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Categoria: Mundo

Multidão acompanha velório de Ali Khamenei em Teerã e Irã decreta luto oficial

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Milhares de pessoas acompanharam, em Teerã, o velório do líder supremo do Irã, Ali Khamenei. O governo iraniano decretou luto oficial e iniciou um período de homenagens e rituais religiosos em todo o país.

A cerimônia ocorreu sob esquema de segurança reforçado. Multidões vestidas de preto carregaram bandeiras e entoaram orações em memória do líder religioso e político, que esteve à frente da República Islâmica por décadas.

Autoridades iranianas mencionaram o legado de Khamenei como uma das figuras centrais da política do país nas últimas gerações.

Com a morte do líder supremo, a sucessão será definida pela Assembleia de Especialistas, órgão responsável por escolher o novo líder religioso máximo da nação. O processo é acompanhado internamente e pela comunidade internacional, diante da influência do Irã no Oriente Médio.

Durante o período de luto oficial, eventos públicos foram suspensos e cerimônias religiosas passaram a ser realizadas em diversas cidades iranianas. Líderes políticos e militares divulgaram mensagens de unidade nacional.

A morte de Khamenei ocorre em meio a tensões regionais, ampliando as expectativas sobre os próximos passos do governo iraniano e possíveis impactos nas relações internacionais.

Agora RN

Apresentadora de TV celebra a morte de Khamenei: ‘Queime no inferno, seu filho da…!’

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Uma apresentadora da Sky News Australia chocou os telespectadores ao celebrar com veemência e um xingamento a morte do aiatolá Ali Khamenei, o líder supremo do Irã, após ataque dos EUA e de Israel no último fim de semana:

“Queime no inferno, seu filho da …!”, disparou Rita Panahi, que é nascida no Irã.

“Após 47 anos de tirania islâmica, o ditador está morto. Tudo o que tenho a dizer é que, após 47 anos de tirania islâmica, o ditador está morto e o Irã está prestes a ser libertado”, continuou ela, acrescentando que “nunca pensei que veria este dia em minha vida”.

Nascida nos EUA, Rita é uma jornalista conservadora e apresentadora do programa “The Rita Panahi Show”, que costuma ser editoralizado. Nele, não são raras as vezes em que Rita critica o regime teocrático de Terrã, citando muitas vezes sua infância no Irã antes de sua família fugir para a Austrália como refugiada em 1984. Temas recorrentes são o tratamento dado às mulheres no país pelas autoridades iranianas e a violenta repressão a movimentos oposicionistas.

Khamenei, que governava a República Islâmica do Irã desde 1989, foi morto no fim da noite de sábado (28/2) em ataque que atingiu o seu complexo fortificado no centro de Teerã.

A “Operação Fúria Épica” envolveu ataques aéreos e mísseis coordenados, teve como alvo diversas figuras importantes do regime e utilizou informações de inteligência em tempo real sobre uma rara reunião de liderança naquela manhã para maximizar o fator surpresa. O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e o presidente dos EUA, Donald Trump, confirmaram a destruição do complexo e a morte de Khamenei, com relatos indicando que cerca de 40 altos funcionários iranianos também foram mortos.

Extra

Trump promete visitar Teerã, Caracas e Havana livres até o fim do mandato

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Grande personagem dos últimos dias no noticiário internacional, o presidente Donald Trump prometeu neste domingo (1º) que antes do término do seu mandato visitará “Teerã livre, uma Caracas Livre e uma Havana livre, referindo-se à capitais de três países cujas tiranias estão na mira do governo dos Estados Unidos. Em discurso transmitido em suas redes sociais, ele avisou que as ações militares contra a ditadura iraniana irão continuar até que todos os objetivos militares sejam atingidos.

Em transmissão pelas redes sociais, Trump discursou durante cerca de seis minutos, quando prometeu que os três militares norte-americanos serão vingados e recomendou que os militares do Irã, principalmente da Guarda Revolucionária, deponham as armas.

Trump fez um apelo: “Entreguem as suas armas e recebam total imunidade, ou encarem a morte certa.”

Diário do Poder

Kuwait diz que aviões militares dos EUA caíram; tripulação sobreviveu

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O Ministério da Defesa do Kuwait afirmou que “várias aeronaves militares dos Estados Unidos caíram” nesta segunda-feira (2) e que “todos os tripulantes sobreviveram”.

A declaração foi feita após vídeos geolocalizados pela CNN mostrarem um caça caindo no Kuwait e um piloto se ejetando e descendo de paraquedas.

A CNN entrou em contato com o Comando Central dos Estados Unidos para obter um posicionamento.

“As autoridades competentes iniciaram imediatamente operações de busca e resgate”, disse o porta-voz do Ministério da Defesa do Kuwait, coronel Said Al-Atwan, no comunicado.

“As tripulações foram retiradas dos locais dos acidentes e transferidas para um hospital para avaliação de seu estado de saúde e para receber os cuidados médicos necessários”, afirmou, acrescentando que estão em condição “estável”.

Al-Atwan disse que o Kuwait está em “coordenação direta” com as autoridades dos Estados Unidos.

CNN

Irã decreta 40 dias de luto e sete feriados pela morte de Ali Khamenei

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“Com o martírio do líder supremo, seu caminho e sua missão não serão perdidos nem esquecidos; pelo contrário, serão continuados com mais vigor e dedicação”, declarou um apresentador da televisão estatal.

Os Guardas da Revolução iranianos, tropa de elite do aiatolá, prometeram uma “punição severa” aos “assassinos” do líder supremo, cuja morte havia sido confirmada anteriormente pela televisão estatal.

Em um comunicado, os Guardas condenaram “os atos criminosos e terroristas cometidos pelos governos malignos dos Estados Unidos e do regime sionista”, acrescentando: “a mão vingadora da nação iraniana não os deixará em paz até impor aos assassinos do imã da Ummah um castigo severo e decisivo, do qual se arrependerão”.

Enquanto isso, uma nova série de fortes explosões foi ouvida hoje em Teerã, por volta das 5h30 no horário local (2h00 GMT), depois que explosões anteriores atingiram bairros no leste da capital iraniana.

Um apresentador da televisão estatal iraniana anunciou hoje, às 5h00 no horário local (1h30 GMT), em lágrimas, a morte do aiatolá Ali Khamenei, líder supremo da República Islâmica do Irã, que estava no poder havia 36 anos.

A televisão iraniana não especificou em que circunstâncias Ali Khamenei morreu aos 86 anos, nem mencionou os ataques israelenses e americanos de sábado contra sua residência em Teerã. Fotos e imagens de arquivo estão sendo exibidas com uma faixa preta na tela em sinal de luto.

O presidente norte-americano, Donald Trump, já havia anunciado a morte do líder supremo iraniano, dizendo que oferece à população iraniana a chance de recuperar o país. “Esta é a maior oportunidade para o povo iraniano recuperar seu país”, afirmou.

Notícias ao Minuto

Ataque dos EUA e de Israel ao Irã deixa 555 mortos, afirma mídia iraniana

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O ataque coordenado dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, neste sábado 28, deixou 555 mortos e ao menos 747 feridos, segundo informações da organização humanitária Crescente Vermelho.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que o aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do Irã, foi morto nos ataques. A informação foi confirmada horas depois pelo regime iraniano.

Durante o dia, explosões foram registradas na capital Teerã e em dezenas de outras cidades iranianas. Em resposta, o Irã disparou mísseis contra Israel e atacou bases americanas no Oriente Médio, em países como Catar, Emirados Árabes Unidos, Kuwait e Bahrein. O governo americano afirmou que os danos às bases militares dos EUA na região foram “mínimos”.

O Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de petróleo do mundo, foi fechado por motivos de segurança, informou a agência estatal iraniana Tasnim.

Esta é a segunda vez em menos de um ano que os EUA atacam o Irã. Em junho de 2025, uma operação bombardeou estruturas nucleares iranianas.

Nas últimas semanas, Trump vinha pressionando o Irã a abandonar seu programa nuclear. Negociações estavam em curso, e mesmo assim os ataques foram lançados. Os Estados Unidos acusam o Irã de tentar fabricar uma bomba atômica.

Agora RN

Reino Unido, França e Alemanha se dizem prontos para trabalhar em conjunto com os EUA e intervir contra o Irã

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Líderes do Reino Unido, França e Alemanha afirmaram neste domingo (1º) que estão prontos para adotar medidas para proteger seus interesses e os de aliados no Oriente Médio, após classificarem como “indiscriminados e desproporcionais” os ataques com mísseis realizados pelo Irã.

O chamado E-3 declarou que poderá agir militarmente e que atuará em coordenação com os Estados Unidos e parceiros regionais.

A escalada ocorre após Estados Unidos e Israel iniciarem, no sábado (28), uma série de ataques contra o Irã em meio às tensões sobre o programa nuclear iraniano. Em resposta, Teerã lançou ações retaliatórias contra países da região que abrigam bases militares americanas, como Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque.

Nesse domingo, a mídia estatal iraniana anunciou a morte do líder supremo, Ali Khamenei, em ataques atribuídos a EUA e Israel. Após a confirmação, o presidente iraniano Masoud Pezeshkian ameaçou uma ofensiva inédita, enquanto Donald Trump advertiu que qualquer nova retaliação será respondida “com uma força nunca antes vista”. As hostilidades seguem em andamento.

Blog do BG

Saiba quem é Alireza Arafi, eleito para novo conselho de liderança do Irã após morte de líder supremo

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O aiatolá Alireza Arafi foi nomeado neste domingo (1º) como membro jurista do Conselho de Liderança do Irã. O órgão deve governar até a eleição de um novo líder pela Assembleia de Peritos, segundo informações agência de notícias ISNA.

A formação do conselho de liderança provisório ocorre um dia após a morte do líder supremo, Ali Khamenei, durante um ataque conjunto lançado por Estados Unidos e Israel na manhã do sábado (28).

Arafi foi escolhido para liderar o país ao lado do presidente, Masoud Pezeshkian, e do chefe do judiciário, Gholam Hossein Mohseni Ejehei. Sendo um clérigo em um regime teocrático, em que só religiosos exercem o papel de líder supremo, ele se torna o mais graduado do triunvirato.

O religioso de 67 anos ocupa o cargo de vice-presidente da Assembleia de Peritos (que nomeia e supervisiona o líder supremo) e é membro do Conselho dos Guardiões, responsável pela avaliação de candidatos a eleições e leis aprovadas pelo parlamento. Também chefia o sistema de seminários do Irã, que administra as instituições educacionais islâmicas.

Homem de confiança de Khamenei, começou a ganhar destaque em cargos de importância crescente poucos anos após a ascensão de Khamenei, em 1989. Na análise do think tank Middle East Institute, sua ascensão foi cuidadosamente articulada pelo líder supremo como um possível sucessor.

Arafi é fluente em árabe e inglês, e visto como alguém versado em tecnologia. Segundo agências de notícias locais, ele defende que as instituições religiosas se adaptem e façam uso de ferramentas como a inteligência artificial para disseminar a mensagem do regime.

Em anos recentes, ele se tornou uma figura pública mais conhecida no Irã, à medida que seus deveres oficiais foram ampliados pelo chefe de Estado para encontros com autoridades estrangeiras, incluindo o Papa Francisco em 2022, visitas a áreas atingidas por terremotos e discursos sobre questões de segurança nacional, nos quais vinha demonstrando apoio à Guarda Revolucionária e ao esforço do Irã fortalecer suas defesas militares.

Trajetória

Nascido em 1959, Arafi vem de uma família clerical da cidade de Meybod, na província de Yazd, no centro do Irã. Em 1969, quando tinha apenas 11 anos, ele se mudou para Qom para seguir com seus estudos religiosos, iniciados o sob a orientação de seu pai em Meybod.

Seus estudos lhe garantiram o título de mujtahid, jurista islâmico altamente qualificado, tendo a jurisprudência islâmica e filosofia como áreas de especialização.

Com apenas 33 anos, em 1992, foi nomeado pela primeira vez como líder das orações de sexta-feira em sua cidade natal, Meybod, um sinal da confiança de Khamenei.

O líder supremo o incumbiria mais tarde de comandar a Universidade Internacional Al-Mustafa, criada por Khamenei para disseminar a ideologia da república islâmica e formar líderes xiitas de outros países.

Apesar de ter grande experiência na burocracia religiosa do Irã e de ter alcançado altos cargos, analistas observam que Arafi não tem base política independente fora dessas instituições, o que pode influenciar sua maneira de liderar durante a transição e seu destino depois dela.

Estadão Conteudo