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Categoria: Brasil

Petrobras terá seu sexto presidente em três anos; confira lista de diretores

FOTO: TOMAZ SILVA

Com a demissão de Jean Paul Prates da Petrobras, a empresa terá seu sexto presidente em pouco mais de três anos. O cargo será assumido por Magda Chambriard, segundo o blog da Natuza Nery.

Prates foi demitido pessoalmente por Lula (PT). O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, estava presente. A avaliação do governo é que a situação de Prates ficou insustentável.

Segundo fontes, Lula já havia decidido pela demissão de Prates após uma sequência de desentendimentos com o governo. O agora ex-presidente da petroleira não se entendia com Silveira há muito tempo.

Troca de diretorias

A dança das cadeiras da Petrobras começou no governo de Jair Bolsonaro (PL), em uma tentativa de combate à subida dos preços dos combustíveis.

Agora, tem como pano de fundo a gestão financeira da empresa, que deixou de pagar dividendos extraordinários em sua última apresentação de resultados, e gerou uma cisão entre a diretoria e o governo.

O ex-presidente Bolsonaro demitiu o economista Roberto Castello Branco em fevereiro de 2021. De lá para cá, foram outros quatro nomes oficiais, além de dois interinos e um indicado que nunca assumiu.

Relembre a cronologia dos presidentes da estatal

  • ROBERTO CASTELLO BRANCO: O economista foi o primeiro a assumir o comando da Petrobras, indicado pelo ex-ministro da Economia Paulo Guedes logo após as eleições.
  • JOAQUIM SILVA E LUNA: o nome indicado por Bolsonaro para substituir Castello Branco foi o general Joaquim Silva e Luna. O militar tomou posse do cargo em abril de 2021.
  • JOSÉ MAURO COELHO: Em abril, o governo indicou José Mauro Coelho para assumir o comando da estatal. O executivo assumiu a presidência da Petrobras no dia 14 daquele mês.
  • CAIO PAES DE ANDRADE: Para o lugar de Coelho, foi indicado um auxiliar do ex-ministro da Economia Paulo Guedes. Paes de Andrade ocupava o cargo de secretário de Desburocratização.
  • JEAN PAUL PRATES: Então senador da República, Prates já era apontado como o principal cotado para o comando da Petrobras desde a eleição de Luiz Inácio Lula da Silva para o terceiro mandato.

Nova diretoria

O Ministério de Minas e Energia (MME) indicou a engenheira Magda Chambriard para exercer o cargo de presidente da Petrobras, em substituição a Jean Paul Prates.

Magda é engenheira química e civil e iniciou sua carreira na Petrobras em 1980. Foi cedida à Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) em 2002. Tornou-se diretora da ANP em 2008. Em 2012, chegou à diretoria-geral da agência no governo Dilma Roussef.

De acordo com ofício enviado à Petrobras pelo Ministério das Minas e Energia, a indicação será submetida aos procedimentos internos de governança corporativa, incluindo análises de conformidade e integridade necessárias ao processo sucessório da companhia, com apreciação pelo Comitê de Pessoas e pelo Conselho de Administração.

g1

ALPB aprova projeto que confisca parte dos salários de servidores e deputados para doar ao RS

FOTO: DIVULGAÇÃO

A Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) aprovou, nesta terça-feira (14), um projeto de resolução que determina a doação de parte dos salários de servidores e deputados como forma de ajuda às vítimas das enchentes que atingem o Rio Grande do Sul. A contribuição varia de acordo com o valor do salário. A medida entra em vigor de forma imediata.

De acordo com o projeto aprovado, os servidores do legislativo estadual que recebem até R$ 3 mil devem doar 1% dos seus rendimentos. Para outros funcionários, um valor de 2% será retirado da folha de pagamento.

Em relação aos deputados, o desconto vai ser de 4%. Todos os descontos são relativos ao mês de maio e vão ser computados apenas uma vez, ou seja, não existe previsão de desconto no contracheque dos funcionários para os meses posteriores.

“Esperamos arrecadar algo em torno de R$ 200 mil e enviar aos nossos irmãos do Rio Grande do Sul que estão passando por esse sofrimento sem precedentes na história do estado. Trata-se de uma situação na qual precisamos dar a nossa atenção e nossa contribuição”, afirmou o presidente da Assembleia Legislativa, Adriano Galdino (Republicanos).

Alguns deputados não concordaram com a proposta aprovada. A deputada Cida Ramos (PT), por exemplo, disse que a Assembleia poderia contribuir de outras formas sem prejudicar o orçamento dos servidores. Acho que poderíamos diminuir em outros gastos e encontre uma forma legal de doar esse dinheiro”, afirmou.

Os deputados e servidores que não quiserem aderir a doação vão precisar encaminhar para mesa diretora da ALPB um ofício, com os motivos pelos quais levaram a tomar a decisão de não contribuir.

g1

Aeroporto de Porto Alegre não deverá reabrir antes de setembro

FOTO: DIVULGAÇÃO

A Fraport, operadora do aeroporto de Porto Alegre, deverá renovar a suspensão de voos no Salgado Filho por, pelo menos, mais 90 dias, segundo o colunista Jocimar Farina, do jornal Zero Hora.

O aeroporto de Porto Alegre está inundado desde o início de maio, quando as enchentes no Rio Grande do Sul se agravaram. Nesta terça-feira (14), o nível de água é superior a 1,70 metros de altura.

O prazo de reabertura do aeroporto já foi prorrogado pela Fraport quatro vezes, segundo o colunista.

Ainda não é possível avaliar o tamanho dos danos sofridos na pista, equipamentos e nas edificações do Salgado Filho. Somente quando a água diminuir poderá ser feito um levantamento para avaliar os danos e o investimento necessário para restaurar o aeroporto.

Com o novo prazo, a Agência Nacional da Aviação Civil (Anac) determinou que as companhias aéreas suspendam as vendas de passagens que estavam abertas para os meses de julho a setembro.

Voos para o RS

Atualmente, os voos comerciais para o Rio Grande do Sul estão indo para Canoas, na região metropolitana de Porto Alegre, e para cidades do interior.

No sábado (11), três companhias aéreas (Gol, Latam e Azul) operaram com voos para os municípios gaúchos de Passo Fundo, Santo Ângelo e Caxias do Sul. Na última segunda-feira (13), os voos foram para Passo Fundo, Santa Maria, Uruguaiana e Caxias.

A malha aérea emergencial do Rio Grande do Sul irá funcionar da seguinte forma:

  • Aeroporto de Caxias do Sul (RS) | 25 voos semanais
  • Aeroporto de Santo Ângelo (RS) | 2 voos semanais
  • Aeroporto de Passo Fundo (RS) | 16 voos semanais
  • Aeroporto de Pelotas (RS) | 5 voos semanais
  • Aeroporto de Santa Maria (RS) | 2 voos semanais
  • Aeroporto de Uruguaiana (RS) | 3 voos semanais
  • Base aérea de Canoas (RS) | 35 voos semanais
  • Aeroporto de Florianópolis (SC) | 21 voos semanais
  • Aeroporto de Jaguaruna (SC) | 7 voos semanais
  • Aeroporto de Chapecó (SC) | aumento de capacidade da aeronave

InfoMoney

Sócio de Prates, diretor financeiro da Petrobras também deve deixar posto

FOTO: DIVULGAÇÃO

O diretor executivo financeiro e de relacionamento com investidores, Sergio Caetano Leite, deverá ser o próximo a perder o emprego na Petrobras, segundo apurou a coluna.

Leite é o diretor mais próximo de Prates, demitido nesta terça-feira (14) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Os dois são sócios em várias empresas.

Antes da Petrobras, o diretor foi subsecretário do Consórcio Nordeste, grupo que reúne os governados dos nove estados da região.

A substituição de Leite é dada como certa no governo. Já o diretor Mário Spinelli (Governança e Conformidade) entrou na bolsa de apostas como um diretor que pode ser trocado. Nesse caso, contudo, por sua relação com o ministro Fernando Haddad (Fazenda). Spinelli foi Controlador-Geral do Município de São Paulo (2013-2014) na época em que Haddad era prefeito.

No jogo político em Brasília, Haddad saiu derrotado com a queda de Prates. Enquanto que os ministros Alexandre Silveira (Minas e Energia) e Rui Costa (Casa Civil) ganharam a jogada. A escolha do substituto, entretanto, coube a Lula. Atualmente, Magda Chambriand está lotada na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, com salário líquido de R$ 9.960,19, segundo documentos públicos. Na Petrobras, considerando benefícios, a remuneração chega a R$ 300 mil ao mês.

TROCA DE BASTÃO

A reunião do conselho que irá deliberar sobre a antecipação da saída de Prates da Petrobras foi marcada para esta quarta-feira, 11 horas. A coluna apurou que a decisão será pela saída imediata dele. Ele participa da reunião. Até que a indicada do governo assuma, haverá um vácuo que calcula-se será de uma semana.

Caberá ao presidente do conselho de administração, Pietro Mendes, indicar quem irá ocupar a vaga na interinidade. A coluna apurou que ele deve escolher Clarice Coppetti (Relacionamento Institucional e Sustentabilidade).

“CAIXA” DA ESQUERDA

A substituição de Prates estava precificada desde que ele se absteve na votação que rejeitou o pagamento de dividendos aos acionistas da Petrobras. A posição foi como um voto contra o governo que, naquele momento, se opôs a medida.

A crise teria escalada após chegar ao Palácio do Planalto a informação que de Prates estaria buscando político para se manter no cargo. Nesses relatos, ele teria buscado cooptar senadores e deputados da esquerda com o discurso de que a Petrobras poderia ser para eles como a Caixa é para o Centrão.

UOL

Pesquisadora da USP denuncia ‘milícia digital’ criada por Janja

FOTO: ANTÔNIO CRUZ

A pesquisadora de extremismos da USP (Universidade de São Paulo), Michele Prado escreveu para o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), explicando as denúncias que fez recentemente sobre o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da primeira-dama Janja. “Mencionei as milícias digitais porque está cristalina a ação de influenciadores digitais agindo em bando para calar e assediar críticos da primeira dama e do Governo”. 

O parlamentar a convidou para explicar suas denúncias na Comissão da Comunicação, contra a primeira-dama. O deputado publicou nas suas redes sociais o requerimento e disse “É de máxima importância ouvir e trazer luz a essas denúncias”. 

Por meio das redes sociais, a pesquisadora corrigiu a jornalista Daniela Lima, da Globo, que segundo a profissional cometeu fake news ao explicar sua pesquisa no noticiário, “A jornalista Daniela Lima da Globonews inseriu por conta própria a informação(FALSA) de que 31% dos discursos de sentimentos antigovernamentais e anti-institucionais (críticas a governos e instituições) eram DESINFORMAÇÕES e não classificamos isso”.

E ainda disse “E a todos (e são muitos, de todos os espectros ideológicos) amigos, jornalistas, recomendo cuidado e atenção com a milícia digital criada pela 1º dama pois é um gabinete do ódio muito mais nocivo, virulento e preocupante pois pauta o debate público, imprensa e o governo”. 

Michele chegou a se colocar como de direita, sob a influência de Luciano Ayan, e depois passou a atacar os conservadores, chegando a escrever um livro sobre a “Alt-right”. E assim foi recebida de braços abertos na esquerda radical. Mas bastou criticar Daniela Lima, da Globo, para ser demitida.

“Eu era do grupo de pesquisa dessa pesquisa em específico mas fui desligada hoje após corrigir a jornalista e ela (Daniela Lima) foi no meu WhatsApp, na sexta-feira me insultar e fazer ASSÉDIO MORAL duas vezes”, acusa a pesquisadora. 

A denúncia de Michele Prado é vista de forma gravíssima, assim como o próprio deputado Nikolas Ferreira classificou. Ela diz que a milícia digital é real, que eles (Governo Lula) pautam a academia, o debate público, a imprensa e o governo, além de fazer “raids de assédios online e cyberbullying o tempo todo”. Para a pesquisadora, quem estaria por trás desse gabinete da censura é ninguém menos do que Janja, esposa de Lula.

Após as denúncias de Michele contra a esquerda, colegas de trabalho passaram a descrevê-la como “design de interiores”, como uma tentativa de desqualificá-la. Michelle ainda confessou que não fazia um trabalho sério enquanto denunciava a direita.  “A ironia de tudo isso é que eu passei os últimos 5 anos sendo agredida e desqualificada, humilhada, difamada, caluniada e quando eu fiz justamente o rigor científico, perdi a fonte de renda que me ajudava a não passar sufoco com necessidades básicas pra minha filha e eu. Obrigada, Daniela Lima”.

Sobre o convite à Comissão de Comunicação, requisitado por Nikolas Ferreira, o parlamentar informou que a pesquisadora negou o convite, mas mantém o espaço aberto para ela ser ouvida. Mesmo sem a presença de Michele Prado, Nikolas afirma que a comissão “continuará atuando para averiguar estas condutas que são consideradas Gravíssimas”.

Além da pesquisadora, o deputado também protocolou a convocação do ministro da Secretaria de Comunicação do governo, Paulo Pimenta “para que ele possa dar as devidas explicações”, um pedido de informações ao Ministério da Comunicação Social e uma representação à Procuradoria-Geral da República para que possa investigar estes fatos.

Com informações do Diário do Poder

Lewandowski quer adotar modelo de segurança pública já usado em Cuba e na Venezuela

FOTO: DIVULGAÇÃO

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, defende a transferência da responsabilidade pela Segurança Pública dos governos estaduais para o governo federal. Essa proposta, no entanto, tem gerado polêmica, pois se assemelha a estruturas de governos totalitários, como os da Venezuela e Cuba, onde o Executivo exerce controle absoluto sobre as polícias. A ideia, apesar de desagradar membros da oposição e analistas de segurança, levanta um ponto específico com potencial real para reduzir a violência: a vinculação de verbas específicas para o setor nos orçamentos federal e estadual.

Lewandowski apresentou publicamente essa ideia durante o Seminário Brasil Hoje, voltado a empresários em São Paulo, no final de abril. O ministro argumentou que o crime possui ramificações nacionais e na internet, justificando um modelo de “SUS (Sistema Único de Saúde) da Segurança Pública”.

No entanto, a Constituição Federal confere autonomia aos estados na gestão da Segurança Pública, o que torna o posicionamento de Lewandowski controverso, especialmente entre os governadores, que temem perder poder com essa mudança.

O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), é uma das vozes contrárias à proposta. Segundo informou à Gazeta do Povo, ele enfatiza que os estados necessitam de recursos para investir tanto na segurança ostensiva quanto na melhoria da estrutura prisional. Segundo Caiado, os gastos com segurança são elevados, e a contrapartida do governo federal tem sido insuficiente.

Atualmente, a falta de integração entre os diversos órgãos policiais no país é evidente. Um suspeito que já tenha sido flagrado cometendo um crime em um estado pode ser considerado ficha limpa se abordado por policiais de outra unidade da federação. Além disso, a colaboração eficaz e a troca de informações de inteligência entre os órgãos policiais, mesmo dentro de um único estado, são raros.

Analistas e parlamentares ouvidos pela reportagem alertam que a centralização do sistema sob o governo federal não apenas engessaria o sistema, ignorando as peculiaridades locais, mas também concentraria excessivamente a responsabilidade pelo uso legítimo da violência em um poder central. O risco principal seria o uso político dessa estrutura policial fortalecida, semelhante ao que ocorre em ditaduras como Venezuela e Cuba.

Terra Brasil Notícias

Vereador entra armado em cerimônia do próprio casamento e imagens viralizam

FOTO: REPRODUÇÃO

A Corregedoria da Guarda Municipal de Jaguariúna (SP) iniciou uma investigação administrativa após vídeos do casamento do vereador e guarda municipal Silvio Telles de Menezes (PSD) circularem nas redes sociais. Em comunicado, o parlamentar alegou ser vítima de “perseguição política”.

As imagens mostram Menezes e dois padrinhos entrando na cerimônia portando pistolas e fuzis apontados para o chão. O trio estava vestido com trajes de gângster, lembrando a série fictícia “Peaky Blinders”.

O casamento ocorreu em 27 de abril, e todos os padrinhos são colegas de Menezes na Guarda Municipal. No entanto, não está claro se as armas eram réplicas ou se pertenciam à corporação.

A prefeitura informou que uma sindicância será aberta nesta segunda-feira (13), com um prazo inicial de 30 dias, podendo ser estendido por mais 30. A Secretaria de Segurança Pública (SSP) esclareceu que, após serem doadas, as armas não são mais de responsabilidade da pasta.

A Câmara Municipal reconheceu o ocorrido, mas ressaltou que as ações supostamente tomadas dizem respeito à vida pessoal do guarda municipal Sílvio Telles de Menezes e não têm relação com seu trabalho legislativo.

“Se provocado, o Conselho de Ética poderá analisar qualquer denúncia que chegue à Casa, embora isso ainda não tenha ocorrido. Por enquanto, a Câmara Municipal aguarda os resultados da investigação interna conduzida pela Guarda Civil Municipal de Jaguariúna”.

Quanto ao posicionamento do vereador, ele afirmou à EPTV, afiliada da TV Globo, que atua como guarda municipal há 18 anos e alegou ser alvo de “perseguição política”. Além disso, ele expressou ter feito uma retratação às pessoas que se sentiram ofendidas.

“O casamento foi um sonho meu e da minha esposa. Quanto ao procedimento realizado, estarei à disposição para responder por ele. Quanto às armas, não vou me pronunciar pois estou aguardando os procedimentos da Corregedoria”.

Terra Brasil Notícias

Com enchente no Sul, safra brasileira de grãos deste ano perde 1 milhão de toneladas

FOTO: GETTY IMAGES

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) calcula, em uma estimativa preliminar, que as perdas na safra de grãos 2023/24 no Rio Grande do Sul devem alcançar aproximadamente 1 milhão de toneladas em virtude das enchentes que atingem o Estado desde 29 de abril.

“Se não houvesse a catástrofe no Rio Grande do Sul, a safra 2023/24 do País seria 1 milhão de toneladas maior, estimada hoje em 295,45 milhões de toneladas. O oitavo levantamento da Conab considera possíveis perdas do Estado que ainda estão sendo mensuradas”, disse o diretor executivo de Política Agrícola e Informações da companhia, Sílvio Porto, durante webinar para apresentação do levantamento de safra da estatal. “As perdas no RS serão melhor apuradas quando houver condições de levantamento a campo”, acrescentou, lembrando que na temporada passada o Estado havia sido prejudicado pela falta de chuva.

Na avaliação da Conab, neste momento, há impacto maior das enchentes para a safra gaúcha de soja que arroz, já que 35% das lavouras de soja do Estado ainda não haviam sido colhidas, ante 17% das lavouras de arroz no campo no momento das enchentes. “A colheita de soja estava mais atrasada e com volume maior de área a ser colhida. Há impacto maior das enchentes na soja que no arroz, apesar da concentração do Estado no abastecimento nacional de arroz. Da área não colhida, há parte em áreas que não foram alagadas e afetadas pelas enchentes”, disse Porto. “É uma estimativa conservadora. No próximo levantamento, em junho, podemos trazer dados mais acurados relativos ao impacto das perdas nas lavouras do Rio Grande do Sul.”

Na soja, a Conab prevê perdas de 700 mil toneladas na produção do Rio Grande do Sul na safra atual. “Sem as perdas do RS, a safra de soja do Brasil seria de 148,44 milhões de toneladas. Hoje foi estimada em 147,685 milhões de toneladas, considerando que 65% da safra gaúcha havia sido colhida até o início das enchentes”, explicou Porto.

Já no arroz, a Conab estima perdas de 230 mil toneladas na produção gaúcha, considerando o cereal que ainda não foi colhido. “Sem perdas do RS, a safra de arroz do Brasil seria de 10,7 milhões de toneladas, estimada hoje em 10,5 milhões de toneladas. Podemos ter ajustes na produção estimada do Centro-Oeste de áreas novas com produção mais expressiva”, afirmou, destacando que 99% do arroz do País já deveria ter sido colhido – índice que é hoje de 84%.

Também presente no webinar, o diretor presidente da Conab, Edegar Pretto, afirmou que o levantamento divulgado nesta terça-feira, 14, pela estatal foi um dos mais desafiadores em virtude da tragédia climática no Rio Grande do Sul. “É um Estado muito importante na produção nacional. Nossa equipe teve muita dificuldade de deslocamento e de comunicação com órgãos parceiros para coletar números”, ressaltou.

Porto salientou que há presença “bastante expressiva” de armazéns nos municípios gaúchos afetados pelas enchentes. “Parte desses armazéns foi afetada por inundações que vão prejudicar o produto colhido. Ainda estamos levantando essas perdas. É mais provável haver maior volume estocado de soja que de arroz”, esclareceu Porto. Segundo o diretor, na área central do Estado, uma das mais atingidas pelas enchentes, a capacidade estática para armazenagem é de 1 milhão de toneladas de grãos.

números

295,45 milhões de toneladas é a estimativa da safra 2023/24, feita nesta terça-feira (14) pela Conab em seu oitavo levantamento

230 mil toneladas é a perda estimada pela Conab para a safra do arroz nas lavouras do Rio Grande do Sul

Tribuna do Norte