3 de março de 2025 às 08:30
3 de março de 2025 às 06:20
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesse domingo (2/3) a inclusão de cinco criptomoedas em uma nova reserva estratégica do país. A declaração, feita em rede social, teve imediata repercussão no mercado. A cotação do Bitcoin, que vinha amargando forte baixa, subiu mais de 10%, superando a casa dos US$ 90 mil.
“Vou garantir que os Estados Unidos sejam a capital cripto do mundo”, disse Trump, em publicação da rede Truth Social. Em um primeiro post, o republicano afirmou que a reserva seria composta por ativos como o Ripple (XRP), Solana (SOL) e Cardano (ADA).
Um hora depois, adicionou à lista o Bitcoin (BTC) e Ether (ETH). “Adoro o Bitcoin e o Ethereum”, escreveu o presidente na segunda postagem. Trump já havia emitido, em janeiro, uma ordem executiva sobre o tema. Ela, no entanto, não mencionava ativos digitais específicos.
Com o anúncio, o Bitcoin subiu cerca de 10%, ultrapassando US$ 90 mil (R$ 531 mil). O Ether, segundo maior ativo digital, teve alta de 8,3%, negociado a US$ 2,40 (R$ 14). Além disso, a Ripple (XRP) avançou 30%, o Solana 20% e o Cardano 60%.
Altas expectativas
Entre a eleição de Trump, em 6 de novembro, e meados de janeiro, o Bitcoin acumulou uma alta de mais de 50%, atingindo a máxima histórica de US$ 106,1. Ele disparou diante da perspectiva de o novo presidente americano atuar a favor das criptomoedas, o que não vinha ocorrendo sob a gestão do democrata Joe Biden.
Como nenhuma iniciativa nesse sentido havia sido tomada, o ativo digital despencou. Ele acumulou queda de mais de 20%, sendo negociado a US$ 80,3 mil no fim de fevereiro. Agora, a situação se inverteu.
Formalização da reserva
Ainda há dúvidas, contudo, sobre como a nova reserva será criada. De acordo com a Reuters, alguns especialistas acreditam que ela pode ser formalizada por meio do Fundo de Estabilização Cambial do Departamento do Tesouro, que permite a compra ou venda de moedas estrangeiras.
3 de março de 2025 às 03:07
2 de março de 2025 às 15:40
FOTO: DIVULGAÇÃO
O DeepSeek chocou o mundo ao entregar uma inovação inesperada a um preço inacreditável. Mas essa tendência disruptiva não se limita às big techs: ela vem acontecendo silenciosamente no setor farmacêutico.
Em setembro, a Akeso, uma empresa de biotecnologia chinesa pouco conhecida, fundada há quase uma década, abalou o setor de biotecnologia com seu novo medicamento para câncer de pulmão.
O ivonescimab, o novo medicamento, foi considerado em um teste conduzido na China como tendo superado o Keytruda, o medicamento de sucesso desenvolvido pela Merck que arrecadou mais de US$ 130 bilhões (cerca de R$ 769 milhões) em vendas para o gigante americano que dominou o tratamento do câncer.
Os pacientes tratados com o novo medicamento da Akeso passaram 11,1 meses antes que seus tumores começassem a crescer novamente, em comparação com 5,8 meses para o Keytruda, de acordo com dados clínicos divulgados na Conferência Mundial sobre Câncer de Pulmão, um importante fórum médico.
Ao longo de vários dias no início de setembro, as ações da Summit Therapeutics, sediada na Califórnia, parceira da Akeso nos EUA, mais que dobraram para um recorde, de acordo com dados da Refinitiv. A empresa havia licenciado o direito de comercializar o novo medicamento na América do Norte e na Europa.
Na época, embora especialistas tenham dito que foi um momento decisivo para as empresas farmacêuticas chinesas, foi pouco notado fora da indústria. Tudo isso mudou após as façanhas da DeepSeek no início deste ano, que colocaram a atenção internacional em focos de inovação na China – com crescentes implicações globais.
“Eu acredito que a indústria de biotecnologia chinesa desempenhará um papel importante globalmente. E nós [iremos] participar cada vez mais”, disse Michelle Xia, CEO da Akeso, em uma entrevista no mês passado com a BiotechTV.
Em uma declaração enviada à CNN, a Akeso disse que foi um “momento incrivelmente emocionante” ver seu medicamento superar o Keytruda, o medicamento mais vendido do mundo.
“A inovação da Akeso é impulsionada por uma profunda compreensão da biologia da doença e engenharia de proteínas, ao mesmo tempo em que se beneficia do rápido tempo de desenvolvimento e da abundância de talentos de primeira linha na China”, disse.
A ascensão da biotecnologia chinesa
Até a década de 1980, quando a China abriu sua economia, a maioria de suas empresas farmacêuticas eram estatais. Durante a maior parte dos últimos 40 anos, as empresas de biotecnologia chinesas estavam principalmente replicando medicamentos existentes, conhecidos como medicamentos “me-too”.
Mas nos últimos 10 anos, elas começaram a inovar com medicamentos mais avançados que podem competir diretamente com as ofertas ocidentais. E elas assinaram bilhões de dólares em acordos de licenciamento com parceiros ocidentais para levar seus produtos para o resto do mundo.
A AstraZeneca assinou um acordo de US$ 1,92 bilhão (cerca de R$ 11 bilhões) com o CSPC Pharmaceutical Group da China no ano passado para desenvolver medicamentos cardiovasculares, e a Merck tem um acordo de US$ 2 bilhões (cerca de R$ 12 bilhões) com a Hansoh Pharmaceutical da China sobre uma pílula experimental para perda de peso.
“As pessoas sabiam que a indústria de biotecnologia estava crescendo muito rápido na China, mas muito poucas a viam como uma ameaça real aos principais inovadores dos EUA”, disse Rebecca Liang, analista farmacêutica da AB Bernstein.
“Agora a ameaça está se tornando real, porque você começa a ver esses medicamentos de última geração que são uma espécie de salto.”
De acordo com uma nota de pesquisa publicada pela HSBC Qianhai Securities no início deste mês, a China está se tornando um centro de inovação para toda a indústria, com o número de acordos de licenciamento saltando de apenas 46 em 2017 para mais de 200 no ano passado.
O valor total do acordo foi de apenas US$ 4 bilhões (cerca de R$ 23 bilhões) em 2017 e subiu para US$ 57 bilhões (cerca de R$ 337 bilhões) no ano passado, disse.
E números da empresa de inteligência de mercado Mergermarket indicaram que grandes transações farmacêuticas no valor de US$ 50 milhões (cerca de R$ 295 milhões) ou mais envolvendo empresas chinesas cresceram quase 30% em 2024 em comparação com o ano anterior.
Cui Cui, diretor administrativo de pesquisa em saúde da Jefferies, disse que as capacidades de pesquisa e a eficiência de desenvolvimento das empresas de biotecnologia chinesas estão se recuperando, graças a fatores como forte apoio governamental, investimento estrangeiro e uma riqueza de talentos nacionais.
“No passado, [a biotecnologia chinesa] era vista apenas como imitadora, mas no futuro, pode ser capaz de competir com as melhores empresas farmacêuticas globais”, disse Cui à CNN.
Dúvidas em casa
Mas enquanto a conquista da Akeso está causando ondas no exterior, o debate está acirrado na China sobre a qualidade dos medicamentos genéricos produzidos internamente, que têm os mesmos ingredientes a
A desconfiança sobre o histórico de medicamentos produzidos internamente é profunda na China. Essas preocupações se transformaram em alvoroço público no mês passado sobre a suposta qualidade questionável dos medicamentos genéricos chineses, o que levou a uma investigação oficial.
O regulador de saúde da China posteriormente defendeu a segurança dos medicamentos, dizendo que a investigação concluiu que as preocupações com a qualidade eram infundadas.
Vários moradores de Pequim disseram à CNN na semana passada que não estavam familiarizados com a Akeso ou seu novo medicamento e ainda preferiam medicamentos importados.
“Para ser honesto, costumo escolher o medicamento mais caro. Afinal, você recebe o que paga”, disse Gu Zhihao, morador de Pequim, à CNN.
Investidores e reguladores dos EUA questionaram anteriormente a qualidade dos dados de ensaios clínicos coletados na China. Liang disse que a Food and Drug Administration (FDA) dos EUA rejeitou medicamentos desenvolvidos no país no passado porque a configuração do ensaio “não era rigorosa o suficiente”.
O novo medicamento da Akeso, que não é genérico, foi aprovado pelo regulador farmacêutico da China para alguns pacientes com câncer de pulmão. Mas ainda está a anos de distância de ser vendido nos EUA.
Um ensaio global está em andamento para o final deste ano, o que pode provar ainda mais sua eficácia, de acordo com Cui. Se o resultado for sólido, seria mais uma evidência dos avanços que a China fez no desenvolvimento de medicamentos de ponta.
3 de março de 2025 às 03:03
2 de março de 2025 às 15:25
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Elon Musk, braço direito do presidente americano, Donald Trump, declarou-se a favor da saída dos Estados Unidos da Otan e da ONU.
– Eu concordo – escreveu o empresário na rede social X – da qual é proprietário – na noite desse sábado (1º).
A declaração foi dada em resposta a um usuário dos EUA que postou:
– Está na hora de deixar a Otan e a ONU.
Musk, o homem mais rico do mundo, tem enorme influência no governo Trump, onde dirige o Departamento de Eficiência Governamental (DOGE), que é responsável por cortar os gastos do governo.
A oposição democrata denuncia que o diretor executivo da SpaceX e da Tesla tem enorme poder no Executivo, onde liderou a demissão de milhares de funcionários federais, embora não haja qualquer irregularidade em suas ações ou em sua influência.
A posição de Musk sobre Otan e ONU ocorre após a discussão histórica e sem precedentes que Trump e o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, protagonizaram na última sexta-feira (28) no Salão Oval da Casa Branca, diante das câmeras de televisão.
3 de março de 2025 às 03:00
2 de março de 2025 às 15:20
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A única coisa que o Mercosul conseguiu desde sua criação foi enriquecer os grandes industriais brasileiros às custas do empobrecimento dos argentinos”, disse Milei na noite de sábado.
No discurso de abertura da sessão legislativa do Congresso argentino, o presidente falou sobre a “oportunidade histórica” de “estabelecer um acordo comercial com os Estados Unidos”.
“Mas, para aproveitar essa oportunidade histórica que mais uma vez se apresenta para nós, temos que estar dispostos a ser flexíveis ou, se necessário, até sair do Mercosul”, afirmou Milei.
O presidente da Argentina, que atualmente ocupa a presidência do Mercosul, reiterou que cada país deve ser livre para fechar acordos comerciais com quem quiser, sem estar sujeito às restrições impostas pelo bloco regional, que exige negociações em conjunto.
O discurso de Milei veio horas depois de o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, ter defendido a importância de “formar um bloco forte na América do Sul”, independentemente de quem esteja no poder.
Lula afirmou aos jornalistas que é hora de “deixar de lado convergências e divergências pessoais” e compreender que as relações entre os Estados “são algo mais profundo e não mudam, mesmo quando o presidente muda”.
O líder brasileiro ressaltou que, em um mundo dividido em blocos, aqueles que estiverem “mais organizados” poderão obter mais vantagens. Nesse sentido, destacou o acordo entre a União Europeia (UE) e o Mercosul, cujas negociações, que duraram quase 25 anos, foram concluídas em dezembro.
“O acordo que fizemos com a União Europeia não é qualquer acordo. É um acordo que envolve quase 800 milhões de pessoas. É um acordo que movimenta bilhões de dólares. E, se esse acordo der certo e crescer, beneficiará todos os países da América do Sul”, disse Lula.
O acordo UE-Mercosul, criticado por diversos setores e países, especialmente França e Itália, ainda precisa ser aprovado pelo Parlamento e pelo Conselho da UE, assim como pelos congressos dos países do bloco sul-americano, que inclui Brasil, Argentina, Paraguai, Uruguai e, em breve, Bolívia, quando seu processo de adesão for concluído.
Em declarações à imprensa durante a posse do novo presidente do Uruguai, Lula afirmou que a vitória de Yamandú Orsi permitiu “retomar discussões importantes”, como “o fortalecimento do Mercosul” e a “reconstrução da Unasul [União de Nações Sul-Americanas]”.
O líder brasileiro defendeu que a criação desse organismo em Brasília, em 2008, atualmente inativo, representou o melhor momento político, econômico e de inclusão social da América do Sul e da América Latina.
1 de março de 2025 às 03:12
28 de fevereiro de 2025 às 17:02
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O presidente dos Estados Unidos, Donald J. Trump, fez uma declaração contundente nesta sexta-feira, acusando o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, de desrespeitá-lo durante uma reunião no Salão Oval da Casa Branca. O encontro, que tinha como objetivo discutir o futuro da guerra na Ucrânia e um possível acordo de paz, descambou para um embate público entre os dois líderes, expondo tensões crescentes na relação entre Washington e Kiev.
Em comunicado oficial divulgado horas após a reunião, Trump afirmou que o diálogo com Zelensky foi “muito significativo” e revelou aspectos que, segundo ele, só poderiam emergir em um contexto de “fogo e pressão”. No entanto, o tom da declaração rapidamente virou crítica. “Determinei que o presidente Zelensky não está pronto para a paz se a América estiver envolvida, porque ele sente que nosso envolvimento lhe dá uma grande vantagem nas negociações”, escreveu Trump. “Não quero vantagem, quero PAZ.”
O ponto central da controvérsia, conforme o presidente americano, foi o comportamento de Zelensky durante a reunião no Salão Oval, um dos espaços mais simbólicos do poder executivo dos EUA. “Ele desrespeitou os Estados Unidos da América em seu estimado Salão Oval”, declarou Trump, sem detalhar exatamente o que motivou a acusação. O presidente encerrou a nota com um ultimato: “Ele pode voltar quando estiver pronto para a paz.”
Tensão no encontro
A reunião entre Trump e Zelensky, marcada para esta sexta-feira, já era aguardada com expectativa devido às divergências públicas recentes entre os dois líderes. Trump, que desde o início de seu novo mandato em janeiro de 2025 tem defendido uma abordagem de negociação direta com a Rússia para encerrar o conflito na Ucrânia, vinha pressionando Zelensky a aceitar concessões para um cessar-fogo. Por sua vez, o líder ucraniano tem insistido em garantias de segurança dos EUA e rejeitado qualquer acordo que enfraqueça a soberania de seu país.
Fontes próximas à Casa Branca indicam que o clima no Salão Oval azedou quando Zelensky teria questionado a postura de Trump em relação ao apoio militar americano, sugerindo que os EUA estavam mais interessados em explorar recursos minerais ucranianos do que em assegurar a paz. Trump, segundo relatos, teria reagido elevando o tom de voz e acusado Zelensky de ingratidão, apontando os bilhões de dólares em ajuda enviados à Ucrânia nos últimos anos.
Contexto delicado
A acusação de desrespeito vem em um momento crítico para as relações entre os dois países. Nos últimos dias, Trump intensificou suas críticas a Zelensky, chegando a chamá-lo de “ditador sem eleições” em referência ao adiamento das eleições ucranianas devido à lei marcial em vigor desde a invasão russa em 2022. Em contrapartida, Zelensky tem cobrado um papel mais ativo dos EUA nas negociações de paz, alertando que qualquer acordo sem garantias sólidas poderia abrir caminho para novos ataques russos.
A Casa Branca vinha negociando um acordo que daria aos EUA acesso a minerais de terras raras na Ucrânia em troca de suporte contínuo, mas as discussões parecem ter naufragado após o encontro de hoje. A declaração de Trump sugere que, por ora, ele está disposto a dar um passo atrás na mediação do conflito, colocando a responsabilidade sobre Zelensky para retomar o diálogo.
Repercussão
A oposição nos EUA já começou a reagir. Líderes democratas criticaram Trump por “abandonar um aliado em meio a uma guerra”, enquanto aliados do presidente elogiaram sua postura firme. “Trump está certo em exigir respeito. Os EUA não podem ser tratados como um caixa eletrônico por nações que não apreciam nosso apoio”, disse um senador republicano próximo ao governo.
Na Ucrânia, o governo ainda não respondeu oficialmente à declaração de Trump, mas analistas preveem que a relação bilateral pode entrar em uma fase de esfriamento. Enquanto isso, o mundo observa se o impasse no Salão Oval terá impactos duradouros na busca por uma solução para a guerra que já dura três anos.
1 de março de 2025 às 03:11
28 de fevereiro de 2025 às 16:47
FOTO: DIVULGAÇÃO
Matthew Hertgen, ex-jogador de futebol universitário da Universidade Princeton nos Estados Unidos, foi acusado de assassinar e comer o olho do próprio irmão, Joseph Hertgen, de 26 anos. O crime ocorreu no estado de Nova Jersey e foi revelado pelo jornal The New York Post.
Segundo a polícia local, Hertgen, de 31 anos, utilizou uma lâmina e um taco de golfe para cometer o homicídio, por volta das 23h do último sábado (22/2). Ele próprio acionou as autoridades, alegando um incêndio em seu apartamento no luxuoso condomínio Michelle Mews.
No local, os policiais encontraram o corpo de Joseph sem um dos olhos, além de uma faca, garfo e prato cobertos de sangue. O gato do suspeito também foi encontrado carbonizado.
De acordo com as autoridades locais, Matthew Hertgen irá a julgamento e pode enfrentar pena de prisão perpétua.
1 de março de 2025 às 03:10
28 de fevereiro de 2025 às 16:49
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A saúde do papa Francisco está bem debilitada e preocupa católicos por todo o mundo. Nesta sexta-feira (28/02), Vaticano informou que a saúde dele sofreu uma emergência “repentina”, devido a uma nova crise respiratória, mas ele respondeu bem à administração de ar e permanentemente consciente. O pontífice está internado há duas semanas no hospital Gemelli, em Roma.
Caso Francisco deixe o cargo, é realizado um Conclave, que é um processo secreto pelo qual os cardeais da Igreja Católica Romana elegem um novo papa. De acordo com as regras estabelecidas pelo papa João Paulo II em 1996, o Conclave deve começar entre 15 e 20 dias após a morte ou renúncia do papa anterior. Somente os cardeais com menos de 80 anos de idade podem participar. Eles são os principais conselheiros do Papa e são escolhidos por ele para ajudar a governar a igreja. Segundo fontes do Vaticano, atualmente, existem cerca de 220 cardeais no mundo, mas apenas cerca de 120 deles têm menos de 80 anos de idade e, portanto, são elegíveis.
Teoricamente, não há favoritos. A escolha é feita durante o Conclave e um cardeal deve receber dois terços dos votos para ser eleito. Mas segundo o Catholic Herald, jornal mensal católico de Londres, há sim alguns candidatos fortes para a sucessão. Nos bastidores, segundo o jornal, têm discutido a nomeação de um papa conservador. O filipino Luis Antonio Tagle tem sido apontado como um dos preferidos para a sucessão nos últimos anos.
O Catholic Herald também aponta outros nomes, como o cardeal italiano Pietro Parolin, atual secretário de Estado do Vaticano considerado “moderado” nos bastidores, e Fridolin Ambongo, da República Democrática do Congo, que preside o Simpósio das Conferências Episcopais da África e Madagascar. Os cardeais Marc Ouellet, do Canadá, Peter Erdö, da Hungria, e Matteo Zuppi, da Itália, também são considerados fortes candidatos para assumir o posto no Vaticano.
1 de março de 2025 às 03:06
28 de fevereiro de 2025 às 16:37
FOTO: EFE
O papa Francisco sofreu nessa sexta-feira (28) uma crise “isolada” de broncoespasmo e uma piora “repentina” de sua condição respiratória, embora tenha respondido bem à terapia, informou a Santa Sé à imprensa.
O pontífice de 88 anos teve um episódio de vômito com inalação, agravando sua condição respiratória, no início da tarde desta sexta.
Ele iniciou ventilação mecânica não invasiva, respondendo bem à troca de gases. Ainda segundo a nota, o papa “permaneceu consciente e colaborou com os procedimentos médicos”.
Francisco foi internado no dia 14 de fevereiro devido a uma bronquite com infecção polimicrobiana, que evoluiu para uma pneumonia bilateral, um quadro que preocupava principalmente por sua idade e porque parte de um dos seus pulmões foi removido quando era jovem.
Nesta quinta (27), o religioso realizou fisioterapia respiratória conforme prescrito nos últimos dias, mas também respeitou o repouso obrigatório determinado desde o dia em que foi internado. À tarde, ele foi rezar na capela do apartamento privado que os papas têm no décimo andar da Policlínica Gemelli, onde os fiéis levaram flores e velas para lhe desejar uma rápida recuperação.
Depois, se dedicou, como nos últimos dias, às tarefas de trabalho, como estudar e assinar documentos. Até o momento, todos os eventos da agenda deste sábado (1º) de Francisco foram cancelados, assim como a oração do Angelus no domingo (2).
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