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Categoria: Mundo

Como é prisão onde Nicolás Maduro está detido em Nova York: ‘Inferno na Terra’

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Advogados americanos já a descreveram como “o inferno na Terra”, e há juízes que se recusaram a enviar condenados para lá. É nessa prisão, no Brooklyn (Nova York, EUA), que o ex-presidente venezuelano Nicolás Maduro está detido.

Horas após ser capturado em Caracas (capital da Venezuela) por militares dos Estados Unidos (03/01), em uma operação sem precedentes nas últimas décadas na América Latina, o ex-governante foi levado por via aérea ao navio USS Iwo Jima, transferido em seguida para a Base Naval de Guantánamo (Cuba) e, por fim, em outro avião, para Nova York.

“Good night quer dizer ‘buenas noches’ [boa noite], não é? Good night! Happy New Year (Boa noite! Feliz Ano Novo!, em tradução livre)!”, diz Maduro em um dos primeiros vídeos gravados após sua chegada à “Big Apple” (Grande Maçã, um dos apelidos dados a Nova York). Nas imagens, ele aparece algemado e escoltado por dois agentes antidrogas, vestindo um casaco esportivo, um gorro preto e calçando sandálias com meias.

O herdeiro político do falecido Hugo Chávez (1954-2013) passou pela sede da DEA (agência antidrogas dos EUA) antes de ser levado a uma cela do Centro de Detenção Metropolitano (MDC, na sigla em inglês), no Brooklyn, onde deve permanecer enquanto responde às acusações de tráfico de drogas e narcoterrorismo apresentadas pela Justiça dos Estados Unidos.

Cilia Flores, esposa de Maduro, também está detida no mesmo local.

Uma prisão vertical

O MDC onde Maduro está detido é um grande edifício de concreto e aço com vários andares, localizado no bairro do Brooklyn, a poucos metros do porto de Nova York e a cerca de cinco quilômetros da Quinta Avenida, do Central Park e de outras atrações conhecidas da cidade.

A prisão, inaugurada no início da década de 1990 com o objetivo de combater a superlotação carcerária que afetava a cidade, ocupa a área onde antes funcionavam instalações de armazenamento e distribuição de mercadorias que chegavam ou partiam em navios que atracavam no terminal marítimo.

Embora seu propósito seja abrigar presos de ambos os sexos que aguardam julgamento nos tribunais de Manhattan e do Brooklyn, o MDC também é usado para encarcerar condenados que cumprem penas de curta duração, segundo informações do site do Departamento Federal de Prisões (BOP, na sigla em inglês).

Atualmente, é a única unidade operada pelo BOP em Nova York. Em 2021, o órgão fechou uma prisão semelhante localizada em Manhattan, após o suicídio, em 2019, do empresário dos EUA Jeffrey Epstein, então acusado de prostituição e tráfico de pessoas.

O presídio fica entre as sedes da Promotoria e de dois tribunais federais e conta com corredores internos que as conectam, o que permite o deslocamento dos acusados sem exposição pública.

O complexo é cercado por barricadas de aço e câmeras com capacidade de captar imagens a longa distância. Nas últimas horas, a vigilância externa foi reforçada.

Apesar do seu formato vertical, o centro possui áreas para a prática de atividades esportivas ao ar livre, além de unidades médicas e até uma biblioteca, informou a PBS, rede de televisão pública americana.

Embora não haja informações oficiais, a mídia local e internacional afirma que as celas têm apenas poucos metros de comprimento e que os detentos passam a maior parte do dia nelas.

‘O inferno na Terra’

Problemas como superlotação, insalubridade e violência, comuns em muitas prisões da América Latina, inclusive em centros de detenção venezuelanos, também são recorrentes no MDC do Brooklyn.

Construído para abrigar 1.000 detentos, o MDC chegou a receber 1.600 presos em 2019, segundo a imprensa. Atualmente, tem 1.336, de acordo com dados publicados no site do BOP.

Além disso, nos últimos anos, a unidade também operou com apenas 55% de sua equipe de funcionários, informou, em novembro de 2024, a agência de notícias Associated Press (AP), com base em documentos judiciais.

A combinação de superlotação e falta de pessoal ajuda a explicar as brigas e os frequentes episódios de violência registrados na prisão.

E como se não bastasse, as condições físicas do prédio também são precárias. Em 2019, uma falha elétrica deixou os detentos sem aquecimento em pleno inverno por vários dias.

“As condições no MDC são inaceitáveis e desumanas”, declarou a procuradora-geral de Nova York, Letitia James, que criticou o governo federal e cobrou ação contra o estado de deterioração da prisão.

“Estar preso não deveria implicar a negação de direitos humanos”, acrescentou.

Por sua vez, advogados como Edwin Cordero classificaram a prisão como uma representação viva do “inferno na Terra”. Um de seus clientes, Uriel Whyte, morreu esfaqueado por outros detentos em junho de 2024, informou a emissora americana CNN.

A avaliação é compartilhada por David Patton, ex-diretor da Defensoria Pública Federal de Nova York, que afirmou a um veículo local que os problemas da prisão vão “da falta de atendimento médico a graves falhas de saneamento, passando pela presença de vermes nos alimentos e pela violência”.

Essas condições ajudam a explicar por que foram registrados ao menos quatro suicídios de detentos entre 2021 e 2024.

Os juízes também demonstram insatisfação com o estado da penitenciária. Alguns decidiram não enviar mais condenados para o local.

Um deles foi o juiz distrital Gary Brown, que, em agosto de 2024, afirmou que anularia a pena de nove meses de prisão imposta a um homem de 75 anos, acusado de fraude fiscal, e a substituiria por prisão domiciliar caso o BOP o enviasse ao MDC do Brooklyn.

“Esses incidentes (as brigas) demonstram uma lamentável falta de supervisão, uma perturbação da ordem pública e um ambiente de anarquia que constitui uma gestão inaceitável, reprovável e letal”, declarou Brown, segundo o jornal britânico The Independent.

Escândalos de corrupção também levaram a prisão às manchetes. Em 06/03/25, o Departamento de Justiça dos EUA anunciou o indiciamento de 25 pessoas, entre detentos e ex-funcionários do sistema penitenciário, em 12 casos distintos envolvendo violência e contrabando.

Outros detentos famosos

Apesar das más condições da prisão do Brooklyn, o local foi escolhido pelas autoridades dos EUA para abrigar presos de grande notoriedade.

Maduro, por exemplo, não é o primeiro político latino-americano a terminar em uma cela do complexo.

O ex-presidente de Honduras Juan Orlando Hernández ficou mais de três anos detido no MDC até ser transferido, em junho passado, para outra prisão após ser condenado por um tribunal federal a 45 anos de prisão por narcotráfico. Em dezembro passado, porém, o presidente americano, Donald Trump, concedeu-lhe indulto.

O ex-secretário de Segurança Pública do México Genaro García Luna também passou um período em uma das celas da prisão de Nova York.

Joaquín “El Chapo” Guzmán, um dos narcotraficantes mexicanos mais conhecidos do mundo, também esteve detido no local. Já Ismael “El Mayo” Zambada, um dos líderes do cartel mexicano de Sinaloa, segue preso no complexo, à espera de julgamento por narcotráfico.

Outros internos célebres incluem figuras históricas do crime organizado, como John Gotti, além de integrantes da Al Qaeda presos após os atentados de 11 de setembro de 2001.

Até o rapper e produtor musical Sean “Diddy” Combs ficou alguns meses detido no MDC. Depois de ser condenado a quatro anos de prisão por abusar de mulheres ao longo de mais de uma década, foi transferido para outra unidade em Nova Jersey (EUA).

Ghislaine Maxwell, ex-companheira e associada de Jeffrey Epstein; Sam Bankman-Fried, ex-fundador da plataforma de criptoativos FTX, que faliu; e Michael Cohen, ex-advogado pessoal de Trump condenado a três anos por crimes financeiros, também figuram entre os detentos mais conhecidos que passaram pelo MDC.

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‘Dancinha’ de Maduro teria sido ‘gota d’água’ para ataque de Trump

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Após meses de tensão com os Estados Unidos, o presidente Nicolás Maduro e a primeira-dama Cilia Flores foram capturados por tropas norte-americanas em Caracas, capital da Venezuela, durante um bombardeio na madrugada de sábado (3).

Segundo o jornal The New York Times, a ‘dancinha’ de Maduro teria pesado na decisão de Trump. Os Estados Unidos chegaram a oferecer asilo para o líder venezuelano, em troca de sua renúncia ao poder.

Maduro, no entanto, rejeitou a oferta. Após o primeiro ataque terrestre dos Estados Unidos à Venezuela, o chavista apareceu dançando durante um evento oficial em 30 de dezembro, ao som de uma música eletrônica em que ele mesmo dizia “sem guerra maluca” em inglês.

Fontes confidenciais afirmaram ao The New York Times que a recorrente ‘dancinha’ de Maduro nas últimas semanas ajudou a convencer a equipe de Trump de que o líder da Venezuela estaria ‘debochando’ dos Estados Unidos e que consideraria as ameaças como um blefe.

Em outro episódio que viralizou nas redes sociais, o venezuelano cantou o clássico “Imagine” de John Lennon em um apelo pela paz, em 25 de novembro.

Ainda conforme o jornal, ao menos 40 pessoas morreram no bombardeio ordenado por Trump em Caracas. Nicolás Maduro e a esposa se encontram detidos em Nova York, onde aguardarão o julgamento por crimes relacionados ao narcoterrorismo.

As Forças Armadas da Venezuela reconheceram a vice Delcy Rodríguez como presidente interina do país. No domingo (4), ela convidou os Estados Unidos a colaborar com o governo e pediu paz.

NDMais

Após Venezuela, Trump volta a manifestar desejo de anexar a Groenlândia aos EUA; Colômbia também entra na mira

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Após bombardear a Venezuela e capturar o presidente Nicolás Maduro, o presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, ameaçou anexar a Groenlândia, território semiautônomo ligado à Dinamarca, e sugeriu uma ação militar contra o governo da Colômbia, de Gustavo Petro. A primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, emitiu nota afirmando que os EUA não têm qualquer direito de anexar nenhum dos países do Reino da Dinamarca.

“Tenho que dizer isso muito diretamente aos Estados Unidos: não faz absolutamente nenhum sentido falar sobre a necessidade de os EUA tomarem posse da Groenlândia”, disse Frederiksen.

A chefe do Estado europeu lembrou que a Dinamarca faz parte da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e está coberta pela garantia de segurança da aliança militar, que é encabeçada pelos próprios EUA. “Já temos um acordo de defesa entre o Reino e os Estados Unidos, que concede aos EUA amplo acesso à Groenlândia. E nós, por parte do Reino, investimos significativamente em segurança no Ártico”, completou.

A primeira-ministra da Dinamarca ainda apelou para o fim das ameaças. “Insisto veementemente para que os EUA cessem as ameaças contra um aliado histórico e contra outro país e outro povo que já deixaram bem claro que não estão à venda”, finalizou.

Em uma rede social, o primeiro-ministro da Groenlândia, Jens Frederik Nielsen, disse que a ameaça é inaceitável. “Quando o presidente dos Estados Unidos fala “precisamos da Groenlândia” e nos liga com a Venezuela e intervenção militar, não é só errado. Isto é tão desrespeitoso. Nosso país não é objeto de retórica de superpotência”, comentou.

Em entrevista à revista The Atlantic, Trump afirmou, nesse domingo (4), que Washington “precisa” da Groenlândia para a segurança nacional.

“[Precisamos da Groenlândia] não por causa dos minerais, temos vários lugares para minerais e petróleo, mais que qualquer país do mundo. Precisamos da Groenlândia para nossa segurança nacional. Se você olhar para Groenlândia, olhar para cima e para baixo da costa, tem navios russos e chineses por todas as partes”, afirmou o chefe da Casa Branca.

As ameaças para anexar o território no extremo-norte do continente americano vêm desde que Trump assumiu o governo, em janeiro de 2025. A nova ameaça desse domingo foi rejeitada por outros chefes de Estado europeus, como dos vizinhos Finlândia, Noruega e Suécia. O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, disse que somente a Groenlândia e a Dinamarca devem decidir o futuro do território.

“E a Dinamarca é uma aliada próxima na Europa, é uma aliada da Otan e é muito importante que o futuro da Groenlândia seja para o Reino da Dinamarca e para a própria Groenlândia, e somente para a Groenlândia e o Reino da Dinamarca”, disse Starmer à emissora pública inglesa BBC.

Colômbia

Além da Groenlândia, Trump ameaçou também de uma ação militar na Colômbia, do presidente esquerdista Gustavo Petro, crítico das políticas da Casa Branca para a América Latina. O presidente dos EUA disse que uma ação militar contra o governo Petro “parece bom”.

“A Colômbia também está muito doente, administrada por um homem doente, que gosta de produzir cocaína e vendê-la aos EUA”, e ele não vai continuar fazendo isso por muito tempo”, disse Trump a jornalistas.

O presidente da Colômbia rejeitou as acusações do presidente estadunidense. “Não sou ilegítimo, nem traficante de drogas; meu único bem é a casa da minha família, que ainda pago com meu salário. Meus extratos bancários foram tornados públicos”, lembrou.

“Tenho enorme fé no meu povo, e é por isso que lhes pedi que defendam o presidente contra qualquer ato ilegítimo de violência. A forma de me defenderem é tomar o poder em cada município do país. A ordem para as forças de segurança não é atirar contra o povo, mas sim contra os invasores”, completou.

Portal da Tropical

Petro fala em pegar em armas em meio a declarações de Trump

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O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, ameaçou nesta segunda-feira (5) voltar a pegar em armas, se necessário – como em seus anos de guerrilheiro -, após falas proferidas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a possibilidade de realizar uma operação na Colômbia similar a aquela que realizou contra a Venezuela.

– Embora não tenha sido militar, conheço a guerra e a clandestinidade. Jurei não tocar em uma arma sequer desde o pacto de paz de 1989, mas pela pátria tomarei novamente as armas que não quero – escreveu Petro, em uma longa mensagem em sua conta na rede social X.

Em sua juventude, Petro fez parte da guerrilha M-19, que se desmobilizou em 1990 após assinar um acordo de paz com o então presidente colombiano Virgilio Barco (1986-1990).

No domingo, Trump comentou a jornalistas a bordo do Air Force One que, assim como a Venezuela, a “Colômbia também está muito doente” e, em referência a Petro, disse que o país é “governado por um homem doente que gosta de fabricar cocaína e vendê-la aos Estados Unidos, e isso é algo que ele não fará por muito tempo”.

Ao ser questionado se isso significava que poderia haver uma operação dos Estados Unidos na Colômbia semelhante à realizada na Venezuela contra Nicolás Maduro – que foi detido com sua esposa, Cilia Flores, e levado perante um juiz em Nova Iorque -, Trump respondeu:

– Isso soa bem para mim.

No entanto, Petro rechaçou as declarações de Trump:

– Não sou ilegítimo nem sou narcotraficante, tenho apenas como bem a casa da minha família que ainda pago com meu salário. Meus extratos bancários foram publicados. Ninguém pôde dizer que gastei mais do que recebo. Não sou ganancioso.

O governante, que mantém um embate verbal com o republicano praticamente desde que este iniciou seu segundo mandato na Casa Branca há um ano, assinalou ter “enorme confiança” de que o povo colombiano irá defendê-lo.

– A forma de me defender é tomar o poder em todos os municípios do país. A ordem à força pública é não disparar contra o povo, e sim contra o invasor – enfatizou.

Segundo Petro, se os Estados Unidos “detiverem o presidente”, como fizeram no último sábado em Caracas com Maduro e Flores após bombardeios em diversos pontos da Venezuela, enfrentarão uma reação popular.

– Cada soldado da Colômbia tem uma ordem desde já: todo comandante da força pública que preferir a bandeira dos EUA à bandeira da Colômbia retira-se imediatamente da instituição por ordem das bases, da tropa e minha. A Constituição ordena que a força pública defenda a soberania popular – acrescentou o líder colombiano.

Pleno News

CIA sabia o que Maduro comia e até mesmo quais eram seus pets

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Muito antes da ofensiva militar que culminou na retirada de Nicolás Maduro do poder, os Estados Unidos já operavam silenciosamente dentro da Venezuela. Em agosto, agentes da CIA ingressaram clandestinamente no país com a missão de reunir informações detalhadas sobre a rotina do líder venezuelano, classificado pela administração Trump como “narcoterrorista”.

As informações, reveladas em uma reportagem detalhada do jornal americano The New York Times, apontam que, sem embaixada americana em funcionamento em Caracas, os agentes tiveram de atuar sem a proteção do disfarce diplomático. Ainda assim, conseguiram permanecer meses na capital sem serem detectados.

Nesse período, os americanos mapearam minuciosamente os deslocamentos de Maduro, seus hábitos alimentares e até informações banais, como quais eram seus animais de estimação, segundo o general Dan Caine, chefe do Estado-Maior Conjunto. O trabalho foi complementado por fontes próximas ao presidente e por uma frota secreta de drones, o que permitiu à inteligência traçar um quadro preciso de sua rotina.

O risco da missão era elevado, mas o resultado foi preciso. A ação ocorreu na madrugada do último sábado (3) e envolveu tropas de elite do Delta Force, numa operação considerada a mais arriscada conduzida pelos EUA desde a morte de Osama bin Laden, em 2011. Internamente, a avaliação entre pessoas com conhecimento direto da operação foi de que a execução foi impecável.

Para a execução, os comandos do Delta Force treinaram durante semanas em uma instalação construída no Kentucky que reproduzia em escala real a residência onde Maduro se encontrava. O objetivo era ensaiar, repetidas vezes, a entrada forçada em portas reforçadas, reduzindo o tempo de reação ao mínimo possível.

A janela para a ofensiva, no entanto, era estreita. Maduro alternava entre seis e oito locais distintos e, muitas vezes, os serviços de inteligência não sabiam onde ele ficaria até tarde da noite. A operação só poderia avançar quando houvesse certeza de que ele estava no local exato para o qual os militares haviam se preparado.

Nos dias que antecederam a incursão, os Estados Unidos reforçaram sua presença militar na região, deslocando aeronaves de operações especiais, drones armados Reaper, caças, helicópteros de resgate e navios da Marinha. Analistas interpretaram o movimento como sinal de que a decisão já estava tomada — restava apenas definir o momento exato.

Uma semana antes do ataque principal, a CIA havia conduzido uma ação com drone contra uma instalação portuária venezuelana. Pouco antes da ofensiva, Maduro ainda tentou negociar. De acordo com Trump, o ditador venezuelano ofereceu acesso ao petróleo do país.

Um oficial americano afirmou que, em 23 de dezembro, foi apresentada a Maduro a possibilidade de deixar o país rumo à Turquia. A proposta foi rejeitada, o que selou o caminho para a operação militar. Trump autorizou formalmente a missão em 25 de dezembro, mas delegou ao Pentágono e ao comando de Operações Especiais a decisão final sobre o momento do ataque.

A escolha do período de festas não foi casual: muitos integrantes do governo venezuelano estavam de férias, assim como parte significativa das Forças Armadas do país. O mau tempo adiou a ação por alguns dias. Quando as condições melhoraram, os comandantes identificaram uma nova janela de oportunidade. Às 22h46 da última sexta-feira (2), Trump deu a autorização final.

A ofensiva começou com uma operação cibernética que derrubou o fornecimento de energia em amplas áreas de Caracas, mergulhando a cidade na escuridão. Em seguida, mais de 150 aeronaves militares decolaram de cerca de 20 bases e navios, incluindo drones, bombardeiros e caças.

Explosões foram registradas durante a madrugada, quando forças americanas atingiram radares e sistemas de defesa aérea venezuelanos. Segundo autoridades dos EUA, os alvos atingidos foram torres de transmissão de rádio e instalações de radar.

Mesmo com as defesas aéreas neutralizadas, helicópteros americanos foram alvejados durante a aproximação ao complexo onde Maduro se encontrava. Um deles chegou a ser atingido, e cerca de seis militares americanos ficaram feridos.

Transportados pelo 160° Regimento de Aviação de Operações Especiais, chamados de Night Stalkers, os comandos do Delta Force desembarcaram na base militar mais fortificada do país. Em poucos minutos, avançaram pelo edifício até localizar Maduro. Toda a ação era acompanhada em tempo real por Trump e assessores, a partir de uma sala segura em Mar-a-Lago, na Flórida.

Segundo o presidente, Maduro e a esposa tentaram se refugiar em um cômodo fortificado, mas não conseguiram se trancar antes da entrada das forças americanas. Cerca de cinco minutos após o início da incursão, o Delta Force comunicou que o presidente venezuelano estava sob custódia.

O casal foi rapidamente levado de helicóptero ao USS Iwo Jima, posicionado no Caribe. De lá, seguiram para a base naval de Guantánamo Bay e, posteriormente, embarcaram em uma aeronave com destino a uma instalação militar próxima a Nova Iorque.

Pleno News

Petroleiros ‘fogem’ da Venezuela após captura do ditador venezuelano

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Mais de uma dezena de navios petroleiros venezuelanos deixaram as águas do país em um movimento coordenado para burlar o bloqueio marítimo imposto pelos Estados Unidos, após a captura do ditador Nicolás Maduro, no último sábado (3).

A informação foi divulgada pelo New York Times e confirmada por plataformas independentes de monitoramento marítimo.

Segundo o jornal americano, ao menos 16 petroleiros alvo de sanções dos EUA partiram da costa venezuelana desde o fim de semana. Parte das embarcações desligou os sistemas de identificação automática, prática conhecida como “modo escuro”, e outras passaram a operar com nomes, bandeiras e localizações falsas para dificultar o rastreamento em tempo real.

Imagens de satélite analisadas pelo NYT identificaram quatro navios, Veronica III, Vesna, Bertha e Aquila II, a cerca de 50 quilômetros da costa, já utilizando identidades falsas. Outros 12 petroleiros teriam desligado completamente os transmissores e não foram mais localizados por registros recentes.

O site TankerTrackers afirmou que cerca de 12 dessas embarcações estavam carregadas com petróleo cru, embora o New York Times destaque que alguns navios podem ter partido vazios para ganhar velocidade. Para Samir Madani, cofundador da plataforma, a saída simultânea seria uma tentativa deliberada de sobrecarregar a capacidade de resposta das forças americanas, considerada a estratégia mais eficaz para romper o bloqueio naval.

Apesar da captura de Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, em uma operação das forças norte-americanas em Caracas, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, reafirmou que a chamada “quarentena do petróleo” permanece em vigor. Segundo ele, a medida seguirá sendo usada como instrumento de pressão para mudanças políticas e para o combate ao tráfico de drogas associado ao regime venezuelano.

No plano interno, a vice-presidente Delcy Rodríguez foi empossada como presidente interina da Venezuela por decisão do Tribunal Supremo de Justiça, com apoio das Forças Armadas, para um mandato provisório de 90 dias. Já Maduro foi transferido para Nova York, onde passou a responder formalmente às acusações do governo americano, incluindo a de liderar o chamado Cartel de los Soles.

Diário do Poder

Israel: “Maduro lavou dinheiro do Hezbollah com respaldo do Irã”

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O governo de Israel assegurou nesta segunda-feira (5) que o agora ex-ditador venezuelano Nicolás Maduro, capturado pelos Estados Unidos em uma operação relâmpago realizada no último sábado (3), utilizou a Venezuela para lavar dinheiro do grupo terrorista libanês Hezbollah com o respaldo do Irã.

– Maduro liderou um regime terrorista apoiado pelo Irã, utilizando a Venezuela como plataforma para o narcotráfico e a lavagem de dinheiro de redes terroristas do Hezbollah. Posso dizer-lhes que a Venezuela também faz parte do eixo do terror [iraniano] – disse a porta-voz do Executivo israelense, Shosh Bedrosian, em sua coletiva de imprensa diária.

Bedrosian também ecoou a visão do Ministério das Relações Exteriores de Israel, que considerou que a Venezuela “serviu de base para operativos terroristas do Hezbollah e abrigou instalações de produção de armas iranianas”.

– O primeiro-ministro [israelense, Benjamin Netanyahu] declarou que o Irã exporta seu terrorismo para a Venezuela para prejudicar Israel e os Estados Unidos, e que tem trabalhado em conluio com o regime de Maduro – lembrou Bedrosian.

O premiê israelense já havia celebrado neste domingo (4) que “muitos países” da América Latina “estão voltando ao eixo americano”, depois de os Estados Unidos terem atacado diversos pontos estratégicos da Venezuela e capturado Maduro em Caracas. Além disso, felicitou o presidente americano, Donald Trump, pela operação.

As palavras do primeiro-ministro israelense seguiram a linha dos elogios feitos publicamente pelo ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Saar, a Trump, expressando o desejo de que, “com o retorno da democracia ao país” caribenho, Israel e Venezuela possam restabelecer “relações amistosas”.

O Tribunal Supremo de Justiça (TSJ) da Venezuela ordenou que a vice-presidente executiva, Delcy Rodríguez, assuma como presidente interina do país sul-americano, após Trump sinalizar que ela assumiria as rédeas temporariamente.

Durante pronunciamento no último sábado, após a captura de Maduro, Rodríguez afirmou que os EUA lançaram “uma operação com o único objetivo de mudança de regime e de se apoderar dos recursos naturais da Venezuela” e acrescentou que o ataque norte-americano tinha um “tom sionista”.

Desde que o falecido presidente Hugo Chávez rompeu relações diplomáticas com Israel em 2009, durante a “Operação Chumbo Fundido” na Faixa de Gaza, a Venezuela tornou-se uma das vozes mais críticas às políticas israelenses em relação aos palestinos na região.

Enquanto isso, a líder opositora venezuelana María Corina Machado, que aguarda com incerteza o desenrolar político, tem se pronunciado repetidamente a favor da ofensiva israelense em Gaza e mencionou a intenção de estabelecer uma embaixada em Jerusalém caso chegue ao poder.

Pleno News

‘Era a primeira noitada dela’, diz irmão de adolescente morta em incêndio em bar na Suíça

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O irmão de uma das vítimas do trágico incêndio no bar Le Constellation, em estação de esqui de Crans-Montana (Suíça), na noite de réveillon, que deixou 40 mortos e 119 feridos, revelou que a adolescente de 15 anos estava na sua primeira noitada.

Alice e Romain Kallergis, ambos com passaportes suíço e grego, estavam juntos na noite de 31 de dezembro até que eles se separaram para ir a locais diferentes após a virada do ano. Alice foi com duas amigas ao Constellation.

“Ficamos juntos até por volta da 1h da manhã, quando ela quis ir ao Constellation com algumas amigas. Acabei em uma boate próxima e fui falar com ela. Mas, quando cheguei lá, havia centenas de pessoas na rua e vi toda a fumaça saindo do prédio”, contou Romain, de 19 anos, de acordo com o “Metro”.

Romain se abaixou sob uma das barreiras policiais para ver se conseguia encontrar a irmã, mas foi impedido por um agente.

“Ela estava no último ano do ensino fundamental e era uma ótima esquiadora. Ela nunca foi de sair à noite, então essa foi a primeira vez para ela”, explicou o irmão da vítima.

A maior parte dos mortos acabou carbonizada. Especialistas em medicina-legal encerraram o trabalho nesta segunda-feira (5/1) e identificaram todas as vítimas.

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