26 de setembro de 2025 às 15:15
26 de setembro de 2025 às 15:34
FOTO: MARIA TRIGUEIRO
Durante entrevista ao programa 12 em Ponto, da 98 FM Natal, nesta sexta-feira (26), o senador Rogério Marinho (PL) comentou sobre a chamada PEC da Blindagem, afirmando que a proposta surgiu como reação a excessos do Supremo Tribunal Federal (STF).
“O que eu falei foi que, quando o remédio é excessivo, o remédio se torna veneno. Essa PEC foi gestada porque o Congresso está se sentindo invadido. Temos mais de 40 parlamentares, principalmente da direita, respondendo processos no STF por crime de opinião. Não é por roubo, corrupção ou desvio de recursos, mas porque, segundo o STF e o Ministério Público, essas pessoas se exacerbaram nas críticas”, explicou Marinho.
O senador destacou que, na sua avaliação, o artigo 53 da Constituição, que trata da inviolabilidade do mandato parlamentar, foi relativizado. Ele também apontou problemas no texto da PEC, como a inclusão da prerrogativa de foro para presidentes de partidos políticos e a manutenção do voto secreto, aspectos que, segundo ele, destoam da Constituição original de 1988.
Na Comissão de Justiça do Senado, Marinho foi um dos parlamentares que votaram contra a proposta, aprovada pela Câmara dos Deputados. Ele explicou que, apesar de defender que o Congresso deve se impor diante de possíveis desmandos do Supremo, a PEC possuia problemas condenáveis.
“O relatório enterrava um processo que começou errado. Pau que nasce torto, morre torto. O Parlamento precisa apenas restabelecer o que a Constituição originária definiu, que é a inviolabilidade do mandato parlamentar pelas suas falas e opiniões. Isso eu defendo de forma intransigente“, disse.
26 de setembro de 2025 às 10:30
26 de setembro de 2025 às 09:31
FOTO: REPRODUÇÃO
O prefeito de Mossoró (RN), Allyson Bezerra (União), e o senador Rogério Marinho (PL-RN) estão empatados tecnicamente na disputa pelo Governo do Rio Grande do Norte, de acordo com pesquisa do instituto Real Time Big Data divulgada nesta sexta-feira (26) pela CNN Brasil.
Foram ouvidas 1.200 pessoas entre os dias 24 e 25 de setembro. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%.
No primeiro cenário testado pelo levantamento, Allyson tem 35% das intenções de voto, contra 29% do senador Rogério Marinho. Embora o prefeito de Mossoró esteja numericamente à frente do líder da oposição no Senado, ambos estão empatados no limite da margem de erro.
Na sequência, aparece o ex-prefeito de Natal Álvaro Costa Dias (Republicanos), com 12%. Por sua vez, o secretário da Fazenda do Rio Grande do Norte, Cadu Xavier (PT), marca 6%.
Votos em branco e nulos somam 10%. Outros 8% não souberam ou não responderam.
Já no segundo quadro avaliado, sem Álvaro, Allyson pontua 37%, ante 33% de Rogério Marinho. Novamente os dois estão empatados tecnicamente. A seguir, Cadu Xavier surge com 8%.
Votos em branco e nulos correspondem a 11%. Não souberam ou não responderam também são 11%.
26 de setembro de 2025 às 09:45
26 de setembro de 2025 às 10:37
FOTO: SANDRO MENEZES
A governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra (PT), é desaprovada por 67% e aprovada por 26%, segundo dados de levantamento do instituto Real Time Big Data divulgados nesta sexta-feira (26).
A pesquisa revela ainda que 7% não sabe ou não responderam.
Foi realizada também uma avaliação do governo de Fátima, em que 15% dos entrevistados consideram a governadora como ótima ou boa, enquanto 32% acham regular e 46% a classificam como ruim ou péssima.
Foram entrevistadas 1.200 pessoas, entre os dias 24 e 25 de setembro. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%.
26 de setembro de 2025 às 05:20
26 de setembro de 2025 às 05:29
FOTO: REPRODUÇÃO
“PEC da Blindagem? Arquivada de vez. Porque só político com medo da Justiça pede proteção”.
Essa é a legenda de postagem do senador Styvenson Valentim (PSDB) no Instagram após o arquivamento da PEC da Blindagem na Casa Legislativa. Após uma semana de silêncio sobre o polêmico assunto que movimentou o país na semana passada, com aprovação da PEC 03/2025 na Câmara dos Deputados, o senador resolveu se pronunciar na terça-feira (23), após o impacto das mobilizações do fim de s emana contra a Proposta nas ruas em todo o Brasil.
Ele afirmou ser contra a proposta: “Não suporto corrupto, não gosto de vagabundo, tenho ódio de mau elemento principalmente na política, ainda mais sabendo que o crime organizado está querendo colocar mais gente aqui dentro. Eu sou contra as coisas erradas, defendo a ética, a moral. Não faço parte da CCJ, mas no momento que esse projeto passar na CCJ e for pro plenário, vocês vão ver meu voto”, disse ele sobre a proposta aprovada na Câmara.
Após a rejeição do Projeto, foi enfático ao afirmar que “só político com medo da Justiça pede proteção”. Styvenson, além de se contrapor ao voto dos deputados do seu PSDB e 83 do aliado PL, que votaram a favor da matéria, ainda expõe que os colegas 353 colegas parlamentares que votaram sim à blindagem têm medo da justiça.
Um desses é o deputado federal General Girão (PL). Ele ressaltou, em entrevista ao Diário do RN, no dia 17 de setembro, que a blindagem não busca distanciar deputados e senadores da população, mas garantir que possam exercer seus mandatos sem receio de pressões externas.
“Nossa principal intenção é de preservar o parlamentar da perseguição dos ministros do STF, e não da população”.
O deputado do PL complementou que o texto é uma forma de resguardar a independência do Legislativo diante do que classificam como ingerência do Supremo Tribunal Federal.
Na mesma linha, o deputado Sargento Gonçalves (PL) defendeu que a proposta ajuda a restabelecer a estabilidade institucional. “Prefiro apelidar de PEC contra a chantagem. Vivemos um momento de instabilidade institucional e precisamos restabelecer a democracia em nosso país”, defendeu.
Ainda votaram a favor da matéria na Câmara, Benes Leocádio (UB), Robinson Faria (PP), Carla Dickson (UB) e João Maia (PP).
Entretanto, segundo Styvenson Valentim, “blindagem é para carro forte, não para político”.
Rogério Marinho é a favor, mas vota contra
Já Rogério Marinho (PL) continuou defendendo o projeto, mas na Casa Legislativa, onde é líder da oposição, foi com a maioria e rejeitou a Proposta de Emenda à Constituição. Marinho, junto com outros três senadores do Partido Liberal, contrariou os 83 deputados do seu partido e preferiu evitar o desgaste.
Ao Diário do RN, nesta quarta-feira (24), o senador bolsonarista justificou sua escolha atribuindo à Câmara dos Deputados a responsabilidade para o que chamou de “excessos” do projeto que chamou atenção da sociedade. “Acredito que erraram na dosagem, e o medicamento quando é dado em excesso termina sendo veneno. Por exemplo, eu sou contra o voto secreto, com a exceção da votação de presidente desta casa. Sou contra blindar parlamentares e presidentes de partidos.
São excessos que não deveriam ter sido acolhidos”, afirmou.
Marinho, no entanto, ainda defende que o objetivo principal do projeto era outro, garantindo tão somente a volta da Constituição de 1988, que teve alteração neste ponto em 2001. “Porém, o que a PEC determina é a volta a Constituinte originária. Se há atentado, se é bandidagem, vamos chamar todos os constituintes de bandidos, inclusive Ulysses Guimarães? Inclusive Lula que era constituinte?”, questiona ele.
Mesmo com a rejeição da pauta, o presidente do PL potiguar ainda defende o projeto e critica o próprio Senado sobre providências em relação ao STF e o que ele classifica como “hipertrofia” de um Poder sobre outro.
26 de setembro de 2025 às 05:10
26 de setembro de 2025 às 05:25
FOTO: JOSÉ ALDENIR
A vice-prefeita de Natal, Joanna Guerra (Republicanos), avalia que a eleição de 2026 para o Governo do Estado será marcada por uma disputa polarizada, sem espaço para uma terceira via.
Em entrevista à TV Agora RN nesta quinta-feira, ela destacou a necessidade de união entre os partidos de oposição para enfrentar o projeto de continuidade do governo atual e reiterou sua preferência pelo nome do ex-prefeito de Natal Álvaro Dias, presidente estadual do Republicanos, como candidato a governador.
“Eu não acho que tenha outra via que não seja um palanque só. O cenário político traz isso muito claramente. Não há condições para uma terceira via”, declarou. Para ela, o eleitorado potiguar terá de escolher entre dois projetos distintos de Estado. “São dois lados e a população vai ter que escolher entre o projeto de Estado de um desses dois lados. Eu acredito que no final do ano, no início do ano, a gente já consiga ver com clareza essa situação.”
Por isso, ela defende a união da oposição. “Apesar de ter pessoas que têm o mesmo interesse, há uma construção coletiva. A gente entende que só tem como avançar unido, só tem como avançar com o nosso lado fortalecido. Esse nosso grupo vai jogar a favor do Rio Grande do Norte.”
Ela reafirmou apoio ao ex-prefeito de Natal. “Mais uma vez, reafirmo o meu apoio ao ex-prefeito Álvaro Dias, que tanto fez por Natal e que tem totais condições. É a pessoa preparada para assumir o Estado do Rio Grande do Norte.”
Ao mesmo tempo, destacou a importância de respeitar outros nomes que integram o grupo oposicionista, como o senador Rogério Marinho (PL) e o senador Styvenson Valentim (PSDB), que já se colocaram à disposição para disputar o governo. “Há um respeito mútuo de todos esses atores dentro do nosso grupo.”
Sobre o prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União), Joana admitiu que houve distanciamento em razão da proximidade dele com a senadora Zenaide Maia (PSD), vice-líder do Governo Lula no Senado. “Houve, naturalmente, um distanciamento por causa dessa parceria dele com a senadora Zenaide, que, na verdade, está há oito anos dentro de um grupo. É uma mistura, uma coisa estranha, atípica. Mas é um prefeito que está fazendo um bom trabalho em Mossoró, a gente precisa reconhecer.”
O papel do Republicanos
Como dirigente do Republicanos em Natal e secretária estadual de Mulheres Republicanas, Joanna afirmou que o partido continuará sob o comando de Álvaro Dias no Rio Grande do Norte. “O comando sem dúvida seguirá com esse grupo. Há um compromisso do ex-prefeito Álvaro Dias, que é presidente estadual do Republicanos, em fortalecer o partido no Rio Grande do Norte com a criação de novos diretórios, com a identificação de pessoas que possam realmente concorrer.”
Ela também não descartou a possibilidade de disputar um cargo em 2026, mas disse que o foco, por ora, é a gestão municipal. “Há possibilidade do meu nome, mas do nome de tantos outros, inclusive do nosso grupo, que tem interesse em concorrer. Não há definições em relação à minha candidatura. Meu foco está em Natal, está ao lado do prefeito Paulinho Freire, contribuir com o desenvolvimento da cidade.”
Projeto “Prefeitura e Você” chega a 5.200 atendimentos na estreia
Além de falar sobre o cenário político, Joanna apresentou um balanço da primeira edição do projeto “Prefeitura e Você”, que ocorreu no bairro Lagoa Azul, na Zona Norte da capital. Realizada no último sábado 20, a ação liderada pela vice-prefeita levou diversos serviços da administração municipal e de parceiros para dentro da comunidade.
“Uma ação que não envolve só a entrega de serviços dentro da comunidade, mas envolve várias etapas. A gente começa com o diagnóstico das demandas para aquela região que é selecionada pelo município”, explicou. A escolha da localidade é feita com base em critérios como abrangência populacional, vulnerabilidade social e demandas reprimidas.
Na estreia, a iniciativa contou com 24 parceiros, entre eles o Sistema S, a OAB e empresas privadas. Foram oferecidos mais de 130 serviços, alcançando quase 5.200 atendimentos. “A gente colocou dentro da escola pelo menos oito médicos especialistas. A gente tinha pediatra, dermatologista, mastologista, clínico geral, oftalmologista. A gente fazia raio-x, emitia RG”, relatou.
A emissão de documentos foi um dos pontos de maior procura. “Teve relatos de pessoas que tentavam tirar ou registrar o RG desde janeiro e não conseguiam. Então foi uma grande procura neste nosso evento”, disse. A parceria para esse serviço foi firmada com a Câmara Municipal, a quem a vice-prefeita agradeceu.
O projeto será realizado mensalmente, sempre aos sábados de manhã, em diferentes regiões da cidade. A próxima edição já tem data marcada: 25 de outubro, no Planalto, com atendimento estendido às comunidades do Guarapes e Leningrado.
Segundo Joanna Guerra, a iniciativa tem dois objetivos centrais: prestar serviços de forma ágil e aproximar a gestão da população. “É também um momento de escuta. A presença do prefeito, da vice-prefeita e de secretários municipais. Pessoas que estão ali com a missão realmente de ouvir e de executar e de realizar por Natal.”
Tudo que a oposição foi contra foi positivo para Natal, diz vice-prefeita
Joanna também comentou a atuação da oposição à gestão do prefeito Paulinho Freire (União), classificando como legítimo o direito de criticar, mas considerando exageradas algumas resistências. “Em relação à oposição, eu compartilho da mesma opinião do prefeito, no sentido de que existem muitos projetos que são favoráveis ao desenvolvimento e ao crescimento da nossa cidade, que o grupo de oposição não concorda.”
Ela citou o caso da revisão do Plano Diretor, que recebeu duras críticas durante sua tramitação, mas que, segundo a vice-prefeita, já trouxe resultados concretos. “Hoje a gente vê a olho nu os benefícios que o Plano Diretor trouxe para a cidade de Natal. São quase R$ 3 bilhões de novos investimentos na nossa cidade. Um dado do Sinduscon traz que foram gerados 8 mil empregos na construção civil. Isso é fruto do Plano Diretor.”
Projetos como a engorda da praia de Ponta Negra e a criação do Parque Linear da Avenida Roberto Freire também foram mencionados como alvos de contestação. “Pessoas se colocando de forma opositora a um projeto que a cidade inteira deseja. Quem não quer que a Roberto Freire, em toda aquela extensão, tenha um parque em consonância com a preservação ambiental, de uso para bem-estar, lazer da população?”
Para ela, as críticas se repetem em diferentes iniciativas, mas os resultados práticos comprovam a importância das ações. “Em tudo que a oposição se colocou contrário, hoje a gente vê que foi muito positivo para a cidade de Natal.”
26 de setembro de 2025 às 05:05
26 de setembro de 2025 às 05:21
FOTO: JOSÉ ALDENIR
O prefeito de Natal, Paulinho Freire (União Brasil), confirmou nesta quinta-feira 25 que o edital da licitação do transporte público da capital será lançado em outubro deste ano. O anúncio ocorreu durante ato solene em alusão ao Dia Mundial do Turismo, quando a gestão apresentou medidas estratégicas para o fortalecimento da atividade turística.
Segundo o prefeito, o transporte público tem papel fundamental não apenas para os moradores, mas também para atrair visitantes. “A gente precisa de uma cidade acolhedora, uma cidade linda, uma cidade bem iluminada, a saúde funcionando, o transporte coletivo funcionando, não só para o cidadão local, mas para o turista que vem também, porque ele é que move a economia”, destacou Paulinho.
A secretária municipal de Mobilidade Urbana, Jódia Melo, já havia confirmado a previsão no último dia 22. “Estamos trabalhando para lançar esse edital ainda este ano, com ajuda da consultoria da ANTP. Recebemos devolutiva do Tribunal de Contas do Estado, todos os pontos necessários que o TCE apontou, em especial equilíbrio financeiro e econômico, foram minuciosamente tratados entre a ANTP e a STTU, corpo técnico da STTU. Estamos em iminência de, agora, no mês de outubro, fazer esse lançamento“, disse em entrevista à 98 FM.
Ela ressaltou ainda que ajustes jurídicos ainda estão em andamento. “Alguns ajustes ainda estão sendo feitos na parte jurídica junto com a Procuradoria Geral do Município, necessários, porque precisamos cuidar de todos os detalhes. Já tivemos alguns lançamentos de editais que foram fracassados na cidade”, explicou a titular da pasta.
Para evitar “desertos” na operação, a Prefeitura planeja ampliar o subsídio ao transporte. Atualmente, Natal subsidia 5% do valor total do sistema, com tarifa técnica de R$ 5,14 e tarifa pública de R$ 4,90. A comparação nacional mostra Brasília com 75% de subsídio e Goiânia com 66%. “Ampliar o subsídio é necessário para que a gente tenha um equilíbrio financeiro sustentável. Precisamos equilibrar o que a Prefeitura pode pagar, o que os operadores conseguem fazer e a expectativa do público”, frisou Jódia Melo.
O edital também prevê melhorias na frequência dos ônibus, com espera média de 12 minutos e máxima de 30 minutos nos pontos mais desfavoráveis. “Quando você tem essa licitação, a gente calcula essa espera para melhorar a rotatividade do usuário e ganhar demanda”, afirmou a secretária.
Possível aumento da tarifa
Sobre o preço da tarifa, Jódia explicou que estudos ainda estão em andamento. O valor atual de R$ 4,90 não inclui a oneração da folha de pagamento, que passou a ser aplicada a partir de janeiro, além dos custos da convenção coletiva. “Estamos estudando se conseguiremos manter ou se haverá um pequeno aumento, talvez para R$ 5,10. Mas isso será definido após a licitação e implementação da nova rede de ônibus”, relatou.
O edital prevê um período de transição de 180 dias para que as operadoras implementem os investimentos, incluindo a renovação da frota. Atualmente, a idade média dos ônibus é de quase 11 anos, com idade máxima de 12 anos; a meta é reduzir a idade média para seis anos.
“Isso é para depois que a licitação começar a funcionar. Este ano ainda não, porque quando a gente licitar, lançar o edital, que houver a contratação, as operadoras têm seis meses para fazer essa rede de transição e começar, de fato, a operar 100%. Até porque eles vão precisar fazer todo o investimento dos novos ônibus”, pontuou Jódia.
26 de setembro de 2025 às 05:00
26 de setembro de 2025 às 05:19
FOTO: MAYANE LINS
Em entrevista ao programa Dê o Play, da Jovem Pan Natal, nesta quinta-feira (25), o ex-senador e ex-presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, criticou o processo de definição de candidaturas dentro do PT no Rio Grande do Norte. Segundo ele, a metodologia adotada pelo partido para escolher nomes prejudica a participação de lideranças históricas e experientes.
“Quando temos uma vacância, como a de Walter, que era o candidato natural do nosso campo, deveria haver uma discussão mais demorada. Imediatamente surgiram cartas e indicações na mesa. Não é assim que o PT deveria ser”, afirmou, criticando o que chamou de “Raimundocracia”, em referência ao chefe de gabinete do governo Fátima, Raimundo Alves.
Apesar da ironia, Prates afirmou que sua decepção não é pessoal, mas com a forma como as decisões são tomadas.
O ex-senador avaliou que nomes da corrente majoritária dentro do partido, como Natália, Mineiro, Odon, Samanda Alves, Chico e Tabata, estão em posição mais competitiva para disputar cargos em 2026. “Se eu quiser ter algum espaço, seja como candidato majoritário ou em uma nominata federal, não tenho espaço. Tudo isso não foi apresentado nem discutido”, declarou.
Jean Paul também comentou sobre a conversa que teve com a presidente estadual do PT, Samanda Alves. Segundo ele, a dirigente demonstrou preocupação em organizar e fortalecer o partido no estado e buscou diálogo para tomada de decisões em conjunto. “Samanda tem sangue e capacidade para fazer isso pelo PT do Rio Grande do Norte. Se eu estiver em outra sigla, será do mesmo campo. Continuaremos parceiros, sem mudança no alinhamento político”, afirmou.
25 de setembro de 2025 às 10:00
25 de setembro de 2025 às 06:30
FOTO: JOSÉ ALDENIR
O secretário estadual de Fazenda, Cadu Xavier (PT), afirmou que sua pré-candidatura ao Governo do Rio Grande do Norte está consolidada, mas admitiu a possibilidade de ser candi-dato a vice caso o atual vice-governador, Walter Alves (MDB), mude de ideia e decida dispu-tar a reeleição após assumir o cargo de governador em 2026.
“Se ele não quer ser candidato, o candidato do grupo serei eu. Se ele mudar de ideia, aí lá na frente a gente conversa”, disse Cadu, em entrevista à Clube FM nesta terça-feira 23.
Secretário estadual de Fazenda e nome escolhido pelo PT para suceder a governadora Fátima Bezerra, Cadu disse que a definição foi construída dentro do partido e da federação formada também por PCdoB e PV, com apoio da militância. Segundo ele, os seminários realizados pelo Estado confirmaram a aceitação do seu nome.
“Eu tenho muita honra de ter sido escolhido para essa missão, de defender o legado do go-verno da professora Fátima. A militância abraçou o meu nome, e temos também a consolida-ção com os partidos da federação”, declarou.
O pré-candidato frisou que as conversas com outros partidos estão em andamento e que o MDB é peça central na equação. Walter Alves, que assumirá o governo em abril de 2026 quando Fátima se afastar para ficar apta a disputar o Senado, afirmou em diversas ocasiões que não pretende concorrer ao cargo. “Desde o início desse processo, temos conversado de forma próxima ao vice-governador. Ele já colocou várias vezes publicamente e em conversas internas que não tem interesse em disputar a eleição”, disse Cadu.
Durante a entrevista, o secretário também elencou ações que, segundo ele, compõem o lega-do de Fátima. Citou a recuperação de mais de 1 mil quilômetros de rodovias e a mudança no cenário da segurança pública. “Natal era a capital mais violenta do Nordeste em 2018. Hoje é a capital mais segura do Nordeste”, afirmou.
Cadu também apontou avanços na educação com os institutos estaduais de educação profis-sionalizante (Ierns) e na saúde, mencionando a administração de 21 hospitais pelo Estado e a interiorização dos serviços. Acrescentou ainda obras estruturantes, como a conclusão da bar-ragem de Oiticica, o ramal do Apodi e a chegada das águas do São Francisco.
Questionado sobre críticas da oposição por participar de inaugurações e anúncios de obras mesmo sendo secretário da Fazenda, respondeu que sua presença é natural porque os recur-sos são liberados pela pasta. “Nada mais natural”, afirmou.
Comentários