4 de abril de 2025 às 08:45
4 de abril de 2025 às 04:51
FOTO: REPRODUÇÃO
Pesquisadores fizeram uma descoberta arqueológica que reforça a tese de que Jesus foi sepultado onde hoje se encontra a Igreja do Santo Sepulcro, em Jerusalém. Segundo descrito no evangelho de João, capítulo 19, versículo 41, havia um jardim onde o Messias foi enterrado. Ao analisarem o solo sob a fundação da igreja, os cientistas confirmaram evidências de “oliveiras e videiras de cerca de 2.000 anos atrás” no local.
– O Evangelho menciona uma área verde entre o Calvário e o túmulo, e nós identificamos esses campos cultivados – informou a arqueóloga-chefe do grupo, Francesca Romana Stasolla, em entrevista ao The Times of Israel.
A análise foi feita por pesquisadores da Universidade Sapienza, de Roma, que começaram a escavação em meio às reformas da igreja em 2022. Como resultado, eles também identificaram uma base circular de mármore sob o templo, envolvendo o que eles creem ser a tumba de Jesus. Os cientistas farão testes para apurar qual a idade e a origem do mármore.
A descoberta contribui para o debate sobre o verdadeiro local do sepultamento de Cristo. Enquanto muitos estudiosos defendem que a Igreja do Santo Sepulcro é o lugar correto com base em tumbas escavadas na rocha do primeiro século, outros acreditam que o Túmulo do Jardim se encaixa melhor na descrição bíblica.
– A Igreja do Santo Sepulcro fica em uma pedreira, o que não nos surpreende porque uma grande parte da Cidade Velha de Jerusalém fica em uma pedreira. A pedreira já estava ativa na Idade do Ferro. Durante a escavação, encontramos cerâmica, lâmpadas e outros objetos cotidianos que datam daquele período – adicionou Francesca, explicando que, após a pedreira parar de funcionar, a área passou a ser usada para terras agrícolas.
A igreja em questão atrai aproximadamente 4 milhões de visitantes anualmente. Ela foi encomendada pelo imperador romano Constantino I, cerca de 300 anos após o sepultamento de Jesus. Na avaliação de Francesca, Constantino sabia que o túmulo de Cristo se encontrava ali e decidiu construir a igreja sobre ele para isolá-lo dos demais.
4 de abril de 2025 às 03:37
4 de abril de 2025 às 03:43
FOTO: UNSPLASH
Os Estados Unidos proibiram os funcionários do governo e pessoas ligadas a eles de manterem relações românticas ou sexuais com cidadãos chineses, segundo informou a agência de notícias Associated Press nesta quinta-feira (3). De acordo com quatro fontes familiarizadas com o assunto e ouvidas pela agência, a política foi implementada pelo ex-embaixador dos EUA na China Nicholas Burns, em janeiro, seu último mês no cargo.
Embora algumas agências norte-americanas já tivessem regras estritas sobre relações íntimas, não se sabia de uma política geral de “não confraternização”, como é conhecida, desde a Guerra Fria. Não é incomum que diplomatas estadunidenses em outros países namorem com cidadãos locais e até se casem com eles.
Uma versão mais limitada dessa política foi implementada no ano passado, quando os funcionários da Embaixada dos EUA na China foram proibidos de manter relações com cidadãos chineses que trabalhavam em funções de apoio, como guarda, na embaixada e nos consulados. Em janeiro, dias antes de Donald Trump assumir a presidência, Burns expandiu a proibição para qualquer cidadão chinês.
Segundo duas das fontes ouvidas, a nova política foi sugerida pela primeira vez no ano passado, depois que membros do Congresso expressaram a Burns preocupação com as relações íntimas dos funcionários do governo, que não eram consideradas rigorosas. A Comissão da Câmara sobre o Partido Comunista Chinês não respondeu ao comentário.
A nova política abrange os diplomatas dos Estados Unidos na China continental, como a embaixada em Pequim e os consulados em Guangzhou, Xangai, Shenyang e Wuhan, e o consulado americano na ilha de Hong Kong. Não se aplica aos americanos fora da China.
A única exceção é para os funcionários americanos que já tinham relações com cidadãos chineses. Eles devem solicitar isenções. Caso a isenção seja negada, precisam terminar a relação ou deixar o cargo, informaram as fontes. Qualquer funcionário que viole a política receberá ordem de deixar a China imediatamente.
A política foi comunicada verbal e eletronicamente ao pessoal americano na China em janeiro, mas não foi anunciada publicamente. O Departamento de Estado disse que não comenta sobre assuntos internos. O Conselho de Segurança Nacional encaminhou as perguntas para o Departamento de Estado. Burns, o ex-embaixador, não respondeu a um pedido da AP enviado ao seu endereço de email.
RETORNO À GUERRA FRIA
Os serviços de espionagem de todo o mundo usam há muito tempo homens e mulheres atraentes para obter informações sensíveis, em uma prática comum durante a Guerra Fria.
O Departamento de Estado e outras agências americanas com escritórios na China têm há muito tempo requisitos estritos para relações íntimas dos funcionários, assim como há regras em outros países considerados rivais dos EUA, como Rússia e Cuba.
Segundo documentos desclassificados do Departamento de Estado, em 1987 o governo americano proibiu funcionários que estavam na União Soviética e na China de manter amizade, namorar ou ter relações sexuais com cidadãos locais, depois que um fuzileiro naval americano em Moscou foi seduzido por uma espiã soviética. Essas restrições foram relaxadas após o colapso da União Soviética em 1991, segundo reportagens da época.
Na China, nenhuma medida semelhante foi aplicada durante muitos anos. Até a nova proibição em janeiro, os funcionários norte-americanos na China eram obrigados a relatar qualquer contato íntimo com cidadãos chineses a seus supervisores, mas não eram proibidos de ter relações sexuais ou românticas.
Diplomatas e especialistas em inteligência dos Estados Unidos dizem que Pequim usa a espionagem por meio de seduções. Antes de serem enviados, os funcionários participam de uma apresentação que exibe exemplos de espionagem chinesa através de sedução e são advertidos que dezenas de espiões chineses podem ser designados para seguir os diplomatas.
Pouco se sabe sobre as políticas de não confraternização do governo dos Estados Unidos em outros lugares, já que são consideradas classificadas. Não se sabe o quão restritivas são tais políticas em outros países.
AUMENTO DAS TENSÕES GEOPOLÍTICAS
Nos últimos anos, as tensões entre Washington e Pequim escalaram por causa da competição comercial, tecnológica e geopolítica. Segundo Peter Mattis, ex-analista da CIA e presidente da The Jamestown Foundation, um grupo de especialistas com sede em Washington, houve pelo menos dois casos em que agentes de Pequim seduziram diplomatas americanos na China. Ele ressaltou, no entanto, que não lembra de casos semelhantes nos últimos anos.
Mattis acrescentou que outro problema é que a segurança estatal chinesa não coleta inteligência apenas por meio dos espiões, mas também pressionando cidadãos chineses comuns para obter informações, muitas vezes com ameaças ou intimidação. Isso, disse Mattis, significa que qualquer cidadão chinês que namore um diplomata americano pode ser vulnerável à coerção.
– O MSS está disposto a aproveitar qualquer conexão humana que tenha um alvo para coletar inteligência. Esta mudança de regra sugere que o MSS se tornou muito mais agressivo em tentar acessar a embaixada e o governo dos Estados Unidos – disse Mattis, usando um acrônimo para o Ministério da Segurança do Estado chinês.
O Ministério das Relações Exteriores da China não comentou sobre a proibição.
– [É] mais apropriado perguntar aos Estados Unidos sobre esta questão – disse, em um comunicado.
A China também tem endurecido os controles sobre o pessoal no exterior, de acordo com regulamentos chineses, notícias e fontes familiarizadas com a burocracia da China. Pequim começou a aplicar rigorosamente regulamentos que proíbem promoções para funcionários públicos chineses com cônjuges que adquiriram cidadania estrangeira e impedem que diplomatas passem um período prolongado de tempo em um país, o que força o retorno de alguns à China.
O Ministério das Relações Exteriores da China e muitos outros órgãos governamentais proíbem seus funcionários e pessoal de terem relações sexuais ou românticas com cidadãos estrangeiros. Membros do exército ou da polícia chinesa geralmente são proibidos de sair da China completamente sem a aprovação expressa de seus supervisores.
3 de abril de 2025 às 11:00
3 de abril de 2025 às 06:49
FOTO: REPRODUÇÃO
No último sábado (29), o boxeador nigeriano Gabriel Oluwasegun Olanrewaju faleceu depois de desmaiar durante uma luta na Bukom Boxing Arena, em Accra, Gana. O combate, válido pela Liga Profissional de Boxe do país, foi interrompido no terceiro round, quando o atleta demonstrou sinais de mal-estar e caiu nas cordas do ringue.
Richard Amevi, árbitro da luta, chamou a equipe médica para tentar reanimar o lutador. Rapidamente ele foi levado ao hospital, mas não resistiu e teve sua morte confirmada 30 minutos depois.
Aos 40 anos, Olanrewaju acumulava um histórico de 23 lutas profissionais, com 13 vitórias e 8 derrotas, além de já ter conquistado títulos como campeão nacional e da África Ocidental. No entanto, sua participação na luta contra o ganês Jon Mbanugu foi envolta em polêmica.
O Conselho de Controle de Boxe da Nigéria (NBBC) não havia autorizado a participação do atleta no confronto, conforme revelou o secretário da entidade, Remi Aboderin, ao jornal The Punch nesta segunda-feira (31). De acordo com Aboderin, Olanrewaju passou por uma pesagem na quinta-feira anterior ao combate e foi considerado acima do peso, sendo informado de que seu adversário não pertencia à mesma categoria.
3 de abril de 2025 às 04:15
3 de abril de 2025 às 04:52
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O fisiculturista Vittorio ‘Vito’ Pirbazari, de 44 anos, morreu correndo na esteira, na Alemanha. O bodybuilder também era ator e participou da série ‘Dogs of Berlin’, da Netflix, em 2018. Segundo posts nas suas redes sociais, ele retornava aos treinos após uma lesão no peitoral e teve um ataque cardíaco fulminante.
Vito Pirbazari havia recentemente trabalhando em um filme chamado Haps, que estava previsto para ser lançado no final do mês passado. Ele fazia o papel de um prisioneiro.
Pelo Instagram, a equipe do longa lamentou a morte do fisiculturista. “Obrigado pelo seu calor, seu espírito criativo e por fazer parte da nossa jornada”.
Ainda nessa rede social, Vito acumula 90 mil seguidores, e muitos lamentaram seu falecimento pelos comentários. “Por favor, me diz que isso não é verdade”, escreveu um usuário. “Descanse em paz meu amigo Vito. Meus sentimentos aos familiares”, escreveu outro.
Pirbazari deixou um filho, de idade não revelada. Em seu perfil na rede, ele se descreve como “o pai orgulhoso de Maximilian Kian”.
2 de abril de 2025 às 17:30
2 de abril de 2025 às 17:02
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O jornal britânico Financial Times mencionou, em reportagem publicada nesta terça-feira, 1º, que o Supremo Tribunal Federal (STF) passou a ser alvo de críticas da imprensa internacional, especialmente depois que anulou as condenações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva pelos crimes apurados pela Lava Jato.
O jornal também destacou o caso da cabeleireira Débora Rodrigues dos Santos, que gerou críticas de juristas renomados em todo o país. Ela foi acusada de escrever, usando um batom, a frase “Perdeu, Mané” na Estátua da Justiça.
Segundo a publicação, o episódio que envolve Débora também compromete a credibilidade do Supremo. O motivo é a pena sugerida pelo ministro Alexandre de Moraes, relator dos casos do 8 de janeiro. O voto do ministro sobre o caso Débora prevê uma pena de 14 anos de prisão.
Depois de ampla repercussão negativa sobre o voto, Moraes liberou a cabeleireira para cumprir prisão domiciliar.
O principal tema da reportagem do Financial Times foi o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro. O jornal alerta que a atuação do STF no inquérito contra Bolsonaro pode transformá-lo em um mártir — assim como ocorreu com Donald Trump, depois da invasão do Capitólio, em 2021.
A reportagem também abordou a saída do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) do Brasil. O periódico classificou a decisão como parte de uma estratégia para conquistar apoio internacional.
O jornal mencionou ainda o apoio de parlamentares norte-americanos a Eduardo. Deputados republicanos, por exemplo, enviaram uma carta ao presidente Donald Trump para expressar preocupação com a política brasileira. Eles pedem sanções econômicas e o cancelamento do visto do ministro Alexandre de Moraes.
2 de abril de 2025 às 15:00
2 de abril de 2025 às 09:43
FOTO: REPRODUÇÃO
A influencer Logan Guminski, que se autointitula “mãe de cachorro”, foi presa por filmar, publicar e vender um vídeo fazendo sexo com um cão da raça chihuahua. Ela foi presa na Califórnia (EUA) após uma denúncia anônima.
O detetive do caso disse que a influenciadora fez várias postagens mostrando o ato sexual com o animal abusado. Segundo os policiais, a mulher confessou o crime e afirmou que fez as gravações para vender na internet.
Ela também admitiu que estava envolvida em atividade sexual com outro cachorro e tinha filmagens do incidente armazenadas em seu celular. A influenciadora cobrava cerca de R$ 3 mil para os seguidores de uma plataforma adulta comprarem cada vídeo.
A mulher foi acusada pelos crimes de abuso sexual envolvendo um animal e filmagem de abuso sexual envolvendo animais. Ela foi liberada depois de pagar fiança equivalente a R$ 57 mil.
2 de abril de 2025 às 12:00
2 de abril de 2025 às 08:32
FOTO: EFE
Um congressista democrata quebrou nesta terça-feira (1º) o recorde de discurso mais longo no Senado dos Estados Unidos, em que criticou “as ações inconstitucionais” do presidente Donald Trump por mais de 25 horas. O recorde de discurso mais longo no Senado era de Strom Thurmond, da Carolina do Sul, que falou por 24 horas e 18 minutos contra a Lei dos Direitos Civis de 1957.
Simbolicamente, pouco antes de passar a marca das 24 horas, Cory Booker mencionou – com a voz trêmula devido à emoção e ao cansaço – um dos seus mentores, John Lewis, figura do movimento pelos direitos civis da década de 1960.
Booker retomou o slogan do ex-congressista democrata morto em 2020 ao convocar os americanos a criar uma “boa desordem” na sociedade diante das políticas de Trump. “Não se trata de esquerda ou direita. Trata-se do bem ou do mal.” Às 20h05 locais, ele cedeu a palavra.
O que diz as normas
As regras do Senado são rígidas: Booker não pôde se sentar nem fazer intervalos para ir ao banheiro. O único respiro permitido é o da voz, caso outro senador tome a palavra para fazer uma pergunta ao congressista que está no púlpito. A resistência de Booker lembrou a famosa cena do filme de 1939 de Frank Capra “Mr. Smith Goes to Washington”. Seu discurso maratônico não impediu o Partido Republicano, que tem maioria na Câmara, de realizar votações no Senado, mas serviu de inspiração para os democratas, cuja oposição ao governo tem sido até agora relativamente branda.
“Levanto-me nesta noite porque acredito, sinceramente, que o nosso país está em crise”, disse ontem o senador de Nova Jersey, 55, no início do seu discurso. “Estes não são tempos normais nos Estados Unidos”, acrescentou, com a voz embargada.
Quando iniciou o discurso?
Booker, um ex-candidato presidencial, começou a discursar na Câmara às 19h locais (20h de Brasília) da segunda-feira. Durante horas, atacou as políticas radicais de corte de gastos de Trump, que levaram seu principal assessor, Elon Musk, o homem mais rico do mundo, a eliminar programas governamentais sem o consentimento do Congresso. Também estimou que Trump ameaça a democracia americana ao acumular cada vez mais poder.
Confira os trechos da manifestação de Cory Booker “Os americanos de todas as origens enfrentam dificuldades desnecessárias”, lamentou. Além disso, algumas instituições “que são únicas em nosso país” estão sendo atacadas “de maneira imprudente e, eu diria, até mesmo inconstitucional”, avaliou. “Em apenas 71 dias, o presidente dos Estados Unidos causou grandes danos à segurança dos americanos, à estabilidade financeira e aos alicerces da nossa democracia”, protestou.
Como seu discurso não ocorreu durante a votação de um projeto de lei, tecnicamente não foi um filibuster (obstrução legislativa). No entanto, foi a primeira vez durante o mandato de Trump que os democratas atrapalharam de alguma forma o Senado. Os congressistas democratas, que estão em minoria tanto no Senado quanto na Câmara dos Representantes, buscam maneiras de conter os esforços de Trump para reduzir o tamanho do governo, aumentar as deportações de imigrantes e desmontar grande parte das normas políticas do país.
“Quero apenas agradecer por manter a vigília por este país durante toda a noite”, disse o senador Raphael Warnock a Booker no plenário. Booker passou horas criticando as políticas de Trump, mas também recitou poesia, falou sobre esportes e respondeu a perguntas de seus colegas.
O congressista expressou preocupação de que Trump desmonte a seguridade social. “Vou lutar pelo seu seguro social”, afirmou Booker. Ele também pediu que os congressistas se unam para bloquear algumas das decisões mais agressivas de Trump.
“Como podem concordar em cortar 800 bilhões de dólares do Medicaid apenas para conceder cortes de impostos (…) que beneficiam desproporcionalmente os mais ricos?”, questionou os republicanos sobre o plano de saúde que atende milhões de americanos de baixa renda.
Se são conservadores cristãos, como podem “prejudicar os mais vulneráveis para beneficiar os ricos e poderosos?”, provocou. “Todos devemos nos levantar e dizer ‘Não’.” “Se você ama o seu próximo, se você ama este país, demonstre esse amor. Impeça-os de fazer o que estão tentando fazer”, afirmou.
1 de abril de 2025 às 14:30
1 de abril de 2025 às 08:54
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O número de mortos em decorrência do terremoto que atingiu Mianmar na última sexta-feira (28) subiu para 2.719, de acordo com a mídia chinesa. No começo dessa segunda-feira (31), o número oficial era de 2.065.
O tremor, de magnitude 7,7, foi um dos mais fortes já registrados em Mianmar e também foi muito sentido em regiões da China e na Tailândia, onde derrubou um arranha-céu e deixou um rastro sem precedente de destruição.
Nesta segunda (31), equipes de resgate ainda buscavam centenas de desaparecidos em Mianmar e na Tailândia. Os governos da França e da China afirmaram também nesta segunda que há cidadãos de seus países entre os mortos.
O terremoto ocorreu em meio à instabilidade financeira e política de Mianmar, país mergulhado no caos devido a uma guerra civil que surgiu após um levante nacional contra o golpe militar de 2021 (relembre o episódio), que derrubou o governo eleito da vencedora do Prêmio Nobel da Paz Aung San Suu Kyi.
Infraestruturas críticas — incluindo pontes, rodovias, aeroportos e ferrovias — em todo o país foram danificadas, dificultando os esforços humanitários, enquanto o conflito, que já devastou a economia, deslocou mais de 3,5 milhões de pessoas e debilitou o sistema de saúde.
Em algumas áreas próximas ao epicentro, moradores disseram a agência de notícias Reuters que a assistência do governo era escassa, deixando as pessoas por conta própria.
Equipes de resgate resgataram uma mulher viva no meio dos escombros de um hotel em Mianmar três dias após o tremor, disseram autoridades locais nesta segunda-feira (31).
A mulher foi retirada dos escombros após 60 horas presa sob o desabado Great Wall Hotel na cidade de Mandalay. No total, foram 5 horas operação feita por equipes chinesas, russas e locais, de acordo com uma publicação da embaixada chinesa no Facebook. A vítima segue em condição estável.
Em Bangkok, capital da Tailândia, equipes de emergência retomaram na segunda-feira (31), uma busca desesperada por 76 pessoas que acreditam estarem soterradas sob os escombros de um arranha-céu em construção que desabou.
O governador de Bangkok, Chadchart Sittipunt, disse que as equipes de resgate não estão desistindo, apesar do prazo estabelecido para encontrar pessoas vivas está se aproximando rapidamente.
“A busca continuará mesmo depois de 72 horas porque na Turquia, pessoas que ficaram presas por uma semana sobreviveram. A busca não foi cancelada”, disse Chadchart. Ele disse que as varreduras feitas por máquinas nos escombros indicaram que ainda pode haver pessoas vivas embaixo deles, e cães farejadores estão sendo enviados para tentar localizar suas localizações.
“Detectamos sinais fracos de vida, e há muitas manchas”, disse ele. O número oficial de mortos na Tailândia era de 18 no domingo (30).
A Organização das Nações Unidas disse que estavam enviando suprimentos de socorro para cerca de 23.000 sobreviventes atingidos pelo terremoto no centro de Mianmar.
“Nossas equipes em Mandalay estão unindo esforços para ampliar a resposta humanitária, apesar de passarem pelo trauma elas mesmas”, disse Noriko Takagi, representante da agência de refugiados da ONU em Mianmar. “O tempo é essencial, pois Mianmar precisa de solidariedade e apoio global durante essa imensa devastação.” Índia, China e Tailândia estão entre os vizinhos de Mianmar que enviaram materiais de socorro e equipes, juntamente com ajuda e pessoal da Malásia, Cingapura e Rússia.
Os Estados Unidos prometeram US$ 2 milhões em ajuda “por meio de organizações humanitárias baseadas em Mianmar”. Em uma declaração, informaram que uma equipe de resposta de emergência da USAID, que está enfrentando cortes significativos sob a administração Trump, será enviada para Mianmar.
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