24 de janeiro de 2026 às 04:03
23 de janeiro de 2026 às 18:27
FOTO: DIVULGAÇÃO
A Câmara dos Deputados negou acesso da imprensa às informações do voo do jatinho da Força Aérea Brasileira (FAB), que partiu da Paraíba com o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos), para as festas do fim do ano 2025, no Rio de Janeiro. O sigilo foi imposto à lista com 11 passageiros.
O segredo foi alegado como necessário por “razões de segurança institucional”, na resposta da Câmara à solicitação da coluna do jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo, via Lei de Acesso à Informação (LAI).
O jatinho da FAB que atendeu à demanda festiva de Motta decolou pela manhã do dia 26 de dezembro de João Pessoa e aterrissou no aeroporto do Santos Dumont no início da tarde, no Rio de Janeiro. O destino dos passageiros foi uma casa alugada em condomínio de luxo em Angra dos Reis, no Frade. Imóvel que oferece até banho de cachoeira, acessada por uma trilha.
A disputada regalia dos jatinhos da Força Aérea Brasileira resultou em 1.778 decolagens com autoridades ao longo do ano 2025. De acordo com levantamento do Diário do Poder, somente Hugo Motta fez ao menos 141 viagens pela FAB, por conta do cidadão brasileiro pagador de impostos.
24 de janeiro de 2026 às 04:01
23 de janeiro de 2026 às 18:20
FOTO: REPRODUÇÃO
O pastor Sinval Ferreira, de 42 anos, foi condenado a 11 anos e 3 meses de prisão pelos crimes de violação sexual mediante fraude e extorsão de fiéis. A decisão reconheceu que ele se aproveitava da posição de líder religioso para manipular vítimas e cometer abusos.
De acordo com o processo, Sinval convencia fiéis de que os atos faziam parte de um suposto “tratamento espiritual”, “unção” ou ritual para “quebrar maldições” e alcançar curas. Sob esse pretexto, ele praticava condutas abusivas e exigia dinheiro, explorando a fé e a vulnerabilidade das vítimas.
Entre os relatos mais chocantes, consta que o líder religioso bebia o “leite” dos varões da igreja, alegando que isso seria necessário para curar úlceras gástricas — prática considerada abusiva, fraudulenta e criminosa pela Justiça.
A investigação apontou que os crimes ocorreram de forma reiterada, com abuso de confiança e grave violação da dignidade das vítimas. A condenação também reforça que nenhuma crença religiosa justifica violência, coerção ou exploração.
24 de janeiro de 2026 às 04:00
23 de janeiro de 2026 às 18:18
FOTO: RICARDO STUCKERT
Nessa sexta-feira (23), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse que muita gente por “falta de vergonha na cara” defende o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. A declaração ocorreu durante cerimônia em Maceió, Alagoas, para a entrega de moradias do programa Minha Casa, Minha Vida.
Sem citar o nome do banqueiro Daniel Vorcaro, foi a primeira vez que Lula se pronunciou sobre o escândalo envolvendo o Banco Master.
– Não é possível que a gente continue vendo o pobre ser sacrificado, enquanto um cidadão, como esse do Banco Master, que deu um golpe de mais de R$ 40 bilhões. E quem vai pagar? São os bancos. É o Banco do Brasil, é a Caixa Econômica Federal, é o Itaú. Um cidadão que deu um desfalque de quase R$ 40 bilhões nesse país – falou o petista.
A declaração foi em referência aos recursos do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), que serão usados para pagar os credores.
– Então, companheiros, e tem gente que defende porque também está cheio de gente que falta um pouco de vergonha na cara neste país – completou.
Durante a cerimônia, o presidente citou resultados do seu terceiro governo, como a queda na inflação, que em outubro do ano passado atingiu o menor patamar em 27 anos, e o aumento no número de empregos, com 5 milhões de pessoas com carteira assinada no acumulado desde 2023.
Lula também disse que 2026 será o ano da comparação e que vai comparar as realizações de seus três anos de governo, com as dos governos dos ex-presidentes Michel Temer (MDB) e Jair Bolsonaro (PL).
23 de janeiro de 2026 às 11:45
23 de janeiro de 2026 às 16:17
FOTO: RICARDO STUCKERT
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou que o Brasil vai conceder isenção de alguns tipos de vistos de curta duração a cidadãos chineses, em resposta à política similar adotada pela China desde 2025.
A decisão foi comunicada ao presidente Xi Jinping durante conversa telefônica na noite desta quinta-feira (22). Em nota divulgada na manhã desta sexta-feira (23), o Palácio do Planalto explicou que a medida faz parte da ampliação da cooperação bilateral em áreas estratégicas, chamadas de “fronteira do conhecimento”.
Contexto da política de vistos
A China passou a isentar cidadãos brasileiros de vistos a partir de 1º de junho de 2025, inicialmente com validade de um ano, prorrogada até 31 de dezembro de 2026. Além do Brasil, a medida também alcança Argentina, Chile, Peru e Uruguai, totalizando 45 países na política unilateral chinesa.
O objetivo é facilitar intercâmbios de pessoas entre a China e outras regiões, aproximando o país asiático da América Latina e de outros blocos econômicos.
Atualmente, portadores de passaportes comuns desses países estão isentos de visto ao entrar na China para negócios, turismo, visitas a familiares, intercâmbios e trânsito, com permanência máxima de 30 dias.
Detalhes do telefonema
O diálogo entre Lula e Xi Jinping durou cerca de 45 minutos, abordando o fortalecimento das relações bilaterais desde a visita de Xi ao Brasil em 2024 e a formação da Comunidade de Futuro Compartilhado Brasil-China por um Mundo mais Justo e um Planeta mais Sustentável.
Segundo a nota oficial, os presidentes destacaram sinergias nos projetos nacionais de desenvolvimento, especialmente nas áreas de infraestrutura, transição ecológica e tecnologia.
No âmbito global, Lula reafirmou que Brasil e China têm papel central na defesa do multilateralismo, do direito internacional e do livre comércio, enquanto ambos os líderes reiteraram compromisso com o fortalecimento da ONU como garante da paz e estabilidade mundial.
A agência estatal chinesa Xinhua acrescentou que Xi Jinping afirmou que Brasil e China devem proteger os interesses do Sul Global e preservar o papel central das Nações Unidas, mesmo em um cenário internacional instável. Xi também destacou que a China permanece parceira estratégica da América Latina e do Caribe, avançando na construção de uma comunidade China-ALC com futuro compartilhado.
23 de janeiro de 2026 às 09:45
22 de janeiro de 2026 às 18:34
FOTO: DISTRIBUIÇÃO
A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) determinou o recolhimento de um lote do chocolate Laka, fabricado pela Mondelez Brasil Ltda. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União desta quinta-feira (22) e vale para todo o território nacional.
Segundo a Anvisa, o lote identificado pelo código CC28525493 apresentou inconsistência na rotulagem. O problema foi detectado após a própria fabricante comunicar às autoridades sanitárias que unidades do produto Laka Oreo foram embaladas com o rótulo do Chocolate Branco Laka.
Como destaca a Anvisa, a falha compromete informações essenciais ao consumidor, uma vez que o produto embalado contém ingredientes diferentes dos indicados no rótulo, incluindo glúten.
Ou seja, a omissão da informação representa risco à saúde, especialmente para pessoas com alergias alimentares ou intolerância à substância.
Diante da irregularidade, a Anvisa determinou a retirada imediata do lote do mercado. O recolhimento foi classificado como voluntário e comunicado oficialmente pela empresa responsável.
23 de janeiro de 2026 às 09:00
22 de janeiro de 2026 às 17:36
FOTO: REPRODUÇÃO
Um fato inusitado chamou a atenção nesse sábado, 17, na cidade de Sobral, Ceará. Popularmente conhecido como Irmão Oliveira, um morador realizou um desejo pouco comum: ser velado em um caixão ainda em vida.
O momento aconteceu no salão da Plamovir e chamou a atenção de, familiares amigos e populares da cidade de Sobral
O “velório simbólico” ocorreu de forma tranquila, sem clima de luto, e foi encarado com muito humor, gerando grande repercussão nas redes sociais e na comunidade local
Irmão Oliveira, “agora não pode descansar em paz” pois o sonho foi realizado, mas a vida segue para o mesmo, que ficará marcado pelo homem velado em vida.
23 de janeiro de 2026 às 08:45
22 de janeiro de 2026 às 17:35
FOTO: DIVULGAÇÃO
Um homem acionou a Justiça sergipana para receber metade do prêmio conquistado com um amigo na Mega da Virada. O caso ocorreu na edição de 2022, quando os dois faturaram um prêmio da quina no valor de R$ 45 mil. O Tribunal de Justiça de Sergipe (TJ-SE) determinou que o valor seja dividido entre ambos, moradores do município de Frei Paulo.
A decisão foi proferida em dezembro do ano passado, segundo informações do portal g1. O juiz Camilo Chianca de Oliveira determinou que o réu pague R$ 22.719,39, com correção monetária, considerando que o prêmio foi sacado em 2023.
De acordo com as informações do processo, os dois amigos foram juntos até a lotérica e realizaram a compra do bilhete. Após o sorteio e a confirmação da vitória com cinco acertos, o réu retirou o prêmio e se recusou a dividir o valor. Ele alegou que o combinado era realizar três apostas em conjunto, mas que a aposta com os números vencedores teria sido feita por conta própria.
Após a análise de imagens de câmeras de segurança e depoimentos de testemunhas, o juiz entendeu que a justificativa do réu era insatisfatória e deu ganho de causa ao autor da ação. Ainda cabe recurso da decisão. O réu não se pronunciou sobre o caso.
23 de janeiro de 2026 às 08:15
22 de janeiro de 2026 às 17:32
FOTO: REPRODUÇÃO
Uma pesquisadora do programa de mestrado em cultura e territorialidades da Universidade Federal Fluminense foi desligada pela instituição após sua linha de estudos causar polêmica nas redes sociais. Beatriz Bueno, de 28 anos, pesquisa o conceito de parditude, que traz a figura da pessoa parda para o centro do debate racial e defende que pardo não é negro. A linha é criticada pelo movimento antirracista. Ela conta que a decisão foi comunicada em uma reunião on-line convocada em dezembro, nove meses depois do início do curso. E se diz perseguida pela universidade após repercussão negativa. A instituição nega que a medida tenha sido uma retaliação ideológica.
Beatriz Bueno, que reúne mais de cem mil seguidores no Instagram, começou a ganhar projeção nacional após o rapper Mano Brown, que se define como mulato, citar seu trabalho numa discussão do podcast “Mano a Mano”, em maio do ano passado. Desde então, seus vídeos sobre parditude na rede social ganharam milhares de visualizações e motivaram reações negativas. A pesquisadora defende que pessoas pardas vivem num limbo, sofrendo discriminação tanto de pessoas pretas quanto de brancos. Especialistas na questão racial criticam o conceito, argumentando que ele divide o movimento negro, representa um retrocesso na luta antirracista e serve de munição para a branquitude.
Ambiente hostil A pesquisadora conta que, na reunião para comunicar o desligamento, a universidade apresentou três justificativas: falta de um orientador para a pesquisa, ausência em três eventos acadêmicos e reprovação em um disciplina. Ela argumenta que deixou de ir a alguns eventos por se sentir intimidada, mas que poderia cumprir as horas até o fim do mestrado, e que, para a o desligamento, é necessária reprovação em duas matérias.
A estudante acredita que a medida tenha sido tomada em razão do “cancelamento” e “onda de ódio” causados pela controvérsia em torno de seu estudo.
— Tratar a experiência do pardo de forma específica é um posicionamento diferente do tradicional no campo identitário. Na minha tese, eu pretendo atestar que é possível ter uma narrativa antirracista sem negar a mestiçagem. Depois da repercussão disso, comecei a ser acusada de racista e a ser ameaçada de morte e espancamento nas redes sociais. Dentro da universidade, sofri uma rotina de assédio e perseguição, com colegas pedindo minha expulsão e sanções pedagógicas a fim de me disciplinar e mudar meus pensamentos. Fui avisada que a turma faria eventos educativos, para que eu aprendesse algumas coisas que eu não sabia. Cheguei a ouvir que eles “tinham a esperança” de que eu mudasse. Meu orientador me aconselhou a mudar meu projeto de pesquisa, para acalmar os ânimos, o que eu recusei. Ele acabou me largando. E, antes da expulsão, tive minha bolsa cortada — detalha Beatriz.
Beatriz alega não ter tido o direito de ampla defesa garantido. A estudante diz que denunciou as ameaças que vinha sofrendo de colegas à ouvidoria da universidade em novembro. No último dia 9, afirma, recebeu um retorno do órgão dizendo que iria avaliar se o caso seguiria para investigação. Ela conta ainda que o “ambiente hostil” lhe rendeu desgaste psicológico.
— Só de pensar em ir para a faculdade me dava crise pânico — relata. — Por mais que abalada, estou com a esperança de que vou continuar minha pesquisa. Voltar para aquele lugar (UFF), jamais. Sofri muita humilhação. Mas tenho certeza de que surgirão outras oportunidades. Em breve, estarei de volta no mestrado.
Procurada, a UFF informa que o desligamento teve como fundamento o descumprimento de pressupostos previstos no regimento do Programa de Pós-Graduação em Cultura e Territorialidades (PPCULT), “especialmente no que se refere à participação e à aprovação nas atividades e disciplinas obrigatórias do curso, não havendo qualquer relação entre o desligamento e o tema de pesquisa desenvolvido pela ex-aluna”.
Leia a íntegra da nota
“A Universidade Federal Fluminense (UFF) esclarece que o desligamento da ex-aluna Beatriz Bueno, do Programa de Pós-Graduação em Cultura e Territorialidades (PPCULT) ocorreu com base em normas institucionais, cujos critérios são aplicados a todo o corpo discente da Universidade. A decisão, tomada pelo colegiado do Programa, com a participação de docentes, representantes discentes e da própria interessada, teve como fundamento o descumprimento de pressupostos previstos no regimento do PPCULT, especialmente no que se refere à participação e à aprovação nas atividades e disciplinas obrigatórias do curso, não havendo qualquer relação entre o desligamento e o tema de pesquisa desenvolvido pela ex-aluna. O processo contou ainda com o respaldo das instâncias superiores da Universidade, conforme previsto na legislação vigente
A UFF reitera que assegura plenamente o direito ao contraditório e à ampla defesa. Instituição pública reconhecida nacionalmente, a universidade pauta sua atuação pelos princípios da ética, da legalidade, da impessoalidade e da transparência. Quanto ao tratamento de denúncias pela Ouvidoria, via plataforma FalaBR, a universidade, em observância às normas legais, mantém em caráter reservado todas as manifestações e processos em andamento.
Cabe destacar, ainda, que os programas de pós-graduação da UFF são regularmente avaliados por órgãos externos. Nesta semana, avaliação divulgada pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) considerou que 81% dos programas de pós-graduação da UFF alcançaram notas de bom desempenho e excelência, o que reafirma o compromisso organizacional com a qualidade acadêmica e administrativa.
Por fim, a UFF repudia quaisquer afirmações que não correspondam aos fatos ou que atribuam à instituição práticas incompatíveis com seus princípios e sua trajetória.”
Comentários