5 de janeiro de 2026 às 10:15
5 de janeiro de 2026 às 10:23
FOTO: REPRODUÇÃO
O presidente deposto da Venezuela Nicolás Maduro (PSUV, esquerda) deixou na manhã desta 2ª feira (5.jan.2026) a prisão em que está em Nova York (EUA) e foi transportado a um tribunal da cidade norte-americana. A audiência está marcada para as 12h no horário local de Nova York (14h em Brasília).
O venezuelano fez parte do transporte de helicóptero e, depois, foi transferido para um veículo. Estava acompanhado de diversos agentes. Ao sair do helicóptero, Maduro aparentou estar mancando. Além dele, sua mulher, Cilia Flores, também foi levada ao tribunal.
Nesta 2ª feira (5.jan), o juiz deverá tratar de procedimentos iniciais, como leitura formal das acusações, direitos do réu e definição sobre custódia. A medida se dá 2 dias depois de Maduro ser capturado pelas forças norte-americanas, sob o governo de Donald Trump (Partido Republicano).
O venezuelano enfrenta acusações de narcoterrorismo, importação de cocaína para os EUA e crimes relacionados a armas.
5 de janeiro de 2026 às 10:00
5 de janeiro de 2026 às 04:54
FOTO: EFE
Após aterrissar na Base da Guarda Nacional Aérea de Stewart, um aeroporto militar no norte do estado de Nova Iorque, em um Boeing 757 militar vindo de Guantánamo, o ditador venezuelano Nicolás Maduro foi escoltado até um escritório da agência antidrogas americana (DEA) para, por fim, seguir para o Metropolitan Detention Center (MDC), no Brooklyn, a prisão federal onde ficará enquanto aguarda julgamento.
A expectativa é que as audiências comecem nos próximos dias perante um juiz federal em Manhattan, onde, já neste sábado (3), dezenas de pessoas se manifestaram: algumas celebrando a queda do líder e outras pedindo paz para o país sul-americano.
Maduro chega aos Estados Unidos com acusações formais que datam de 2020, quando a Promotoria do Distrito Sul de Nova Iorque o acusou de narcoterrorismo, conspiração para importar cocaína para os Estados Unidos e crimes relacionados a armas automáticas.
Neste mesmo sábado, foi tornada pública uma acusação substitutiva no mesmo tribunal, mantendo as acusações originais baseadas em investigações da DEA, que apontam Maduro como o suposto líder do chamado “Cartel de los Soles”, uma rede vinculada a altos comandos militares venezuelanos que buscava enriquecimento ilícito e a “utilização da cocaína como arma contra os Estados Unidos”.
SOBRE O MDC
O local que abrigará Maduro é a única prisão federal de Nova Iorque e abriga presos provisórios e condenados considerados de alta periculosidade. Segundo informações da unidade, aproximadamente 1.336 pessoas estão detidas atualmente no local.
Inaugurado no início da década de 90, o local é um dos principais centros de custódia para réus que são envolvidos em processos federais de grande repercussão no país. Entre os presos famosos que já ficaram detidos na unidade estão Joaquín “El Chapo” Guzmán, chefe do Cartel de Sinaloa, que ficou no MDC antes de ser condenado à prisão perpétua por tráfico de drogas e outros crimes.
Recentemente, quem também ficou detido no local foi o rapper Sean Combs, conhecido como P. Diddy; e a socialite Ghislaine Maxwell, ex-companheira do predador sexual Jeffrey Epstein. Em 2017, uma figura familiar do público brasileiro ficou preso no MDC: o ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) José Maria Marin, que morreu em julho do ano passado.
A unidade prisional é comumente descrita como um ambiente de condições consideradas precárias e de controle bastante rígido. As celas, por exemplo, são monitoradas 24 horas por dia, e o contato com o mundo externo é restrito, com visitas seguindo protocolos rigorosos.
5 de janeiro de 2026 às 09:15
5 de janeiro de 2026 às 04:44
FOTO: EFE
A Força Armada Nacional Bolivariana (FANB) repudiou neste domingo a captura do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, em ato que classificou como “sequestro covarde” e afirmou, em comunicado, que a operação ocorreu “após assassinar a sangue frio grande parte” da equipe de segurança do líder chavista.
No comunicado, lido pelo ministro da Defesa, Vladimir Padrino López, em uma transmissão do canal estatal “Venezolana de Televisión” (VTV), o alto comando militar venezuelano disse estar “unido e coeso diante da agressão imperial”, como classificou os ataques dos EUA no sábado em Caracas.
A nota diz que Nicolás Maduro é o presidente constitucional do país e exige sua “pronta libertação” junto com a primeira-dama, Cilia Flores, que também foi capturada pelos Estados Unidos.
“O presidente Nicolás Maduro é o autêntico e genuíno líder constitucional de todos os venezuelanos”, reitera o comunicado.
No entanto, o militar reconheceu a decisão da Câmara Constitucional do Supremo Tribunal de Justiça (TSJ), que na noite de sábado ordenou que Delcy Rodríguez, vice-presidente de Maduro, assumisse como presidente interina do país.
Além disso, afirmou que o alto comando apoia “totalmente” o decreto de estado de emergência declarado na véspera, que concede ao Estado poderes especiais para tomar medidas em situações de conflito.
Da mesma forma, o ministro fez um apelo à população para que retome suas atividades econômicas, trabalhistas e também educacionais nos próximos dias.
“O governo bolivariano garantirá a governabilidade do país e nossa instituição continuará empregando todas as suas capacidades disponíveis para a defesa militar, a manutenção da ordem interna e a preservação da paz”, assegurou.
Padrino também ordenou “integrar os elementos do poder nacional” para “enfrentar a agressão imperial, formando um único bloco de combate” para garantir a soberania da Venezuela.
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, insistiu neste domingo que Washington irá gerenciar a “direção” que a Venezuela tomará e afirmou que espera que o novo governo venezuelano, agora liderado pela vice-presidente e presidente interina, “tome um rumo diferente do de Maduro”.
No sábado, Rodríguez, também ministra de Hidrocarbonetos, liderou uma reunião do Conselho de Defesa da Nação, com ministros e chefes militares, na qual informou que o decreto de estado de emergência começaria a ser executado assim que o TSJ declarasse sua constitucionalidade.
O decreto pode aprovar poderes como, por exemplo, mobilizar a Força Armada Nacional Bolivariana em todo o território, tomar militarmente e de forma imediata a infraestrutura dos serviços públicos, bem como da indústria de hidrocarbonetos e das empresas básicas, para garantir seu “pleno funcionamento”, e ativar “todos os planos de segurança cidadã”. No entanto, o texto não é público e o alcance de suas medidas é desconhecido.
Maduro, por sua vez, passou sua primeira noite na prisão federal Metropolitan Detention Center, no Brooklyn, em Nova York.
O presidente venezuelano, formalmente acusado em 2020 pela Promotoria do Distrito Sul de Nova York, que no sábado tornou pública uma acusação substitutiva no mesmo tribunal, enfrentará em um tribunal federal acusações de narcoterrorismo, conspiração para importar cocaína para os Estados Unidos e crimes relacionados a armas automáticas.
5 de janeiro de 2026 às 09:00
5 de janeiro de 2026 às 04:41
FOTO: EFE
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, fez uma piada em referência a uma possível intervenção futura dos EUA na Rússia, ao ser questionado por um jornalista sobre a ação na Venezuela, neste sábado (3) e a prisão do presidente Nicolas Maduro.
– O senhor poderia comentar sobre a situação na Venezuela? Como devemos reagir? – perguntou o repórter ucraniano.
– Bom, o que eu posso dizer? Se é possível lidar assim com ditadores, então os EUA sabem o que fazer a seguir – afirmou, arrancando risos dos jornalistas, numa referência velada a uma possível intervenção na Rússia de Vladimir Putin.
No entanto, desde que a Rússia invadiu a Ucrânia, Zelensky segue governando sem convocar novas eleições.
O comentário foi feito em uma entrevista coletiva realizada após uma reunião de segurança nacional com conselheiros de outros países europeus. O vídeo foi publicado na rede social X pelo repórter Sam Pancher, do site Metrópoles.
O presidente da Venezuela, Nocolás Maduro, foi preso na manhã deste sábado, 3, por forças especiais americanas sob a acusação de tráfico de drogas e levado para os EUA. O país foi bombardeado.
Em uma entrevista coletiva, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que o país pretende assumir temporariamente o governo da Venezuela para garantir um período de transição tranquilo e também que “vão controlar as reservas de petróleo” do país da América Latina.
5 de janeiro de 2026 às 08:45
5 de janeiro de 2026 às 06:53
FOTO: GETTY
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou neste domingo (4) a Colômbia com uma possível ação militar, um dia após a ofensiva americana na Venezuela que resultou na captura de Nicolás Maduro e de sua esposa.
Em declarações a jornalistas a bordo do avião presidencial, Trump criticou o presidente colombiano, Gustavo Petro, acusando o país de produzir e exportar cocaína para os EUA. “Ele não vai continuar fazendo isso por muito tempo”, afirmou.
Questionado sobre uma eventual operação militar, Trump disse que uma “Operação Colômbia” seria “uma boa ideia”. O presidente americano também mencionou o México, ao citar o tráfico de drogas, e afirmou que Cuba “parece prestes a ruir” sem necessidade de intervenção externa.
5 de janeiro de 2026 às 08:30
5 de janeiro de 2026 às 04:36
FOTO: DIVULGAÇÃO
A União Europeia afirmou, neste domingo (4), que o futuro da Venezuela deve ser definido exclusivamente pelo povo venezuelano. A declaração foi divulgada após a captura do ditador Nicolás Maduro pelos Estados Unidos e reforça a posição do bloco em defesa de uma transição democrática pacífica. Primeiramente, a UE destacou que respeitar a vontade popular continua sendo o único caminho para restaurar a democracia no país sul-americano.
O posicionamento conta com o apoio de 26 Estados-membros do bloco europeu. Além disso, a nota reafirma que Nicolás Maduro não possui legitimidade como presidente democraticamente eleito. Segundo a União Europeia, qualquer solução para a crise atual precisa respeitar a soberania venezuelana e ser conduzida pelos próprios cidadãos do país, sem imposições externas.
Ainda no comunicado, o bloco europeu apelou à calma e à moderação de todos os atores envolvidos. Dessa forma, a UE busca evitar uma escalada do conflito e garantir uma saída negociada e pacífica. Ao mesmo tempo, o texto ressalta que os princípios do direito internacional e a Carta das Nações Unidas devem ser respeitados em todas as circunstâncias.
Futuro da Venezuela e a transição democrática
A União Europeia voltou a defender uma transição pacífica para a democracia liderada pelos venezuelanos. Conforme o documento, somente um processo inclusivo e negociado poderá devolver estabilidade política e institucional ao país. Por outro lado, o bloco alertou que violações de direitos humanos e repressões políticas aprofundam a crise e dificultam qualquer avanço concreto.
Além disso, a UE cobrou a libertação imediata e incondicional de todos os presos políticos detidos na Venezuela. Segundo o texto, respeitar os direitos humanos é essencial neste momento crítico. Como resultado, a pressão internacional tende a aumentar para que mudanças efetivas ocorram no cenário político venezuelano.
A nota também aborda o combate ao crime organizado transnacional e ao tráfico de drogas. Embora reconheça a gravidade dessas ameaças globais, a União Europeia reforçou que tais desafios devem ser enfrentados por meio de cooperação internacional, sempre em respeito à soberania e à integridade territorial dos países envolvidos.
Veja a íntegra da nota:
“Esta declaração conta com o apoio de 26 Estados-Membros da UE (Áustria, Bélgica, Bulgária, Croácia, Chipre, Chéquia, Dinamarca, Estónia, Finlândia, França, Alemanha, Grécia, Irlanda, Itália, Letónia, Lituânia, Luxemburgo, Malta, Países Baixos, Polónia, Portugal, Roménia, Eslováquia, Eslovénia, Espanha e Suécia).
A União Europeia apela à calma e à moderação por parte de todos os intervenientes, para evitar a escalada do conflito e garantir uma solução pacífica para a crise.
A UE recorda que, em todas as circunstâncias, os princípios do direito internacional e a Carta das Nações Unidas devem ser respeitados. Os membros do Conselho de Segurança das Nações Unidas têm uma responsabilidade particular em defender esses princípios, enquanto pilar da arquitetura de segurança internacional.
A UE afirmou repetidamente que Nicolás Maduro não possui a legitimidade de um presidente democraticamente eleito e defendeu uma transição pacífica para a democracia liderada pelos venezuelanos, respeitando sua soberania. O direito do povo venezuelano de determinar seu próprio futuro deve ser respeitado.
A UE partilha a prioridade de combater o crime organizado transnacional e o tráfico de droga, que representam uma ameaça significativa para a segurança a nível mundial. Ao mesmo tempo, a UE salienta que estes desafios devem ser enfrentados através de uma cooperação sustentada, em pleno respeito pelo direito internacional e pelos princípios da integridade territorial e da soberania.
Mantemos contato próximo com os Estados Unidos, bem como com parceiros regionais e internacionais, para apoiar e facilitar o diálogo com todas as partes envolvidas, visando uma solução negociada, democrática, inclusiva e pacífica para a crise, liderada pelos venezuelanos.
Respeitar a vontade do povo venezuelano continua sendo a única maneira de a Venezuela restaurar a democracia e resolver a crise atual.
Neste momento crítico, é essencial que todos os atores respeitem integralmente os direitos humanos e o direito internacional humanitário. Todos os presos políticos atualmente detidos na Venezuela devem ser libertados incondicionalmente.
As autoridades consulares dos Estados-Membros da UE estão a trabalhar em estreita coordenação para proteger a segurança dos cidadãos da UE, incluindo os que se encontram detidos ilegalmente na Venezuela.”
5 de janeiro de 2026 às 04:08
5 de janeiro de 2026 às 03:55
FOTO: GETTY
Os Estados Unidos suspenderam, neste domingo (4), as restrições impostas ao espaço aéreo do Caribe. O anúncio foi feito pelo secretário de Transportes dos EUA, Sean Duffy.
Segundo Sean, as companhias aéreas foram comunicadas de que os voos poderiam ser retomados gradualmente, à medida que os horários fossem atualizados nos sistemas.
Após a liberação, empresas como United Airlines, American Airlines, Spirit e Delta iniciaram os preparativos para restabelecer as operações na região ainda neste domingo.
Além das empresas norte-americanas, companhias aéreas europeias e sul-americanas também cancelaram voos nos últimos dias.
As suspensões ocorreram depois do cancelamento de centenas de operações por grandes empresas aéreas, em meio ao aumento da tensão internacional provocado pela ofensiva dos Estados Unidos à Venezuela, que resultou na captura do narcoditador venezuelano, Nicolás Maduro, no sábado (3).
5 de janeiro de 2026 às 04:07
5 de janeiro de 2026 às 03:47
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez um alerta à vice do regime da Venezuela, Delcy Rodríguez, após a captura de Nicolás Maduro.
“Se ela não fizer o que é certo, vai pagar um preço muito alto, provavelmente maior do que o próprio Maduro”, disse Trump à revista The Atlantic neste domingo (4).
A Suprema Corte da Venezuela ordenou que Rodríguez assuma os poderes e deveres de presidente interina após a deposição de Maduro pelos EUA.
Também neste domingo, os militares venezuelanos criticaram a operação dos EUA e reafirmaram apoio para que Rodríguez comande o país interinamente.
Trump tem enfrentado críticas de sua base de apoiadores mais fiéis devido à intervenção na Venezuela. Assim, durante a entrevista, ele defendeu a “mudança de regime” no país sul-americano.
“Sabe, reconstruir e mudar o regime, chame como quiser, é melhor do que a situação atual. Não pode piorar”, afirmou.
Nova ameaça sobre a Groenlândia
Trump também reiterou acreditar que a aquisição da Groenlândia é necessária para a defesa dos Estados Unidos.
“Precisamos da Groenlândia, com certeza. Precisamos dela para a defesa”, disse.
Isso ocorre depois que Katie Miller, aliada de Trump e esposa de Stephen Miller, chefe de gabinete adjunto da Casa Branca para políticas, publicar no X uma imagem do mapa da Groenlândia sobreposta à bandeira americana, escrevendo: “EM BREVE”.
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