21 de janeiro de 2025 às 09:00
21 de janeiro de 2025 às 06:22
FOTO: LUSA
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, recém-empossado como o 47º líder do país, fez sua primeira convocação oficial ao presidente russo, Vladimir Putin, pedindo um acordo de paz com a Ucrânia. Trump alertou que, sem negociações, a Rússia corre o risco de enfrentar uma crise ainda mais profunda.
Em seu discurso na Sala Oval, Trump reafirmou que está empenhado em organizar uma cúpula com Putin para encerrar o conflito que teve início com a invasão russa à Ucrânia em fevereiro de 2022. O presidente norte-americano declarou: “Zelensky quer um acordo. Não sei se Putin quer, mas ele deveria. Está destruindo a Rússia ao não buscar a paz”.
Durante sua campanha presidencial, Trump frequentemente criticou os gastos de sua antecessora, a administração Biden, que destinou bilhões de dólares em ajuda militar e econômica à Ucrânia. Agora, como presidente, Trump ressaltou que Moscou enfrenta sérios problemas econômicos e afirmou que a guerra “que deveria durar uma semana, já se arrasta por três anos”.
Por outro lado, Putin respondeu às declarações de Trump afirmando que está “aberto ao diálogo com a nova administração norte-americana” e que busca uma “paz duradoura” com Kiev, em oposição a meras tréguas temporárias.
Desde o início da invasão russa, o Kremlin tem mantido exigências rígidas, incluindo que a Ucrânia renuncie à adesão à OTAN e reconheça as anexações de territórios realizadas pela Rússia no leste ucraniano. Por sua vez, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, reforçou seu compromisso com um acordo justo, ao felicitar Trump e sua “política de paz pela força”.
Um compromisso de campanha
Trump reiterou uma de suas principais promessas de campanha: acabar com o conflito em um curto período. Durante a corrida presidencial, o republicano afirmou que poderia encerrar a guerra “em 24 horas” e defendeu negociações imediatas. No entanto, em declarações mais recentes, reconheceu que o processo pode levar meses.
21 de janeiro de 2025 às 03:15
21 de janeiro de 2025 às 05:13
FOTO: REPRODUÇÃO
O novo governo dos Estados Unidos, de Donald Trump, poderá impor sanções econômicas ou comerciais a países, como o Brasil, acusados de adotar formas de censura. A informação foi obtida junto a membros do novo governo por político que representaram os brasileiros na posse. O secretário de Estado, Marco Rubio, crítico da escalada autoritária no Brasil, seria artífice do plano, reiterado ontem por Trump, contra censura e em defesa da liberdade, pedra de toque da Constituição americana de 238 anos.
Escreveu, não leu…
Ninguém é obrigado a obedecer Trump, mas ele pode retaliar regimes que ofendam princípios da democracia americana, como a liberdade.
Três mosqueteiros
Foram à posse os maiores interessados em liberdade: Musk (X), Sundar Pichei (Google, Youtube) e Zuckerberg (Instagram, Whatsapp, Face).
Terrorismo, jamais
Rubio avisou, há dias, que também os defensores de terroristas, que é o caso do Brasil sobre o Hamas, também estarão sujeitos a sanções.
O que mais temem
Experientes embaixadores dizem que sanções que inscrevam o Brasil no “eixo do mal” seriam um dos maiores pesadelos da diplomacia brasileira.
21 de janeiro de 2025 às 03:14
21 de janeiro de 2025 às 05:24
FOTO: EFE
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta segunda-feira (20) a primeira leva dos cerca que 100 decretos esperados para o começo do governo. De volta à Casa Branca, o republicano revogou ações e regulamentações da administração Joe Biden, congelou contratações federais, exigiu que servidores públicos retomem ao trabalho presencial, retirou os EUA do Acordo de Paris e perdoou acusados pelo ataque ao Capitólio.
Na lista de decretos da era Biden anuladas de imediato por Trump estão ações sobre a imigração, incluindo a força-tarefa para reunificar crianças separadas dos seus pais na fronteira, e promoção da igualdade. Na política externa, ele voltou atrás na decisão que retirava Cuba da lista de Estados designados como patrocinadores do terrorismo e nas sanções contra colonos judeus na Cisjordânia.
Trump assinou os primeiros decretos no palco da Capital One Arena, lotada de apoiadores que esperavam para ver o 47º presidente dos Estados Unidos. Com o frio extremo que atinge Washington, a posse foi celebrada dentro do Capitólio e a tradicional parada foi movida para o ginásio, com capacidade para cerca de 20 mil pessoas.
O presidente chegou por volta das 19:30 (horário de Brasília) para assistir ao desfile acompanhado da primeira-dama Melania Trump. Uma pequena mesa com a pilha de decretos o esperava no palco, do lado oposto ao púlpito.
Em discurso, Trump antecipou os primeiros decretos, destacando que revogaria de dezenas de ações “destrutivas e radicais” do governo Joe Biden, descrito por ele como o “pior da história”.
– Em seguida, para obter controle imediato da vasta burocracia federal fora de controle, implementarei um congelamento imediato da regulamentação, o que impedirá que os burocratas de Biden continuem a regulamentar. A maioria desses burocratas está sendo demitida. Eles vão embora – declarou o republicano.
Trump confirmou ainda que assinaria perdões para envolvidos no ataque ao Capitólio.
– Esta noite, vou assinar os perdões aos reféns do J6 (abreviação para 6 de janeiro) para libertá-los – disse ele ladeado por familiares de pessoas sequestradas pelo Hamas no ataque terrorista de 7 de outubro.
Da arena, o presidente seguiu para a Casa Branca, onde assinou perdão total para cerca de 1.500 acusados pelo ataque ao Capitólio. Trump disse ainda que comutou as penas de outros seis acusados.
Mais cedo, Trump havia assinado os primeiros documentos, com as nomeações para o seu gabinete e a ordem de erguer as bandeiras no dia da posse. O país ainda está em luto oficial pela morte de Jimmy Carter. Por isso, as bandeiras estavam a meio mastro, o que incomodou Donald Trump.
A enxurrada de decretos anunciada para os primeiros dias de governo é parte do esforço para reverter as políticas do democrata Joe Biden ao mesmo tempo em que o republicano avança para cumprir suas promessas de campanha. Isso inclui parar o que chama de “invasão” de imigrantes na fronteira, reduzir os custos de vida para os americanos e ampliar a produção de petróleo – ideia sintetizada no slogan “drill, baby, drill” ou “perfure, baby, perfure”.
Trump anunciou que assinaria quase 100 decretos depois de tomar posse, sem deixar claro se as medidas viriam todas de uma vez nesta segunda-feira ou aos poucos, ao longo dos próximos dias. Algumas das ordens executivas são simbólicas, outras devem enfrentar questionamentos da Justiça.
Uma das primeiras medidas do novo governo foi acabar com o CBP One, aplicativo que permitiu a entrada de quase 1 milhões de imigrantes em liberdade condicional, com direito de trabalhar enquanto esperam o processamento dos pedidos de asilo. A ordem foi publicada no site da Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA logo após o juramento de posse, enquanto Trump ainda discursava no Capitólio.
Na fronteira do México com os EUA, imigrantes choram ao ter agendamentos no CBP One cancelados. Aplicativo que permitia a entrada de requerentes de asilo no país enquanto pedidos eram processados foi encerrado pelo governo Donald Trump.
DECRETOS ASSINADOS POR TRUMP
Suspensão de 78 ações executivas da era Biden
Congelamento de regulamentações, impedindo que os burocratas emitam regulamentações até que o governo Trump tenha controle total do governo
Congelamento de todas as contratações federais, exceto para militares e algumas outras áreas essenciais
Exigência de que os funcionários federais retornem ao trabalho presencial em tempo integral
Uma diretriz para todos os departamentos e agências para lidar com a crise do custo de vida
Retirada dos Estados Unidos do Acordo de Paris
Ordem governamental que restaure a liberdade de expressão e impeça a censura da liberdade de expressão
Fim do “instrumentalização do governo contra os adversários políticos da administração anterior”
MEDIDAS ESPERADAS
Fechar a fronteira para migrantes em busca de asilo e acabar com o direito à cidadania das crianças que nasceram nos Estados Unidos, filhos de imigrantes que estão no país ilegalmente. Ainda não está claro, contudo, como o republicano pretende acabar com o cidadania por nascimento, prevista na 14ª Emenda, considerando que o presidente não pode alterar a Constituição americana por conta própria.
Envolver o Exército dos EUA na segurança da fronteira. Isso provocaria desafios legais imediatos por causa dos limites estritos na lei americana para como as forças armadas podem ser implantadas dentro do país.
Declarar as travessias de migrantes ao longo da fronteira EUA-México como uma emergência nacional, o que permitiria que Trump desbloqueasse o financiamento para a construção do muro da fronteira, sem aprovação do Congresso.
Designar cartéis de drogas como “terroristas globais”.
Estabelecer definições de sexo biológico para trabalhadores federais. Trump diz que não reconhecerá mais transgêneros no serviço público:
– A partir de hoje, será a política oficial do governo dos Estados Unidos que existam apenas dois gêneros, masculino e feminino – disse em seu discurso de posse.
Remover proteções para pessoas transgênero em prisões federais.
Remover proteções para migrantes transgênero sob custódia dos EUA.
Direcionar agências federais a iniciar uma investigação sobre práticas comerciais, incluindo déficits comerciais, práticas cambiais injustas, bens falsificados e uma isenção especial que permite a entrada nos Estados Unidos de bens de baixo valor isentos de tarifas.
Avaliar a conformidade da China com um acordo comercial que Trump assinou em 2020, bem como o Acordo Estados Unidos-México-Canadá, que Trump assinou em 2020 para substituir o Acordo de Livre Comércio da América do Norte.
Ordenar que o governo avalie a viabilidade de criar um “Serviço de Receita Externa” para coletar tarifas e impostos.
Declarar uma emergência nacional de energia, o que poderia permitir que ele desbloqueasse poderes para acelerar a permissão para oleodutos e usinas.
Ordenar que o governo federal revogue regulamentações que impedem a produção doméstica de energia.
Sinalizar uma intenção de afrouxar os limites de poluição de escapamentos e padrões de economia de combustível.
Revogar regulamentações de eficiência energética para lava-louças, chuveiros e fogões a gás.
Abrir a área selvagem do Alasca para mais perfurações de petróleo e gás.
Eliminar programas de justiça ambiental em todo o governo.
21 de janeiro de 2025 às 03:10
20 de janeiro de 2025 às 17:54
FOTO: REPRODUÇÃO
O cantor Amir Hossein Maghsoudloo, conhecido como Tataloo, foi condenado à morte por um tribunal do Irã por “blasfêmia” após “insultar o profeta”.
Segundo o jornal local Etemad, citado pelo The Guardian, “o Supremo Tribunal aceitou a objeção do procurador” a uma pena de prisão anterior de cinco anos por blasfêmia.
Após o caso ser reaberto, o famoso, foi “condenado à pena de morte por insultar o profeta”, o islâmico Maomé. No entanto, a pena pode ainda ser objeto de recurso.
O cantor foi ainda condenado a 10 anos de prisão por promover a “prostituição” e, noutros casos, foi acusado de disseminar “propaganda” contra a República Islâmica e de publicar “conteúdo obsceno”.
O músico, de 37 anos, vivia em Istambul, na Turquia, desde 2018. No entanto, em dezembro de 2023, foi entregue ao Irã pela polícia turca e está detido desde então.
20 de janeiro de 2025 às 17:30
20 de janeiro de 2025 às 13:37
FOTO: GETTY
Em seu último discurso antes da posse, no domingo (19), o presidente eleito dos Estados Unidos Donald Trump afirmou que vai acabar com “a insanidade de transgêneros nas escolas”.
– Nós vamos acabar com essa insanidade de transgêneros, tirar isso tudo das nossas escolas. E sempre lembrem, isso é tão fácil que vai ser feito amanhã. Nós vamos manter os homens fora dos esportes femininos. Eu vou defender liberdade religiosa, a liberdade de expressão e o direito de ter armas.
A posse do republicano acontece, nesta segunda-feira (20). Trump fará uma série de decretos para reverter políticas do democrata Joe Biden.
20 de janeiro de 2025 às 16:00
20 de janeiro de 2025 às 10:20
FOTO: GETTY IMAGES
O estrategista político norte-americano Steve Bannon, conhecido por seu papel na campanha de Donald Trump em 2016 e por suas alianças com lideranças de extrema direita ao redor do mundo, voltou a causar controvérsia. Em entrevista a um canal brasileiro no YouTube neste domingo (19), Bannon comparou o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, a juízes nazistas dos anos 1930. Além disso, afirmou que as eleições presidenciais brasileiras de 2026 serão as mais importantes do mundo e defendeu o retorno do ex-presidente Jair Bolsonaro ao poder.
De acordo com a Folha de São Paulo, Bannon não poupou críticas a Moraes, a quem acusou de corrupção e autoritarismo. “É escandaloso o que esse juiz do Supremo faz. Os brasileiros sabem que ele é radical. Ele é como um juiz nazista dos anos 1930. Ele eventualmente precisa ser removido do cargo. Sua justiça é mais corrupta que a de Lula”, declarou Bannon.
Ele também destacou a importância das próximas eleições no Brasil. “Precisamos vencer em 2026. A eleição mais importante do mundo será no Brasil. O povo brasileiro precisa restaurar Bolsonaro na Presidência”, afirmou.
Até o momento, o STF não comentou as declarações do estrategista norte-americano.
Bolsonaro, atualmente inelegível até 2030 por decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), foi citado por Bannon como essencial para o futuro político do Brasil. Contudo, o ex-presidente enfrenta sérias restrições legais, incluindo a apreensão de seu passaporte desde fevereiro de 2024, no âmbito da Operação Tempus Veritatis. A operação investiga sua suposta participação em uma tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.
Na última semana, Bolsonaro tentou recuperar o passaporte para comparecer à posse de Trump, mas o pedido foi negado por Moraes.
As declarações de Bannon ocorreram durante um almoço que reuniu integrantes de uma comitiva de parlamentares brasileiros que estão nos Estados Unidos para acompanhar a posse de Donald Trump, marcada para esta segunda-feira (20). Durante o evento, Bannon afirmou que há uma “comunidade internacional de soberania pronta para apoiar o Brasil”.
Ele também aproveitou para criticar o atual presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, acusando-o de “vender a Amazônia ao Partido Comunista Chinês” e de corrupção. “Ele está traindo os brasileiros agora mesmo”, disse.
20 de janeiro de 2025 às 14:15
20 de janeiro de 2025 às 14:29
FOTO: GETTY
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que, com a sua posse, o declínio da América chega ao fim. A declaração ocorreu durante seu primeiro discurso como líder do país, ocorrido logo após a crimônia de posse, nesta segunda-feira (20/1).
O que aconteceu?
Trump prometeu fazer com que a América voltará a crescer e será, mais uma vez, um país industrial.
O presidente agradeu o “amor e confiança” de comunidades negra e hispânicas que votaram.
Trump se comprometeu a assinar uma série de decretos anti-imigração e contra a política de gênero ainda nesta segunda.
Donald Trump ainda declorou emergência nacional de energia, impolsionada pela alta da inflação.
O presidente prometeu acabar com o incentivo à veículos elétricos.
20 de janeiro de 2025 às 13:30
20 de janeiro de 2025 às 08:05
FOTO: REPRODUÇÃO
Representando seu esposo, Jair Bolsonaro (PL), no jantar de gala à luz de velas do presidente eleito Donald Trump neste domingo (19), em Washington (EUA), a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro arrancou diversos elogios nas redes sociais pela elegância de seu vestuário. A presidente do PL Mulher apareceu trajando um vestido de veludo verde, acompanhado de uma estola preta e um delicado colar de pérolas.
Em contato com o Pleno.News, o maquiador, empresário e amigo íntimo de Michelle, Agustin Fernandez, detalhou a escolha da peça e sua confecção.
– Esse vestido é de veludo verde. Foi feito pela Luhana Pawlick, que sempre costura para ela, ou seja, foi feito por mãos brasileiras sob medida. Os sapatos são da linha dela, que a gente tem – disse ele, em alusão à coleção lançada por eles em parceria com a Lilian Soares Calçados.
Nas redes sociais, os internautas expressaram fascínio em relação ao look de Michelle e parabenizaram o trabalho de Pawlick.
– Divina!!! Mãos de fada, obrigada por deixá-la ainda mais linda para representar as mulheres decentes de uma nação. Estou encantada – escreveu uma internauta.
– Impecável. Chic. Não está “over the top” tentando ofuscar a Melania, estrela da noite, mas bela e protocolar o suficiente para brilhar durante o evento. Perfeita. Vocês, junto com o Agustin, são o melhor trio fashion do Brasil – elogiou outra.
– Ficou lindo, o verde resplandecente e sereno representou bem a nossa linda e radiante primeira-dama – escreveu mais uma.
O evento deste domingo acontece no Building Museum, às vésperas da posse presidencial, marcada para ocorrer nesta segunda-feira (20), no Capitólio, sede do Poder Legislativo estadunidense.
Comentários