2 de março de 2026 às 04:18
2 de março de 2026 às 04:39
FOTO: REUTERS
Líderes do Reino Unido, França e Alemanha afirmaram neste domingo (1º) que estão prontos para adotar medidas para proteger seus interesses e os de aliados no Oriente Médio, após classificarem como “indiscriminados e desproporcionais” os ataques com mísseis realizados pelo Irã.
O chamado E-3 declarou que poderá agir militarmente e que atuará em coordenação com os Estados Unidos e parceiros regionais.
A escalada ocorre após Estados Unidos e Israel iniciarem, no sábado (28), uma série de ataques contra o Irã em meio às tensões sobre o programa nuclear iraniano. Em resposta, Teerã lançou ações retaliatórias contra países da região que abrigam bases militares americanas, como Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque.
Nesse domingo, a mídia estatal iraniana anunciou a morte do líder supremo, Ali Khamenei, em ataques atribuídos a EUA e Israel. Após a confirmação, o presidente iraniano Masoud Pezeshkian ameaçou uma ofensiva inédita, enquanto Donald Trump advertiu que qualquer nova retaliação será respondida “com uma força nunca antes vista”. As hostilidades seguem em andamento.
2 de março de 2026 às 04:17
2 de março de 2026 às 03:20
FOTO: AFP
O aiatolá Alireza Arafi foi nomeado neste domingo (1º) como membro jurista do Conselho de Liderança do Irã. O órgão deve governar até a eleição de um novo líder pela Assembleia de Peritos, segundo informações agência de notícias ISNA.
A formação do conselho de liderança provisório ocorre um dia após a morte do líder supremo, Ali Khamenei, durante um ataque conjunto lançado por Estados Unidos e Israel na manhã do sábado (28).
Arafi foi escolhido para liderar o país ao lado do presidente, Masoud Pezeshkian, e do chefe do judiciário, Gholam Hossein Mohseni Ejehei. Sendo um clérigo em um regime teocrático, em que só religiosos exercem o papel de líder supremo, ele se torna o mais graduado do triunvirato.
O religioso de 67 anos ocupa o cargo de vice-presidente da Assembleia de Peritos (que nomeia e supervisiona o líder supremo) e é membro do Conselho dos Guardiões, responsável pela avaliação de candidatos a eleições e leis aprovadas pelo parlamento. Também chefia o sistema de seminários do Irã, que administra as instituições educacionais islâmicas.
Homem de confiança de Khamenei, começou a ganhar destaque em cargos de importância crescente poucos anos após a ascensão de Khamenei, em 1989. Na análise do think tank Middle East Institute, sua ascensão foi cuidadosamente articulada pelo líder supremo como um possível sucessor.
Arafi é fluente em árabe e inglês, e visto como alguém versado em tecnologia. Segundo agências de notícias locais, ele defende que as instituições religiosas se adaptem e façam uso de ferramentas como a inteligência artificial para disseminar a mensagem do regime.
Em anos recentes, ele se tornou uma figura pública mais conhecida no Irã, à medida que seus deveres oficiais foram ampliados pelo chefe de Estado para encontros com autoridades estrangeiras, incluindo o Papa Francisco em 2022, visitas a áreas atingidas por terremotos e discursos sobre questões de segurança nacional, nos quais vinha demonstrando apoio à Guarda Revolucionária e ao esforço do Irã fortalecer suas defesas militares.
Trajetória
Nascido em 1959, Arafi vem de uma família clerical da cidade de Meybod, na província de Yazd, no centro do Irã. Em 1969, quando tinha apenas 11 anos, ele se mudou para Qom para seguir com seus estudos religiosos, iniciados o sob a orientação de seu pai em Meybod.
Seus estudos lhe garantiram o título de mujtahid, jurista islâmico altamente qualificado, tendo a jurisprudência islâmica e filosofia como áreas de especialização.
Com apenas 33 anos, em 1992, foi nomeado pela primeira vez como líder das orações de sexta-feira em sua cidade natal, Meybod, um sinal da confiança de Khamenei.
O líder supremo o incumbiria mais tarde de comandar a Universidade Internacional Al-Mustafa, criada por Khamenei para disseminar a ideologia da república islâmica e formar líderes xiitas de outros países.
Apesar de ter grande experiência na burocracia religiosa do Irã e de ter alcançado altos cargos, analistas observam que Arafi não tem base política independente fora dessas instituições, o que pode influenciar sua maneira de liderar durante a transição e seu destino depois dela.
2 de março de 2026 às 04:16
2 de março de 2026 às 01:56
FOTO: GETTY
O presidente norteamericano Donald Trump fez pronunciamento de seis minutos neste domingo (1º) sobre a morte de três militares dos Estados Unidos em combate e cinco gravemente feridos, conforme comunicado do United States Central Command (Centcom).
Lamentou as mortes, descreveu os soldados como “grandes pessoas” com “registros excepcionais”, mas afirmou que baixas eram esperadas em uma operação dessa magnitude. “Infelizmente, provavelmente haverá mais. Pode acontecer de novo”, declarou.
E foi taxativo na exigência ao Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica para “entregar as armas imediatamente” ou enfrentará “morte certa”.
Ao relacionar as perdas ao histórico de confrontos com o regime iraniano, Trump prometeu “o golpe mais punitivo” contra a Guarda Revolucionária e afirmou que as operações continuam “em plena força” até que “todos os objetivos sejam alcançados”.
As identidades dos três militares mortos ainda não foram divulgadas oficialmente, pois as famílias estão sendo notificadas.
2 de março de 2026 às 04:15
2 de março de 2026 às 01:53
FOTO: AFP
Pelo menos três pessoas morreram e 14 ficaram feridas em um ataque a tiros ocorrido na madrugada deste domingo (1º) em frente ao bar Buford’s, no centro de Austin. O FBI classificou o caso como um potencial ato de terrorismo. O atirador também morreu, e três vítimas seguem em estado crítico.
Segundo fontes policiais, o atirador usava um moletom que dizia “Propriedade de Allah” e uma camisa com um desenho de bandeira iraniana. Ele foi identificado como Ndiaga Diagne, de 53 anos, natural do Senegal e cidadão americano naturalizado desde 2006. Informações preliminares apontam que ele manifestava apoio ao regime iraniano nas redes sociais, de acordo com o SITE Intelligence Group.
O ataque ocorreu por volta das 2h (horário local). De acordo com a chefe da polícia de Austin, Lisa Davis, o homem começou a atirar de dentro do carro com uma pistola contra frequentadores do bar e, em seguida, saiu do veículo armado com um fuzil, disparando contra pessoas na rua. Ele foi morto por policiais que responderam à ocorrência. As investigações seguem com apoio do Grupo Conjunto de Combate ao Terrorismo, e a motivação exata ainda está sendo apurada.
2 de março de 2026 às 04:13
2 de março de 2026 às 02:56
FOTO: GETTY
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que centenas de alvos foram atingidos no Irã, inclusive instalações da Guarda Revolucionária e sistemas de defesa antiaérea iranianos. O republicano voltou a se pronunciar publicamente neste domingo (1º), em vídeo compartilhado nas redes sociais.
Ao citar a morte do líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, Trump ressaltou que todo o comando militar “se foi também”. Além disso, Trump disse que “muitos deles querem se render para salvar suas vidas”.
Porém, Trump ressaltou que os ataques vão continuar até que os EUA atinjam seus objetivos, que não foram especificados.
Os Estados Unidos e Israel iniciaram no sábado (28) uma onda de ataques contra o Irã, em meio a tensões sobre o programa nuclear iraniano.
O regime dos aiatolás iniciou retaliação contra países do Oriente Médio que abrigam bases militares norte-americanas, entre eles: Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque.
No domingo, a mídia estatal iraniana anunciou que seu líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, foi uma das vítimas feitas pelos ataques norte-americanos e israelenses.
Após o anúncio da morte de Khamenei, o Irã ameaçou lançar a “ofensiva mais pesada” da história. O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou que o país persa considera se vingar pelos ataques de Israel e dos Estados Unidos como um “direito e dever legítimo”.
Em resposta, Trump ameaçou o Irã contra os ataques retaliatórios, dizendo “é melhor que eles não façam isso, porque se fizerem, nós os atingiremos com uma força nunca antes vista”. As agressões entre as partes seguem neste domingo.
Na véspera, Trump já havia afirmado que os ataques contra o Irã vão continuar “ininterruptos durante toda a semana ou pelo tempo que for necessário para alcançarmos nosso objetivo de PAZ EM TODO O ORIENTE MÉDIO E, DE FATO, NO MUNDO!”.
2 de março de 2026 às 04:11
1 de março de 2026 às 18:26
FOTO: GETTY
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste domingo (1º), em entrevista à Fox News, que 48 líderes do Irã foram mortos em ataques conjuntos dos EUA e de Israel.
Segundo Trump, a ofensiva “avança rapidamente” e representa um sucesso após décadas de conflito. Ele acrescentou que os ataques continuarão de forma ininterrupta pelo tempo necessário para alcançar o que chamou de “paz no Oriente Médio e no mundo”.
Em publicação na rede Truth Social, Trump também comemorou a morte do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, classificando o episódio como um ato de justiça.
2 de março de 2026 às 04:07
1 de março de 2026 às 18:19
FOTO: EFE
A ofensiva conduzida pelos Estados Unidos em coordenação com Israel contra alvos no Irã, seguido por retaliações iranianas a bases norte-americanas no Oriente Médio, provocou uma divisão clara na comunidade internacional.
Pelo menos oito países condenaram diretamente a ofensiva iniciada por Washington. Entre eles está o Brasil, que divulgou nota oficial criticando a ação militar realizada enquanto, segundo o governo brasileiro, ainda havia negociações em curso sobre a interrupção do programa nuclear iraniano.
A China também se manifestou contra os ataques, defendendo a interrupção imediata das operações e o respeito à soberania do Irã. Rússia, Espanha, Chile, Colômbia, Suíça e Uruguai completam o grupo que condenou explicitamente a iniciativa norte-americana.
Em sentido oposto, quatro países declararam apoio direto à decisão da Casa Branca: Israel, Argentina, Austrália e Canadá. Já nações como Alemanha, Reino Unido, França, Arábia Saudita, Bahrein, Ucrânia, Catar, Egito, Coreia do Sul, Itália, Peru, Paraguai e Emirados Árabes Unidos criticaram o lançamento de mísseis iranianos contra países vizinhos.
Por outro lado, Japão, Índia, Portugal e Polônia mantiveram postura oficialmente neutra. A maior parte dos comunicados divulgados por governos ao redor do mundo concentrou-se em alertas consulares, orientando cidadãos residentes ou em viagem na região a buscarem contato com embaixadas e adotarem medidas de segurança.
SOBRE A OFENSIVA
A ofensiva americana e israelense contra o Irã começou nas primeiras horas deste sábado contra alvos em Teerã e outras cidades iranianas como Tabriz e Isfahan. Os ataques resultaram em mais de 200 mortes, segundo cálculos do Crescente Vermelho.
A ofensiva resultou na morte do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, que foi confirmada pela mídia estatal e pelo governo do país persa. Horas antes do anúncio oficial, o presidente americano, Donald Trump, já havia divulgado que Khamenei estava morto. Parentes do aiatolá também foram mortos.
2 de março de 2026 às 04:04
1 de março de 2026 às 18:11
FOTO: REPRODUÇÃO
A maior interrupção no transporte aéreo global desde o início da pandemia de Covid-19 continuou no domingo, com milhares de voos afetados e importantes centros de transporte no Oriente Médio, incluindo Dubai e Doha, fechados em resposta à escalada militar envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã.
Israel e Irã trocaram novos ataques no domingo, depois que Teerã atingiu o Aeroporto Internacional de Dubai — o mais movimentado do mundo em tráfego internacional — e o principal aeroporto do Kuwait durante seus ataques retaliatórios no dia anterior.
Irã, Iraque, Israel, Síria, Kuwait, Catar e Emirados Árabes Unidos anunciaram no sábado o fechamento, ao menos parcial, de seus espaços aéreos após os ataques dos EUA e de Israel ao Irã, o que interrompeu abruptamente o tráfego aéreo civil sobre o Oriente Médio.
Entre as companhias aéreas que cancelaram voos estão Emirates, Etihad, Air France, British Airways, Air India, Turkish Airlines e Lufthansa.
O site de rastreamento de voos FlightAware informou que mais de 6.700 voos foram atrasados e 1.900 cancelados em todo o mundo até as 10h GMT de domingo, além dos milhares registrados no dia anterior.
Fechamento do espaço aéreo
O Irã fechou rapidamente seu espaço aéreo assim que os ataques começaram, “até segunda ordem”, disse o porta-voz da Organização de Aviação Civil do Irã, citado pela agência de notícias Tasnim.
Israel também fechou seu espaço aéreo para voos civis, anunciou a ministra dos Transportes, Miri Regev.
A autoridade de aviação civil do Catar informou que fechou temporariamente o espaço aéreo do país.
O Iraque também fechou seu espaço aéreo, informou a mídia estatal.
Os Emirados Árabes Unidos anunciaram o fechamento “parcial e temporário” de seu espaço aéreo.
A Autoridade de Aviação Civil da Síria informou que fechou parte de seu espaço aéreo no sul do país, ao longo da fronteira com Israel, por 12 horas.
A força aérea da Jordânia realizava exercícios para “defender os céus do reino”, segundo os militares.
O Kuwait também fechou seu espaço aéreo.
Companhias aéreas do Oriente Médio e Norte da África
As companhias aéreas do Golfo Emirates e Etihad cancelaram 38% e 30% de seus voos, respectivamente, segundo a Cirium.
A Qatar Airways suspendeu todos os voos partindo de Doha. A companhia cancelou 41% do total de voos, de acordo com a empresa de análise de aviação Cirium.
A Syria Air, companhia aérea nacional do país, cancelou todos os voos até novo aviso.
A companhia aérea nacional do Egito, EgyptAir, anunciou a suspensão de seus voos para cidades do Oriente Médio, incluindo Dubai, Doha, Manama, Abu Dhabi, Beirute e Bagdá, entre outras.
Companhias aéreas europeias
A Rosaviatsia, autoridade russa de transporte aéreo, informou que todos os voos comerciais para Israel e Irã foram cancelados “até novo aviso”.
A Turkish Airlines cancelou voos para o Líbano, Síria, Iraque, Irã e Jordânia até 2 de março.
A Air France cancelou seus voos para Dubai, Riad, Beirute e Tel Aviv até domingo, estendendo a suspensão que já havia sido anunciada.
A British Airways informou que não voará para Tel Aviv e Bahrein até 4 de março e cancelou os voos para Amã, capital da Jordânia, no sábado.
A Swiss International Air Lines suspendeu os voos de e para Tel Aviv até 7 de março e cancelou os voos de Zurique para Dubai programados para sábado e domingo.
A Lufthansa, companhia aérea alemã que engloba a Swiss e a ITA Airways, cancelou seus voos de e para Tel Aviv, Beirute, Amã, Erbil e Teerã até 7 de março.
O grupo aéreo e suas subsidiárias também suspenderam os voos de e para Dubai e Abu Dhabi até domingo.
Companhias aéreas da América do Norte
A Delta Air Lines suspendeu os voos entre Nova York e Tel Aviv até domingo.
A American Airlines “suspendeu temporariamente” os voos entre Doha e Filadélfia.
Os voos da United para Tel Aviv estão cancelados até segunda-feira, e os voos para Dubai até domingo.
A Air Canada informou que cancelou os voos do Canadá para Israel até 8 de março e para Dubai até 3 de março.
Companhias aéreas da região Ásia-Pacífico
As duas maiores companhias aéreas privadas da Índia, IndiGo e Air India, suspenderam os voos para todos os destinos no Oriente Médio.
A Pakistan International Airlines, companhia aérea nacional do país que faz fronteira com o Irã, informou que suspendeu os voos para os Emirados Árabes Unidos, Bahrein, Doha e Kuwait.
A Cathay Pacific, de Hong Kong, suspendeu os voos para Dubai e Riade.
A Garuda Indonesia, companhia aérea nacional da Indonésia, suspendeu temporariamente os voos de e para Doha “até novo aviso”, informou a empresa em comunicado neste domingo.
A Singapore Airlines e a Scoot, de Singapura, cancelaram seis rotas de voo na região até o fim de domingo, informou a mídia local.
Os voos da Philippine Airlines de Manila para Doha, de Riade para Manila e de Dubai para Manila foram cancelados no sábado, assim como um voo Doha-Manila no domingo.
Outras grandes companhias aéreas, incluindo a australiana Qantas e a japonesa All Nippon Airways, não anunciaram cancelamentos de voos.
Companhias aéreas africanas
A Ethiopian Airlines cancelou seus voos para Amã, Tel Aviv, Dammam e Beirute.
A Kenya Airways suspendeu seus voos para Dubai e Sharjah até novo aviso.
Comentários