30 de janeiro de 2026 às 04:05
30 de janeiro de 2026 às 03:29
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O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), negou qualquer indiferença em relação na eventual candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República e afirmou que estará empenhado no projeto político do grupo liderado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
A declaração ocorreu nesta quinta-feira (29) e foi dada durante entrevista coletiva após visita a Bolsonaro, na “Papudinha”.
“Sem dúvida, como eu tenho afirmado constantemente, não tenho dúvida nenhuma em relação a isso”, afirmou Tarcísio, ao comentar o cenário eleitoral.
Segundo o governador, o grupo político mantém diálogo contínuo desde 2023 e trabalha de forma unida na construção de um projeto nacional:
“A gente vai estar empenhado neste projeto, vamos entrar muito forte, muito unidos, agregando mais pessoas e falando de perspectiva, de projetos para o país”.
Tarcísio voltou a afirmar que não pretende disputar a Presidência e que seu foco permanece na administração paulista: “Meu interesse é ficar em São Paulo. Não tem controvérsia de nenhuma maneira”.
O político reforçou ainda que há um compromisso de longo prazo com o Estado:
“Eu sou grato ao Estado de São Paulo pela confiança que depositaram em mim. Temos projetos de longo prazo em diversas áreas e eu quero ver esses projetos se materializarem”.
O governador também fez referências ao período em que trabalhou com Jair Bolsonaro no governo federal, ressaltando as realizações e o clima político da época:
“Falamos muito dos tempos em que a gente trabalhou junto, das realizações, da saudade que a gente tem, de como era bom visitar o Brasil todo vendo as entregas. Foi um período para mim muito rico”, declarou.
Para Tarcísio, esse ambiente precisa ser retomado: “A gente precisa ver isso de novo e trazer essa alegria de volta”.
29 de janeiro de 2026 às 17:15
29 de janeiro de 2026 às 15:09
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O prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União), afirmou que a Operação Mederi, deflagrada pela Polícia Federal e pela Controladoria-Geral da União, não alterou seus planos para a disputa eleitoral deste ano. Alvo de um mandado de busca e apreensão na última terça-feira 27, quando teve equipamentos eletrônicos apreendidos, o gestor afirmou que não alterou seu planejamento e declarou que vai anunciar “nos próximos dias” sua decisão sobre uma possível candidatura a governador do Rio Grande do Norte.
“Eu estou muito sereno, muito tranquilo, muito leve e com muita fé. Estou tocando a minha vida da mesma forma. Estou tocando a minha vida, os meus planos, os meus projetos… Eu disse que, no início deste ano, eu iria decidir sobre pré-candidatura. Esse momento ainda vai acontecer”, afirmou Allyson, em entrevista ao programa Repórter 98, da 98 FM, nesta quarta-feira 29.
Allyson registrou que integra um grupo político que vai apresentar uma candidatura ao Governo do Estado, podendo o candidato ser ele ou não. Além dele, integram o grupo o União Brasil do ex-senador José Agripino Maia, o PP dos deputados federais João Maia e Robinson Faria, o MDB do atual vice-governador Walter Alves e o PSD da senadora Zenaide Maia. “Nós temos grupo”, afirmou o prefeito.
Questionado por que ainda não oficializou a pré-candidatura, Allyson afirmou que “ninguém é candidato de si próprio”. Ele disse que o grupo articula a formação de um projeto para o Estado antes de lançar o nome à disputa.
“Candidato ao Governo do Estado para ser só mais um, para juntar partido e para juntar políticos, eu não quero ser, não. Se for para ser candidato ao Governo do Estado, que seja para apresentar um projeto ao Estado. Então nós estamos discutindo, conversando e avaliando. Em mais alguns poucos dias nós vamos reunir esse grupo e nós vamos decidir pela formação, sim, de uma chapa majoritária”, destacou.
Rede de apoio após operação da PF
O prefeito enfatizou que a Operação Mederi não fragilizou seu grupo político. Ele afirmou que, pelo contrário, recebeu uma ampla rede de apoio e manifestações de solidariedade – inclusive dos partidos União Brasil, PP, MDB e PSD, que soltaram nota conjunta.
“Tem um vídeo nosso que foi postado próximo ao momento que passou já de 1 milhão de visualizações. Tem mais de 10 mil pessoas comentando. E o teor dos comentários é a população sabendo o que de fato está acontecendo. Tive uma rede de apoio de políticos com e sem mandato, que fizeram questão de entrar em contato comigo”, destacou.
Allyson acrescentou que o grupo ficou ainda mais fortalecido após a operação. “Eu vejo um grupo muito alinhado, e esse grupo tem que apresentar ao Estado do Rio Grande do Norte um projeto de desenvolvimento, que o desenvolvimento esteja acima das ideologias. Ideologia acima do Estado é o fracasso que nós estamos vendo aí”, finalizou.
Sobre a Operação Mederi
Deflagrada na última terça-feira, a Operação Mederi tem o objetivo de desarticular um suposto esquema criminoso voltado ao desvio de recursos públicos e a fraudes em procedimentos licitatórios envolvendo a compra de medicamentos por seis prefeituras do Rio Grande do Norte, inclusive Mossoró.
Ao todo, os agentes saíram às ruas para cumprir 35 mandados de busca e apreensão no Estado, além da adoção de medidas cautelares e patrimoniais determinadas no âmbito da investigação. Segundo o último balanço divulgado pela PF, foram apreendidos ao todo: 33 celulares, 34 dispositivos eletrônicos (notebooks, HDs e tablets), 4 veículos, 117 documentos e R$ 251 mil em espécie.
Parte do dinheiro apreendido foi encontrado em uma caixa de isopor na casa de Oseas Monthalggan, um dos sócios da Dismed – uma das empresas que faria parte do esquema. O empresário foi gravado pela PF conversando sobre a possível distribuição de propinas. Em nota, a defesa da empresa afirmou que o dinheiro apreendido é compatível com suas atividades comerciais.
O prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra, também foi um dos alvos. Da casa dele, os agentes levaram um celular, dois HDs e um notebook. O vice Marcos Medeiros (PSD) também foi alvo e teve um celular levado pelos agentes.
Além de Mossoró, as fraudes teriam ocorrido em outros cinco municípios potiguares: José da Penha, São Miguel, Serra do Mel, Paraú e Tibau. Mandados foram cumpridas nessas cidades e também em Natal e Upanema.
De acordo com a PF, a operação tem como base auditorias realizadas pela CGU. Documentos do órgão apontam falhas na execução contratual, incluindo indícios de compra de materiais que não foram entregues, fornecimento inadequado de insumos e sobrepreço nos contratos analisados.
29 de janeiro de 2026 às 16:30
29 de janeiro de 2026 às 14:11
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O prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra, foi entrevistado no Balanço Geral RN, nesta quinta-feira (29), e falou sobre as investigações da Operação Mederi, deflagrada na última terça-feira (27). Na entrevista, o gestor destacou o que é a verdadeira matemática de Mossoró, o processo de transparência adotado pelo município e ainda acrescentou que pessoas têm interesse na operação realizada pela Polícia Federal e pela CGU.
“Eu acredito na Justiça, nas instituições, por isso estou me colocando ao público, para falar ao povo do estado, responder qualquer indagação sobre esse processo. Eu não tinha conhecimento dessa investigação. Todas as medidas que adotamos foram transparentes”, disse em entrevista.
Questionado sobre “Matemática de Mossoró”, citada no processo, se a matemática realmente fecha ou se há distorções em contratos e na aplicação dos recursos públicos, Bezerra apresentou documentos e ressaltou qual seria a “verdadeira matemática de Mossoró”.
“É que eu tomei medidas para impedir qualquer dano ao dinheiro público. Eu trouxe documentos que dizem que eu enviei para a SMS para que a secretaria utilizasse o sistema do governo federal para assistência farmacêutica para ter controle de tudo. Quem toma as medidas de transparência, não tem compromisso com o erro”, destaca.
Allyson Bezerra também reforçou sua confiança na equipe. “Tenho muita convicção que a equipe que colocamos nos nossos quadros. Em Mossoró, quem faz as licitações não é o prefeito. Em 2021, aprovamos uma lei de descentralização da gestão. Eu tirei da minha caneta a condição de fazer contrato e passei para os secretários. Além dessa medida, as nossas contratações são virtuais. Não é a quatro paredes”, acrescenta.
O prefeito também afirmou que a operação pode ter motivação política. “Uma ação como essa, como está sendo tratada, interessa quem não quer nossa ascensão política e aqueles que ficam apavorados com a possibilidade de agente disputar o governo do RN. Eu sei muito bem a quem interessa tudo isso que está acontecendo ou que está sendo feito ilações ou até que está tendo tentativas de me acusar ou tentativa de me acuar ou até que eu pare meu procedimento, a minha gestão, a minha forma de atuar”, afirma Bezerra.
Em outro ponto da entrevista, o prefeito foi questionado se está disposto a afastar auxiliares e rever contratos. “Na própria decisão da Justiça, nenhum servidor da prefeitura foi afastado. Não há nenhum tipo de comprometimento na minha parte, no meu vice, nos meus secretários ou de servidores. Eu quero que seja investigado. O mais interessado sou eu. Eu sei da minha dedicação ao povo de Mossoró”, aponta.
Para Allyson Bezerra, a investigação não afeta um projeto político estadual. “Eu gostaria de aproveitar o espaço, olho no olho do cidadão, mas falar também para aqules que se acham no direito de tramar nos bastidores para se trabalhar de alguma forma de divulgação, seja de trechos, de alguma tentativa de me associar a qualquer ato que implique em desordem de recursos públicos. Eu tenho conhecimento quem, de alguma forma, está totalmente interessado nisso. Eu falo aqui porque, em breve, o RN vai conhecer, de forma muito clara, e muito direta a quem muito interessa de alguma forma me prejudicar”, disse.
“A gestão da prefeitura segue sendo tocada assim como estava acontecendo, continua com a mesma força e mesma intensidade. Hoje cedo pagamos todos os servidores da Prefeitura. A Prefeitura segue seu rito normal”, completa.
Ele também respondeu até quando pretende permanecer à frente da Prefeitura de Mossoró. “Conversas com nosso partido e com partidos de um grupo que defende que o RN mude. Enquanto eu já paguei o 13º dos aniversariantes do mês de janeiro de 2026, o servidor do estado recebeu atrasado, em janeiro, o 13º de 2025. É tão fácil ver a quem não interesse que nossa gestão, que a gente consiga prosseguir. É um comparativo muito claro. No tocante à candidatura, vamos continuar discutindo e, no momento certo, vamos tomar uma posição muito clara. A discussão desse momento, de fato, se existe uma possibilidade de afastamento, é por uma possível candidatura”, encerra.
29 de janeiro de 2026 às 09:10
29 de janeiro de 2026 às 05:45
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O prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União), afirmou, em entrevista ao progrma Repórter 98 desta quarta-feira (28), que não há qualquer diálogo, áudio ou participação dele em discussões que possam envolver vantagem pessoal ou irregularidades na gestão municipal.
O prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União), afirmou, em entrevista ao progrma Repórter 98 desta quarta-feira (28), que não há qualquer diálogo, áudio ou participação dele em discussões que possam envolver vantagem pessoal ou irregularidades na gestão municipal. pic.twitter.com/XXcq7Cf4Nh
— 98 FM Natal (@98FMNatal) January 28, 2026
Durante a entrevista, Allyson Bezerra reforçou que não existe qualquer registro que o vincule a tratativas indevidas e destacou que as medidas adotadas pela Prefeitura de Mossoró seguem uma lógica de transparência e controle administrativo, especialmente na área da saúde.
Segundo o prefeito, a organização do recebimento, monitoramento, distribuição e entrega de medicamentos ocorre por meio de sistema eletrônico, o que, segundo ele, reduz riscos e amplia a fiscalização. “Essa matemática fecha em uma conta muito exata, que é a da transparência”, afirmou.
Allyson também ressaltou a adoção de pregão eletrônico e licitações em formato digital, conduzidas por servidores efetivos, além da mudança administrativa que tornou os secretários municipais ordenadores de despesas. “Não sou eu quem licita, quem paga ou quem assina. Cada secretário responde por sua pasta”, explicou.
O prefeito acrescentou que sua responsabilidade está em adotar medidas de gestão e questionou se outros gestores políticos do estado já haviam detalhado publicamente ações semelhantes às implementadas em Mossoró.
29 de janeiro de 2026 às 05:00
29 de janeiro de 2026 às 05:00
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O prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União Brasil), negou qualquer envolvimento em supostas irregularidades relacionadas à empresa Dismed e afirmou que a relação que mantém com o empresário Oseas Monthalggan Fernandes Costa, sócio da empresa, se restringe ao campo político. Segundo o gestor, a imagem que circula nas redes sociais, na qual ele aparece ao lado de Oseas, foi registrada durante uma reunião política e não comprova qualquer vínculo pessoal ou participação em tratativas ilegais.
De acordo com Allyson, ele não aparece em nenhuma gravação divulgada sobre o caso e não participou de conversas ou discussões que envolvessem vantagens pessoais ou interesses indevidos. “A gravação em nenhum momento envolve a minha pessoa. Não sou eu que estou lá, eu não participo, nunca participei e não participei em nenhum momento”, afirmou.
O prefeito reforçou que não teme investigações e disse estar tranquilo quanto à sua conduta. “Quem não deve, não teme. Eu não devo, por isso estou aqui, falando de forma muito clara e direta”, declarou.
Sobre a relação com os sócios da Dismed, Allyson explicou que dois deles têm trajetória política. Um é ex-prefeito e o outro foi vereador e candidato a prefeito. “Em um momento aparece uma fotografia minha com um dos sócios, sim, e isso está inclusive anexado no processo. É uma foto de uma reunião política, com várias pessoas”, disse.
Segundo o prefeito, a imagem foi feita durante uma reunião no contexto das articulações eleitorais de 2024. Ele detalhou que o encontro ocorreu a pedido de um ex-vereador e ex-candidato a prefeito do município de Ipanema, que solicitou apoio político. Allyson afirmou que recusou o pedido por estar em campanha em Mossoró e por manter boas relações com o atual prefeito da cidade.
“Essa foto aconteceu naquele momento específico, numa reunião política, como tantas outras que participamos. Fora isso, não há diálogo, não há áudio, não há presença minha discutindo qualquer tema que envolva vantagem pessoal”, enfatizou.
28 de janeiro de 2026 às 17:00
28 de janeiro de 2026 às 13:24
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O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, comunicou na noite de terça-feira (27) sua filiação ao PSD, encerrando sua trajetória no União Brasil. O anúncio foi feito por meio de um vídeo publicado no Instagram, no qual Caiado aparece ao lado dos governadores Ratinho Jr. (Paraná) e Eduardo Leite (Rio Grande do Sul), ambos integrantes do mesmo partido.
Durante a gravação, os três líderes — apontados como possíveis nomes para a disputa presidencial de 2026 — deixaram claro que o partido terá apenas um candidato, que contará com o apoio integral dos demais. Caiado enfatizou que a decisão será coletiva e sem disputas individuais. “Não há interesse pessoal. Quem for escolhido terá o respaldo dos outros”, afirmou.
A mensagem central do vídeo foi a defesa de um projeto nacional acima das ambições individuais. Eduardo Leite ressaltou que o compromisso do grupo está ligado ao futuro do país. “Antes da aspiração política, vem a aspiração como brasileiros. O Brasil precisa reencontrar um rumo que devolva esperança”, declarou, destacando que o PSD pretende atuar como um partido voltado à transformação nacional.
Ratinho Jr. também reforçou o discurso de união e modernização, elogiando a chegada de Caiado ao partido. Para ele, a aliança entre os governadores representa a chance de “virar a página” e construir um país moderno, atento às pessoas que mais precisam.
Ao se manifestar em suas redes sociais, Caiado fez questão de agradecer ao União Brasil, legenda pela qual construiu sua carreira recente, mas reconheceu que o momento exige uma mudança. “Sou grato ao União Brasil, mas chegou a hora de dar um passo adiante”, escreveu, afirmando que a nova etapa tem como objetivo um projeto de verdadeira mudança para o Brasil.
A saída de Caiado foi comentada oficialmente pelo presidente do União Brasil, Antonio Rueda, que afirmou respeitar a decisão do governador. Em nota, ele destacou a trajetória política, a firmeza de posições e as contribuições de Caiado, especialmente nas áreas de responsabilidade fiscal, segurança pública e fortalecimento do agronegócio em Goiás.
Rueda também ressaltou que a participação de Caiado foi relevante para a história e consolidação do partido, sobretudo na defesa de uma agenda institucional sólida. Por fim, garantiu que o União Brasil seguirá comprometido com a governabilidade, a responsabilidade institucional e as demandas da sociedade brasileira.
28 de janeiro de 2026 às 16:23
28 de janeiro de 2026 às 16:23
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O prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União Brasil), concedeu entrevista ao Meio Dia RN, da 96 FM Natal. Nesta terça-feira (27), o prefeito foi alvo de uma operação da Polícia Federal e da CGU por suspeita de fraude.
Mais cedo, os partidos União Brasil, Progressistas (PP), Partido Social Democrático (PSD) e Movimento Democrático Brasileiro (MDB) divulgaram uma nota pública manifestando solidariedade e apoio ao prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra, diante de uma investigação que envolve gestores de diversos municípios.
No documento, as siglas reafirmam confiança na postura do prefeito e ressaltam que sua gestão tem sido pautada pelo compromisso com a transparência, pelo respeito às instituições e pela responsabilidade com a coisa pública.
A nota também destaca que os fatos devem ser devidamente apurados com absoluto respeito ao devido processo legal, ao contraditório, à ampla defesa e à presunção de inocência, princípios fundamentais do Estado Democrático de Direito.
Ao final, os partidos afirmam que seguem ao lado de Allyson Bezerra e concluem que a verdade prevalecerá.
28 de janeiro de 2026 às 16:06
28 de janeiro de 2026 às 16:06
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O prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União), negou nesta quarta-feira 28 que tenha recebido propina de empresários, um dia depois de a Polícia Federal (PF) e a Controladoria-Geral da União (CGU) deflagraram a Operação Mederi, em que o gestor é apontado como integrante de um esquema de desvio de recursos da saúde.
“Eu nunca recebi, pedi qualquer tipo de vantagem, qualquer tipo de valor. Nunca tive qualquer tipo de diálogo com essas pessoas envolvendo esse tipo de recurso, de contrato, de benefício pessoal dentro da Prefeitura de Mossoró. Nunca solicitei para que ninguém ligado a mim fosse ter esse tipo de contato, esse tipo de conversa. E reafirmo aqui, para o povo do estado do Rio Grande do Norte, que não tenho nenhum tipo de envolvimento em nenhuma dessas práticas”, afirmou Allyson, em entrevista à rádio 96 FM.
A fala de Allyson ocorre após virem à torna interceptações realizadas pela PF no âmbito da Operação Mederi. Nas gravações ambientais realizadas, sócios de uma distribuidora de medicamentos aparecem discutindo a possível distribuição de propina para diversos agentes – entre eles, o prefeito de Mossoró.
Em uma das conversas captadas pelos investigadores, sócios da empresa Dismed afirmam que Allyson Bezerra teria acesso a um repasse de R$ 60 mil, equivalente a 15% de um contrato de R$ 400 mil. A distribuição do recurso foi batizada pelos próprios sócios de “Matemática de Mossoró”.
Segundo Allyson, “a Justiça comprovará no tempo certo” que ele não tem relação com ilícitos. “Às 9h40 da manhã, nós apresentamos toda a documentação que foi solicitada pela Polícia Federal no dia de ontem, antes do prazo que foi solicitado”, declarou o prefeito de Mossoró.
O gestor falou, ainda, que Mossoró utiliza desde 2023 o sistema Hórus, do Governo Federal, que serve como controle do estoque de medicamentos no setor público, sob gestão da Controladoria-Geral do Município. Ele destacou que a utilização do sistema dá transparência às compras públicas de Mossoró. “A matemática de Mossoró na minha gestão é esta: transparência”, enfatizou.
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