens de pessoas chorando nas comunidades cariocas.
O líder colombiano também comparou o episódio no Rio a conflitos internacionais, citando a guerra entre Israel e o Hamas, o genocídio no Sudão e as ações militares dos Estados Unidos contra embarcações ligadas ao narcotráfico no Caribe e no Pacífico. Segundo ele, “a política anticrime centrada na morte é um completo fracasso”.
As declarações ocorrem em meio a tensões diplomáticas com Washington. Na semana passada, Petro, sua esposa, o filho mais velho e o ministro do Interior, Armando Benedetti, foram alvo de sanções econômicas impostas pelos Estados Unidos, sob acusação de permitir o avanço do narcotráfico em território colombiano.
31 de outubro de 2025 às 04:02
30 de outubro de 2025 às 16:53
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Dias após as forças de segurança do estado do Rio de Janeiro deflagrarem a chamada Operação Contenção contra o crime organizado nos complexos da Penha e do Alemão, na Zona Norte da capital fluminense, os governos da Argentina e do Paraguai decidiram reforçar o patrulhamento em suas fronteiras com o Brasil.
– Reforçamos [a segurança na] fronteira para proteger os argentinos diante de qualquer debandada [de criminosos] resultante dos confrontos no Rio de Janeiro – explicou a ministra da Segurança argentina, Patricia Bullrich, em uma postagem em suas redes sociais.
Ela publicou a cópia do ofício que enviou à secretária de Segurança Nacional, Alejandra Monteoliva, determinando o aumento do efetivo das tropas federais na fronteira com o Brasil como “uma medida preventiva”.
30 de outubro de 2025 às 08:45
30 de outubro de 2025 às 06:00
FOTO: REPRODUÇÃO
O governo da Argentina, por meio da ministra da Segurança Patricia Bullrich, anunciou a classificação das facções brasileiras Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como “organizações narcoterroristas”.
Segundo Bullrich, a Argentina identificou ao menos 39 brasileiros presos no país, sendo cinco ligados ao Comando Vermelho e “sete ou oito” ao PCC.
A decisão foi divulgada em meio a uma grande operação de segurança que envolveu mais de 2,5 mil agentes no Rio de Janeiro, ação considerada a maior da história do estado, com mais de 100 mortos.
A medida enfatiza que na Argentina os membros das facções são identificados por meio de tatuagens e modus operandi, e mantidos isolados no sistema prisional para evitar sua atuação como “chefes” dentro das cadeias, prática que, conforme a ministra, difere da realidade brasileira.
O governo argentino também firmou dois acordos com o Federal Bureau of Investigation (FBI) dos Estados Unidos: um para intercâmbio de informação e cooperação técnica no combate ao terrorismo, ao seu financiamento e ao crime organizado; outro para capacitação, apoio técnico e desenvolvimento tecnológico.
Com esse movimento, a Argentina se posiciona de forma mais firme no cenário regional em termos de segurança, sinalizando que o combate às facções criminosas transcende fronteiras.
A designação como organizações terroristas abre caminho para sanções mais duras, cooperação internacional mais intensa e uma mensagem clara de tolerância zero ao crime organizado.
O Brasil, que convive com elevados índices de violência vinculados às facções, recebeu o anúncio com atenção, pois a medida argentina pode implicar em maior pressão internacional por controle nas fronteiras, aumento da fiscalização de redes de apoio e estímulo a ações conjuntas entre países da América Latina.
A declaração da ministra Bullrich representa um marco simbólico e prático: simbolicamente, porque reconhece que facções brasileiras têm extensão extraterritorial; e praticamente, porque fortalece mecanismos de repressão e cooperação internacional no enfrentamento ao crime organizado.
30 de outubro de 2025 às 04:05
29 de outubro de 2025 às 18:31
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Um agente federal dos Estados Unidos identificado como Edwin Lopez quase conseguiu convencer o piloto-chefe do ditador venezuelano Nicolás Maduro a desviar a rota do avião presidencial e levar a aeronave para um território no qual o líder chavista pudesse ser preso pelas autoridades estadunidenses.
A informação foi revelada pela agência Associated Press. Segundo a investigação, o plano teve início em abril de 2024, quando um informante foi até a embaixada dos EUA na República Dominicana reportar a Lopez que dois aviões usados por Maduro estavam no país passando por reparos no Aeroporto Executivo La Isabela, em Santo Domingo.
Ao pensar que rastrear as aeronaves até Maduro seria uma tarefa que levaria meses, Lopez concluiu que tentar persuadir o piloto para entregar o chavista talvez pudesse trazer resultados mais eficientes.
O agente obteve autorização para interrogar Bitner Villegas, piloto pessoal de Maduro, coronel da Força Aérea Venezuelana e integrante da guarda de honra presidencial. Em dezembro de 2023, Villegas chegou a aparecer dentro da cabine ao lado do ditador, em vídeo publicado pelo próprio Maduro.
Segundo a AP, Lopez conversou à sós com Villegas em um encontro secreto realizado em um hangar de aeroporto. Na ocasião, fez uma proposta tentadora: caso entregasse Maduro, o piloto se tornaria multimilionário, receberia cidadania estadunidense para si e sua família e passaria a ser tratado como herói nacional.
Para isso, bastava que Villegas desviasse secretamente a rota do avião para destinos como Porto Rico, Guantánamo ou a República Dominicana.
Villegas manifestou interesse na ideia e chegou a entregar seu número de celular para manter contato. Por meses ele trocou mensagens com o agente dos EUA.
Em uma das mensagens, Lopez encaminhou o comunicado do Departamento de Justiça norte-americano que dobrava a recompensa pela captura de Maduro para 50 milhões de dólares (cerca de R$ 267 milhões).
– Ainda há tempo para ser o herói da Venezuela e estar do lado certo da história – disse o agente.
Em determinado momento das tratativas, contudo, o piloto desistiu de dar seguimento ao plano e bloqueou o agente norte-americano, dando fim às conversas.
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