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Categoria: Economia

Procon Natal: Preço médio da cesta básica no mês de maio é de R$ 415,94

O NÚCLEO DE PESQUISA, ACOMPANHA SEMANALMENTE OS PREÇOS DE QUARENTA PRODUTOS DA CESTA BÁSICA NO COMÉRCIO DE NATAL. FOTO: DIVULGAÇÃO

O Instituto Municipal de Proteção e Defesa do Consumidor – Procon Natal, realizou pesquisa da cesta básica nas cinco semanas do mês de maio. Foram pesquisados 25 (vinte e cinco) estabelecimentos comerciais da capital como: Hipermercados, Supermercados e Atacarejos, a pesquisa da cesta básica nesse mês de maio teve o mesmo comportamento desde o início do ano, ou seja, o consumidor encontra os preços sempre maiores a cada mês. O preço médio esse mês de maio foi de R$ 415,94, no mês de abril o preço médio encontrado foi de R$ 409,95, e isso representa um aumento no custo para o consumidor de R$ 5,99, uma variação de 1,46%. No mês anterior a variação entre os meses de março e abril foi de 1,77%, e um custo para o consumidor de R$ 7,16. Sendo assim, essa diferença de R$ 1,17 esse mês não representa nenhum ganho para o consumidor, uma vez que se compararmos maio com março o custo da cesta básica para o consumidor é de R$ 13,15. ou seja, o consumidor está perdendo seu poder de compra.

O Núcleo de pesquisa, acompanha semanalmente os preços de quarenta produtos da cesta básica no comércio de Natal dividido em quatro categorias: mercearia, açougue, higiene/limpeza e hortifrúti, e divulga em seu site: www.natal.rn.gov.br/procon/pesquisa, o resultado por seguimento da cesta básica mais barata, variação de maior e menor preço, e os preços médios. São pesquisados três seguimentos de comércio: 8 hipermercados, 6 atacarejos e 11 supermercados de bairro denominados de mercadinhos, contemplando assim as quatro zonas da cidade. Com esse intuito, o Procon Natal orienta os consumidores a encontrar um melhor preço e economizar na compra do mês. É permitido copia dos dados da pesquisa, desde que seja citada a fonte: Núcleo de pesquisa Procon Natal. No entanto, é vedada a utilização deste material, integral ou parcial, para fins de anúncio publicitário comercial de qualquer espécie.

Para o mês de maio o Núcleo de pesquisa setor responsável pela análise dos dados coletados pela equipe de pesquisadores fez a comparação do custo em reais da cesta básica, assim como a diferença e a variação entre os seguimentos pesquisados no mês de maio para uma melhor orientação aos consumidores. Então o preço em média da cesta básica mais cara é de R$ 488,35, nos hipermercados e supermercados, fazendo a relação aos supermercados de bairro com preço médio em maio foi de R$ 465,91, a variação foi de 6,84%, uma diferença entre os seguimentos de R$ 28,12, fazendo a mesma comparação, ou seja, a cesta básica mais cara nos hipermercados e supermercados com os atacarejos, a pesquisa encontrou um preço médio esse mês nos atacarejos de R$ 412,43, então a variação é bem maior de 12,97% e a diferença em reais é de R$ 50,41.

Os maiores preços encontrados pela pesquisa da cesta básica nos hipermercados e supermercados foi de R$ 488,65 e no mês de abril o maio preço era de R$ 460,76, ou seja, um aumento de R$ 27,89 de um mês para o outro, já nos supermercados de bairro o maior preço foi de R$ 465,91 e no mês de abril o maior preço encontrado nesse seguimento era de R$ 439,22, um custo de um mês para o outro de R$ 26,69 para os atacarejos a pesquisa encontrou o maior preço de R$ 412,43 e no mês de abril era de R$ 414,13, ou seja, nesse seguimento o consumidor tem uma economia significativa de R$ 1,70 e hoje em dias tudo é valido para economizar. Já os preços mais baratos de cesta básica encontrado pelos pesquisadores na mesma ordem foram: R$ 388,08; R$ 382,02 e R$ 379,08.

A pesquisa mostra os atacarejos como sendo o melhor lugar pra compra da cesta básica e o Núcleo de pesquisa atesta analisados os dados desse mês, uma vez que o preço médio da cesta básica nesse seguimento do mês foi de R$ 412,43. Na primeira semana foi encontrado um estabelecimento com preço acima da média do seguimento de R$ 388,60, na segunda semana o mesmo estabelecimento estava com preço acima da media do seguimento de R$ 394,06 em relação aos demais, já na terceira semana a pesquisa encontrou dois dos seis estabelecimentos de seguimento com preços maiores que a média dessa semana de R$ 392,69, a quarta semana foi a melhor para o consumidor uma vez que todos os estabelecimentos estavam com preços abaixo da média da semana de R$ 383,63, na quinta semana do mês foi observado mais uma vez que o mesmo estabelecimento das outras semanas estava com preço acima da média da semana do seguimento de R$ 383,11.

Comportamento dos preços

A cesta básica no mês de maio teve variação positiva em relação ao mês de abril de 1,46%, três categorias tiveram variação positiva de um mês para o outro. Podemos destacar nesse mês a categoria de hortifrúti onde 69% dos treze produtos dessa categoria estavam com variação negativa: o tomate de salada (kg) (-29,86%) onde em abril o preço médio encontrado foi de R$ R$ 8,86 e em maio R$ 6,46, a batata comum (kg) com varição de (-12,15%) com um preço médio de R$ 7,77 no mês anterior e de R$ 6,82 em maio, com o repolho (kg) o preço médio encontrado esse mês de maio foi de R$ 7,97 uma variação de (-10,58%) uma vez que no mês passado o preço médio era de R$ 8,91, a macaxeira kg teve variação de (-5,18%) onde o preço médio de maio foi de R$ 3,18 e em abril o preço médio encontrado pelos pesquisadores foi de R$ 3,35, a banana pacovã (kg) outro produto em destaque dessa categoria teve variação negativa de (-4,53%) com os preços de R$ 4,24 nesse mês e de R$ 4,44 no mês anterior, o chuchu (kg) outro produto nessa categoria com variação negativa de (-3,59%) a pesquisa encontrou um preço médio no mês corrente de R$ 3,24 e em abril o preço médio foi de R$ 3,37. Dois produtos tiveram varição negativa, mas pouco significativa de um mês para o outro, foi o caso do cheiro verde (maço) e a laranja pera (kg) de (-1,56%) e (-1,02%) respectivamente. A varição desse mês de maio em relação ao mês de abril para essa categoria foi de (-6,08%).

Na categoria de mercearia, a pesquisa durante as cinco semanas do mês de maio encontrou o maior valor médio dessa categoria de R$ 87,58 e na última, o menor valor médio no mês foi a primeira com R$ 84,88. Todos os produtos dessa categoria tiveram varição positiva, as maiores variações foram: feijão-carioca (kg) com 4,26%, leite em caixa (lt) com 4,36%, o macarrão sêmola 500 g com 8,02 %, o pão francês com 5,57%, margarina pote 250 g com 4,18% e biscoito maisena pacote 350 g com 5,17%, nesse produto os pesquisadores observaram na embalagem que era de 400 g o pacote, ou seja, houve diminuição na gramatura, mas o preço não acompanhou, e a pesquisa observou que esse produto está mais caro hoje. O valor médio dessa categoria no mês de maio foi de R$ 86,48, avariação de um mês para o outro foi de 3,67%, em abril o preço médio foi de R$ 83,42.

Na categoria de Açougue, a varição foi positiva em 2,11%, produtos nessa categoria com maiores variações foi a carne de segunda kg (músculo/posta gorda) com preço médio de R$ 34,37 e variação de 4,88%, em abril o preço médio foi de R$ 32,77, já o pescado (merluza/polaca) kg teve variação de 3%, onde a pesquisa encontrou um preço médio em maio de R$ 47,75 e em abril de R$ 45,07, e também o queijo coalho (kg) com variação de 1,70%, o preço médio no mês foi de R$ 41,34 e no mês de abril R$ 40,65. No mês anterior o preço médio dessa categoria foi de R$ 242,40 e no mês de maio de R$ 247,51.

Por fim, a categoria higiene e limpeza teve variação positiva de 4,58%, e os produtos dessa categoria vem interferindo no valor final da cesta básica aumentando o custo para os consumidores, a prova disso é que a variação nos meses de março e abril foi de 2,11%. Produtos que contribuíram para esse aumento foram: o sabão em barra glicerinado (kg) com variação foi de 5,12% com preço médio de R$ 14,32 em maio e de R$ 13,62 no mês de abril, esse produto já foi encontrado pelos pesquisadores na quinta semana do mês por R$ 19,89 no hipermercado/supermercados e de R$ 19,99 nos supermercados de bairro. O sabonete (85 g) e o creme dental (90 g) são produtos nessa categoria que merece destaque a serem observados nessa categoria e reflete no aumento da cesta básica, o preço médio esse mês é de R$ 2,33 e R$ 3,92 respectivamente, a variação de um mês para o outro é de 4,06% e 4,70%, com seus preços em média encontrado pela pesquisa no mês de abril de R$ 2,24 e R$ 3,75 respectivamente.

Conclusão

A cesta básica inciou o mês com o preço médio a R$ 414,19, teve seu ápice encontrado pela pesquisa na segunda por R$ 419,02, decresceu nas três semanas seguintes do mês com R$ 417,70 na terceira, R$ 410,83 na quarta semana e na última semana a pesquisa encontrou um preço médio de R$ 415,01, relembrando que o preço médio da cesta básica no mês de maio foi de R$ 415,94, ou seja, na primeira e terceira semana, o consumidor encontrou preços abaixo da média para compra da cesta básica.

O Núcleo de pesquisa orienta aos consumidores natalenses que pesquise antes de sair para as compras, os dados analisados apresentam preços que variam durante determinadas semanas do mês assim como diferentes dias determinados da semana, ou seja, estratégias promocionais dos comércios para atraírem clientes, por isso é importante a pesquisa. O objetivo da pesquisa é orientar o consumidor onde procurar produtos da cesta básica com os menores preços, e que a planilha está disponível no endereço eletrônico www.natal.rn.gov.br/procon/pesquisa, acessível aos consumidores para consulta na íntegra aos dados obtidos na pesquisa.

Abate de bovinos apresenta alta pelo quarto trimestre seguido no RN

FOTO: DIVULGAÇÃO

O Rio Grande do Norte registrou o abate de 18.252 bovinos (bois, vacas, novilhos, novilhas, vitelos e vitelas) no primeiro trimestre de 2022. Esse foi o quarto trimestre seguido em que a quantidade de bovinos abatidos aumenta no estado.

Além disso, o abate bovino norte-rio-grandense apresenta a maior sequência de aumentos consecutivos no país. Entre os primeiros trimestres de 2021 e 2022, o estado acumula um crescimento de 28% no abate bovino. Por outro lado, o RN tem a terceira menor quantidade de bovinos abatidos do Brasil.

Número de ovos produzidos e galinhas caem no Rio Grande do Norte

No primeiro trimestre de 2022, o Rio Grande do Norte produziu 9,4 milhões de dúzias de ovos de galinha, o que representa uma diminuição de 5,6% em relação ao trimestre anterior. Os únicos estados que apresentaram crescimento foram Piauí, Goiás e Minas Gerais.

Mesmo assim, o estado potiguar registrou a segunda maior quantidade produzida para um primeiro trimestre de toda a série histórica. A marca só é superada pelo primeiro trimestre de 2021, quando o estado registrou 500 mil dúzias a mais.

O somatório do número de galinhas poedeiras nesse período ficou em cerca de 1,474 milhão, uma redução de 5% em comparação ao último trimestre.

Número de suínos abatidos diminui no estado

O número de suínos abatidos no Rio Grande do Norte nos meses de janeiro, fevereiro e março foi de 4.134. Esse foi o melhor resultado para o trimestre inicial de todos os anos desde o início da série histórica em 1997. Apesar disso, em comparação com o trimestre anterior, houve uma redução de 10%.

No Nordeste, foi observada uma tendência de diminuição, com destaque para o Ceará que registrou a maior queda (12%). O único estado da região que apresentou aumento foi o Maranhão (11%).

RN tem a maior redução de produção de leite industrializado do Nordeste

FOTO: PIXABAY

No Nordeste, o Rio Grande do Norte foi o estado que apresentou maior redução (9,7%) na produção de leite quando comparado ao último trimestre de 2021, Maranhão (-4,9%) e Piauí (-2,9%) vêm em seguida.

O RN produziu, nos meses de janeiro a março deste ano, 16,7 milhões de litros de leite industrializado. Em comparação aos dois trimestres anteriores, houve uma diminuição no volume de leite. Foram 17,7 milhões de litros no terceiro trimestre de 2021 e 18,5 milhões de litros no trimestre seguinte.

Entre todas as unidades da federação, o Rio Grande do Norte teve a quinta menor produção de leite industrializado do Brasil no período.

Prato feito fica 25% mais caro em Natal, inflacionado pelo aumento da cesta básica

ALMOÇAR NOS RESTAURANTES FICOU MAIS CARO. FOTO: SHUTTERSTOCK

Almoçar nos restaurantes de Natal ficou até 25% mais caro em um ano. O tradicional prato feito, que custava entre R$ 16 e R$ 17 em 2021, já é encontrado por R$ 20, conforme constatou a reportagem da TRIBUNA DO NORTE, que percorreu estabelecimentos em diferentes regiões da cidade. A alta acompanha a subida dos preços dos ingredientes que compõem o famoso “PF”, como feijão, arroz, macarrão, legumes e carne. Na capital potiguar, em doze meses, a cesta básica ficou 24,4% mais cara, segundo apurou o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Econômicos (Dieese), em abril deste ano.

Para tentar sobreviver na crise, os proprietários de restaurantes populares se desdobram criando promoções, mudando cardápio, trocando ingredientes, oferecendo opções mais baratas e pesquisando cada vez mais nos supermercados e atacadões. O grande desafio é reduzir os custos, mas sem perder a qualidade do serviço e da comida. A manutenção do padrão de atendimento e a transparência com o cliente são aliados na hora de, inevitavelmente, repassar reajustes no preço final. “Conversamos com o cliente, explicamos o porquê dos aumentos e ele entende porque sabe como as coisas estão caras”, relata Márcia Cabral, que trabalha em um restaurante na Cidade Alta.

Na zona Sul, o almoço com preço fixo, que era de R$ 13 no período pré-pandemia, em 2019, é vendido a R$ 20. O prato com preço fixo passou por seguidos reajustes diante do constante aumento dos insumos nos supermercados, afirma Silvana Carvalho, uma das proprietárias do Coronel Mostarda, restaurante popular de Neópolis. No estabelecimento, que fica na Avenida Ayrton Senna, o PF era comercializado por R$ 16 no ano passado, mas passou para R$ 18 no início deste ano, até chegar aos R$ 20 atuais.

“É muito difícil porque o nosso restaurante é um restaurante popular, não podemos fugir disso. Nós aumentamos R$ 2 há uns três meses, mas não fez nem efeito. Não segura. Antes, a gente aumentava por ano, a cada oito meses, hoje não tem mais como. Como nosso estilo é esse [popular], a gente não consegue repassar porque senão afasta o cliente, mas está absolutamente difícil. Todos os dias é um preço diferente no supermercado, não tem mais aquilo de época, antigamente tinha aquilo de que se tivesse na safra baixava, se não tivesse, subia”, comenta a empresária.

Silvana afirma que uma das saídas encontradas para tentar driblar a alta inflacionária é pesquisar mais. “Eu saio daqui e faço uma rota por Mineirão, Sam’s Clube, Atacadão, Assaí, Superfácil, aí onde for mais barato eu compro. Fico rodando que nem barata tonta”, brinca. “O problema dessa rota é a gasolina. É isso e tirar coisas mais caras do buffet, como um corte mais nobre de carne, por exemplo”, complementa.

Silvana divide a administração com o marido Maurício. Os dois decidiram mudar o cardápio e criar opções menores de pratos feitos e quentinhas. “É uma alternativa, criamos uma ‘mini’ de R$ 9 para quem não tem condições de pagar os R$ 20 e temos o meio-termo, que são as quentinhas de R$ 16, R$ 18. Antigamente vinha a família comer aqui no espaço e aí cada um pagava pelo seu prato. Agora é comum que uma pessoa da família venha aqui faça uma ou duas quentinhas e leve para casa e aí lá faz a divisão. A gente percebe isso demais”, comenta.

Do outro lado da cidade, no bairro de Pajuçara, os funcionários de um restaurante, localizado na Avenida Dr. João Medeiros Filho, zona Norte de Natal, também tiveram que se adaptar à carestia para manter o funcionamento do estabelecimento sem afastar a clientela. Maria Fernanda, que trabalha na churrascaria há quatro anos, diz que de 2020 para cá, o preço do PF subiu de R$ 15 para R$ 20. O último reajuste ocorreu neste ano, quando o antigo preço de R$ 17, praticado em 2021, deu lugar aos atuais R$ 20.

“É muito caro, é absurdo porque está tudo aumentando. Todo mundo sente, a gente, o cliente, supermercado, aí não tem como manter”, diz a profissional. Ela explica que o estabelecimento passou por uma recente mudança no cardápio por causa da inflação. “A gente oferecia o churrasco e as carnes no buffet, mas agora tiramos as carnes e deixamos só o churrasco. Só colocamos as proteínas junto com o churrasco para o cliente nos fins de semanas. A situação está complicada”, comenta Fernanda, da Beniccio’s Grill.

A crise também afeta comportamento do cliente. A autônoma Clenilda Andréia diz que passou a frequentar menos o restaurante perto de casa, ela conta que prefere comprar uma quentinha por um valor menor do que comer dentro do estabelecimento. “O prato aqui está R$ 20, mas tem essas opções mais em conta de quentinhas por R$ 17. Colocando na ponta do lápis vale mais a pena, minha rotina como autônoma é assim, então nem sempre tenho tempo de fazer comida. A solução muitas vezes é essa”, pontua.

Tribuna do Norte

Vendas do comércio potiguar sobem 9,9% em abril e registram alta pelo segundo mês consecutivo

FOTO: JOSÉ ALDENIR

As vendas do Comércio Varejista Ampliado no Rio Grande do Norte, que inclui as atividades de veículos, motos e material de construção, registraram alta de 9,9% em abril, quando comparado ao mesmo mês do ano passado. Os dados são da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), divulgada nesta sexta-feira, 10, pelo IBGE.

Este é o segundo mês seguido de variação positiva. Em março deste ano, as vendas tiveram uma alta de 2,3% sobre o mesmo mês em 2021. O resultado chegou depois de as vendas do comércio no estado terem ficado durante sete meses – de agosto de 2021 a fevereiro de 2022 – com índices negativos. 

Quando comparado a março deste ano, o desempenho das vendas em abril (+3,4%) também teve alta. Com isso, o fechamento do primeiro quadrimestre do ano registrou um crescimento de 0,2% no Varejo Ampliado. 

Para o presidente da Fecomércio RN, Marcelo Queiroz, os números refletem a retomada dos setores e atividades econômicas após a pandemia. “Nestes quatro primeiros meses, há datas fortes para o comércio, como a Páscoa e o Dia das Mães.  Este ano, as lojas estão funcionando a pleno vapor, diferente do que foi registrado em 2020”, explicou.

Brasil

O volume de vendas do Varejo Ampliado de abril em relação ao mesmo mês de 2021, cresceu 1,5%, terceira alta consecutiva. Em relação ao mês anterior – março – a alta foi de 0,7%.

Em termos setoriais, na passagem de março para abril deste ano, foram registradas taxas positivas em móveis e eletrodomésticos (2,3%), tecidos, vestuário e calçados (1,7%), artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (0,4%) e outros artigos de uso pessoal e doméstico (0,1%).

Já outros setores da economia registraram queda nas vendas como combustíveis e lubrificantes (-0,1%), veículos, motos, partes e peças (-0,2%), hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-1,1%), material de construção (-2,0%), livros, jornais, revistas e papelaria (-5,6%), equipamentos e material para escritório informática e comunicação (-6,7%).

Dados divulgados pelo IBGE aponta que RN tem maior redução na produção de leite industrializado do NE

DADOS REFERENTES A PRODUÇÃO DE LEITE NO RIO GRANDE DO NORTE FOI DIVULGADO NESTA QUINTA 9. FOTO: REPRODUÇÃO

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Rio Grande do Norte foi o estado do Nordeste que apresentou maior redução na produção de leite no comparativo entre o primeiro trimestre de 2022 e o último trimestre de 2021, a produção caiu 9,7% no RN no primeiro trimestre deste ano.

Nos meses de janeiro a março deste ano, o estado produziu 16,7 milhões de litros de leite industrializado. Em comparação aos dois trimestres anteriores, houve uma diminuição no volume de leite. Foram 17,7 milhões de litros no terceiro trimestre de 2021 e 18,5 milhões de litros no trimestre seguinte.

Os dados são da Estatística da Produção Pecuária, divulgada nesta quinta-feira 8 pelo instituto. Também apresentaram reduções, porém inferiores ao RN, os estados do Maranhão (-4,9%) e Piauí (-2,9%). Entre todas as unidades da federação, o Rio Grande do Norte teve a quinta menor produção de leite industrializado do Brasil no período.

Em maio, cesta básica do natalense ficou mais cara; dez itens apresentaram aumento nos preços

O GRUPO TRANSPORTE TAMBÉM APRESENTOU AUMENTO NOS PREÇOS, NESTE CASO, UMA VARIAÇÃO DE 0,95%. FOTO: DIVULGAÇÃO

O Índice de Preços ao Consumidor – IPC, da cidade do Natal, registrou para o mês de maio de 2022 um aumento de 0,59% em relação ao mês anterior. Com este resultado, a variação no ano ficou em 4,62%. Nos últimos doze meses (Junho/2021 a Maio/2022) atingiu 10,52% e 601,05%, desde o início do Plano Real. O índice é calculado pelo Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte – IDEMA, através da Coordenadoria de Estudos Socioeconômicos – CES.

O grupo Alimentação e Bebidas, que responde por 32,43% do índice geral em termos de participação no orçamento familiar, apresentou uma variação positiva de 0,82% em relação ao mês anterior. Os itens que mais contribuíram para esse aumento de preços foram: Hortaliças e Verduras (6,28%), Aves e Ovos (3,63%), Farinhas, Féculas e Massas (2,69%), Frutas (2,68%), Açúcares e Derivados (2,66%) e Óleos e Gorduras (2,53%).

O grupo Transporte também apresentou aumento nos preços, neste caso, uma variação de 0,95%. Os itens com amior peso nesta elevação foram Veículo Próprio (1,30%), Combustível de veículos (0,90%) e Transporte Público (0,62%).

Já os Artigos de Residência apresentaram elevação de 0,79% em função dos aumentos de preços nos seguintes itens: Mobiliário (2,88%), Eletrodomésticos e Equipamentos (0,90%), TV, Som e Informática (0,49%) e Utensílios e Enfeites (0,18%).

Cesta Básica

O custo da Cesta Básica na cidade do Natal, em maio de 2022, teve um aumento de 1,01% em relação ao mês anterior. Nas despesas com os produtos essenciais, o custo com a Alimentação por pessoa foi de R$ 523,20. Para uma família constituída por quatro pessoas, esse valor alcançou R$ 2.092,80. Se a essa quantia fossem adicionados os gastos com Vestuário, Despesas Pessoais, Transportes etc., o dispêndio total seria de R$ 6.453,40.

Dos treze produtos que compõem a Cesta Básica, dez apresentaram aumento nos preços:  Margarina (8,16%), Carne de Boi (5,27%), Farinha (4,05%), Frutas (3,18%), Pão (2,03%), Feijão (1,86%), Óleo (1,67%), Café (1,22%), Arroz (0,76%) e Tubérculos (0,63%). 

Os produtos que integram a cesta do natalense e apresentaram queda nos preços negativas foram: Legumes (-16,72%), Leite (-5,74%) e Açúcar (-0,11%).

Gasto médio para Dia dos Namorados aumenta entre os consumidores do RN

EM MOSSORÓ, O AUMENTO CHEGOU A QUASE 8% EM RELAÇÃO A 2021. FOTO: GETTY

Além dos festejos juninos, o comércio no mês de junho é movimentado pelo Dia dos Namorados. Para entender como o comércio potiguar irá se comportar no dia 12 de junho, o Instituto Fecomércio RN realizou uma pesquisa de intenção de consumo e gastos para a data, que registraram números superiores aos do ano passado. 

Entre os consumidores natalenses, 48,7% irão às compras para comemorar a data. O índice é superior ao registrado nos últimos dois anos – 2020 (33,4%) e 2021 (45,7%). 51,3% não tem intenção de realizar compras nesta data comemorativa.

Os consumidores de Natal pretendem gastar, em média, R$ 128,06, aumento nominal de 4,6% em relação ao ano passado. Em 2021, o valor médio foi de R$ 122,45 e, em 2020, foi de R$ 109,16.

Os homens são a maioria dos que vão fazer compras para comemorar o Dia dos Namorados, presenteando esposas (64,3%), namoradas (30,6%) e noivas (2,7%). Os produtos mais procurados pelos consumidores serão peças de vestuário, com 50,9% da preferência, seguido por perfumes e cosméticos com 25%; joias, relógios ou acessórios com 14,3%; calçados com 9,8%; alimentos, cestas e chocolates com 9,4%. Mais de 80% (84,2%) devem adquirir apenas um item para presentear a pessoa amada, aumento de 4,3 pontos percentuais na comparação com o ano passado, quando 79,9% diziam que iriam comprar somente um produto. 

O que irá determinar a escolha dos presentes, de acordo com os entrevistados, são as ofertas e promoções (42,8%), marca dos produtos (38,4%) e formas de pagamento (8,6%). Além disso, dois em cada três consumidores (64,5%) irão pesquisar os preços dos produtos e a compra deve acontecer esta semana para cerca de 80% dos compradores. 

Além da compra do presente, 42,6% pretendem fazer uma comemoração especial, seja um almoço ou jantar em casa (23,3%) ou fazer uma das refeições em restaurantes (15,3%). 

Mossoró

Quase 45% (44,4%) dos mossoroenses irão presentear os amados no dia 12 de junho. O dado teve uma queda de 1,4 ponto percentual em comparação a 2021 (45,8%). Mesmo com a redução, o ticket médio em Mossoró é maior do que em Natal. Na capital do Oeste, o valor gasto para a data é de R$ 131,05, um aumento de 7,9% em relação ao de 2021 que foi de R$ 121,51.

A intenção é de comprar um único presente (84,4%), e os produtos mais procurados são: roupas (25%); perfumes e cosméticos (19,2%); calçados e bolsas (16,1%); joias, relógios e acessórios (12,9%). O que irá garantir a compra são as ofertas e promoções (43,7%) e a marca do produto (28,4%). 

Como bom brasileiro, cerca de sete em cada dez (69,2%) dos compradores pretendem buscar o presente na semana que antecede a data comemorativa e 71,9% dos mossoroenses irão pesquisar os preços antes de efetuar a compra. 

Em Mossoró, 75,4% dos entrevistados relataram que não pretendem fazer comemoração especial no Dia dos Namorados deste ano.

As duas pesquisas do Instituto Fecomércio têm índice de confiança de 95% e um erro amostral de aproximadamente 4%.