SELO BLOG FM (4)

Categoria: Mundo

Zelensky sobre prisão de Maduro: “EUA sabem o que fazer a seguir”

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O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, fez uma piada em referência a uma possível intervenção futura dos EUA na Rússia, ao ser questionado por um jornalista sobre a ação na Venezuela, neste sábado (3) e a prisão do presidente Nicolas Maduro.

– O senhor poderia comentar sobre a situação na Venezuela? Como devemos reagir? – perguntou o repórter ucraniano.

– Bom, o que eu posso dizer? Se é possível lidar assim com ditadores, então os EUA sabem o que fazer a seguir – afirmou, arrancando risos dos jornalistas, numa referência velada a uma possível intervenção na Rússia de Vladimir Putin.

No entanto, desde que a Rússia invadiu a Ucrânia, Zelensky segue governando sem convocar novas eleições.

O comentário foi feito em uma entrevista coletiva realizada após uma reunião de segurança nacional com conselheiros de outros países europeus. O vídeo foi publicado na rede social X pelo repórter Sam Pancher, do site Metrópoles.

O presidente da Venezuela, Nocolás Maduro, foi preso na manhã deste sábado, 3, por forças especiais americanas sob a acusação de tráfico de drogas e levado para os EUA. O país foi bombardeado.

Em uma entrevista coletiva, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que o país pretende assumir temporariamente o governo da Venezuela para garantir um período de transição tranquilo e também que “vão controlar as reservas de petróleo” do país da América Latina.

Pleno News

Após ataque na Venezuela, Trump diz que operação na Colômbia seria ‘boa ideia’ e critica Petro

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou neste domingo (4) a Colômbia com uma possível ação militar, um dia após a ofensiva americana na Venezuela que resultou na captura de Nicolás Maduro e de sua esposa.

Em declarações a jornalistas a bordo do avião presidencial, Trump criticou o presidente colombiano, Gustavo Petro, acusando o país de produzir e exportar cocaína para os EUA. “Ele não vai continuar fazendo isso por muito tempo”, afirmou.

Questionado sobre uma eventual operação militar, Trump disse que uma “Operação Colômbia” seria “uma boa ideia”. O presidente americano também mencionou o México, ao citar o tráfico de drogas, e afirmou que Cuba “parece prestes a ruir” sem necessidade de intervenção externa.

Blog do BG

Futuro da Venezuela: UE defende decisão do povo após captura de Maduro

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A União Europeia afirmou, neste domingo (4), que o futuro da Venezuela deve ser definido exclusivamente pelo povo venezuelano. A declaração foi divulgada após a captura do ditador Nicolás Maduro pelos Estados Unidos e reforça a posição do bloco em defesa de uma transição democrática pacífica. Primeiramente, a UE destacou que respeitar a vontade popular continua sendo o único caminho para restaurar a democracia no país sul-americano.

O posicionamento conta com o apoio de 26 Estados-membros do bloco europeu. Além disso, a nota reafirma que Nicolás Maduro não possui legitimidade como presidente democraticamente eleito. Segundo a União Europeia, qualquer solução para a crise atual precisa respeitar a soberania venezuelana e ser conduzida pelos próprios cidadãos do país, sem imposições externas.

Ainda no comunicado, o bloco europeu apelou à calma e à moderação de todos os atores envolvidos. Dessa forma, a UE busca evitar uma escalada do conflito e garantir uma saída negociada e pacífica. Ao mesmo tempo, o texto ressalta que os princípios do direito internacional e a Carta das Nações Unidas devem ser respeitados em todas as circunstâncias.

Futuro da Venezuela e a transição democrática

A União Europeia voltou a defender uma transição pacífica para a democracia liderada pelos venezuelanos. Conforme o documento, somente um processo inclusivo e negociado poderá devolver estabilidade política e institucional ao país. Por outro lado, o bloco alertou que violações de direitos humanos e repressões políticas aprofundam a crise e dificultam qualquer avanço concreto.

Além disso, a UE cobrou a libertação imediata e incondicional de todos os presos políticos detidos na Venezuela. Segundo o texto, respeitar os direitos humanos é essencial neste momento crítico. Como resultado, a pressão internacional tende a aumentar para que mudanças efetivas ocorram no cenário político venezuelano.

A nota também aborda o combate ao crime organizado transnacional e ao tráfico de drogas. Embora reconheça a gravidade dessas ameaças globais, a União Europeia reforçou que tais desafios devem ser enfrentados por meio de cooperação internacional, sempre em respeito à soberania e à integridade territorial dos países envolvidos.

Veja a íntegra da nota:

“Esta declaração conta com o apoio de 26 Estados-Membros da UE (Áustria, Bélgica, Bulgária, Croácia, Chipre, Chéquia, Dinamarca, Estónia, Finlândia, França, Alemanha, Grécia, Irlanda, Itália, Letónia, Lituânia, Luxemburgo, Malta, Países Baixos, Polónia, Portugal, Roménia, Eslováquia, Eslovénia, Espanha e Suécia).

A União Europeia apela à calma e à moderação por parte de todos os intervenientes, para evitar a escalada do conflito e garantir uma solução pacífica para a crise.

A UE recorda que, em todas as circunstâncias, os princípios do direito internacional e a Carta das Nações Unidas devem ser respeitados. Os membros do Conselho de Segurança das Nações Unidas têm uma responsabilidade particular em defender esses princípios, enquanto pilar da arquitetura de segurança internacional.

A UE afirmou repetidamente que Nicolás Maduro não possui a legitimidade de um presidente democraticamente eleito e defendeu uma transição pacífica para a democracia liderada pelos venezuelanos, respeitando sua soberania. O direito do povo venezuelano de determinar seu próprio futuro deve ser respeitado.

A UE partilha a prioridade de combater o crime organizado transnacional e o tráfico de droga, que representam uma ameaça significativa para a segurança a nível mundial. Ao mesmo tempo, a UE salienta que estes desafios devem ser enfrentados através de uma cooperação sustentada, em pleno respeito pelo direito internacional e pelos princípios da integridade territorial e da soberania.

Mantemos contato próximo com os Estados Unidos, bem como com parceiros regionais e internacionais, para apoiar e facilitar o diálogo com todas as partes envolvidas, visando uma solução negociada, democrática, inclusiva e pacífica para a crise, liderada pelos venezuelanos.

Respeitar a vontade do povo venezuelano continua sendo a única maneira de a Venezuela restaurar a democracia e resolver a crise atual.

Neste momento crítico, é essencial que todos os atores respeitem integralmente os direitos humanos e o direito internacional humanitário. Todos os presos políticos atualmente detidos na Venezuela devem ser libertados incondicionalmente.

As autoridades consulares dos Estados-Membros da UE estão a trabalhar em estreita coordenação para proteger a segurança dos cidadãos da UE, incluindo os que se encontram detidos ilegalmente na Venezuela.”

SBT News

EUA suspendem restrições no espaço aéreo do Caribe

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Os Estados Unidos suspenderam, neste domingo (4), as restrições impostas ao espaço aéreo do Caribe. O anúncio foi feito pelo secretário de Transportes dos EUA, Sean Duffy.

Segundo Sean, as companhias aéreas foram comunicadas de que os voos poderiam ser retomados gradualmente, à medida que os horários fossem atualizados nos sistemas.

Após a liberação, empresas como United Airlines, American Airlines, Spirit e Delta iniciaram os preparativos para restabelecer as operações na região ainda neste domingo.

Além das empresas norte-americanas, companhias aéreas europeias e sul-americanas também cancelaram voos nos últimos dias.

As suspensões ocorreram depois do cancelamento de centenas de operações por grandes empresas aéreas, em meio ao aumento da tensão internacional provocado pela ofensiva dos Estados Unidos à Venezuela, que resultou na captura do narcoditador venezuelano, Nicolás Maduro, no sábado (3).

Diário do Poder

Trump diz que vice da Venezuela pode pagar preço maior que Maduro

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez um alerta à vice do regime da Venezuela, Delcy Rodríguez, após a captura de Nicolás Maduro.

“Se ela não fizer o que é certo, vai pagar um preço muito alto, provavelmente maior do que o próprio Maduro”, disse Trump à revista The Atlantic neste domingo (4).

A Suprema Corte da Venezuela ordenou que Rodríguez assuma os poderes e deveres de presidente interina após a deposição de Maduro pelos EUA.

Também neste domingo, os militares venezuelanos criticaram a operação dos EUA e reafirmaram apoio para que Rodríguez comande o país interinamente.

Trump tem enfrentado críticas de sua base de apoiadores mais fiéis devido à intervenção na Venezuela. Assim, durante a entrevista, ele defendeu a “mudança de regime” no país sul-americano.

“Sabe, reconstruir e mudar o regime, chame como quiser, é melhor do que a situação atual. Não pode piorar”, afirmou.

Nova ameaça sobre a Groenlândia

Trump também reiterou acreditar que a aquisição da Groenlândia é necessária para a defesa dos Estados Unidos.

“Precisamos da Groenlândia, com certeza. Precisamos dela para a defesa”, disse.

Isso ocorre depois que Katie Miller, aliada de Trump e esposa de Stephen Miller, chefe de gabinete adjunto da Casa Branca para políticas, publicar no X uma imagem do mapa da Groenlândia sobreposta à bandeira americana, escrevendo: “EM BREVE”.

CNN Brasil

Conselheiro de Trump xinga Lula após crítica do Brasil aos EUA

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O conselheiro do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, Jason Miller, atacou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva neste domingo (4), após o Brasil criticar a ação militar americana na Venezuela e a captura de Nicolás Maduro.

Em publicação na rede social X, Miller reagiu à posição do governo brasileiro e usou linguagem ofensiva ao comentar a nota oficial do Planalto.

– Vai se f****, Lula. Agora todos nós sabemos qual é a sua posição! “Brasil afirma que EUA cruzaram ‘linha inaceitável’ na Venezuela enquanto autoridades monitoram a fronteira” – escreveu.

A crítica ocorreu depois de Lula se manifestar publicamente contra a atuação dos Estados Unidos no país vizinho. Neste sábado (3), o presidente brasileiro classificou os ataques como uma violação do direito internacional.

– Atacar países, em flagrante violação do direito internacional, é o primeiro passo para um mundo de violência, caos e instabilidade, onde a lei do mais forte prevalece sobre o multilateralismo — afirmou Lula, em nota oficial pelas redes sociais.

O governo brasileiro chamou a ação americana de “afronta gravíssima” após o anúncio da captura de Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores.

Maduro é acusado pela Justiça dos Estados Unidos desde 2020 por crimes de narcoterrorismo, conspiração para importar cocaína para o país e delitos relacionados ao uso de armas automáticas.

Pleno News

China pede liberação imediata de Maduro e fala em “preocupação”

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A China expressou neste domingo (4) “grave preocupação” com a captura do ditador venezuelano Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, por parte dos Estados Unidos, pediu sua “libertação imediata” e exigiu que a crise seja resolvida por meio de “diálogo e negociação”, segundo um comunicado do Ministério das Relações Exteriores do país asiático.

Pequim manifestou sua “grave preocupação” pelo fato de Washington “ter se apoderado pela força” do ditador e de sua esposa e os ter transferido para fora do país. Segundo o porta-voz da chancelaria chinesa, as ações dos Estados Unidos “violam claramente o direito internacional e as normas básicas que regem as relações internacionais”.

O comunicado, publicado na página do ministério, acrescentou que estas atuações minam a soberania venezuelana. Nesse contexto, a China instou Washington a “garantir a segurança pessoal” de Maduro e Flores, a “libertá-los imediatamente”, a “deixar de minar o governo venezuelano” e a “resolver a questão mediante o diálogo e a negociação”, sem anunciar medidas adicionais.

A mensagem foi divulgada após o presidente americano, Donald Trump, anunciar que Maduro e sua esposa, Cilia Flores, foram capturados em Caracas e levados aos Estados Unidos, onde o venezuelano passou sua primeira noite detido no centro federal Metropolitan Detention Center (MDC), no Brooklyn.

Enquanto isso, em Caracas, a vice-presidenta Delcy Rodríguez assumiu de forma interina a chefia do Executivo por ordem do Tribunal Supremo de Justiça da Venezuela. A China mantém uma estreita relação diplomática e econômica com a Venezuela, reforçada durante os mandatos de Xi Jinping.

Nas últimas horas, Pequim havia emitido um aviso consular desaconselhando seus cidadãos de viajarem para a Venezuela diante da deterioração da segurança, sem entrar, naquele momento, em avaliações políticas sobre a operação americana.

Pleno News

Maduro se diz disposto a negociar ‘acordo’ com Trump para encerrar crise

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Em meio ao agravamento da crise na América Latina, o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, afirmou estar disposto a dialogar com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A declaração foi feita em entrevista ao jornalista Ignacio Ramonet, publicada na quinta-feira (1º).

Segundo Maduro, o governo venezuelano está aberto a conversas formais com Washington, especialmente sobre o combate ao narcotráfico. Ele afirmou que já comunicou essa disposição a representantes norte-americanos.

Os dois líderes chegaram a conversar no fim de novembro de 2024. De acordo com Maduro, o contato foi “agradável”, mas os desdobramentos posteriores não corresponderam às expectativas.

Desde então, Trump intensificou o discurso e a presença militar dos EUA na América Latina e no Caribe. No fim de dezembro, o presidente norte-americano anunciou o primeiro ataque direto contra território venezuelano, que teria atingido um porto supostamente usado pelo tráfico de drogas.

A ofensiva faz parte da operação Lança do Sul, iniciada em agosto de 2024, que envolve navios de guerra, fuzileiros navais, o porta-aviões USS Gerald R. Ford, submarino nuclear e caças F-35. Mais de 20 embarcações já foram bombardeadas, embora os EUA não tenham divulgado provas de ligação com o narcotráfico.

Maduro é o principal alvo das acusações de Trump, que o aponta como líder do cartel de Los Soles, classificado recentemente pelos EUA como organização terrorista. O presidente norte-americano também acusa Caracas de desviar petróleo para financiar o regime venezuelano.

Blog do BG