11 de abril de 2025 às 13:15
11 de abril de 2025 às 08:26
FOTO: REPRODUÇÃO
Um restaurante chinês em Madri, na Espanha, foi interditado depois de ser flagrado servindo pombos de rua no lugar de pato assado. O Jin Gu, localizado no bairro de Usera, foi alvo de uma operação policial no dia 25 de março. A informação foi divulgada pelo portal britânico Daily Mail.
As imagens feitas pelos agentes mostram pedaços de carne pendurados em varais, sacos cheios de carne suja e tigelas com pombos depenados e cozidos.
Durante a inspeção, a polícia encontrou ainda oito freezers enferrujados e com defeito, repletos de carnes e peixes sem identificação ou data de validade. Baratas circulavam pela cozinha, onde também havia diversas armadilhas para ratos espalhadas pelo chão.
Os problemas de higiene eram graves: não havia termômetros para controle de temperatura dos alimentos e os utensílios estavam enferrujados e insalubres. No local, foram apreendidos ainda produtos ilegais, como pepinos-do-mar, protegidos por rígidas leis ambientais.
A investigação revelou também um depósito secreto escondido atrás de uma prateleira no banheiro para pessoas com deficiência — um espaço que não constava na licença do estabelecimento.
Após a operação, o restaurante foi fechado e o proprietário passou a ser investigado por supostos crimes contra a saúde pública.
11 de abril de 2025 às 05:01
11 de abril de 2025 às 05:10
FOTO: EFE
Na Venezuela do ditador Nicolás Maduro, onde a crise política e econômica já virou rotina, um outro império — invisível, mas absurdamente lucrativo — prospera a todo vapor: o narcotráfico.
De acordo com um extenso e explosivo relatório da ONG Transparência Venezuela, publicado recentemente, o tráfico de drogas movimenta mais de US$ 8,2 bilhões por ano no país.
E não é pouca coisa: segundo a estimativa, nada menos que 24% da produção mundial de cocaína passou por solo venezuelano só em 2023. Isso equivale a impressionantes 639 toneladas da droga.
Para se ter uma ideia, essa quantidade poderia encher aproximadamente 25 caminhões-tanque de combustível — mas, nesse caso, o combustível é outro: branco, ilícito e altamente lucrativo.
A Rota da Cocaína
A droga vem da Colômbia. Mais precisamente da região de Catatumbo, o maior polo produtor de coca do país vizinho, onde a fronteira com a Venezuela é praticamente um “liberou geral”.
De lá, a cocaína entra por terra e segue seu caminho em todas as direções: pelo mar do Caribe, por rotas clandestinas até a América Central, e também por rotas aéreas em direção à África e à Europa. Um delivery global do tráfico — e com logística de primeira.
Segundo o relatório, há áreas inteiras onde o Estado venezuelano simplesmente deixou de existir. Em vez disso, quem manda são grupos do narcotráfico, com a conivência — ou, muitas vezes, a parceria ativa — de autoridades civis e militares. Aliás, essa talvez seja a parte mais chocante do documento.
Enquanto órgãos de combate ao tráfico posam de vigilantes da ordem, os bastidores mostram outra história. O relatório denuncia que os principais nomes do governo venezuelano estariam, na verdade, com as mãos sujas de pó.
Os generais do tráfico
Dois nomes de peso aparecem citados por agências internacionais e pelo próprio Departamento de Justiça dos EUA: Diosdado Cabello, ministro do Interior, Justiça e Paz, e Vladimir Padrino López, ministro da Defesa. Ambos são apontados como peças-chave do “Cartel de los Soles”, uma organização criminosa formada por militares de alta patente.
Diz o relatório que muitos desses oficiais deixaram de ser apenas “facilitadores passivos” e passaram a atuar como operadores do tráfico: estruturam rotas, coordenam envios e cobram taxas por cada quilo que sai do país.
Mas não para por aí. A engrenagem do tráfico na Venezuela também conta com aliados de longa data no submundo: guerrilhas colombianas.
Dissidências das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e do Exército de Libertação Nacional (ELN) mantêm uma presença ativa e bélica nos estados de Zulia, Apure, Amazonas e Bolívar, dominando territórios, impondo regras e garantindo o “bom andamento dos negócios”.
É praticamente um Estado paralelo. Ou melhor: vários miniestados dentro da Venezuela, onde o governo oficial perdeu a caneta, mas o narcotráfico assumiu a pistola.
9 de abril de 2025 às 11:15
9 de abril de 2025 às 06:11
FOTO: REUTERS
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta terça-feira (8) que os Estados Unidos estão arrecadando US$ 2 bilhões por dia com tarifas.
Ele fez o comentário sem fornecer detalhes durante um evento na Casa Branca.
Trump impôs uma série de tarifas a diversos países desde que assumiu o cargo em janeiro.
O extrato diário do Departamento do Tesouro sobre depósitos e retiradas de sua conta geral, a principal conta operacional do governo federal, mostra que os depósitos de “Alfândega e Certos Impostos Especiais de Consumo” totalizaram, em média, cerca de US$ 200 milhões por dia até agora neste mês.
Para o mês de fevereiro, o último mês completo disponível no sistema, o Tesouro arrecadou cerca de US$ 7,25 bilhões em taxas alfandegárias.
A divulgação do orçamento mensal para março, que mostrará os últimos números mensais, será feita na quinta-feira (10).
9 de abril de 2025 às 08:45
9 de abril de 2025 às 05:07
FOTO: ROBERT GURNEY
O bilionário Mark Zuckerberg, CEO da Meta – empresa dona do Facebook, Instagram e WhatsApp -, foi revelado como o comprador de uma casa de US$ 23 milhões (cerca de R$ 132,8 milhões, na cotação atual) em Washington D.C., capital dos Estados Unidos. A propriedade fica a 12 minutos da residência oficial do presidente Donald Trump.
A compra da casa foi confirmada pela revista norte-americana Politico. A publicação entrou em contato com um porta-voz da Meta, que atestou a aquisição. “Mark e Priscilla [esposa do CEO da Meta] compraram uma casa em D.C., o que permitirá que Mark passe mais tempo lá enquanto a Meta continua o trabalho em questões políticas relacionadas à liderança tecnológica americana”, disse o porta-voz.
A propriedade, localizada em um dos bairros mais valorizados da cidade, foi vendida de forma discreta e toda em dinheiro vivo. Com mais de 1.000 metros quadrados, a mansão conta com diversos cômodos luxuosos, jardim privativo e segurança reforçada.
A venda da casa foi supersecreta. Segundo a Politico, os agentes imobiliários tiveram que assinar acordos de confidencialidade. Ao pesquisar no Google Maps e nas plataformas de venda de imóveis, é possível ver que as fotos da residência foram apagadas ou pixeladas.
A aquisição ocorre em meio a uma movimentação maior do setor de tecnologia na capital americana. Executivos de grandes empresas, como Google e Amazon, vêm buscando uma presença mais ativa em Washington, tanto para influenciar decisões regulatórias quanto para proteger os interesses de suas companhias em um cenário político cada vez mais polarizado.
Ao comprar a casa, Zuckerberg teria como objetivo justamente ficar mais próximo de Donald Trump. A residência fica no bairro de Woodland Normanstone, a uma distância de 4 km e 12 minutos de carro até a Casa Branca, sede do governo federal dos Estados Unidos.
Entre os corretores de Washington, é consenso que Zuckerberg quer contato direto com Trump. Tom Daley, especialista em imóveis na capital americana, disse à Politico que acha que o presidente deixou claro que gosta de contato pessoal e que o CEO da Meta entendeu a mensagem. “É a reverência definitiva ao homem na Casa Branca. É uma maneira fácil de dizer: ‘Ei, estamos com você. Estamos aqui'”, explica.
“Esses CEOs têm fortunas tão vastas que comprar uma casa em D.C., mesmo que estejam pagando a mais, mesmo que não seja um ótimo investimento pelo preço que estão pagando, realmente não importa. Os benefícios que eles podem colher dos relacionamentos com o governo podem compensar qualquer perda de um mau negócio imobiliário”, disse Jennifer Knoll, corretora no mercado imobiliário há duas décadas.
A mudança reflete a crescente atenção da Meta às pautas regulatórias e políticas relacionadas à tecnologia e inteligência artificial. A virada acontece especialmente em um cenário de reconfiguração no eixo de poder em Washington, após o retorno de Donald Trump à presidência.
Além disso, a escolha por Washington pode indicar um reposicionamento estratégico de Zuckerberg. Por anos, ele se manteve afastado do centro político dos EUA, mesmo sendo figura frequente em audiências no Congresso. Agora, com um endereço fixo a poucos minutos da Casa Branca, o bilionário parece disposto a estreitar os laços com o alto escalão do governo norte-americano.
9 de abril de 2025 às 08:30
9 de abril de 2025 às 05:04
FOTO: DIVULGAÇÃO
A China considera proibir filmes americanos em seu território como retaliação às tarifas anunciadas por Donald Trump. A informação foi compartilhada, simultaneamente, por duas figuras públicas chinesas nesta terça-feira (8).
Liu Hong, editor da agência de notícias estatal Xinhua, e Ren Yi, neto de Ren Zhongyi, ex-chefe do Partido Comunista da província de Guangdong, divulgaram um conjunto idêntico de contramedidas às tarifas do presidente americano.
O texto impõe taxas sobre produtos agrícolas americanos, bloqueia entrada de aves do país na China e planeja “reduzir ou banir completamente a importação de filmes americanos”.
A notícia vem após o governo chinês anunciar que não aceitaria a “natureza de chantagem” das tarifas impostas pelos Estados Unidos. Até a tarde desta terça-feira, os produtos chineses podiam receber uma tarifa de até 104% para entrarem nos EUA.
A indústria cinematográfica americana havia escapado de retaliação direta, já que filmes são considerados serviços, e não bens físicos.
Isso preocupa Hollywood, já que a China possui o segundo maior mercado cinematográfico do mundo. A bilheteria chinesa de “Um Filme Minecraft”, principal estreia da semana passada, por exemplo, equivale a 10% da arrecadação total internacional do longa-metragem. No ano passado, filmes americanos arrecadaram US$ 585 milhões, hoje equivalentes a R$ 3,4 bilhões, na China.
As autoridades chinesas já controlam a distribuição de filmes no país, e produções estrangeiras só podem ser distribuídas por meio de empresas estatais, que mantém mantém padrões de censura e guarda os períodos mais lucrativos do mercado cinematográfico para estrear filmes chineses.
8 de abril de 2025 às 15:00
8 de abril de 2025 às 11:26
FOTO: GETTY
A Suprema Corte dos Estados Unidos suspendeu nesta segunda-feira (7) uma ordem de um tribunal federal que bloqueava as deportações sumárias de venezuelanos por parte do governo do presidente Donald Trump com base na Lei de Inimigos Estrangeiros de 1798, que só foi usada em tempos de guerra.
O governo americano havia entrado com um recurso de emergência na mais alta Corte dos EUA depois que o Tribunal de Apelações do Circuito Federal confirmou o bloqueio temporário do juiz James Boasberg em 15 de março sobre o uso da lei.
No entanto, a Suprema Corte – que suspendeu a ordem do juiz por cinco votos a quatro – observou que os imigrantes detidos sujeitos a ordens de remoção têm direito à notificação e à oportunidade de contestar sua deportação com “tempo razoável”. Além disso, a Corte lembrou que os imigrantes em questão estão detidos no Texas e, portanto, a batalha jurídica contra sua deportação deve ser resolvida nesse estado.
O governo dos EUA argumentou em sua petição que essa é uma questão de segurança nacional muito urgente para ser resolvida em tribunais inferiores. A petição do governo também ressalta que a Constituição deixa claro que a autoridade de segurança nacional cabe diretamente ao presidente e solicitou que o bloqueio judicial fosse suspenso.
Trump alegou que a gangue transnacional de origem venezuelana Tren de Aragua, que ele acusa de ter se infiltrado no governo de Nicolás Maduro, está invadindo o país. Por esse motivo, em 15 de março, ele invocou a Lei de Inimigos Estrangeiros, que não era usada desde a Segunda Guerra Mundial e que permite a expulsão de estrangeiros sem uma audiência judicial prévia.
Na mesma data, apesar da ordem judicial de Boasberg, três aviões fretados pelo governo dos EUA decolaram no Texas e levaram cerca de 200 venezuelanos a El Salvador, onde eles foram encaminhados para a megaprisão de segurança máxima Centro de Confinamento do Terrorismo (Cecot).
8 de abril de 2025 às 14:00
8 de abril de 2025 às 11:20
FOTO: DIVULGAÇÃO
Um homem tentou enganar uma juíza ao apresentar um advogado falso criado por Inteligência Artificial (IA) durante uma audiência trabalhista. O caso aconteceu no dia 26 de março, no Tribunal de Apelações de Nova York, nos Estados Unidos.
Na videoconferência, o suposto advogado aparecia sorridente, com aparência jovem, penteado impecável, vestindo camisa social e suéter. O homem, que movia uma ação trabalhista, usou um vídeo gerado por IA para defender seus argumentos.
“Que o tribunal me permita falar. Venho aqui humildemente para apresentar meu argumento diante de um painel de cinco juízes”, começou a falar o avatar, que foi interrompido pela juíza. “Ok, espere um pouco. Esse é o advogado do caso?”, questionou a magistrada.
Ao perceber que se tratava de uma imagem criada por IA, a juíza interrompeu a audiência. Visivelmente incomodada, a magistrada declarou que “não gostava de ser enganada”.
Posteriormente, o autor da ação enviou uma carta de desculpas ao tribunal, dizendo que não tinha intenções de “causar problemas”. No texto, justificou que não tinha um advogado para representá-lo e que, por isso, optou por apresentar seus argumentos por conta própria. Ele afirmou acreditar que a versão digital poderia se expressar de forma mais clara do que ele pessoalmente
8 de abril de 2025 às 11:15
8 de abril de 2025 às 10:00
FOTO: DIVULGAÇÃO
Uma idosa na Romênia usou durante anos de sua vida uma pedra preciosa de 3,5 quilos para travar a porta de sua casa, sem ter a menor ideia de que se tratava de uma peça milionária.
A rocha, que foi encontrada pela mulher na beira de um riacho no sudeste do país, foi recentemente declarada uma das maiores pepitas de âmbar já encontradas em todo o mundo.
De acordo com informações do jornal El País, a pedra está avaliada em nada menos que 1 milhão de dólares, o que corresponde a cerca de R$ 5,6 milhões.
O periódico descreve que a senhora vivia na comuna romena de Colţi, onde pedaços de âmbar podem ser encontrados em depósitos de arenito no leito do rio Buzău. Isso porque a extração desse tipo de material é feita desde 1920 na região.
O âmbar é formado a partir da resina de árvores que possuem milhões de anos. Essa resina é liberada naturalmente pela árvore como uma forma de se defender contra ferimentos, insetos e fungos.
Se enterrada sob sedimentos como areia ou lama, essa resina passa por um processo chamado polimerização, que dura milhões de anos, até que ela finalmente tenha sua estrutura molecular endurecida e se transforme em âmbar.
A preciosidade da pepita encontrada pela idosa passou despercebida durante anos, até mesmo por ladrões que invadiram a residência e não notaram que a pedra poderia ser valiosa.
Foi somente após a morte da idosa, em 1991, que um parente herdou a propriedade e passou a admirar a beleza da pedra.
Ao desconfiar que ela pudesse ser valiosa, o homem levou a peça para autoridades romenas, que a encaminharam para o Museu de História de Krakow, na Polônia. Por fim, especialistas confirmaram que tratava-se de um âmbar de até 70 milhões de anos.
A pepita foi declarada tesouro nacional da Romênia e, desde 2022, se encontra em exibição no Museu Provincial de Buzău.
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