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Categoria: Economia

Festa de Santa Rita de Cássia 2025 movimentou R$ 40,2 milhões em Santa Cruz

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A festa de Santa Rita de Cássia, em Santa Cruz (RN) gerou uma movimentação financeira superior a R$ 40,2 milhões reunindo mais de 211 mil pessoas em maio de 2025, conforme pesquisas do Instituto Fecomércio RN.

Os números foram apresentados na noite de terça-feira (22), reunindo empresários do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do município e representantes do poder público, na Casa do Empresário, sede do Sindivarejo naquele município.

Um dos levantamentos mostra a Percepção dos Empresários mostrando que, entre os empreendedores, 66,9% avaliaram o impacto da festa em seus negócios como positivo. O faturamento médio diário por estabelecimento alcançou R$ 1.683,77, o maior patamar da série histórica, um salto de 16,1% em relação a 2024.

A pesquisa ainda aponta que, para se preparar, 58,9% dos entrevistados ampliaram estoque, 33,8% melhoraram a variedade de produtos, e 21,9% contrataram mão de obra temporária.

Maioria dos participantes é de turistas

O estudo Perfil dos Participantes aponta um público diversificado, mas com predominância de turistas: 70% eram visitantes de outros municípios, enquanto 30% eram residentes. Desses, 74,2% vieram do Rio Grande do Norte, seguidos por 15,6% da Paraíba e 7,5% de Pernambuco, reforçando o caráter regional do evento e sua vocação como polo de turismo religioso e cultural no estado.

O perfil de gastos destaca comportamentos distintos. Residentes gastaram em média R$ 416,96 por dia (um aumento de 12% em relação ao ano anterior), com 56,4% em compras e 22,2% em alimentação. Por sua vez, turistas despenderam R$ 428,78 diários – elevação de 12,8% – com 21,1% em transporte e 28,4% em compras. A nota média geral atribuída ao evento foi 9,47, sendo 9,61 pelos visitantes e 9,13 pelos moradores, evidenciando alta satisfação em ambos os grupos.

“A Festa de Santa Rita de Cássia reafirma seu papel como motor econômico e cultural para Santa Cruz e região. O aumento no gasto médio dos participantes fortalece o comércio, os serviços e gera renda e empregos temporários, beneficiando toda a cadeia produtiva local”, afirmou o presidente do Sistema Fecomércio RN, Marcelo Queiroz.

O presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Santa Cruz, Márcio Macedo, destacou: “O fato de os turistas continuarem com gasto médio superior ao dos moradores também reforça o potencial da festa enquanto ativo estratégico para o turismo religioso e cultural da região”.

Agradecendo pela parceria do Sistema Fecomércio RN pelo oitavo ano consecutivo na realização da pesquisa sobre a Festa de Santa Rita de Cássia, a prefeita Ana Fabrícia de Souza disse que “esse trabalho vai muito além da apresentação de dados. A pesquisa entrega instrumentos concretos para que o poder público e o setor empresarial possam planejar de forma estratégica, promovendo melhorias na festa, na qualidade dos serviços oferecidos durante o período e até no cuidado com nossos equipamentos públicos. Esse trabalho é uma contribuição valiosa para o desenvolvimento econômico de nossa Santa Cruz”, destacou.

Realizada entre 17 e 22 de maio, a pesquisa ouviu 601 participantes em pontos estratégicos da cidade e 151 empresários dos setores de Comércio e Serviços, com margem de erro de 3 pontos percentuais e nível de confiança de 95%. A íntegra dos relatórios está disponível em: fecomerciorn.com.br/pesquisas.

Economia de Santa Cruz e Região Agreste

Durante a apresentação da pesquisa do IFC, o economista da Fecomércio RN, William Figueiredo, traçou um panorama da economia do Agreste Potiguar, com foco no município de Santa Cruz, a maior economia da região, concentrando quase 15% do PIB do Agreste.

A cidade responde por 48,1% do PIB de Comércio e Serviços regional, com mais de 2.200 empregos formais no setor e um saldo positivo de 536 vagas desde 2020. O estudo também destacou o avanço da formalização via MEI, categoria empresarial concentrada no município, com representação de 83% das empresas ativas da região no setor de Comércio e Serviços.

A análise incluiu ainda os números da macrorregião do Agreste, que abrange 33 municípios e representa 5,3% do PIB estadual. O setor de Comércio, Serviços e Turismo responde por mais de 33% do PIB da economia regional, com cerca de 9 mil MEIs e 8,9 mil empregos formais.

Novo Noticias

Zona Leste concentra combustíveis mais baratos de Natal em julho

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A zona Leste de Natal concentrou os menores preços dos principais combustíveis comercializados na capital potiguar durante o mês de julho. É o que revela o ranking mensal dos dez postos de combustíveis com menores valores, divulgado pelo Núcleo de pesquisa Procon Natal. Segundo o levantamento, os valores mais baixos registrados foram: gasolina comum a R$ 5,97, etanol por R$ 4,77, GNV a R$ 4,95 e diesel S-10 a R$ 5,89.

O menor preço da gasolina e do etanol foi encontrado no bairro das Rocas. Já o Gás Natural Veicular (GNV) mais barato aparece em quatro estabelecimentos, dois deles também na zona Leste, no bairro Lagoa Seca, e outros dois estão situados em Candelária e Lagoa Nova, na zona Sul.

O único produto com menor valor encontrado fora da zona Leste foi o diesel S-10 (R$ 5,89), registrado em Lagoa Nova, zona Sul.

Além de liderar nos preços mais baixos, a região Leste também concentra a maior parte dos postos que aparecem entre os dez mais baratos para gasolina e etanol. Bairros como Alecrim, Dix-Sept Rosado e Petrópolis reforçam a tendência de preços mais competitivos nessa parte da cidade.

A pesquisa do Procon aponta ainda os preços médios praticados em Natal: gasolina comum a R$ 6,10, etanol a R$ 4,98, GNV a R$ 5,13 e diesel S-10 a R$ 6,09. O ranking completo está disponível no site da Prefeitura do Natal.

Portal 98 FM

Tarifaço: Brasil pode perder 1,9 milhão de empregos e PIB cairá 2,2% se país retaliar Trump

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Uma nova pesquisa, desta vez divulgada pela Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), calcula que mais de 1,9 milhão de brasileiros podem perder o emprego caso o Brasil decida retaliar os Estados Unidos com uma taxa de 50% às exportações norte-americanas. O levantamento também mostra que o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro pode ter uma queda de 2,21% em um cenário de equiparação da barreira comercial.

O trabalho foi feito considerando a taxa de 50% anunciada pelo presidente dos EUA, Donald Trump, às exportações de produtos do Brasil. A taxa entra em vigor no dia 1º de agosto e um comitê formado por integrantes do governo federal e empresários tenta derrubar a cobrança. Em meio ao trabalho, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) regulamentou a Lei da Reciprocidade.

De acordo com o levantamento, a longo prazo o Brasil perderia mais de R$ 7 bilhões em impostos. Ao todo, 1.934.124 trabalhadores ficariam sem emprego no país – número semelhante à população total de Curitiba, segundo as projeções do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE).

A pesquisa da Fiemg estima que, com a perda de empregos, o rendimento das famílias seria comprometido em R$ 36,2 bilhões. Os setores mais prejudicados, conforme a Fiemg, são o de fabricação de outros equipamentos de transporte, produção de ferro-gusa e ferroligas e fabricação de produtos de madeiras.

Também haverá prejuízos às indústrias de calçados, mineração, maquinários, metalurgia, peças e acessórios para veículos, dentre outros setores. São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio Grande do Sul e Santa Catarina são os estados mais impactados. Na pesquisa, a Fiemg lembra que historicamente a balança comercial entre os dois países é deficitária ao Brasil.

“As exportações brasileiras para os EUA aumentaram de US$ 24 bilhões, em 2015, para US$ 40,4 bilhões em 2024. Já as importações passaram de US$ 26,5 bilhões para US$ 40,7 bilhões no período. Apesar do crescimento nas exportações, o Brasil manteve saldos comerciais negativos em todos os anos analisados. O maior déficit ocorreu em 2022, de US$ 13,9 bilhões, impulsionado por um salto expressivo nas importações”, detalha.

Milhares de empregos sob ameaça em Minas

A retaliação do Brasil às tarifas de Donald Trump, em Minas, podem levar à redução de 262.623 empregos. Em um cenário de sobretaxa apenas às exportações brasileiras, o impacto será de 187 mil postos de trabalho, assegura a Fiemg. O PIB do Estado pode ter uma queda de 2,85%, em um cenário de retaliação por parte do governo brasileiro.

No estado, o setor de siderurgia será o mais afetado, com uma projeção de queda de 12,5% nas exportações. A mineração, que figura entre os setores líderes de exportação, pode observar uma redução de 3,8% no volume de negociações ao exterior.

O Tempo

Sob ameaça da Otan, Brasil terá dificuldade se deixar de importar diesel da Rússia

FOTO: FREEPIK

O mercado brasileiro pode enfrentar dificuldades para encontrar novos mercados de importação de diesel e derivados de petróleo caso deixe de manter relações comerciais com a Rússia. Uma ruptura no fluxo comercial no setor de combustíveis com o Kremlin foi sugerida pelo secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), Mark Rutte, na semana passada, como condição para que o Brasil não seja alvo de sanções do grupo.

Atualmente, a Rússia é o principal fornecedor de diesel ao Brasil, com mais de 40% do volume importado. De janeiro a junho, as importações somaram mais de US$ 2,5 bilhões, de acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic). Os Estados Unidos são o segundo principal fornecedor, seguido pela Arábia Saudita, em transações que se aproximam de R$ 1,5 bilhão.

O economista do Instituto Brasileiro de Estudos Políticos e Sociais (Ibeps), Eric Gil Dantas, explica que a predominância russa nas relações com o Brasil se deu após as sanções da União Europeia a Vladimir Putin, em função da guerra contra a Ucrânia. “A Rússia vendia muito diesel para a Europa, e esse mercado foi fechado (para o diesel, mas não totalmente para o petróleo cru e o gás natural), e com isto o produto ficou disponível a um preço mais barato, muitas vezes R$ 0,10 mais barato do que os preços internacionais”, ressalta.

Dantas aposta em um encarecimento nos preços do diesel no mercado interno, caso o Brasil busque novos mercados em detrimento da Rússia. Segundo ele, outro impacto será a dificuldade em encontrar outro fornecedor. “Pois a segunda maior fonte, que historicamente sempre foi o principal fornecedor até isso se inverter em 2023, são os EUA, o qual o Brasil segue neste embate contra o tarifaço e a tentativa de intervir na política brasileira via sanções. Teríamos que procurar em outros países, como Emirados Árabes, Kuwait e Índia”, complementa Eric, ao lembrar da ameaça de uma taxa de 50% às exportações brasileiras, anunciada por Donald Trump, nos EUA, que tem gerado um racha na relação comercial entre os dois países.

O presidente da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), Sérgio Araújo, diz que trata o assunto apenas como uma ameaça. “Estamos muito atentos, mas, por ora, não há nenhum plano, vamos aguardar para avaliar o melhor caminho”, compartilha. Araujo alerta para uma preocupação quanto à disponibilidade de óleo diesel caso os produtos da Rússia saiam do mercado.

“No passado, a gente importava, majoritariamente, óleo diesel dos Estados Unidos. Mas com o avanço da guerra entre Rússia e Ucrânia, os Estados Unidos passaram a ser fornecedores da União Europeia e, com isso, há um desequilíbrio no mercado. A saída da Rússia certamente provocará um impacto na oferta e na demanda”, acrescenta.

“E há também uma tendência de elevação de preços. É uma situação delicada”, arremata Sérgio Araújo, da Abicom.

E a Petrobras?

Procurada, a Petrobras apenas informou que não importa diesel da Rússia. Eric Gil Dantas, do Ibeps, por sua vez, lembra que a estatal importa um volume importante de diesel. As negociações miram, em maioria, o mercado dos Estados Unidos e do Golfo Pérsico. “Ela mantém uma relevância muito importante na procura de novos mercados, até porque ela é a maior empresa do país, e estatal, logo tem um poder e uma responsabilidade estratégica incomparável às outras agentes do mercado”, sugere.

O economista ainda frisa que a empresa tem investido na expansão da capacidade instalada para produção de diesel em refinarias, como nos projetos concluídos em Pernambuco. No início do mês, a estatal anunciou um aporte acima de R$ 33 bilhões nas áreas de refino no Rio de Janeiro. “Mas vai demorar ainda uns dois anos para que isto realmente se reflita em volumes muito maiores de diesel nacional no mercado. Essa situação mostra como foi um enorme erro a política para a Petrobras nos dois últimos governos, onde praticamente não se investiu um centavo na ampliação das refinarias, mesmo o Brasil aumentando fortemente sua extração de petróleo”, finaliza.

O Tempo

Frente RN China é lançada com foco no camarão potiguar e promoção cultural

FOTO: ELISA ELSIE

A Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte instalou, nesta sexta-feira (18), a Frente Parlamentar RN China, em cerimônia que contou com a presença da governadora Fátima Bezerra e da cônsul-geral da China no Recife, Lan Heping. A iniciativa marca um novo momento nas relações diplomáticas, econômicas e culturais entre o estado e o país asiático.

Na ocasião, Fátima Bezerra anunciou duas importantes novidades para o RN: o início das tratativas para abertura do mercado chinês ao camarão potiguar e a instalação de uma unidade do Instituto Confúcio, voltada à difusão da cultura e da língua chinesa.

China pode se tornar novo mercado para o camarão do RN
De acordo com a governadora, o diálogo com o governo chinês sobre o setor da carcinicultura está em estágio inicial e deve avançar com audiência em Brasília, que reunirá o embaixador da China no Brasil, o ministro da Agricultura, a cônsul Lan Heping e representantes do setor produtivo local.

“Temos uma produção extraordinária de camarão e pescados. É hora de abrir novos mercados, especialmente diante do possível ‘tarifaço’ dos EUA”, afirmou Fátima Bezerra, em referência à política norte-americana que pode taxar em até 50% produtos brasileiros.

Instituto Confúcio será instalado no RN

A cerimônia também confirmou a vinda do Instituto Confúcio, órgão vinculado ao Ministério da Educação da China, responsável pela promoção da cultura chinesa. O Rio Grande do Norte será o terceiro estado do Nordeste a receber uma unidade — as outras estão na Bahia e em Pernambuco.

Frente Parlamentar será presidida por Kleber Rodrigues

A Frente RN China foi proposta e será presidida pelo deputado Kleber Rodrigues, com os parlamentares Neilton Diógenes (vice-presidente), Hermano Morais e Kerginaldo Jácome como membros. O grupo terá a função de estreitar os laços comerciais, institucionais, tecnológicos e culturais com a China.

“A China é líder em energias renováveis e o RN é referência nacional nessa área. Há grande potencial a ser explorado”, destacou Kleber.

A China é, desde 2021, o principal parceiro comercial do Rio Grande do Norte. Somente em 2024, as importações potiguares provenientes da China somaram mais de US$ 260 milhões, três vezes o volume vindo dos Estados Unidos, segundo maior fornecedor do estado.

Heineken vai aumentar preço da cerveja no Brasil em 6%, diz jornal

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A Newswires noticiou nesta quarta-feira (16) que a Heineken aumentou seus preços no Brasil em uma média de 6% em todo o seu portfólio, marcando o primeiro aumento de preços desde abril de 2024. A nova tabela de preços entrará em vigor em julho. Isso ocorre após o aumento de preços da Ambev (ABEV3) ocorrido no início deste ano, após o Carnaval.

O Bradesco BBI questiona se este pode ser um ponto de inflexão para as ações da Ambev.

“Houve rumores nas últimas semanas sobre o aumento de preços da Heineken, mas ainda vemos a leitura inicial da Ambev como positiva. No fim do dia, isso sinaliza um ambiente de preços mais racional para a cerveja brasileira, pelo menos no curto prazo. O aumento mais amplo da inflação de cerveja no setor após os aumentos da Ambev no início deste ano reforça essa visão”, avaliam Henrique Brustolin e Pedro Fontana, analistas que assinam o relatório. As ações subiam 1,73%, a R$ 13,50, às 12h (horário de Brasília) nesta quarta.

A questão-chave, no entanto, é se isso marca uma mudança estrutural na dinâmica competitiva — e ainda não acreditam que isso aconteça.

Os analistas apontam que a Heineken nunca foi a empresa mais agressiva em termos de preços e a empresa passou mais de um ano sem realizar um ajuste de preços. Assim, acreditam que sua ambição de aumentar volumes e participação de mercado permanece intacta, e agora está cada vez mais focada em lidar com o lucro dominante da Ambev no segmento mainstream — especialmente com a inauguração de sua nova cervejaria este ano.

“Em nossa opinião, a decisão de aumentar os preços agora também pode refletir os ganhos recentes de participação, principalmente após a decisão da Ambev, o que ajuda a sustentar as ambições de crescimento de volume. Além disso, o fato de a Heineken ter esperado a ação da líder de mercado — revertendo uma tendência de vários anos — contribui para essa visão”, avalia.

Em última análise, acredita que a trajetória patrimonial da Ambev depende de sua capacidade de continuar recuperando margens, o que depende de uma entrega equilibrada de preços e volumes, o que ainda não foi visto, segundo Brustolin e Fontana.

“Os resultados do 2T25 serão fundamentais para avaliar essa relação preço-volume, mas, dada a trajetória dos preços no ano, manter margens estáveis na cerveja brasileira este ano ainda parece desafiador”, apontam os analistas do Bradesco BBI.

Tudo isso ocorre em meio a sinais de desaceleração na indústria cervejeira brasileira e a um impulso limitado das operações internacionais da Ambev. Mesmo considerando uma margem Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações/receita) consolidada estável em 2025, projeta a Ambev sendo negociada a 14,5 vezes o múltiplo de P/L (preço sobre lucro), o que só ofereceria um cenário de ações mais convincente se a confiança no crescimento dos lucros retornasse.

O BBI mantém recomendação neutra, com preço-alvo de R$ 12.

Já o Goldman Sachs segue com recomendação de venda para os ativos. O banco, embora reconheça que um cenário competitivo mais racional é claramente um fator positivo para o setor como um todo, considera essa notícia com reservas, levando em conta que: 1. Os preços relativos ainda favorecem a Heineken, já que o rastreador sugere que a Ambev aumentou seus preços em média 7% em abril (e mais 2% em junho); 2. A atividade promocional tem sido intensa, compensando parcialmente o repasse desses ajustes para o nível da receita líquida.

“No contexto de demanda enfraquecida, oferta crescente e custos substancialmente mais altos, continuamos acreditando que será difícil para a Ambev manter sua participação de mercado e lucratividade nos próximos 12 meses – um contexto que, em nossa opinião, não justifica sua atual avaliação de preço/lucro prospectiva de 14,1 vezes”, conclui.

InfoMoney

Quem ganha até R$ 5.753 ficaria isento de IR se a tabela fosse corrigida pela inflação, diz Dieese

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Se a tabela de Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) fosse atualizada com base na inflação no Brasil, quem ganha um salário mensal de R$ 5.753,43 estaria isento. Essa conclusão é de um levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Nessa quarta-feira (16/7), o projeto de lei que amplia a isenção de IR para rendas de até R$ 5.000 foi aprovado pela comissão especial que discutiu o assunto na Câmara dos Deputados. O texto ainda será votado pelo plenário em agosto, e, em seguida, seguirá para análise no Senado.

De acordo com a nota técnica divulgada pelo Dieese, entre 1996 e 2024, a tabela de cálculo do IRPF acumula uma defasagem média de 154,67%, com base em dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IPCA-IBGE). Conforme o documento, o número de contribuintes saltou de 8 milhões, em 1996, para 42 milhões, em 2024. Apesar de haver fatores como crescimento populacional e aumento de massa salarial, o crescimento no número de contribuintes teria também relação com a defasagem da tabela.

Outro ponto destacado na nota é que as faixas de renda foram reduzidas de 16 para 5 entre 1976 e 2009. Apesar de a alíquota ter sido reduzida no período (chegando a 60% entre 1983 e 1985), a diminuição das faixas resultou na inclusão de um maior número de trabalhadores com rendas mais baixas.

Alíquota no Brasil é inferior a diversos países desenvolvidos e em desenvolvimento

Outro ponto destacado pelo Dieese é que, no Brasil, a alíquota máxima de imposto de renda (27,5%) ainda é menor do que as alíquotas cobradas em diversos países desenvolvidos e em desenvolvimento. No Japão, por exemplo, a alíquota máxima chega a 55,95%. Dinamarca também se destaca com uma alíquota alta, de 55,8%. África do Sul e China aplicam uma tarifa máxima de 45%. Na América Latina, o Chile aplica tarifas de 40%, e a Argentina chega a 35%.

“Países desenvolvidos, que, inclusive, já realizaram investimentos em infraestrutura econômica e social, registram taxas de até 55,95%; nações em desenvolvimento e com economias muito menores que a brasileira possuem taxas máximas maiores. Desse modo, no Brasil, as altas rendas são favorecidas, contribuindo com menor proporção dos rendimentos”, diz a nota técnica.

Como é a tabela atual?

Atualmente, a tabela de IRPF é composta por cinco faixas de renda tributável. Todos os rendimentos superiores a R$ 5.830,85 mensais são tributados pela alíquota de 27,5%, o que significa que um rendimento de R$ 5.830,85 e um de R$ 80.000 são tributados em proporção similar.

Confira a tabela de IRPF vigente:

O Tempo

Dólar tem alta após decisão de Moraes de manter decreto do IOF

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O dólar sobe no mercado à vista na manhã desta quinta-feira (17), por reação de investidores à decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF) de restabelecer parte dos aumentos do IOF e do presidente Lula (PT), que vetou o aumento do número de deputados federais, o que deve aumentar a tensão entre governo e Congresso Nacional.

A alta também acompanha a valorização da divisa americana e dos rendimentos dos Treasuries em meio às negociações tarifárias do governo dos EUA e por cautela local.

Também pesa a nova pesquisa Genial/Quaest, mostrando o que seria um crescimento da popularidade de Lula após o tarifaço de 50% dos EUA sobre produtos brasileiros e que ele venceria em todos os cenários para a eleição de 2026. No mercado, há receio de que a melhora da popularidade do governo enfraqueça candidaturas de centro-direita em 2026, que seriam mais associadas, na visão de uma parcela do mercado, ao compromisso com a austeridade fiscal.

O IGP-10 de julho recuou 1,65%, após queda de 0,97% em junho. O resultado representa uma queda mais acentuada que a mediana das estimativas dos analistas do mercado financeiro ouvidos pelo Projeções Broadcast, de recuo de 1,46%, com intervalo entre -0,52% e -1,82%. No ano, o IGP-10 acumula queda de 1,42%, mas tem alta de 3,42% em 12 meses.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva editou medida provisória que abre crédito extraordinário de R$ 3,31 bilhões para agilizar o ressarcimento de aposentados que tiveram descontos indevidos por associações na folha de pagamento. A devolução dos valores será feita a partir do dia 24 de julho.

AE