5 de março de 2026 às 04:03
5 de março de 2026 às 05:06
FOTO: REPRODUÇÃO
A gasolina voltou a ultrapassar a marca dos R$ 7 em Natal. Motoristas já encontram o litro sendo vendido por até R$ 7,19 em postos da capital, reacendendo o alerta sobre o peso dos combustíveis no orçamento de quem depende do carro todos os dias.
O aumento foi registrado em diferentes regiões da cidade. Além da gasolina comum e aditivada, outros combustíveis também apresentam valores elevados. O etanol é comercializado por até R$ 6,29, enquanto o diesel chega a R$ 6,79 em alguns estabelecimentos.
A nova escalada atinge principalmente trabalhadores que usam o veículo como ferramenta de renda. Motoristas de aplicativo, taxistas e profissionais autônomos relatam dificuldade para manter a margem de lucro diante dos reajustes sucessivos.
Em Natal e na Região Metropolitana, onde muitos deslocamentos dependem do transporte individual, o impacto é imediato. Cada centavo a mais no litro representa custo maior ao fim do mês.
Preços variam por bairro
Os valores não são uniformes e variam conforme a região da capital. Ainda assim, já há registros de postos em Natal cobrando acima dos R$ 7, consolidando a volta do combustível a um patamar que preocupa o consumidor potiguar.
O cenário também pode refletir no preço de serviços e produtos, já que o transporte influencia diretamente a cadeia econômica.
Debate econômico volta à pauta
Com a gasolina novamente acima de R$ 7 no RN, o tema deve ganhar força nas discussões econômicas locais. Caso novos reajustes sejam confirmados nas próximas semanas, o impacto pode ser ainda maior para trabalhadores e famílias da capital.
Enquanto isso, o motorista segue fazendo contas antes de abastecer.
4 de março de 2026 às 17:15
4 de março de 2026 às 13:29
FOTO: GETTY
O preço do chocolate acumulou alta de 24,77% nos últimos 12 meses, influenciado pelo preço do cacau no mercado internacional, segundo dados do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O aumento de quase 25% supera a inflação geral do período e coloca o chocolate entre os itens alimentícios que mais pressionaram o bolso do consumidor. A alta acontece meses antes da celebração da Páscoa, marcada para o dia 5 de abril, data em que os brasileiros se presenteiam com ovos de chocolate.
O preço do cacau, principal ingrediente na produção do chocolate, disparou após dificuldades no mercado internacional, principalmente entre os maiores produtores, Costa do Marfim e Gana.
Em 2025, o Brasil importou 42.143 toneladas de amêndoas de cacau e 42.844 toneladas de derivados de cacau e exportou 52.951 toneladas de derivados da fruta.
A escassez do produto no mercado internacional fez com que os preços dos chocolates disparassem no Brasil, mesmo que a quantidade de cacau utilizada pela maioria das indústrias seja baixa.
Para o professor de economia de alimentos da Strong Business School, Valter Palmieri Jr, após cerca de dois anos de forte alta no mercado internacional, pode se observar alguma acomodação nos preços do cacau. No entanto, o repasse ao consumidor tende a ocorrer com defasagem significativa.
“Grandes indústrias operam com contratos futuros e compras antecipadas de insumos, o que retarda tanto a transmissão das altas quanto das quedas. Portanto, eventuais recuos recentes dificilmente terão impacto relevante na Páscoa imediata”, explica.
Entenda o que levou os preços do cacau às alturas
Exportadores de Costa do Marfim e Gana acumulam estoques sem vender porque preços internos estão acima dos preços mundiais;
Clima instável, doenças nas plantas e estratégias de preço rígidas são parte das razões da crise de oferta e demanda;
Os produtores enfrentaram dificuldades financeiras e os compradores devem grandes somas aos bancos, pressionando o setor;
Mesmo com safras mais fortes previstas, o mercado segue volátil e sensível a mudanças de oferta e demanda;
No Brasil, a crise global do cacau elevou os preços da matéria-prima e refletiu nos custos do chocolate, deixando produtos mais caros para o consumidor.
Páscoa 2026
Tradição entre os brasileiros, o ovo de Páscoa feito de chocolate ocupou as gôndolas dos supermercados já no final do mês de janeiro, em um movimento considerado inesperado para o consumidor.
Para o professor, a antecipação pode ser uma tentativa das empresas de diluir o impacto de preços mais altos e ampliar o ciclo de vendas com o objetivo de reduzir o risco de encalhe.
4 de março de 2026 às 08:15
4 de março de 2026 às 05:42
FOTO: LUCAS SCHERER
O conflito no Oriente Médio já começa a impactar o setor de carnes brasileiro, especialmente nos segmentos de frango e bovino. Os efeitos são sentidos tanto na logística quanto nos custos de produção, criando desafios para os exportadores nacionais que dependem da região como destino para seus produtos.
Os impactos variam conforme o tipo de carne. O setor suíno é o menos afetado, uma vez que a região não é tradicionalmente consumidora desse produto por questões religiosas e culturais. Por outro lado, o setor de frango enfrenta consequências mais severas, já que aproximadamente 27% das exportações brasileiras desse produto são destinadas aos países do Oriente Médio.
Aumento de custos logísticos
Um dos principais problemas enfrentados pelo setor é o aumento dos custos logísticos. Os fretes marítimos estão mais caros devido à elevação dos valores de seguros para embarcações que precisam passar por áreas de conflito. Além disso, há atrasos nas entregas e algumas cargas que já estavam em trânsito podem ficar indefinidamente adiadas. A valorização do dólar e a alta do preço do petróleo também contribuem para o aumento dos custos produtivos, tanto de forma direta quanto indireta.
Para a carne bovina, a região representa cerca de 5% das exportações brasileiras. Embora esse percentual pareça pequeno quando comparado ao total exportado, o impacto ganha relevância quando considerado junto a outros desafios que o setor já enfrentava. As recentes medidas de salvaguarda impostas pela China, que limitaram a cota de importação para 1,1 milhão de toneladas em 2026 (contra 1,7 milhão exportadas pelo Brasil em 2023), já representavam uma dificuldade para o setor que agora se vê diante de mais um obstáculo.
Incertezas no mercado
A duração do conflito é uma incógnita que preocupa o setor, pois quanto mais tempo durar, maiores serão os impactos na cadeia produtiva brasileira. Uma das possíveis soluções mencionadas para o problema da carne bovina seria a realização de operações de arbitragem, onde o Brasil exportaria para outros países que, por sua vez, manteriam suas exportações para a China. Essas operações trianguladas poderiam ajudar a contornar as limitações impostas pelas cotas chinesas, sem ferir acordos comerciais.
As dificuldades logísticas de passagem pelo Estreito de Ormuz, rota estratégica para o comércio marítimo internacional, somam-se aos desafios já existentes. O cenário atual exige que o setor busque alternativas para minimizar os impactos e manter sua competitividade no mercado global, enquanto o conflito no Oriente Médio segue sem previsão de término.
4 de março de 2026 às 04:00
3 de março de 2026 às 15:57
FOTO: DIVULGAÇÃO
O Instituto SENAI de Inovação em Energias Renováveis (ISI-ER) deu largada à implantação de um centro de referência no Brasil para impulsionar pesquisas, investimentos e a segurança em atividades ligadas ao mar, incluindo a futura geração de energia offshore, a pesca, o transporte e a área de defesa, entre outras, que compõem a chamada “Economia Azul”.
O Centro de Referência em Monitoramento Meteoceanográfico (CRMetOcean) terá atuação nacional e a base de operações no litoral do Rio Grande do Norte. O primeiro equipamento a entrar em funcionamento, um LiDAR de Varredura que possibilita ganhos como medições de velocidade e direção de ventos a até 2km de altura – cerca de sete vezes superior ao alcançado hoje com os LiDARs verticais – foi instalado quinta-feira (26) no Porto-Ilha de Areia Branca, onde o ISI-ER estuda o recurso eólico há pelo menos três anos.
O equipamento integra a Plataforma de Coleta de Dados Meteoceanográficos (PCDMet) do Centro e está posicionado em ambiente offshore, a 15 km da costa. A perspectiva é que, após uma etapa inicial de testes, as medições comecem oficialmente até o final de março, com aplicação imediata dos dados em pesquisas do ISI e perspectivas de projetos de cooperação com o setor produtivo, a academia e o setor público.
“Este é um projeto pioneiro para o ambiente marítimo do Brasil. Um centro que pretende trabalhar com a geração de vários e vários dados para auxiliar a tomada de decisão de novas atividades, como a energia eólica offshore, e também para o fortalecimento de outras atividades que já existem no meio, aumentando a previsibilidade, a segurança e as perspectivas de crescimento”, observa o diretor do SENAI-RN e do ISI-ER, Rodrigo Mello.
Nacionalmente, segundo ele, há escassez de dados medidos com essa perspectiva. “E o que a gente pretende fazer é contribuir com a disponibilidade de dados primários – e de dados com muita precisão – para a tomada de decisão mais assertiva possível na área. Quanto menor a incerteza dos dados, melhor a tomada de decisão. E, no Brasil, há que se evoluir muito ainda na qualidade e na disponibilidade de dados primários em toda a área de oceano”, acrescentou, reforçando: “O Brasil tem uma fronteira molhada gigantesca. São 8 mil km e é fundamental que também existam dados medidos, e não apenas dados de modelagem, dados secundários, dados estimados”.
Expansão
O lançamento do CRMetOcean marca a expansão de trabalhos de pesquisa que o SENAI-RN desenvolve em ambiente marinho, iniciados há quase 15 anos pelo Centro de Tecnologias do Gás e Energias Renováveis (CTGAS-ER) e, desde 2021, concentrados no ISI-ER.
“Esse trabalho agora se amplia em muitas frentes”, diz Mello. “Estamos embarcando novas tecnologias, ampliando a precisão de dados, a distância que esses dados são medidos, o tipo de dado medido, incorporando, por exemplo, correntes marinhas, que também entram no nosso foco. Então, é um fortalecimento e crescimento de algo que já existe, mas que agora será muito maior e mais preciso”, detalha o diretor.
Desenvolvimento
Primeira frente do Centro a entrar em operação, a PCDMet do ISI deverá constituir um acervo único de dados para a Margem Equatorial Brasileira, mas não só isso, diz o pesquisador líder de projetos na área de Economia do Mar do Instituto, Carlos Moura.
“Além de subsidiar o desenvolvimento e a implantação da planta-piloto offshore do SENAI – a ser instalada a 4,5 km do Porto-Ilha – os dados possibilitarão a ampliação e o aprimoramento de pesquisas sobre o ambiente meteoceanográfico na região, ou seja, sobre como o oceano afeta os ventos e outras condições atmosféricas e vice-versa, incluindo correntes e altura de ondas, por exemplo”, explica ele.
“Com essa iniciativa, nós estamos aprimorando a condição de medição de vento no Brasil. Vamos poder conhecer melhor a região, além de melhorar os modelos digitais que usamos para estudar vento e oceano”, disse o pesquisador, explicando que equipamentos e modelos disponíveis hoje medem essas variáveis separadamente. “São modelos digitais para vento, modelos digitais para correntes e ondas… e o que estamos fazendo agora é colocar isso com uma visão holística integrada, porque sabemos que esses fenômenos se retroalimentam”, disse Moura
“Pensando no longo prazo”, complementou ainda o pesqusiador, “conhecer o ambiente e fazer isso com maior precisão é condição fundamental para o desenvolvimento da economia da energia offshore”.
A perspectiva é que as informações obtidas com esse trabalho sejam, futuramente, disponibilizadas ao público. O equipamento instalado na semana passada é o primeiro de uma série prevista na PCDMet, entre sensores atmosféricos e oceanográficos de última geração. A infraestrutura da Plataforma receberá investimento total de R$ 14,9 milhões da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep). Desse total, 3,3 milhões foram aplicados no LiDAR de Varredura.
3 de março de 2026 às 04:09
3 de março de 2026 às 04:01
FOTO: REPRODUÇÃO
O Carnaval de Natal 2026 demonstrou ser um motor econômico crucial para a capital potiguar, injetando cerca de R$ 338,98 milhões na economia local. Este valor representa um crescimento de 12,8% em comparação com o ano anterior.
Adicionalmente, os dados indicam um significativo retorno financeiro: para cada R$ 1 investido pela Prefeitura de Natal na festa, a economia local e os cofres públicos tiveram um retorno estimado de R$ 18,83, sublinhando o impacto econômico direto do evento.
A pesquisa “Perfil do Folião do Carnaval de Natal 2026” foi conduzida pelo Observatório Potiguar de Inovação do Turismo (OPOTUR), da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN). Ela se concentrou na análise do comportamento e satisfação do público, além dos impactos econômicos gerados pelo evento. Os dados obtidos são essenciais para essa compreensão.
O Carnaval atraiu um público estimado em 1,065 milhão de pessoas, englobando tanto as prévias quanto os dias oficiais do evento, conforme o levantamento. A expansão dos polos carnavalescos foi crucial para incentivar os moradores de Natal a permanecerem na cidade durante o feriado. Isso resultou no aumento do consumo local e no fortalecimento de diversos setores econômicos, como alimentação, lazer, transporte urbano e serviços.
O impacto econômico também foi impulsionado pela ocupação da rede hoteleira, que alcançou média próxima de 80%, além da maior circulação financeira em áreas tradicionais da festa, como Petrópolis, Ponta Negra e Redinha.
Apesar da predominância de público local, a pesquisa revelou um impacto positivo na imagem turística da capital, com um alto grau de satisfação. A maioria dos entrevistados considerou que o evento contribui para fortalecer Natal como destino turístico. Os índices de satisfação confirmam isso: 92,4% dos participantes recomendariam o Carnaval, e 88,5% manifestaram a intenção de retornar na próxima edição.
Os resultados reforçam o papel do Carnaval não apenas como manifestação cultural e espaço de lazer, mas também como política pública capaz de gerar retorno econômico, estimular cadeias produtivas e ampliar a visibilidade turística da cidade.
2 de março de 2026 às 13:45
2 de março de 2026 às 11:38
FOTO: DIVULGAÇÃO
O mercado imobiliário de Natal e Região Metropolitana encerrou 2025 com forte expansão. Dados divulgados nesta quinta-feira (26) apontam um crescimento de 101% nas vendas de imóveis verticais no quarto trimestre. O levantamento foi elaborado pela Brain Inteligência Estratégica a pedido do Sinduscon/RN e do Sebrae/RN.
O volume de lançamentos acompanhou o ritmo positivo e registrou elevação de 47% no mesmo período comparativo. O perfil predominante dos novos empreendimentos concentrou-se em unidades de dois dormitórios. O foco principal recaiu sobre o médio padrão e o programa Minha Casa Minha Vida.
O bairro de Capim Macio consolidou-se como o principal polo de investimentos na capital. A localidade respondeu por 44% dos novos projetos lançados. O Jockey Clube, em Parnamirim, apareceu na sequência com 17% da oferta.
A valorização dos imóveis manteve trajetória ascendente ao longo do ano. O preço médio do metro quadrado em Natal atingiu a marca de R$ 9.449. Os bairros de Petrópolis, Tirol e Areia Preta lideram a lista com os valores mais elevados da cidade.
O consultor Lucas Finoti avalia que o cenário reflete a estabilidade no nível de emprego no país. A confiança do consumidor impulsionou a decisão de compra e gerou recordes no período pós-pandemia. Em contrapartida, o mercado horizontal na região metropolitana apresentou retração de 27% nas vendas.
Francisco Ramos, vice-presidente do Sinduscon/RN, projeta a continuidade do dinamismo para os próximos meses. A expectativa baseia-se na queda da taxa Selic e na maior disponibilidade de crédito imobiliário. O setor aguarda o momento ideal para novos lançamentos.
O aquecimento da construção civil impacta diretamente a cadeia produtiva local. Marcelo Toscano, do Sebrae/RN, ressalta que o crescimento fortalece os pequenos negócios e gera renda. A entidade trabalha na capacitação de empresas para atender à demanda crescente.
2 de março de 2026 às 10:15
2 de março de 2026 às 02:31
FOTO: DIVULGAÇÃO/PETROBRAS
O preço do petróleo avançou 10% nesse domingo (1/3), chegando a aproximadamente US$ 80 por barril, enquanto analistas projetam que a cotação pode chegar a US$ 100 após os ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã.
Na última sexta-feira (27/2), o produto fechou o mercado a US$ 73 por barril, o maior nível desde julho. O preço estava sendo influenciado pela preocupação com a possibilidade de ataques, tendo em vista que a tensão entre os países já dura semanas.
Segundo a agência de notícias Reuters, após Teerã alertar embarcações sobre a travessia, a maioria dos armadores de petroleiros, grandes companhias de petróleo e empresas comerciais interromperam o transporte de petróleo, combustíveis e gás natural liquefeito pelo Estreito de Ormuz, por onde passam cerca de 20% do petróleo consumido globalmente.
Na manhã deste domingo, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo e Aliados (Opep+) afirmou que aumentará a produção de petróleo para 206 mil barris por dia, pouco acima das expectativas iniciais, de 137 mil barris, mas abaixo do previsto após o ataque dos Estados Unidos, que era de 411 mil barris diários.
Entenda a tensão no Oriente Médio
No último sábado (28/2), forças militares dos Israel e dos Estados Unidos lançaram uma série de ataques aéreos coordenados contra o Irã, em uma operação descrita pelas duas nações como ofensiva estratégica contra alvos militares e de liderança em território iraniano.
A ação atingiu dezenas de instalações, incluindo centros de comando e posições militares, em uma ação sem precedentes entre as potências contra o país.
Autoridades iranianas confirmaram que o aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do Irã desde 1989, foi morto nos ataques, junto com outros altos oficiais e membros de sua família.
O governo iraniano declarou um período de 40 dias de luto, enquanto protestos e manifestações de apoio ao regime se espalham internamente e aliados do Irã condenam o ataque como um “crime grave”.
Em retaliação, o Irã e suas forças aliadas lançaram ataques com mísseis e drones contra posições israelenses e bases americanas na região do Golfo, incluindo em países como Kuwait, Bahrein e Emirados Árabes Unidos, provocando deslocamento de civis e sirenes de alerta em cidades como Tel Aviv e Jerusalém.
26 de fevereiro de 2026 às 04:01
26 de fevereiro de 2026 às 03:12
FOTO: DIVULGAÇÃO
O Rio Grande do Norte terá o maior impacto no país sobre o ICMS do etanol entre todos os estados brasileiros. É o que revela o Ato Cotepe/PMPF nº 5, publicado no Diário Oficial da União desta terça-feira (25), com vigência a partir de 1º de março de 2026. Enquanto a esmagadora maioria dos estados não terá alteração ou registrará variações mínimas, o RN aparece com um impacto de R$ 0,2140 por litro na base de cálculo do ICMS do etanol — o maior do Brasil, isolado.
A mudança decorre de um reajuste promovido pelo Governo do Estado na pauta fiscal do etanol, que serve de referência para a cobrança do imposto estadual. Na prática, o acréscimo de 21 centavos na base tributária do etanol representa uma elevação direta no custo do produto ao longo da cadeia de distribuição e comercialização.
O Ato Cotepe estabelece o Preço Médio Ponderado ao Consumidor Final (PMPF), que é a referência usada pelo fisco estadual para calcular o ICMS por substituição tributária. Para o RN, o novo PMPF do etanol hidratado ficou em R$ 5,52 por litro, enquanto a AEHC (etanol anidro) foi fixada em R$ 5,20 por litro. Os combustíveis como gasolina, diesel S500 e S10 seguem tributados em regime “ad rem” (valor fixo, em reais, de ICMS por litro, e não um percentual. Neste caso, não haverá alteração de pauta no estado.
A medida vale a partir de 1º de março. Quem abastecer com etanol no Rio Grande do Norte já sentirá os efeitos desta decisão do governo estadual a partir desta data.
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