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Categoria: Política

Aldo Clemente defende lei em Natal para regulamentar emendas após caso Brisa

FOTO: JOSÉ ALDENIR

O vereador Aldo Clemente (PSDB), líder da bancada governista na Câmara Municipal de Natal, defendeu que a Casa aprove uma lei específica para regulamentar a destinação das emendas parlamentares. Em entrevista ao Central Agora RN, da TV Agora RN, nesta terça-feira 16, ele afirmou que o episódio envolvendo a vereadora Brisa Bracchi (PT), alvo de processo de cassação, serve de alerta para disciplinar o uso dos recursos.

“Eu defendo um diálogo aberto da liderança do governo com o Gabinete Civil do prefeito para nós termos um projeto de lei para regulamentar de vez. Tem que ser uma lei”, declarou Aldo. Segundo ele, uma lei para disciplinar a destinação das emendas dará ainda mais transparência aos recursos.

“Esse problema da vereadora Brisa é um alerta para nós termos uma maior transparência. Eu acho que temos que ter, urgentemente, uma lei definindo os critérios, regulamentando, porque fica resolvido de uma vez por todas, porque a lei tem que ser cumprida”, reforçou Aldo Clemente.

Atualmente, cada vereador de Natal pode indicar quase R$ 1 milhão em emendas parlamentares no Orçamento Geral do Município. A Prefeitura é obrigada a empregar os recursos conforme a indicação dos parlamentares. Não há, porém, um regramento claro sobre como deve ser feita a destinação, e normalmente essa articulação é feita por troca de ofícios – o que reduz o controle da sociedade sobre o que é pago.

Caso Brisa Bracchi

Ao ser questionado sobre o processo de cassação de Brisa Bracchi, acusado de direcionar emenda parlamentar para evento que teria se transformado em ato político, Aldo afirmou que ainda não definiu como votará. Ele frisou a importância da ampla defesa e disse que seguirá o relatório da Comissão Processante – que está debruçada sobre o caso da petista.

“Eu não tenho ainda voto definido, mas eu vou acompanhar o que vier do relator do processo. É muito cedo ainda eu falar”, explicou, se referindo ao trabalho do vereador Fúlvio Saulo (Solidariedade), relator do processo de cassação de Brisa.

Aldo Clemente ressaltou, no entanto, que o caso de Brisa Bracchi abrange outros aspectos além da denúncia de que ela destinou recursos para um ato político. “Cobrar entrada em eventos que são bancados com o dinheiro público é ilegal, isso não pode acontecer”, enfatizou.

O vereador também respondeu às acusações da oposição de que a bancada governista teria articulado o andamento do processo para prejudicar a parlamentar petista. “Nada, não tem prova nenhuma. A bancada ficou muito à vontade para fazer a sua avaliação inicial e votar tão somente pela abertura do processo”, disse. Ele ressaltou que a tramitação do caso de Brisa seguiu o que determina o Regimento Interno da Câmara.

Balanço do mandato e atuação na CCJ

Na entrevista, Aldo Clemente também fez um balanço do mandato e destacou sua atuação como presidente da Comissão de Legislação, Justiça e Redação (CCJ) da Câmara. Segundo ele, a comissão tem sido rigorosa na análise da legalidade e constitucionalidade dos projetos, garantindo celeridade na pauta.

“Toda semana nós zeramos a pauta, tanto na distribuição dos projetos, como também na deliberação. Ontem [segunda-feira, 15], distribuímos 50 projetos na relatoria, e analisamos quase 40 pareceres emitidos pelos integrantes da comissão. É a que mais trabalha na Câmara, realmente, porque é onde começa todo projeto de lei de qualquer vereador, e também do Executivo”, pontuou.

Além da atividade legislativa, ele citou a atuação em comunidades, a entrega de escrituras públicas, a destinação de emendas para reformas de quadras e o apoio a projetos sociais. Também enfatizou a importância do turismo como motor da economia natalense. “Natal depende do turismo. Eu também destinei emendas para divulgar o destino turístico de Natal em outras capitais, até internacionalmente. Então, o nosso mandato tem um papel no turismo, porque o turismo alimenta mais de 50 atividades interligadas”, disse.

Presidência da Câmara

Sobre especulações de que seu nome poderia ser lançado para disputar a presidência da Câmara Municipal de Natal no início de 2027, Aldo foi cauteloso. Ele lembrou que a eleição só poderá ocorrer a partir de outubro de 2026, conforme decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), e que ainda é cedo para tratar do tema.

O nome de Aldo passou a ser especulado diante da possibilidade de o atual presidente, vereador Eriko Jácome (PP), ser eleito deputado estadual – ele será candidato e é considerado um nome competitivo na disputa. Com isso, ele renunciaria ao mandato de vereador.

“Está muito recente ainda. Acabamos de sair de uma eleição e vamos entrar na eleição agora estadual. Eu acho que esse assunto só deve ser discutido pelos vereadores a partir de outubro do próximo ano. Eu fico muito feliz de estar com o nome lembrado pelos vereadores da bancada da Câmara Municipal de Natal e ficaria muito honrado caso eu venha a disputar a eleição e ocupar aquele cargo, mas está muito cedo. Eu, por enquanto, estou focado em exercer o nosso mandato na Câmara Municipal de Natal, em ajudar o prefeito na liderança do governo e trabalhar em prol de Natal”, declarou.

Diálogo com a oposição

O vereador também falou sobre a relação com a bancada de oposição na Câmara, que classificou como minoritária, mas atuante. Ele disse que mantém respeito e diálogo, mas criticou o que chamou de “turma do contra”.

“Temos uma oposição minoritária e, quando não conseguimos fazer o diálogo, ganha-se no voto. Temos a maioria. E a turma do contra, realmente, é a turma do contra. Do ponto de vista de que não quer ver uma Natal desenvolvida”, disse.

Sobre a crise recente na saúde, que foi duramente criticada pela oposição, Aldo destacou que o prefeito Paulinho Freire (União) teve “coragem de enfrentar e de resolver o gargalo da saúde municipal”, e que mudanças requerem prazo e ajustes, mas apontou que a oposição não colabora com propostas ou emendas.

Eleições de 2026

Ao falar sobre 2026, Aldo Clemente descartou ser candidato, afirmando que vai dedicar o próximo ano ao apoio de aliados.

Ele declarou apoio ao deputado estadual Ezequiel Ferreira para a reeleição à Assembleia Legislativa. Para a disputa da Câmara Federal, ele disse que apoiará a atual secretária municipal de Assistência Social, Nina Souza. Para o Senado, ele anunciou voto na reeleição de Styvenson Valentim (PSDB), a quem agradeceu pela destinação de recursos para obras nas Quintas, na Zona Oeste da cidade. Sobre a outra vaga, ele não anunciou voto.

Para o Governo do Estado, Aldo afirmou que seguirá a escolha do prefeito Paulinho Freire. “Eu voto no candidato do prefeito Paulinho Freire. Então, eu vou aguardar a posição. Quem ele for votar, eu vou seguir a liderança dele”, concluiu.

Agora RN

Câmara aprova PEC que protege parlamentares de perseguições inclusive do STF

FOTO: AGÊNCIA CÂMARA

A Câmara dos Deputados aprovou em dois turnos (o primeiro por 353 a 134 votos e osegundo por 344 a 133), nesta terça-feira (16), a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que reforça o princípio da imunidade parlamentar, restabelecendo regra suprimida no início dos anos 2000 de proteção de deputados e senadores de surtos autoritários como o que o Brasil tem vivido nos últimos anos. Eram necessários 308 votos para aprovar a matéria. A PEC seguirá para votação no Senado. De acordo com a proposta, decisões judiciais como prisão de parlamentares serão submetidas previamente à avaliação do Congresso em votação secreta.

Segundo a proposta cuja aprovação é dada como certa, será necessário aval prévio do Congresso, mediante voto secreto, para processar parlamentares, além de ampliar foro privilegiado. A votação secreta, que vigorou durante o regime militar, protegia os parlamentares de perseguição após votações do gênero.

Há precedentes, para além dos recentes casos de perseguição e até prisão de parlamentares. Ao ver recusada pela Câmara autorização para abertura de processo de cassação do deputado Márcio Moreira Alves (RJ), em 1968, o regime militar decidiu fechar o Congresso e decretar o Ato Institucional nº 5, o AI-5, que instaurou em definido a ditadura no Brasil.

O presidente da Câmara, deputado Hugo Motta (Rep-PB), confirmou que a PEC apenas restabelece a regra que foi retirada da Constituição, “diante de muitas discussões, atropelos e abusos contra colegas nossos, em várias oportunidades”.

Sem decisões monocráticas

De acordo com a emenda, apenas o plenário do Supremo Tribunal Federal (STF), e não mais decisões monocráticas, poderá determinar medidas cautelares contra parlamentares. A autorização prévia da Câmara ou do Senado, para investidas contra parlamentares, deverá ser adotada por maioria absoluta. E voto secreto.

Nos casos de prisão em flagrante por crimes graves, caberá ao Legislativo decidir, em até 24 horas, se mantém ou não a detenção.

A proposta prevê também a ampliação do foro privilegiado, incluindo os presidentes de partidos com representação no Congresso. Esses dirigentes, assim como parlamentares e outras autoridades de alto escalão, seriam julgados pelo STF.

O deputado Claudio Cajado (PP-BA), o relator, a PEC garante que mandatos sejam exercidos sem risco de perseguições políticas.

Diário do Poder

Parnamirim: Kátia Pires aponta favorecimento a grupo de César Maia em meio a suposta trama de impeachment

FOTO: MAYANE LINS

A vice-prefeita de Parnamirim, Kátia Pires (União Brasil), afirmou em entrevista ao Repórter 98 desta segunda-feira (15) que a repercussão da suposta trama para abertura de um processo de impeachment contra a prefeita Nilda Cruz (Solidariedade) teria favorecido politicamente o grupo do presidente da Câmara Municipal, vereador César Maia.

Kátia relatou que os cargos ocupados pelo União Brasil na gestão faziam parte de um compromisso firmado anteriormente, mas que a condução das mudanças recentes não respeitou esse acordo. Segundo ela, a nomeação de Rose Paiva — ex-secretária na gestão de Taveira — para a Secretaria de Limpeza Urbana ocorreu com forte influência de César Maia. “Nos corredores e entre os vereadores, a indicação foi do presidente da Câmara”, afirmou.

A vice-prefeita também destacou a ligação direta entre membros da atual gestão e aliados de César Maia. Ela citou o chefe de gabinete e o secretário de Turismo como peças desse mesmo grupo político. Para Kátia, esses movimentos reforçam a percepção de que a crise política em torno do suposto impeachment não tem origem no União Brasil, mas abriu espaço para o fortalecimento de outros interesses.

Ao classificar a situação como “embaralhada” e “sem nexo”, Kátia disse que ainda não conseguiu compreender totalmente os desdobramentos. “Na minha vida política, eu nunca passei por algo assim. Fiquei noites pensando em como juntar as pontas, mas tem uma ponta quebrada que não consigo colar”, declarou.

Portal 98 FM

Styvenson destina R$ 13 milhões para revitalizar o canal da comunidade Japão/Novo Horizonte, nas Quintas

FOTO: DIVULGAÇÃO

O canal da comunidade Japão/Novo Horizonte, no bairro das Quintas, em Natal, passará por obras de revitalização após mais de 15 anos marcado por poluição, entulhos e riscos à saúde dos moradores. O espaço, conhecido antigamente como Rio das Lavadeiras, se tornou insalubre ao longo dos anos, com proliferação de insetos e doenças.

Para reverter essa situação, o senador Styvenson Valentim destinou R$ 13 milhões à Prefeitura do Natal para a recuperação completa do canal e do seu entorno. O recurso atende a uma solicitação do prefeito Paulinho Freire e de representantes da comunidade, entre eles o professor Alexandre Arruda e Tontola.

Segundo a Prefeitura, o projeto está em análise na Secretaria Municipal de Planejamento (SEMPLA), que trabalha na finalização dos estudos técnicos e das licenças necessárias. Após essa etapa, a iniciativa seguirá para processo de licitação.

A proposta prevê não apenas a revitalização estrutural do canal, mas também a transformação da área em espaço de convivência e lazer, prevenindo alagamentos e promovendo um ambiente mais seguro e saudável para a população.

Portal 96 FM

Rogério Marinho critica projeto de perdão parcial e pede anistia “ampla e geral, que contemple todos”

FOTO: JEFFERSON RUDY

O líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), voltou a defender uma anistia “ampla e geral” para envolvidos nos atos de 8 de janeiro. Em entrevista ao canal da Revista Oeste no YouTube nesta segunda-feira 15, o parlamentar criticou a demora na tramitação da proposta e atacou a condução do tema pelo Senado e pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

“Nós hoje temos votos suficientes no Senado. Agora, nós precisamos desinterditar a votação. Nós estamos assistindo declarações absolutamente fora do lugar do próprio presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), dizendo que não coloca para votar, de uma forma, eu diria, imperial, de uma forma impositiva, na contramão do que determina a nossa legislação e a nossa democracia”, disse Marinho, em referência ao senador Otto Alencar (PSD-BA), presidente da CCJ.

O potiguar também ironizou a postura do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), sobre o projeto. “Nós estamos vendo o presidente do Senado falar a respeito de um projeto que eu tenho brincado: parece orelha de freira, ou cabeça de bacalhau. A freire tem aquele capuz, ninguém vê a orelha dela. Desde abril, a gente escuta essa conversa e ninguém assiste”, afirmou.

Marinho reforçou que a oposição defende uma solução mais ampla do que a proposta de perdão parcial discutida nos bastidores. “O que nos interessa é a anistia ampla, a anistia geral, que contemple a todos. Em seguida, o presidente da República tem a possibilidade de vetar o projeto, e nós, de buscarmos uma sessão congressual para derrubarmos o veto”, declarou.

O senador também criticou manifestações de ministros do STF sobre o tema, alegando que isso compromete a independência entre os Poderes. Ele registrou que uma eventual decisão do Supremo sobre o tema só deveria acontecer mais adiante, caso o projeto seja aprovado e o veto do presidente Lula (PT) seja derrubado.

“O que está acontecendo no Brasil hoje, basicamente, é uma inversão de papéis, é uma invasão de competências, é uma distopia, na hora em que membros do Supremo Tribunal Federal opinam a respeito de ações ou de projetos que poderão um dia serem julgados por ele. Então, esse pré-julgamento é absolutamente intolerável na democracia, está na contramão da nossa legislação.”

Marinho concluiu destacando o apoio popular à pauta defendida pela oposição: “Nós vamos fazer a nossa parte e a população tem ajudado muito nessa questão.”

Agora RN

Justiça condena ex-vereador e assessores de Parnamirim a devolver R$ 115 mil por cargos fantasmas na Câmara

FOTO: JOSÉ ALDENIR

A Justiça condenou quatro ex-assessores da Câmara Municipal de Parnamirim a devolver R$ 115.270,00 ao erário. A sentença foi expedida pela 2ª Vara da Fazenda Pública do município e refere-se a uma ação civil de improbidade administrativa sobre a nomeação de cargos fantasmas entre 2001 e 2004.

De acordo com a decisão, o ex-vereador Marciano Paisinho foi considerado responsável por permitir o enriquecimento ilícito de terceiros, mas não foi condenado ao ressarcimento, já que os valores foram atribuídos diretamente aos ex-assessores, conforme prevê a Lei de Improbidade Administrativa.

Os valores a serem ressarcidos são: Marleide Franca de Melo (R$ 23.050,00), Maria do Ceo Dantas Cabral (R$ 7.800,00), Antenor Marcelino dos Santos (R$ 46.110,00) e Jairo Ambrosio da Silva (R$ 38.310,00). As quantias terão correção monetária e juros de mora.

A sentença determinou que os réus receberam salários sem a devida contraprestação. No processo, eles admitiram que atuavam apenas “à disposição do vereador”, em atividades externas, com frequência esporádica na Câmara. Relataram funções como “cuidar da agenda” e “verificar o que as populações nos bairros necessitavam”. Para a Justiça, tais atribuições não se enquadram como assessoramento, e não houve comprovação documental de exercício das funções.

O juiz também ressaltou que, mesmo com a prescrição das sanções de improbidade, a ação de ressarcimento ao erário é imprescritível, conforme entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF).

A decisão não prevê pagamento de custas e honorários advocatícios. A ação foi fruto de investigação do MPRN, que apurou a nomeação dos réus para cargos comissionados sem a efetiva prestação de serviços à Câmara Municipal.

Agora RN

Parlamentares do RN no Congresso usaram R$ 42 milhões em cotas e verbas de gabinete desde 2023

FOTO: GERALDO MAGELA

Parlamentares do Rio Grande do Norte na esfera federal gastaram cerca de R$ 42 milhões desde o início da atual legislatura, segundo levantamento feito pelo AGORA RN. A análise quantitativa usou dados oficiais da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, abrangendo o período de janeiro de 2023 até 15 de setembro de 2025.

O deputado federal João Maia (PP) foi o parlamentar que somou o maior volume de gastos na Câmara, enquanto no Senado, a liderança nos gastos totais do período é de Styvenson Valentim (PSDB).

João Maia gastou, nesse período, R$ 5,32 milhões, e Styvenson gastou R$ 1,69 milhão. Na outra ponta, os parlamentares mais econômicos na Câmara e no Senado, respectivamente, foram Sargento Gonçalves (PL), com R$ 3,98 milhões, e Rogério Marinho (PL), com R$ 1,09 milhão. Os valores foram arredondados.

Os gastos referem-se à Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar (Ceap) e à verba de gabinete, destinadas a custear as atividades do mandato. Os valores e as regras de utilização apresentam particularidades em cada Casa Legislativa. No período, as principais despesas incluem divulgação da atividade parlamentar, aquisição de passagens, hospedagem, alimentação e combustíveis.

Câmara: João Maia lidera em gastos totais

Entre os deputados federais, João Maia (PP) acumulou o maior gasto somado no período, totalizando R$ 5.324.823,65. Em 2023, ele liderou o uso da verba de gabinete, com R$ 1.393.912,64, e foi o segundo maior na cota parlamentar, com R$ 563.803,43. Em 2024, novamente esteve no topo dos gastos totais, com R$ 1.958.447,00, e nos dados parciais de 2025, já soma R$ 1.408.660,58.

General Girão (PL) aparece como o segundo parlamentar com mais despesas somadas, alcançando R$ 5.248.651,37. Ele foi o deputado que mais utilizou a cota parlamentar em 2023 (R$ 580.685,19) e 2024 (R$ 603.362,35), segundo o portal da Câmara dos Deputados. Natália Bonavides (PT) ocupa a terceira posição no acumulado, com R$ 5.125.301,23. Em 2025, ela lidera o uso da verba de gabinete até o momento, com R$ 1.039.829,49.

Completam a lista de gastos acumulados no período os deputados Benes Leocádio (União Brasil), Robinson Faria (PP), Fernando Mineiro (PT) e Sargento Gonçalves (PL), que registrou o menor volume de despesas totais entre os parlamentares que exerceram o mandato integralmente: R$ 3.978.132,65.

Senado: disputa entre Styvenson e Zenaide

Dos três representantes do RN no Senado, Styvenson Valentim (PSDB) é o parlamentar com o maior volume de gastos no acumulado de 2023 a 2025, com R$ 1.690.769,86. Ele liderou as despesas em 2024, com R$ 669.671,59, e nos dados parciais de 2025, com R$ 495.726,63.

Os valores incluem tanto a cota parlamentar como também custos com consumo de material, Correios, cotas para impulsionamento em mídias sociais e aquisição de passagens aéreas.

Zenaide Maia (PSD) aparece com um valor total muito próximo, somando R$ 1.690.480,24 no mesmo período. Ela foi a senadora que mais utilizou as verbas em 2023, com um total de R$ 615.814,34.

Rogério Marinho (PL) foi o senador que registrou o menor volume de despesas nos três anos. Seus gastos totalizaram R$ 317.624,22 em 2023, R$ 355.687,40 em 2024 e R$ 416.271,28 até setembro de 2025.

A Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar é um benefício mensal concedido aos legisladores para custear despesas relacionadas ao exercício de seus mandatos.

Na Câmara dos Deputados, a cota cobre gastos como passagens aéreas, contas de telefone e despesas com os Correios. O sistema funciona de duas formas: por reembolso, mediante a apresentação de recibos em até três meses, ou por débito automático, como na compra de passagens.

O valor mensal não utilizado pode ser acumulado ao longo do ano, o que permite que os gastos em determinados meses superem a cota mensal. O limite da verba varia para cada estado, sendo o cálculo baseado no custo do transporte aéreo entre o estado de origem do parlamentar e Brasília. No RN, esse valor é de R$ 48.525,79.

A verba de gabinete, na Câmara, tem outra particularidade: é um recurso mensal de R$ 133.170,54 destinado ao pagamento dos salários de até 25 secretários parlamentares. Isso não entra na conta da verba de gabinete do Senado. Por isso, os valores gastos pelos deputados são maiores que os dos senadores.

No Senado, a Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar funciona como um mecanismo de ressarcimento de despesas, que podem ser, por exemplo: aluguel de imóveis para escritório político; aquisição de material de consumo; locomoção, hospedagem, alimentação e combustíveis; contratação de serviços de apoio ao parlamentar; divulgação da atividade parlamentar; passagens aéreas, aquáticas e terrestres nacionais; e serviços de segurança privada. Os salários dos assessores não entram nessa conta.

Ranking do Legislativo potiguar

Esta reportagem integra a série “Ranking do Legislativo potiguar”, que avalia a atuação de parlamenares potiguares, nas esferas municipal, estadual e federal.

Agora RN

Paulinho Freire defende mudanças na saúde e critica oposição: “Turma do atraso”

FOTO: REPRODUÇÃO

O prefeito de Natal, Paulinho Freire (União), defendeu nesta segunda-feira 15 a transição no modelo de contratação de médicos para unidades de saúde do município. Em entrevista à jornalista Micarla de Sousa, na TV Ponta Negra, ele afirmou que a troca da Cooperativa Médica (Coopmed) pelas empresas Justiz e Proseg já começa a apresentar resultados positivos.

O chefe do Executivo relatou que tem visitado unidades para acompanhar de perto os efeitos da mudança. Ele destacou que problemas iniciais com fechamento de escalas já foram resolvidos. “Fizemos uma visita à UPA da Cidade da Esperança, e o que vimos lá nos deixou muito satisfeitos, porque não existia fila. A escala completa dos médicos, o pessoal super motivado. Toda mudança, há uma transição complicada. Mas o que nós estamos vendo aí (…) é um atendimento muito satisfatório. E eu quero dizer à população que vai melhorar muito mais”, afirmou o prefeito.

Paulinho explicou que a Prefeitura resolveu fazer uma contratação emergencial porque a Coopmed vinha operando sem contrato, recebendo por indenização. “Nós tínhamos um serviço que era feito sem contrato. O que é que nós fizemos? Vamos regulamentar o serviço. Até para que a Prefeitura possa cobrar. Quando não existe um contrato, você não tem como cobrar. E toda mudança requer um pouco de paciência dos usuários. Mas, graças a Deus, antes até do que a gente esperava, esses serviços já estão acontecendo a contento”, destacou.

Ele ressaltou que a Coopmed participou da contratação emergencial e poderá estar também na licitação definitiva.

Na entrevista, ele criticou a postura do Sindicato dos Médicos (Sinmed), que tem criticado a saída da Coopmed e a entrada da Justiz e da Proseg. “Alguns boicotes estão acontecendo, como do Sindicato dos Médicos, mas que não é relevante. Ele tenta, de uma forma ou de outra, atrapalhar, inclusive defendendo muito o serviço irregular. Porque, na hora que ele defende a Coopmed, ele está defendendo um serviço que era irregular”, afirmou.

O prefeito também voltou a defender a terceirização da gestão das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs). Ele destacou que a Prefeitura pretende ampliar a participação de Organizações Sociais (OS) no setor, em diálogo com o Tribunal de Contas do Estado (TCE).

“Daqui a 15 dias, isso será resolvido e vamos entrar com as OS também. Nós não estamos inventando a roda. Isso já acontece em Fortaleza e no Ceará, cujas gestões são feitas pelo pessoal do atraso, pelo PT”, declarou.

Paulinho aproveitou para criticar a oposição. Sem citar, ele criticou a deputada federal Natália Bonavides e o vereador Daniel Valença, ambos do PT, por terem ido à Justiça contra a terceirização da gestão das UPAs.

O prefeito registrou que, nos estados onde o PT governa, o partido é a favor da terceirização, enquanto aqui atua para impedir o processo. “Eles sabem tanto que vai dar certo que eles são contra. Nós estamos pautados em fazer uma gestão voltada para o povo, para a população, para aqueles que mais necessitam. Esse povo que é contra fica usando a narrativa o tempo todo, que não tem serviço prestado a Natal, a verdade é essa. Eles ficam toda hora querendo atrapalhar a gestão. Mas não vão atrapalhar, não”, destacou.

Em outro trecho da entrevista, ele se referiu à oposição como “turma do atraso”, que, segundo ele, “não quer uma Natal melhor”. E citou o voto de parlamentares do PT contra a revisão do Plano Diretor. “E eu não vou ficar perdendo meu tempo sendo pautado por esse povo que quer ver uma Natal pior”, destacou.

Ao comentar resultados apontados pelas pesquisas de avaliação, o prefeito disse que a aprovação da gestão é reflexo das entregas em diversas áreas, como saúde, educação e infraestrutura. Ele ressaltou que, mesmo diante das dificuldades, a Prefeitura tem conseguido avançar.

“Uma pesquisa que veio de fora, a Paraná, deu 65% de aprovação da nossa administração. Prova que nós estamos conectados com as pessoas, em fazer o bem para as pessoas”, acrescentou Paulinho Freire.

Parque Linear da Roberto Freire é aposta para lazer e turismo em Natal

Durante a entrevista, o prefeito Paulinho Freire enalteceu o projeto do Parque Linear da Avenida Roberto Freire como uma das principais apostas da gestão para transformar Natal em um polo turístico e de lazer. Ele falou que, diferentemente das críticas de ambientalistas, não haverá impacto ambiental relevante. Segundo ele, todas as árvores afetadas serão replantadas e o espaço será um local para preservação.

“Natal é uma cidade que precisa ter equipamentos para que o turista passe mais tempo aqui na nossa cidade. Nós temos que revitalizar isso, e começa por esse parque linear. Vai ser um parque onde a preservação vai acontecer. Vai ser um parque que vai mudar a vida da cidade”, enfatizou.

Paulinho reforçou que o projeto será pensado para ser inclusivo e moderno. “As pessoas sabem que Natal precisa de um parque como esse. E eu tenho certeza que, com os nossos técnicos, nós vamos conseguir vencer todas as etapas, mesmo as pessoas que são do contra, que são contra a cidade. Mas nós vamos fazer sim, porque a gente conta com o apoio da população”, acrescentou.

‘Vou trabalhar até onde eu puder para que oposição esteja unida em 2026’

O prefeito também defendeu a união da oposição no Rio Grande do Norte para a disputa do Governo do Estado em 2026. O gestor destacou a importância de construir um projeto coletivo no campo da centro-direita e afirmou que pretende atuar para que os partidos aliados apresentem um único candidato ao pleito.

“Eu gostaria muito que a gente repetisse a nossa coligação, a coligação vitoriosa aqui na centro-direita. Eu torço muito e estou trabalhando muito para que a gente possa sair todo mundo junto”, afirmou Paulinho.

O prefeito citou nomes já ventilados para a disputa, como o atual prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União), o senador Rogério Marinho (PL) e o ex-prefeito de Natal Álvaro Dias (Republicanos). “Todos eles são excelentes nomes, mas a gente precisa unir esses grupos para que a gente possa sair muito forte. E eu vou trabalhar até onde eu puder para que esse grupo possa sair unido”, disse.

Paulinho também frisou que, mais do que escolher um candidato, a oposição deve apresentar propostas sólidas para o desenvolvimento do Estado. “A gente precisa não ter um plano de eleição. A gente precisa ter um plano de governo para o Rio Grande do Norte”, afirmou.

O prefeito concluiu defendendo que a união seja construída de forma ampla, sem descartar nomes, mas com foco em um projeto capaz de “trazer o Rio Grande do Norte de novo ao desenvolvimento e à geração de emprego”.

Agora RN