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Categoria: Brasil

Lula interrompe férias de três de seus ministros

FOTO: RICARDO STUCKERT

Após dar férias a 12 de seus ministros entre o fim de 2025 e o início de 2026, o presidente Lula decidiu interromper o descanso de três deles e oficializou a decisão nesta quarta-feira (7/1). As informações são do Metropoles.

Lula mandou voltar ao trabalho o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira; a ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco; e o ministro das Cidades, Jader Filho.

O primeiro a voltar ao batente foi Mauro Vieira, que teria férias até terça-feira (6/1), mas retornou no dia 3 de janeiro, data em que os Estados Unidos atacaram a Venezuela e sequestraram o ditador Nicolás Maduro.

As férias de Jader Filho foram interrompidas no dia 6 de janeiro, e ele ficaria em descanso até sábado (10/1). Já Anielle Franco descansaria até o dia 14 de janeiro, mas também voltou ao trabalho na última terça-feira.

Nesta quinta-feira (8/1), Lula fará seu já tradicional evento em repúdio aos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023. Ele costuma pedir a presença de seus ministros na cerimônia.

PF investiga se Lulinha foi sócio oculto do ‘Careca do INSS’

FOTO: REPRODUÇÃO

A Polícia Federal (PF) informou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que encontrou menções suspeitas relacionadas ao filho do presidente Lula (PT), Fábio Luís, o “Lulinha”, em três diferentes conjuntos de informações ligadas às fraudes e descontos indevidos de aposentados e pensionistas do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).

A PF investiga o suposto conluio de Lulinha com Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, e sua atuação como sócio oculto em negócios relacionados ao governo federal.

O advogado Marco Aurélio de Carvalho, da defesa de Lulinha, afirmou que as acusações são “ilações” e que o filho do presidente nunca teve relação com o INSS. A defesa de Antônio Carlos Camilo não se manifestou a respeito do caso, pois ainda não teve acesso à íntegra da nova investigação.

A PF enviou os autos ao ministro André Mendonça, relator do caso na Suprema Corte, nos quais ressaltam a participação do filho do presidente em conversas, mas até agora nada foi encontrado como prova direta de sua participação na organização criminosa.

A hipótese das investigações afirma que a suposta atividade de Lulinha e do Careca do INSS foi intermediada por meio de uma mulher chamada Roberta Luchsinger, empresária e amiga dos dois citados. Roberta foi alvo de busca e apreensão na última fase da operação “Sem Desconto”, deflagrada no fim do ano passado. Segundo os autos, Luchsinger firmou um contrato com o Careca do INSS no valor de R$ 1,5 milhão, para fins de ajudá-lo na prospecção de negócios ligados ao governo federal, como divulgado pelo Estadão nesta quarta-feira (7).

Em nota, a defesa de Roberta Luchsinger afirmou que a procura do Careca pelos seus serviços foi para atuar na regulação do setor de empresas de canabidiol e que os negócios “se mantiveram apenas em tratativas iniciais e não chegaram a prosperar”. A defesa também diz que nenhum contrato público foi celebrado ou firmado.

A defesa afirmou ainda que a empresária “possui relação pessoal com Fábio Luís e sua família há vários anos e não é a primeira vez que surgem ataques a Roberta ou a Fábio, fruto de sua amizade”.

A PF citou que Lulinha “poderia atuar como sócio oculto” do Careca do INSS, por intermédio de Roberta. “A fim de dar transparência à investigação para todos os atores da persecução penal, a partir da relação estabelecida entre ANTÔNIO CAMILO e ROBERTA LUCHSINGER, vislumbra-se a possibilidade de vínculo indireto entre ANTÔNIO CAMILO e terceiro que, em tese, poderia atuar como sócio oculto, por intermédio da mencionada ROBERTA, que funcionaria como elo entre ambos. Tal pessoa pode ser FÁBIO LULA DA SILVA”, escreveu a PF.

Em sua representação, a PF diz que os fatos serão investigados com o objetivo de cumprir o regimento constitucional “livre de interferências externas ou narrativas políticas”.

As informações que estão sendo investigadas citam o nome do filho de Lula (PT), em desdobramentos da última operação da PF, que resultou em diversas prisões de nomes importantes, até mesmo do Ministério da Previdência.

“Cumpre destacar que, até o presente momento, não há indícios de que FÁBIO LULA esteja diretamente envolvido nas condutas relativas aos descontos associativos fraudulentos. No meio político é comum que indivíduos afirmem deter proximidade ou influência junto a terceiros com o objetivo de obter vantagens diversas. Em investigações policiais, tais afirmações devem ser analisadas com cautela e submetidas a verificação rigorosa, a fim de evitar conclusões precipitadas”, diz a representação.

Após dizer que as menções a Lulinha serão investigadas, a PF ressalta que adotará todas as providências necessárias para apurar os fatos.

“Nesse cenário, as referências colhidas até o momento apontam para menções realizadas por terceiros e vínculos indiretos, que sugerem a possível participação de FÁBIO LULA em movimentações destinadas a fomentar projetos empresariais de ANTÔNIO CAMILO. Eventualmente confirmadas as citações e hipóteses criminais levantadas, e uma vez deferidas e cumpridas as medidas cautelares propostas neste representação, a Polícia Federal adotará todas as providências necessárias ao fiel cumprimento de sua missão constitucional: entregar a verdade dos fatos aos legitimados da persecução penal, livre de interferências externas ou narrativas políticas.”

O “Careca do INSS” está preso, por ordem de André Mendonça, desde setembro do ano passado. Ele é apontado como o líder central da gatunagem contra os aposentados. Em dezembro, seu filho, Romeu Antunes, foi preso, junto ao nº 2 da Previdência, Adroaldo Portal.

Antes da revelação dos fatos, o colegiado da CPMI do INSS votou o requerimento de convocação para que Lulinha prestasse depoimento. Contudo, uma ala ligada ao governo federal “blindou” a indicação, votando contra. Um novo requerimento deve ser apresentado na volta dos trabalhos da comissão, marcada para a segunda semana de fevereiro, conforme o anúncio do presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG).

Questionado anteriormente sobre o assunto, o presidente Lula chegou a dizer que “se tiver filho meu envolvido nisso, ele será investigado”.

Diário do Poder

“Ele está sendo torturado”: Michelle denuncia situação crítica de Bolsonaro e aciona Polícia Federal

FOTO: REPRODUÇÃO

Após a queda do ex-presidente, Jair Messias Bolsonaro (PL), a ex-primeira-dama, Michelle Bolsonaro (PL-DF), pediu “bom senso” do ministro Alexandre de Moraes diante da situação de saúde do esposo.

Em declarações à imprensa, nesta terça-feira (06), ela expressou sua preocupação com o estado clínico do marido, diante do traumatismo craniano leve, causado pela queda. Michelle criticou a demora para autorização de atendimento hospitalar.

Não era nem para ele estar aqui. Ele passou por uma cirurgia de 12 horas que ele não teve condições de se recuperar . […] Então a gente espera que tenha um bom senso dele poder ir para casa, pra gente poder cuidar dele em casa”, disse Michelle.

“Mesmo passando por tudo isso, eu confio no bom senso dele [Moraes], de se colocar no lugar de uma pessoa que está sofrendo. O que a gente plantar aqui, a gente vai colher”.

Ela também fez um apelo ao Supremo Tribunal Federal (STF), afirmando que as decisões não podem ser personalizadas.

“A instituição não se resume só a um ministro. Nós temos outros ministros. Ministros, vocês não estão vendo o que está acontecendo? Vocês vão deixar isso acontecer com o meu marido? Nós estamos de braços atados”, questionou.

Michelle ainda afirmou que a defesa de Bolsonaro apresentou uma nova petição, acompanhada de laudo pericial, mas que até o momento não teve resposta.

Ainda nesta terça-feira, a ex-primeira-dama informou que a família vai solicitar à Polícia Federal (PF) um relatório para esclarecer por quanto tempo Jair Bolsonaro permaneceu desacordado antes de ser encontrado por agentes nesta manhã. O objetivo é saber o horário em que o quarto foi aberto e o ex-presidente localizado caído.

Segundo o médico da PF, foram constatados apenas ferimentos leves, como um pequeno corte na região da bochecha. O relatório da polícia diz que: “não identificou necessidade de encaminhamento hospitalar, sendo indicada apenas observação”.

Em entrevista à imprensa Michelle lamentou a situação e disse que o que está acontecendo com Bolsonaro é uma tortura.

“Ele está sendo torturado, negligenciado. Quando na verdade ele precisa de um enfermeiro ali dentro do quarto, trancado, que só pode ser aberto às 8h da manhã. Isso nos preocupa. Seu pudesse, eu ficaria alí sentada, mas eu não posso fazer nada. Eu peço a Deus que o proteja de todo o mal, mas é uma mancha para a instituição, se acontecer alguma coisa com meu marido”, disparou.

Em uma publicação nas redes sociais, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) afirmou que o ex-presidente Jair Bolsonaro caiu e bateu a cabeça durante uma crise sofrida na madrugada desta terça-feira (6) em sua cela na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília.

“Meu amor não está bem. Durante a madrugada, enquanto dormia, teve uma crise, caiu e bateu a cabeça no móvel. Como o quarto permanece fechado, ele só recebeu atendimento quando foram chamá-lo para a minha visita. Estou com o médico aguardando o delegado para saber como foram os primeiros socorros. Só Deus”, disse.

Líder da equipe médica de Jair Bolsonaro, Cláudio Birolini afirmou que afirmou à GloboNews que o ex-presidente teve um traumatismo cranioencefálico (TCE) leve. Apesar de geralmente ter suas condições mentais recuperadas após 24 horas, a situação do paciente que sofre este tipo de trauma inspira cuidados.

BNews Natal

Malafaia deve explicar ofensas a Alto Comando do Exército em 15 dias, determina Moraes

FOTO: FABIO RODRIGUES POZZEBOM

Após denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o pastor Silas Malafaia pelos crimes de injúria e calúnia contra um comandante do Alto Comando do Exército, o ministro Alexandre de Moraes (STF) determinou que o líder religioso terá 15 dias para explicar suas declarações.

As declarações contra o militar Tomás Miguel Miné Ribeiro Paiva, feitas diante de milhares de pessoas, foram posteriormente publicadas no Instagram do pastor, onde ultrapassaram 300 mil visualizações. A determinação judicial é uma etapa que pode preceder a abertura de um processo contra Mafafaia.

O STF deve decidir se aceitará a denúncia ou não. Conforme aponta a PGR, o contexto da fala de Silas Malafaia é a indignação com a prisão do general Walter Braga Netto, o qual foi condenado como membro do núcleo 1 da trama golpista. Sua pena foi fixada em 26 anos de prisão.

“Os elementos de que os autos estão refertos não deixam dúvidas sobre a materialidade e a autoria delitivas, uma vez que as falas do denunciado foram públicas e compartilhadas em suas redes sociais”, diz o procurador-geral da República, Paulo Gonet, na denúncia.

Com informações da CNN Brasil

Lula sanciona lei que proíbe descontos automáticos do INSS

FOTO: DIVULGAÇÃO

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou, com vetos, a lei que proíbe descontos automáticos do INSS em aposentadorias e pensões. Com isso, a norma entrou em vigor após publicação no Diário Oficial da União desta quarta-feira (7). Além disso, a medida amplia a proteção de aposentados e pensionistas contra fraudes e práticas abusivas.

Antes da mudança, a legislação permitia descontos destinados a associações, sindicatos e entidades representativas. No entanto, bastava apenas a autorização do beneficiário. Agora, a nova lei revoga esse trecho da Lei dos Planos de Benefícios da Previdência Social. Dessa forma, o INSS passa a vetar qualquer desconto automático, mesmo quando existe autorização expressa.

Nova lei dos descontos automáticos do INSS amplia fiscalização

A legislação determina que o INSS realize busca ativa para identificar beneficiários prejudicados por descontos indevidos. Para isso, o órgão poderá utilizar auditorias, denúncias, reclamações formais, ações judiciais e pedidos de exclusão registrados pelos segurados.

Além disso, quando identificar irregularidades, a associação ou instituição financeira responsável deverá devolver o valor integral ao beneficiário em até 30 dias. Caso o pagamento não ocorra, o INSS fará o ressarcimento. Em seguida, o órgão acionará judicialmente a entidade ou o banco responsável.

Ao mesmo tempo, a lei endurece as regras para empréstimos consignados. A partir de agora, a contratação passa a exigir autenticação biométrica ou assinatura eletrônica qualificada. Assim, a nova regra elimina acordos feitos por telefone. Depois da contratação, o benefício fica bloqueado para novas operações. Portanto, para liberar novamente, o segurado deverá passar por novo procedimento.

Segundo o governo federal, a proibição dos descontos automáticos do INSS fecha brechas usadas em autorizações genéricas. Por isso, essas práticas facilitaram fraudes e causaram prejuízos a milhares de idosos em todo o país.

Em 2025, por exemplo, a Polícia Federal desvendou um esquema de descontos indevidos praticados entre 2019 e 2024. Como resultado, o prejuízo estimado chegou a R$ 6,3 bilhões. Além disso, a investigação resultou no afastamento de cinco servidores públicos. Da mesma forma, provocou a demissão do então presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, e a saída do ministro da Previdência Social, Carlos Lupi.

Diante do escândalo, o Congresso Nacional instaurou uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito. Dessa maneira, a CPMI apura responsabilidades e busca punir os envolvidos. Segundo as investigações, o esquema envolvia operadores financeiros, servidores públicos e agentes políticos.

Ponta Negra News

Médico tem apartamento invadido e é espancado por vizinho: ‘Falava que eu era viadinho’

FOTO: REPRODUÇÃO

O médico dermatologista Anderson Juliano de Lima denunciou ter sido vítima de agressão motivada por homofobia após um vizinho invadir seu apartamento e espancá-lo com socos, no bairro do Rosarinho, na Zona Norte do Recife. O caso ocorreu por volta das 4h da madrugada do dia 31 de dezembro.

Segundo o médico, ele estava deitado quando a campainha começou a tocar de forma insistente. Ao atender, informou que a pessoa estava no endereço errado e pediu que fosse embora. Mesmo assim, o homem insistiu, passou a exigir que a porta fosse aberta e, em seguida, arrombou o imóvel.

O agressor foi identificado como Túlio André Coelho Silva, de 30 anos. Anderson afirmou que entrou em luta corporal com o vizinho e que, durante as agressões, ouviu xingamentos e ameaças. “Ele dizia que eu era um ‘viadinho’, que eu tinha que morrer e que tinha ido ali para isso”, disse ao g1 Pernambuco.

O médico disse ainda que o suspeito afirmou mais de uma vez que cometeu a violência porque acreditava que a vítima estaria dando em cima dele. Para Anderson, trata-se de uma tentativa de homicídio motivada por homofobia.

Após o ataque, o dermatologista gravou parte da discussão e publicou vídeos nos stories do Instagram pedindo ajuda. Ele contou que tentou contato com a portaria do prédio, mas não recebeu auxílio de funcionários do condomínio. A administração do edifício não respondeu aos pedidos de esclarecimento até a última atualização do caso.

Anderson foi levado ao Hospital da Unimed, no bairro da Ilha do Leite, onde recebeu atendimento médico, e depois registrou boletim de ocorrência. A Polícia Civil informou que o suspeito foi preso em flagrante pelos crimes de racismo por homotransfobia, lesão corporal e violação de domicílio.

O homem passou por audiência de custódia no dia 1º de janeiro e responderá ao processo em liberdade. Em nota, a defesa de Túlio André Coelho Silva negou que tenha havido conduta homofóbica e afirmou que o episódio foi um fato isolado. Os advogados também contestaram a gravidade das lesões apontadas e destacaram que o investigado é primário, empresário e possui conduta social regular.

Correio 24h

Vice de Tarcísio, Felício Ramuth reitera que PT é ‘narcoafetivo’

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O governador em exercício de São Paulo, Felício Ramuth (PSD), voltou a chamar o Partido dos Trabalhadores (PT) de “narcoafetivo” dias após a legenda ingressar na Justiça contra ele por declarações semelhantes. A ação foi protocolada nesta terça-feira (6) pelo Diretório Nacional do PT.

Felício Ramuth é vice-governador desde 2023, na gestão de Tarcísio de Freitas, e assumiu interinamente o comando do estado durante a licença do titular até domingo (11). Filiado ao PSD desde 2022, é apontado como um dos nomes cotados para a disputa pelo governo paulista em 2026.

Leia íntegra da nota de Felício

“O termo foi usado em sentido político e retórico, para criticar uma postura pública de tolerância e relativização diante do crime organizado, algo que inclusive parte da sociedade e da imprensa já debate.

Reafirmo que o PT é um partido Narcoafetivo.

Um Partido que vota em peso contra o PL Anti-Facção.

Um Partido que promove e defende saidinha de presos.

Um Partido que tem sua principal liderança afirmando que traficante é vítima de usuário.

Um Partido que acessa livremente locais do Brasil que nem a polícia tem acesso.

Um Partido que permite que drogas e armas continuem entrando pelas fronteiras.

Um Partido que tem seus ministros e presidente dividindo palanque com crime organizado (ex: favela do moinho).

É sim um Partido Narcoafetivo.”

O partido acusa Ramuth de suposta “calúnia” e “disseminação de fake news”, pede censura ao conteúdo e ainda quer tomar R$30 mil de Ramuth a título de “indenização”. A legenda repetiu o velho chavão de que “liberdade de expressão não autoriza a atribuição de crimes sem comprovação a adversários políticos.”

A declaração que motivou o processo foi feita na segunda-feira (5), durante agenda em Santo Amaro, na zona sul da capital paulista, quando Ramuth comentou a crise na Venezuela e um eventual fluxo migratório ao Brasil. Na ocasião, ele associou o PT a um “Estado narcoafetivo”.

Diário do Poder

Após críticas, Planalto manda Lula silenciar sobre Venezuela e recuar de Maduro

FOTO: RICARDO STUCKERT

Pesquisas internas do Palácio do Planalto acenderam o alerta: a verborragia de Lula voltou a causar desgaste político e reacendeu a associação do petista à ditadura de Nicolás Maduro. A avaliação é que o presidente errou ao tratar do tema e que sua fala reforçou a imagem de avalista do regime venezuelano. Diante disso, a ordem no governo passou a ser clara: nada de defender Maduro e, de preferência, evitar qualquer comentário sobre a Venezuela.

Nos bastidores, auxiliares correram para tentar estancar o estrago, reforçando que o governo brasileiro não reconheceu a eleição venezuelana e que Maduro é, sim, um ditador. Lula foi aconselhado a se distanciar publicamente do regime e a reduzir drasticamente o tom, numa tentativa de conter a exploração política do tema pela oposição.

A fala do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, caiu como uma bomba no Planalto. Ao criticar a omissão de Lula e associá-lo à perpetuação da ditadura venezuelana, Tarcísio acertou em cheio um ponto sensível do governo, ampliando o desconforto interno e o receio de novos desgastes.

Com o fim do recesso e o retorno de Lula a Brasília, cresceu o temor de novos “excessos” verbais. O histórico do presidente pesa: improvisos que já renderam crises diplomáticas, declarações polêmicas e defesas controversas. Agora, a estratégia é falar menos — e, sobre Maduro, não falar nada.

Com informações do Diário do Poder