8 de janeiro de 2026 às 10:00
8 de janeiro de 2026 às 08:00
FOTO: REPRODUÇÃO
Novas mensagens em posse da Polícia Federal (PF) revelam que o lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, mandou entregar uma encomenda em um apartamento alugado pelo empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.
Em 6 de outubro de 2024, o Careca do INSS enviou, para um de seus funcionários, o print de uma conversa com o endereço do prédio residencial em Moema, São Paulo, solicitando que fosse entregue um “medicamento” no local. Em seguida, o lobista acrescenta que a entrega deve ter o nome de Renata Moreira, esposa de Lulinha, como destinatária. A coluna teve acesso às mensagens.
O apartamento onde foi realizada a entrega pertence, no papel, ao empresário Jonas Leite Suassuna Filho, ex-sócio de Lulinha, segundo documentos obtidos pela coluna em cartórios de São Paulo. O prédio fica na rua Juriti, em Moema, bairro da elite paulistana, na região centro-sul.
Procurado, o advogado Marco Aurélio de Carvalho, que atuou em outros casos na defesa de Lulinha, disse que o filho do presidente Lula não tem conhecimento da encomenda. “Ele [Lulinha] desconhece, até porque ele próprio não é o destinatário”, frisou. O advogado voltou a negar qualquer relação de proximidade entre o Careca do INSS e Lulinha. Segundo Marco Aurélio de Carvalho, “existe um esforço pirotécnico em tentar envolvê-lo” nos fatos das investigações da fraude do INSS. Procurada, a defesa do Careca do INSS não se manifestou. A reportagem não conseguiu contato com Jonas Leite Suassuna Filho. O espaço segue aberto.
8 de janeiro de 2026 às 09:15
8 de janeiro de 2026 às 08:49
FOTO: MARCELO CAMARGO
O Congresso Nacional aprovou o Orçamento da União para 2026 com previsão de superávit de R$ 34,5 bilhões e cerca de R$ 61 bilhões reservados para emendas parlamentares. Para fechar a conta, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva promoveu cortes significativos em programas sociais e educacionais, atingindo em cheio políticas voltadas à população de baixa renda.
Entre os principais impactos está o Farmácia Popular, que terá redução de R$ 500 milhões, mesmo em um cenário de alta no preço dos medicamentos. Na área da educação, o Pé-de-Meia — programa criado para incentivar a permanência e a conclusão do ensino médio — também perdeu recursos, assim como as bolsas do CAPS, voltadas à formação de professores, que sofreram corte de R$ 300 milhões. Somados, os ajustes nessas áreas chegam a cerca de R$ 1 bilhão.
Outros programas também foram afetados pelo enxugamento. O Auxílio Gás terá R$ 400 milhões a menos no orçamento de 2026, enquanto benefícios obrigatórios, como seguro-desemprego e abono salarial, sofreram cortes próximos de R$ 100 milhões. As reduções atingem justamente políticas voltadas à proteção social e ao consumo básico.
Para analistas, o movimento evidencia um contraste entre o aperto em programas sociais e o reforço de recursos para emendas parlamentares e o fundo eleitoral, em um contexto de aproximação do calendário eleitoral. O cenário tem gerado críticas sobre as prioridades do orçamento e os possíveis impactos diretos na população mais vulnerável.
8 de janeiro de 2026 às 08:30
8 de janeiro de 2026 às 05:05
FOTO: DIVULGAÇÃO
A Polícia Civil do Paraná indiciou um jovem de 21 anos pelos crimes de feminicídio e homicídio qualificado após a morte da própria mãe, Juliana Galardinovic Ribeiro, de 45 anos, e do irmão mais novo, Levi Galardinovic Hooper, de 10. O caso ocorreu no domingo (4), em Campo Largo, na Região Metropolitana de Curitiba.
De acordo com as investigações, o ataque aconteceu no porão da residência onde a família morava. Após cometer o crime, o suspeito lavou a faca utilizada e chegou a responder, pelo celular da mãe, uma mensagem enviada por uma vizinha que havia escutado gritos vindos da casa, se passando por ela.
A Polícia Militar localizou o jovem sentado em via pública, em frente ao imóvel. Abordado, ele confessou o crime aos policiais, recebeu voz de prisão, foi contido e levado à delegacia. Em depoimento, afirmou que vinha planejando os assassinatos e que o motivo seria o ciúme que sentia da relação entre a mãe e o irmão. Ele também declarou fazer uso de medicamentos psiquiátricos. Após os procedimentos legais, o suspeito foi encaminhado ao sistema penitenciário.
Juliana e Levi foram sepultados nesta terça-feira (6), em Arapongas, interior do Paraná. Em nota oficial, a Câmara Municipal de Campo Largo lamentou as mortes.
“Uma tragédia familiar que entristece profundamente toda a cidade e causa indignação e tristeza diante da violência dos fatos. Neste momento de luto coletivo, o Poder Legislativo campo-larguense se une às famílias das vítimas, aos amigos e a todos os cidadãos, expressando suas mais sinceras condolências”, diz o comunicado.
8 de janeiro de 2026 às 08:15
8 de janeiro de 2026 às 08:55
FOTO: DIVULGAÇÃO
O nome do jurista Wellington César Lima e Silva passou a ganhar força nos bastidores do governo para assumir o Ministério da Justiça e Segurança Pública, em substituição ao ministro Ricardo Lewandowski, por sua boa interlocução com o presidente Lula da Silva (PT) e com a ala baiana da gestão federal.
Wellington já ocupou o comando da pasta em 2016, durante o governo da então presidente Dilma Rousseff (PT). No atual mandato de Lula, ele exerceu o cargo de secretário de Assuntos Jurídicos da Casa Civil, função estratégica do Palácio do Planalto, com atuação direta junto ao presidente da República.
O jurista deixou a Casa Civil em julho do ano passado, após ser indicado por Lula para assumir o cargo de advogado-geral da Petrobras, posto que ocupa atualmente.
A passagem de Wellington pelo Ministério da Justiça em 2016 foi breve. À época, ele era procurador de Justiça do Ministério Público do Estado da Bahia (MPBA), e sua nomeação acabou barrada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que entendeu que ele só poderia permanecer no cargo caso pedisse exoneração do MP.
Após 11 dias à frente do ministério, Wellington pediu demissão e foi substituído pelo então vice-procurador-geral eleitoral, Eugênio Aragão.
8 de janeiro de 2026 às 04:11
7 de janeiro de 2026 às 16:58
FOTO: SERGIO LIMA
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vetou integralmente um projeto de lei que unificava, em âmbito nacional, o limite de idade para ingresso na Polícia Militar e no Corpo de Bombeiros dos estados e do Distrito Federal. O PL 1.469/2020 previa a fixação das idades máximas de 35 anos para o ingresso de oficiais e praças e de 40 anos para a entrada de oficiais médicos, de saúde ou com outras especializações.
A proposta havia sido aprovada pelo Senado em dezembro do ano passado. Atualmente, o critério de idade varia conforme a legislação de cada estado, geralmente entre 25 e 35 anos.
Na mensagem de veto, publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira (dia 7), a justificativa presidencial foi a de que o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) e da Advocacia-Geral da União (AGU) se manifestaram contrários à unificação etária. De acordo com o governo federal, o projeto foi rejeitado por ser considerado inconstitucional e por contrariar o interesse público.
Ainda de acordo com o veto, a uniformização da idade máxima afrontaria a autonomia dos entes da federação, além de violar o princípio da razoabilidade e de comprometer a capacidade de gestão dos efetivos estaduais.
Próxima etapa
O veto agora deverá será analisado pelo Congresso Nacional, em sessão conjunta da Câmara dos Deputados e do Senado, podendo ser derrubado ou mantido. Para ser derrubado, é necessário o voto favorável da maioria absoluta das duas Casas.
8 de janeiro de 2026 às 04:09
7 de janeiro de 2026 às 16:53
FOTO: TON MOLINA
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) criticou o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, e o procurador-geral da República, Paulo Gonet. Ela disse a jornalistas, nesta terça-feira (6), que “vai ter sangue de inocente nas mãos do excelentíssimo ministro [Alexandre de Moraes] e do [procurador-geral da República Paulo] Gonet”.
A fala ocorreu após o ministro solicitar esclarecimentos adicionais antes de liberar a ida de Bolsonaro para um hospital. Por fim, nesta quarta-feira (7), o magistrado deu aval para a transferência do ex-presidente para o Hospital DF Star, em Brasília (DF).
De acordo com Michelle, Bolsonaro é “negligenciado e torturado” por estar “em um quarto trancado que só pode ser aberto quando ele tem que tomar medicação”. As informações são do Poder360.
– Ele está sendo negligenciado. Ele está sendo torturado porque está num quarto trancado, que só pode ser aberto quando ele toma medicação. (…) Eu peço a Deus para proteger ele e livrar ele de todo mal. Mas é uma mancha para a instituição se acontecer alguma coisa com o meu marido – falou a ex-primeira-dama.
8 de janeiro de 2026 às 04:04
7 de janeiro de 2026 às 16:20
FOTO: DIVULGAÇÃO
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, se manifestou nesta terça-feira (6) pelo arquivamento do inquérito contra o senador Chico Rodrigues (PSB-RR), por ausência de provas. O parlamentar foi flagrado em uma operação da PF em 2020 com dinheiro vivo dentro da cueca. A informação é da Folha de São Paulo.
O PGR afirmou que, apesar da forma como os valores foram encontrados, não foi possível demonstrar a proveniência ilícita do dinheiro.
A manifestação foi enviada em 28 de dezembro ao ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal), relator do caso.
Segundo a manifestação, sem a demonstração mínima da origem criminosa dos valores, não se configura o crime de lavagem de dinheiro.
O pedido de arquivamento foi parcial. No mesmo documento, a PGR pediu o envio do caso para a Justiça Federal de Roraima para fatos que ainda demandam investigação, como o direcionamento de contratações emergenciais em favor da empresa Quantum Empreendimentos em Saúde, com indícios de superfaturamento e peculato.
Rodrigues foi indiciado pela Polícia Federal em 2021 sob suspeita de envolvimento em desvio de recursos públicos destinados ao combate à Covid-19.
“No que se refere aos valores em espécie apreendidos na residência do senador da República, durante o cumprimento das diligências de busca e apreensão realizadas em 14.10.2020 —tanto aqueles localizados em cofres quanto os encontrados em suas vestes íntimas—, não se logrou demonstrar a proveniência ilícita do numerário”, disse o PGR ao STF.
De acordo com Gonet, o fato de o parlamentar ter escondido o dinheiro também não significa, por si só, tentativa de atrapalhar as investigações.
“Tampouco se formaram elementos suficientes para caracterizar o crime de embaraço à investigação de organização criminosa, uma vez que a subsunção dessa conduta exige demonstração concreta de que a ocultação teve por finalidade frustrar ou dificultar a apuração de infração penal específica vinculada a organização criminosa”, afirmou.
Em outubro de 2020, a PF encontrou os valores com Chico Rodrigues em operação feita em Roraima contra o desvio de recursos públicos para o enfrentamento à Covid-19. Na ocasião, ele era vice-líder do governo Bolsonaro (PL) no Senado.
Cerca de R$ 30 mil foram encontrados na casa do parlamentar.
Deflagrada pela PF e pela CGU (Controladoria Geral da União), a Operação Desvid-19 tinha o objetivo de coletar informações sobre o desvio de recursos públicos oriundos de emendas parlamentares. Cada congressista tem direito a R$ 15 milhões por ano em emendas ao Orçamento da União.
Os valores eram destinados ao combate à pandemia da Covid-19 —recursos administrados pela Secretaria de Saúde de Roraima.
Em setembro passado, a Folha mostrou que a destinação de emendas parlamentares para a Polícia Federal disparou e chegou a R$ 37 milhões apenas em 2025. É o maior volume captado pelo órgão ao menos desde 2020 e incluiu recursos enviados por congressistas investigados pela corporação, entre eles o senador Chico Rodrigues.
Procurada, a assessoria do senador disse que a emenda “deve ter sido um pedido da superintendência da PF em Roraima”, estado do parlamentar. Também afirmou que “todos os órgãos pedem” e que “em todos os anos é assim”. O senador tem afirmado que não tem envolvimento com qualquer ato ilícito.
Durante uma audiência pública da Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados, em julho, o diretor-geral da PF afirmou que aproveitaria a ocasião para fazer um lobby aos deputados para a destinação de emendas parlamentares do grupo à PF.
7 de janeiro de 2026 às 18:00
7 de janeiro de 2026 às 14:09
FOTO: KAYO MAGALHÃES
A Polícia Legislativa Federal (PLF) da Câmara dos Deputados abriu uma investigação para apurar uma ameaça feita pelo humorista Tiago Santineli ao deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG). Em sua conta no X, Santineli pediu, nesta segunda-feira (5), que “alguém desligasse” o parlamentar, em referência ao assassinato do influenciador trumpista Charlie Kirk, morto nos Estados Unidos em setembro do ano passado.
Poucas horas depois, Nikolas Ferreira ironizou a publicação.
– Vem me pegar – escreveu.
Em seguida, afirmou que havia sido instaurado um inquérito contra Santineli.
– Só falta intimar o corajoso que fica fugindo da Justiça. Uma hora a casa cai – publicou o deputado.
Na sequência, o humorista divulgou um print indicando que havia sido bloqueado por Nikolas na rede social. Santineli escreveu que o parlamentar “não aguentava” uma publicação dele “sem chorar”.
Procurados, nem Tiago Santineli nem Nikolas Ferreira responderam à reportagem. O espaço segue aberto.
Líder da oposição na Câmara, o deputado Cabo Gilberto Silva (PL-PB) repudiou as ameaças e pediu a disponibilização de efetivo da Polícia Legislativa para garantir a integridade física de Nikolas Ferreira.
– Diante da gravidade dos fatos, esta Liderança agiu prontamente. Em contato direto com a Presidência da Câmara dos Deputados, já havia sido obtida a disponibilização de efetivo da Polícia Legislativa (Depol) para assegurar a integridade física do deputado Nikolas Ferreira e de sua família. Foi determinada a abertura de investigações para a instauração de inquérito policial, a fim de apurar a conduta do autor das ameaças, bem como de seus financiadores e incentivadores. Toda a estrutura jurídica e de segurança da Casa do Povo está mobilizada e à disposição dos parlamentares ameaçados – escreveu o deputado em sua conta no X.
Intolerância
Como mostrou o Estadão, Nikolas Ferreira liderou recentemente uma campanha nas redes sociais para que empresas privadas demitissem o que chamou de “funcionários extremistas”. O assassinato de Charlie Kirk nos Estados Unidos desencadeou uma ofensiva virtual contra usuários que ironizaram ou debocharam da morte do ativista.
Entre os alvos de Nikolas Ferreira estavam o influenciador Felipe Neto, o ator José de Abreu, o jornalista e escritor Eduardo Bueno e o humorista Whindersson Nunes.
Admiradores de Kirk passaram a mapear críticos do influenciador com o objetivo de expô-los publicamente e pressionar pela demissão em seus locais de trabalho. A mobilização ocorreu após anos de críticas de grupos conservadores à “cultura do cancelamento”, frequentemente associada à esquerda.
O movimento ganhou força com a adesão de apoiadores de Jair Bolsonaro e apoiadores de Donald Trump, que passaram a levar as publicações consideradas ofensivas a autoridades do governo norte-americano.
Nikolas alvo de processos
O líder do Partido dos Trabalhadores (PT) na Câmara, deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), afirmou nesta segunda (5), que irá apresentar uma representação à Polícia Federal contra Nikolas Ferreira, sob a acusação de incentivar uma intervenção militar dos Estados Unidos no Brasil.
– Eles continuam com a tentativa de golpe, é um golpe continuado. Agora eles abertamente estimulam uma intervenção armada estrangeira dos Estados Unidos contra o Brasil – declarou Lindbergh em vídeo publicado no Instagram.
A fala do petista faz referência a uma publicação de Nikolas Ferreira no X que alcançou 7,3 milhões de visualizações. O post traz uma montagem que mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sendo segurado por dois militares norte-americanos, em uma cena que remete à imagem da prisão do ditador venezuelano Nicolás Maduro.
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