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Categoria: Mundo

Posse de Trump leva clima de incerteza a brasileiros e imigrantes nos EUA

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A palavra incerteza passou a ser uma constante entre brasileiros e outros imigrantes nos Estados Unidos às vésperas da posse de Donald Trump, que ocorre nesta segunda-feira (20).

O republicano foi eleito com a bandeira de fazer a maior deportação da história do país e de restringir alguns tipos de vistos a cidadãos estrangeiros. A promessa gera receio em quem está em situação irregular, mas também em quem está com os papéis em dia.

A Folha conversou na última semana com uma dúzia de imigrantes, além de pessoas que atuam em associações de apoio a refugiados e asilados. Os nomes citados na reportagem são fictícios, justamente porque eles temem o cancelamento de vistos e a deportação.

O medo de cruzar com o serviço de imigração também cresceu, e existem associações que estudam retomar serviços usados no passado para alertar em tempo real sobre a proximidade dos agentes do governo. A equipe de Trump planeja grandes operações pelo país para apreender imigrantes já na semana que vem.

“Tem gente dentro de casa que não quer abrir a porta porque tem medo de que seja o ICE [Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas, em inglês]. Eles pedem os documentos e, em vários casos, a pessoa é deportada”, conta Paula, 46, cabeleireira que mora em Maryland -segundo pesquisa da Pew Research, um dos estados com maior número de imigrantes em situação ilegal.

Ela embarcou de Maceió para os EUA há sete anos com o visto de turista e ficou no país. Hoje, vive com o marido Juan, 49, que saiu de El Salvador há 15 anos para cruzar a fronteira do México com os EUA numa tentativa de conseguir uma vida melhor.

Paula ficou anos em situação irregular, mas, há pouco tempo, deu entrada em um pedido de asilo político e aguarda a audiência na corte que definirá seu destino. Ela diz que sofria abusos do ex-marido e teme voltar a Alagoas por isso. O pedido garante que ela possa ficar no país. Uma autorização permanente, porém, poderá ser concedida só depois do julgamento de seu caso.

Em seu primeiro mandato, Trump dificultou a permanência temporária ao exigir que o imigrante apresentasse o pedido de asilo no país natal para ter acesso à categoria nos EUA. Esse tipo de visto continua na mira do republicano, que afirma haver abusos nas solicitações -embora não haja evidências que sustentem essa afirmação.

“Eu fico um pouco receosa, mas isso não tem me paralisado. Eu vim para cá porque eu era missionária, e o senhor falou ao meu coração”, afirma ela, que também é pastora.

Paula relata, no entanto, que viu crescer o sentimento de incerteza desde a eleição de Trump. Segundo ela, já houve situações, sobretudo no primeiro mandato do republicano, em que agentes do ICE chegaram a locais de trabalho com imigrantes para fazerem detenções e, depois, deportações. “Eles levaram pessoas que faziam coisas erradas, mas gente de bem também”, diz.

O marido dela trabalha em restaurantes e permanece sem nenhum tipo de documento. Diferentemente da esposa, Juan teme ser deportado por Trump. Nenhum dos dois quer voltar ao país de origem.

Pesquisa da Pew Research Center divulgada em julho passado aponta que, em 2022, eram cerca de 11 milhões os imigrantes em situação irregular no país. Desse total, 230 mil saíram do Brasil -um salto em relação à década passada. Em 2012, havia por volta de 100 mil brasileiros em situação irregular nos EUA.

A grande maioria dos imigrantes não legalizados é proveniente do México: 4 milhões. Há um volume alto de pessoas que saem de países das Américas do Sul e Central em busca do sonho americano. El Salvador, país de origem de Juan, tinha 730 mil imigrantes em situação irregular nos EUA em 2022.

Mesmo com a insegurança, Clara, 32, não quer sair do país de Donald Trump. Ela chegou há dois anos com o então namorado, Mehmet, de origem turca -eles depois se casaram em solo americano, e hoje têm um restaurante na Califórnia.

O marido precisou viajar à Turquia quatro vezes no período e, na última delas, acabou detido na imigração do aeroporto por cinco dias acusado de abusar do visto de turista. À beira de ser deportado, solicitou asilo. Hoje, Clara e a filha estão listadas como dependentes no visto do asilo de Mehmet.

O maior receio dela é uma eventual decisão de Trump de dificultar o acesso ao asilo. Por isso, ela agora diz preferir que a audiência na Justiça demore para acontecer, o que significaria mais tempo de permanência garantido. “No dia que ele ganhou a eleição, nós consideramos tudo: até divórcio e casamento com um americano”, diz.

Associações e igrejas que trabalham com refugiados e asilados têm promovido palestras na tentativa de combater o medo com informação. Uma dirigente da Liga dos Cidadãos Latino-Americanos Unidos (Lulac, na sigla em inglês), por exemplo, tem atuado para informar haitianos em Ohio sobre as garantias que eles têm caso sejam refugiados -status da maior parte deles.

O advogado Felipe Alexandre, sócio da ALFA Alexandre Law Firm & Associates, tem sido acionado para dar palestras e explicar como os imigrantes devem proceder para tentar se regularizar. “A eleição trouxe uma certa ansiedade para as pessoas. Quem vai ter que estar bem preocupada é a pessoa completamente ilegal, que nunca fez nenhuma solicitação e que tem antecedentes criminais ou ordem de deportação”, explica.

Apesar do clima, há também um grupo de brasileiros mais esperançosos, que apoiam Trump e acreditam que ele vai mirar apenas imigrantes que tenham cometido crimes, deixando de fora outros que estão em situação irregular.

O sonho americano e a expectativa de mudar de vida foi o que atraiu o catarinense Décio Dassoler, 44, aos EUA. Ele desembarcou em Pittsburgh, na Pensilvânia, há dez anos e depois se mudou para Maryland. Formado em administração, ele aprendeu técnicas de construção nos EUA e abriu uma empresa na área, mesmo sem documentos que o autorizassem a trabalhar ou a permanecer de maneira legal no país.

“Os impostos eu pago normalmente e sigo nessa luta para tentar conseguir o green card [que autoriza a permanência no país]”, conta.

Ao contrário do temor pela promessa de deportações de Trump, ele diz que está otimista. “A economia no mandato dele foi ótima e beneficiou a área de construção.”

Agora, diz esperar situação semelhante. “Zero medo. Eu já vi muita gente deportada, mas alguma coisa errada fizeram. É sempre gente que tem antecedentes criminais. Na minha cabeça, eles vão atrás desse povo primeiro, e é muita gente. Estou tranquilo em relação a isso porque eles [os americanos] precisam da gente. E não é pouco”, diz.

Segundo o American Immigration Council, um grupo de defesa dos imigrantes, custaria US$ 315 bilhões (R$ 1,8 trilhão) para prender, deter e deportar todos os 13,3 milhões que vivem nos EUA ilegalmente ou sob um status temporário revogável.

Folhapress

Posse de Trump será a 1ª com a presença de líderes estrangeiros

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Pela primeira vez na história dos Estados Unidos um presidente eleito receberá líderes estrangeiros em sua posse. O presidente eleito, Donald Trump, convidou o presidente chinês, Xi Jinping, e líderes mundiais conservadores como o presidente argentino, Javier Milei, e a premiê italiana, Giorgia Meloni, para a posse. Xi vai enviar o vice-presidente, Han Zheng, como seu representante.

Alguns deles, como Milei e o presidente do Paraguai, Santiago Peña, foram convidados especiais no baile de posse hispânico na noite deste sábado (18), onde vários dos indicados de Trump para cargos importantes compareceram, como o senador Marco Rubio, escolhido para o Departamento de Estado, e Robert F. Kennedy Jr., escolhido o Departamento de Saúde.

A previsão é que Milei comparecesse a três festas de gala da posse no fim de semana e a um dos bailes oficiais aos quais Trump comparecerá no dia da posse, bem como à cerimônia em si. Milei espera que boas relações com os EUA possam ajudar a Argentina a chegar a um novo acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI).

A agenda semanal de Meloni, por sua vez, diz que ela comparecerá à cerimônia de posse.

Os gabinetes do presidente do Equador, Daniel Noboa, e do paraguaio Peña informaram que eles foram convidados para a posse e planejam comparecer.

AE

Grupo de deputados americanos critica Moraes por barrar Bolsonaro na posse de Trump

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Deputados republicanos membros do Comitê de Relações Exteriores da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos criticaram nesta quinta-feira (16) a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), de impedir a ida de Jair Bolsonaro (PL) à posse do presidente eleito Donald Trump.

Os congressistas, correligionários de Trump e maioria na comissão parlamentar, afirmaram em publicação nas redes sociais que o ex-presidente brasileiro é amigo da América e um patriota, e que deveria ter sido liberado para comparecer à posse do republicano, marcada para a próxima segunda-feira (20).

“Jair Bolsonaro é um amigo da América e um patriota. Ele deveria ser autorizado a participar da inauguração do presidente Trump”, afirmaram os deputados.

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) reagiu à publicação dos congressistas republicanos e reiterou críticas à decisão de Moraes. Ele afirmou que seu pai retornou dos Estados Unidos quando a investigação sobre os ataques golpistas de 8 de janeiro estavam em curso.

Também afirmou que impedir a ida do ex-presidente à posse de Trump diminui a credibilidade do país, comparando o Brasil à Venezuela.

“Impedir Jair Bolsonaro de encontrar com Donald Trump por meio de um juiz que é notoriamente um inimigo pessoal do ex-presidente coloca a credibilidade das autoridades brasileiras ao mesmo nível que as autoridades venezuelanas”, disse o filho do ex-presidente.

Folhapress

Trump anuncia que ator Sylvester Stallone participará do governo

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Em comunicado nesta quinta-feira (5), o presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que os atores Mel Gibson, Sylvester Stallone e Jon Voight – pai da atriz Angelina Jolie – participarão de seu governo como embaixadores especiais em Hollywood. De acordo com o próximo líder da Casa Branca, a missão dos três artistas será trazer de volta a “era de ouro” de Hollywood, quando o estúdio dominava a indústria cinematográfica mundial.

Na postagem feita em sua rede social, Truth Social, o republicano observa que, nos últimos quatro anos, os EUA perderam muitos bons negócios para países estrangeiros.

– É uma honra anunciar Jon Voight, Mel Gibson e Sylvester Stallone como embaixadores especiais em um lugar excelente, mas muito problemático, Hollywood, Califórnia. Eles servirão como enviados especiais para mim com o propósito de trazer Hollywood, que perdeu muitos negócios nos últimos 4 anos para países estrangeiros, de volta, maior, melhor e mais forte do que nunca antes! – escreveu.

Trump ainda prometeu seguir os conselhos que o trio lhe der durante sua gestão.

– Essas 3 pessoas muito talentosas serão meus olhos e ouvidos, e farei o que elas sugerirem. Será novamente, como os próprios Estados Unidos da América, a Era de Ouro de Hollywood – garantiu.

Tanto Gibson, quanto Stallone e Voight já haviam anunciado apoio político ao republicano. Apoiador de longa data, Voight foi o primeiro deles, declarando seu voto já em 2016. Em 2019, o até então presidente lhe concedeu a Medalha Nacional das Artes. Já Gibson e Stallone revelaram seu apoio nas eleições de 2024. À época, Stallone chegou a chamar Trump de “segundo George Washington” e “personagem realmente mítico”.

Em resposta ao anúncio desta quinta, Mel Gibson demonstrou surpresa e prontidão.

– Atendo ao chamado. Meu dever como cidadão é dar a ajuda e o conhecimento que posso – assinalou, segundo a BBC.

Pleno News

Modelo diz ter batido recorde de sexo em 12h: “Mais de 1.000 homens”

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A modelo e criadora de conteúdo adulto Bonnie Blue disse, recentemente, ter quebrado o recorde mundial de sexo em 12h. A influencer revelou que transou com 1.057 homens nesse espaço de tempo, superando a estrela pornô Lisa Sparks, que teve relações com 919 em um dia.

O possível recorde de Bonnie chamou a atenção, sobretudo após o caso da influenciadora de conteúdo adulto Lily Phillips ter dormido com 101 homens em um dia, e viralizar com um documentário mostrando sua preparação e reação após o feito.

“[Fiz sexo com] mais de 1.000 homens em um dia”, postou Blue em seu perfil no Instagram.

No vídeo que acompanha a publicação na rede social, Bonnie compartilhou como estava se sentindo após concluir o feito. Ela contou que, à época, se sentiu “muito bem.”

Em outra postagem, desta vez no TikTok, a influenciadora fez um resumo do dia em que fez sexo com 1.000 pessoas. “A sala estava completamente cheia. Então, fizemos grupos de cinco, um após o outro.”

Bonnie emendou que, após ter iniciado a experiência, notou que “queria dar mais tempo às pessoas” e decidiu mudar para encontros individuais. “Uma pessoa observava enquanto eu estava com outra pessoa”, ela continuou, “e então era literalmente como um círculo giratório”, acrescentou.

Ela também disse que havia uma equipe de documentários lá, filmando para um futuro programa.

Metrópoles

Afilhado de Adolf Hitler rejeita legado nazista e se torna missionário católico

FOTO: GETTY IMAGES

O ABC compartilhou histórias marcantes de descendentes de pessoas ligadas ao Holocausto, destacando como eles lidaram com os impactos do passado de suas famílias. Alguns defenderam os atos de seus parentes, enquanto outros se posicionaram contra, chegando a romper laços familiares. Muitos optaram pelo anonimato, mudaram de nome e buscaram distanciar-se de suas origens.

Entre esses casos está Martin Adolf Bormann, filho de Martin Bormann, secretário particular de Adolf Hitler. Nascido em 1930, na Baviera, Alemanha, Martin cresceu em um ambiente profundamente ligado à ideologia nazista. Hitler, inclusive, era seu padrinho, e o menino recebeu “Adolf” como segundo nome em homenagem ao líder nazista. Ele foi educado em uma escola que difundia os princípios do regime, mas sua trajetória tomou um rumo completamente oposto.

Ao final da Segunda Guerra Mundial, quando tinha apenas 15 anos, Martin tomou conhecimento do papel decisivo de seu pai na Solução Final — o plano de extermínio em massa dos judeus. Abalado, decidiu afastar-se da família e viver no anonimato. Ele foi acolhido por uma família católica rural, o que marcou o início de sua transformação.

Apesar de ter sido criado em um ambiente que combatia ferozmente a Igreja Católica, Martin encontrou na religião o caminho para reavaliar sua vida. Em 1947, ele foi batizado e, após estudar com os jesuítas, foi ordenado padre em 1958.

O compromisso de Martin com sua nova fé foi além. Em 1961, ele partiu como missionário católico para o Congo, onde viveu por muitos anos no anonimato, carregando a vergonha do passado de sua família. Ele dedicou sua vida ao serviço da Igreja, marcada como um dos maiores inimigos do nazismo.

Martin justificava suas escolhas com base nos princípios do cristianismo. “Não odeio meu pai. Aprendi a distinguir entre o indivíduo e o político e oficial nazista”, declarou em certa ocasião, demonstrando a influência dos ensinamentos religiosos de perdão e reconciliação.

A trajetória de Martin Adolf Bormann é um exemplo de rejeição ao legado nazista e de como ele encontrou na fé e no trabalho missionário uma forma de reconstruir sua identidade, distante das atrocidades cometidas por sua família.

Notícias ao Minuto

Câmara dos EUA aprova projeto contra trans em competição feminina

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A Câmara dos Estados Unidos aprovou na 3ª feira (14.jan.2025) um projeto que bane pessoas transgênero de competições femininas. A medida, apoiada por deputados do Partido Republicano, é válida para torneios escolares e cita punições para colégios.

O projeto, chamado de “Ato Esportivo para Proteção de Mulheres e Meninas de 2025”, estipula que, para inscrição em competições esportivas, o sexo deve ser reconhecido “unicamente a partir dos órgão reprodutivos biológicos da pessoa no nascimento”. Também prevê punição a casos de financiamento federal, como bolsas escolares, a “homens que participarem de competições destinadas a mulheres”.

O texto pontua que não existe nenhuma proibição para que homens treinem em programas esportivos destinados a estudantes mulheres, desde que isso não faça com que elas percam seu lugar no time ou deixem de receber bolsas ou financiamento escolar, ou que impeça estudantes mulheres de serem admitidas em instituições acadêmicas, além de qualquer benefício que envolva a participação em projetos de esportes.

O projeto ordena que a Controladoria Geral dos Estados Unidos conduza um estudo para observar os benefícios para mulheres e meninas em participarem de esportes individuais que seriam perdidos ao permitirem o envolvimento de atletas homens.

“O estudo deve observar o resultados adversos para meninas psicologicamente, ao seu desenvolvimento, sua participação e sociologicamente ao permitirem que homens compitam em torneios femininos, incluindo o isolamento e o desencorajamento da participação esportiva”, diz o texto do projeto.

De acordo com a CNN dos EUA, políticos republicanos argumentam que mulheres trans obtém vantagem física sobre mulheres cisgênero, o que resultaria na limitação de oportunidades em competições.

Os democratas, por outro lado, ainda conforme a CNN, dizem que essas medidas aumentam a discriminação que pessoas transgênero sofrem, especialmente entre jovens. Argumentam que o Partido Republicano quer ditar os direitos dos estudantes da comunidade LGBTQIA+ ao aprovar o projeto.

A CNN informou que, dos 218 votos a favor da aprovação do projeto (206 foram contra), 2 foram de deputados do Partido Democrata. Vicente Gonzalez e Henry Cuellar, ambos do Texas, Estado tradicionalmente republicano, foram favoráveis à medida. Outro deputado democrata, Don Davis, da Carolina do Norte, se absteve.

A medida, como explicou a emissora, já havia sido aprovada na Câmara em abril de 2023, mas não teve o aval do Senado, que possuía, à época, maioria democrata. Agora, com a eleição de Donald Trump (Partido Republicano) e um Senado dominado por republicanos, a expectativa do partido é que o projeto seja aprovado. Mas, ainda assim, seria necessário angariar apoio de alguns congressistas democratas.

LEVANTAMENTO

Um levantamento do centro de pesquisa Movement Advancement Project de setembro de 2024 mostrou que 26 Estados dos EUA adotaram políticas que impedem estudantes transgêneros de competir em esportes de acordo com sua identidade de gênero.

A pesquisa “Equality Maps: Bans on Transgender Youth Participation in Sports” (Mapas da Igualdade: Proibições à Participação de Jovens Transgêneros em Esportes, em português) analisa os critérios que os Estados utilizam para determinar o sexo ou gênero dos estudantes. O estudo destaca a falta de uniformidade nas abordagens e a ênfase em características biológicas, frequentemente utilizando certidões de nascimento como prova. Leia a íntegra (PDF – 446 kB, em inglês).

O Alasca é o único Estado com uma regulamentação que proíbe alunos transgêneros de participar de esportes de acordo com sua identidade de gênero, conforme decidido pelo Conselho Estadual de Educação. Como essa regulamentação não é uma lei estadual, a responsabilidade sobre as decisões de elegibilidade recai principalmente sobre as escolas. O distrito de Matanuska-Susitna Borough, por exemplo, implementou uma política que impede mulheres trans e travestis de competirem em equipes femininas.

Nos outros 25 Estados, há legislações que barram a participação de jovens trans em competições escolares, abrangendo principalmente instituições de ensino fundamental e médio, mas muitas vezes se estendendo também ao ensino superior.

Poder 360

Que é isso, hermana? Miss Argentina detona Miss Brasil e perde título

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Em anúncio oficial, a organização do concurso que escolhe a mulher mais bonita do mundo anunciou a retirada do título de Miss Universo Argentina de Magalí Benejam, após uma série de falas contra a organização, seus donos e sua legitimidade. Magali ainda criticou a atual Miss Universo do Brasil, a pernambucana Luana Cavalcante, de 25 anos.

O que aconteceu?

Durante entrevista ao youtuber latino King Lucho, em 19 de dezembro, a agora ex-miss fez uma série de declarações polêmicas; “Quando anunciaram o Top 5, vi os jurados se olhando de maneiras estranhas. Eles começaram a se olhar como se dissessem: ‘Não foi isso que escolhemos, não foi isso que eu escolhi’. Foi assim que pareceu de fora e foi aí que eu disse: ‘Ok, isso está arranjado’. Sempre foi armado, todos os anos”, disse Magalí.

Sobre a brasileira, a ex-miss Universo Argentina afirmou que, quando tentou se aproximar de Luana Cavalcante durante o confinamento, ela não correspondeu positivamente;
“Para mim, a brasileira ficou onde tinha que ficar. Você acredita que quatro vezes que fui falar com ela em português, pois eu falo português perfeito, e ela me respondeu em inglês”, disse.

Em nota, a Organização Miss Universo afirmou que “as palavras e ações de nossos representantes devem refletir esses princípios inabaláveis ​​com os quais todos os participantes se comprometem ao se juntar à comunidade Miss Universo”, ao citar a diversidade, promover a inclusão e respeitar todos os indivíduos, independentemente de suas origens, crenças ou experiências.

“A decisão vem após consideração cuidadosa e se alinha com nosso compromisso de manter os mais altos padrões de conduta pessoal e profissional. Queremos enfatizar que essa ação é tomada para proteger a integridade da organização e as oportunidades que ela fornece às mulheres ao redor do mundo”, escreveu a organização.

Magalí foi a primeira Miss Universo Argentina a ser destituída do título na história do país. Ela foi eleita no concurso nacional em maio entre um grupo de 28 candidatas. Com mais 70 mil seguidores nas redes sociais, ela é modelo, atriz e estudante de astrologia.

Metrópoles