5 de fevereiro de 2026 às 04:03
4 de fevereiro de 2026 às 15:15
FOTO: DIVULGAÇÃO
De olho na corrida presidencial e em oposição direta ao governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), afirmou que apoiará no segundo turno “qualquer candidato que estiver contra o PT”, caso não avance na disputa. A declaração foi feita durante evento da Frente Parlamentar pelo Livre Mercado (FPLM), em Brasília, e reforça o posicionamento do mineiro dentro do campo da direita.
Zema disse que pretende manter sua pré-candidatura até o fim e voltou a se apresentar como um nome fora do sistema político tradicional, destacando sua trajetória no setor privado. Segundo ele, a prioridade é oferecer uma alternativa ao atual modelo de governo federal e ampliar o debate sobre gestão econômica.
Ao comentar possíveis alianças, o governador citou que o nome apoiado pode ser ele próprio, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ou outro candidato escolhido por partidos de centro, como o PSD. Em Minas Gerais, afirmou que repetirá a estratégia de 2022, quando declarou apoio a adversários do PT no segundo turno das eleições.
O chefe do Executivo mineiro também negou ter recebido convites para compor chapa como vice e minimizou especulações envolvendo alianças antecipadas. Apesar disso, disse se sentir honrado com qualquer lembrança de seu nome em articulações nacionais.
Durante o evento, Zema ainda defendeu pautas econômicas liberais, como a privatização da Copasa, que, segundo ele, deve avançar ainda no primeiro semestre de 2026 para acelerar investimentos no saneamento básico. O governador aproveitou para criticar o governo Lula, afirmando que o país cresce em ritmo lento e enfrenta problemas recorrentes ligados à corrupção.
As declarações ocorrem em meio à movimentação política visando a eleição presidencial de 2026, na qual Zema tenta se consolidar como opção competitiva no campo conservador e liberal, com o discurso centrado na oposição direta ao PT.
4 de fevereiro de 2026 às 14:45
4 de fevereiro de 2026 às 13:54
FOTO: CLEIA VIANA
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou que o ex-deputado Daniel Silveira deixe sua residência por quatro horas, no dia 21 de fevereiro, para participar da própria cerimônia de casamento, em Petrópolis (RJ).
A permissão é válida das 10h às 14h e se limita ao comparecimento ao cartório onde será realizado o matrimônio. Silveira cumpre pena de 8 anos e 9 meses em regime aberto e utiliza tornozeleira eletrônica.
A decisão atendeu a um pedido da defesa, que destacou o significado do evento. Segundo os advogados, a cerimônia tem “elevado valor pessoal, social e familiar, representando a concretização de projeto de vida legítimo e constitucionalmente protegido”.
Daniel Silveira não pode sair de casa nos fins de semana, mas recebeu autorização específica para a data. A noiva é a dermatologista Georgia Neves Barros.
A Secretaria de Administração Penitenciária ficará responsável pelo monitoramento do ex-parlamentar durante o período autorizado.
4 de fevereiro de 2026 às 13:30
4 de fevereiro de 2026 às 07:41
FOTO: VINICIUS SCHMIDT
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) encerrou 2025 com 579.070 servidores públicos federais na ativa, aumento de 4.140 funcionários em relação ao ano anterior. O crescimento de 0,72% marca a terceira alta consecutiva no quadro de pessoal e representa o maior contingente desde 2021, segundo dados oficiais.
A expansão está ligada à aposta da gestão petista na realização de concursos públicos para recompor áreas consideradas estratégicas. Apenas no Concurso Público Nacional Unificado (CPNU), realizado em duas edições recentes, foram ofertadas mais de 10 mil vagas, com salários que chegaram a R$ 22,9 mil e milhões de candidatos inscritos.
Enquanto amplia contratações, o Planalto mantém posição contrária a propostas de reforma administrativa que visam reduzir custos. A ministra da Gestão, Esther Dweck, já afirmou que mudanças como a PEC 38 de 2025 não refletem a visão do Executivo e criticou iniciativas anteriores que, segundo ela, poderiam penalizar servidores.
O aumento no número de funcionários veio acompanhado de crescimento nas despesas com pessoal. Em 2025, os gastos da União com servidores chegaram a R$ 407,9 bilhões, alta de 4,3% em relação ao ano anterior e o maior nível desde 2021, reforçando o debate sobre o impacto fiscal da expansão da máquina pública.
4 de fevereiro de 2026 às 12:45
4 de fevereiro de 2026 às 13:51
FOTO: DIVULGAÇÃO
Documentos divulgados pelo governo dos Estados Unidos sobre o bilionário Jeffrey Epstein, condenado por tráfico sexual de menores e morto na prisão em 2019, mencionam possíveis tentativas de recrutamento de jovens no Rio Grande do Norte. Os arquivos analisados pelo NOVO indicam a existência de contatos no Brasil e citam ao menos dois episódios relacionados em Natal, entre 2010 e 2011.
Segundo os registros, um depoimento afirma que Epstein teria uma conexão no Brasil com um “agente” responsável por tentar recrutar jovens no Nordeste. O Departamento de Justiça americano ocultou os nomes das pessoas citadas.
As conversas incluídas nos arquivos detalham ainda a atuação de intermediários. Em novembro de 2010, um interlocutor informou a Epstein que viajava pelo Nordeste, passando por João Pessoa, Recife e Natal, e afirmou ter “conseguido uma garota”. No mesmo diálogo, o remetente mencionou ter encontrado um “booker” (agenciador) em São Paulo para levar pessoas aos Estados Unidos.
Neste primeiro caso, a jovem de Natal quase teria sido levada aos Estados Unidos. Os documentos registraram dificuldades no processo de recrutamento. Em dezembro de 2010, o interlocutor informou a Epstein que os pais da jovem haviam desistido da viagem após “buscarem informações online”. O recrutador afirmou que enfrentava resistência e que não era fácil convencer os familiares da jovem. A identidade da jovem que seria levada aos Estados Unidos não foi revelada.
Segundo os registros, não há relatos de que Jeffrey Epstein tenha passado por Natal.
Em janeiro de 2011, mensagens tratam da logística para levar uma jovem de uma “área muito pobre nos arredores de Natal” até Nova York. O interlocutor relata que a jovem não falava inglês, nunca havia viajado e não possuía passaporte. As conversas abordam custos de visto e passagens, além da forma de envio de dinheiro, com menção a remessas por serviços de transferência financeira. Epstein chegou a solicitar mais fotos da jovem. Os registros, no entanto, não deixam claro se o encontro chegou a acontecer.
Os arquivos ressaltam que o fato de uma pessoa ser mencionada ou ter imagem incluída nos documentos não implica, necessariamente, a prática de crime. Os registros fazem parte de um conjunto maior de materiais tornados públicos pelas autoridades americanas no âmbito de investigações relacionadas a Epstein.
Investigação
Morto em 2019, numa prisão de Nova Iorque, Jeffrey Epstein foi acusado de comandar uma rede internacional de exploração sexual envolvendo meninas menores de idade. Ele construiu fortuna no mercado financeiro. Entre o início dos anos 2000 e sua prisão, ele foi acusado de abusar sexualmente de dezenas de meninas, muitas delas menores de idade, em propriedades nos Estados Unidos e no Caribe.
Segundo a acusação do Departamento de Justiça dos Estados Unidos, o esquema funcionava a partir do aliciamento de jovens, que recebiam dinheiro para realizar atos sexuais. Algumas delas eram pressionadas a recrutar outras meninas. As investigações apontam que os crimes ocorreram principalmente entre 2002 e 2005, em casas de Epstein na Flórida, em Nova York, no Novo México e em uma ilha particular nas Ilhas Virgens Americanas. Autoridades americanas estimam que mais de 250 menores tenham sido exploradas.
A primeira investigação formal começou em 2005, após denúncias em Palm Beach, na Flórida. Epstein alegou, à época, que os encontros eram consensuais e que acreditava que as vítimas eram maiores de idade. Em 2008, ele firmou um acordo judicial, declarou-se culpado por exploração de menores e cumpriu 13 meses de prisão em regime brando, além de pagar indenizações.
O acordo foi duramente criticado e, em 2019, considerado ilegal por um juiz federal. Em julho daquele ano, Epstein foi novamente preso, desta vez acusado de tráfico sexual de menores e de operar uma rede de exploração. Promotores defenderam sua prisão preventiva, alegando risco de fuga devido à sua fortuna e às conexões internacionais.
Em agosto de 2019, Epstein foi encontrado morto na cela onde estava detido, em Nova York. A autópsia concluiu que ele tirou a própria vida. Com a morte, as acusações criminais foram encerradas, mas o Ministério Público afirmou que outras pessoas poderiam ser responsabilizadas. Advogados das vítimas passaram a buscar reparações civis.
Liberação de documentos
Os documentos divulgados pelo Departamento de Justiça dos EUA reúnem milhões de páginas, imagens e vídeos. Parte do material detalha a rotina de Epstein na prisão, sua morte e trocas de mensagens com pessoas identificadas por apelidos.
O Brasil aparece em trechos dos arquivos como um dos países mencionados em conversas sobre recrutamento. Os documentos citam a atuação de um “agente” ligado a Epstein, com referências a jovens brasileiras levadas aos Estados Unidos. Reportagens internacionais indicam que brasileiras, incluindo adolescentes, teriam participado de eventos em propriedades do bilionário. Há ainda menções a planos de negócios no país, como a possível compra de uma agência de modelos e a criação de concursos de beleza.
A divulgação dos documentos faz parte de uma decisão política e judicial nos Estados Unidos. Durante a campanha presidencial, Donald Trump prometeu tornar públicos os arquivos do caso, alegando falta de transparência. Após pressão do Congresso e da opinião pública, uma lei aprovada em 2025 determinou a liberação integral do material disponível.
4 de fevereiro de 2026 às 09:45
4 de fevereiro de 2026 às 06:04
FOTO: REPRODUÇÃO
O ministro do STF, Flávio Dino, determinou o arquivamento da investigação contra o senador Chico Rodrigues, flagrado com dinheiro na cueca durante a Operação Desvid-19, da Polícia Federal, deflagrada em 2020. Na ocasião, a ação da PF investigava suspeitas de desvios de emendas parlamentares usadas no combate à pandemia de covid-19.
A decisão de Dino segue o pedido da Procuradoria-Geral da República, que avaliou no início de janeiro que não havia indícios mínimos de que o senador tenha tentado ocultar valores durante o cumprimento do mandado de busca e apreensão. Com isso, o caso foi oficialmente encerrado no STF.
O ministro também determinou que os autos fossem enviados à primeira instância, passando a tramitar sob a Justiça Federal e o Ministério Público Federal em Roraima.
4 de fevereiro de 2026 às 08:00
4 de fevereiro de 2026 às 05:53
FOTO: KAYO MAGALHÃES
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) votou contra a Medida Provisória 1313/25, aprovada pela Câmara nesta segunda-feira (2), que altera o programa de ajuda para compra do gás de cozinha e cria a retirada gratuita do botijão em postos de revendas credenciados pelo governo.
A MP muda o formato do benefício. Antes, o vale-gás era pago a cada dois meses diretamente na conta dos beneficiários do Bolsa Família, que podiam comprar o botijão onde quisessem. Com o novo programa, o valor deixa de ser depositado e o cidadão passa a retirar o gás gratuitamente apenas em pontos cadastrados.
Para Nikolas, a mudança torna o acesso mais burocrático e reduz a autonomia das famílias, que deixam de escolher onde comprar o produto.
– Óbvio que votei contra o projeto “Gás do Povo”, do Lula, porque sou a favor do “Gás dos Brasileiros”, um programa que já existe e que o Lula quer complicar. Antes, o auxílio caía direto na conta da mãe de família. Ela decidia onde comprar. Agora, o Lula quer te obrigar a buscar o seu gás em revendas credenciadas pelo governo, sem prazo claro de quanto tempo você terá esse benefício, sem autonomia, sem liberdade. Que no final, deixará seu gás mais caro e com a finalidade de manter as pessoas presas pra ter o voto dela nas eleições. E o povo sabe disso. E não custa perguntar: Se a pobreza caiu como o Lula diz, por que 50 milhões de brasileiros ainda dependem de gás “gratuito” pra cozinhar? – escreveu o parlamentar na rede social X.
O deputado também respondeu às críticas feitas por partidos de esquerda após a votação.
– Ontem, PT, PSOL e cia criticaram nosso voto contra o projeto populista do Lula, dizendo que estávamos contra o povo. Hoje, esses mesmos partidos votaram a favor do aumento da desigualdade, ou seja, aumentaram salários e benefícios de servidores do legislativo federal. Salários que podem furar o teto e chegar até R$ 77 reais – declarou.
A MP aprovada altera o nome do programa Gás dos Brasileiros para Gás do Povo e prevê o fim definitivo da ajuda em dinheiro até 2027. Pela regra, a família não poderá acumular o recebimento em dinheiro e a retirada gratuita do botijão.
O texto aprovado é um substitutivo do relator, deputado Hugo Leal (PSD-RJ), e ainda precisa ser analisado pelo Senado. Além do gás gratuito, o programa cria uma modalidade voltada à instalação de sistemas de baixa emissão de carbono, como biodigestores para geração de gás a partir de resíduos.
Segundo o governo, o novo modelo deve atender mais de 15 milhões de famílias, alcançando cerca de 50 milhões de pessoas, com a promessa de garantir que o benefício seja usado exclusivamente para a compra do gás de cozinha.
4 de fevereiro de 2026 às 04:09
4 de fevereiro de 2026 às 04:12
FOTO: REPRODUÇÃO
Liderada por parlamentares da oposição, o requerimento para a instalação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Banco Master foi protocolado nesta terça-feira (3) com o apoio de 280 parlamentares.
A iniciativa, encabeçada pelo deputado federal Carlos Jordy (PL-RJ), tem como pauta, apurar fraudes financeiras atribuídas ao Banco Master, do empresário Daniel Vorcaro.
Sem citar nomes, mas se referindo a Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, o parlamentar destacou:
“Esse caso deixa a Lava Jato no chinelo. Temos esposa de ministro, que tem contrato milionário de R$ 129 milhões sem ter nenhum registro de sua atuação no Banco Central desse banco fraudulento, irmão de ministro dono de resort ligado a fundo ligado ao Banco Master”.
O requerimento precisa ser lido em sessão conjunta da Câmara e do Senado para que a CPMI seja oficialmente instalada. A leitura cabe ao presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que ainda não definiu data para o ato.
Para o vice-líder da Oposição na Câmara, deputado federal Sanderson (PL-RS), a CPMI é essencial para garantir transparência:
“O Parlamento não pode se omitir diante de indícios graves. A sociedade exige respostas claras e responsabilidade. O Brasil precisa passar a limpo.”
Já o deputado federal Capitão Alberto Neto (PL-AM) classificou o número de assinaturas como um avanço significativo:
“Alcançamos 280 assinaturas. Muita coisa será revelada, toda podridão será exposta. Quem não deve, não teme. A CPMI vai separar narrativas políticas da verdade dos fatos. 2026 é o ano de resgatar o país.”
O deputado federal Rodrigo Valadares (União-SE) destacou a pressão popular pela investigação:
“Essa CPMI nasce da indignação do povo brasileiro, que não aceita mais escândalos abafados nos bastidores do poder.”
O deputado federal Rodolfo Nogueira (PL-MS) enfatizou a dimensão política e institucional do caso:
“Com 280 assinaturas, fica claro que o Congresso está disposto a ir até o fim. Se há grandes players envolvidos, isso torna a CPMI ainda mais necessária. Não é sobre revanche, é sobre verdade, transparência e respeito ao dinheiro do povo. O Brasil precisa ser passado a limpo, doa a quem doer.”
4 de fevereiro de 2026 às 04:08
4 de fevereiro de 2026 às 04:14
FOTO: EBC
Em um intervalo de cerca de cinco horas, Câmara dos Deputados e Senado Federal aprovaram nesta terça-feira (3) projetos que promovem reajustes e alteram a estrutura de carreiras de servidores do Legislativo. As medidas permitem remunerações acima do teto constitucional do funcionalismo público, hoje fixado em R$ 46.366,19.
As votações ocorreram de forma acelerada e com pouca discussão nos plenários das duas Casas. Para que as mudanças entrem em vigor, os textos ainda precisam ser sancionados pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva.
Os projetos aprovados reestruturam gratificações e criam um mecanismo de pagamento adicional por meio de licença compensatória, o que abre espaço para o chamado ganho extrateto. O benefício será concedido a servidores que acumularem “múltiplas atribuições” e exerçam atividades que demandem “dedicação contínua”, inclusive fora do horário regular de trabalho.
Pelas novas regras, a cada três dias de trabalho adicional, o servidor poderá optar por uma folga ou pelo recebimento de indenização financeira. Esses valores não entram no cálculo da remuneração para fins previdenciários e também ficam isentos de imposto de renda.
Na prática, a gratificação cria uma espécie de mês com 40 dias de trabalho, beneficiando principalmente servidores que já ocupam funções comissionadas na Câmara e no Senado. Com isso, os salários mais altos do Legislativo podem chegar a R$ 77 mil mensais, segundo estimativas feitas por técnicos das próprias Casas.
Os maiores beneficiários da mudança são os ocupantes dos chamados cargos de natureza especial, que podem ser exercidos tanto por servidores concursados quanto por indicados políticos, sem exigência de concurso público.
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