O ministro da Cidadania, Osmar Terra, disse hoje (20), que o governo estuda transformar o Benefício de Prestação Continuada (BPC) para pessoas com microcefalia causada pela epidemia de zika em uma pensão permanente. Segundo o ministro, a questão está sendo discutida no âmbito do Executivo.
O ministro
deu a declaração ao lado da primeira-dama Michelle Bolsonaro, e da ministra da
Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, na abertura do
seminário “Mães de Crianças com Microcefalia: Entendendo os Desafios e
Superando o Preconceito”, na Câmara dos Deputados.
O ministro
da Cidadania, Osmar Terra, disse hoje (20), que o governo estuda transformar o
Benefício de Prestação Continuada (BPC) para pessoas com microcefalia causada
pela epidemia de zika em uma pensão permanente. Segundo o ministro, a questão
está sendo discutida no âmbito do Executivo.
O ministro deu a declaração ao lado da primeira-dama Michelle Bolsonaro, e da ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, na abertura do seminário “Mães de Crianças com Microcefalia: Entendendo os Desafios e Superando o Preconceito”, na Câmara dos Deputados.
NO AMBIENTE URBANO,OS CÃES DOMÉSTICOS SÃO FONTES DE INFECÇÃO PARA O MOSQUITO
A Secretaria Municipal de Saúde de Pau dos Ferros, na região do Alto Oeste potiguar, confirmou um caso de morte provocada por Leishmaniose Visceral, também conhecida como calazar, de um homem de 59 anos. De acordo com a pasta, o homem esteve internado no Hospital Regional Doutor Cleodon Carlos de Andrade.
Em nota, a secretária de Saúde do município, Eliana
Barreto Fixina, afirmou que a Vigilância Epidemiológica pediu o prontuário do
paciente ao hospital, junto com a declaração de óbito, para confirmar a doença
e foi informada pelos profissionais plantonistas da UTI que foram colhidas
amostras cujos exames confirmaram a doença.
Além
do calazar, consta na declaração de óbito como causa da morte: falência
múltipla de órgãos e infecção generalizada. A nota que confirma o caso foi
publicada neste sábado (18) no site da prefeitura de Pau dos Ferros.
Apesar
da confirmação, a pasta afirma que a nota tem objetivo de acalmar a população,
informando que não há inúmeros casos positivos na cidade.
“Salientamos ainda, que estamos empenhados em garantir a segurança e a saúde da população em geral, bem como dos cães de nosso município. Pensando na melhor forma de conduzir esta questão em debate e suas implicações, com a elaboração de novas diretrizes e estratégias de enfrentamento da leishmaniose”, informou a secretária.
CONTAMINAÇÃO
Ainda conforme a pasta, a
Leishmaniose visceral é uma zoonose crônica e é transmitida ao homem pela
picada de fêmeas do inseto vetor infectado. No Brasil, a principal espécie
responsável pela transmissão é a Lutzomyia longipalpis, conhecida popularmente
como mosquito palha. “Raposas e lobos silvestres (Lycalopex vetulus e
Cerdocyon thous) e marsupiais (Didelphis albiventris) têm sido apontados como
reservatórios silvestres”, aponta a nota.
No
ambiente urbano,os cães domésticos são fontes de infecção para o mosquito.
Os
sintomas da Leishmaniose Visceral Humana, ainda de acordo com a secretaria, são
febre de longa duração, aumento do fígado e baço, perda de peso, fraqueza,
redução da força muscular, anemia.
Nos primeiros sinais dos sintomas, a população é orientada a procurar a unidade de saúde mais próxima.
PREVENÇÃO
Para prevenir a doença, é indicada
a limpeza periódica dos quintais e a retirada da matéria orgânica em
decomposição, como folhas, frutos, fezes de animais e outros entulhos que
favoreçam a umidade do solo, que é onde os mosquitos se desenvolvem.
Também
é preciso destinar o lixo orgânico adequadamente, para impedir o desenvolvimento
das larvas dos mosquitos, além de limpar os abrigos de animais domésticos e
usar coleiras repelentes nos cachorros.
O
uso de inseticida feito pela vigilância ambiental é usado, mas só é indicado
para as áreas com casos notificados e confirmados.
“Ao mesmo tempo que nos preocupamos em tratar as
demandas humanas, buscamos avaliar os animais. Os animais da comunidade estavam
sendo avaliados e realizado testes rápidos, o resultado saindo com em média 25
minutos. Os cães que tinham o resultado positivo, logo após as amostras de
sangue coletados eram enviados ao Laboratório Regional do Estado (Lare) para
ser submetidos a exames sorológicos encaminhamos ao Laboratório Central (Lacen)
em Natal para confirmação laboratorial”, diz a nota.
“Porem
há aproximadamente 60 dias o mesmo Larep, que é de gerência do Estado, encerrou
o recebimento de amostras, alegando não haver espaço para acondicionar as
amostras sorológicas e o Lacen em Natal que acusou não existir profissionais
para avaliações sorológicas”, disse a pasta.
O
caso, segundo a secretária, foi notificado ao Ministério Público e divulgado em
reunião ordinária do Comissão Intergestora Regional – que é o colegiado de
secretários municipais.
O
Sistema Único de Saúde (SUS) não disponibiliza tratamento para o animal, sendo
indicado o sacrifício do animal infectado, com acompanhamento de médico
veterinário
Uma cientista brasileira de 33 anos desenvolveu uma espécie de caneta capaz de detectar células tumorais em poucos segundos. Livia Schiavinato Eberlin é formada em Química pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e, apesar da pouca idade, já é chefe de um laboratório de pesquisa da Universidade do Texas em Austin, nos Estados Unidos.
Foi lá que, há quatro anos, ela iniciou os estudos de um
dispositivo capaz de extrair moléculas de tecido humano e apontar, no material
analisado, a presença de células cancerosas. A tecnologia está em estudo, mas
já teve resultados promissores ao ser usada na análise de 800 amostras de
tecido humano.
A pesquisadora, que já mora há dez anos nos EUA, para onde
se mudou para fazer doutorado, está no Brasil nesta semana para apresentar os
achados de sua pesquisa no congresso Next Frontiers to Cure Cancer, promovido
anualmente pelo A.C. Camargo Cancer Center na cidade de São Paulo.
Nos Estados Unidos, Livia ganhou destaque na comunidade
científica ao ser uma das personalidades selecionadas em 2018 para receber a
renomada bolsa da Fundação MacArthur, conhecida como “bolsa dos
gênios” e destinada a profissionais com atuação destacada e criativa em
sua área. O prêmio, no valor de U$ 625 mil (cerca de R$ 2,5 milhões), é de uso
livre pelo bolsista.
Em entrevista exclusiva ao jornal O Estado de S. Paulo, a
pesquisadora explicou que a caneta, batizada de MacSpec Pen, tem como principal
objetivo certificar, durante uma cirurgia oncológica, que todo o tecido tumoral
foi removido do corpo do paciente. Isso porque nem sempre é possível visualizar
a olho nu o limite entre a lesão cancerosa e o tecido saudável. “Muitas vezes
o tecido é retirado e analisado por um patologista ainda durante a cirurgia
para confirmar se todo o tumor está sendo retirado, mas esse processo leva de
30 a 40 minutos e, enquanto isso, o paciente fica lá, exposto à anestesia e a
outros riscos cirúrgicos”, explica Livia.
A caneta desenvolvida por ela e sua equipe de pesquisadores
usa uma técnica de análise química para dar essa mesma resposta que um
patologista daria. “A caneta tem um reservatório preenchido com água.
Quando a ponta dela toca o tecido, capta moléculas que se dissolvem em água e
são transportadas para um espectrômetro de massa, equipamento que caracteriza a
amostra como cancerosa ou não”, explica a cientista.
Essa caracterização da amostra em maligna ou não pode ser
feita porque a tecnologia usa, além dos equipamentos de análise química,
técnicas de inteligência artificial para que a máquina “responda” se
as células são tumorais.
Para isso, foram usadas, na criação do modelo, centenas de
amostras de tecidos cancerosos que, por meio de suas características,
“ensinam” a máquina a identificar tecido tumoral.
“Na primeira fase da pesquisa analisamos mais de 200
amostras de tecido humano e verificamos uma precisão de identificação do câncer
de 97%”, conta Livia.
Próximos passos
O resultado dessa etapa do estudo foi publicado na
prestigiosa revista científica Science Translational Medicine em 2017. Depois,
o grupo de pesquisa da brasileira nos EUA ampliou a investigação para 800
amostras de tecido e, mais recentemente, obteve autorização de comitês de ética
de instituições americanas para testar a técnica em humanos, durante cirurgias
reais.
“Apesar dos bons resultados em amostras de tecido, o modelo ainda precisa ser validado em testes clínicos. Se os resultados forem confirmados, ainda deve demorar de dois a três anos para a caneta ser lançada como produto”, opina Livia. O dispositivo já foi testado para câncer de cérebro, ovário, tireoide, mama e pulmão, e está começando a ser usado também nas pesquisas de tumor de pele.
No Brasil, estima-se que a taxa de infecções hospitalares atinja 14% das internações, de acordo com o Ministério da Saúde. O simples ato dos profissionais de saúde lavarem as mãos é fundamental para evitar essas infecções. Conscientizar para cuidados como esse é o objetivo do Dia Nacional do Controle das Infecções Hospitalares, celebrado hoje (15).
“A maior e principal das ações de prevenção e controle é a higienização das mãos para evitar passar uma infecção entre os pacientes ou entre os profissionais de saúde”, explica a gerente de vigilância e monitoramento em serviços de saúde da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Magda Costa.
Outros fatores citados pela gerente como importantes na prevenção ao problema é a higienização dos ambientes onde estão os pacientes, dos leitos, isolar aqueles que já estão contaminados e a aplicação de protocolos de prevenção.
O infectologista Adelino Freire Júnior, que coordena o controle de infecções do Hospital Felício Rocho, também destaca a higienização das mãos como “pedra fundamental” para o controle das infecções. “Ainda temos um número de higienização das mãos abaixo do que gostaríamos. É um método simples, barato, eficiente e ainda muito negligenciado”. Segundo ele, é preciso reforçar as ações de conscientização junto aos profissionais de saúde com ações como o Dia Nacional do Controle das Infecções Hospitalares.
Ele destaca que evitar as infecções em ambiente hospitalar se torna cada dia mais importante no atual contexto das bactérias multirresistentes a antibióticos. “Isso traz um desafio mais difícil de ser conquistado porque as infecções hoje são cada vez mais difíceis de serem tratadas. As drogas são mais tóxicas, com mais efeitos colaterais e menos eficientes. As infecções por esses germes multirresistentes tem impacto muito grande em aumento de mortalidade”.
O infectologista acrescenta que as infecções hospitalares ainda aumentam o tempo de internação e os custos da assistência médica.
As infecções são provocadas por micro-organismos que se aproveitam de fragilidades no sistema imunológico de quem está em tratamento hospitalar. Entre os tipos mais comuns estão as infecções urinária e na corrente sanguínea associadas ao uso de cateter e a pneumonia associada à ventilação mecânica, segundo o Ministério da Saúde.
Um estudo da Organização Mundial de Saúde demonstrou que a maior prevalência ocorre em unidades de terapia intensiva, em enfermarias cirúrgicas e alas de ortopedia.
As ações de controle de infecção hospitalar em escala nacional são coordenadas pela Anvisa. Os hospitais, tanto da rede pública quanto privada, precisam notificar a agência sobre os casos e estados e municípios desenvolver ações de prevenção e controle. A agência é responsável pelo Programa Nacional de Prevenção e Controle de Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde.
“Estados e municípios em todos os hospitais têm que desenvolver ações de prevenção e controle das infecções, vigiar as infecções que tem ocorrido e fazer, a partir da análise dessas informações, ações de prevenção e controle para evitar que outros venham a tê-las”, explicou a gerente da Anvisa, Magda Costa.
Casos de urgência e emergência de beneficiários de planos de saúde podem ficar fora dos prazos de carência. A mudança está prevista no Projeto de Lei do Senado (PLS) 502/2017, aprovado na Comissão de Assuntos Sociais (CAS) nesta quarta-feira (15). A iniciativa, da senadora Rose de Freitas (Pode-ES), também reduz para 120 dias o período de carência nas internações hospitalares.
Hoje a legislação define prazo de carência de 24 horas, para atendimentos de urgência e emergência; 300 dias, para parto; e 180 dias, para cirurgias. Apesar dos argumentos das operadoras de que a fixação de períodos de carência proteja as operadoras contra eventuais abusos e fraudes do consumidor, Rose argumenta que essa regra não pode inviabilizar o atendimento de saúde em circunstâncias excepcionais e imprevisíveis, que exijam solução imediata.
O relator, senador Mecias de Jesus (PRB-RR), considerou injustificável o plano de saúde não cobrir um problema de saúde que surja nas primeiras 24 horas do contrato e exija pronta intervenção médica.
“Retirar esse direito do usuário consumidor seria colocar em risco sua vida ou incolumidade física. Evidentemente, não se trata de permitir fraudes ao plano de saúde, que, no momento da contratação, poderá verificar se o potencial consumidor está em situação de urgência ou emergência previamente constituída”, explicou.
Como foi aprovado em caráter terminativo, caso não haja recurso da decisão da CAS, o projeto seguirá direto para a Câmara dos Deputados.
O Centro de Reabilitação Infantil e Adulto (CRI/CRA) iniciou, na segunda-feira (14), um mutirão de atendimentos para avaliação global. Até o final de maio, 143 pacientes que solicitaram atendimento no centro serão examinados pela equipe multidisciplinar da instituição.
A avaliação reúne um conjunto de profissionais especialistas na área da reabilitação. A equipe, formada por fisioterapeuta, fonoaudiólogo, psicólogo, enfermeiro e assistente social, busca avaliar as necessidades do paciente como um todo e de forma integral.
“Nossa proposta é buscar a integralidade e averiguar quais as reais necessidades e os possíveis tratamentos que o paciente deverá realizar, uma vez que a maioria quando encaminhada para o centro é direcionada para um determinado especialista”, explicou o diretor geral da unidade, Ítalo Moreira.
Nesse sentido, o mutirão vem como propósito de agilizar o atendimento, buscando fechar o diagnóstico de forma mais rápida e eficaz e possibilitando um tratamento ainda mais ágil.
Qualquer musa (ou muso) fitness que se preze está sempre consumindo whey protein, barrinhas de proteína e colocando mais frango do que batata-doce no prato. E, de fato, o nutriente é importante para quem quer atingir ou manter um corpo sarado. Mas será que, a longo prazo, priorizar a proteína pode prejudicar a saúde?
Essa é a pergunta que pesquisadores da Universidade de Sidney, na Austrália, fizeram em um estudo publicado no início deste mês no periódico Nature Metabolism. E o que eles descobriram é que, sim, uma dieta exageradamente proteica pode ameaçar o bem-estar físico – e o emocional também.
Pelo menos em ratos. Os camundongos receberam doses diferentes de BCAA. Esse suplemento – um dos mais usados por quem busca um shape musculoso – é uma mistura de três aminoácidos: leucina, valina e isoleucina. Eles estão presentes naturalmente em carnes vermelhas e laticíneos, e não são produzidos pelo nosso corpo. Daí certas pessoas preferirem reforçar a dose.
Os ratinhos foram divididos em quatro grupos, que foram alimentados, até o fim da vida, com diferentes quantidades de BCAA. Um grupo recebeu a dose diária recomendada do suplemento. Os demais grupos consumiram, respectivamente, 20%, 50% e 200% dessa quantidade.
Ao final do estudo, os bichos que haviam ingerido o dobro do BCAA recomendado tiveram uma menor expectativa de vida e acabaram engordando. Motivo: os cientistas descobriram que altos níveis desses aminoácidos no sangue atrapalharam que um outro aminoácido, o triptofano, chegasse ao cérebro. Ele é um precursor da serotonina, neurotransmissor responsável, entre outras coisas, pela sensação de bem-estar.
Como o triptofano não conseguiu chegar à massa cinzenta dos ratos, a taxa de serotonina caiu – e os ratinhos começaram a comer mais, muito mais. “A queda de serotonina devido ao excesso de BCAA fez com que os animais se tornassem obesos e vivessem menos”, relata, em nota, Stephen Simpson, que participou da investigação.
Terapia gênica aumenta eficiência da quimioterapia e reduz dosagem de droga no tratamentoFoto: okskaz / iStok
A quimioterapia, que é o uso de fármacos para controlar tumores cancerígenos, possui muitos efeitos adversos que debilitam o paciente e prejudicam as defesas naturais do organismo. Pensando em contornar esses efeitos, pesquisadores da USP combinaram a quimioterapia com a terapia gênica, que utiliza vírus para levar até as células dos tumores um gene capaz de alterar seu funcionamento, tornado-as mais sensíveis ao efeito dos fármacos e impedindo que cresçam e se multipliquem.
Experimentos com animais mostraram que a combinação aumenta a eficácia da quimioterapia para bloquear o crescimento de tumores de próstata, permitindo a redução da dosagem das drogas usadas no tratamento e a eliminação dos efeitos negativos. As pesquisas foram realizadas no Laboratório de Vetores Virais do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp), ligado à Faculdade de Medicina da USP (FMUSP). Testes em pacientes com câncer vão definir como prever a utilização da terapia combinada com a imunoterapia, tratamento que estimula as defesas naturais do organismo.
A terapia gênica utiliza vírus como veículos de entrega de genes que, ao chegarem às células dos tumores, impedem seu crescimento. “Os vírus são modificados em laboratório por meio de engenharia genética”, afirma o pesquisador Bryan Eric Strauss, que coordena o estudo. “Eles perdem a capacidade de se multiplicar e recebem o gene p53, conhecido como ‘guardião do genoma’, pois atua na eliminação de células que ameaçam o organismo.”
Conduzindo genes
De acordo com o pesquisador, o câncer elimina o gene de proteção das células, que ficam vulneráveis, levando ao surgimento de tumores. “Na terapia gênica, o vírus é injetado diretamente na massa tumoral do paciente, onde penetra nas células, introduzindo o p53, o qual ativa outros genes, que irão causar a morte da célula, inibindo o crescimento do tumor”, destaca. “Pesquisas anteriores do Laboratório aprimoraram a terapia gênica, modificando o vírus para que entre com mais facilidade, em um maior número de células, e atue com mais eficiência.”
O estudo combinou a terapia gênica com o vetor do p53 à quimioterapia, realizada com o fármaco cabazitaxel. “O grande problema da quimioterapia é a toxicidade do fármaco no organismo”, aponta Strauss. “Em experimentos com camundongos, a droga controla o tumor, no entanto os animais perdem peso, glóbulos brancos do sangue (leucopenia) e células de defesa (neutrófilos e linfócitos), ficando muito debilitados.”
Em testes com animais, os cientistas descobriam que o p53 colabora com a quimioterapia, parando o crescimento do tumor sem gerar efeitos negativos no organismo. “Quando o gene é introduzido nas células dos tumores, ele coordena a morte celular e sensibiliza as células para o feito da droga”, conta o pesquisador. “Com a terapia gênica, é possível reduzir a dosagem do fármaco a um nível subterapêutico [ou seja, que isoladamente não seria suficiente para controlar o crescimento do tumor] e dessa forma evitar os efeitos adversos.”
Terapias combinadas
Strauss destaca que o próximo desafio dos pesquisadores do laboratório é juntar a imunoterapia à combinação de tratamentos, de modo a ativar as defesas naturais do organismo. “A terapia gênica e a quimioterapia são tratamentos pontuais, e algumas células dos tumores não recebem o vírus com o p53. A ideia é que o próprio sistema imunológico cuide dessas células”, afirma. “A imunoterapia faria esse sistema ‘acordar’, reconhecendo e destruindo células tumorais, e oferecendo uma proteção duradoura contra a progressão de tumores.”
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