10 de fevereiro de 2026 às 15:30
10 de fevereiro de 2026 às 14:29
FOTO: REPRODUÇÃO
O deputado estadual Vivaldo Costa (PV) afirmou, em entrevista à 98 FM Natal nesta terça-feira (10), que não pretende disputar as eleições indiretas que devem escolher o nome responsável por cumprir o chamado mandato-tampão no Governo do Rio Grande do Norte. O parlamentar era citado nos bastidores como um dos possíveis nomes da base governista para a função.
Em entrevista, Vivaldo declarou que, mesmo diante de um eventual convite, não aceitará a missão. Segundo ele, a decisão é definitiva e está relacionada ao longo período de atuação na vida pública.
“A única decisão que eu tenho até agora é não assumir, mesmo que seja convidado, porque eu estou com 50 anos de vida pública. Estou no fim de carreira. Não pretendo mais disputar nenhum cargo”, afirmou.
O deputado também ressaltou que prefere abrir espaço para novas lideranças políticas. Para ele, a eventual participação no cargo poderia gerar desgaste em uma fase final de trajetória.
Nos bastidores políticos, o nome de Vivaldo era considerado viável, em função de sua experiência e disponibilidade eleitoral, já que ele não será candidato a reeleição ao cargo de deputado estadual.
“Eu acho que chegou a hora de dizer não e abrir espaço para a turma jovem”, completou.
As eleições indiretas são convocadas quando há vacância definitiva do cargo de governador e vice-governador a menos de dois anos do fim do mandato. Com as renúncias da governadora Fátima Bezerra (que disputará o Senado) e o vice-governador Walter Alves (que disputará uma vaga a deputado estadual), o pleito será convocado na ALRN.
Nessa situação, a escolha do novo chefe do Executivo é feita pela Assembleia Legislativa, e o eleito cumpre apenas o período restante da gestão.
10 de fevereiro de 2026 às 14:50
10 de fevereiro de 2026 às 14:50
FOTO: EDUARDO MAIA
Durante a sessão desta terça-feira (10), na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, o deputado estadual Luiz Eduardo (PL) cobrou um posicionamento mais objetivo da governadora sobre problemas estruturais que, segundo ele, afetam diretamente a população potiguar e não foram abordados no discurso proferido pela chefe do Executivo estadual na Casa.
O parlamentar destacou a ausência de explicações sobre temas considerados urgentes, como a situação dos servidores terceirizados da saúde, que estão há cerca de dois meses sem receber salários, além da precariedade na rede pública, exemplificada por equipamentos essenciais, como o tomógrafo do Hospital Regional Walfredo Gurgel, que permanecem quebrados em unidades hospitalares do Estado.
Luiz Eduardo também chamou atenção para a questão dos empréstimos consignados. De acordo com o deputado, valores estão sendo descontados regularmente dos contracheques dos servidores, mas não estariam sendo repassados às instituições financeiras, gerando prejuízos e insegurança para os trabalhadores.
Outro ponto levantado foi a falta de informações claras sobre o calendário de pagamento dos servidores públicos e pensionistas, tema que, segundo ele, impacta diretamente a organização financeira de milhares de famílias potiguares.
No campo nacional, o parlamentar citou problemas que, na avaliação dele, também mereciam reflexão por parte do governo estadual, como a informação de que o Ministério da Educação deixará cerca de 45 mil deficientes visuais sem livros didáticos no início do ano letivo, além do desempenho do Brasil em rankings internacionais, que apontam estagnação no combate à corrupção e baixos índices na educação.
Luiz Eduardo criticou ainda campanhas publicitárias veiculadas nos meios de comunicação que, segundo ele, apresentam um cenário irreal da saúde pública do Rio Grande do Norte. “Enquanto a propaganda diz que a saúde do Estado está em padrão de primeiro mundo, a realidade vivida pela população é de caos”, afirmou.
Ao final, o deputado questionou de quem é a responsabilidade pelos problemas que não foram tratados no pronunciamento da governadora e reforçou a necessidade de um debate transparente e responsável sobre os desafios enfrentados pelo Estado.
10 de fevereiro de 2026 às 12:00
10 de fevereiro de 2026 às 12:06
FOTO: BLOG RObson Pires
Prego batido e ponta virada. A vice-prefeita de Parnamirim, Kátia Pires, abriu dissidência dentro do União Brasil — partido comandado no Rio Grande do Norte pelo ex-senador José Agripino Maia — e declarou apoio ao projeto político do ex-prefeito de Natal e pré-candidato ao governo, Álvaro Dias.
O movimento foi consolidado após encontro político com Álvaro e com o candidato a vice-governador Babá da FEMURN, selando o alinhamento e marcando novo posicionamento da vice-prefeita no tabuleiro estadual.
A decisão repercute nos bastidores, por representar um gesto de ruptura dentro da sigla e reforçar o palanque de Álvaro Dias, que segue ampliando apoios e costurando alianças rumo à disputa pelo Governo do Estado.
10 de fevereiro de 2026 às 11:45
10 de fevereiro de 2026 às 11:54
FOTO: ALRN
Na última vez em que leu a mensagem anual à Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, nesta terça-feira (10), a governadora Fátima Bezerra usou o discurso para ir além do balanço administrativo e deixou sinais claros sobre o debate sucessório no Estado em meio à antecipação do calendário eleitoral de 2026.
Após dois mandatos consecutivos, Fátima adotou um tom de defesa do legado da gestão, rebateu críticas à condução econômica, exaltou avanços na área da saúde e fez críticas diretas a entraves institucionais enfrentados pelo governo — em especial no processo de relicitação do Aeroporto Internacional de São Gonçalo do Amarante. O pronunciamento ocorre em um momento em que a governadora é apontada como prioridade do PT para disputar o Senado, o que exigiria sua saída do cargo até o início de abril.
Ao tratar da política de incentivos fiscais, Fátima afirmou que encontrou um Estado “de ladeira abaixo” e atribuiu a perda de competitividade do Rio Grande do Norte a um modelo que, segundo ela, havia se esgotado. A governadora citou o antigo Programa de Apoio ao Desenvolvimento Industrial (Proadi) e destacou a aprovação de um novo marco, construído com o setor produtivo e aprovado por unanimidade na Assembleia. No discurso, fez elogios ao secretário estadual da Fazenda e pré-candidato ao governo, Cadu Xavier, e ao Parlamento pela condução do debate.
Na área da saúde, a governadora reconheceu desafios persistentes, mas afirmou que a atual rede representa “avanços civilizatórios” em relação ao cenário encontrado no início da gestão. Como exemplo, citou a ampliação do número de leitos de UTI, que teria passado de cerca de 170 para mais de 330, e a interiorização desses serviços. “Isso aqui não é discurso, é vida”, afirmou, ao mencionar a implantação de leitos em regiões que, segundo ela, passaram anos sem assistência intensiva.
Um dos trechos de maior carga política do discurso foi a crítica ao processo de relicitação do aeroporto de São Gonçalo do Amarante. Fátima afirmou que o Estado passou três anos à espera da solução e atribuiu o atraso a entraves no âmbito federal, com menção ao Tribunal de Contas da União e ao então ministro de Infraestrutura, Tarcísio de Freitas. Segundo a governadora, o impasse só foi superado após o retorno do presidente Lula ao Palácio do Planalto.
O discurso também teve tom pessoal. Fátima disse nunca ter se guiado por interesses individuais na vida pública e reforçou a ideia de compromisso com projetos coletivos, em uma sinalização que dialoga diretamente com o debate sobre sua permanência ou não no governo até o fim do mandato.
A leitura da mensagem ocorre em um contexto político sensível. Caso a governadora deixe o cargo para disputar o Senado e o vice-governador Walter Alves mantenha a decisão de não assumir o Executivo, o Estado poderá enfrentar uma situação inédita de vacância, com a necessidade de um mandato-tampão até o fim da gestão.
10 de fevereiro de 2026 às 10:41
10 de fevereiro de 2026 às 10:41
ALLYSON BEZERRA É INVESTIGADO PELA POLÍCIA FEDERAL
O Rio Grande do Norte não precisa de uma “Rosalba” de chapéu de couro na governadoria. A situação financeira do Estado é grave e carece de um gestor capacitado, com visão de futuro, coragem de adotar medidas impactantes e estratégicas. Certamente essa pessoa não é o prefeito de Mossoró e pré-candidato ao governo do Estado, Alysson Bezerra (UB), cujo principal talento é fazer “munganga”, nas redes sociais para vender a imagem de “bom gestor”, driblando a boa fé de uma expressiva parcela da população que se deixa manipular mais facilmente.
O publicitário João Maria Medeiros, um dos talentos do marketing político potiguar, em recente artigo publicado no portal Saiba Mais, sob o título “As aparências enganam”, definiu bem que o Allysson das redes sociais é outro totalmente diferente do real, daquele que usa a internet para enganar a opinião pública:
“Para quem vive a realidade mossoroense e conhece de perto o menino do chapéu de couro, sabe, por exemplo, que ser contrário as oligarquias foi meramente discurso, aquela disposição para encantar e adoçar os ouvidos de quem sonhava e desejava algo realmente novo e diferente. Para buscar ser candidato a apenas seis meses de ter vencido uma eleição, o prefeito se aliou a uma das mais combatidas oligarquias que se perpetuaram por anos no estado, os Maia. O ex-senador José Agripino Maia é o fiel avalizador da pré-candidatura do prefeito de Mossoró”, explica o publicitário.
O eleitor potiguar não pode deixar se enganar por mercadores de ilusões, principalmente quando seus projetos políticos já nascem manchados com a nódoa de supostos atos de corrupção.
Por fim, embora seja novo na vida pública, Allyson Bezerra tem o seu nome envolvido em velhas práticas de supostas falcatruas, noticiadas pela imprensa. Vejamos algumas:
2025 — Denúncias, investigações e articulações políticas
📌 Maio de 2025 — Denúncia de propina por empresário.
• Em maio, reportagem publicou áudios de um empresário denunciando que o prefeito cobraria propina de contratos públicos, onde parte dos valores seria repassada ao gestor (cerca de 4% sobre contratos da prefeitura).
• A denúncia desencadeou debate político e tentativa de investigação na Câmara de Mossoró.
📌 Setembro de 2025 — Superfaturamento e favorecimento em obras.
• O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) abriu procedimento para investigar suspeitas de superfaturamento em contratos com a Construtora Luiz Costa Ltda. na gestão municipal, envolvendo recursos públicos.
• Outras reportagens destacaram investigações por favorecimento em licitações e corrupção com pagamentos de propina em processos licitatórios.
2026 — Operação da Polícia Federal e novos desdobramentos
📌 27 de janeiro de 2026 — Operação Mederi (PF e CGU)
• A Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União (CGU) deflagraram a Operação Mederi, cumprindo 35 mandados de busca e apreensão no Rio Grande do Norte, incluindo locais ligado à Prefeitura de Mossoró e à residência do prefeito.
• A investigação apura supostas fraudes em licitações e desvios de recursos públicos na área da saúde, especialmente em contratos para fornecimento de insumos.
• A PF identificou indícios de irregularidades como entrega incompleta de produtos, fornecimento fora das especificações e possíveis sobrepreço.
📌 Fevereiro de 2026 — Suposta rede de propinas com contas “laranja”
• Na sequência das apurações da Operação Mederi, a PF disse ter identificado conta “laranja” em nome de uma menor de idade usada por operadores de um suposto esquema de propina e fraudes, que “atingiria” o prefeito e seu vice como supostos beneficiários principais.
Essas são apenas algumas das nebulosidades da vida pública de Allyson Bezerra.
O Rio Grande do Norte merece ter um governador como o atual prefeito de Mossoró?
9 de fevereiro de 2026 às 16:15
9 de fevereiro de 2026 às 16:30
FOTO: REPRODUÇÃO
O prefeito cassado de Itaú, Francisco André Régis Júnior (PP), se pronunciou nesta segunda-feira (9) após o Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE-RN) confirmar, por unanimidade, a cassação do seu mandato e do vice-prefeito Paulo Fernandes Maia (MDB). Em vídeo divulgado nas redes sociais, André Júnior afirmou receber a decisão “com serenidade”, disse que irá cumprir a determinação judicial e anunciou que vai recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Ele também comunicou que o presidente da Câmara Municipal, Fernandes Melo, assumirá interinamente a Prefeitura nos próximos dias.
No pronunciamento, o agora ex-prefeito declarou estar “de cabeça erguida” e afirmou não ter causado prejuízos ao município. André Júnior agradeceu as mensagens de apoio, destacou o vínculo pessoal com a cidade de Itaú e disse que continuará atuando em favor da população, mesmo fora do cargo. “Seguirei com fé em Deus e com o compromisso de sempre lutar pelo que acredito ser o melhor para nossa cidade”, afirmou, reforçando confiança na Justiça e no desfecho do recurso que será apresentado ao TSE.
A cassação foi confirmada pelo TRE-RN no julgamento dos Embargos de Declaração do Recurso Eleitoral nº 0600224-44.2024.6.20.0045, referente a uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) movida pela Coligação “Vontade do Povo”.
O tribunal manteve o entendimento de que houve abuso de poder político e econômico e conduta vedada nas Eleições de 2024, com base em eventos promovidos pela Prefeitura, como o Dia das Mães Itauenses e o XVI Arraiá do Zé Padeiro.
Além da cassação dos diplomas, Francisco André Régis Júnior foi multado em R$ 10.641,00 e declarado inelegível por oito anos, enquanto o vice recebeu multa de R$ 5.320,50. A decisão passa a valer após o prazo para novos recursos.
9 de fevereiro de 2026 às 15:31
9 de fevereiro de 2026 às 15:31
FOTO: REPRODUÇÃO
O evento “RN do Futuro”, realizado nesse sábado (7), marcou a candidatura do prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União Brasil) ao governo do Rio Grande do Norte, com a presença de lideranças políticas de partidos que integram o grupo do gestor.
Considerando o potencial do alcance eleitoral de Bezerra pelos municípios, através da aliança com prefeitos, o comentarista Saulo Spinelly, da 98 FM Natal, destacou a informação de que 16 dos 114 gestores do grupo estavam presentes.
Spinelly afirmou que os dados apontam para uma necessidade de fortalecimento das alianças de Allyson.
A jornalista e comentarista Anna Ruth Dantas, por sua vez, avaliou que o cenário reflete a independência política de prefeitos, os quais não necessitam da fidelidade partidária na alcance dos objetivos políticos.
“O prefeito pode mudar de partido ao seu bel prazer. Em prefeito, manda prefeito. Os líderes partidários dizem “Ah, o meu partido tem 50 prefeitos”, mas de que adianta você ter 50 prefeitos e não mandar em um, criatura?”, disse.
9 de fevereiro de 2026 às 10:00
9 de fevereiro de 2026 às 03:51
FOTO: RICARDO STUCKERT
O movimento político na disputa das eleições 2026 ganhou força após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva iniciar uma articulação em duas frentes para fortalecer uma possível candidatura à reeleição.
A estratégia aponta que Lula quer vice do MDB para enfraquecer o campo do provável oponente, o senador Flávio Bolsonaro.
A estratégia combina ampliar o número de partidos aliados e, ao mesmo tempo, diminuir o apoio de legendas de centro ao adversário. Segundo a Folha de S. Paulo, o governo atua diretamente para afastar siglas do centrão da candidatura rival.
Paralelamente, Lula demonstrou disposição para alterar a própria chapa presidencial, incluindo a possibilidade de substituir o atual vice para atrair o MDB, ampliar o tempo de propaganda eleitoral e reforçar o discurso de ampla coalizão.
Integrantes do PT receberam orientação para ampliar ao máximo as alianças. Avaliações internas indicam que a maior parte do eleitorado já tem posição definida e que uma fatia menor dos votos permanece em disputa, o que torna decisivo conquistar apoio político regional e nacional.
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