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Categoria: Brasil

Vaca cai em telhado de bar e causa prejuízos

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Uma vaca que estava solta foi resgatada após cair no telhado da cozinha de um bar, na noite deste sábado (22), no centro de Capistrano, no interior do Ceará. As atividades do estabelecimento foram fechadas por causa do prejuízo deixado pelo animal.

Segundo relatos de moradores, a vaca apareceu correndo na praça e alcançou o telhado do bar Rancho do Vaqueiro.

Em um vídeo que circula nas redes sociais, é possível ver que há pelo menos duas escadas ao lado do estabelecimento. Ao cair no local, o animal derrubou uma geladeira com bebidas. Vários objetos da cozinha também foram danificados com a queda do animal. Após a população ajudar a conter o animal, o proprietário foi localizado.

Em um comunicado, o bar informou que as atividades do sábado (22) foram encerradas devido ao incidente. Uma funcionária teve ferimentos leves, e o estabelecimento teve danos estruturais e prejuízos materiais.

Pelo menos três homens conseguiram laçar o animal depois que ele saiu do bar. Na praça, a vaca ainda ofereceu resistência até ser totalmente controlada. Ainda de acordo com o comunicado, o proprietário do animal foi localizado e se comprometeu a pagar pelos prejuízos.

Um dia inteiro de produção foi perdido, com comidas e bebidas prontas para as atividades da noite. “Seguimos bem, tomando as providências necessárias e confiantes na rápida normalização de nossas atividades”, diz o texto.

Meia Hora

‘Eu morri por 17 minutos. E voltei’, relata sargento do Bope baleado na megaoperação que deixou 122 mortos

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O sargento do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) Carlos Alair da Costa sobreviveu a um dos momentos mais críticos da megaoperação de 28 de outubro nos complexos da Penha e do Alemão, que deixou 122 mortos. Ontem foi confirmada a morte do quinto policial atingido durante a ação, o policial civil Rodrigo Nascimento, da 39ª DP (Pavuna).

Baleado no ombro durante o confronto na Serra da Misericórdia, Carlos Alair sofreu hemorragia interna grave, entrou em parada cardiorrespiratória e ficou 17 minutos clinicamente morto até ser reanimado no Hospital Central da PM. Em entrevista ao GLOBO, contou o que lembra desde o momento em que foi alvejado até acordar do coma, três dias depois.

“Tenho 41 anos, sou policial militar há 16 e estou no Bope há uma década. Venho de família de policiais: meu avô, meu pai, meu irmão. Sempre quis isso, cresci vendo essa rotina dentro de casa. Tentei o curso do Bope pela primeira vez, fui desligado, e, poucos meses depois já estava de volta, numa situação que até surpreendeu os instrutores, porque normalmente o intervalo é maior. Eu me formei no curso de ação tática em 2015 e, em 2018, fiz o curso de operações, o Caveira. Estar no Bope é uma realização pessoal muito grande. Nossa família tem que estar alinhada, porque você realmente se desliga do mundo lá fora.

Aquele 28 de outubro era um dia comum de operação. A gente vive isso há anos, conhece a dinâmica, sabe o que pode acontecer a qualquer momento. Nunca tinha sido baleado de verdade, só atingido por estilhaços. Mas naquele dia foi diferente. Estávamos na Serra da Misericórdia, quando fomos acionados para uma situação de apoio. Colegas já tinham sido vitimados.

Luta pela vida

Havia um grande número de criminosos armados, reunidos numa área de mata. Foi ali que fui alvejado, no meio do deslocamento.

Lembro perfeitamente de tudo até chegar ao hospital. Estava consciente, lúcido. Assim que fui atingido, um colega fez os primeiros socorros ainda no terreno. Estancou, me enrolou e me levou até a emergência blindada. Meu pensamento era só um: preciso sair daqui vivo. Depois, o blindado me colocou na ambulância, também blindada, e lá já tinha médico de combate, que continuou o atendimento. Aquilo fez toda a diferença para eu chegar vivo ao HCPM. Fui ouvindo tudo, vendo tudo. Falavam quantos minutos faltavam para chegar.

Lembro do exame de tomografia, de entrar no centro cirúrgico, de ver as luzes. Depois disso, apagão total.

Fiquei três dias em coma. Acordei numa sexta-feira achando que era terça-feira e a operação não tinha acabado. Perguntei logo que abri os olhos: ‘A operação acabou?’. Aí me explicaram tudo; inclusive sobre os 17 minutos em que fiquei em parada cardíaca. Eu morri e voltei. É estranho ouvir isso sobre você mesmo, mas foi o que aconteceu. Não me lembro absolutamente de nada desse período. Da hora em que me sedaram até o momento em que abri os olhos. Só sei que existe uma explicação: Deus. E uma equipe médica extraordinária, que fez tudo que podia. Os médicos dizem que poucos minutos sem oxigênio no cérebro já podem deixar sequelas. Eu fiquei quase 20. Então, para mim, é milagre, é cuidado de Deus e competência de todos que estavam ali.

Foram 18 dias internado. O disparo entrou pelo ombro direito, quebrou meu úmero e saiu pela axila. Passei cinco dias com fixadores de aço externos, depois usei curativo a vácuo para acelerar a cicatrização. Só então fiz a cirurgia definitiva, com a haste dentro do osso. Continuo em recuperação, fazendo fisioterapia, sem previsão de retorno à ativa.

Antes mesmo da entrevista, precisei passar por um atendimento para avaliar o ombro, mas está tudo certo, dentro do esperado. Ainda não tenho movimento nas mãos e só consigo mexer um pouco o braço, mas a fisioterapia já está fazendo efeito. Agora, é focar na recuperação. Até lá, não tenho previsão de voltar ao trabalho.

Minha filha, de 12 anos, só pôde me ver após sete dias, quando deixei o CTI; ela já sabia de tudo e foi forte. Para minha família, foi um alívio enorme me ver consciente, e também senti isso ao acordar, reconhecer todos e conseguir falar — foi uma surpresa imensa depois de tudo o que tinham ouvido. Se me perguntam se eu lutei durante aqueles 17 minutos, não sei dizer. Não lembro de nada. Mas sei o que eu pensava antes de ser sedado: ‘Eu não posso morrer’. Repetia isso na extração, no blindado, na ambulância, no caminho até o hospital. Era a única coisa que passava pela minha cabeça”.

Extra

Dino acompanha Moraes para manter prisão de Bolsonaro; placar é de 2 a 0

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O caso é analisado em plenário virtual, modelo no qual não há discussão entre os ministros, e se estenderá até as 20h para registro de votos. Até o momento, se manifestaram os ministros Alexandre de Moraes e Flávio Dino. Ainda faltam os votos de Cármen Lúcia e Cristiano Zanin.

Com a saída de Luiz Fux, única voz dissonante do colegiado, a decisão de manter Bolsonaro preso tende a ser unânime.

Primeiro a se manifestar, Moraes defendeu a manutenção da decisão. Segundo o ministro, Bolsonaro é “reiterante” no descumprimento de medidas cautelares e violou de forma “dolosa e conscientemente” a tornozeleira eletrônica.

O ministro menciona ainda que o ex-presidente confessou ter mexido no equipamento, evidenciando um “cometimento de falta grave, ostensivo descumprimento da medida cautelar e patente desrespeito à Justiça”.

Em voto, Dino também mencionou a violação da tornozeleira e a convocação da vigília por parte do filho do ex-presidente. Disse ainda que as fugas recentes de aliados (como Carla Zambelli, Alexandre Ramagem e Eduardo Bolsonaro) evidenciam “profunda deslealdade com as instituições pátrias”.

Sobre a vigília, Dino argumenta que grupos de apoiadores do ex-presidente frequentemente atuam de forma “descontrolada”, aumentando o risco de violação de propriedades, de confrontos e de repetição dos atos vistos no 8 de janeiro, inclusive com bombas ou armas. Segundo o ministro, mesmo a casa do ex-presidente poderia ser invadida, o que colocaria em risco policiais e moradores.

“Se os propósitos fossem apenas religiosos, a análise poderia ser diversa, mas lamentavelmente a realidade tem demonstrado outra configuração, com retóricas de guerra, ódios, cenas de confrontos físicos etc”, afirma Dino.

Moraes decretou a prisão preventiva do ex-presidente na madrugada de sábado (22). A violação da tornozeleira eletrônica e a vigília convocada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pesaram para a decisão, já que, para Moraes, indicavam planejamento de fuga.

Em manifestação, a defesa de Bolsonaro afirmou que a violação da tornozeleira foi episódio de “confusão mental”, supostamente provocado pela interação indevida de medicamentos para soluços.

Na audiência de custódia, Bolsonaro disse ter acreditado que havia uma “escuta” instalada na tornozeleira e tentou abrir apenas a tampa do dispositivo, e não removê-lo. A defesa sustenta que o vídeo entregue pela Seape confirma a fala arrastada e confusa do ex-presidente e indica um comportamento “ilógico”, incompatível com tentativa de fuga.

Os advogados também afirmam que, mesmo que o equipamento parasse de funcionar, Bolsonaro não teria condições de deixar sua residência, que é monitorada continuamente por policiais federais e fica em um condomínio fechado.

Desde sábado, Jair Bolsonaro está preso em uma cela especial na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília.

Portal 96 FM

Esposa de Alexandre Ramagem diz que casal foi aos EUA para “proteger a família”

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A esposa do deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ), Rebeca Ramagem, afirmou neste domingo (23) que ela e o marido viajaram para os Estados Unidos para “proteger a família”. Em postagem nas redes sociais, ela disse que o casal sofre perseguição política e é alvo de lawfare, termo usado para designar o uso estratégico do sistema judicial contra adversários políticos.

“Infelizmente, não encontramos no país a garantia de uma justiça imparcial. Somos vítimas de lawfare e enfrentamos uma perseguição política desumana”, escreveu.

O deputado Alexandre Ramagem, ex-diretor-geral da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) no governo Jair Bolsonaro, foi condenado a 16 anos de prisão pela tentativa de golpe de Estado. Indícios da Polícia Federal apontam que ele teria deixado o Brasil por um país vizinho, após viajar em carro particular na região Norte.

Em razão disso, o ministro Alexandre de Moraes, do STF, decretou a prisão preventiva de Ramagem. A Polícia Federal informou que vai solicitar a inclusão do nome do deputado na Difusão Vermelha da Interpol, o que o configuraria como foragido internacional em 196 países.

Rebeca Ramagem afirmou ainda que o casal mantém esperança de voltar ao Brasil “onde a escolha político-ideológica não seja tratada como crime e onde a liberdade de expressão não se torne motivo de condenação”. Ela acrescentou: “De onde estivermos, seguiremos firmes na luta em defesa dos nossos valores e do que acreditamos ser o melhor para o Brasil e para todos os brasileiros”.

A situação ganhou repercussão após declarações do deputado Eduardo Bolsonaro (PL), que também vive nos Estados Unidos. Em entrevista à CNN Brasil no sábado (22), ele afirmou que condenados na ação penal do plano de golpe têm o direito de fugir do país, e considerou as penas do STF “injustas”.

“É justo que todas as pessoas do 8 de Janeiro, incluindo o deputado Alexandre Ramagem, fujam de uma pena injusta”, disse Eduardo Bolsonaro, defendendo que buscar liberdade é “válido” diante de condenações que considera equivocadas.

Novo Notícias

Primeiros dias de Bolsonaro na prisão têm comida de casa, pão com ovo e visitas

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Levado para uma sala na Superintendência da Polícia Federal no sábado pela manhã, o ex-presidente Jair Bolsonaro tem se alimentado apenas com comida levada por auxiliares e familiares.

De acordo com pessoas próximas a ele, nas primeiras horas na prisão preventiva, ele evitou fazer refeições com os itens oferecidos aos custodiados pela corporação, optando por um cardápio que segue recomendações médicas, com baixo teor de gordura. Logo cedo neste domingo, por exemplo, recebeu pão com ovo e café com leite.

A família também tem levado itens pessoais. Ainda pela manhã, um auxiliar entregou itens de higiene como escova de dente e desodorante, que passaram por inspeção da PF. Para o almoço, aliados afirmam que a opção foi novamente por comida caseira, descrita como simples e sem gordura.

A escolha por refeições externas não é uma novidade. É comum que presos recebam alimentos trazidos por familiares, desde que a entrega siga protocolos de segurança. No sábado, no dia que chegou à Superintendência, Bolsonaro não jantou e teria alegado estar sem fome, apesar do cardápio padrão que inclui arroz, feijão, salada e uma proteína — menu que se repete no almoço dos custodiados.

A avaliação entre aliados é de que ele está calmo, conversando normalmente e sem intercorrências.

Ao longo do dia, Bolsonaro recebeu advogados e foi visitado pela ex-primeira-dama, Michelle Bolsonaro, após a audiência de custódia que determinou sua continuidade em detenção. A expectativa entre aliados é que a rotina siga marcada pela presença da família enquanto ele permanecer na Superintendência.

Preso preventivamente neste sábado, o ex-presidente ainda aguarda os embargos de declaração na ação penal da trama golpistas, na qual foi condenado a 27 anos de prisão em regime fechado. A expectativa é de que o processo chegue ao seu fim nos próximos dias.

Correio 24h

Hilton acusa Nikolas de auxiliar Jair Bolsonaro a violar custódia

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A deputada Erika Hilton (PSOL-SP) encaminhou ao Supremo Tribunal Federal (STF) uma notícia-crime contra o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) após a Globo exibir imagens dele usando o celular durante visita ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), em prisão domiciliar na última sexta-feira (21).

A psolista fez o anuncio via redes sociais no início da tarde deste domingo (23).

As imagens captadas por drone mostram Nikolas conversando com Bolsonaro na área externa da casa onde ele cumpria prisão domiciliar. Para Hilton, o simples uso do celular configuraria descumprimento das restrições impostas por Moraes, que proibia visitantes de utilizarem aparelhos de comunicação.

A deputada afirma que o episódio poderia indicar incentivo a uma “tentativa de evasão” e pediu até a apreensão do celular de Nikolas.

Em suas declarações, Hilton repetiu acusações contra o deputado e tratou a situação como prova de que ele teria colaborado para o episódio da tornozeleira violada.

O encontro entre Nikolas e Bolsonaro ocorreu um dia antes da prisão preventiva de Bolsonaro, ordenada pelo ministro Alexandre de Moraes e executada pela Polícia Federal (PF).

O caso se soma a outras ações recentes do STF contra Nikolas, como o episódio de agosto em que o ministro Moraes considerou uma videochamada com Bolsonaro como tentativa de “coagir o Judiciário”, decisão usada para endurecer as medidas impostas ao ex-presidente.

Agora, caberá ao próprio Moraes decidir se abre nova investigação e se autoriza a apreensão do celular do parlamentar. Nikolas ainda não se manifestou publicamente.

Pleno News

Só 12% dos investimentos anunciados nas viagens de Lula viraram realidade

FOTO: RICARDO STUCKERT

Levantamento recente mostra que a maior parte dos investimentos anunciados nas viagens internacionais do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ainda não saiu do papel. Desde o início do governo, foram divulgadas promessas que somam R$ 345,6 bilhões, mas apenas R$ 42 bilhões — cerca de 12% — já foram efetivamente aplicados ou contratados. Mesmo assim, o Palácio do Planalto segue defendendo que os deslocamentos ao exterior fortalecem a imagem do país e abrem portas para novos aportes.

A informação é da coluna da Andreza Matais, do Metrópoles. Os números contrastam com o crescimento expressivo dos gastos do governo com viagens ao exterior. De 2023 até agora, as despesas chegaram a R$ 837,8 milhões, mais que o dobro do registrado nos últimos dois anos da gestão Jair Bolsonaro. Lula já acumulou 43 viagens internacionais, passando por 41 países e mais de 50 cidades, muitas delas em agendas acompanhadas por grandes comitivas.

Embora parte das promessas esteja vinculada a concessões de longo prazo — algumas com execução prevista para até 30 anos — outras foram contabilizadas como “novos investimentos” mesmo já estando contratadas anteriormente. Em nota de 2023, a Secretaria de Comunicação chegou a atribuir às viagens de Lula a responsabilidade direta por 111,5 bilhões em aportes no semestre, o que equivaleria a 75% de todo o investimento estrangeiro no Brasil naquele período, segundo dados do Banco Central — algo considerado improvável por especialistas.

Casos de anúncios que nunca se concretizaram também não são novidade em governos anteriores. Em 2019, Jair Bolsonaro divulgou que a Arábia Saudita investiria R$ 10 bilhões no Brasil, mas o recurso jamais se materializou. Agora, diante da baixa execução dos valores anunciados no atual governo, cresce a pressão por maior transparência e rigor na apresentação desses números, sobretudo diante do aumento expressivo dos gastos públicos com viagens internacionais.

Com informações do Metrópoles

STF já tem maioria para manter prisão preventiva de Bolsonaro

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A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria de votos nesta segunda-feira (24) para manter a decisão do ministro Alexandre de Moraes que decretou a prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Os ministros Flávio Dino e Cristiano Zanin acompanharam o entendimento de Moraes. Bolsonaro está preso desde sábado (22) e ocupa uma sala da Superintendência da Polícia Federal em Brasília.

A prisão está sendo analisada no plenário virtual da Primeira Turma do Supremo, quando os ministros inserem os votos no sistema eletrônico da Corte, sem a necessidade de uma sessão presencial.

A maioria do colegiado confirmou a decisão de Moraes, relator do caso, que converteu a prisão domiciliar de Bolsonaro em preventiva no sábado (22), após o ex-presidente tentar violar a tornozeleira eletrônica horas depois do filho, senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) convocar uma vigília religiosa na frente da casa onde ele estava detido.

G1