19 de janeiro de 2026 às 11:15
19 de janeiro de 2026 às 07:59
FOTO: RICARDO STUCKERT
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deu preferência ao Grupo Globo na relação com a imprensa ao longo de 2025. Levantamento do Poder360 aponta que Lula, ministros de primeiro escalão e líderes governistas no Congresso concederam 175 entrevistas exclusivas ao conglomerado, número superior ao registrado por veículos como CNN, SBT, Record e Band.
O estudo considerou o período de 1º de janeiro a 31 de dezembro de 2025, com base em agendas oficiais dos ministérios e na divulgação das entrevistas pela mídia. Foram classificadas como exclusivas as ocasiões em que a autoridade falou apenas a um veículo. Entre os ministros, Marina Silva (Meio Ambiente) liderou, com 12 entrevistas ao grupo, seguida por Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais), com 11, e Fernando Haddad, Alexandre Padilha e Vinicius de Carvalho, todos com 10.
O presidente Lula concedeu quatro entrevistas ao Grupo Globo no ano — uma ao Jornal Nacional e três a emissoras afiliadas nos Estados. No primeiro semestre, o presidente não falou com o conglomerado. Apesar da preferência, sete integrantes do governo não concederam nenhuma exclusiva ao grupo, assim como a primeira-dama, considerando as trocas de comando ocorridas ao longo do ano.
Ao todo, ministros, secretários e líderes governistas deram pelo menos 1.036 entrevistas exclusivas em 2025, sendo 171 ao Grupo Globo. Lula falou 38 vezes com exclusividade à imprensa, ficando atrás de seis ministros. Paulo Teixeira liderou o ranking geral, com 71 entrevistas, seguido por Wellington Dias, com 67. Também superaram o presidente Silvio Costa Filho, Marina Silva, Fernando Haddad e Rui Costa, conforme o levantamento do Poder360.
19 de janeiro de 2026 às 09:30
19 de janeiro de 2026 às 08:48
FOTO: GETTY
Aliados de Jair Bolsonaro (PL) e parte dos integrantes do STF (Supremo Tribunal Federal) avaliam que a decisão do ministro Alexandre de Moraes de mudar o local da prisão do ex-presidente foi um passo inicial para enviá-lo para o regime domiciliar.
Dois integrantes da corte, de diferentes grupos, viram a decisão do magistrado como um gesto nesse sentido porque o novo local, a chamada Papudinha, oferece melhores condições para o político. Para eles, a eventual mudança para que ele cumpra a pena em casa pode ocorrer no curto prazo.
A avaliação é feita ainda que Moraes não tenha dado nenhum indício de que pretende conceder o benefício ao ex-presidente. Na decisão em que determinou a transferência para a Papudinha, o ministro disse que o cumprimento da pena não é uma “estadia hoteleira” ou uma “colônia de férias” e rebateu as críticas dos filhos do ex-presidente sobre as condições da sala de Estado Maior da Polícia Federal.
Condenado por tentativa de golpe de Estado, Bolsonaro foi retirado do regime domiciliar e enviado para a Superintendência da PF em Brasília em novembro, após tentar violar a sua tornozeleira eletrônica, segundo ele, por “curiosidade”. Seus médicos atribuíram o episódio a confusão mental causada por medicamentos. Segundo especialistas, os remédios usados pelo ex-presidente são seguros e em casos raros podem causar delírio.
Desde que o ex-presidente foi colocado em regime fechado, sua defesa fez uma série de pedidos a Moraes, de Smart TV a redução de ruídos do ar condicionado, e a família tem alardeado supostos riscos à saúde que ele correria fora de casa. A mobilização aumentou após Bolsonaro sofrer uma queda, e os exames detectarem traumatismo craniano leve.
À Folha de S.Paulo um integrante do Supremo, do grupo considerado próximo a Moraes, disse que passou a defender que Bolsonaro possa cumprir a pena em casa pelo receio de o Supremo ser considerado culpado por eventuais complicações na saúde dele.
Esse magistrado avalia ser uma questão de tempo para que o próprio Moraes seja convencido de que isso seria o mais prudente.
A aposta de pessoas próximas ao ex-presidente é similar. Para eles, os demais magistrados serão convencidos da necessidade de mudar o político de regime prisional e pressionarão Moraes para que tome uma decisão nesse sentido.
Essa avaliação ganhou força após a investida da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, no tribunal.
Michelle conversou tanto com Moraes como com o ministro Gilmar Mendes. Tarcísio falou com quatro magistrados para pedir a prisão domiciliar.
A decisão de Moraes de transferir o ex-presidente foi tomada após essas conversas. Em rede social, a ex-primeira-dama disse que as novas instalações são “menos prejudiciais à sua saúde” [de Bolsonaro] e lhe trazem “mais dignidade”, mas ainda assim, seguiria com o empenho de levá-lo para a casa.
As instalações na unidade no Distrito Federal comportam até quatro pessoas, mas serão usadas exclusivamente por Bolsonaro. O espaço conta com 65 m², sendo 10 m² de área externa, e tem quarto, banheiro, sala, cozinha e lavanderia.
Por isso, a transferência foi vista até dentro do Supremo como um gesto de Moraes. Na sua decisão, o ministro afirmou que o novo local permitirá o aumento do tempo de visitas aos familiares, a realização livre de “banho de sol” e de exercícios a qualquer horário do dia, inclusive com a possibilidade de instalação de aparelhos para fisioterapia, tais como esteira e bicicleta.
O magistrado também informou que há banheiro com chuveiro de água quente, armários, cama de casal e TV. E, ao invés de um frigobar, agora há uma geladeira.
Na decisão em que ordenou a transferência de Bolsonaro, Moraes também determinou que o ex-presidente seja submetido imediatamente à junta médica oficial, composta por médicos da PF, para avaliação do seu quadro clínico de saúde.
Depois disso, ele decidirá se mantém o ex-presidente na Papudinha ou determina a sua transferência para um hospital penitenciário. Essa avaliação antecede a análise do novo pedido de prisão domiciliar apresentado pela defesa.
19 de janeiro de 2026 às 09:15
19 de janeiro de 2026 às 06:35
FOTO: REPRODUÇÃO
O turista português Fábio Nobre deixou o Brasil decepcionado por ter ido embora, mas fez questão de lamentar bastante o fim das férias. Em vídeos que viralizaram nas redes sociais, ele elogiou a receptividade do povo brasileiro, as paisagens e a culinária dos estados por onde passou, afirmando que a “ressaca pós-Brasil é real” e que amou a experiência no país.
No entanto, a repercussão positiva acabou dividindo espaço com uma polêmica. Em uma das gravações, Fábio fez um comentário considerado ofensivo ao questionar, de forma inadequada, a presença de homens gays no Brasil, mesmo destacando a beleza das mulheres brasileiras. A fala gerou críticas imediatas e dividiu opiniões entre seguidores e internautas. Enquanto muitos destacaram que o turista demonstrou desconhecimento cultural e falta de sensibilidade, outros ressaltaram que o restante do conteúdo foi marcado por elogios e admiração pelo país. O episódio reacendeu o debate sobre respeito, diversidade e responsabilidade no uso das redes sociais, especialmente quando se fala de culturas diferentes.
19 de janeiro de 2026 às 08:45
19 de janeiro de 2026 às 06:28
FOTO: RICARDO STUCKERT
Pela bagatela de um bilhão de dólares, ou cerca de R$ 5,37 bilhões, o presidente Lula (PT) poderá ter um cargo vitalício no Conselho de Paz da Faixa de Gaza. O convite ao brasileiro foi feito pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no sábado (17).
O valor consta em um documento do projeto do estatuto do conselho, revelado pela agência de notícia Reuters. Além de Lula, o presidente da Argentina, Javier Milei, líderes de outros 58 países e empresários, como o americano Marc Rowan, foram convidados.
19 de janeiro de 2026 às 08:30
19 de janeiro de 2026 às 06:26
FOTO: REPRODUÇÃO
Condenada a 39 anos de prisão por mandar matar os próprios pais, Suzane Magnani, ex-Richthofen, vai disputar na Justiça uma herança estimada em cerca de R$ 5 milhões deixada pelo tio Miguel Abdala Netto, médico encontrado morto em casa, em São Paulo. A disputa será contra Silvia Magnani, prima de primeiro grau do médico e companheira dele por mais de uma década.
A disputa teve início antes do enterro. No fim de semana, Suzane e Silvia tentaram liberar o corpo de Miguel tanto na 27ª Delegacia quanto no Instituto Médico Legal (IML), em São Paulo. Silvia conseguiu a liberação e providenciou o sepultamento. Miguel foi enterrado na terça-feira (13), no cemitério de Pirassununga, cidade de origem da família. Segundo Silvia, esse era o desejo dele, que queria ser sepultado ao lado da mãe e dos avós. O enterro ocorreu sem a presença de outros familiares. “Só estava eu no cemitério”, disse Silvia, que manteve relacionamento com Miguel por cerca de 14 anos.
Até o momento, apenas Suzane e Silvia se apresentaram como interessadas diretas na herança. Silvia afirmou: “Quero que se faça justiça ao Miguel, pois no tempo que passamos juntos ele falava horrores da Suzane, porque ela matou a irmã dele e deixou o sobrinho (Andreas von Richthofen, irmão de Suzane) destruído emocionalmente”. Em seguida, acrescentou: “Se a Justiça entender que a herança deva ficar com ela, que assim seja feito”.
A situação pode mudar caso Miguel tenha deixado testamento. Pela legislação, metade do patrimônio pode ser destinada livremente, enquanto a outra metade é reservada aos herdeiros mais próximos. Miguel não tinha filhos, pais nem irmãos vivos. Nessa condição, os sobrinhos têm prioridade sobre os primos na ordem de sucessão. Sem testamento, a herança ficaria, em tese, com Suzane e Andreas.
Silvia tentou localizar Andreas no fim de semana, mas não conseguiu. Ele estaria vivendo em endereço incerto no litoral de São Paulo. Com isso, a disputa ficou restrita às duas mulheres e deve seguir no Judiciário. Suzane entrou com uma ação pedindo a tutela do cadáver de Miguel para tentar se tornar inventariante.
Miguel Abdala Netto foi encontrado morto dentro da própria residência, no bairro Campo Belo, zona sul de São Paulo, na madrugada de sábado (10). O corpo estava sentado em uma poltrona no quarto. Um vizinho, João Batista da Silva, estranhou a falta de contato havia cerca de dois dias, subiu no muro e avistou o corpo. Quando a polícia chegou, o cadáver estava em avançado estado de decomposição. A Polícia Civil trata o caso como morte suspeita e aguarda laudos periciais. Uma fonte do IML informou que a hipótese mais provável é de ataque cardíaco fulminante, em razão do inchaço do coração e do corpo e da ausência de sinais aparentes de violência no local.
A disputa também envolve o acesso à casa onde Miguel morava. Silvia e Suzane procuraram, em momentos diferentes, o vizinho que está com a chave do imóvel. Segundo relatos, ele informou que entregará a chave mediante apresentação de ordem judicial. Sobre Suzane, Silvia afirmou: “A Suzane está pagando pela pena dela, mas nem por isso vai deixar de ser assassina”.
Durante os 14 anos de convivência com Silvia, Miguel demonstrava desconfiança em relação à sobrinha e receio de tentativas de acesso aos bens da família, incluindo os de Andreas, que herdou cerca de R$ 10 milhões após Suzane ser declarada indigna de receber a herança dos pais. Miguel também desconfiava da gravidez de Suzane, que, segundo ele, poderia ser usada como argumento para reaproximação do patrimônio familiar. Esse argumento foi citado quando Suzane foi à delegacia para tentar liberar o corpo, ao afirmar que agia para proteger os bens do filho. A tentativa não teve êxito.
19 de janeiro de 2026 às 08:00
19 de janeiro de 2026 às 06:01
FOTO: REPRODUÇÃO
A Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) inaugurou, na última terça-feira (13), o que chamou de “banheiro sem gênero”. O banheiro fica no 10º andar, bloco C, do Pavilhão Reitor João Lyra Filho, campus Maracanã, na Zona Norte do Rio.
De acordo com uma publicação da universidade, o objetivo é “atender a todas as pessoas, independentemente de orientação sexual, identidade ou expressão de gênero”.
A reitora Gulnar Azevedo e Silva disse que a iniciativa representa um passo importante para o fortalecimento da inclusão e do respeito. As informações são do site da Uerj.
Rodrigo Pessoa, prefeito do Campi, revelou que a administração da Uerj pretende ampliar a oferta de instalações como essa.
– Pretendemos que este seja o primeiro de muitos que virão, servindo como exemplo para que possamos replicar o modelo em outros andares, com a colaboração das unidades que utilizam os banheiros.
19 de janeiro de 2026 às 05:11
19 de janeiro de 2026 às 05:26
FOTO: DIVULGAÇÃO
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, inicia nesta segunda-feira (19) uma viagem internacional por Israel e países do Oriente Médio, com possíveis escalas na Europa.
Ele e o irmão Eduardo Bolsonaro, ex-deputado cassado em dezembro, foram convidados para palestrar na Conferência Anual de Combate ao Antissemitismo, nos dias 26 e 27 de janeiro, em Jerusalém. O evento contará com a presença do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu.
Nas redes sociais, Flávio disse estar “profundamente honrado” com o convite e reafirmou seu apoio ao povo judeu e o combate ao antissemitismo.
Após Israel, o senador deve visitar Bahrein e Emirados Árabes Unidos, buscando aproximação com governos aliados ao grupo político da família Bolsonaro. A viagem foi organizada por Eduardo, que vive nos Estados Unidos desde março de 2025.
O retorno ao Brasil está previsto para 15 de fevereiro. O Senado autorizou sua ausência oficial entre 26 de janeiro e 6 de fevereiro.
No sábado (17), Flávio voltou a defender a união da direita contra o governo Lula. Ele citou Tarcísio de Freitas, Michelle Bolsonaro, Ratinho Jr., Romeu Zema e Ronaldo Caiado como aliados estratégicos.
“Um palanque único vai acontecer no tempo certo”, afirmou.
19 de janeiro de 2026 às 05:10
19 de janeiro de 2026 às 05:23
FOTO: ANTONIO CRUZ
Ganha força no Congresso as movimentações para andar com propostas que disciplinam a conduta de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). O fator propulsor é a estranhíssima ligação de magistrados e familiares com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master e figura central no que se desenha ser a maior fraude bancária da história do País, como disse o ministro Fernando Haddad (Fazenda). Na esquerda, a proposta é andar com o projeto que cria o código de conduta para ministros do STF.
Pressão meia-boca
A oposição considera o “código de conduta”, proposto pelo Psol, pano de fundo para ajudar na criação de um código próprio, gestado no STF.
Só o começo
A ofensiva ainda quer avançar com textos como os que ampliam e hipóteses de crimes de responsabilidade e suspeição de ministros.
Engavetador
Já para o primeiro semestre, a pressão deve ser em cima do presidente da Câmara, Hugo Motta (Rep-PB), para criar a CPI do Banco Master.
Água no chopp
Motta não tem dado sinais de urgência para andar com a CPI, solta desculpas como pedidos mais antigos que estão represados na Câmara.
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