23 de maio de 2020 às 13:32
23 de maio de 2020 às 14:19
FOTO: ILUSTRAÇÃO
Após a repercussão da matéria publicada neste sábado por este blog, onde o médico Enildo Alves revela que planos de saúde em Natal retardam a internação de usuários para “economizar”, como também que o anúncio por parte da Unimed Natal de que está adotando a hidroxicloroquina em protocolo já no início dos sintomas, vem sendo criticado nos bastidores por médicos como o próprio Enildo Alves, a cooperativa emitiu Nota de Esclarecimento sobre o assunto:
NOTA
A Unimed Natal não interfere na conduta do médico que tem a liberdade de escolher e decidir, junto com o paciente, sobre a terapêutica a ser adotada em cada fase da doença.
A cooperativa vai apenas disponibilizar uma medicação, em falta no mercado pela alta demanda, para que, se esta for a terapêutica adotada, médico e paciente possam fazer suas escolhas. A Unimed Natal não tem, na definição do novo fluxo de dispensação de medicamentos, nenhum viés impositivo ou de caráter político. A cooperativa busca o melhor para seus beneficiários e está, a todo momento, alinhando junto aos médicos e especialistas no assunto, viabilizar a melhor estratégia para o combate ao Coronavírus e assim, preservar o maior número possível de vidas.
23 de maio de 2020 às 07:34
23 de maio de 2020 às 07:34
FOTO: DIVULGAÇÃO
Aviso aos navegantes: diante dos altos custos de manter pacientes do novo coronavirus em UTI’s ou Semi-UTI’s, planos de saúde estão retardando ao máximo a internação de usuários que estejam com a doença em fase inicial. Segundo comenta-se em alguns círculos médicos, a tática é postergar a internação para manter o paciente em casa por mais tempo possível, já que uma internação de pelo menos 10 dias em uma semi-UTI custa cerca de R$ 50 mil, segundo calcula o médico Enildo Alves, um nome de referência na hematologia potiguar e professor da UFRN por 40 anos.
“Tem que se dar um ‘basta’ nesses planos de saúde que não querem internar o doente para não gastar dinheiro. Pode citar que os planos de saúde de Natal, de um modo geral, estão evitando internar para não ter custos financeiros altos. Quando os pacientes precisam ser internados, não são internados, e vão pra casa morrer. Inclusive a letalidade no mundo inteiro é de cerca de 1% e aqui no Brasil é em torno de 7%. a 10 %. Por que morrem mais brasileiros? Porque não são bem tratados”, desabafa.
Semana passada, um natalense que contraiu o novo coronavirus, embora acompanhado por um médico amigo que lhe assistia, levou um “chá de cadeira” das 19 horas até a meia noite, numa sala de espera do hospital Memorial, para que um plano de saúde local autorizasse sua internação.
Mesmo doente, o cidadão só não voltou para casa por que o médico amigo que o acompanhava não permitiu.
CLOROQUINA
Aliás, o anúncio por parte da Unimed Natal de que está adotando a hidroxicloroquina em protocolo já no início dos sintomas, vem sendo criticado nos bastidores por médicos como o próprio Enildo Alves. ““Parem de receitar Cloroquina. Isso é um crime!”, diz o médico.
Em conversa com o BLOG DO FM, Alves destaca que o medicamento, além de não ser comprovadamente eficiente no combate ao novo coronavirus, provoca efeitos colaterais sérios na área cardíaca e pode levar até a cegueira. O médico lembra ainda que a Sociedade Brasileira de Cardiologia diz que não recomenda o uso do remédio.
“Eu vi um paciente de 52 anos usar esse medicamento e 40 horas depois morrer de parada cardíaca no Giselda Trigueiro. Isso tem que ser proibido o quanto antes”, ressalta e revela que os hospitais Giselda Trigueiro e da Hapvida são adeptos ao uso do medicamento.
“Existem outros medicamentos que podem ser utilizados para aliviar os sintomas. Como tamiflu, corticoide e remédios a base de zinco. Mas Cloroquina, não. Isso é um crime”, enfatiza.
AUMENTO DE CASOS
Enildo Alves também acredita que os casos de Coronavírus devem vão se multiplicar em Natal, podendo atingir até o final do próximo mês cerca de 70 por cento da população, já que o isolamento social está bem abaixo do patamar desejado.
“Um laboratório privado de Natal apresentou, em média, na última semana, 6 casos positivos para cada 10 exames realizados.
Ele destaca que é muito preocupante os números de casos de Coronavirus registrados no Rio Grande do Norte. “Os casos vão pipocar” adverte.
21 de maio de 2020 às 14:14
21 de maio de 2020 às 14:14
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Todo o planeta estava no meio de um “filme apocalíptico”, e
no Hospital Manoel Lucas de Miranda de Guamaré acontecia nessa quarta-feira,
20, a segunda cesárea gemelar, a cirurgia número 4.237, após cinco anos de
instalação do Centro Cirúrgico. Os dois bebês do sexo feminino, nasceram
saudáveis, às 12h27.
Na terceira gestação, a mãe das recém-nascidas, Janaína
Belarmino, de apenas 20 anos, residente no distrito de Baixa do Meio fez todo o
pré-natal na rede do município e no parto foi assistida pela equipe formada
pelas obstetras Maria Dalva e Luzinete Nascimento, com assistência do
médico-anestesista, Ovídio Cabral, do médico pediatra, James Brito e do médico
clínico-geral, Elison Freitas.
Inaugurado em 30 de janeiro de 2015, na gestão do
ex-prefeito Hélio Miranda, quando o atual prefeito, Adriano Diógenes era
Secretário Municipal de Saúde, equipado com duas salas, o Centro Cirúrgico do
Hospital Manoel Lucas de Miranda atualmente em razão da pandemia da Covid-19
está funcionando apenas com partos cesáreos.
Secretário Municipal de Saúde, Fabrício Moraes, destaca que
já são quase 5 mil cirurgias, sem intercorrências em Guamaré. “Temos uma equipe
médica e de enfermagem preparada que tomou todos os cuidados para proteger a
mãe e os bebês, diante da pandemia que estamos enfrentando”, destacou,
lembrando que o nascimento das gêmeas foi o segundo parto cesárea gemelar
realizado desde 2015 no município.
Nesse momento de pandemia, o Prefeito Adriano Diógenes tem
assumido a liderança no Comitê de Enfrentamento à Pandemia da Covid-19, com
medidas de sanitárias de controle e o apoio à população mais vulnerável. O
Hospital Manoel Lucas de Miranda está passando por reforma e vai ganhar uma
sala vermelha, reservada ao tratamento de pacientes em estabilização com o coronavírus.
18 de maio de 2020 às 10:09
18 de maio de 2020 às 10:09
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Tem início nesta segunda-feira (18) e segue até o dia 5 de
junho a segunda fase da terceira etapa da campanha de vacinação contra gripe
(influenza). São contemplados os professores de escolas públicas e privadas e
adultos acima entre 55 e 59 anos.
A intenção do Ministério da Saúde é vacinar 36,1 milhões de
pessoas deste grupo, total que corresponde ao percentual de 90% deste
público-alvo.
A terceira etapa iniciada em 11 de maio foi dividida entre
duas fases. Na primeira foram imunizadas as crianças entre 6 meses e menores de
6 anos, grávidas, mães no pós-parto e pessoas com deficiências.
De acordo com o Ministério da Saúde, foram vacinados 60,5% do grupo prioritário nas duas etapas anteriores.
18 de maio de 2020 às 09:10
18 de maio de 2020 às 09:10
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O Instituto Nacional da Saúde (NIH), órgão do Ministério da
Saúde dos Estados Unidos, lançou um teste clínico extenso para avaliar a
eficácia da combinação entre a hidroxicloroquina e o antibiótico azitromicina
para evitar a hospitalização e mortes por Covid-19, a doença causada pelo novo
coronavírus.
Estudos menores da China – e do Brasil, como no Piauí –
sugerem que o tratamento alivia a infecção respiratória, diminuindo a
letalidade da doença. No entanto, ao mesmo tempo, há pesquisas que apontam para
nenhuma melhora após o uso da hidroxicloroquina e, até mesmo, que seu uso pode
causar efeitos colaterais como parada cardíaca.
Hoje, a aplicação da hidroxicloroquina só pode ser feita em
pacientes hospitalizados, para que haja acompanhamento médico de perto para
efeitos colaterais.
Muitos testes clínicos estão sendo realizados ao redor do
mundo, mas este novo é o maior até então: randômico, com 2 mil participantes em
30 locais diferentes dos Estados Unidos.
O doutor Davey Smith, um pesquisador virologista, chefe da área de Doenças Infecciosas e Saúde Pública Global da escola de medicina da Universidade de San Diego, na Califórnia, conduzirá o estudo.
14 de maio de 2020 às 09:12
14 de maio de 2020 às 09:12
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Sempre em busca do que há de melhor no diagnóstico,
assistência, ensino e pesquisa, a Liga Contra o Câncer firmou importante
parceria com a Elsevier, empresa global especializada em informações analíticas
que contribui com instituições e profissionais para o progresso da assistência
à saúde e da ciência, e uma das seis maiores empresas de publicação científica
do mundo.
Através do convênio, a instituição passará a ter acesso
total à plataforma ClinicalKey, um banco de dados projetado com conteúdo
científico de ponta, que reúne vídeos, planos de cuidado, alertas clínicos e
outras informações produzidas por profissionais especializados de todo o mundo
com base nas mais recentes pesquisas e evidências, direcionados para as equipes
médicas e de enfermagem publicados pela Elsevier.
A parceria ganha ainda mais relevância diante do momento de
crise mundial fruto da pandemia de Covid-19, uma vez que os profissionais da
instituição poderão se adaptar rapidamente às práticas mais recentes e
permanecer na vanguarda para obter os melhores resultados possíveis.
“Com a parceria a Liga passa a ter acesso à maior biblioteca
médica digital da Elservier, permitindo a atualização constante do nosso corpo
clínico, da equipe multidisciplinar e de residentes. Servirá também de base
para o desenvolvimento de novos projetos de pesquisa e será uma fonte sólida de
informações científicas, ajudando nas decisões necessárias na nossa prática
assistencial”, afirma Edilmar de Moura Santos, Coordenador de Ensino e Pesquisa
da Liga.
A ferramenta usa como base os padrões mais recentes de
atendimento, onde os dados sustentados por evidências determinam o diagnóstico,
colaboram com a realização de planos de tratamento e apoiam os profissionais de
saúde a tomar as melhores decisões possíveis, ajudando na prestação de um
melhor atendimento com o fornecimento de respostas rápidas e críveis.
12 de maio de 2020 às 16:39
12 de maio de 2020 às 16:39
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Comparada inicialmente a uma pneumonia, a Covid-19 tem
efeitos que vão muito além da infecção no pulmão e que podem deixar sequelas
depois da fase aguda da doença por tempo indeterminado.
Médicos hoje consideram a Covid-19 uma doença complexa, que
exige tratamentos para diversas partes do corpo ao mesmo tempo a fim de evitar
a morte nos pacientes em estado mais grave.
“É uma doença multissistêmica. Nenhum órgão vai escapar”,
diz Rosana Richtmann, infectologista do instituto Emílio Ribas. “Há a ação
direta e indireta do vírus, e ainda há os efeitos dos medicamentos, necessários
para salvar o paciente.”
O vírus se conecta a um receptor específico, o ECA2, que
está presente em células do sistema respiratório, intestino, rins e vasos
sanguíneos. Nessas áreas, o efeito do invasor para destruir as células é direto
e localizado.
A presença do vírus desencadeia a tempestade de citocinas,
proteínas que regulam a resposta imunológica, e que surgem para ajudar o corpo
a se defender do invasor. Mas em alguns casos essa resposta pode ficar
descontrolada e atrair mais células inflamatórias para a região, o que
prejudica ainda mais os órgãos afetados pelo vírus.
Segundo Richtmann, a Covid-19 pode ser comparada mais adequadamente à sepse, doença sistêmica que ocorre quando a resposta imunológica para combater uma infecção localizada fica descontrolada e acaba por espalhar a infecção pelo corpo.
24 de abril de 2020 às 10:50
24 de abril de 2020 às 10:50
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Pelo menos 12 vagas oferecidas pelo Programa Mais Médicos em
Natal não foram preenchidas, segundo informações da Secretaria Municipal de
Saúde. Das 42 vagas disponibilizadas, 30 tiveram inscrições validadas, mas até
a manhã de quinta-feira (23), apenas 11 profissionais já tinham se apresentado
para assumir o cargo nas unidades de saúde da família onde foram lotados. O
prazo máximo para apresentação é esta sexta-feira (24).
De acordo com o Ministério da Saúde, o objetivo é que os
profissionais reforcem o atendimento ao coronavírus na atenção primária.
Dos 30 selecionados para Natal, 4 sequer apresentaram os
documentos para validação até a manhã de quinta, enviando-os para o e-mail
[email protected]. De acordo com o município,será publicada uma 2ª chamada
para preenchimento de vagas no site da Secretaria de Saúde (aqui).
O médico Tallys Ranier Dantas, de 31 anos, foi lotado na
Unidade de Saúde da Família do bairro das Quintas, Zona Oeste da cidade, e já
está exercendo suas atividades na unidade. “Eu acho o Programa Mais Médicos um
programa bem estruturado. Porque além de prestar assistência às unidades de
saúde mais remotas, ele leva o acesso para aquelas pessoas que antes não
contavam com médicos em suas unidades, como as mais distantes dos centros”,
afirmou.
As inscrições para o programa foram abertas em março, após a publicação do Edital 05/2020 pelo Ministério da Saúde. Ao todo, 106 vagas foram disponibilizadas para o Rio Grande do Norte. O resultado saiu no último dia 10 e, desde o dia 15, os profissionais podem assumir os postos, em todo o país.
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