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Categoria: Mundo

Casa Branca se refere a tarifas do Brasil como trapaça

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O conselheiro sênior para o comércio da Casa Branca, Peter Navarro, anunciou nesta terça-feira, 11, que os Estados Unidos não aplicarão as tarifas de 50% sobre o aço e o alumínio do Canadá, aliviando, assim, as tensões comerciais entre os dois países, agravadas no início do dia, quando havia sido feito o anúncio do aumento na taxação.

O conselheiro comercial também criticou as políticas tarifárias de países como o Brasil e a Índia, que, segundo ele, impõem tarifas superiores a 100% sobre os produtos dos Estados Unidos. “Brasil e Índia têm tarifas de mais de 100% contra os EUA. Isso é trapaça, é se aproveitar dos EUA”, disse.

Navarro ressaltou a importância de revisar acordos comerciais de maneira mais rigorosa para garantir reciprocidade nas relações internacionais. Ele, porém, não especificou quais tarifas chegam a esse porcentual. Além disso, Navarro confirmou que a implementação do sistema de reciprocidade tarifária começará oficialmente em 2 de abril.

Em entrevista à CNBC, ele foi claro ao afirmar que o presidente Donald Trump não aceitará tarifas retaliatórias contra os EUA, reiterando que o governo continuará defendendo suas tarifas como parte de uma estratégia mais ampla de protecionismo. “Trump não vai tolerar tarifas retaliatórias contra os EUA”, enfatizou Navarro.

Por fim, Navarro expressou perplexidade diante da queda constante das Bolsas de valores desde a posse de Trump, questionando a falta de compreensão dos mercados sobre as mudanças econômicas em curso. “Não entendo como os mercados não conseguem ver que estamos em uma transição”, observou.

A suspensão das tarifas de 50% para o Canadá foram confirmadas depois de o primeiro-ministro da província canadense de Ontário, Doug Ford, ter, nesta terça-feira, 11, recuado da sobretaxa sobre a energia elétrica fornecida a três Estados americanos vizinhos. Na segunda-feira, 10, ele havia anunciado tarifa de 25% sobre a energia que Ontário exporta para Michigan, Minnesota e Nova York.

A suspensão da medida, que havia gerado a retaliação do governo Trump com aumento nas tarifas de aço e de alumínio sobre o Canadá, ocorreu após conversa do governante da província canadense com o secretário do Comércio dos EUA, Howard Lutnick.

Na rede X, Ford informou que o tema da reunião será o Acordo Estados Unidos-México-Canadá (USMCA):

“O secretário Lutnick concordou em se reunir oficialmente com o premiê Ford em Washington nesta quinta-feira, 13 de março, com o representante de Comércio dos EUA, para discutir um USMCA renovado antes do prazo final da tarifa recíproca de 2 de abril. Em resposta, Ontário concordou em suspender sua sobretaxa de 25% sobre as exportações de eletricidade para Michigan, Nova York e Minnesota”.

Estadão

Aos 51 anos, Monica Lewinsky admite: “Não foi abuso, eu queria estar ali”

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Monica Lewinsky, hoje com 51 anos, relembrou sua trajetória desde o escândalo envolvendo o ex-presidente dos Estados Unidos, Bill Clinton, em entrevista recente à revista Rolling Stone. A ex-estagiária da Casa Branca afirmou que, após anos de exposição pública e sofrimento, finalmente encontrou a estabilidade que tanto buscava.

Nos anos 1990, quando tinha apenas 24 anos, Lewinsky se viu no centro de um dos maiores escândalos políticos da história. A relação com Clinton, que ele negou por anos, levou seu nome a ser alvo de uma intensa cobertura midiática e sátiras públicas. “Achava que estava vivendo uma história de amor”, disse ela, reconhecendo que, na época, não tinha plena consciência da gravidade da situação.

“Hoje, com 51 anos, penso que seria uma loucura ter um relacionamento com alguém de 24 anos”, afirmou. Porém, também reconhece: “Sempre soube que não se tratava de abuso sexual, eu queria estar ali”, mas admite que nunca teve plena percepção das consequências do caso.

Após a exposição do escândalo, ela tentou se justificar publicamente, mas sua participação na mídia apenas intensificou os ataques e a ridicularização. O sofrimento foi tão intenso que Lewinsky chegou a considerar o suicídio. “Achei que, se falasse, as pessoas entenderiam o meu lado”, disse, admitindo que o efeito foi o oposto.

A virada aconteceu em 2010, quando Lewinsky soube do suicídio de um jovem americano vítima de cyberbullying. “Pensei: apesar de não estar prosperando, pelo menos sobrevivi”, contou.

A partir daí, ela lançou o livro Vergonha e Sobrevivência, tornando-se um símbolo de resiliência e resistência à humilhação pública. O movimento MeToo também teve um impacto positivo em sua recuperação, pois trouxe uma nova geração que, segundo ela, “não sofreu a lavagem cerebral da mídia nos anos 90”.

Embora ainda conviva com traumas do passado, Lewinsky afirmou que está focada na reconstrução de sua vida. “Estou fazendo meu trabalho de recuperação e, hoje, me sinto segura em relação ao meu passado e à pessoa que me tornei”, concluiu.

Notícias ao Minuto

Primeiro-ministro de Portugal é derrubado, e país deve ter novas eleições

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O primeiro-ministro de Portugal, Luis Montenegro, sofreu uma derrota no Parlamento nesta terça-feira, 11 de março, ao perder uma moção de confiança. Com isso, seu governo, que estava no poder havia cerca de um ano, foi derrubado, e o país pode enfrentar eleições antecipadas.

A queda de Montenegro ocorreu em meio a um escândalo de conflito de interesse e contou com o apoio de uma coalizão improvável no Parlamento. Partido Socialista (PS), Chega! (de direita) e deputados da esquerda votaram contra o governo.

A partir de agora, cabe ao presidente Marcelo Rebelo de Sousa decidir se dissolve a Assembleia da República e convoca um novo pleito. A imprensa portuguesa revelou que o presidente chamou os partidos para audiências nesta quarta-feira, 12, e marcou uma reunião do Conselho de Estado para a quinta-feira 13. O decreto de dissolução do Parlamento pode ser publicado na sexta-feira 14.

Revista Oeste

Homem emite comunicado no próprio enterro e momento inusitado viraliza na internet

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Um vídeo de anos atrás voltou a viralizar nas redes sociais e mostra um funeral inusitado na Irlanda. O veterano Shay Braley, conhecido pelo senso de humor, preparou uma pegadinha antes de morrer e fez todos rirem em sua despedida.

Durante o velório, amigos e familiares foram surpreendidos ao ouvir uma voz vinda do caixão pedindo socorro. “Olá, olá. Deixe-me sair… está escuro aqui”, dizia o áudio, dando a impressão de que Shay estava preso dentro do próprio caixão.

O choque inicial rapidamente deu lugar a gargalhadas, quando todos perceberam que se tratava de uma gravação feita pelo próprio falecido antes de partir.

A neta de Shay, Chloe Kierman, compartilhou o momento nas redes sociais e afirmou que o avô queria transformar a cerimônia em uma lembrança alegre.

“Meu avô queria que todos saíssem do funeral com um sorriso no rosto. Foi exatamente isso que ele fez, estou tão orgulhosa”, escreveu. Shay Braley faleceu após anos lutando contra uma doença grave.

Conexão Política

Ucrânia e EUA acertam cessar-fogo; falta combinar com os russos

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Após reunião na Arábia Saudita nesta terça-feira (11), autoridades dos Estados Unidos e da Ucrânia anunciaram um acordo em torno de uma proposta de cessar-fogo. O plano será encaminhado à autoridades russas ainda hoje pelo enviado do presidente americano Donald Trump ao Oriente Médio, Steve Witkof.

Caso a Rússia aceite a proposta, o cessar-fogo terá duração de 30 dias, entretanto não há detalhes sobre o início do pacto. Os americanos anunciaram ainda que vão retomar o compartilhamento de informações de inteligência e assistência de segurança à Ucrânia, que foram suspensas após a reunião conturbarda dos presidentes Trump e Volodimir Zelensky.

EUA e Ucrânia também concordaram em concluir o mais rápido possível o acordo para a exploração dos recursos minerais ucranianos, outro ponto defendido por Donald Trump. Os detalhes do acordo ainda não foram divulgados.

Diário do Poder

Ex-presidente das Filipinas é preso após mandado do TPI

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O ex-presidente das Filipinas, Rodrigo Duterte, foi preso nesta terça-feira (11) pela polícia do país asiático depois que se tornou alvo de um mandado de prisão do Tribunal Penal Internacional (TPI), que o acusa de supostos crimes contra a humanidade por conta da campanha antidrogas realizada no período em que ele esteve no poder.

Duterte foi preso no Aeroporto Internacional Ninoy Aquino, em Manila, ao chegar de Hong Kong, onde participou no último final de semana de um comício eleitoral antes das eleições de 12 de maio, em meio a rumores sobre seu mandado de prisão.

A prisão ocorreu depois que o escritório da Interpol em Manila recebeu esta manhã a cópia oficial do mandado de prisão do TPI, segundo informou o gabinete presidencial filipino em um comunicado.

Duterte e sua comitiva chegaram ao aeroporto às 9h20 (horário local, 22h20 de segunda-feira de Brasília), quando o procurador-geral do país apresentou a notificação do TPI por crimes contra a humanidade, e o ex-presidente foi escoltado pelas forças de segurança para fora do aeroporto.

De acordo com o comunicado do gabinete presidencial, o político de 79 anos está bem de saúde e foi examinado por uma equipe médica após ser preso.

O ex-presidente travou uma guerra contra as drogas durante seu mandato, entre 2016 e 2022, na qual cerca de 6 mil pessoas morreram em operações antidrogas e execuções extrajudiciais, segundo dados da polícia, embora organizações não governamentais locais estimem o número em mais de 30 mil.

EFE

Argentina começa julgar equipe médica acusada por morte de Maradona

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A comoção que dominou a Argentina há quatro anos com a morte do astro Diego Maradona retorna, em escala reduzida, nesta terça-feira (11). É quando a Justiça local dá início ao julgamento de sete membros da equipe médica do ex-jogador acusados de sua morte.

Médicos, enfermeiros e psicólogos foram indiciados pela Justiça da província de Buenos Aires pelo crime de homicídio simples com dolo eventual, figura jurídica que aponta para casos em que os réus sabiam da possibilidade da morte da vítima devido a suas ações, ainda que não quisessem provocá-la. As penas variam de 8 a 25 anos de prisão.

Maradona morreu aos 60 anos após uma parada cardiorrespiratória, em sua casa, em Tigre, município na cidade vizinha de San Isidro. Uma investigação apontou que a morte poderia ter sido evitada se sua equipe médica mais próxima tivesse tomado outras ações.

O processo judicial afirma que as sete pessoas são responsáveis pela morte do astro devido a “uma assistência deficitária, ineficiente e indiferente e em um local inadequado” -a casa onde recebia cuidados domésticos. Diz ainda que apartou a família do ex-jogador, omitiu informações importantes e deixou seu destino “relegado à sorte”.

São acusados: o neurocirurgião e médico pessoal de Maradona Leopoldo Luque; a psiquiatra Agustina Cosachov; o enfermeiro Ricardo Almirón; a médica Nancy Forlino, do plano de saúde Swiss Medical; o chefe de enfermeiros Mariano Perroni; o psicólogo Carlos Díaz; e o médico clínico Pedro Di Spagna. Há ainda uma oitava acusada que será julgada separadamente por um júri popular a pedido de sua defesa.

Os acusados negam que foram negligentes. Luque, o neurocirurgião, já afirmou em declarações públicas que Maradona era um paciente difícil (“Quando estava chateado ou se sentia mal, afastada todos”) e que ele resistia a determinadas recomendações médicas. Disse ainda que a morte foi inesperada, súbita e sem sofrimento e que a internação domiciliar foi insistência do próprio ex-jogador.

O ex-camisa 10 havia sido submetido a uma cirurgia para eliminar um hematoma subdural, acúmulo de sangue que se forma entre o cérebro e o crânio, no início daquele mês.

A despeito de recomendações, foi levado pela equipe médica particular, com anuência dos parentes, para se recuperar em casa. Seu quadro de saúde era deteriorado pelo uso de drogas e consumo de álcool ao longo da vida. Na etapa final, ele também tratava ansiedade e depressão.

O processo judicial enumera o quadro clínico de Maradona: doença renal crônica, cirrose hepática, insuficiência cardíaca, deterioração neurológica crônica, dependência de álcool e drogas, prováveis doenças psiquiátricas, somadas ao quadro de abstinência alcoólica.

O processo afirma que Maradona não deveria ter sido autorizado pelo time a deixar a clínica médica onde recebia cuidados pós-cirurgia em 11 de novembro daquele ano, nove dias antes de morrer em casa.

Diz que os profissionais se “omitiram de fornecer a Maradona uma assistência adequada” e “impediram que ele recebesse a devida atenção médica que poderia ter evitado sua morte, particularmente aquela do campo cardiológico”.

O documento afirma também que não foram mantidos exames e controles cardiológicos necessários após a saída do hospital, nem o monitoramento do jogador por especialistas cardiológicos, hepáticos e renais, o que seria exigido por seu quadro clínico.

O poder público diz que a equipe “se aproveitou de uma esfera de poder sobre Maradona” para isolá-lo de sua família, manipulando-a e informando que tudo ocorria de acordo com a vontade do jogador, omitindo informações importantes sobre qual era o seu estado de saúde.

São acusações que fazem agora os seis profissionais sentarem no banco dos réus em um julgamento com expectativa de se estender até pelo menos meados de julho deste ano, com três audiências sendo realizadas a cada semana.

Mais de 190 testemunhas foram convocadas a depor, segundo apurou o canal local TN (Todo Notícias). Há uma grande quantidade de provas: resultados de exames, perícias em celulares e gravações de áudio.

A Justiça aponta que os sete infringiram os deveres que tinham em seus respectivos cargos, assim “colaborando para um conjunto de fatores e circunstâncias grosseiras que incrementaram os riscos fora da margem permitida e ocasionaram o fatal resultado para o paciente”.

O velório do ex-jogador, realizado um dia após sua morte na Casa Rosada, a sede do Poder Executivo argentino, em Buenos Aires, reuniu centenas de milhares de pessoas. Ele foi enterrado em um cemitério na região de Bella Vista, a 35 km da capital.

Folhapress

Voo nos EUA retorna após passageira ficar nua e causar tumulto

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Uma passageira causou tumulto em um voo da Southwest Airlines entre Houston e Phoenix, nos Estados Unidos, ao se despir e gritar dentro da aeronave. O incidente ocorreu na segunda-feira, dia 3, pouco após a decolagem, forçando o retorno do avião ao Aeroporto Hobby, em Houston.

De acordo com a NBC News, o voo sofreu um atraso de mais de uma hora devido à situação. O Departamento de Polícia de Houston informou que recebeu uma ligação por volta das 15h30 (horário local) relatando que “uma passageira havia removido suas roupas e estava causando confusão a bordo”.

Assim que o avião pousou novamente em Houston, a mulher foi retirada da aeronave e levada para o Centro Neuropsiquiátrico do Hospital Harris Health Ben Taub para avaliação médica. Como não houve acusações formais, sua identidade não foi divulgada.

A Southwest Airlines se pronunciou sobre o ocorrido na quinta-feira, dia 6, mencionando uma “situação envolvendo um cliente a bordo”. A companhia aérea também informou que entrou em contato com os passageiros do voo 733 para pedir desculpas pelo transtorno e pelo atraso na viagem.

Notícias ao Minuto