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Categoria: Política

Governo e oposição pressionam Alcolumbre em CPI para saber quais senadores foram visitados por ‘Careca do INSS’

FOTO: BRENNO CARVALHO

A imposição de sigilo às informações sobre entrada e saída de suspeitos de praticar fraudes no INSS em gabinetes de senadores virou um foco de tensão entre integrantes da CPI que apura fraudes no instituto e o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP). A pressão inicial partia de nomes da oposição, que tentavam ter acesso à relação de gabinetes que o empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, visitou nos últimos anos — o empresário vai comparecer nesta segunda-feira à CPI para depor. O pedido, contudo, ganhou o endosso dos governistas, que tentam comprovar que parlamentares bolsonaristas receberam dirigentes de associações também ligadas a descontos irregulares de aposentados e pensionistas antes de 2022.

Na quinta-feira, o colegiado aprovou a quebra dos sigilos fiscal, bancário e telefônico do Careca do INSS. Anteontem, o empresário foi preso por risco de fuga em operação da Polícia Federal.

Há duas semanas, em encontro com o presidente do colegiado, o senador Carlos Viana (Podemos-MG), Alcolumbre se negou a abrir os dados, mantidos sob sigilo de até 100 anos por decisão da gestão de Rodrigo Pacheco (PSD-MG) com o argumento de que esse tipo de informação “feriria o direito à intimidade e à vida privada e infringiria a imunidade parlamentar”.

Senadores próximos de Alcolumbre, como Weverton Rocha (PDT-MA), já admitiram ter tido encontros com o Careca do INSS em seus gabinetes. A divulgação dos dados poderia apontar mais encontros dele com membros da base governista e aliados de Alcolumbre, o que causaria desgaste, afirmam parlamentares da oposição.

Saída institucional

Por outro lado, parlamentares governistas pressionam Alcolumbre para saber se representantes de entidades ligadas às fraudes no INSS, como a Amar Brasil Clube de Benefício (ABCB) e a Associação dos Aposentados Mutualistas para Benefícios Coletivos (Ambec), foram recebidos em gabinetes de senadores de oposição durante o mandato de Jair Bolsonaro (PL).

Governistas afirmam ainda que os dados poderiam mostrar encontros de membros de partidos de centro que defendem um desembarque do governo, como o PP e o União Brasil.

Ligado à oposição, o relator da CPI, o deputado Alfredo Gaspar (União-AL), diz que o colegiado ainda procura uma saída institucional para ter acesso aos dados, mas que seus integrantes já cogitam uma medida judicial:

— Estamos tentando resolver com diálogo. Essas informações são importantes. Mas, caso se mostrem realmente imprescindíveis para os trabalhos, se não tivermos uma solução, poderemos entrar com um mandado de segurança, judicializar a questão. Na Câmara, por exemplo, não há essa restrição à informação.

Carlos Viana põe panos quentes no conflito, apesar de ter recebido a negativa de Alcolumbre. A Casa já se dispôs a informar o nome e a data de entrada dos suspeitos, sem referência ao destino.

— O presidente Alcolumbre não se mostrou aberto a abrir os dados de entrada e saída nos gabinetes. Até o momento, teremos o controle do acesso dos suspeitos às dependências do Senado, o que já pode nos dar pistas que podem pautar os trabalhos da CPI — diz.

Ontem, o senador anunciou que Antunes irá à comissão na sessão de hoje. A informação foi apresentada após o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinar que a presença dele é opcional.

— Apesar de toda a decisão do Supremo, nós estamos em contato com a defesa do suspeito e ele confirmou que deseja ir à CPI para apresentar a versão que ele tem de todo esse escândalo, de todos os fatos que estão sendo divulgados — afirmou.

Pressão dos polos

Senadores dos dois polos políticos, porém, ainda pressionam Alcolumbre. Procurado, o parlamentar não se manifestou.

— Se a CPI foi aberta, não pode haver restrição de informação para quem é investigado. Não há acordo para preservar quem quer que seja, precisamos dos dados das visitas do Careca do INSS e de outros suspeitos — diz Rogério Marinho (PL-RN).

O coordenador da bancada governista na CPI, o deputado Paulo Pimenta (PT-RS), afirma que a “autoblindagem” do Senado não pode impedir que informações mostrem que as fraudes ocorriam antes do mandato de Lula:

— Queremos que as visitas do Careca do INSS não tenham sigilo, assim como queremos saber por onde andaram os operadores do esquema durante o governo Bolsonaro. Não desistiremos.

O Globo

Ivan Baron se reúne com Walter Alves e pode representar a Inclusão e Juventude no MDB em 2026

FOTO: DIVULGAÇÃO

O influenciador digital e ativista pela inclusão, Ivan Baron, participou de reunião na sexta-feira (12) com o governador em exercício do Rio Grande do Norte e presidente estadual do MDB, Walter Alves. O encontro teve como pauta central o debate sobre políticas públicas para pessoas com deficiência, juventude e participação cidadã.

Durante a conversa, Ivan destacou a importância de abrir espaços de escuta para jovens potiguares e reforçou a necessidade de fortalecer a inclusão como eixo central das políticas públicas no estado. Walter Alves, por sua vez, ressaltou que o MDB tem buscado renovar seus quadros e aproximar-se das pautas que impactam diretamente as novas gerações.

A aproximação sinaliza que Ivan pode vir a representar a voz da juventude no partido nas Eleições de 2026, fortalecendo a pauta inclusiva dentro do MDB e incentivando a participação política de pessoas com deficiência.

Novo Notícias

“Seria imbatível”, diz Camila Araújo sobre possível chapa Tarcísio presidente e Rogério vice

FOTO: JOSÉ ALDENIR

A vereadora de Natal Camila Araújo (União) afirmou que a oposição já tem nomes fortes para disputar as eleições presidenciais de 2026. Em entrevista à TV Agora RN nesta sexta-feira 12, ela disse acreditar que a direita seguirá firme mesmo após a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal (STF).

Segundo Camila, uma eventual chapa com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), como candidato à Presidência, e o senador potiguar Rogério Marinho (PL) como vice teria condições de vencer a disputa. “Seria uma chapa imbatível”, declarou Camila, ao comentar a possibilidade de aliança.

Para a vereadora de Natal, Rogério Marinho é “um ícone da nossa política”, lembrando sua trajetória como ministro do Desenvolvimento Regional, quando levou obras de impacto para o Estado, e sua atual posição de liderança no Senado. “Ele é inteligente, é um excelente técnico. Fez um excelente trabalho quando foi ministro”, acrescentou.

A vereadora destacou que a presença de Rogério como vice em uma chapa nacional teria ainda um peso estratégico para o fortalecimento da direita no Nordeste, região onde o bolsonarismo encontra maior resistência.

Sobre o papel de Jair Bolsonaro em 2026, Camila Araújo afirmou que a direita não se resume ao ex-presidente e que o movimento continuará organizado em torno de valores conservadores. “A direita não é um movimento de um homem só. A direita não é bolsonarismo. A direita é um movimento que defende os valores inegociáveis: Deus, Pátria, Família e Liberdade”, disse.

Segundo a parlamentar, o apoio de Bolsonaro, mesmo inelegível, será decisivo para indicar um sucessor. “Com certeza, Bolsonaro, estando inelegível, agora condenado, vai se ter um alguém que será representante, com apoio do Bolsonaro, obviamente, e nós vamos continuar de pé, erguidos, e nós não vamos parar, porque nós temos uma causa”, afirmou.

Entre os possíveis nomes para herdar esse capital político, Camila citou Michelle Bolsonaro e Tarcísio de Freitas. A vereadora considera que a ex-primeira-dama teria papel fundamental no Senado Federal, como contraponto ao STF.

“Michelle é muito útil para nós no Senado Federal. Nós precisamos de senadores que consigam, agora, resgatar o Brasil desse problema que está. Porque, hoje, quem está legislando, quem está julgando, quem está quase administrando é o STF. E o Senado Federal precisa ter um papel importante, que é o que está imbuído na nossa Carta Magna, para exercer o freio e contrapesos, ali no Congresso Nacional. E Michelle coagula ali diversas características e qualidades importantes para isso”, explicou.

Já em relação a Tarcísio de Freitas, a parlamentar elogiou a gestão do governador paulista e sua trajetória no governo Bolsonaro. “É um nome que consegue aglutinar muitos apoios. Primeiro, Tarcísio é um técnico, que Bolsonaro enxergou, o trouxe para ser ministro, que fez um excelente trabalho como ministro. E Bolsonaro consegue fazer com que Tarcísio seja governador de São Paulo. Ele tem feito uma excelente gestão, uma gestão inovadora para aquele Estado, resolvendo gargalos difíceis que, historicamente, de outras gestões, não se conseguia fazer”, afirmou.

Camila lembrou ainda que Tarcísio tem demonstrado lealdade política ao ex-presidente, citando como exemplo sua atuação recente na defesa da aprovação da anistia aos envolvidos no 8 de janeiro. “Ele se mostra muito grato a Bolsonaro, se mostra muito disponível a ter essa indicação de Bolsonaro. Exemplo: se o senhor quiser, eu serei”, ressaltou.

Para a vereadora, o conjunto desses elementos reforça a possibilidade de uma candidatura sólida em 2026. “Eu vejo o nome do Tarcísio muito bom para seguir com esse perfil”, afirmou, reforçando que, caso confirmado, o governador de São Paulo teria ao seu lado uma militância organizada, além da transferência de votos do ex-presidente.

Com a direita se reorganizando após a decisão do STF que condenou Bolsonaro a 27 anos e 3 meses de prisão, Camila Araújo acredita que o movimento político se manterá ativo e competitivo. “Nós temos esse povo brasileiro conservador, predominantemente de direita, cristão conservador, que é a predominância maior no Brasil, é esse público, que está de pé”, afirmou.

Agora RN

Relator dá prosseguimento ao processo contra Brisa Bracchi na Câmara de Natal

FOTO: REPRODUÇÃO

O vereador Fúlvio Saulo (Solidariedade), relator do processo que pode levar à cassação da vereadora Brisa Bracchi (PT), apresentou relatório preliminar para dar prosseguimento aos trâmites. O posicionamento decorre da análise da defesa preliminar manifestada pela petista na semana passada. As informações foram confirmada pelo próprio relator à reportagem da TRIBUNA DO NORTE nesta sexta-feira (12).

De acordo com Fúlvio, essa etapa do processo trata de questões preliminares e não do mérito da questão em si. Segundo ele, os requisitos processuais estavam preenchidos e, por isso, a decisão de encaminhar para seguimento da tramitação regular. O vereador afirmou que agora deve-se entrar na fase instrutória, que é quando serão colhidas as provas, ouvidas as testemunhas e debatido o mérito da denúncia.

“Nós não entendemos pertinente as colocações [da defesa] e nós pedimos o seguimento do processo. Então, agora sim, é que realmente vai ter, caso queiram, a possibilidade de acusação ou defesa apresentar testemunha”, afirmou o relator Fúlvio Saulo.

Ainda segundo ele, a reunião para tratar das próximas etapas do processo deverá ser marcada pela vereadora Anne Lagartixa (Solidariedade), presidente da comissão. O vereador Daniel Valença (PT) também faz parte desse grupo que analisa a possível cassação de Brisa Bracchi, como membro.

O processo

O pedido de cassação do mandato da vereadora Brisa Bracchi (PT) foi protocolado pelo vereador Matheus Faustino (União Brasil), que acusa a parlamentar de uso indevido de recursos públicos para financiar um evento, em 9 de agosto, na Casa Vermelha. Segundo o denunciante, a ação configura desvio de finalidade e falta de decoro parlamentar.

A comissão será responsável por receber alegações, analisar provas e, se necessário, ouvir depoimentos de testemunhas. Todo o rito interno busca garantir o contraditório e a ampla defesa, assegurando transparência e legalidade ao processo.

Terminada a fase de instrução, a comissão terá até 120 dias para elaborar o relatório final, que será submetido à votação em plenário pelos 29 vereadores da Casa. Caso sejam constatadas irregularidades, o processo poderá ser encaminhado também aos órgãos de controle competentes.

Com informações de Tribuna do Norte

Jean Paul Prates recebe convite para se filiar ao PCdoB

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O ex-Senador da República e ex-Presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, recebeu nesta sexta-feira (12) em Natal os principais dirigentes do PCdoB no Rio Grande do Norte: o presidente estadual do partido, Divanilton Pereira, e o ex-vice-governador e atual Procurador-Geral do Estado, Antenor Roberto.

O encontro foi marcado por um diálogo cordial sobre o atual cenário político e econômico do Brasil e seus reflexos no Rio Grande do Norte, incluindo as articulações para as eleições de 2026. Na ocasião, os dirigentes formalizaram convite para que Prates se filie ao PCdoB, ressaltando sua trajetória como parlamentar e gestor público e sua firme posição em defesa de uma legenda progressista e de esquerda.

Prates recebeu ainda a íntegra do Projeto de Resolução do 16º Congresso do PCdoB, ao qual teceu elogios por apresentar, com clareza e consistência, um diagnóstico atualizado dos desafios do Brasil diante da crise internacional e a defesa de um projeto nacional de desenvolvimento soberano e democrático.

Independentemente de decisões futuras, Prates colocou-se à disposição para contribuir com o partido em suas discussões internas, especialmente nas áreas de energia e infraestrutura, em que é autor e relator de importantes marcos regulatórios em vigor no país.

Novo Noticias

Se o Fux não quis ver as provas, problema dele, diz Lula sobre julgamento de Bolsonaro

FOTO: RICARDO STUCKERT

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou o voto do ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), pela absolvição do ex-presidente Jair Bolsonaro e sete aliados na ação penal da trama golpista, na Primeira Turma do STF.

Nesta quinta-feira (11/8), Bolsonaro foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão em regime fechado, pela prática de cinco crimes. Fux foi o único a votar pela inocência, enquanto os outros quatro ministros da Turma condenaram o ex-presidente.

Na avaliação de Lula, existem “centenas de provas fartas, discursos e material por escrito” de que Bolsonaro tentou dar um golpe de Estado após perder as eleições de 2022.

“Cada juiz vê aquilo que quer ver. Os juízes têm que ver a verdade. […] O ex-presidente teve um comportamento ao longo de todo o mandato de desacreditar as instituições. Se o ministro Fux não quiser ver, é um problema dele”, disse, em entrevista ao Jornal da Band.

Lula ainda ironizou o posicionamento de Luiz Fux no julgamento do Mensalão, em 2012, quando o ministro, recém-chegado ao STF após ter sido indicado por Dilma Rousseff, votou pela condenação do ex-ministro José Dirceu.

“Nesse caso, a Teoria do Domínio do Fato não funcionou. Porque no julgamento do Mensalão, como não tinha prova contra o José Dirceu, ele tinha a teoria do domínio do fato. E agora não tinha”, declarou.

O Tempo

Pesquisa aponta que 63,5% desaprovam governo de Fátima Bezerra no RN

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A pesquisa do Instituto Paraná Pesquisas revela um cenário de desaprovação da governadora Fátima Bezerra (PT) no Rio Grande do Norte. Segundo o levantamento, 54,4% dos entrevistados avaliam o governo como ruim ou péssimo, enquanto apenas 21,2% consideram a gestão ótima ou boa. Outros 23,1% classificaram como regular e 1,3% não souberam ou não opinaram.

O estudo também analisou a aprovação pessoal da governadora. Os números mostram que 63,5% desaprovam o desempenho de Fátima Bezerra, contra 33,7% que aprovam. Outros 2,8% não souberam ou não quiseram responder.

Os dados reforçam um quadro de desgaste político para a governadora, que enfrenta críticas relacionadas à segurança pública, saúde e infraestrutura no estado.

A pesquisa ouviu eleitores de várias regiões do estado, seguindo metodologia de amostragem estatística. O levantamento é importante para medir a percepção popular sobre a atual gestão e compreender os desafios políticos que Fátima Bezerra terá pela frente nos próximos anos.

A pesquisa foi realizada do dia 6 ao dia 10 deste mês e ouviu 1.505 eleitores de 58 dos 167 municípios do Rio Grande do Norte. O nível de confiança divulgado é de 95% e a margem de erro é de 2,6 pontos porcentuais para os resultados gerais.

Tribuna do Norte

Governadora Fátima Bezerra comemora condenação de Bolsonaro

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A governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra (PT), utilizou suas redes sociais nessa quarta-feira (11) para comemorar a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro. Em vídeo publicado no Instagram, a petista destacou o voto da ministra Cármen Lúcia, que foi decisivo no julgamento.

Na legenda, Fátima citou trecho do voto da magistrada — “Nesta ação pulsa o Brasil que me dói” — e emendou:

“Pois eu digo: no seu voto pulsa o Brasil que nos orgulha. Pulsa a justiça, a democracia e o Estado de Direito. É a condenação do golpismo, da mentira travestida de liberdade e do desprezo pelas vidas perdidas na pandemia. Ditadura nunca mais! Obrigada, ministra Cármen Lúcia. A senhora honra o STF e a luta do povo brasileiro.”

O vídeo e a manifestação de Fátima Bezerra repercutiram entre aliados e críticos do governo estadual. A publicação ocorre em um momento de intensas discussões políticas após a decisão judicial que condenou o ex-presidente.

Blog do BG