19 de junho de 2024 às 04:01
19 de junho de 2024 às 04:06
FOTO: DEPARTAMENTO DE CORREÇÕES DO ALABAMA E DO ARKANSAS/DEPARTAMENTO DE JUSTIÇA PENAL DO TEXAS
O governador do estado do Tennessee, nos Estados Unidos, assinou uma lei que prevê a pena de morte para criminosos condenados por estupro de menores de idade. A lei entrará em vigor no dia 1° de julho, mas não poderá ser executada pelo estado devido a uma decisão de 2008 da Suprema Corte.
O texto promulgado pelo republicano Bill Lee prevê que os crimes de estupro e estupro agravado de menores de idade devem ser punidos com a pena de morte, prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional ou prisão perpétua.
Mesmo sem poder de execução, legisladores do estado esperam que a lei pressione a Suprema Corte, de maioria conservadora, a revisar a proibição da pena de morte para crimes de estupro.
O Supremo Tribunal americano decidiu em 2008 que condenados por estupro de crianças não podem ser executados, concluindo que a pena capital para crimes contra indivíduos só pode ser aplicada a assassinos.
A decisão resultou do caso de Patrick Kennedy, que recorreu da sentença de morte de 2003 que recebeu no estado da Louisiana depois de ter sido condenado por estuprar sua enteada de 8 anos.
18 de junho de 2024 às 11:45
18 de junho de 2024 às 10:52
FOTO: REPRODUÇÃO
Uma brasileira, que já foi coroada Miss, está ganhando destaque nos comícios pró-Donald Trump nos Estados Unidos durante a campanha eleitoral. No último dia 9, Cristiane Mersch falou diante de centenas de pessoas em Las Vegas, onde reside, defendendo bandeiras conservadoras como a oposição à ideologia de gênero.
“Estou aqui não só como latina, mas também como uma imigrante orgulhosa e uma americana orgulhosa. A América fez muito por mim. É meu lar, onde crio meus filhos e realizo meus sonhos. Estou profundamente preocupada com o futuro de nossos filhos e os desafios econômicos atuais. As políticas de Joe Biden e dos democratas estão prejudicando nós e nossas famílias”, disse Cristiane em parte de seu discurso em apoio ao candidato republicano, recebendo aplausos calorosos da plateia.
Com 38 anos, casada e mãe de três filhas, Cristiane Mersch nasceu em Foz do Iguaçu, Paraná. Ela se descreve como ativista dos direitos das crianças e foi vencedora do concurso Mrs. Brasil 2020, destinado a mulheres casadas. Iniciou sua trajetória em concursos de beleza aos 7 anos e continua a desfilar para angariar fundos para causas filantrópicas.
Outro foco de sua atividade é a luta contra o tráfico humano, uma causa que conheceu de perto. Aos 23 anos, foi enganada por uma pessoa que prometia oportunidades como modelo no Rio de Janeiro e acabou sendo vítima de traficantes por uma semana, episódio que já relatou em entrevistas.
18 de junho de 2024 às 04:11
17 de junho de 2024 às 18:39
FOTO: REPRODUÇÃO
A Assembleia Legislativa de Buenos Aires classificou o ditador venezuelano Nicolás Maduro como ‘persona non grata’, citando as inúmeras infrações aos direitos humanos que acontecem no país.
A iniciativa da resolução partiu dos legisladores Emmanuel Ferrario e Claudio Romero, atendendo à solicitações de refugiados venezuelanos na argentina, e conseguiu o aval de grande parte dos 60 membros da assembleia.
“Em Buenos Aires, não aceitaremos ditadores ou indivíduos que infrinjam os direitos humanos, que perpetrem barbáries sob a bandeira de uma revolução fictícia e que empreguem a tortura como instrumento de governança”, disse Romero.
Elisa Trotta, diplomata venezuelana-argentina, destacou: “Tiranos como Maduro devem estar cientes de que seus delitos não permanecerão sem punição e que o globo não é um espaço livre para eles circularem com as mãos tingidas de sangue”.
A resolução foi aprovada a menos de dois meses das eleições presidenciais venezuelanas.
“Os venezuelanos estão mobilizados apoiando o movimento nacional libertário encabeçado por María Corina Machado e Edmundo González (principal opositor), e o olhar internacional está atento para garantir que o resultado das urnas em 28 não seja usurpado”, declarou a diplomata.
18 de junho de 2024 às 04:03
17 de junho de 2024 às 18:02
FOTO: GETTY IMAGES
O ex-chefe do McDonald’s, Mike Haracks, recentemente compartilhou informações sobre as famosas batatas fritas da rede, o que atraiu grande atenção. Haracks, identificado como ex-executivo da empresa, usou o TikTok para revelar o processo e um ingrediente surpreendente usado nessas batatas.
Seu vídeo tem como objetivo educar os espectadores sobre como replicar em casa as famosas batatas fritas do McDonald’s, enfatizando a importância do processo de cozimento para obter o sabor autêntico. Segundo Haracks, o primeiro passo envolve o uso de “fatias fritas de grande valor”, destacando a necessidade de não sobrecarregar o cesto da air fryer e manter a temperatura correta de fritura.
No entanto, a revelação que mais surpreendeu as pessoas foi sobre um ingrediente que o McDonald’s usa no óleo de fritura – o sabor da carne. “A última e mais importante coisa é o óleo na panela. O McDonald’s adiciona sabor de carne ao óleo de fritura”, afirmou Haracks em seu vídeo.
Essas informações estão alinhadas com a lista de ingredientes disponível no site do McDonald’s, que inclui “batatas, óleos vegetais (óleo de canola, óleo de milho, óleo de soja, óleo de soja hidrogenado, aroma natural de carne [trigo e derivados de leite]*), dextrose, fosfato ácido de sódio (mantém a cor), sal. *Sabor de carne natural contém trigo hidrolisado e leite hidrolisado como ingredientes principais.”
A revelação do uso do sabor da carne nas batatas do McDonald’s nos Estados Unidos gerou diversas reações, especialmente entre vegetarianos e veganos. Embora o “sabor da carne” não implique o uso de produtos de carne reais, as batatas não são vegetarianas devido à presença de trigo e laticínios. Essa distinção tem surpreendido muitos, especialmente aqueles que seguem uma dieta vegetariana estrita.
Usuários das redes sociais expressaram suas reações no TikTok. Um usuário afirmou: “Oooooo eu conheci um vegetariano que comia batatas… Ela também era Karen, então isso é engraçado.” Outro compartilhou sua decepção: “Acabei de descobrir que as batatas fritas do McDonald’s não são veganas nos EUA, então agora decidi que choraria o tempo todo lá.”
Curiosamente, a composição das batatas do McDonald’s varia geograficamente. No Reino Unido, por exemplo, as batatas não contêm trigo nem laticínios, tornando-as adequadas para vegetarianos.
A revelação desse ingrediente nas batatas fritas do McDonald’s serve como um lembrete para que os consumidores prestem mais atenção aos ingredientes de seus alimentos, especialmente quando se trata de redes de fast food. Isso também destaca a importância da transparência na rotulagem de alimentos, especialmente para aqueles com restrições alimentares ou preocupações éticas em relação às suas escolhas alimentares.
17 de junho de 2024 às 15:30
17 de junho de 2024 às 10:28
FOTO: AFP
Fãs da banda Bon Jovi acusam a gravadora responsável pelo grupo de vender autógrafos falsos, de acordo com o jornal O Globo. As assinaturas fazem parte dos folhetos internos do álbum Forever.
Segundo alguns fãs do grupo, a Universal Music Group teria usado uma espécie de caneta automática para reproduzir as assinaturas do vocalista Jon Bon Jovi.
Nas redes sociais, algumas pessoas que compraram o novo disco criticaram a gravadora.
O principal autenticador de autógrafos do Professional Sports Authenticator (PSA) confirmou ao portal Cllct que alguns dos autógrafos são realmente falsos. Para chegar ao veredito, ele encontrou tremores comuns a esse tipo de máquina.
Quem também apontou falsificações foi o Autograph Live, site especializado em avaliar se assinaturas são falsas ou verdadeiras. Em um dos tópicos do portal, foram identificadas pelo menos seis canetas automáticas nas assinaturas de Forever.
17 de junho de 2024 às 10:00
17 de junho de 2024 às 07:25
FOTO: GETTY IMAGES
O número de brasileiros que recebeu a residência permanente norte-americana, o famoso green card, em 2023, foi o maior da série histórica iniciada há 23 anos. Além disso, a quantidade teve uma alta de 16% em relação ao ano de 2022. A pesquisa foi feita pelo escritório AG Immigration, especializado em leis de imigração dos Estados Unidos (EUA), com dados obtidos junto ao Departamento de Segurança Interna dos EUA.
No ano passado, 28.050 cidadãos brasileiros receberam o visto permanente de imigração. Com isso, o Brasil foi o 10º país que mais recebeu o benefício. Lideram o ranking México (179 mil documentos), Índia (76 mil), Cuba (74 mil), República Dominicana (66 mil) e China (58 mil documentos).
Para a CEO da AG Immigration, Leda Oliveira, os números confirmam o moimento de “fuga de cérebros”, que já era uma tendência. “Nos últimos cinco anos, foram registrados os quatro maiores volumes anuais de emissão de green cards para brasileiros. É uma tendência notável”, observa a executiva.
A fuga dos trabalhadores, explica Leda, se dá por dois principais motivos: escassez de mão de obra nos EUA, que inflaciona salários e estimula a contratação de imigrantes, e a estagnação político-econômica do Brasil na última década, “que muitas vezes provoca um sentimento de desesperança na população e não gera oportunidades financeiras adequadas”.
Geralmente, os green cards para brasileiros se dividem entre os emitidos com base no parentesco do imigrante – quando a pessoa já tem algum familiar que é residente permanente ou cidadão nos EUA – e aqueles concedidos com base no emprego, voltados a profissionais que vão trabalhar em alguma empresa americana ou que, mesmo sem uma oferta de emprego, vão para os EUA em busca de oportunidades.
Naturalização de brasileiros
A quantidade de brasileiros que receberam cidadania americana também foi expressiva, apesar de uma leve queda em relação ao ano de 2022, que bateu recordes. Ao todo, foram 12.570 naturalizações em 2023.
O Brasil foi o 16º país que mais teve cidadãos obtendo a cidadania norte-americana. Lideram o ranking México (109 mil naturalizações), Índia (57 mil), Filipinas (43 mil), Canadá (18 mil) e Reino Unido (12,7 mil).
Em geral, um estrangeiro pode naturalizar-se cidadão dos Estados Unidos após cinco anos com o green card, contanto que a maior parte desse tempo tenha sido passada em solo norte-americano. “Quando a pessoa recebe a residência permanente, ela tem que, de fato, morar no país. Caso contrário, o benefício pode ser revogado”, ressalta a CEO da AG Immigration.
17 de junho de 2024 às 08:30
17 de junho de 2024 às 07:13
FOTO: VINÍCIUS SCHMIDT
Marcada para o próximo dia 28 de julho, a eleição presidencial na Venezuela se aproxima com chances reais de Nicolás Maduro perder o poder após ocupar o cargo de presidente do país por mais de dez anos.
Em levantamento divulgado pela ORC Consultores no fim de maio, Maduro apareceu com apenas 13,70% das intenções de voto e ficou atrás até mesmo dos 18.50% dos eleitores que ainda não sabem em quem votar.
Edmundo González, apontado pela coalizão de oposição como candidato após os dois nomes iniciais indicados da Plataforma Unitária Democrática (PUD) serem impedidos de participar do pleito, surgiu com 50.74% das intenções de voto.
Apesar do cenário desanimador para o líder chavista, que assumiu o poder na Venezuela em 2013 após a morte de Hugo Chávez, Maduro disse estar pronto para reconhecer o resultado das urnas através de um acordo proposto pelo presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Jorge Rodríguez.
“Estou pronto para assinar um acordo perante o Poder Eleitoral para que todos os candidatos reconheçam o boletim que a CNE lerá no dia das eleições”, declarou Maduro na última segunda-feira (10/6).
Apesar da postura que demonstra respeito ao processo eleitoral, a declaração de Maduro foi vista com desconfiança por alguns analistas, que acreditam que essa pode ser uma forma de tentar subir nas pesquisas de intenção de voto.
“Esse pronunciamento por parte do Maduro pode ser interpretado como uma forma de chamar a atenção de eleitores indecisos e tentar conquistar esses votos ao adotar uma postura mais tênue, de respeito ao processo eleitoral”, afirma a internacionalista Stephanie Braun, do Observatório Político Sul-Americano (OPSA).
Além disso, uma possível derrota de Maduro é uma transição de poder é vista pela comunidade internacional como um cenário incerto, que pode ou não significar o fim do chavismo na Venezuela.
17 de junho de 2024 às 04:10
17 de junho de 2024 às 04:56
FOTO: AFP
O Brasil foi um dos países que não assinaram, nesse domingo (16), o comunicado final da Cúpula para a Paz na Ucrânia, documento que pede o envolvimento de todas as partes nas negociações para alcançar a paz e “reafirma a integridade territorial” ucraniana.
Ontem (15), em entrevista coletiva na Itália, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva revelou que disse à presidente da Confederação Suíça, Viola Amherd, que tomou a decisão de não ir ao encontro internacional deste domingo porque o Brasil só participaria da discussão sobre a paz quando os dois lados em conflito, Ucrânia e Rússia, estiverem sentados à mesa. “Porque não é possível você ter uma briga entre dois e achar que se reunindo só com um, resolve o problema.”
Diante do impasse dos dois chefes de Estado, Lula afirmou que o Brasil já propôs, em parceria com a China, uma negociação efetiva para a solução do conflito. “Como ainda há muita resistência, tanto do Zelensky (Volodymyr Zelensky, presidente da Ucrânia), quanto do Putin (Vladimir Putin, presidente da Rússia), de conversar sobre paz, cada um tem a paz na sua cabeça, do jeito que quer, e nós estamos, depois de um documento assinado com a China, pelo Celso Amorim [assessor-Chefe da Assessoria Especial do Presidente da República do Brasil] e pelo representante do Xi Jinping [presidente da República Popular da China] , estamos propondo que haja uma negociação efetiva.”
“Que a gente coloque, definitivamente, a Rússia na mesa, o Zelensky na mesa, e vamos ver se é possível convencê-los de que a paz vai trazer melhor resultado do que a guerra. Na paz, ninguém precisa morrer, não precisa destruir nada. Não precisa vitimar soldados inocentes, sobretudo jovens, e pode haver um acordo. Quando os dois tiverem disposição, estamos prontos para discutir”, acrescentou o presidente.
Ao encontro internacional deste domingo, o Brasil enviou a embaixadora do Brasil na Suíça, a diplomata Claudia Fonseca Buzzi. O presidente ucraniano também esteve na cúpula para obter apoio internacional para o seu plano de acabar com a guerra desencadeada pela invasão russa.
Sem unanimidade
Ao fim da Cúpula para a Paz na Ucrânia, na Suíça, não houve unanimidade entre as 101 delegações participantes. O documento, que pede que “todas as partes” do conflito armado estejam envolvidas para alcançar a paz, foi assinado por 84 países, incluindo lideranças da União Europeia, dos Estados Unido, do Japão, da Argentina e os africanos Somália e Quênia.
De acordo com o comunicado final, os países signatários assumem que os princípios de soberania, independência e integridade territorial de todos os Estados devem ser salvaguardados.
Quanto à segurança nuclear, os países que ratificaram a declaração final estabeleceram que o uso de energia e instalações nucleares deve ser seguro, protegido e ambientalmente correto. As instalações nucleares ucranianas, incluindo Zaporizhia, devem operar com segurança, sob total controle do país. O documento reforça que qualquer ameaça ou uso de armas nucleares no contexto da guerra em curso contra a Ucrânia é inadmissível.
Segundo a agência de notícias espanhola Efe, entre os países que não assinaram o comunicado estão os membros do BRICS – bloco formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, sendo que Rússia e China sequer enviaram representantes. Também não assinaram o documento Arménia, Bahrein, Indonésia, Líbia, Arábia Saudita, Tailândia, Emirados Árabes Unidos e México.
Cessar-fogo não aceito
Na sexta-feira (14), o presidente russo, Vladimir Putin, prometeu estabelecer imediatamente um cessar-fogo na Ucrânia e iniciar negociações se o país começasse a retirar as tropas das quatro regiões anexadas por Moscou, em 2022: Donetsk, Luhansk, Kherson e Zaporíjia. Putin ainda exigiu que a Ucrânia renunciasse aos planos de adesão à Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).
Desde fevereiro de 2022, a Ucrânia resiste à invasão russa com o objetivo de manter sua integridade territorial e exige a saída de todas as tropas russas do território. Kiev (capital da Ucrânia) mantém a pretensão de aderir à aliança militar do Atlântico Norte.
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