20 de março de 2026 às 13:00
20 de março de 2026 às 13:14
FOTO: REPRODUÇÃO
O primeiro depoimento do acordo de delação premiada do banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, deve ser realizado na próxima segunda-feira (23). A informação é do Jornal Gente, da Rádio Bandeirantes/Bandnews TV.
Os advogados de defesa do banqueiro, que até ontem (19) estava no presídio federal de segurança máxima da Papuda (DF), pediram a transferência do cliente para Superintendência da Polícia Federal, próxima ao centro de Brasília, para facilitar as rodadas de conversas e entrevistas necessárias para o avanço de um acordo para Vorcaro.
A defesa disse esperar que a primeira reunião entre Vorcaro e autoridades da Polícia Federal e do Ministério Público Federal fosse realizada já nesta sexta-feira (20), entretanto a expectativa é que o ministro André Mendonça (STF) agende o depoimento apenas para a próxima segunda-feira (23).
20 de março de 2026 às 10:45
20 de março de 2026 às 06:43
FOTO: KAYO MAGALHÃES
Uma pesquisa divulgada pelo instituto Real Time Big Data apontou que 84% dos brasileiros rejeitam a escolha da deputada federal trans Erika Hilton (PSOL-SP) para o cargo de presidente da Comissão da Mulher na Câmara dos Deputados. O levantamento também pediu a opinião dos entrevistados sobre as declarações do apresentador Ratinho com relação ao caso.
A consulta mostrou, ainda, um alto nível de conhecimento sobre o fato: 82% dos entrevistados têm ciência da escolha de Erika para o posto, enquanto 18% não sabiam do que se tratava. A pesquisa ouviu 1.200 pessoas entre os dias 17 e 18 de março, em todo o Brasil, e tem nível de confiança de 95%, com margem de erro de três pontos percentuais.
O instituto separou os dados por idade, renda e religião, e os resultados apresentam diferenças consideráveis: entre os jovens de 16 a 34 anos, a aprovação é de 25%, enquanto para pessoas com 60 anos ou mais, o número cai para 8%.
Entre os que possuem renda superior a cinco salários mínimos, 27% concordam com a escolha; já entre os que recebem menos de dois salários, o índice é de 15%.
No recorte religioso, 23% dos católicos concordam, enquanto apenas 5% dos evangélicos disseram aprovar a escolha da parlamentar para presidir a comissão.
Sobre a repercussão das falas do apresentador Carlos Roberto Massa, o Ratinho, que criticou a escolha de Erika Hilton durante seu programa no SBT, 61% das pessoas concordaram com ele, 20% consideraram a fala certa, mas exagerada, e os outros 19% a classificaram como preconceituosa.
A ESCOLHA DE ERIKA HILTON
No último dia 11 de março, a deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) foi eleita presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher. Ao receber 11 votos, ela se tornou a primeira congressista trans a comandar o colegiado na história do Congresso Nacional.
A vice-presidência da comissão ficou com a deputada federal Laura Carneiro (PSD-RJ). Na votação, dez congressistas votaram em branco. Hilton assumiu o posto em sucessão à deputada Célia Xakriabá (PSOL-MG).
20 de março de 2026 às 10:15
20 de março de 2026 às 06:32
FOTO: REPRODUÇÃO
O processo de colaboração premiada do banqueiro Daniel Vorcaro deve durar algo entre 3 e 6 meses, segundo fontes que acompanham o caso.
Nesse prognóstico, ele seria finalizado entre o fim de junho e o fim de setembro, nas vésperas ou já durante o processo eleitoral que vai eleger presidente da República, governadores, deputados e senadores.
O calendário do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) deste ano prevê que as convenções partidárias ocorram de 20 de julho a 5 de agosto. A propaganda eleitoral começa no dia 16 de agosto, nas ruas e na internet, e o horário eleitoral gratuito nas emissoras de rádio e televisão será exibido entre 28 de agosto e 1º de outubro.
Os primeiros passos da colaboração premiada foram dados nesta quinta-feira.
Primeiro, com a definição de que ela será conjunta com a Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República.
Segundo, com a transferência da custódia de Vorcaro de um presídio de segurança máxima para a Superintendência da Polícia Federal, uma demanda da defesa. A expectativa é de que, conforme as conversas evoluam, ele vá para uma prisão domiciliar, demanda inclusive feita pela defesa nesta semana ao ministro André Mendonça, mas não atendida, como mostrou a CNN.
Terceiro, com a assinatura do termo de confidencialidade, deflagrando oficialmente o processo.
Agora, começam os dois processos mais complexos: que Vorcaro detalhe o que sabe e apresente provas; e que, em troca disso, seja negociada sua punição reduzida, tanto a privativa de liberdade quanto a pecuniária.
Advogados especializados em delação apontam que o prazo do processo varia a depender do volume de informações do delator e da capacidade dos órgãos de investigação de validá-las. Mas, em um caso grande como o Master, é possível apostar em algo entre três e seis meses.
Seria o tempo de elaborar os chamados anexos, documentos nos quais o delator separa as informações que vai delatar por tópicos, que podem ser tanto os nomes dos delatados quanto os casos a que se referem. No caso Master, por exemplo, um tópico possível pode ser “Reag” ou “AmapáPrev”.
Durante esse processo de redação dos anexos, caberá à PF e à PGR cotejar a fala de Vorcaro e as provas com o que já foi levantado até agora e avaliar se seguram o processo para realizar operações decorrentes do que já foi informado e deixar a apuração mais robusta, ou se avançam sem isso.
Dificuldades
Esse cronograma, porém, pode ser alterado se houver muita pressão política para que a delação avance.
Duas fontes relataram à CNN que a pressão contrária à delação já existe nos Três Poderes e continuará atuando.
Colocam, inclusive, o fato de ser um ano eleitoral como empecilho para que o caso avance.
E o próprio ineditismo do formato surge como um potencial obstáculo. Nunca houve uma colaboração premiada conjunta da PF e da PGR, e as conexões de cada órgão são apontadas como dificultador.
A cúpula da PF, por exemplo, é alinhada ao Palácio do Planalto, que tem potenciais delatados, em especial integrantes do PT da Bahia entre seus ocupantes. Já a PGR é muito próxima à ala política do STF, que tem como expoente Alexandre de Moraes, outro potencial delatado. Além disso, os dois órgãos historicamente disputam o protagonismo das investigações, e essa rivalidade pode atrapalhar o processo.
Por outro lado, a pressão da opinião pública tem funcionado até agora. E o relator do caso Master no STF, ministro André Mendonça, já disse a aliados considerar o caso determinante em sua biografia e que não cederá a pressões para esvaziar o processo.
20 de março de 2026 às 09:45
20 de março de 2026 às 06:14
FOTO: DIVULGAÇÃO
A Justiça do Trabalho registrou em 2025 o maior volume de pagamentos da sua história, com R$50,6 bilhões liberados em ações trabalhistas ao longo do ano.
O montante, que supera todas as marcas anteriores, reflete o crescimento das disputas judiciais entre empregados e empregadores e consolida uma tendência de alta nos custos ligados ao sistema trabalhista brasileiro.
O valor bilionário foi pago por empresas para quitar condenações, acordos e execuções determinadas pela Justiça.
É a primeira vez que os repasses ultrapassam a marca de R$50 bilhões em um único ano, indicando um salto significativo em relação aos períodos anteriores.
O aumento dos pagamentos ocorre em paralelo à elevação do número de processos.
Em 2025, a Justiça do Trabalho recebeu cerca de 2,3 milhões de novas ações, o maior volume dos últimos anos, com crescimento em relação a 2024.
Esse avanço reforça a pressão sobre o setor produtivo, já que os valores pagos saem diretamente do caixa das empresas.
O crescimento das ações trabalhistas tem sido apontado como um dos principais fatores por trás da elevação dos custos operacionais no país, atingindo desde pequenos negócios até grandes corporações.
Dados também mostram que a movimentação financeira da Justiça do Trabalho não se limita aos pagamentos anuais.
Apenas durante a Semana Nacional da Execução Trabalhista de 2025, foram movimentados mais de R$8 bilhões em acordos e cobranças, evidenciando o alto volume de recursos que circula no sistema ao longo do ano.
O cenário reforça a dimensão da Justiça trabalhista no Brasil, que continua altamente demandada e com forte impacto econômico.
Ao mesmo tempo, os números indicam uma retomada do crescimento de processos após a reforma trabalhista, mantendo o tema no centro do debate sobre custos, segurança jurídica e ambiente de negócios no país.
20 de março de 2026 às 09:30
20 de março de 2026 às 06:11
FOTO: DIVULGAÇÃO
O Supremo Tribunal Federal (STF) homenageou, nesta quinta-feira (19), o ministro Alexandre de Moraes pelos nove anos de atuação na Corte. A sessão foi marcada por discursos de reconhecimento à trajetória do magistrado e, além disso, pela valorização de sua atuação em momentos decisivos para o país.
Durante a solenidade, o decano Gilmar Mendes afirmou que “o Brasil tem uma dívida com Vossa Excelência”. Em seguida, ele se emocionou ao declarar que as futuras gerações saberão reconhecer a importância do trabalho desenvolvido pelo colega. Dessa forma, o tom da homenagem evidenciou o peso institucional das contribuições de Moraes.
STF homenageia Moraes e destaca trajetória
Ao relembrar a trajetória do ministro, Gilmar Mendes citou a atuação de Moraes na presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 2022. Nesse sentido, ele destacou que o magistrado teve papel relevante na condução do processo eleitoral. Além disso, ressaltou a adoção de medidas para conter atos antidemocráticos.
Por outro lado, o decano também enfatizou que a carreira de Moraes é marcada por decisões de grande impacto. Segundo ele, trata-se de um percurso que envolve forte pressão institucional. Ainda assim, afirmou que poucos magistrados no mundo enfrentam responsabilidades semelhantes ao longo da carreira.
Atuação no 8 de janeiro é lembrada
A cerimônia no plenário do STF também destacou a atuação de Moraes diante dos acontecimentos de 8 de janeiro de 2023. Nesse contexto, os ministros ressaltaram o papel do magistrado na condução de investigações. Além disso, pontuaram a resposta institucional dada aos atos registrados na data.
O presidente da Corte, ministro Edson Fachin, abriu a sessão e afirmou que o tribunal retomou a tradição de homenagear seus integrantes. No caso de Moraes, a celebração oficial ocorrerá no próximo domingo (22). Assim, o momento foi tratado como simbólico dentro da Corte.
Fachin também relembrou a chegada de Moraes ao STF após a morte do ministro Teori Zavascki, em 2017. Na ocasião, segundo ele, o colega assumiu o compromisso de garantir o cumprimento da Constituição em todas as circunstâncias.
Reconhecimento e atuação no STF
Além disso, o presidente do STF mencionou os desafios enfrentados pelo país em períodos recentes. Ele afirmou que, diante de uma tentativa de ruptura da ordem democrática, Moraes demonstrou firmeza na condução de investigações complexas. Com isso, garantiu que o tribunal pudesse deliberar sobre os fatos.
Por fim, Fachin fez um agradecimento pessoal ao ministro. Ele destacou a atuação de Moraes como vice-presidente da Corte e, ao mesmo tempo, ressaltou a colaboração institucional ao longo do período em que trabalharam juntos.
Portanto, com nove anos de atuação no STF, Alexandre de Moraes segue como um dos principais nomes da Corte. Atualmente, ele participa de julgamentos relevantes e contribui para decisões em temas de grande impacto político, social e institucional no país.
20 de março de 2026 às 04:39
20 de março de 2026 às 04:55
FOTO: ANDRE BORGES
Uma ala de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) enxerga como inevitável que Dias Toffoli tenha que renunciar ao cargo ou recorrer à aposentadoria antecipada em razão do caso Master. Segundo apuração do jornalista Matheus Teixeira, da CNN, os magistrados “não têm esperança” de que a crise arrefeça rapidamente.
– O ministro Dias Toffoli é categórico nos bastidores ao dizer que não vai sair do STF, inclusive, fez o movimento de suspeição por isso. Mas, por outro lado, há ministros que avaliam que será inevitável uma renúncia, uma aposentadoria. Quando que o Supremo vai sair do epicentro da crise do Banco Master? Ninguém tem esperança de que isso aconteça rapidamente. E, portanto, uma saída do ministro Dias Toffoli poderia aliviar essa crise – declarou o comunicador.
Nos bastidores da Corte, a análise é de que, apesar de Alexandre de Moraes também estar em uma situação delicada, ele possui um “respaldo político maior” e mais simpatia por parte do governo federal.
– O presidente Lula tem algumas rusgas com Dias Toffoli. Inclusive, foi ele que indicou Toffoli para o STF em 2003, e depois quando estava preso, ele não permitiu que Lula fosse no velório do irmão dele. Isso criou um clima muito ruim entre os dois, e que também prejudica a situação. Muito diferente de Moraes, que conduziu todo o processo contra Jair Bolsonaro. (…) Portanto, ele [Moraes] tem hoje um simbolismo maior dentro da Corte. Sacrificar Alexandre de Moraes teria um custo político muito maior que sacrificar Dias Toffoli – relatou Teixeira.
Como mostrou o Pleno.News, a Polícia Federal (PF) avalia que o futuro dos ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), está nas mãos do relator do escândalo do Banco Master, André Mendonça. Para a corporação, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, está alinhado à ala do Supremo que tenta fazer uma barreira de contenção no caso para amenizar o desgaste, e portanto, qualquer decisão envolvendo um novo elemento contra os ministros estará sob a decisão de Mendonça.
20 de março de 2026 às 04:37
20 de março de 2026 às 04:49
FOTO: REPRODUÇÃO
A transferência de Daniel Vorcaro para a carceragem da Polícia Federal, livrando-o dos rigores do presídio federal de segurança máxima, é a senha de que está em negociação o acordo de delação. A dúvida é a sua extensão: fontes próximas à defesa tratam de “tranquilizar” ministros do Supremo Tribunal Federal no sentido de que eles serão “poupados”. Assim, pela primeira vez, o Brasil verá uma delação seletiva, capenga, o que pode ser recusado pelo relator no STF, ministro André Mendonça.
Segurança máxima
A mudança não altera os cuidados redobrados com a segurança de Vorcaro. Afinal, esse caso já produziu uma morte, a de “Sicário”.
Alívio no STF
Tirar Vorcaro do presídio foi um gesto pelo acordo e também alívio para o STF, que não vê o presídio um lugar adequado para preso provisório.
Advogado eficiente
Estar na PF é a primeira boa notícia para o banqueiro desde sua prisão, e mostra a eficiência do novo advogado, José Luiz de Oliveira Lima.
Promessa é dívida
Especialista em acordos de delação, “Juca” ofereceu ao STF a garantia de que que seu cliente irá colaborar, contando tudo o que sabe.
20 de março de 2026 às 04:36
20 de março de 2026 às 04:47
FOTO: ROSINEI COUTINHO
A Polícia Federal (PF) avalia que o futuro dos ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), está nas mãos do relator do escândalo do Banco Master, André Mendonça. A apuração feita nos bastidores da corporação é do jornalista da CNN especializado na cobertura dos Três Poderes, Matheus Teixeira.
De acordo com o comunicador, o relatório de mais de 200 páginas feito pela PF sobre Toffoli foi entregue pelo diretor da corporação ao presidente do STF, Edson Fachin, porque Toffoli era o próprio relator do caso e não podia analisar o ofício.
Para a PF, o caminho mais normal seria que o documento fosse entregue à Procuradoria-Geral da República (PGR) para que a entidade pedisse a suspensão do ministro. Entretanto, o alinhamento do procurador-geral da República, Paulo Gonet, com “a ala do Supremo que está tentando fazer uma barreira de contenção para conter o desgaste” fez com que a PF entendesse que ele não era um aliado.
– Diante desse cenário, o mais provável na PF é que se surgirem novos elementos contra os ministros, isso será entregue a André Mendonça e caberá ao ministro relator decidir quais consequências, o que ele faria com esse material que surgir. Portanto, na avaliação da PF o futuro está nas mãos do relator, o ministro André Mendonça – finalizou Teixeira.
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