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Categoria: Brasil

Médico relata que Bolsonaro está deprimido e ansioso

FOTO: ALAN SANTOS

Os médicos do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) informaram que ele está “deprimido” e “ansioso” em razão da “situação que está passando”, fatores que estariam agravando suas crises de soluço. Ainda de acordo com os profissionais, o líder conservador estaria sendo medicado tanto para as crises de soluço quanto para as questões referentes à saúde mental.

– O presidente está deprimido um pouco pela situação que ele está passando, bastante ansioso. A ansiedade leva a um quadro recorrente de soluço que atrapalha o sono dele, então ele fica muito incomodado com isso – declarou o cardiologista Brasil Ramos Caiado em coletiva de imprensa junto do cirurgião Cláudio Birolini.

O ex-presidente está internado no Hospital DF Star, em Brasília. Ele passará por uma cirurgia nesta quinta-feira (25) para a retirada de uma hérnia inguinal bilateral. O procedimento deve durar cerca de quatro horas, e a internação de cinco a sete dias.

Segundo Birolini, está previsto ainda um bloqueio anestésico do nervo frênico para amenizar as crises de soluço. Trata-se de uma anestesia do nervo que inerva o diafragma.

– Depois da cirurgia de hérnia, vamos reavaliar a situação e ver se convém fazer esse bloqueio anestésico, que é um procedimento relativamente seguro, mas que não é o padrão de tratamento de soluço, então a gente precisa ver se o benefício justifica o risco – relatou o cirurgião.

Pleno News

Ministro Toffoli marca acareação com investigados no caso Banco Master

FOTO: ROVENA ROSA

O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quarta-feira (24) a realização de uma audiência de acareação com o sócio do Banco Master, Daniel Vorcaro, o ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa e o diretor de Fiscalização do Banco Central, Ailton de Aquino.

Eles serão ouvidos nesta terça-feira (30), às 14h, por videoconferência. A medida faz parte do processo de investigação de fraudes financeiras que podem ter movimentado R$ 17 bilhões por meio da emissão de títulos de créditos falsos.

Os acusados são investigados pela Polícia Federal desde 2024, no âmbito da Operação Compliance Zero, deflagrada no dia 18 de novembro de 2025. Na ocasião, Vocaro foi preso, no Aeroporto de Guarulhos (SP), um dia depois de a Fictor Holding Financeira ter anunciado que compraria o Master, após a instituição financeira ter sido liquidada extrajudicialmente.

Também foram detidos os sócios de Vocaro, Augusto Ferreira Lima, Luiz Antonio Bull, Alberto Feliz de Oliveira e Angelo Antonio Ribeiro da Silva. Todos foram autorizados pela Justiça Federal a responder em liberdade com monitoramento por tornozeleira eletrônica e estão proibidos de exercer atividades no setor financeiro, de ter contato com outros investigados e de sair do país.

Tofffoli é relator do caso no STF, que tramita em sigilo, após decisão do ministro de acolher o pedido da defesa de Vorcaro para que o caso passasse a ser conduzido pela Corte e não mais na Justiça Federal em Brasília. A mudança foi justificada pela citação de um deputado federal, que tem foro privilegiado.

BZN

Moraes emite nova nota e passa a negar conversa sobre o Master

FOTO: ROSINEI COUTINHO

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), divulgou uma nova nota na noite desta terça-feira (23) sobre a denúncia de que teria se encontrado com o presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, para tratar da venda do Banco Master ao BRB.

Em um novo comunicado à imprensa, o terceiro desde a revelação do caso pelo jornal O Globo, Moraes forneceu mais detalhes sobre as conversas com o presidente da autarquia, citando, pela primeira vez, as datas de dois encontros, e negou que tenha tratado sobre a venda do Master para o BRB. Além disso, negou ter conversado com Galípolo por telefone.

– Em nenhuma das reuniões foi tratado qualquer assunto ou realizada qualquer pressão referente a aquisição do BRB pelo Banco Master – disse.

Nos comunicados anteriores, o gabinete do ministro afirmou que os encontros entre Moraes e Galípolo trataram “exclusivamente” dos efeitos da aplicação da Lei Magnitsky, da qual o magistrado e sua esposa, Viviane Barci, foram alvos.

No novo comunicado, o ministro detalhou, pela primeira vez, a quantidade e as datas dos encontros com Galípolo. As notas anteriores referiam-se, de forma genérica, a “reuniões” com o presidente do BC.

Segundo a nova nota, a primeira reunião ocorreu no dia 14 de agosto, após a aplicação da Magnitsky contra Moraes, e a segunda conversa, em 30 de setembro, após sua esposa, Viviane, ser sancionada. Ambos os encontros ocorreram no gabinete do ministro. Moraes também afirmou na nota que o escritório de advocacia de sua esposa “jamais atuou na operação de aquisição BRB-Master perante o Banco Central”.

O terceiro comunicado de Moraes foi divulgado após o jornal O Estado de São Paulo revelar que o ministro ligou seis vezes para Galípolo em um só dia para tratar da venda do Master ao BRB. Na nova nota, o ministro afirma que “inexistiu qualquer ligação telefônica” com o presidente da autarquia.

Na última segunda-feira (22), o jornal O Globo revelou a ocorrência de ao menos quatro encontros entre o magistrado e o presidente do BC, sendo um deles presencial.

Leia, na íntegra, a nova nota emitida por Moraes:

O Ministro Alexandre de Moraes esclarece que realizou, em seu gabinete, duas reuniões com o Presidente do Banco Central para tratar dos efeitos da aplicação da Lei Magnitsky. A primeira no dia 14/08, após a primeira aplicação da lei, em 30/07; e a segunda no dia 30/09, após a referida lei ter sido aplicada em sua esposa, no dia 22/09.

Em nenhuma das reuniões foi tratado qualquer assunto ou realizada qualquer pressão referente à aquisição do BRB pelo Banco Master. Esclarece, ainda, que jamais esteve no Banco Central e que inexistiu qualquer ligação telefônica entre ambos, para esse ou qualquer outro assunto.

Por fim, esclarece que o escritório de advocacia de sua esposa jamais atuou na operação de aquisição BRB-Master perante o Banco Central.

Pleno News

Viviane Barci, esposa de Moraes, atua em ação de R$ 95 milhões contra a Prefeitura de Natal no STF

FOTO: REPRODUÇÃO

A advogada Viviane Barci, esposa do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, atua na Corte em um processo milionário contra a Prefeitura de Natal. A ação é movida em nome da empresa Henasa Empreendimentos Turísticos e busca assegurar o pagamento de R$ 95 milhões em precatórios.

O caso teve origem em 1988, após a Prefeitura de Natal determinar o embargo administrativo da construção do Hotel Praia Azul, em Ponta Negra. Embora a paralisação da obra tenha durado apenas 48 horas, a empresa alegou prejuízos e ingressou com ações judiciais contra o Município. Em 1995, a Justiça consolidou um título que fixou a indenização em R$ 17 milhões, valor que anos depois passou por atualizações.

Em 2009, o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte recalculou o débito, elevando a indenização para cerca de R$ 191 milhões. No mesmo ano, a Prefeitura e a Henasa firmaram um acordo judicial para quitação parcelada da dívida, estabelecendo o pagamento de aproximadamente R$ 95 milhões ao longo de dez anos. Parte desse montante chegou a ser paga.

Em 2012, no entanto, o Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Norte questionou os cálculos do precatório, apontando possíveis irregularidades e determinando a suspensão dos pagamentos. A controvérsia se aprofundou em 2014, quando a Justiça de primeira instância proibiu novos repasses e determinou a devolução dos valores já pagos, ao entender que o embargo administrativo não justificaria uma indenização de grande porte. Em 2015, o Superior Tribunal de Justiça manteve a competência do TCE para analisar a legalidade administrativa do caso.

O processo chegou ao STF em 2023 e está sob relatoria do ministro Nunes Marques. Apesar de uma decisão inicial favorável à empresa, o caso ainda aguarda julgamento definitivo em razão de recursos apresentados. No Supremo, a discussão envolve os limites da atuação dos tribunais de contas sobre acordos judiciais de precatórios e os impactos dessas decisões sobre os cofres públicos de Natal.

Portal 98 FM

PF ficará 24 horas na porta do quarto de Bolsonaro no hospital

FOTO: DIVULGAÇÃO

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, determinou que a Polícia Federal mantenha vigilância permanente durante a internação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), com pelo menos dois agentes na porta do quarto do Hospital DF Star, em Brasília.

A decisão estabelece que a segurança seja feita 24 horas por dia, desde a chegada de Bolsonaro ao hospital até o fim do período de internação. A medida foi tomada após autorização para a realização de cirurgia de hérnia inguinal bilateral.

Segundo Moraes, a PF deverá garantir a integridade do custodiado e também a segurança das dependências do hospital, mantendo equipes de prontidão dentro e fora da unidade.

– A Polícia Federal deverá providenciar a completa vigilância e segurança do custodiado durante sua estadia, bem como do hospital, mantendo equipes de prontidão. A Polícia Federal deverá garantir, ainda, a segurança e fiscalização 24 (vinte e quatro) horas por dia, mantendo, no mínimo 2 (dois) policiais federais na porta do quarto do hospital, bem como as equipes que entender necessárias dentro e fora do hospital – diz um trecho da decisão.

O ministro também proibiu a entrada de celulares e outros equipamentos eletrônicos no quarto, liberando apenas materiais médicos necessários ao tratamento.

A ordem faz parte do conjunto de medidas impostas pelo STF para acompanhar a internação do ex-presidente, que ocorrerá nesta quarta-feira (24), véspera de Natal.

Pleno News

Lula vai fazer pronunciamento de Natal na noite desta quarta-feira

FOTO: RICARDO STUCKERT

A Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom) convocou a cadeia nacional de rádio e televisão para veicular um pronunciamento natalino do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), nesta quarta-feira (24), véspera do feriado.

A fala do presidente vai ao ar às 20h30. Segundo a Secom, o discurso de Lula terá a duração de seis minutos e 39 segundos.

No pronunciamento de Natal do ano passado, Lula destacou os números da economia, os esforços do governo para a agricultura, além de pregar a união entre famílias afastadas por motivos políticos.

A fala também foi marcada pela recuperação do presidente após um acidente doméstico que sofreu no Palácio da Alvorada, em outubro daquele ano.

Pleno News

Tarcísio brinca e diz que SP começa 2026 ‘com o pé direito’

FOTO: REPRODUÇÃO

Em meio à repercussão do novo comercial da Havaianas, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), usou a inauguração do primeiro trecho do Rodoanel Norte para surfar na onda e sugerir que o Estado vai começar 2026 com o pé direito.

– Aqui em São Paulo a gente vai começar o ano novo com o pé direito. Já começamos a tirar os caminhões da marginal. E até quem corre em Interlagos quis vir para a festa de inauguração do Rodoanel Norte – disse em vídeo publicado em seu X nesta segunda-feira (22).

A fala faz referência à campanha de fim de ano da Havaianas estrelada por Fernanda Torres, em que a atriz brinca com a expressão “pé direito” e diz preferir desejar que o público entre em 2026 “com os dois pés”. A peça integra a ação de verão da marca.

O trocadilho, porém, alimentou a polarização: parte do público leu a mensagem como uma provocação à direita.

A reação ganhou tração nas redes, com incentivo a boicote e hashtags como #HavaianasNuncaMais e #HavaianasNoLixo; o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) publicou vídeo descartando um par de chinelos no lixo.

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Universidades federais sofrem corte de R$ 488 milhões

FOTO: DIVULGAÇÃO

A Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) divulgou um comunicado nesta terça-feira (23) informando que o orçamento das universidades e institutos federais para 2026 sofreu um corte de R$ 488 milhões, o que representa uma redução de 7,05% nos recursos discricionários (não obrigatórios) das instituições.

Em nota, a Andifes manifestou “profunda preocupação” e afirmou que o corte promovido pelo Congresso no Projeto de Lei Orçamentária Anual enviado pelo Executivo agrava o quadro “já crítico” das instituições. O orçamento discricionário é utilizado para pagamento de contas de água, luz, limpeza, entre outras, como o pagamento de bolsas de assistência estudantil.

O Estadão questionou o Ministério da Educação (MEC) sobre quais serão as medidas para recompor o corte feito pelo Congresso, mas ainda não obteve resposta.

Conforme a Andifes, os cortes “incidiram de forma desigual entre as universidades e atingiram todas as ações orçamentárias essenciais ao funcionamento da rede federal de ensino superior”.

A instituição afirma que uma das áreas mais afetadas será a assistência estudantil, fundamental para garantir que estudantes de baixa renda consigam permanecer na universidade. Apenas nesta ação, segundo a Andifes, R$ 100 milhões foram cortados, o que representa uma redução de 7,3% no orçamento da área.

– Os cortes aprovados agravam um quadro já crítico. Caso não haja recomposição, o orçamento das Universidades Federais em 2026 ficará nominalmente inferior ao orçamento executado em 2025, desconsiderando os impactos inflacionários e os reajustes obrigatórios de contratos, especialmente aqueles relacionados à mão de obra – diz o comunicado.

A instituição diz ainda que cortes na Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e no Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CNPq) fragilizam o desenvolvimento científico do país.

– Estamos, portanto, em um cenário de comprometimento do pleno desenvolvimento das atividades de ensino, pesquisa e extensão nas Universidades Federais, de ameaça à sustentabilidade administrativa dessas instituições e à permanência dos estudantes em situação de vulnerabilidade socioeconômica – afirma a Andifes.

A instituição diz ainda que está articulando com o Congresso e o Governo Federal para recompor o orçamento.

A luta das universidades federais por mais orçamento é antiga. Após enfrentarem um relação turbulenta com o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, as instituições retomaram o diálogo com o governo federal após o início do mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Apesar disso, também tiveram de enfrentar restrições orçamentárias. Em maio, as universidades anunciaram uma série de medidas de economia, como cortes nos gastos de combustível até a interrupção da compra de equipamentos de informática e passagens aéreas.

A medida ocorreu devido a diminuições orçamentárias aprovadas pelo Congresso e sancionadas por Lula. Na época, uma mudança na forma como eram feitos os repasses também estrangulou a verba para universidades. Após reclamações, o governo federal anunciou a recomposição do orçamento.

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