6 de março de 2025 às 14:30
6 de março de 2025 às 11:03
FOTO: EFE
Nessa quarta-feira (5), o secretário de Defesa americano, Pete Hegseth, disse que os Estados Unidos estão “preparados” para uma possível guerra com a China. Ele deu declarações horas depois que o gigante asiático falou que estava pronto para qualquer tipo de guerra com os Estados Unidos.
– Estamos preparados. Aqueles que anseiam pela paz estão se preparando para a guerra. É por isso que estamos reconstruindo nossas forças armadas – disse Hegseth.
O comentário ocorreu durante entrevista ao programa Fox & Friends, da emissora Fox News.
Hegseth respondeu assim a uma postagem na rede social X da embaixada chinesa nos Estados Unidos, que indicava que se a China “quiser uma guerra, seja uma guerra tarifária, uma guerra comercial ou qualquer outro tipo de guerra”, os EUA estão “preparados para lutar até o fim”.
A publicação asiática, por sua vez, reagia às tarifas de 20% impostas pelo presidente dos EUA, Donald Trump, sobre produtos da China, que entraram em vigor na terça-feira, juntamente com as taxas de importação de 25% sobre México e Canadá.
O secretário também disse à Fox News que o ethos guerreiro dos Estados Unidos se deve ao fato de “vivermos em um mundo perigoso com países poderosos e ideologicamente muito diferentes” que estão “aumentando rapidamente os gastos com defesa e tecnologia moderna”.
– Se quisermos impedir uma guerra com os chineses ou outros, temos que ser fortes – comentou.
No entanto, ele enfatizou que Trump tem um bom relacionamento com o presidente chinês, Xi Jinping, e afirmou que o país não está buscando a guerra, mas que seu trabalho como secretário de Defesa é garantir que “estejam preparados”.
– Gastos com defesa, capacidades, armas e postura no Indo-Pacífico é algo em que estamos muito concentrados – observou.
6 de março de 2025 às 10:45
6 de março de 2025 às 09:09
FOTO: EFE
Do amanhecer até o anoitecer, turistas e peregrinos participam na procissão perpétua de visitantes diante da basílica de São Pedro. Mas o tempo parece suspenso no Vaticano sem o papa Francisco, cuja hospitalização leva incerteza para a Igreja Católica.
“Zona cinzenta”, “hesitação”: nas últimas três semanas, o menor Estado do mundo entrou em uma situação delicada de incerteza na qual cada funcionário tenta prosseguir com suas atividades sem saber o que enfrentará no dia seguinte.
À primeira vista, nada parece anormal. Os visitantes caminham pela avenida da Reconciliação, perto dos fiéis que cantam atrás de um crucifixo pelo Jubileu, o “Ano Santo” da Igreja.
Mas a alguns metros de distância, jornalistas fazem entradas ao vivo em diversas emissoras de televisão em múltiplas línguas. “É por causa do papa?”, pergunta uma criança de mãos dadas com o pai.
O pontífice argentino de 88 anos, normalmente hiperativo, não aparece em público desde 14 de fevereiro, quando foi internado no Hospital Gemelli, em Roma, por uma pneumonia bilateral.
A janela do palácio apostólico, da qual o papa recita o Angelus a cada semana, permanece fechada há três domingos, o que não havia acontecido desde sua eleição em 2013. Os dias no Vaticano transcorrem ao ritmo dos boletins médicos que informam pela manhã e à noite sobre o estado de saúde do jesuíta argentino.
Na sala de imprensa, os correspondentes da Santa Sé trocaram a sutileza do direito canônico por termos médicos, que incluem palavras como “broncoespasmos” e “oxigenoterapia”.
“Montanha-russa”
No interior da cidade-Estado, a vida avança em duas velocidades. Os departamentos vinculados às atividades do papa foram os primeiros afetados.
“Estamos em serviço mínimo”, explica à reportagem o cabo Eliah Cinotti, porta-voz da Guarda Suíça, responsável pela segurança papal.
“Os serviços extraordinários (missas, audiências, recepções de embaixadores e serviços de Estado) estão em queda livre. É um período de latência, que lembra o fim da covid, quando tudo voltava lentamente”, acrescenta.
Na Cúria, a administração central da Santa Sé, que coordena as atividades da Igreja em todo o planeta, os temas seguem seu curso. Embora o retrato de Francisco esteja pendurado nas paredes, os dicastérios (ministérios) trabalham com grande autonomia.
Mas as recentes crises respiratórias do papa, que prossegue com prognóstico “reservado”, dificultam as projeções a médio prazo.
“Há uma desaceleração por não sabermos o que o amanhã nos reserva. Vivemos dia a dia, não tiramos férias”, afirma uma fonte vaticana que pediu anonimato.
“Há momentos em que temos muito medo, outros em que nos dizemos que ele está subindo a colina. É como uma montanha-russa e é muito estressante”, afirma.
Ambiente tenso
O Vaticano já viu de tudo. Entre maio e agosto de 1981, o papa João Paulo II passou 77 dias no Gemelli após sobreviver a uma tentativa de assassinato.
Quanto mais prolongada, mais incertezas gera a hospitalização de Francisco, a mais longa de seu papado, o que alimenta as eternas especulações sobre uma possível renúncia e as medidas de preparação de um futuro conclave. No entanto, falar de futuro papado com o pontífice ainda vivo é um tabu, algo considerado indecente por alguns.
“Seria algo fora de propósito”, afirma um funcionário da Secretaria de Estado. “A verdade é que ninguém sabe nada”, acrescenta.
“É uma situação estranha”, confirma o vaticanista italiano Marco Politi. “Não é o momento para que os cardeais se reúnam em segredo, planejem o futuro, porque também há certa elegância na alta hierarquia católica”.
Mas, enquanto os fiéis rezam, cantam e colocam velas à noite na praça de São Pedro por Francisco, nas entranhas do Vaticano se preparam para qualquer cenário.
“Estamos em uma situação de crise”, diz uma fonte diplomática europeia perto do Vaticano, que admite ter “revisado os perfis para o conclave”.
Do hospital, Jorge Bergoglio envia sinais para demonstrar que continua no comando: escreve aos fiéis, conversa com seus colaboradores e assina decretos.
Contudo, na Quarta-feira de Cinzas, que marca o início da Quaresma, ele estava em seu quarto no hospital e não participou da missa na basílica de Santa Sabina, na colina Aventino de Roma.
Sua presença nas festividades da Semana Santa, daqui a 40 dias, ainda é uma incógnita.
6 de março de 2025 às 10:15
6 de março de 2025 às 09:06
FOTO: EFE
Empresários estão pagando milhões para participar de jantares com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na mansão dele em Mar-a-Lago, na Flórida.
De acordo com uma reportagem do site Wired, uma reunião individual com Trump pode custar US$ 5 milhões. Eventos em que há outros convidados, como um jantar com o presidente recentemente organizado pelo comitê político Maga Inc., custam US$ 1 milhão por pessoa, ainda segundo o portal.
A Casa Branca não retornou o pedido de comentário da Wired.
Um convite para o evento organizado pelo Maga Inc. obtido pela Wired dizia que Trump apareceria no evento como um dos palestrantes e não pediria doações. A agenda constou na lista de compromissos oficiais do republicano.
Segundo a publicação, não há detalhes sobre o destino dos recursos arrecadados. Mas uma pessoa com conhecimento do assunto disse a ela que o dinheiro será utilizado para a construção de uma biblioteca presidencial dedicada a Trump após o fim de seu mandato, reunindo arquivos e itens do presidente.
Não é incomum que presidentes organizem eventos de arrecadação de fundos, incluindo aqueles que, como Trump, não podem se candidatar a mais um mandato. Mas a natureza, o local e o preço dos jantares com o republicano preocupam especialistas.
Ainda à Wired, Don Moynihan, professor de políticas públicas na Universidade de Michigan, disse não se lembrar de outros casos de presidentes em exercício que pediram milhões de dólares a doadores em suas primeiras semanas de sua administração.
Ele afirma que empresários que se dispõem a pagar essas quantias esperam ser em certa medida favorecidas pelo governo. “Parece não haver uma linha clara entre os negócios de Trump e a Presidência”, afirma Moynihan.
6 de março de 2025 às 09:00
6 de março de 2025 às 08:13
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Em uma escalada de declarações controversas, o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, utilizou suas redes sociais para emitir ameaças diretas à população de Gaza e aos líderes do Hamas. As declarações ocorrem em um momento crítico, com negociações de cessar-fogo em curso e divergências sobre a extensão da trégua.
Trump, em sua publicação na plataforma Truth Social, direcionou-se aos habitantes de Gaza, alertando para um “futuro maravilhoso” condicionado à libertação imediata dos reféns remanescentes do conflito. A mensagem do ex-presidente foi clara: “Se o fizerem, vocês estão MORTOS! Façam uma escolha INTELIGENTE. LIBERTEM OS REFÉNS AGORA, OU PAGARÃO UM PREÇO ALTO DEPOIS!”.
O ex-presidente também exigiu que o Hamas devolva os corpos das vítimas do ataque de 7 de outubro de 2023, que desencadeou o conflito. “Este é o seu último aviso! Para os líderes (do Hamas), agora é o momento de deixar Gaza, enquanto ainda têm uma chance”, acrescentou Trump, sinalizando apoio irrestrito a Israel: “Estou enviando a Israel tudo o que precisa para terminar o trabalho, e nenhum membro do Hamas estará seguro”.
As declarações de Trump foram corroboradas pelo senador Marco Rubio, que afirmou que o ex-presidente “não diz esse tipo de coisa se não estiver falando sério”. Rubio, em entrevista à Fox News, alertou o Hamas para levar as ameaças a sério.
As ameaças de Trump coincidem com a revelação de contatos diretos entre os Estados Unidos e o Hamas, uma mudança na política de Washington em relação a organizações consideradas terroristas. A Casa Branca confirmou as conversas, justificando-as pela necessidade de proteger vidas de cidadãos americanos.
Apesar dos contatos, o governo israelense expressou suas ressalvas sobre as conversas diretas com o Hamas. O chefe do Estado-Maior israelense, Eyal Zamir, afirmou que o objetivo de eliminar o Hamas em Gaza “ainda não foi alcançado”, enquanto o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu reiterou sua “determinação em vencer”.
As tensões aumentam em meio a divergências sobre a extensão da trégua. Israel busca a “desmilitarização total” de Gaza e a libertação de todos os reféns antes de avançar para uma nova etapa do acordo, enquanto o Hamas busca um cessar-fogo permanente.
A situação humanitária em Gaza também se agrava, com a suspensão da entrada de ajuda humanitária por Israel, denunciada por países como a França na ONU.
6 de março de 2025 às 05:31
6 de março de 2025 às 05:35
FOTO: GETTY
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, destacou em discurso ao Congresso, na última terça-feira (4), as medidas de seu segundo mandato contra políticas de diversidade e ideologia de gênero.
O presidente defendeu o reconhecimento exclusivo dos gêneros masculino e feminino e criticou a inclusão de pautas transgênero nas escolas.
“Minha administração também está trabalhando para proteger nossas crianças de ideologias tóxicas em nossas escolas.”, declarou o republicano.
Trump mencionou o caso de January Littlejohn, mãe que processou uma escola por supostamente incentivar a transição social de sua filha sem consentimento dos pais.
“Alguns anos atrás, January Littlejohn e seu marido descobriram que a escola de sua filha havia feito a transição social secreta de sua garotinha de 13 anos. Professores e administradores conspiraram para enganar January e seu marido enquanto encorajavam sua filha a usar um novo nome e pronomes. Pronome they/them, na verdade. Tudo sem avisar January, ela estava aqui esta noite e agora é uma corajosa defensora contra essa forma de abuso infantil. January, obrigado.”, afirmou Trump.
O republicano também afirmou que esse caso o motivou, logo após reassumir o cargo, assinar uma ordem executiva proibindo o ensino de ideologia transgênero nas escolas públicas.
“Histórias como essa são o motivo pelo qual, logo após assumir o cargo, assinei uma ordem executiva proibindo escolas públicas de doutrinar nossas crianças com ideologia transgênero”, disse.
Além disso, o presidente anunciou o corte de financiamento para instituições que realizem procedimentos de mudança de sexo, o que ele chamou de “mutilação sexual de jovens”.
O presidente pediu ao Congresso que aprove uma lei proibindo e criminalizando permanentemente a mudança de sexo em crianças. Segundo o republicano, essa medida acabaria “para sempre com a mentira” de que uma criança pode estar no corpo errado. “Você é perfeita exatamente do jeito que Deus a fez”, declarou.
Trump reafirmou sua oposição à chamada “ideologia woke”, alegando que sua administração está encerrando essa influência no país.
“Wokeness é problema, wokeness é ruim, acabou. Passou. E nos sentimos muito melhor por isso”, disse.
5 de março de 2025 às 17:45
5 de março de 2025 às 15:21
FOTO: REPRODUÇÃO
Uma fisiculturista de apenas 20 anos morreu durante a Arnold Sports Festival, nos Estados Unidos. Jodi Vance sofreu uma desidratação severa e o coração dela não resistiu.
A morte de Jodi foi confirmada pela sua família nas redes sociais. De acordo com as informações, Jodi passou mal e foi levada para um hospital. Os médicos chegaram a fazer manobras de ressuscitação, mas sem sucesso.
A Arnold Sports Festival é um dos principais eventos de fisiculturismo e leva o nome do ator Arnold Schwarzenegger, um dos fundadores do evento. O grupo informou que Jodi não estava competindo profissionalmente, e também não fazia parte dos expositores. No entanto, não foi divulgado se ela estava entre os fisiculturistas amadores.
– Da família e entes queridos de Jodi: para aqueles que ainda não ouviram, Jodi faleceu ontem à tarde. Seu coração parou devido a complicações de desidratação grave. Apesar de todos os esforços do hospital, eles não conseguiram reanimá-la. Ela era uma pessoa linda por dentro e por fora e fará falta todos os dias. Isso foi repentino e inesperado. Por favor, dê tempo à família dela para processar essa perda em paz. Se alguém tirar alguma coisa disso, por favor, coloque sua saúde em primeiro lugar – diz o comunicado da família.
Antes das competições de fisiculturismo, os competidores costumam consumir muita água e, nos dias que antecedem o evento, passam pela desidratação. A prática é feita para diminuir ao máximo a retenção de líquido pelo corpo e, assim, deixar os músculos com mais evidência e definição.
5 de março de 2025 às 16:45
5 de março de 2025 às 15:31
FOTO: DIVULGAÇÃO
O advogado Paulo Faria denunciou à Embaixada dos Estados Unidos no Brasil o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes por ter mandado prender uma cidadã norte-americana.
Na petição, Faria requer a aplicação da Lei Magnitsky, norma que permite sanções contra indivíduos que violam direitos humanos de cidadãos dos EUA. Faria representa a brasileira e cidadã norte-americana Flávia Magalhães Soares, alvo de prisão preventiva no Brasil em razão de um post na rede social X e suposto uso irregular de documentos.
A denúncia, formalizada em 4 de março de 2025, sustenta que Flávia teve sua liberdade violada sem notificação prévia. Em 2022, ela publicou um conteúdo na plataforma Twitter/X. Em 2023, sua conta foi bloqueada sem aviso, e ela só soube do fato por terceiros. No mesmo ano, entre 5 e 11 de dezembro, entrou e saiu do Brasil regularmente com passaporte norte-americano, registrado pela Polícia Federal (PF).
Advogado aponta falta de fundamento legal em pedido de prisão de Flávia Mesmo sem descumprir decisões judiciais, Flávia teve prisão preventiva decretada em 8 de fevereiro de 2024, e seu nome foi incluído no Banco Nacional de Mandados de Prisão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em 14 de fevereiro. Paulo Faria explica que o pedido de prisão de Flávia não tem fundamento. “A acusação de tentar ingressar irregularmente no país é infundada, pois seu passaporte foi carimbado conforme os trâmites legais de imigração”, explica.
O advogado argumenta que a prisão afronta princípios jurídicos brasileiros e internacionais. “A legislação exige intimação pessoal antes de qualquer punição, o que não ocorreu”, disse. “Medidas menos severas, como multas coercitivas, deveriam ter sido aplicadas antes da prisão. O caso configura abuso de autoridade e violação de garantias constitucionais.”
Decisão do STF viola emendas da Constituição dos EUA Além disso, a decisão viola a Constituição dos Estados Unidos. A Primeira Emenda protege a liberdade de expressão, direito exercido por Flávia ao publicar seu conteúdo nos Estados Unidos. Já a 14ª Emenda resguarda cidadãos norte-americanos contra ações ilegais de governos estrangeiros. A censura e a prisão arbitrária ferem diretamente essas proteções legais.
O advogado requer a revogação da prisão preventiva, o reconhecimento das ilegalidades cometidas e a apuração do caso pela Embaixada dos Estados Unidos. Ele também pede a aplicação da Lei Magnitsky contra Alexandre de Moraes e outros agentes envolvidos, além da atuação de organismos internacionais de direitos humanos.
5 de março de 2025 às 14:00
5 de março de 2025 às 12:21
FOTO: ILUSTRAÇÃO
O governo de Donald Trump anunciou, em memorando publicado nesta quarta-feira (5/3), que pessoas assumidamente transgêneros não só serão proibidas de atuarem no Exército do país, como também dispensará as que estão na ativa.
“Os membros do serviço que são diagnosticados com, têm histórico de, ou apresentam sintomas consistentes com disforia de gênero [condição que envolve sentimentos de desconforto psicológico ou físico vinculados à identidade de gênero de alguém] são desqualificados do serviço militar. Também são desqualificados os membros do serviço que foram tratados para disforia de gênero com hormônios ou cirurgia”, detalha o memorando.
Trata-se de mudança significativa em relação à política anterior do Departamento de Defesa, no governo do democrata Joe Biden, que proibia a discriminação com base na identidade de gênero.
O texto determina que os secretários de cada filial devem identificar os militares com disforia de gênero dentro de 30 dias e “iniciar ações de separação” dentro de 30 dias depois disso.
“Os membros do serviço afetados serão dispensados honrosamente desde que atendam as condições normais e se qualifiquem para pagamento de separação involuntária. Se eles se demitirem voluntariamente, serão elegíveis para receber o dobro do pagamento de separação voluntária”, destaca o documento.
O memorando foi tornado público após ação judicial movida por grupos de direitos LGBTQ+ contra ordem executiva assinada no mês passado pelo presidente Trump, que declarou que as “restrições médicas, cirúrgicas e de saúde mental em indivíduos com disforia de gênero” eram “inconsistentes” com os altos padrões esperados das tropas dos EUA.
O Secretário de Defesa, Pete Hegseth, havia dito que pessoas com histórico de disforia de gênero não poderiam mais se juntar às Forças Armadas, mas seriam “tratadas com dignidade e respeito”. No entanto, o novo texto vai além ao declarar que os atuais membros do serviço serão removidos se forem assumidamente trans.
De acordo com o memorando, podem existir exceções no caso de membros do serviço transgênero que apoiam diretamente “capacidades de combate” se o governo sentir que tem uma razão “convincente” para mantê-los.
Defesa da Constituição Pessoas abertamente transgênero ganharam permissão para servir em 2016, durante o governo de Barack Obama. Antes, os militares consideravam pessoas transgênero inaptas para o serviço.
Não há dados oficiais de quantas pessoas transgênero servem nas Forças Armadas dos EUA, mas dados de defensores das pessoas transgênero colocam o número em 15 mil, o que corresponde a menos de 1% do total de militares da ativa, da reserva ou da Guarda Nacional.
“Nenhuma política jamais apagará a contribuição dos americanos transgêneros para a história, a guerra ou a excelência militar. Membros do serviço transgênero têm um espírito de luta único e continuarão a defender a constituição e os valores americanos, não importa o que esteja por vir”, afirma a Sparta Pride, grupo de direitos para tropas transgênero.
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