13 de novembro de 2025 às 17:19
13 de novembro de 2025 às 17:19
FOTO: FRANCISCO DE ASSIS
O vereador Fúlvio Saulo (Solidariedade), relator da Comissão Especial Processante, protocolou na tarde desta quarta-feira (13) o relatório final que trata da possível cassação da vereadora Brisa Bracchi (PT) na Câmara Municipal de Natal. No documento, o parlamentar formaliza seu voto pela cassação da petista e solicita que o presidente da Casa marque a sessão de julgamento.
A denúncia que originou o processo foi apresentada pelo vereador Matheus Faustino (UB), sob a alegação de que a destinação de recursos de emenda impositiva para o evento “Rolé Vermelho: Bolsonaro na Cadeia”, em agosto, teria assumido um caráter político-partidário irregular.
Conclusão Técnica: Violação de Princípios Constitucionais
Ao longo de quase três meses de trabalho, a comissão conduziu a fase de análise técnica, ouvindo gestores, servidores, produtores culturais, artistas e a própria vereadora, sempre assegurando o direito ao contraditório e à ampla defesa.
O relatório final, elaborado após a avaliação minuciosa de todos os depoimentos e documentos anexados aos autos, conclui pela configuração de infração político-administrativa e quebra de decoro parlamentar.
O relator Fúlvio Saulo entendeu que houve violação aos princípios constitucionais da moralidade e da impessoalidade na aplicação dos recursos públicos em um evento de natureza política. O parecer destaca que o decoro parlamentar refere-se a atos públicos que podem comprometer a imagem e a credibilidade do Poder Legislativo.
O vereador Fúlvio Saulo ressaltou a natureza da decisão:
“Houve especulação antes da entrega, mas agora o relatório está oficialmente protocolado. Conduzimos todo o processo com serenidade, transparência e respeito à legalidade. O parecer é técnico, baseado nas provas, e meu voto foi pela cassação.”
O relator esclareceu que a comissão tinha apenas duas possibilidades de voto: recomendar a cassação ou rejeitar a denúncia.
🗳️ Próximos Passos na Câmara
Com a entrega oficial do relatório, o processo avança:
Votação na Comissão: O relatório será votado pelos membros da comissão na próxima segunda-feira (17).
Deliberação em Plenário: Após a votação da comissão, o processo segue para a Presidência da Câmara Municipal de Natal, que deverá agendar a sessão de julgamento final para que o Plenário delibere sobre a cassação.
A comissão é composta pela presidente Anne Lagartixa (Solidariedade), pelo relator Fúlvio Saulo (Solidariedade), e pelo membro Daniel Valença (PT).
13 de novembro de 2025 às 15:39
13 de novembro de 2025 às 15:39
FOTO: DIVULGAÇÃO
O prefeito de Natal, Paulinho Freire, recebeu nesta quarta-feira (13) a visita do presidente do Sindicato dos Auditores Fiscais do RN (Sindifern), Márcio Medeiros, acompanhado da diretora de Comunicação da entidade, Ana Zélia. Os representantes do fisco estiveram no gabinete para entregar pessoalmente o convite oficial do 20º Congresso Nacional do Fisco Estadual e Distrital (Conafisco), que será realizado na capital potiguar entre os dias 24 e 28 de novembro de 2025.
O Conafisco é promovido pela Fenafisco em parceria com o Sindifern e reúne auditores fiscais de todo o país. A edição de 2025, em Natal, também sediará o 9º Encontro Nacional de Aposentandos, Aposentados e Pensionistas do Fisco Estadual e Distrital (Enape), ampliando o intercâmbio entre gerações e fortalecendo o debate nacional sobre administração tributária.
Durante o encontro com o prefeito, os representantes do Sindifern destacaram a importância do evento para o Rio Grande do Norte, tanto na área técnica — com discussões sobre justiça fiscal, desenvolvimento social e políticas tributárias — quanto no impacto econômico e institucional para a cidade.
Paulinho Freire agradeceu o convite e reafirmou que Natal está preparada para receber um dos mais relevantes encontros do fisco brasileiro, que inclui programação com palestras, atividades culturais e momentos de integração.
13 de novembro de 2025 às 10:30
13 de novembro de 2025 às 06:03
FOTO: LUZIA CAVALCANTI
A vereadora de Natal Thabatta Pimenta confirmou que será candidata a deputada federal nas eleições de 2026. Ela revelou que seu nome está sendo construído em articulação com outras lideranças do País para formar a primeira “bancada trans” da Câmara dos Deputados, ao lado de parlamentares como Erika Hilton (Psol-SP) e Duda Salabert (PDT-MG).
“A nossa pré-candidatura é a deputada federal. Há um chamamento de outras figuras trans de todo o País. Nós estamos criando um movimento nacionalizado, que é, além de tudo, ter a primeira bancada trans do Congresso Nacional”, afirmou ela, em entrevista à TV Agora RN nesta quarta-feira 12.
Thabatta disse ver na iniciativa uma resposta à falta de representatividade e de defesa de direitos humanos no Parlamento. “A gente está vendo aí bancada da bala, bancada tratorando o direito de tantas outras pessoas. E por que não também ter essa bancada e ter esse recorte do Nordeste, de ser a primeira mulher trans e travesti, mãe atípica nordestina, chegando na Câmara Federal?”, questionou.
Durante a entrevista, Thabatta confirmou que mantém conversas com a federação formada por PT, PV e PCdoB. Embora ainda filiada ao Psol, a parlamentar não descartou disputar a eleição por um partido da federação, avaliando que, desta forma, teria maior chance de ser eleita. A saída, porém, precisa ser autorizada pelo Psol – que tem resistido a perder o quadro.
“O que eu estou pedindo do meu partido, tanto a nível estadual como federal, é avaliar o que está em jogo, não só aqui, mas de uma forma nacional. Eu estive com a presidente nacional do Psol e disse assim: ‘olha, não bate a conta’. Eu não quero que aconteça a mesma coisa que aconteceu a outra vez”, disse Thabatta.
A vereadora lembrou que, em 2022, a federação PT-PV-PCdoB obteve votação suficiente para eleger três deputados federais, mas só conquistou duas cadeiras por falta de candidatos que superassem a cláusula de barreira individual. Se Thabatta tivesse concorrido pela federação naquele pleito, teria sido eleita, pois conquistou mais de 40 mil votos disputando pelo PSB.
Ela aproveitou para criticar a atual configuração do Congresso e defendeu que candidaturas progressistas conquistem mais cadeiras na próxima disputa. “O Congresso Nacional está horrível e precisa mesmo que a gente dê as mãos no que está acontecendo diariamente”, afirmou. “A gente está vendo o pior Congresso Nacional da história do nosso país”, concluiu.
Thabatta negou que tenha sentido resistência de integrantes do PT ou de outras siglas da federação ao seu nome. Segundo ela, o suposto “estranhamento” foi algo criado mais pela imprensa do que por dirigentes partidários. “Eu nunca senti isso, até porque eu não me vejo como ameaça, eu me vejo mais no sentido de construção. O meu nome estar na federação faz com que essa federação tenha três cadeiras ou até quatro. A gente não sabe o que pode acontecer”, completou.
A vereadora afirmou ter relação próxima com a governadora Fátima Bezerra (PT) e com Samanda Alves, presidente do PT no Estado e sua colega na Câmara Municipal de Natal. Disse também que foi convidada pelo próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva para ingressar no PT.
“O próprio presidente esteve aqui e mexeu comigo. Ouvir do presidente dizer assim: ‘eu quero você dentro do Partido dos Trabalhadores, a gente quer você deputada federal’. Isso mexeu comigo”, relatou.
Apesar do convite, Thabatta frisou que ainda não há decisão definitiva sobre uma possível filiação. “Olha o que está em jogo. Eu vou mesmo ser candidata do Psol? Olha o quanto vai ser difícil para mim’”, afirmou.
Experiência na Câmara de Natal
Eleita em 2024 com mais de 7 mil votos, Thabatta Pimenta está em seu primeiro mandato na Câmara Municipal de Natal, depois de ter exercido o mesmo cargo no município de Carnaúba dos Dantas. Na entrevista, ela contou que o início na capital foi marcado por resistência e preconceito, mas que tem conseguido conquistar respeito e ampliar o debate sobre direitos humanos.
“Por muitas vezes, a gente tem que acessar até questões que eu não acessaria e não acessava, por exemplo, na Câmara Municipal de Carnaúba dos Dantas. Debates que mexeram com lugares que eu nunca imaginei, até de gatilhos na minha vida, de ouvir falas, não só de outros parlamentares, mas de pessoas que achavam que aquele lugar era um lugar que poderia me atacar de todas as formas”, relatou.
Ela disse que os ataques transfóbicos sofridos dentro e fora da Câmara — alguns deles com repercussão nacional — transformaram-se em combustível para sua atuação. “Ali não é ataque só à Thabatta, é a muitas pessoas como eu. Mas também está sendo mostrado que a defesa que eu faço, não só à minha comunidade, é também por outras pessoas”, afirmou.
Apesar das hostilidades, a vereadora diz perceber avanços no reconhecimento de sua atuação. “Hoje a gente tem até o entendimento de pessoas que pensavam totalmente diferente, vendo inclusive parlamentares que para muitos seriam de extrema, até defendendo as minhas questões”, destacou.
Oposição na Câmara e relação com o Executivo
Integrante da bancada de oposição ao prefeito Paulinho Freire (União), Thabatta disse que, embora minoria, os quatro vereadores oposicionistas têm conseguido “ecoar as vozes de muita gente”. “E nunca a gente votou contra Natal, é sempre trazendo o olhar da população da melhor forma possível”, garantiu.
A parlamentar criticou o que chamou de tentativas da bancada governista de “tratorar” projetos sem debate. “Tem vezes que chegam projetos que querem tratorar tudo. A gente vê debates importantíssimos e custa a pautar. Quando até projetos parecidos o prefeito passa, é rápido demais, é ligeiro demais”, relatou.
Segundo Thabatta, suas redes sociais têm sido instrumento fundamental para dar visibilidade aos temas debatidos na Câmara. “Hoje eu sou a política mais seguida do Estado e faço questão, quando tem debates e projetos importantíssimos, dizer assim: ‘ó, vai ser pautado isso’. Aí coloca aquele olhar muito grande para dentro da Câmara”, explicou.
Avaliação sobre 2026
Ao falar sobre o ambiente político de 2026, Thabatta avaliou que a próxima eleição ainda será marcada pela polarização nacional, mas acredita na reeleição do presidente Lula.
Sobre o quadro local, ela disse enxergar o cenário dividido tanto na base governista quanto na oposição, e ressaltou que o eleitor precisa compreender o peso do voto. “É esse voto que pode mudar de alguma forma o que a gente vivencia de uma forma real”, declarou.
“O povo está começando a entender o que está colocado e eu vejo que realmente vai haver uma grande renovação, porque trataram sempre o povo como bobo, mas o povo está aprendendo a votar”, afirmou.
13 de novembro de 2025 às 10:15
13 de novembro de 2025 às 06:01
FOTO: WALDEMIR BARRETO
O senador Rogério Marinho (PL) reafirmou sua pré-candidatura ao Governo do Rio Grande do Norte nas eleições de 2026. Em entrevista à rádio 95 FM de Caicó nesta quarta-feira 12, ele disse que está disposto a assumir o enfrentamento da crise do Estado, mesmo sem ser, nas palavras dele, o nome “mais simpático” da disputa. O parlamentar, porém, declarou que se vê como alguém com “coragem” para adotar medidas duras e impopulares, que, segundo ele, serão necessárias para recuperar as finanças públicas, destravar investimentos e recolocar o RN em rota de desenvolvimento.
O pré-candidato a governador afirmou considerar que a disputa de 2026 exige “muita responsabilidade”, sobretudo pela situação que, na visão dele, o Rio Grande do Norte enfrenta hoje, com problemas em áreas como educação, infraestrutura, saúde, segurança e ambiente de negócios. Ele lembrou que hoje é líder da oposição no Senado e secretário-geral do PL nacional, o que o coloca também na linha de frente da articulação política em outros estados.
O senador resgatou o trabalho de “Rota 22”, projeto em que percorreu municípios potiguares e realizou encontros regionais com aliados e setores da sociedade. Segundo ele, dessas reuniões nasceu uma espécie de plano de governo em construção, pensado para “enfrentar o grave quadro de desgoverno que o Rio Grande do Norte enfrenta” a partir de 2027. Ele afirmou que o objetivo não é apenas apontar problemas, mas apresentar caminhos, com “austeridade”, “parcerias” e “criatividade” para recuperar o Estado.
No momento mais político da entrevista, Rogério tratou de sua própria imagem perante o eleitorado e fez uma espécie de autodefinição como gestor. “Eu tenho a convicção que talvez eu não seja o mais popular, o mais simpático. Mas eu lhe asseguro que eu tenho muita responsabilidade, muita coragem, muita decisão e senso de responsabilidade para fazer o que é certo e tomar as medidas adequadas para restabelecer a governabilidade do Estado do Rio Grande do Norte. Entregar o Estado para os seus legítimos donos, que são a população, que hoje tem um governo de costas para ela”, declarou.
Ao falar sobre o tabuleiro eleitoral de 2026, Rogério Marinho destacou que a pré-candidatura não é um projeto individual, mas parte de um grupo político que reúne hoje parte expressiva da oposição à governadora Fátima Bezerra (PT). Ele contou que mantém diálogo frequente com o ex-prefeito de Natal Álvaro Dias (Republicanos), com o atual prefeito da capital, Paulinho Freire (União), e com o senador Styvenson Valentim (PSDB), entre outras lideranças. Ele não citou o prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União), que costura uma candidatura de terceira via.
“Nós temos hoje um grupo fechado. Há uma convicção que desse grupo é que sairá, eu diria, o cerne, o centro das candidaturas majoritárias que serão apresentadas no próximo ano”, afirmou.
Rogério ressaltou a musculatura do PL no Estado, destacando que o partido deve chegar a oito deputados estaduais após a janela partidária, além de três deputados federais, mais de 20 prefeitos e cerca de 200 vereadores. Segundo ele, hoje PL e PT disputam a hegemonia política no Rio Grande do Norte. Na entrevista, ele associou o campo que representa à defesa de temas como família, segurança pública rigorosa, direito de propriedade, parcerias com a iniciativa privada e rejeição a propostas de descriminalização das drogas.
Estado andou para trás na educação e está implodido nas finanças, diz senador
A partir desse cenário, o senador construiu uma crítica dura à gestão da governadora Fátima Bezerra (PT). Ele afirmou que o Estado “andou para trás” em diversas áreas e citou a educação como um dos exemplos mais graves. Rogério lembrou que o RN aparece na última colocação do País em indicadores de ensino básico e acusou o governo de tentar “maquiar” os números. Segundo ele, a adoção de regras que facilitam a aprovação automática de alunos pode até melhorar o índice, mas não garante qualidade. “Nós fomos o último colocado do Brasil no Índice de Desenvolvimento do Ensino Básico, último”, disse, ao criticar o que vê como falta de foco em proficiência em português, matemática e ciências.
Na área fiscal, Rogério descreveu um Estado “implodido”, sem capacidade de investir com recursos próprios e com dificuldades para firmar convênios com municípios. Ele citou a malha viária estadual, que, segundo ele, tem um percentual ínfimo de trechos recuperados diante da demanda, e hospitais regionais sobrecarregados, o que faz com que boa parte dos casos mais graves acabe chegando a Natal. Na segurança, criticou o modelo em que muitas prefeituras bancam diárias operacionais e até combustível para assegurar a presença de policiais militares nas cidades.
Outro alvo foi o setor ambiental. Rogério acusou o Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente (Idema) de ser um entrave para a instalação de indústrias, resorts e outros empreendimentos, com processos de licenciamento que se arrastariam por anos. Para ele, o órgão deveria ter atuação pedagógica, orientando os projetos, em vez de se transformar em bloqueio para investimentos. Na sua leitura, a combinação de insegurança jurídica e ideologização teria afugentado interessados em investir no Estado.
O senador também procurou estabelecer um contraste entre as obras estruturantes que diz ter viabilizado quando foi ministro do Desenvolvimento Regional, no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, e a atuação da atual gestão federal e estadual. Ao longo da entrevista, ele citou o Canal do Apodi, a conclusão da Barragem de Oiticica, a adutora do Agreste, obras ligadas à transposição do São Francisco e a recuperação de barragens como Traíras, afirmando que todas foram planejadas, licitadas e tiveram recursos assegurados na gestão anterior.
Segundo Rogério, “não há nenhuma obra estruturante iniciada pelo governo do presidente Lula” no Rio Grande do Norte. Ele afirma que o que está em execução hoje seria herança do governo anterior.
Projeto para futura gestão
Como proposta para o futuro, Rogério Marinho defendeu um programa de governo baseado em recuperação fiscal, reorganização da máquina pública e retomada de investimentos por meio de parcerias com o setor privado. Ele mencionou a necessidade de dialogar com os demais poderes para que sobras orçamentárias ao fim do ano retornem ao Executivo e sejam direcionadas a áreas como saúde, educação e segurança.
Disse ainda que, em fevereiro ou março do próximo ano, pretende apresentar um projeto detalhado para o Estado, construído a partir das experiências do “Rota 22” e dos debates com a sociedade.
13 de novembro de 2025 às 10:00
13 de novembro de 2025 às 06:56
FOTO: EBC
A recondução de Paulo Gonet para a Procuradoria-Geral da República (PGR), com 45 votos a 26, acendeu um sinal de alerta no Palácio do Planalto. O placar, um dos mais apertados desde a redemocratização, foi visto por aliados do governo e por ministros do STF como um recado direto sobre a resistência que Jorge Messias, atual advogado-geral da União, pode enfrentar ao ser indicado para a Corte.
A disputa expôs o peso político do grupo comandado por Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que tem papel central nas sabatinas do Senado. Sem o apoio dele e de sua base, a aprovação de Messias dificilmente alcançaria os 41 votos necessários. Mesmo assim, Lula tem reafirmado confiança no nome do ministro e pretende intensificar a articulação com senadores nas próximas semanas.
Nos bastidores, governistas tentam minimizar o resultado e apontam o cenário atual do Senado como reflexo da fragmentação entre oposição, centrão e base aliada. Já líderes oposicionistas destacam que o desempenho de Gonet — mesmo sem uma mobilização ampla — mostra força suficiente para dificultar novas indicações do Executivo.
Integrantes do centrão admitem que a votação de Messias pode se transformar em uma disputa ainda mais acirrada, com negociações envolvendo aliados de André Mendonça e possíveis acordos entre bancadas. Para ministros do STF, o recado foi claro: o governo precisará calibrar a articulação política se quiser garantir maioria na próxima votação.
13 de novembro de 2025 às 09:45
13 de novembro de 2025 às 09:24
FOTO: DIVULGAÇÃO
O deputado estadual Tomba Faria (PL) enviou um recado direto ao prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União Brasil), durante entrevista à 98 FM de Natal, nesta quarta-feira (12). Ao comentar a composição da direita potiguar para as eleições de 2026, o parlamentar afirmou que Allyson “vai ter que escolher” entre Zenaide Maia (PSD) e os demais aliados conservadores.
Enquanto defendia a união da oposição, ele foi questionado sobre a parceria do prefeito de Mossoró com a senadora Zenaide Maia, de quem o mossoroense afirmou “não soltar a mão”. “Aí ele vai ter que escolher: ou solta a mão dela, ou fica sem a mão dos outros”, disparou Tomba.
A fala demonstra o isolamento do grupo bolsonarista ao prefeito mossoroense, caso ele insista na aliança com a senadora, que integra a base de apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Durante a entrevista, o deputado defendeu a união das forças da direita no Rio Grande do Norte para vitória em primeiro turno. “Acho que a direita deve fazer um esforço enorme para unir todo mundo. Defendo a união da direita. Se a direita se unir, nem segundo turno tem”, afirmou.
Tomba destacou que a formação de uma chapa única, reunindo lideranças como Rogério Marinho (PL), Styvenson Valentim (PSDB), Álvaro Dias (Republicanos) e Allyson Bezerra (UB), é essencial para o fortalecimento do grupo.
“Para fazer a chapa completa, precisaria também do prefeito de Mossoró, que está fazendo uma boa administração, e vamos ver qual seria a parte dele, onde ele entraria. Qual o espaço que ele teria. Mas na hora que une, você sai fortalecido”, disse o parlamentar.
O deputado alertou que a existência de múltiplas candidaturas no campo conservador pode desorganizar o projeto eleitoral, mas enfraquece Allyson: “Ou então [se não unir] vai para a disputa com três candidatos. Todo mundo quer ser, ninguém abre mão, mas lembrando que Rogério Marinho já abriu mão várias vezes. Com três candidaturas, zera o jogo. O prefeito sai da prefeitura, aí já muda as coisas”, analisou.
Ao ser questionado sobre a possibilidade de o senador Rogério Marinho (PL) disputar o governo do Estado ou se engajar em um projeto nacional, Tomba reafirmou o apoio ao correligionário, a quem considera o melhor preparado para liderar a direita potiguar.
“Tenho conversado com Rogério Marinho. Ele sempre me disse que é candidato a governador. É um grande nome, capaz. Mostrou isso na CPMI do INSS”, afirmou.
O deputado também elogiou o ex-prefeito de Natal, Álvaro Dias, e o senador Styvenson Valentim, mas reforçou que Rogério é o nome mais forte do grupo.
“Álvaro Dias também é um bom nome, mas eu vejo Rogério mais preparado. A direita está chegando e eu acho que é a vez. Rogério Marinho e Styvenson Valentim. Álvaro Dias seria um grande nome também. Há ainda Allyson Bezerra, prefeito de Mossoró, todos são bons candidatos. Mas vejo Rogério como o melhor”, declarou.
Tomba também falou sobre a nominata do PL para as eleições de 2026 e adiantou que o partido deve eleger entre sete e oito deputados estaduais. “A nominata do PL deve eleger entre sete e oito candidatos. Temos nomes como Gustavo Carvalho, Terezinha, Júlio César, Coronel Azevedo. Se fala em Adjuto Dias, Luís Eduardo e Jorge do Rosário, de Mossoró. Esperamos que seja forte a nominata”, afirmou.
13 de novembro de 2025 às 09:30
13 de novembro de 2025 às 06:28
FOTO: WALDEMIR BARRETO
Em entrevista ao Panorama 95, apresentado por Marcos Dantas, nesta quarta-feira (12), o senador e presidente estadual do PL, Rogério Marinho, confirmou que é pré-candidato ao Governo do Rio Grande do Norte nas eleições de 2026. “Sou líder da oposição no Senado e tenho responsabilidade nesse processo. A partir do final deste ano, pretendo me dedicar ainda mais ao Rio Grande do Norte”, declarou. Informação do Blog de Heitor Gregório.
Durante a conversa, o parlamentar fez duras críticas à atual administração estadual.
O senador destacou ainda obras estruturantes realizadas no Estado durante o governo Jair Bolsonaro.
Marinho também comentou sobre a articulação política da oposição e possíveis alianças para o pleito de 2026. “Temos um grupo consolidado com o prefeito Paulinho Freire, o ex-prefeito Álvaro Dias e o senador Styvenson Valentim. Desse grupo sairá o núcleo das candidaturas majoritárias”, afirmou.
Encerrando, o senador disse que sua pré-candidatura representa “a defesa da família, da responsabilidade fiscal e da eficiência do Estado”. “Talvez eu não seja o mais popular, mas tenho coragem e senso de dever para fazer o que é certo e devolver o governo ao povo potiguar”, concluiu.
13 de novembro de 2025 às 08:15
13 de novembro de 2025 às 10:27
FOTO: REPRODUÇÃO
Opina pela cassação de Brisa Bracchi o parecer do relator da Comissão Especial designada para apurar denúncias de uso irregular de emendas da vereadora Brisa Bracchi (PT), Fúlvio Saulo (Solidariedade), conforme apurou o Blog do Dina com múltiplas fontes na CMN. O texto será levado ao plenário da Câmara Municipal de Natal para votação.
O processo está instruído e pode ser pautado para votação a qualquer momento. Conforme apurou o blog, o clima é de tensão e dúvidas a respeito do desdobramento do caso.
Nessa semana, Brisa entregou suas alegações finais. Ao longo do processo, ela argumentou publicamente que o caso se tratava “violência política, de gênero e de tentar silenciar um mandato de oposição militante popular, que segue na luta e de cabeça erguida todos os dias aqui em Natal”.
A vereadora Brisa Bracchi (PT) é alvo de um pedido de cassação protocolado pelo vereador Matheus Faustino (UB), que a acusa de usar R$ 18 mil em emendas impositivas para financiar shows no evento “Rolé Vermelho – Bolsonaro na Cadeia”, realizado em 9 de agosto.
O documento que pede a cassação de Brisa Bracchi aponta uso de recursos públicos com fins político-partidários, citando possíveis violações à Constituição, à Lei de Improbidade Administrativa e ao Regimento Interno da Câmara de Natal.
Brisa Silva Bracchi, nascida em Natal em 1997, é vereadora pelo Partido dos Trabalhadores (PT), historiadora formada pela UFRN e técnica em Controle Ambiental pelo IFRN. Tornou-se, aos 22 anos, a mulher mais jovem eleita vereadora na história de Natal, com forte atuação em direitos das mulheres, população LGBT+, cultura e educação.
Oriunda do movimento estudantil, foi dirigente da UBES, do DCE da UFRN e da União Estadual dos Estudantes. No Legislativo, liderou a bancada de oposição e foi autora de leis voltadas à saúde integral da população LGBTI+, combate à violência política de gênero e igualdade cultural.
Premiada como Parlamentar Destaque em 2022, Brisa também denunciou ameaças de violência sexual e misoginia sofridas durante o mandato, tornando-se símbolo de resistência feminista e política na Câmara Municipal de Natal. Em 2020, foi eleita com 2.091 votos, sendo reeleita quatro anos depois com 6.877 votos. O pedido de cassação de Brisa Bracchi é a mais severa crise que a parlamentar enfrentou em sua trajetória.
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