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Categoria: Mundo

Estadia de alto luxo de Lula e Janja em Paris custa mais de R$1,2 milhão

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A estadia de Lula e Janja no esplendoroso InterContinental Paris Le Grand, na França, segue o padrão de luxo e gastança habitual no casal, utilizando-se de dinheiro público. Só a hospedagem custa ao pagador de impostos R$1.223.518,84. O hotel tem padrão de altíssimo luxo, como a exclusiva Suíte Eugénie, de 229 m², cozinha privativa, quatro quartos e vista para a Ópera Garnier, fundada em 1669 por Luís XIV. Na aba de Lula, são 8 ministros, 3 senadores, 4 deputados e 4 aspones.

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Relembre a gastança de Lula em 2023, no mesmo hotel

Palacete particular

A suíte Eugénie, destaca o hotel, é um duplex com mobiliário de alta qualidade e inspirado em um espaçoso apartamento parisiense.

Travesseiros à la carte

As camas são king size, todas com lençóis egípcios e até “menu de travesseiro”, para Lula e Janja escolherem o tipo que quiserem.

Repeteco

O hotel é o mesmo que Lula ficou em junho de 2023. À época, foram dois dias curtindo o luxo por nossa conta. A fatura ficou em R$728 mil.

Sem palavras

A Presidência foi procurada para explicar a gastança enquanto aumenta o IOF para engordar o caixa do governo. O espaço segue aberto.

Diário do Poder

Deputado italiano aciona governo para extraditar Carla Zambelli

FOTO: REPRODUÇÃO

Nesta quarta-feira (4), Angelo Bonelli, parlamentar italiano à frente do partido Movimento Europa Verde e da coligação Aliança Verde e de Esquerda, solicitou oficialmente que o governo da Itália se posicione sobre a possibilidade de extraditar a deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) para o Brasil.

Em um pedido encaminhado às autoridades italianas, Bonelli questiona se o país pretende colaborar judicialmente com o Brasil e com a Interpol no processo de extradição da parlamentar brasileira.

A iniciativa do deputado veio após declarações públicas de Zambelli indicando que pretendia permanecer na Itália, onde possui cidadania, para evitar as consequências de decisões judiciais no Brasil. Ela foi condenada pelo STF a dez anos de prisão sob a acusação de envolvimento em invasões ao sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Bonelli criticou duramente a postura da deputada:

– A declaração de Zambelli é uma vergonha. Não se pode usar a cidadania italiana para escapar de condenação. A Itália corre o risco de se tornar um paraíso para gente condenada. Quero uma resposta clara do governo italiano sobre se pretende extraditar Carla Zambelli para o Brasil.

PRISÃO PREVENTIVA

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quarta (4) a prisão preventiva de Carla Zambelli, após a parlamentar anunciar que deixou o Brasil.

Segundo Moraes, a viagem da deputada à Europa teve “o objetivo de se furtar à aplicação da lei penal, em razão da proximidade do julgamento dos embargos de declaração opostos” contra a condenação proferida pela Suprema Corte e “a iminente decretação da perda do mandato parlamentar”.

Pleno News

Alemanha evacua mais de 20 mil pessoas após encontrar bombas da 2ª Guerra Mundial

FOTO: UNSPLASH

Autoridades da cidade alemã de Colônia ordenaram a evacuação de cerca de 20,5 mil pessoas, nesta quarta-feira (4), para a retirada de três bombas não detonadas da Segunda Guerra Mundial. Os artefatos foram encontrados no início da semana, durante uma obra realizada próximo a um estaleiro.

Segundo as autoridades da cidade, todos os explosivos pertencem aos Estados Unidos. Uma das bombas pesa uma tonelada, enquanto as outras duas têm cerca de 500 kg cada.

Agentes de segurança foram mobilizados para desativar os explosivos. Para que a operação ocorra com segurança, a prefeitura estabeleceu um perímetro de risco com raio de 1.000 metros. Escolas, hospitais, empresas e estações de trem foram fechados, bem como o espaço aéreo da região. A ação representa a maior a operação para retirada de pessoas na cidade desde o fim da Segunda Guerra Mundial.

SBT News

Trump eleva tarifas sobre aço e alumínio para 50% e medida pode afetar o Brasil

FOTO: EFE

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nessa terça-feira (3) decreto que dobra as tarifas de importação sobre aço e alumínio, elevando-as de 25% para 50%. A medida entra em vigor à 0h01 (horário de Brasília) desta quarta-feira (4) e afetará as exportações brasileiras, segundo maior fornecedor dos metais ao mercado norte-americano.

O Brasil, portanto, está sujeito à nova tarifa de 50%, o que pode impactar as exportações brasileiras, especialmente de aço semiacabado, um dos principais produtos enviados aos EUA.

Segundo a Casa Branca, a decisão foi tomada após análises que indicaram que as tarifas anteriores não foram suficientes para conter a entrada de produtos estrangeiros a preços baixos, o que compromete a competitividade das siderúrgicas e metalúrgicas dos EUA.

O governo alega que o aumento das tarifas, já aumentado em março para 25%, é necessário para garantir a saúde dessas empresas e atender às necessidades de defesa nacional.

A medida vale para todos os países exportadores desses metais para os EUA, com exceção do Reino Unido, que mantém a tarifa em 25% devido a um acordo bilateral firmado em maio.

Segundo dados do governo americano, no ano passado o Canadá foi o maior fornecedor de aço, em volume, para os americanos, com 20,9% do total, seguido pelo Brasil (16%, com 3,88 milhões de toneladas, e o país com maior crescimento em relação às exportações de 2023) e o México (11,1%).

Quanto a valor, o Brasil ficou só atrás do México: recebeu US$ 2,66 bilhões, ante US$ 2,79 bilhões dos mexicanos e US$ 5,89 bilhões dos canadenses. Em janeiro, o Brasil foi o maior exportador do mês em volume (499 mil toneladas), ultrapassando o Canadá (495 mil toneladas).

O Tempo

Portugal notificará 5,3 mil brasileiros a deixar o país em 20 dias

FOTO: GETTY IMAGES

Ogoverno de Portugal notificará cerca de 5,3 mil brasileiros para deixarem o país voluntariamente após a recusa em seus pedidos de autorização de residência. A medida faz parte de uma ação mais ampla de controle migratório, que já alcança 34 mil imigrantes, segundo atualização divulgada nesta terça-feira (3).

Inicialmente, o número de notificações era de 18 mil, anunciado às vésperas da campanha eleitoral para o Parlamento. Com o novo balanço, o total quase dobrou em pouco mais de um mês. Os brasileiros representam uma das maiores parcelas entre os afetados, atrás apenas dos indianos, que somam 13,4 mil casos.

As notificações de abandono voluntário concedem um prazo de até 20 dias para a saída do país. Caso o imigrante não cumpra a ordem, poderá ser alvo de processo de expulsão.

A decisão foi tomada após a Agência para a Imigração e Mobilidade (AIMA) concluir que os solicitantes não atendem aos critérios legais para permanecer em Portugal.

O anúncio foi feito pelo ministro da Presidência, António Leitão Amaro, que também responde pela pasta da imigração no novo governo reeleito. Ele afirmou que o objetivo é “acelerar” o processo de regularização migratória no país.

As ações fazem parte do primeiro ano de vigência do novo plano de migração, que extinguiu a manifestação de interesse, ferramenta que permitia a regularização de estrangeiros que já viviam no país e era amplamente utilizada por brasileiros.

Notícias ao Minuto

Tailandesa vence Miss Mundo 2025, e brasileira fica em 5º lugar

FOTO: DIVULGAÇÃO

A tailandesa Opal Suchata Chuangsri, de 21 anos, foi coroada como a nova Miss Mundo no último sábado (31). É a primeira vez que uma competidora da Tailândia vence a premiação, entre as 108 participantes.

O concurso, comandado pela filantropa Julia Morley, está em sua 72ª edição. As participantes, que devem ter entre 18 e 30 anos, destacam-se através do princípio do concurso chamado de Beauty With a Purpose (“Beleza com um propósito”, em português). Elas devem ser envolvidas em projetos sociais e ações filantrópicas.

As finalistas são anunciadas em grupos de quatro. A tailandesa é a 12ª vencedora asiática do Miss Mundo. Além dela, as outras integrantes do top 4 são, respectivamente, da Etiópia, Martinica e Polônia.

Opal é estudante de Relações Internacionais e interessada por psicologia e antropologia, segundo o concurso. Ela também deseja “entrar na diplomacia e se tornar embaixadora, um papel que já começou a desempenhar através de sua campanha, ‘Opal Por Ela’.”

A campanha da participante vencedora promove o diagnóstico precoce do câncer de mama e a saúde da mulher. Sua filosofia, também de acordo com o concurso, é: “Lidere com a graça em suas ações. Isso é o melhor que podemos fazer pelas pessoas ao nosso redor e pelo nosso mundo.”

Jessica Pedroso, brasileira de 25 anos, integrou o top 8 e o primeiro lugar entre as Américas. Ela agradeceu em suas redes sociais pelo prêmio.

– Eu carrego com orgulho a força, a cultura e a esperança do Brasil e das Américas, sabendo que a beleza se torna poderosa quando serve a um propósito – disse.

A brasileira Jessica Pedroso (segunda da esq. para dir.) Foto: EFE/EPA/DIVYAKANT SOLANKI
Confira as oito primeiras colocadas:

– Opal Suchata (Tailândia)
– Hasset Dereje Admassu (Etiópia)
– Aurélia Joachim (Martinica)
– Maja Klajda (Polônia)
– Jéssica Pedroso (Brasil)
– Krishnah Gravidez (Filipinas)
– Selma Kamanya (Namíbia)
– Maria Melnychenko (Ucrânia)

AE

Musk nega ter feito uso abusivo de drogas durante as eleições norte-americanas

FOTO: AFP

Elon Musk negou, neste sábado (31), a reportagem do New York Times publicada na véspera que descreve seu suposto uso abusivo de drogas durante a campanha eleitoral dos Estados Unidos do ano passado, quando o bilionário consolidou a aliança com o atual presidente americano, Donald Trump.

“Para deixar claro, eu não estou usando drogas! O New York Times estava mentindo descaradamente. Experimentei cetamina prescrita há alguns anos e contei isso no X, então isso nem é novidade. Ajuda a sair de buracos mentais sombrios, mas não tomei desde então”, afirmou o empresário ao responder um usuário.

A menção pública de Musk ao uso de cetamina é citada pelo jornal americano. Em março de 2024, pressionado durante uma entrevista, o bilionário disse que tomava apenas “uma pequena quantidade” prescrita da substância, cerca de uma vez a cada duas semanas.

O New York Times, porém, sustenta que seu uso de cetamina não era moderado e aumentou quando o empresário entrou na política. O jornal diz se basear em mensagens privadas e entrevistas com mais de uma dúzia de pessoas que o conheceram ou trabalharam com ele.

De acordo com a publicação, pessoas familiarizadas com a situação afirmam que Musk estava usando cetamina com frequência, às vezes diariamente, e misturando-a com outras drogas, o que borrava o uso médico e recreativo. O bilionário também teria tomado Ecstasy e cogumelos psicodélicos em reuniões privadas nos EUA e em pelo menos outro país, segundo pessoas que participaram desses encontros.

A FDA, agência que regulamenta e fiscaliza alimentos e remédios no país norte-americano, aprovou formalmente o uso de cetamina apenas como anestésico em procedimentos médicos. Médicos com licença especial podem prescrevê-la para transtornos psiquiátricos como depressão, mas o órgão alerta sobre seus riscos –a droga tem propriedades psicodélicas e pode causar dissociação da realidade.

Além disso, seu uso crônico pode viciar e causar problemas de dor e controle da bexiga, algo que teria acontecido com Musk em julho do ano passado, de acordo com a apuração do New York Times.

Inicialmente, o empresário se esquivou do assunto durante uma entrevista coletiva do Salão Oval da Casa Branca ao lado de Trump, na última sexta-feira (30) –mesmo dia em que a reportagem foi publicada. Ele interrompeu uma pergunta sobre o assunto do repórter da Fox News, Peter Doocy, atacou o jornal e pediu para a entrevista ir “em frente”.

Musk estava com um olho roxo, que atribuiu a um soco dado por seu filho, chamado X, enquanto os dois brincavam. “Eu disse: ‘Pode me dar um soco na cara’. E ele deu”, disse o bilionário.

O empresário está deixando o governo após liderar uma tumultuada campanha de corte de custos, durante a qual ele derrubou várias agências federais, mas acabou falhando em gerar as economias geracionais que buscava.

Mais tarde, do lado de fora do avião presidencial, Trump disse que não sabia do suposto uso de drogas por Musk. “Não estou preocupado com nada relacionado ao Elon. Acho ele fantástico. Ele fez um ótimo trabalho”, afirmou. O republicano, que não bebe, é conhecido por criticar publicamente pessoas que usam drogas ilícitas ou abusam do álcool.

O Tempo

Bordel com bonecas ‘cibernéticas’ tem programa de até R$ 10 mil e gera críticas

FOTO: GETTY

Sentada na cama, pernas cruzadas, cropped arrastão e cabelos trançados, Roxy espera em silêncio com um vibrador nas mãos. Um bilhete colado em seu seio diz que ela mal pode esperar para sentir quem lê a mensagem. Mas permanece imóvel. Não fala, respira ou pisca. É uma “sex doll”, parte do cardápio de um bordel high-tech em Berlim.

Enquanto no Brasil a febre dos bebês reborn vira meme e movimenta projetos no Congresso, na Europa um “cyberbordel” oferece bonecas para sexo e alimenta debates sobre misoginia, objetificação da mulher e fetiches violentos embalados em silicone premium.

Roxy fica em um prédio de fachada de tijolinhos em Friedrichshain, bairro moderno e repleto de bares na capital alemã. Instruções de acesso ao local, assim como o endereço, só são enviadas por email após o agendamento.

Na entrada, ao tocar o número do apartamento, uma voz feminina pergunta: “Você tem um horário? Qual a boneca?”. Após a resposta, a porta se abre. No segundo andar, depois de um consultório dentário, uma luz roxa indica que o ambiente corporativo ficou para trás: ali funciona o Cybrothel.

Pelas redes, o serviço se vende como solução para quem quer realizar fantasias ou viver experiências diferentes sem “trair de verdade” a parceira.

No quarto, a boneca aguarda ao som de música ambiente, com projeções de um céu estrelado nas paredes. Um quadro na parede contém instruções, como “camisinhas são altamente recomendadas” e “não ande pelado pelas áreas comuns, já que há vizinhos”.

Nas redes, circulam vídeos com críticas ao lugar. É dito, por exemplo, ser possível pedir bonecas que aparentam estar sujas de sangue ou com roupas rasgadas.

A Folha solicitou uma boneca que viesse com maquiagem borrada, cabelo desgrenhado, roupas rasgadas e sangue artificial. A resposta veio rápida: reserva cancelada e uma explicação de que fantasias que simulem abuso ou ferimento não são permitidas.

Philipp Fussennegger, dono do Cybrothel, afirma à reportagem que havia uma boneca no estilo “vampira” e o sangue compunha o cenário. “Talvez não tenhamos sido sensíveis.”

Em uma nota no site, o local nega oferecer bonecas com aparência infantil e diz que, em caso de suspeita de fantasias violentas, toma medidas legais. Ainda segundo as regras, as bonecas devem ser tratadas com “respeito e carinho” –o que inclui uma gorjeta extra (R$ 96) caso o cliente ejacule dentro dela.

Há, porém, quem relate que o pedido de boneca com sinais de violência foi atendido, como Laura Bates, que lançou no início de maio o livro “The New Age of Sexism: How the AI Revolution is Reinventing Misogyny” (a nova era do sexismo: como a revolução de IA está reinventando a misoginia).

Na obra, ela escreve que pediu que as roupas da boneca fossem rasgadas e conta que se sentiu como se tivesse “entrado em uma cena de crime com a boneca usando meia arrastão rasgada e uma camiseta puída, como solicitado”.

A escritora também critica o ambiente, que oferece uma experiência customizada conforme o gosto do cliente, na maioria das vezes homens. “A descrição reduz as mulheres à simplicidade de estereótipos sexuais e a apresentação de cada boneca no site reforça os mesmos clichês exagerados e desumanizantes”, escreve.
Fussennegger afirma não se recordar o que pode ter acontecido na reserva da escritora, mas diz acreditar no relato dela.

“Quero melhorar. Entendo as críticas e vou ser cada vez mais cuidadoso”, afirma ele, que começou o negócio como um projeto de arte durante a pandemia e, em 2021, transformou o local em um bordel.

Uma hora custa a partir de R$ 660
A reportagem conseguiu acesso ao Cybrothel em uma segunda tentativa, com uma reserva sem pedidos extravagantes. Foi contratada a Roxy por uma hora, o que custou 99 euros (cerca de R$ 660), valor da categoria C –bonecas com “sinais visíveis de uso”, porém em bom funcionamento.

Roxy apresentava pequenos arranhões, silicone dos dedos rasgados e faltava esmalte em unhas das mãos e dos pés. Além dela, há outras 18 opções de “acompanhantes”, sendo apenas um homem. O restante segue um padrão: barriga chapada, seios variados e depilação detalhada na descrição.

O dono diz que a falta de homens é um erro que pretende corrigir em breve. Em relação aos corpos estereotipados, Fussennegger afirma ser um desafio ter acesso a bonecas com corpos reais, uma vez que, segundo ele, são fabricadas por uma indústria movida a “homens brancos”.

O cliente pode escolher serviços extras, como uma boneca pré-aquecida (R$ 58), pornô em realidade virtual (R$ 129), esperma artificial (R$ 77), golden shower (R$ 445) ou uma noite inteira com quatro bonecas –experiência que pode ultrapassar R$ 10 mil.

Segundo Fussennegger, hoje o negócio rende o suficiente apenas para pagar o aluguel, com uma média de 2 a 3 clientes por dia.

O toque de ficção científica está nas câmeras e microfones embutidos nos quartos. Quando solicitada interação com a boneca, uma funcionária, em outra sala, escuta e responde. Segundo o site, ainda não há bonecas robóticas disponíveis, mas a tecnologia oferecida é classificada como “análoga à inteligência artificial”.

No ano passado, reportagens noticiavam a chegada de uma boneca movida a inteligência artificial, mas a função está temporariamente indisponível e não agradou ao dono. “Os protótipos não garantiam a segurança de dados e as conversas se repetiam, mas vamos chegar lá”, diz ele, que espera em breve trabalhar com robôs sexuais.

Para Fussennegger, este é o futuro: a possibilidade de ter prazer com robôs.

Na avaliação de Mariana Luz, diretora da ONG MeToo Brasil, o conceito do bordel reflete um momento crítico das relações humanas e reforça a lógica do machismo. “Não querem ter o trabalho de ouvir, ceder, negociar. É como se dissessem: odiamos tanto as mulheres que preferimos substituí-las.”

Ainda de acordo com ela, apesar de o ambiente parecer utópico, pode reforçar violências reais. “Não podemos correr o risco de banalizar a violência.”

O dono diz entender as críticas, mas afirma acreditar que a humanidade “não seja tão idiota assim”. “Não acho que eles [clientes] vão ao nosso estabelecimento para vivenciar fantasias violentas”, diz ele.

Folhapress