5 de janeiro de 2026 às 08:15
5 de janeiro de 2026 às 04:35
FOTO: REPRODUÇÃO
O pré-candidato à Presidência da República pelo Partido Missão, Renan Santos, afirmou que o Brasil precisa discutir de forma objetiva a construção de capacidade nuclear própria como instrumento de defesa da soberania nacional. Segundo o político, a soberania de um país se constrói com força e capacidade real de se defender.
Para Renan, o debate se torna ainda mais urgente diante do cenário de instabilidade regional e do conflito envolvendo a Venezuela, que pode gerar impactos diretos sobre o território brasileiro:
“Soberania não é retórica. Soberania se constrói com força, com poder de dissuasão e com capacidade de defesa. O Brasil precisa parar de agir como um país ingênuo em um mundo cada vez mais hostil.”
Renan afirma que a existência de uma capacidade nuclear teria caráter estritamente defensivo, voltado à prevenção de ameaças externas e à proteção do território nacional.
“Não se trata de atacar ninguém. Trata-se de garantir que o Brasil nunca seja ameaçado, chantageado ou pressionado militarmente. Países fortes são respeitados e países frágeis viram alvo.”
O pré-candidato destacou que a ausência de uma política firme de defesa deixa o Brasil vulnerável em um momento de reorganização geopolítica na América do Sul:
“Com um conflito regional em curso, o Brasil precisa estar preparado. Defesa nacional não é opcional, é obrigação do Estado. Se eu fosse presidente, o Brasil teria uma postura muito mais firme na proteção da sua soberania.”
Renan também criticou a postura do governo Lula (PT), afirmando que a política externa brasileira tem ignorado os riscos reais à segurança nacional e adotado uma postura passiva diante de regimes instáveis na região.
Para ele, o país precisa assumir uma estratégia clara de defesa, compatível com seu tamanho territorial, sua população e sua importância regional, deixando de lado o que chamou de ingenuidade estratégica.
5 de janeiro de 2026 às 08:00
5 de janeiro de 2026 às 04:33
FOTO: RICARDO STUCKERT
Países da Celac (Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos) se reuniram na tarde deste domingo (4) para discutir, entre outros temas, a situação da Venezuela após o ataque dos Estados Unidos que capturou o presidente venezuelano, Nicolás Maduro.
O encontro, que ocorreu de forma virtual e a portas fechadas, terminou sem um posicionamento público do bloco. Segundo a CNN apurou com fontes do governo brasileiro, a falta de um posicionamento acaba expondo uma divergência política sobre o ocorrido entre as nações que integram o grupo.
A Celac foi criada no México, em 2010, que reúne 33 países da região. A aliança busca a integração latino-americana e caribenha, além da coordenação política, econômica e social dos países.
A CNN apurou que, durante a reunião, porém, o Itamaraty, por meio do chanceler Mauro Vieira, manteve uma posição contra a captura de Maduro e contra a atuação militar dos EUA no país vizinho.
Esse posicionamento já havia sido exposto em nota divulgada por países latino-americanos e pela Espanha horas antes do encontro da Celac, em que Brasil, México, Chile, Colômbia, Uruguai defenderam solução sem “ingerência externa” na Venezuela. A nota conjunta também expressou “preocupação” com qualquer tentativa de “controle governamental”.
Tom semelhante foi adotado pelo próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva no sábado (3), mesmo dia dos ataques estadunidenses em território venezuelano. Em uma publicação feita nas redes sociais, o petista disse que o país norte-americano cometeu uma “afronta gravíssima” e ultrapassou uma “linha inaceitável”.
Entenda a ordem cronológica da captura de Maduro
A operação militar para capturar Nicolás Maduro teve início por volta das 3h (horário de Brasília) de sábado (3), com explosões e registros de fumaça em Caracas e nos estados de Miranda, Aragua e La Guaira, por cerca de 90 minutos.
Tropas americanas chegaram ao complexo onde estavam Maduro e sua esposa, Cilia Flores. A ação foi liderada pela Força Delta, unidade de elite de operações especiais do Exército dos Estados Unidos.
Segundo o presidente Donald Trump, o local funcionava como uma fortaleza altamente protegida, e Maduro tentou chegar a uma sala segura, mas foi surpreendido enquanto dormia.
Minutos após a captura, Maduro e a esposa foram levados de helicóptero sobre o mar até o navio militar USS Iwo Jima, que estava no Caribe há meses. Horas depois, por volta das 18h40 (horário de Brasília), o líder venezuelano chegou aos Estados Unidos escoltado por agentes federais, algemado e vestindo roupas cinzas.
Maduro foi encaminhado ao Centro de Detenção Metropolitano, no Brooklyn, onde permanece detido. A unidade já recebeu outros presos envolvidos em casos federais de grande repercussão.
5 de janeiro de 2026 às 04:11
5 de janeiro de 2026 às 03:59
FOTO: DIVULGAÇÃO
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) celebrou, neste sábado (3), a prisão do narcoditador venezuelando Nicolás Maduro.
O pré-candidato à Presidência do Brasil apontou ainda que o ocorrido é uma “consequência direta de um projeto autoritário que destruiu a liberdade, corroeu a democracia e transformou uma das nações mais ricas da América Latina em sinônimo de sofrimento e desesperança”.
Mais cedo, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que as forças americanas realizaram um ataque de grande escala e capturaram o ditador. Conforme o republicano, o Maduro foi preso junto com a esposa, Cilia Flores, e ambos foram levados aos EUA.
Assim como o Diário do Poder mostrou vídeos, Flávio também destacou a comemoração de venezuelanos com a queda do narcoditador.
“Maduro não defendia a soberania da Venezuela, mas sim a sua supremacia. Se defendesse mesmo os interesses do povo venezuelano, ninguém estaria comemorando a sua queda”, destacou.
O parlamentar aponta ainda que “nenhuma ditadura é eterna” e destaca que “o comunismo nunca levou um povo à prosperidade”.
Veja abaixo a nota completa:
“A Venezuela tornou-se um dos exemplos mais extremos de como um regime autoritário pode destruir uma nação. Sob os governos de Hugo Chávez e, posteriormente, do narcoterrorista Nicolás Maduro, o país enfrentou a concentração de poder, o enfraquecimento das instituições democráticas, a perseguição à imprensa, a repressão à oposição e a eliminação da independência do Judiciário. Maduro utilizava o território venezuelano como rota estratégica para a distribuição de drogas para diversos países.
O resultado é uma tragédia humanitária: colapso da economia, hiperinflação, desemprego em massa, desabastecimento de alimentos e medicamentos e mais de 7 milhões de venezuelanos obrigados a deixar sua terra para sobreviver. Hospitais em ruínas, violência crescente e pobreza fazem parte do cotidiano de um povo que já sofreu demais.
Nada disso foi acaso. É consequência direta de um projeto autoritário que destruiu a liberdade, corroeu a democracia e transformou uma das nações mais ricas da América Latina em sinônimo de sofrimento e desesperança.
Mesmo diante desse cenário devastador, o povo venezuelano resiste. Resiste com fé, dignidade e coragem. Nenhuma ditadura é eterna. A liberdade sempre encontra seu caminho.
O comunismo nunca levou um povo à prosperidade; só levou nações inteiras ao medo, à fome e à fuga. Ditaduras não caem sozinhas, caem quando os povos escolhem a liberdade.
Que Deus fortaleça cada família venezuelana, conforte os que sofrem e proteja todos aqueles que lutam pela liberdade. A Venezuela voltará a ser livre!”
5 de janeiro de 2026 às 04:10
5 de janeiro de 2026 às 03:57
FOTO: RICARDO STUCKERT
O governo Lula (PT) recebeu 7,2 mil denúncias de assédio moral em 2025, uma média de 20 registros por dia.
O número representa uma alta de 62% nos casos em relação a 2024. Se comparado com 2020, o aumento é de cerca de 600%.
As denúncias foram registradas nas ouvidorias de 301 órgãos federais. A CGU lidera o ranking, com 676 queixas, seguida pelo Ministério do Trabalho (325) e pelo Ministério da Saúde (198).
Os dados são da Controladoria-Geral da União (CGU) e foram levantados pelo jornal O Estado de S. Paulo (Estadão).
A CGU afirmou que o crescimento das denúncias está ligado à ampliação dos canais de registro, ações de comunicação e maior conhecimento sobre o tema.
A Controladoria ressaltou ao Estadão que os dados refletem relatos de ouvidoria, que podem ou não se confirmar depois de investigação.
“A elevação dos registros não deve ser interpretada apenas sob uma ótica quantitativa. O crescimento das manifestações está associado, em grande medida, à ampliação do conhecimento sobre o tema, às ações de comunicação e sensibilização e ao fortalecimento dos canais de denúncia, incluindo iniciativas do Programa Federal de Prevenção e Enfrentamento do Assédio e da Discriminação (PFPEAD), instituído pelo Decreto nº 12.122/2024, além de orientações técnicas que ampliaram a credibilidade desses canais“, diz trecho da nota recebida pelo jornal.
O Diário do Poder entrou em contato com o Governo Lula sobre o fato e aguarda retorno. O espaço segue aberto para manifestações.
5 de janeiro de 2026 às 04:09
5 de janeiro de 2026 às 03:50
FOTO: REPRODUÇÃO
A Polícia Civil do Distrito Federal investiga o que causou a morte do professor João Emmanuel Moura, de 32 anos. Ele, que é filho do vice-prefeito do município de Isaías Coelho (PI), foi encontrado morto na manhã deste domingo (4). O corpo foi localizado em uma parada de ônibus às margens da DF-150, km 2, na região do Grande Colorado, em Sobradinho II (DF).
Em uma nota publicada nas redes sociais, o prefeito da cidade, Waldemar Mauriz Filho, lamentou a morte de João Emmanuel. “Neste momento de imensa dor, nos solidarizamos com os familiares e amigos, rogando a Deus que conceda conforto, força e serenidade para enfrentar essa perda irreparável”, disse. O professor é filho do vice-prefeito da cidade, George Moura.
João Emmanuel nasceu em Teresina, no Piauí, e trabalhava como professor do Instituto São José, uma escola particular de Sobradinho, no DF. A instituição também lamentou a morte do colaborador.
“Ele não foi apenas um profissional dedicado, mas uma presença luminosa que marcou profundamente a história de nossa Instituição e a vida de nossos alunos. Sua trajetória em nossa comunidade escolar será lembrada com imensa gratidão e respeito”, publicou o instituto.
As circunstâncias da morte ainda são desconhecidas. De acordo com informações do portal Metrópoles, um exame preliminar realizado no local não foi conclusivo. As lesões observadas estavam concentradas na parte superior do rosto, principalmente na região dos olhos, o que não permitiu apontar a causa da morte. A polícia descartou a hipótese de atropelamento.
5 de janeiro de 2026 às 04:05
5 de janeiro de 2026 às 03:45
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O Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF-5) absolveu o apresentador Ratinho, do SBT, na ação movida pelo Ministério Público Federal (MPF) por declarações feitas contra a deputada federal potiguar Natália Bonavides (PT-RN) em dezembro de 2021. O órgão pedia indenização de R$ 2 milhões por danos morais, além da adoção de medidas educativas de combate à violência de gênero.
A ação teve como base falas feitas por Ratinho durante um programa de rádio, ao comentar um projeto de lei apresentado por Natália Bonavides que propunha alterar o uso da expressão “marido e mulher” em cerimônias de casamento civil. Na ocasião, o apresentador afirmou: “Tinha que eliminar esses loucos. Não dá para pegar uma metralhadora, não?”
Além dessa declaração, Ratinho dirigiu ofensas pessoais à parlamentar durante a transmissão. As falas motivaram o MPF a ingressar com a ação judicial, sob o argumento de que as manifestações configurariam violência política de gênero.
Ao analisar o caso, a 7ª Turma do TRF-5 entendeu que, embora as declarações tenham sido consideradas hostis e de mau gosto, elas não ultrapassaram os limites da liberdade de expressão. Segundo o colegiado, as críticas se direcionaram ao conteúdo do projeto legislativo, e não à condição feminina da deputada.
Relator da ação, o desembargador federal Frederico Wildson da Silva Dantas afirmou que as manifestações, “por mais antipáticas que fossem”, não caracterizaram discurso de ódio nem violência política de gênero com repercussão difusa.
O Ministério Público Federal recorreu da decisão antes do recesso de fim de ano, e o caso será analisado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).
5 de janeiro de 2026 às 04:03
5 de janeiro de 2026 às 03:38
FOTO: DIVULGAÇÃO
Em declarações compatíveis com a postura de um presidente ou candidato à Presidência da República, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou que a queda do narcoditador Nicolás Maduro pode representar um “renascimento” para a Venezuela e uma oportunidade de reconstrução democrática e econômica para toda a América do Sul.
O governador criticou duramente a postura do governo Lula (PT) diante da crise venezuelana e defendeu uma atuação mais pragmática e protagonista do Brasil na região.
Ao comentar o fim do regime chavista, Tarcísio afirmou que a Venezuela viveu, ao longo de décadas, um processo contínuo de deterioração institucional. Segundo o político, os governos de Hugo Chávez e Nicolás Maduro se sustentaram por meio do autoritarismo, da fraude eleitoral e de uma relação permissiva, ou até associativa, com o narcotráfico, o que classificou como uma “chaga da América Latina”.
Para o governador, a deposição de Maduro encerra um dos ciclos mais negativos da história venezuelana e abre espaço para a retomada das liberdades individuais, da prosperidade econômica e do crescimento. As afirmações foram feitas em entrevista ao Estadão.
“A Venezuela era um país próspero, com uma das maiores rendas per capita da região, e entrou em uma rota de empobrecimento, perda de liberdades e êxodo populacional sem precedentes”, afirmou. De acordo com Tarcísio, cerca de 25% da população deixou o país, em um dos maiores deslocamentos da história moderna, proporcionalmente falando.
O governador também criticou a reação do governo Lula à operação conduzida pelos Estados Unidos que resultou na captura de Maduro. Enquanto o Planalto rechaçou a ação em nome da soberania e da autonomia dos países latino-americanos, Tarcísio avaliou que a medida foi consequência direta da omissão regional, especialmente do Brasil.
Para ele, o País, por ser a maior economia e território da América do Sul, deveria ter liderado um processo negociado de transição democrática, algo que, segundo disse, nunca ocorreu.
“É possível criticar os meios, a legitimidade da operação. Mas o fato é que algo precisava ser feito e foi feito”, afirmou. Na avaliação do governador, a ausência de liderança brasileira ao longo dos últimos anos fez com que a mudança de regime ocorresse de forma mais traumática.
Tarcísio também comentou o apoio majoritário de países sul-americanos à operação americana, destacando que há, atualmente, uma “onda política mais à direita” na região e um consenso crescente de que o regime de Maduro era insustentável e prejudicial não apenas à Venezuela, mas a todo o continente. Nesse contexto, classificou como “lamentável” a posição contrária adotada por Brasil e Colômbia, o que, segundo ele, contribuiu para o isolamento diplomático brasileiro.
Para o governador, o próximo passo fundamental é a condução de um processo de transição que restabeleça a institucionalidade venezuelana. Tarcísio defende eleições livres, auditáveis e acompanhadas por organismos internacionais, além da reconstrução do Judiciário e das Forças Armadas, instituições que, segundo ele, foram profundamente deterioradas ao longo do regime.
No campo das relações bilaterais, Tarcísio afirmou não acreditar em prejuízos permanentes entre Brasil e Venezuela após a queda de Maduro. Contudo, criticou o que chamou de “patrocínio político” dado por governos brasileiros de esquerda ao regime chavista ao longo dos anos. Para o futuro, defendeu pragmatismo: o Brasil deveria reconhecer rapidamente o novo governo venezuelano, desde que legítimo e democrático, e atuar como parceiro na reconstrução do país.
Segundo o político, a Venezuela deverá se tornar um dos principais destinos de investimentos na região, especialmente na reconstrução de infraestrutura e na retomada de setores estratégicos, como o energético.
“Oportunidades se abrem, e o Brasil pode e deve ser parte desse processo”, concluiu, defendendo que o País enxergue a nova conjuntura como uma chance de fortalecer laços econômicos e políticos com um vizinho historicamente relevante.
3 de janeiro de 2026 às 04:15
3 de janeiro de 2026 às 04:31
FOTO: RICARDO STUCKERT
Balanço das decisões no âmbito do Supremo Tribunal Federal (STF) durante o ano de 2025 revela foco desproporcional em investigações e condenações ligadas à oposição a Lula (PT), enquanto ações contra aliados do Planalto, quase inexistentes, na maior parte dos casos foram favoráveis aos governistas. Mesmo excluindo centenas de condenações no badernaço de 8 de janeiro, levantamentos divulgados mostram que o STF tem decidido em linha com Lula em nove de cada dez casos.
Ano pré-eleitoral
O STF favoreceu o governo Lula condenando adversários e rejeitando alegações da oposição, por exemplo, para validar decretos presidenciais.
Parceria constante
Os ministros STF avalizaram políticas públicas e deram a mão a Lula até em questões de política econômica, como no aumento abusivo do IOF.
‘Hifi’ STF com Lula
Em linha com Lula e antes de decisão legislativa, o STF vedou indulto ou anistia a Bolsonaro, alegando que seus “crimes” são “imperdoáveis”.
Governo no pódio
De 94 mil decisões monocráticas, Moraes fez 7 mil, Dino 5,8 mil e Zanin 5,4 mil. André Mendonça, fora da bancada governista, em 4º, fez 5,3 mil.
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