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Categoria: Mundo

Trump diz que estuda caminhos para adquirir a Groenlândia

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, avalia diferentes caminhos para anexar a Groenlândia, e recorrer às Forças Armadas é “sempre uma opção”, informou a Casa Branca nesta terça-feira (6). Segundo comunicado da secretária de imprensa, Karoline Leavitt, o presidente “deixou claro que adquirir a Groenlândia é uma prioridade para a segurança nacional dos Estados Unidos e que é vital para dissuadir nossos adversários na região do Ártico”, em referência ao território semiautônomo pertencente à Coroa da Dinamarca. “O presidente e sua equipe estão debatendo várias opções para alcançar esse importante objetivo da política externa e, evidentemente, o recurso ao Exército dos Estados Unidos é sempre uma opção à disposição do comandante em chefe”, acrescentou.

No último final de semana, após os Estados Unidos invadirem a Venezuela e capturaram o ditador Nicolás Maduro, Trump voltou a falar sobre o desejo de anexar a Groenlândia aos EUA. A ilha atrai o republicano desde o seu primeiro mandato por conta da posição estratégica que o território possui no Ártico, além da reserva de terras raras e fontes de recursos naturais, como minério.

Em entrevista à revista The Atlantic no domingo (4), Trump disse “precisar da Groenlândia” para fortalecer o sistema de defesa americano, após ser questionado se a entrada das tropas americanas na Venezuela implicaria em uma maior disposição dos Estados Unidos para fazer intervenções militares na Groenlândia. “Nós precisamos da Groenlândia, com certeza. Precisamos dela para a defesa”, disse o republicano na ocasião. Na segunda (5), a primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, rebateu as declarações de Trump e disse que uma tomada de poder pelos Estados Unidos na Groenlândia equivaleria “ao fim da aliança militar da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan)”, aliança militar da qual a ilha faz parte.

“Se os Estados Unidos optarem por atacar militarmente outro país da Otan, tudo para”, disse Mette à emissora dinamarquesa TV2 na segunda-feira. O primeiro-ministro da Groenlândia, Jens Frederik Nielsen, também criticou os comentários do republicano. Ele foi seguido por líderes europeus, que expressaram solidariedade a Nielsen e à Mette, ao defenderam a soberania da ilha do Ártico.

“Cabe à Dinamarca e à Groenlândia, e somente a elas, decidir sobre assuntos que dizem respeito à Dinamarca e à Groenlândia”, afirmaram os países em uma declaração assinada de forma conjunta por França, Alemanha, Itália, Polônia, Espanha e Reino Unido.

Provocação

No sábado, quando Nicolás Maduro desembarcava nos Estados Unidos para responder a acusações de envolvimento com tráfico de drogas, Katie Miller, esposa de Stephen Miller, chefe de gabinete da Casa Branca, reacendia a discussão em torno da ilha ártica.

No X (antigo Twitter), ela publicou uma imagem ilustrativa que exibe a Groenlândia pintada com as cores dos Estados Unidos, e escreveu na postagem a palavra “Soon”, que significa “em breve”, em inglês.

A publicação provocou reações de autoridades da Groenlândia e dinamarquesa. Jesper Moller Sorensen, embaixador da Dinamarca nos Estados Unidos, respondeu ao post de Katie Miller dizendo que Estados Unidos e Dinamarca são “aliados próximos” e que os países devem “continuar a trabalhar juntos” para garantir maior segurança no Ártico.

“O Reino da Dinamarca aumentou significativamente seus esforços de segurança no Ártico – somente em 2025, destinamos US$ 13,7 bilhões que podem ser usados no Ártico e no Atlântico Norte. Porque levamos nossa segurança conjunta a sério”, afirmou Sorensen. “E sim, esperamos total respeito pela integridade territorial do Reino da Dinamarca.”

O primeiro-ministro da Groenlândia, Jens Frederik Nielsen, também rebateu a publicação de Katie Miller e classificou a foto como “desrespeitosa”.

“A imagem compartilhada por Katie Miller, que retrata a Groenlândia envolta em uma bandeira americana, não muda absolutamente nada. Nosso país não está à venda e nosso futuro não é decidido por postagens em redes sociais”, disse Frederik, que concluiu: “Não há necessidade de entrar em pânico. Mas há uma boa razão para falar contra o desrespeito”.

A primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, por sua vez, escreveu nas suas redes sociais que “não faz absolutamente nenhum sentido falar sobre os Estados Unidos assumirem a Groenlândia”, e reforçou que, por fazer parte da OTAN, o país “está coberto pela garantia de segurança da aliança”.

“Exorto veementemente os EUA a cessarem as ameaças contra um aliado histórico próximo e contra outro país e outro povo que já declararam claramente que não estão à venda”, completou.

Tensão diplomática

As relações diplomáticas entre Estados Unidos e Copenhague se arrastaram sob tensão ao longo do ano passado, o primeiro do segundo mandato de Trump. O republicano nunca escondeu o interesse pela ilha ártica. Na sua primeira passagem pela Casa Branca, chegou a dizer que pagaria para ter a ilha sob seu domínio. Mas neste novo, e segundo mandato, já disse que usaria a força militar para tomar o espaço.

Em março, o vice-presidente J.D. Vance visitou uma base militar remota dos EUA na Groenlândia e acusou a Dinamarca de investir pouco na ilha. Em agosto, autoridades dinamarquesas convocaram o principal diplomata dos EUA a Copenhague após um relatório apontar que pelo menos três pessoas conectadas a Trump realizaram operações secretas e de espionagem na Groenlândia.

No final de dezembro, Donald Trump voltou a gerar um incômodo nas relações diplomáticas entre a Casa Branca e o governo da Dinamarca ao indicar o governador da Lousiana, Jeff Landry, como enviado especial dos Estados Unidos para a Groenlândia. Na ocasião, os líderes dinamarqueses e groelandeses exigiram respeito pela integridade do território autônomo.

Com informações do Estadão Conteúdo

Venezuela ordena prisão de envolvidos na captura de Maduro

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O atual governo da Venezuela ordenou a busca e prisão de todos os envolvidos na promoção ou apoio ao que chamou de “ataque armado dos Estados Unidos”. Em vigor desde o último sábado (3), o decreto foi publicado na íntegra nesta segunda-feira (5).

O ditador Nicolás Maduro foi preso, na madrugada de sábado, durante operação das forças especiais dos EUA na Venezuela. Ele foi levado para Nova Iorque onde está preso.

No domingo (4), as Forças Armadas da Venezuela reconheceram a vice-presidente Delcy Rodríguez como presidente interina do país após a prisão de Maduro. No mesmo dia, Delcy divulgou carta aberta ao presidente americano Donald Trump, pedindo diálogo, o fim das hostilidades e uma “agenda de colaboração”. As informações são do G1.

MADURO NOS EUA

A primeira audiência de Nicolás Maduro na Justiça dos Estados Unidos, no Tribunal Federal do Distrito Sul de Nova Iorque, realizada nesta segunda-feira (5), foi presidida pelo juiz federal Alvin K. Hellerstein, de 92 anos.

Hellerstein é juiz sênior desde 2011 e foi indicado ao cargo em 1998 pelo então presidente Bill Clinton. Ele atua no Distrito Sul de Nova York, uma das cortes federais mais relevantes do país.

O magistrado já conduziu processos ligados aos ataques terroristas de 11 de setembro de 2001. Também atuou em outros julgamentos envolvendo terrorismo e temas de segurança nacional.

Entre os casos recentes, Hellerstein presidiu a ação em que o ex-general venezuelano Hugo Carvajal Barrios se declarou culpado por acusações de narcoterrorismo e tráfico de drogas.

O juiz também analisou pedidos do ex-presidente Donald Trump para transferir uma condenação criminal em Manhattan para a Justiça federal. O tema ainda está em análise.

Na audiência, Maduro e a esposa, Cilia Flores, foram formalmente informados das acusações apresentadas pela Justiça americana. O casal deve responder por crimes como conspiração para narcoterrorismo e importação de cocaína.

A expectativa é que ambos se declarem inocentes e permaneçam presos até o julgamento. Uma segunda audiência foi marcada para o mês de março e, segundo a imprensa dos EUA, o processo pode levar mais de um ano para ser concluído.

Pleno News

Mulher é presa acusada de matar a tiros os dois ex-maridos no mesmo dia

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Uma mulher de 51 anos foi presa em Bradenton (Flórida, EUA) após matar a tiros os dois ex-maridos no mesmo dia.

Em 17 de dezembro, policiais foram a uma residência em Bradenton após um homem de 54 anos acionar o 911 (serviço de emergências nos EUA). Aos agentes, ele contou ter sido baleado na barriga, ao atender a porta, por Susan Avalon, de 51 anos, sua ex-esposa.

Os dois haviam sido casados por 11 anos es estavam numa disputa sobre US$ 4 mil (cerca de R$ 22 mil) de pensão alimentícia. A vítima foi levada a um hospital próximo, mas não resistiu ao ferimento, contou o site “True Crime News”.

A filha de 15 anos da vítima estava em casa no momento do crime e teria ouvido tiros e visto uma pessoa fugindo num Honda Odyssey prata. A polícia rastreou a placa do veículo até a casa de Susan, onde a encontraram limpando o carro com água sanitária.

Quando os policiais pediram para falar com ela sobre o seu ex-marido, Susan respondeu, de acordo com o boletim de ocorrência: “Qual deles?”.

Isso levou os policiais a verificarem o bem-estar do segundo ex-marido de Avalon, em casa situada em Tampa (Flórida), onde descobriram que a porta havia sido arrombada e um homem havia sido morto a tiros dentro da casa.

Susan foi presa, embora a investigação em Tampa ainda esteja em andamento. A Promotoria disse que pedirá a aplicação da pena de morte para ela.

Extra

Sócio de bar na Suíça onde dezenas morreram em incêndio no réveillon tem histórico de crimes, incluindo cafetinagem e sequestro

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Um dos proprietários do bar em estação de esqui na Suíça onde 40 pessoas morreram e mais de 100 ficaram feridas em incêndio na noite do réveillon tem um extenso histórico criminal de mais de 20 anos.

“Ele é conhecido por casos de prostituição que remontam a cerca de vinte anos, bem como por um caso de sequestro e cárcere privado. Ele foi preso em Savoie”, escreveu o jornal “Le Parisien”, referindo-se à pena de prisão que Jacques Moretti teve que cumprir.

A emissora de rádio belga RTL afirmou que a pena de prisão de Moretti envolveu “casos de exploração sexual, fraude, sequestro e cárcere privado”, citando uma fonte jurídica.

Originário da ilha da Córsega, o francês está sendo investigado pelo incêndio mortal ocorrido no dia de Ano Novo no Le Constellation, onde os frequentadores ficaram presos após garrafas de champanhe com velas pirotécnicas (conhecidas como estrelinhas) incendiarem o teto.

Moretti e sua esposa, Jessica, são sócios da sofisticada boate em Crans-Montana desde 2015. Até domingo, eles não haviam sido indiciados criminalmente e não estavam presos enquanto respondiam às perguntas das autoridades sobre o grave incêndio.

Extra

Mulher que ‘voltou da morte’ revela o que viu no ‘além’: ‘Não há quem diga se você vai para o céu ou o inferno’

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Erica Tait tinha apenas 22 anos quando caiu de um penhasco em Palisades (Nova Jersey, EUA), ao fazer uma escalada sem equipamentos de segurança. A americana despencou de uma altura de 18 metros (equivalente a um prédio de seis andares), numa experiência extremamente dolorosa que redefiniria a sua vida. O episódio ocorreu em 2015.

Antes de “apagar”, Erica, com muito esforço, pediu ajuda pelo celular, mas não conseguiu informar sua localização.

O quadro era grave: Erica havia fraturado a coluna, a pélvis, os braços e as costelas, além de ter perfurado os pulmões.

Durante as sete horas até que fosse achada, a americana deixou o seu corpo físico para trás e entrou num “reino” onde sua consciência deixou de existir como indivíduo.

A americana relatou que a sua experiência de quase morte (EQM) começou com uma profunda sensação de paz, enquanto sua consciência se distanciava da dor e dos ferimentos no chão, compreendendo instantaneamente que o verdadeiro “eu” era algo eterno e separado do corpo. Ao se deparar com uma luz branca brilhante que ela só conseguia descrever como Deus ou uma consciência universal, Erica disse ter aprendido que tudo no universo era um ser interconectado, feito da mesma energia vibrando em diferentes velocidades.

Esse foi o “plot twist” na vida de Erica. A revelação a preencheu com um amor imenso e mostrou-lhe que nosso verdadeiro propósito na Terra era lembrar dessa unidade e viver com compaixão, porque ferir alguém seria como ferir a nós mesmos.

Em seguida, narrou a americana durante entrevista em dezembro, toda a sua trajetória terrena passou diante dos seus olhos como um filme, e ela viu claramente como seus traumas e escolhas passadas haviam causado danos a si mesma e aos outros.

“A única pessoa que me julgava era a minha versão mais objetiva. Então, não havia nenhum ser externo me dizendo que eu iria para o inferno ou para o céu”, declarou ela.

Embora Erica não tenha encontrado seres específicos como anjos ou parentes falecidos, ela disse que a própria luz parecia viva e se comunicava com ela diretamente, como uma presença amorosa que a conhecia completamente.

“Nesta dimensão que chamamos de Terra, existe uma ilusão de separação”, comentou ela.

Ao “regressar à vida”, Erica, que se dedica a promover terapia espiritual, disse que tomou um norte, o único “possível” após o que passara:

“Despertar, lembrar por que estamos aqui, o que realmente somos. Esse tem sido meu único foco desde então: continuar a me lembrar e a despertar para lembranças cada vez mais profundas do que é a realidade, e ajudar o coletivo a fazer o mesmo.”

Extra

Como é prisão onde Nicolás Maduro está detido em Nova York: ‘Inferno na Terra’

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Advogados americanos já a descreveram como “o inferno na Terra”, e há juízes que se recusaram a enviar condenados para lá. É nessa prisão, no Brooklyn (Nova York, EUA), que o ex-presidente venezuelano Nicolás Maduro está detido.

Horas após ser capturado em Caracas (capital da Venezuela) por militares dos Estados Unidos (03/01), em uma operação sem precedentes nas últimas décadas na América Latina, o ex-governante foi levado por via aérea ao navio USS Iwo Jima, transferido em seguida para a Base Naval de Guantánamo (Cuba) e, por fim, em outro avião, para Nova York.

“Good night quer dizer ‘buenas noches’ [boa noite], não é? Good night! Happy New Year (Boa noite! Feliz Ano Novo!, em tradução livre)!”, diz Maduro em um dos primeiros vídeos gravados após sua chegada à “Big Apple” (Grande Maçã, um dos apelidos dados a Nova York). Nas imagens, ele aparece algemado e escoltado por dois agentes antidrogas, vestindo um casaco esportivo, um gorro preto e calçando sandálias com meias.

O herdeiro político do falecido Hugo Chávez (1954-2013) passou pela sede da DEA (agência antidrogas dos EUA) antes de ser levado a uma cela do Centro de Detenção Metropolitano (MDC, na sigla em inglês), no Brooklyn, onde deve permanecer enquanto responde às acusações de tráfico de drogas e narcoterrorismo apresentadas pela Justiça dos Estados Unidos.

Cilia Flores, esposa de Maduro, também está detida no mesmo local.

Uma prisão vertical

O MDC onde Maduro está detido é um grande edifício de concreto e aço com vários andares, localizado no bairro do Brooklyn, a poucos metros do porto de Nova York e a cerca de cinco quilômetros da Quinta Avenida, do Central Park e de outras atrações conhecidas da cidade.

A prisão, inaugurada no início da década de 1990 com o objetivo de combater a superlotação carcerária que afetava a cidade, ocupa a área onde antes funcionavam instalações de armazenamento e distribuição de mercadorias que chegavam ou partiam em navios que atracavam no terminal marítimo.

Embora seu propósito seja abrigar presos de ambos os sexos que aguardam julgamento nos tribunais de Manhattan e do Brooklyn, o MDC também é usado para encarcerar condenados que cumprem penas de curta duração, segundo informações do site do Departamento Federal de Prisões (BOP, na sigla em inglês).

Atualmente, é a única unidade operada pelo BOP em Nova York. Em 2021, o órgão fechou uma prisão semelhante localizada em Manhattan, após o suicídio, em 2019, do empresário dos EUA Jeffrey Epstein, então acusado de prostituição e tráfico de pessoas.

O presídio fica entre as sedes da Promotoria e de dois tribunais federais e conta com corredores internos que as conectam, o que permite o deslocamento dos acusados sem exposição pública.

O complexo é cercado por barricadas de aço e câmeras com capacidade de captar imagens a longa distância. Nas últimas horas, a vigilância externa foi reforçada.

Apesar do seu formato vertical, o centro possui áreas para a prática de atividades esportivas ao ar livre, além de unidades médicas e até uma biblioteca, informou a PBS, rede de televisão pública americana.

Embora não haja informações oficiais, a mídia local e internacional afirma que as celas têm apenas poucos metros de comprimento e que os detentos passam a maior parte do dia nelas.

‘O inferno na Terra’

Problemas como superlotação, insalubridade e violência, comuns em muitas prisões da América Latina, inclusive em centros de detenção venezuelanos, também são recorrentes no MDC do Brooklyn.

Construído para abrigar 1.000 detentos, o MDC chegou a receber 1.600 presos em 2019, segundo a imprensa. Atualmente, tem 1.336, de acordo com dados publicados no site do BOP.

Além disso, nos últimos anos, a unidade também operou com apenas 55% de sua equipe de funcionários, informou, em novembro de 2024, a agência de notícias Associated Press (AP), com base em documentos judiciais.

A combinação de superlotação e falta de pessoal ajuda a explicar as brigas e os frequentes episódios de violência registrados na prisão.

E como se não bastasse, as condições físicas do prédio também são precárias. Em 2019, uma falha elétrica deixou os detentos sem aquecimento em pleno inverno por vários dias.

“As condições no MDC são inaceitáveis e desumanas”, declarou a procuradora-geral de Nova York, Letitia James, que criticou o governo federal e cobrou ação contra o estado de deterioração da prisão.

“Estar preso não deveria implicar a negação de direitos humanos”, acrescentou.

Por sua vez, advogados como Edwin Cordero classificaram a prisão como uma representação viva do “inferno na Terra”. Um de seus clientes, Uriel Whyte, morreu esfaqueado por outros detentos em junho de 2024, informou a emissora americana CNN.

A avaliação é compartilhada por David Patton, ex-diretor da Defensoria Pública Federal de Nova York, que afirmou a um veículo local que os problemas da prisão vão “da falta de atendimento médico a graves falhas de saneamento, passando pela presença de vermes nos alimentos e pela violência”.

Essas condições ajudam a explicar por que foram registrados ao menos quatro suicídios de detentos entre 2021 e 2024.

Os juízes também demonstram insatisfação com o estado da penitenciária. Alguns decidiram não enviar mais condenados para o local.

Um deles foi o juiz distrital Gary Brown, que, em agosto de 2024, afirmou que anularia a pena de nove meses de prisão imposta a um homem de 75 anos, acusado de fraude fiscal, e a substituiria por prisão domiciliar caso o BOP o enviasse ao MDC do Brooklyn.

“Esses incidentes (as brigas) demonstram uma lamentável falta de supervisão, uma perturbação da ordem pública e um ambiente de anarquia que constitui uma gestão inaceitável, reprovável e letal”, declarou Brown, segundo o jornal britânico The Independent.

Escândalos de corrupção também levaram a prisão às manchetes. Em 06/03/25, o Departamento de Justiça dos EUA anunciou o indiciamento de 25 pessoas, entre detentos e ex-funcionários do sistema penitenciário, em 12 casos distintos envolvendo violência e contrabando.

Outros detentos famosos

Apesar das más condições da prisão do Brooklyn, o local foi escolhido pelas autoridades dos EUA para abrigar presos de grande notoriedade.

Maduro, por exemplo, não é o primeiro político latino-americano a terminar em uma cela do complexo.

O ex-presidente de Honduras Juan Orlando Hernández ficou mais de três anos detido no MDC até ser transferido, em junho passado, para outra prisão após ser condenado por um tribunal federal a 45 anos de prisão por narcotráfico. Em dezembro passado, porém, o presidente americano, Donald Trump, concedeu-lhe indulto.

O ex-secretário de Segurança Pública do México Genaro García Luna também passou um período em uma das celas da prisão de Nova York.

Joaquín “El Chapo” Guzmán, um dos narcotraficantes mexicanos mais conhecidos do mundo, também esteve detido no local. Já Ismael “El Mayo” Zambada, um dos líderes do cartel mexicano de Sinaloa, segue preso no complexo, à espera de julgamento por narcotráfico.

Outros internos célebres incluem figuras históricas do crime organizado, como John Gotti, além de integrantes da Al Qaeda presos após os atentados de 11 de setembro de 2001.

Até o rapper e produtor musical Sean “Diddy” Combs ficou alguns meses detido no MDC. Depois de ser condenado a quatro anos de prisão por abusar de mulheres ao longo de mais de uma década, foi transferido para outra unidade em Nova Jersey (EUA).

Ghislaine Maxwell, ex-companheira e associada de Jeffrey Epstein; Sam Bankman-Fried, ex-fundador da plataforma de criptoativos FTX, que faliu; e Michael Cohen, ex-advogado pessoal de Trump condenado a três anos por crimes financeiros, também figuram entre os detentos mais conhecidos que passaram pelo MDC.

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‘Dancinha’ de Maduro teria sido ‘gota d’água’ para ataque de Trump

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Após meses de tensão com os Estados Unidos, o presidente Nicolás Maduro e a primeira-dama Cilia Flores foram capturados por tropas norte-americanas em Caracas, capital da Venezuela, durante um bombardeio na madrugada de sábado (3).

Segundo o jornal The New York Times, a ‘dancinha’ de Maduro teria pesado na decisão de Trump. Os Estados Unidos chegaram a oferecer asilo para o líder venezuelano, em troca de sua renúncia ao poder.

Maduro, no entanto, rejeitou a oferta. Após o primeiro ataque terrestre dos Estados Unidos à Venezuela, o chavista apareceu dançando durante um evento oficial em 30 de dezembro, ao som de uma música eletrônica em que ele mesmo dizia “sem guerra maluca” em inglês.

Fontes confidenciais afirmaram ao The New York Times que a recorrente ‘dancinha’ de Maduro nas últimas semanas ajudou a convencer a equipe de Trump de que o líder da Venezuela estaria ‘debochando’ dos Estados Unidos e que consideraria as ameaças como um blefe.

Em outro episódio que viralizou nas redes sociais, o venezuelano cantou o clássico “Imagine” de John Lennon em um apelo pela paz, em 25 de novembro.

Ainda conforme o jornal, ao menos 40 pessoas morreram no bombardeio ordenado por Trump em Caracas. Nicolás Maduro e a esposa se encontram detidos em Nova York, onde aguardarão o julgamento por crimes relacionados ao narcoterrorismo.

As Forças Armadas da Venezuela reconheceram a vice Delcy Rodríguez como presidente interina do país. No domingo (4), ela convidou os Estados Unidos a colaborar com o governo e pediu paz.

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Após Venezuela, Trump volta a manifestar desejo de anexar a Groenlândia aos EUA; Colômbia também entra na mira

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Após bombardear a Venezuela e capturar o presidente Nicolás Maduro, o presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, ameaçou anexar a Groenlândia, território semiautônomo ligado à Dinamarca, e sugeriu uma ação militar contra o governo da Colômbia, de Gustavo Petro. A primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, emitiu nota afirmando que os EUA não têm qualquer direito de anexar nenhum dos países do Reino da Dinamarca.

“Tenho que dizer isso muito diretamente aos Estados Unidos: não faz absolutamente nenhum sentido falar sobre a necessidade de os EUA tomarem posse da Groenlândia”, disse Frederiksen.

A chefe do Estado europeu lembrou que a Dinamarca faz parte da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e está coberta pela garantia de segurança da aliança militar, que é encabeçada pelos próprios EUA. “Já temos um acordo de defesa entre o Reino e os Estados Unidos, que concede aos EUA amplo acesso à Groenlândia. E nós, por parte do Reino, investimos significativamente em segurança no Ártico”, completou.

A primeira-ministra da Dinamarca ainda apelou para o fim das ameaças. “Insisto veementemente para que os EUA cessem as ameaças contra um aliado histórico e contra outro país e outro povo que já deixaram bem claro que não estão à venda”, finalizou.

Em uma rede social, o primeiro-ministro da Groenlândia, Jens Frederik Nielsen, disse que a ameaça é inaceitável. “Quando o presidente dos Estados Unidos fala “precisamos da Groenlândia” e nos liga com a Venezuela e intervenção militar, não é só errado. Isto é tão desrespeitoso. Nosso país não é objeto de retórica de superpotência”, comentou.

Em entrevista à revista The Atlantic, Trump afirmou, nesse domingo (4), que Washington “precisa” da Groenlândia para a segurança nacional.

“[Precisamos da Groenlândia] não por causa dos minerais, temos vários lugares para minerais e petróleo, mais que qualquer país do mundo. Precisamos da Groenlândia para nossa segurança nacional. Se você olhar para Groenlândia, olhar para cima e para baixo da costa, tem navios russos e chineses por todas as partes”, afirmou o chefe da Casa Branca.

As ameaças para anexar o território no extremo-norte do continente americano vêm desde que Trump assumiu o governo, em janeiro de 2025. A nova ameaça desse domingo foi rejeitada por outros chefes de Estado europeus, como dos vizinhos Finlândia, Noruega e Suécia. O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, disse que somente a Groenlândia e a Dinamarca devem decidir o futuro do território.

“E a Dinamarca é uma aliada próxima na Europa, é uma aliada da Otan e é muito importante que o futuro da Groenlândia seja para o Reino da Dinamarca e para a própria Groenlândia, e somente para a Groenlândia e o Reino da Dinamarca”, disse Starmer à emissora pública inglesa BBC.

Colômbia

Além da Groenlândia, Trump ameaçou também de uma ação militar na Colômbia, do presidente esquerdista Gustavo Petro, crítico das políticas da Casa Branca para a América Latina. O presidente dos EUA disse que uma ação militar contra o governo Petro “parece bom”.

“A Colômbia também está muito doente, administrada por um homem doente, que gosta de produzir cocaína e vendê-la aos EUA”, e ele não vai continuar fazendo isso por muito tempo”, disse Trump a jornalistas.

O presidente da Colômbia rejeitou as acusações do presidente estadunidense. “Não sou ilegítimo, nem traficante de drogas; meu único bem é a casa da minha família, que ainda pago com meu salário. Meus extratos bancários foram tornados públicos”, lembrou.

“Tenho enorme fé no meu povo, e é por isso que lhes pedi que defendam o presidente contra qualquer ato ilegítimo de violência. A forma de me defenderem é tomar o poder em cada município do país. A ordem para as forças de segurança não é atirar contra o povo, mas sim contra os invasores”, completou.

Portal da Tropical