27 de janeiro de 2025 às 11:30
27 de janeiro de 2025 às 07:31
FOTO: AFP
O papa Francisco disse que a Igreja Católica está disposta a aceitar uma data fixa para a Páscoa, visto que o feriado religioso é celebrado em datas diferentes, segundo o calendário religioso usado. “A Igreja Católica está disposta a aceitar a data que todos desejarem, uma data de união”, disse Francisco, na missa que encerrou a semana de oração pela união dos cristãos, no sábado (25).
“De forma providencial, a Páscoa será celebrada neste ano no mesmo dia nos calendários gregoriano e juliano, durante este aniversário ecumênico”, destacou o papa, referindo-se ao Concílio de Niceia, que ocorreu há 1.700 anos e é considerado o primeiro concílio destinado a resolver os problemas entre as Igrejas.
“Renovo meu chamado para que essa coincidência sirva de lembrete a todos os cristãos para darem um passo decisivo rumo à união, e isso em torno de uma data comum para a Páscoa”, concluiu Francisco. A data da celebração da Páscoa é calculada, dependendo da Igreja, segundo o calendário juliano ou gregoriano, o que pode provocar uma diferença de semanas.
27 de janeiro de 2025 às 09:15
27 de janeiro de 2025 às 05:21
FOTO: GETTY
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sugeriu que os palestinos que moram na Faixa de Gaza deveriam deixar a região para “simplesmente limpar” toda a área. A fala veio depois do telefonema com o rei da Jordânia, nesse sábado (25/1).
Trump afirmou que deseja que os moradores de Gaza se mudassem para países vizinhos. Ele destacou que eles poderiam ser deslocados “temporariamente ou por um longo prazo”. A Faixa de Gaza tem 2,3 milhões de habitantes.
“Eu preferiria me envolver com algumas das nações árabes e construir moradias em um local diferente onde eles possam talvez viver em paz para variar. Você está falando de provavelmente 1,5 milhão de pessoas, e nós simplesmente limpamos tudo isso e dizemos: ‘Sabe, acabou’”, disse Trump .
O presidente norte-americano relatou que perguntou ao rei Abdullah se o país aceitaria mais palestinos, já que a Jordânia já abriga 2,4 milhões de refugiados de famílias expulsas em 1948 após a criação de Israel.
“Eu disse a ele: adoraria que você assumisse mais porque estou olhando para toda a Faixa de Gaza agora e está uma bagunça, é uma bagunça de verdade. Gostaria que ele assumisse pessoas”, contou Trump.
Trump também sugeriu o Egito como destino para os moradores de Gaza e afirmou que levantaria a questão com o presidente Abdel Fatah al-Sisi nesse domingo (26/1).
O Egito, desde o início da guerra em 2023, alertou diversas vezes que é contra o deslocamento forçado de palestinos de Gaza e reforçou sua fronteira.
Abdel Fatah al-Sisi disse que qualquer movimento para empurrar pessoas para o Sinai colocaria em risco as relações com Israel, incluindo o tratado de paz de 1979 entre os dois países.
27 de janeiro de 2025 às 08:30
27 de janeiro de 2025 às 05:17
FOTO: REPRODUÇÃO
A origem do coronavírus SARS-CoV-2, causador da pandemia de COVID-19, permanece cercada de incertezas, ainda que diversas teorias tenham sido discutidas desde seu surgimento. Recentemente, a CIA (Agência Central de Inteligência) dos Estados Unidos declarou que o vazamento de laboratório em Wuhan é considerado uma explicação mais provável em comparação com causas naturais. Esse posicionamento, compartilhado também pelo FBI, reflete a complexidade e os desafios enfrentados na determinação de como o vírus se originou.
Essas conclusões derivam de análises intensivas conduzidas pela comunidade de inteligência americana, composta por 18 agências distintas, e foram formalmente divulgadas após a elaboração de um relatório solicitado durante o governo do ex-presidente Joe Biden. As especulações sobre um possível vazamento laboratorial ganharam força, embora não se descartem completamente hipóteses de origem natural.
Qual a origem provável do SARS-CoV-2?
A investigação sobre a origem do SARS-CoV-2 se concentra em duas principais teorias: a de transmissão zoonótica a partir de um mercado em Wuhan e a de um vazamento acidental do Instituto de Virologia de Wuhan. O mercado, que comercializava animais silvestres, foi inicialmente apontado como o epicentro do surto devido à presença de vírus similares em morcegos e pangolins. No entanto, a teoria do vazamento de laboratório ganhou tração, impulsionada por algumas descobertas e especulações sobre práticas de segurança locais.
A conclusão da CIA, de que o vazamento de laboratório seja o cenário mais provável, gerou repercussões variadas. Políticos norte-americanos, sobretudo do Partido Republicano, apoiaram o relatório, destacando a importância de responsabilizar a China. Contudo, a resposta chinesa foi de rejeição a essas alegações, acusando os EUA de usar a pandemia para fins políticos.
As relações diplomáticas foram impactadas, demonstrando a sensibilidade do tema na geopolítica global. A embaixada da China nos Estados Unidos refutou as conclusões, insistindo na narrativa de que as alegações não passam de uma tentativa de politizar a ciência e influenciar a opinião pública.
Continuidade das Investigações e Futuras Revelações
Mesmo com esses desdobramentos, tanto a CIA quanto outras agências permanecem abertas a novas informações que possam surgir. A ciência é um campo em constante evolução, e a origem exata do coronavírus pode manter os investigadores empenhados por anos.
Enquanto isso, a comunidade científica internacional reitera a importância de uma investigação transparente e livre de influências políticas para resolver definitivamente o enigma de como o SARS-CoV-2 passou a infectar humanos. A descoberta das origens do vírus não só remediará questões atuais, mas também proporcionará informações cruciais para prevenir futuras pandemias.
A busca por respostas não é apenas uma questão de curiosidade acadêmica, mas também uma necessidade de melhorar a segurança global e a preparação para pandemias. À medida que mais dados forem analisados e novas pistas forem seguidas, espera-se que um quadro mais claro emerja, unindo governos e cientistas em um esforço comum para proteger a humanidade.
27 de janeiro de 2025 às 03:09
26 de janeiro de 2025 às 17:52
FOTO: GETTY
Horas depois de o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, dizer que só receberia colombianos deportados dos Estados Unidos em voos comerciais, o governo Donald Trump decidiu suspender o funcionamento do departamento de vistos da representação diplomática no país.
Segundo a imprensa colombiana, os EUA anunciaram que, a partir desta segunda-feira (27/1), fecharão a seção de processamento de vistos na Colômbia em retaliação à decisão do presidente colombino de não receber voos de repatriação de nacionais em aviões militares dos EUA, como o voo que chegou no Brasil na sexta (24/1) e está causando atrito diplomático.
“Os EUA não podem tratar os migrantes colombianos como criminosos. Proíbo a entrada de aviões norte-americanos com migrantes colombianos em nosso território”, escreveu Petro no X na madrugada deste domingo (26/1), após virarem notícia os relatos de brasileiros que viajaram acorrentados e denunciaram violência.
Ele disse ainda que os Estados Unidos devem estabelecer “um protocolo para o tratamento digno” dos migrantes antes do recebimento pelo país de origem.
Assim como o Brasil, a Colômbia assinou um acordo com os EUA para o regresso de nacionais repatriados ou deportados, o que acelerou o processo e ampliou a frequência dos voos. Em média, durante alguns meses do ano passado, chegaram pelo menos quatro aviões por mês em território colombiano.
Resposta
Ainda segundo Petro, existem 15.660 americanos estabelecidos irregularmente na Colômbia, que deverão entrar em contato com o serviço de imigração colombiano para regularizar a sua situação. “Os migrantes são seres humanos e sujeitos de direitos e devem ser tratados como tal”, salientou o presidente.
24 de janeiro de 2025 às 13:30
24 de janeiro de 2025 às 06:43
FOTO: GETTY
O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nessa quinta-feira (23) a assinatura de um decreto que ordena a derrubada do sigilo de documentos relacionados às investigações sobre as mortes de Martin Luther King Jr., Robert F. Kennedy e John F. Kennedy. A decisão, amplamente discutida, é parte de um esforço declarado por Trump em prol da “transparência governamental”.
“Os americanos têm direito de saber a verdade sobre os eventos que moldaram nossa história”, declarou Trump em entrevista coletiva, de acordo com o The New York Times. Ele destacou a importância de esclarecer as dúvidas que pairam há décadas sobre essas mortes, frequentemente cercadas por teorias da conspiração.
Os documentos, até então mantidos em sigilo, envolvem uma série de investigações conduzidas por agências como o FBI e a CIA. Eles podem trazer novas informações sobre as circunstâncias por trás das mortes dessas figuras históricas:
John F. Kennedy: Assassinado em 22 de novembro de 1963, em Dallas, Texas, o ex-presidente é até hoje o centro de especulações, apesar do relatório oficial da Comissão Warren ter apontado Lee Harvey Oswald como o único responsável. Segundo o The Washington Post, documentos relacionados podem conter detalhes sobre possíveis envolvimentos de grupos externos ou conspirações internas.
Martin Luther King Jr.: Morto em 4 de abril de 1968, em Memphis, Tennessee, King foi vítima de um tiro disparado por James Earl Ray. No entanto, de acordo com a CNN, dúvidas sobre a responsabilidade de Ray e sobre o papel da vigilância do FBI na época continuam a alimentar pedidos por maior clareza.
Robert F. Kennedy: Assassinado em 5 de junho de 1968, em Los Angeles, Califórnia, Robert Kennedy foi baleado por Sirhan Sirhan. O jornal The Guardian destaca que balísticas conflitantes e relatos de testemunhas levantam questões sobre a possibilidade de um segundo atirador. Reações Mistas
A decisão de Trump gerou reações diversas entre analistas, familiares das vítimas e defensores da transparência. Segundo a NBC News, historiadores elogiam a iniciativa como uma oportunidade de lançar luz sobre alguns dos eventos mais sombrios da história americana. “Essas mortes abalaram a confiança do público nas instituições, e divulgar os documentos pode ajudar a reconstruir parte dessa confiança”, afirmou a historiadora Leslie Grant.
Por outro lado, críticos questionam as intenções por trás do decreto. “Trump sempre usou gestos grandiosos para atrair atenção e distrair de outras questões políticas”, comentou Amanda Hayes, analista política citada pelo Los Angeles Times.
De acordo com o The Associated Press, os arquivos serão liberados pelo Arquivo Nacional em etapas, com as primeiras divulgações previstas para os próximos seis meses. Contudo, as agências de inteligência ainda podem solicitar o bloqueio de materiais específicos, caso julguem que sua divulgação representa uma ameaça à segurança nacional.
24 de janeiro de 2025 às 09:45
24 de janeiro de 2025 às 05:02
FOTO: EFE
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta quinta-feira (23) que está disposto a se reunir “imediatamente” com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, para negociar um acordo de paz na Ucrânia.
– Pelo que ouvi, acho que Putin quer me ver. Eu me encontrarei assim que puder. Quero dizer, imediatamente. Todos os dias que não nos encontramos, homens estão morrendo no campo de batalha – declarou Trump à imprensa no Salão Oval.
Trump também disse que o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, está aberto a um acordo com a Rússia.
– Ele está pronto para negociar um acordo. Ele gostaria de parar. Ele é alguém que perdeu muitos militares, assim como a Rússia – afirmou.
O republicano ressaltou que “seria bom pôr fim a essa guerra. É uma guerra ridícula”.
O presidente americano fez essas declarações horas depois de anunciar em seu discurso no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, que a Ucrânia “está pronta para chegar a um acordo de paz” com a Rússia.
No discurso por videoconferência, Trump também pediu à Arábia Saudita e à Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) que baixem os preços do petróleo para ajudar a acabar com o conflito.
– Neste momento, o preço está alto o suficiente para que a guerra continue. Precisamos baixar o preço do petróleo para acabar com essa guerra – declarou.
O presidente americano observou que “eles deveriam ter feito isso há muito tempo”.
– Na verdade, eles [os produtores] são muito responsáveis, até certo ponto, pelo que está acontecendo na Ucrânia – acrescentou.
Durante seus primeiros dias no cargo, Trump ameaçou a Rússia com mais sanções e tarifas se o país se recusar a concordar em acabar com a guerra na Ucrânia.
24 de janeiro de 2025 às 09:00
24 de janeiro de 2025 às 03:34
FOTO: EFE
O governo Trump instaurou a censura nos sites federais, removendo palavras e expressões como gay, lésbica, bissexual, LGBTQ, HIV, orientação sexual e transgênero. Um levantamento feito pela ONG GLAAD que há quatro décadas monitora a mídia LGBTQIA+, constatou que os tópicos foram apagados logo no início do segundo mandato.
No site oficial da Casa Branca, por exemplo, as menções não estão mais acessíveis desde segunda-feira, quando o presidente foi empossado e assinou uma ordem executiva estabelecendo como política oficial dois sexos —masculino e feminino.
De acordo com o decreto, esses gêneros não são mutáveis e baseiam-se em “realidade fundamental e incontestável.” O texto diz que os dois sexos são definidos na concepção: uma pessoa que produz “a grande célula reprodutiva” seria considerada mulher; e a que produz “a pequena célula reprodutiva”, homem.
Intitulada como “Defendendo as mulheres do extremismo da ideologia de gênero e restaurando a verdade biológica ao governo federal”, a ordem executiva de Trump instrui a remoção de todas as orientações, comunicações, políticas e formulários “de ideologia de gênero radical”.
Estão proibidos o uso de fundos federais, o financiamento público e os programas governamentais para a promoção da “ideologia de gênero”. Passaportes e documentos passam a incluir apenas um dos dois gêneros, impactando diretamente na realidade das pessoas trans. Trata-se de mais um desmonte das políticas do governo Biden, que lançou uma opção de marcador de gênero X no passaporte americano, para pessoas não binárias ou intersexuais.
“Exigir que os passaportes de pessoas transgênero mostrem o sexo que lhes foi atribuído no nascimento efetivamente os expõe como transgêneros sempre que eles tiverem que apresentar o documento”, afirmou a União Americana para Liberdades Civis (ACLU na sigla em inglês).
Casa Branca encerra programas de diversidade e coloca funcionários em licença remunerada Assim que o presidente foi reeleito, a GLAAD passou a catalogar o conteúdo inclusivo nos sites da Casa Branca e de agências do governo federal, prevendo que estas páginas poderiam ser apagadas, tal como ocorreu no primeiro mandato.
Foram detectados 54 links no WhiteHouse.gov, 12 no Departamento de Defesa e o mesmo número no Departamento de Estado, entre outros distribuídos pelos demais órgãos do governo. Mas, desde segunda-feira, estas páginas desapareceram.
Como deduz a presidente da GLAAD, Sarah Kate Ellis, o objetivo do governo é tornar o mais difícil possível, para a comunidade LGBTQIA+, ver-se refletida e ter acesso a recursos federais.
“O presidente afirma ser um forte defensor da liberdade de expressão, mas está claramente comprometido com a censura de qualquer informação que contenha ou esteja relacionada a americanos LGBTQ e às questões que enfrentamos”, completa Sarah. Em outras palavras, a ordem de Trump tem como objetivo excluir da realidade americana os três milhões de cidadãos que se identificam como trans.
24 de janeiro de 2025 às 08:45
24 de janeiro de 2025 às 03:34
FOTO: DIVULGAÇÃO/EFE
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, saiu em defesa de Elon Musk após o empresário ser acusado de fazer um gesto nazista, no dia em que Donald Trump assumiu a presidência dos Estados Unidos. Em uma publicação no X, nesta quinta-feira (23/1), o líder israelense chamou as acusações de difamação.
Gesto nazista
Sempre polêmico, Elon Musk virou um dos principais focos da posse de Donald Trump, no início desta semana, após fazer um gesto semelhante à saudação nazista utilizada pelo Terceiro Reich, na Alemanha de Adolf Hitler. Apesar da repercussão negativa, o bilionário usou ironia para comentar as acusações. Em sua rede social, o X, Musk disse que “ataques do tipo ‘todo mundo é Hitler’ estão tão desgastados”.
De acordo com o premiê, o empresário é “amigo” do país por ter apoiado o “direito de Israel de se defender” contra o Hamas na Faixa de Gaza, guerra que deixou mais de 47 mais palestinos mortos antes do cessar-fogo que entrou em vigor no dia 19 de janeiro.
“Elon Musk está sendo falsamente difamado”, escreveu Netanyahu. “Elon é um grande amigo de Israel. Ele visitou Israel após o massacre de 7 de outubro, no qual terroristas do Hamas cometeram a pior atrocidade contra o povo judeu desde o Holocausto. Desde então, ele tem apoiado repetida e vigorosamente o direito de Israel de se defender contra terroristas genocidas e regimes que buscam aniquilar o único Estado judeu. Agradeço a ele por isso”.
Agradecido pelas palavras do primeiro-ministro de Israel, Musk, hoje chefe do Departamento de Eficiência Governamental (DOGE) do governo Trump, respondeu à mensagem em um curto post.
Comentários