SELO BLOG FM (4)

Categoria: Política

Para diminuir rejeição, Lula adota fim da escala 6×1 como bandeira

FOTO: RICARDO STUCKERT

A discussão sobre o fim da escala 6×1 se tornou uma das prioridades de Lula para 2026, ano eleitoral. O governo vai enviar um novo texto ao Congresso logo depois do Carnaval. “Esse é um debate central, é uma prioridade do presidente Lula”, disse o vice-líder do governo no Congresso Lindbergh Farias (PT-RJ). O texto será encaminhado ao Congresso com regime de urgência constitucional, ou seja, com prazo de 45 dias para tramitação cada casa legislativa.

O deputado afirmou que o projeto “pauta o país” e que “a sociedade exige que o tema seja tratado como prioridade”.

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), já sinalizou que colocará o assunto em pauta. “Devemos acelerar também o debate sobre a PEC 6×1, com equilíbrio e responsabilidade, ouvindo trabalhadores e empregadores”, disse na última segunda-feira (2).

A reportagem apurou que parte da base do governo está pessimista quanto ao avanço da matéria ainda em 2026 por conta da complexidade do tema. Outros, no entanto, acreditam que o apelo popular vai obrigar o Congresso a discutir o assunto e que uma votação ainda neste ano é possível.

A pauta, ainda que extremamente popular, esbarra em questões econômicas: um possível fim da escala 6×1 poderia resultar no fechamento de postos de trabalho e no desaquecimento do comércio, alertaram especialistas da área econômica ligados ao governo. A alta empregabilidade e o poder de compra são duas das principais bandeiras do governo para exaltar a atual gestão.

O assunto também é rejeitado pelo empresariado, que ainda não entrou em campo para argumentar contra a mudança por considerar que o debate é incipiente e causaria desgaste.

A insistência no assunto também faz parte de uma estratégia para ganhar mais popularidade e diminuir a alta rejeição que impede Lula de abrir vantagem nas pesquisas. Em ano eleitoral e com pouco tempo para debate, o petista poderia ter o melhor de dois mundos: se colocar como principal defensor de uma pauta popular, mas não enfrentar as dificuldades para a aprovação da matéria até o fim das eleições. Com isso, a base do governo espera uma diminuição da rejeição e um caminho mais tranquilo para a reeleição.

A última pesquisa Atlas/Intel, divulgada nesta quarta-feira (21), exemplifica bem o cenário que preocupa o PT: nas disputas de 1º turno, o atual presidente marca de 48% a 49% das intenções de voto em todos os cenários. Nas pesquisas de 2º turno, Lula estaciona nos 49%, ainda à frente de todos os potenciais adversários, mas escancarando a dificuldade que o petista tem de convencer eleitores de outros candidatos ou indecisos.

O levantamento também questionou os eleitores sobre quais candidatos eles “não votariam de jeito nenhum”. Lula foi o segundo mais rejeitado, com 49,7%. Ele só ficou atrás do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que, apesar de inelegível, foi rejeitado por 50% dos entrevistados.

Os números acenderam um alerta em líderes governistas. Lula não tem conseguido transformar as recentes agendas positivas na economia – como desemprego recorde, inflação dentro da meta e aprovação da isenção do IR para quem ganha até R$ 5.000, além do protagonismo internacional com a queda do “tarifaço” de Trump – em intenções de voto.positivas na economia – como desemprego recorde, inflação dentro da meta e aprovação da isenção do IR para quem ganha até R$ 5.000, além do protagonismo internacional com a queda do “tarifaço” de Trump – em intenções de voto.

PT mira jovens

Um dos números que mais assustaram o PT na última pesquisa Atlas Intel foi a rejeição do atual presidente entre os mais jovens. 75,5% dos entrevistados na faixa dos 16 a 24 anos desaprovam o governo.

O número é um pouco maior do que a rejeição entre os evangélicos (74,2%), demografia já identificada como um problema para o partido. A sigla tenta, nos últimos anos, acenar para os protestantes, geralmente mais conservadores.

A rejeição entre os mais jovens, no entanto, é novidade: fundado em 1980, o PT sempre contou com a popularidade entre os jovens. Foram eles, junto com sindicalistas e intelectuais, que fomentaram o crescimento do partido na redemocratização e que credenciaram a ascensão de Lula ao Planalto.

Mais desiludida e mais conservadora, a atual geração de jovens já nasceu com partido consolidado entre os maiores do país. Também cresceu vendo o PT no poder. Por isso, não enxerga a sigla como uma forma de mudança. A forma de o partido se comunicar, mais analógica, também é vista como um entrave para penetrar nas gerações Z e Alpha.

A discussão sobre o fim da escala 6×1, que ganhou tração na internet antes de chegar a Brasília, é vista como uma oportunidade única de alcançar o público mais jovem. Em outro eixo, a esquerda tenta modernizar sua forma de se comunicar para dialogar com esses eleitores. Admitem, no entanto, que a direita continua muito à frente na guerra narrativa travada nas redes sociais.

Jovem Pan

Entregar governo à oposição este ano seria ‘suicídio político’, diz Cadu Xavier

FOTO: REPRODUÇÃO

O secretário estadual da Fazenda, Cadu Xavier (PT), afirmou que a governadora Fátima Bezerra (PT) poderá desistir de renunciar antes do fim do mandato se perceber que não conseguirá eleger o sucessor em uma eleição indireta na Assembleia Legislativa. De acordo com Cadu, a governadora poderá permanecer no cargo para evitar que a oposição assuma o controle do governo na reta final da gestão, em meio às eleições gerais de outubro.

“A última cartada é dela. Se a gente tiver segurança — e nós estamos trabalhando para isso —, essa cartada vai ser a renúncia. Mas, se não criarmos esse ambiente de maioria que nos dê tranquilidade para esse processo, o que é inimaginável é a gente passar o governo para a mão da oposição durante o processo eleitoral. Isso seria um suicídio político”, afirmou Cadu, em entrevista na noite desta terça-feira 3 ao Jornal das Seis, da rádio 96 FM.

Nos últimos meses, Fátima Bezerra tem dito que pretende ser candidata ao Senado nas eleições deste ano. Para isso, ela teria de renunciar ao governo até 4 de abril, para cumprir a regra da desincompatibilização. O vice-governador Walter Alves (MDB) seria o sucessor natural até o fim do mandato, mas ele já comunicou que não vai assumir o cargo porque quer concorrer a deputado estadual.

Caso se confirmem as duas renúncias, o Estado poderá ter uma eleição indireta na Assembleia Legislativa. Neste caso, os 24 deputados estaduais teriam de escolher um governador e um vice-governador para encerrarem o mandato até 5 de janeiro de 2027, em um chamado mandato tampão. Para essa disputa, o PT tem defendido o nome de Cadu Xavier, mas o secretário tem encontrado resistência na Assembleia Legislativa.

Na 96 FM, Cadu afirmou que está trabalhando para viabilizar o nome na disputa para o mandato tampão. “A gente tem trabalhado. Hoje mesmo estive na Assembleia Legislativa representando a governadora. A minha relação com os deputados sempre foi muito boa”, afirmou o secretário da Fazenda.

Em meio à resistência dos deputados, o secretário de Fazenda disse, porém, que o PT pode apresentar outro nome para a eleição indireta. Neste cenário, Cadu seria candidato apenas nas eleições gerais de outubro.

“O meu nome, enquanto pré-candidato na eleição de outubro, é um nome natural. E eu não tenho dificuldade nenhuma. Pelo contrário, teria um orgulho imenso de assumir o Governo do Estado a partir de abril. Mas, se não for possível numa composição, numa contagem de votos dentro da Assembleia Legislativa, outro nome nosso pode assumir o governo”, declarou.

“O que a gente tem colocado é que a gente não abre mão de que seja uma pessoa do PT”, afirmou Cadu, enfatizando que esse entendimento será levado até as últimas circunstâncias, o que pode significar a permanência de Fátima Bezerra no cargo.

Secretário defende mulher como vice

Em outra entrevista dada nesta terça-feira, Cadu Xavier afirmou que defende uma mulher como vice na chapa governista. Ele destacou a importância da participação feminina nos espaços de poder e citou nomes que, segundo ele, têm trajetória política e capacidade de compor o projeto liderado pela governadora Fátima Bezerra (PT).

“A nossa grande liderança aqui no Estado da esquerda do Rio Grande do Norte é uma mulher. Eu acho que a participação feminina junto com ela e comigo nessa chapa é muito importante”, afirmou Cadu em entrevista ao Jornal da Cidade, da rádio Cidade.

Questionado diretamente sobre nomes, Cadu mencionou as ex-deputadas estaduais Larissa Rosado (PSB) e Márcia Maia (PDT) como possibilidades reais. Ao ser indagado se teria preferência por alguma delas, respondeu de forma direta: “Pode ser uma das duas, eu acho dois grandes nomes. Eu acho que uma mulher é muito importante”.

Na avaliação do secretário, além da representação feminina, a escolha da vice precisa dialogar com o eleitorado e com a história política do Estado. Ao citar Márcia Maia, ele ressaltou o peso simbólico do nome. “Ela traz a memória da mãe dela, que ainda é muito presente no imaginário, na cabeça do eleitor”, disse, referindo-se à ex-governadora Wilma de Faria.

Cadu ressaltou que a definição da chapa ainda está em discussão e envolve não apenas o PT, mas também partidos aliados. Segundo ele, o diálogo inclui siglas como PV, PCdoB, PSB, PDT e outros partidos do campo progressista. “A gente tem excelentes quadros na esquerda, no centro-esquerda do Rio Grande do Norte”, afirmou, reforçando que a preferência pessoal é por uma mulher, mas que a decisão será coletiva.

Confirmação da pré-candidatura

Ao longo da entrevista, Cadu Xavier confirmou que seu nome está colocado como pré-candidato ao Governo do Estado, tanto no cenário de eleição direta em outubro quanto na hipótese de um mandato tampão. Ele deixou claro que a pré-candidatura não surgiu de forma improvisada, mas como parte de uma construção política ligada ao contexto sucessório do governo Fátima Bezerra.

Segundo ele, a experiência acumulada na administração estadual é um dos fatores que sustentam sua decisão. “Eu sei que a gente já esteve numa situação muito mais difícil e conseguimos enfrentar com muita tranquilidade”, disse.

Cadu também enfatizou sua trajetória como servidor público – ele é auditor fiscal de carreira – para justificar a disposição de assumir novos desafios. “Eu tenho um espírito público. Eu sou servidor de carreira há 20 anos”, afirmou. Ele reforçou que sua atuação não é motivada por interesses pessoais. “O meu salário é o mesmo, se eu estivesse atuando como auditor ou como secretário. Então não é algo de projeção de carreira”, declarou.

Sobre a hipótese de eleição indireta, ele lembrou que Fátima Bezerra e Walter Alves foram eleitos para um mandato completo. “Fátima e Walter foram eleitos para governarem o Rio Grande do Norte de 1º de janeiro de 2023 a 5 de janeiro de 2027”, disse. Para Cadu, caso ambos deixem o cargo antes do fim do mandato, é legítimo que o PT conclua esse ciclo. “É justo que alguém do PT, que é a tese que nós defendemos, cumpra esses nove meses de governo interino”, declarou.

Cenário político e polarização nacional

Na rádio Cidade, Cadu Xavier também fez uma leitura mais ampla do cenário eleitoral de 2026 no Rio Grande do Norte. Para ele, a disputa tende a se alinhar à polarização nacional entre campos políticos opostos.

Nesse contexto, ele se colocou claramente no campo político alinhado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Cadu afirmou que não pretende esconder suas posições por conveniência eleitoral. “Agora, dizer que eu não tenho as ideias na minha cabeça, por cálculo, eu não vou fazer isso. Não é da minha pessoa”, disse.

Ele também comentou críticas e questionamentos sobre a viabilidade da polarização no Estado, diante de discursos considerados ambíguos por parte de adversários. Para Cadu, esse tipo de postura faz parte de estratégias eleitorais. “Esse posicionamento aí, deixando em dúvida, eu não sou bolsonarista, eu tiro uma foto com Lula, é cálculo eleitoral”, afirmou.

Agora RN

Fátima quer Cadu Xavier governador; já oposição prefere Serquiz ou Zeca

FOTO: REPRODUÇÃO

A possibilidade de a governadora Fátima Bezerra (PT) renunciar ao cargo para disputar uma vaga no Senado Federal, em 2026, coloca a Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte em alerta na reabertura dos trabalhos legislativos. Na sessão solene de abertura do ano legislativo, nesta terça-feira (03), os deputados estaduais colocaram a possível eleição indireta para governador de um mandato-tampão até dezembro como um dos principais temas deste ano na Casa. A discussão ainda é incerta, mas as articulações já acontecem nos bastidores.

O pano de fundo da discussão é claro. Caso Fátima deixe o cargo, o primeiro da linha sucessória é o vice-governador Walter Alves (MDB). Se ele assumir, a crise política se encerra. No entanto, Walter já sinalizou publicamente que não pretende exercer o mandato, inclusive rompendo com o governo do PT. A partir daí, só haveria eleição indireta se também se configurasse a vacância do vice, caracterizando o que a Constituição define como “dupla vacância”.

O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Ezequiel Ferreira (PSDB), buscou esfriar o debate, lembrando que, juridicamente, nada está definido. “A eleição indireta só existe se houver vacância. Não houve vacância. Nem ninguém tem a certeza que haverá”, afirmou.

Segundo ele, caso ocorra, o processo já tem a primeira regra definida: será uma eleição aberta.

Ezequiel explicou que, diante dessa possibilidade, a Assembleia já começou a se preparar do ponto de vista legal. “Durante o mês de janeiro, eu já me debrucei sobre esse assunto com a nossa procuradoria. Isso será feito um projeto de lei que será encaminhado para o governo. O governo sanciona esse projeto e aí tem as diretrizes desta eleição, se isso vier a acontecer”, detalhou, sobre a regulamentação do processo eleitoral indireto.

De acordo com o presidente da Casa, a eleição indireta seria realizada no plenário da Assembleia Legislativa, com voto aberto dos 24 deputados estaduais.

“Poderia ser candidato qualquer cidadão filiado a um partido, com mais de 35 anos de idade e conduta ilibada. Seria uma chapa de governador e vice, já que estaríamos diante de uma vacância dupla”, explicou.

Sobre a possibilidade de ele próprio assumir o governo para conduzir o processo, Ezequiel foi não descartou, mas evitou o assunto: “Ou assumo eu para fazer a eleição, ou assume o presidente do Tribunal de Justiça. Mas tudo isso ainda são conjecturas”.

Enquanto o campo governista trabalha para garantir a continuidade do Partido dos Trabalhadores no comando do Executivo estadual, a oposição articula um discurso completamente distinto. Para líderes da direita, o momento exigiria um nome “técnico”, sem ambições eleitorais, capaz de tomar decisões duras para ajustar as contas do Estado.

O deputado Tomba Farias (PL) defendeu abertamente essa tese. “A unanimidade dentro do partido é que seja uma pessoa de consenso, que seja um técnico, uma pessoa de credibilidade para tomar as mudanças. A política não funciona para tomar medidas amargas, porque quem é político pensa na eleição”, afirmou.

Segundo ele, nomes como o presidente da Federação das Indústrias do RN (Fiern), Roberto Serquiz, e o superintendente do Sebrae-RN, Zeca Melo, surgem como referências nesse debate.

“Um pessoal que tenha responsabilidade com as medidas que sejam necessárias”, disse.

Tomba também ressaltou que todo o cenário depende, essencialmente, da decisão da governadora e do vice. “Se a governadora ficar, acaba o problema da eleição. Se ela sair e Walter assumir, também está extinto esse processo. Só haverá eleição indireta se Walter não assumir. A verdade é que tudo vai girar em torno disso”, avaliou, sem descartar qualquer possibilidade.

Do lado do PT, o discurso é de unidade e antecipação. O partido insiste no nome colocado tanto para o eventual mandato-tampão quanto para a disputa de 2026: o secretário estadual da Fazenda, Cadu Xavier (PT), pré-candidato ao Governo para o pleito regular de outubro.

“Nós temos um nome apresentado, que é o do nosso companheiro Cadu Xavier, tanto para o mandato-tampão, evidentemente se houver eleição, como também para uma candidatura a governador em 2026. A base de tudo isso é o diálogo”, afirmou o deputado Francisco do PT, destacando que o governo tem conversado com deputados da base e também não descarta diálogo com a oposição.

O próprio Cadu Xavier, que esteve na solenidade representando a governadora Fátima Bezerra (PT), reforçou a tese da continuidade política e partidária.

“A posição do governo é muito clara. A gente não abre mão de um nome que seja do nosso partido, do Partido dos Trabalhadores. A governadora foi eleita para quatro anos, junto com o vice. Ela vai sair para disputar a eleição, o vice não vai assumir, ele já colocou isso publicamente. Então seria natural que o nome do Partido dos Trabalhadores encerrasse o mandato que o povo concedeu nas eleições”, concluiu.

Diário do RN

Allyson Bezerra diz não acreditar em eleição indireta para o Governo do RN

FOTO: REPRODUÇÃO

Pré-candidato ao Governo do Estado nas eleições de outubro, o prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União), afirmou que não acredita na realização de uma eleição indireta na Assembleia Legislativa do RN. Segundo ele, Fátima Bezerra deverá ficar até o fim do mandato.

“Eu não acredito que ela irá renunciar ao cargo. Acredito que ela irá cumprir o restante do seu mandato. Eu não acredito que terá essa eleição indireta para um mandato tampão na Assembleia Legislativa”, declarou, em entrevista ao programa Mais Política, da rádio Difusora, nesta terça-feira 3.

Allyson acrescentou que o tema da eleição indireta “não está na pauta” das conversas que ele vem mantendo sobre o pleito eleitoral. “Nós estamos muito preocupados de apresentar um programa de futuro para o Rio Grande do Norte”, enfatizou.

Ele falou, no entanto, que, se as renúncias de Fátima e Walter forem confirmadas, seu grupo político vai discutir um encaminhamento sobre o tema.

Na entrevista, Allyson aproveitou para fazer duras críticas à gestão de Fátima Bezerra.

“Infelizmente, neste ano ainda, o Estado vive o oitavo ano de uma gestão muito dura para o Rio Grande do Norte. Quem diz isso? O povo nas ruas. É a avaliação da população no dia a dia, quando avalia a gestão estadual com praticamente 70% de rejeição. Então, eu acho que é importante a gente escutar o que está vindo das ruas”, acrescentou o prefeito.

Ele acrescentou: “O povo gostaria de ter um Estado que entregasse mais, melhorias. Então, isso aí não está acontecendo.

O prefeito voltou, ainda, a dizer que seu nome está à disposição para concorrer ao governo nas eleições regulares de outubro caso seja o desejo do grupo que ele integra. Ele declarou, porém, que a candidatura deverá ser precedida de um debate sobre o futuro do Estado.

“Vamos discutir um plano de ações, de ideias, de projetos reais para o RN. A população não quer mais discutir aquelas propostas mirabolantes, sabe? Aquelas propostas que são inexequíveis, que são impossíveis de serem feitas”, finalizou.

Agora RN

União Brasil e PP costuram nominata conjunta para deputado federal no RN em 2026

FOTO: REPRODUÇÃO

União Brasil e Progressistas (PP) avançaram, nos bastidores, nas tratativas para a construção de uma nominata conjunta na disputa por vagas de deputado federal no Rio Grande do Norte nas eleições de 2026. A articulação integra a estratégia das duas siglas para robustecer a chapa proporcional, ampliar competitividade eleitoral e otimizar a distribuição de votos no estado.

Segundo apuração do comentarista político Tacio Cavalcanti, as conversas já trabalham com nomes considerados pilares iniciais da composição. Estão no radar o ex-governador Robinson Faria, o deputado federal Benes Leocádio, o ex-deputado federal João Maia e o ex-deputado estadual Kelps Lima.

Dentro desse arranjo, já está confirmada a entrada do vereador de Natal, Matheus Faustino, que passa a integrar formalmente o projeto proporcional costurado em conjunto por União Brasil e Progressistas.

No recorte de gênero, há um acordo inicial para a inclusão de Leila Maia na nominata. Paralelamente, o PP atua para ampliar a participação feminina, com a busca ativa por novos nomes que reforcem a chapa e atendam às exigências legais e estratégicas da disputa proporcional.

Apesar do avanço nas conversas, interlocutores ouvidos ressaltam que o desenho ainda está em fase de ajustes. Os nomes citados podem sofrer alterações à medida que as negociações avancem e que o cenário partidário se consolide até o calendário oficial de definições eleitorais de 2026.

Portal 98 FM

Flávio elogia Tarcísio: “Saiu da costela de Bolsonaro”

FOTO: REPRODUÇÃO

Nessa terça-feira (3), o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) elogiou o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e disse que ele “saiu da costela” do ex-presidente Jair Bolsonaro. De acordo com o parlamentar, que é pré-candidato à Presidência da República, Tarcísio deve ser “a maior revelação política dos últimos anos”.

Flávio mencionou o assunto durante conversa com o jornalista Paulo Figueiredo.

– O Tarcísio talvez seja a maior revelação política dos últimos anos. É do grupo do Bolsonaro. Saiu da costela do Bolsonaro – apontou.

E completou:

– Ele [Jair Bolsonaro] enxergou na figura do Tarcísio uma pessoa séria, gestor competente e inteligente e que é a cara que o eleitor de São Paulo escolhe – disse.

O senador também disse que pretende buscar uma união caso vá para o segundo turno das eleições deste ano.

– Estou feliz com o caminho que as coisas estão seguindo. Estão nos integrando. Respeito o tempo de cada um, mas sempre vou buscar unidade, seja agora, no meio da eleição ou no segundo turno, se tiver. (…) Da minha parte, sempre houve [uma união]. Nunca considerei um cenário em que não houvesse integração. Cada partido no seu tempo, respeito isso. Nunca tive dúvida que iremos caminhar juntos. É a analogia do melão no caminhão: a gente vai andando, os melões vão se acomodando – destacou.

Pleno News

Após votar contra Gás do Povo, Gonçalves diz que ‘pessoas preferem receber auxílios’ do que trabalhar

FOTO: DIVULGAÇÃO

Após votar contra a Medida Provisória 1.313/2025, que institui o programa Gás do Povo, o deputado federal Sargento Gonçalves (PL) criticou os auxílios sociais do Governo Federal. À Inter TV, em Brasília, ele afirmou que “sempre alguém vai pagar a conta”.

“Estou cansado desse modelo socialista que cria dependência no Estado. Enquanto outra parte da sociedade precisa trabalhar muito, acordar às 5 da manhã, chegar as 7 da noite, pegar ônibus lotado para ganhar um mísero salário, hoje pessoas não trabalham e ganham R$ 600 reais por mês. Aqueles que trabalham, saem cedo e chegam tarde em casa, ganham um salário mínimo”, disse o deputado.

Ele também chegou a afirmar que ‘pessoas preferem receber auxílios’ do que trabalhar. “Por isso você cidadão hoje procura o ASG, o auxiliar de serviços gerais, procura um pedreiro, um jardineiro e não encontra porque de fato as pessoas estão preferindo receber os auxílios dados pelo Estado”, completou.

Agora RN

Caso Brisa: Câmara Processante vai fazer devassa em emendas de todos os vereadores de Natal

FOTO: REPRODUÇÃO

A Comissão Processante do caso Brisa Bracchi (PT), na Câmara Municipal de Natal, aprovou um pedido da defesa da vereadora, para que a Funcarte envie (em cinco dias uteis) a copia das emendas impositivas de todos os vereadores.

Esse é um pedido da defesa da vereadora desde a primeira comissão processante, mas havia sido visto como uma forma de atrasar o processo e, por isso, foi negada. Agora, com Samanda Alves (PT) como presidente e Tarcio de Eudiane integrante, apoiadores de Brisa, e com o voto também de Daniel Rendall, relator do processo, a Comissão aprovou o pedido de forma unânime.

Com isso, a Comissão vai analisar uma por uma todas as emendas impositivas dos vereadores dos anos de 2024 e 2025, para analisar se o envio de recursos para eventos político partidários ocorreu em outros momentos.

“Agora sim a gente vai ter direito a um processo transparente, que investigue de forma nítida e clara todos os vereadores”, afirmou Brisa Bracchi, em vídeo publicado nas redes sociais dela (veja ao final do post).

PROCESSO CONTINUA

A Comissão Processante conseguiu no final do ano passado aprovar o arquivamento desta segunda denuncia contra Brisa. Contudo, os vereadores rejeitaram o parecer pelo arquivamento e garantiram a continuidade da investigação.

Assim como no processo anterior, a manobra da defesa de Brisa de pedir a analise de todas as emendas é visto como uma forma de atrasar os trabalhos e fazer a Comissão, mais uma vez, extrapolar o prazo.

Portal 96 FM