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Categoria: Política

Isolda dispara: “A gestão Allyson é a que mais tem denúncia de corrupção”

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As denúncias de superfaturamento na contratação da decoração natalina de Mossoró, feitas pelo vereador Cabo Deyvison, ganharam reforço político com as manifestações da deputada estadual Isolda Dantas (PT) e da vereadora mossoroense Plúvia Oliveira (PT). As duas parlamentares apontam um acúmulo de acusações contra a gestão do prefeito Allyson Bezerra (UB) e defendem apuração rigorosa por parte dos órgãos de controle e da Justiça.

Para Isolda Dantas, as suspeitas envolvendo a decoração de Natal não são um fato isolado, mas se somam a uma sequência de denúncias que marcam a atual administração municipal. “Denúncias têm muitas. Me parece que, nos últimos tempos, tem sido a gestão com maior número de denúncias formalizadas. Então, a gente pode dizer que é talvez a gestão que mais tem denúncia de corrupção de Mossoró nos últimos anos”, disse a deputada.

Isolda relembra outros episódios que, segundo ela, ainda carecem de esclarecimentos. “Essas denúncias do superfaturamento da decoração natal em Mossoró se somam a muitas outras.

Vamos lembrar do contrato da reforma da Praça de Convivência, que tem todas as dúvidas sobre aquele processo. Para completar, essa recente, que é a da propina de 5% em cima de um conjunto de contratos. Os vídeos liberados pela Justiça trazem empresários dizendo que a Prefeitura só pagaria se fossem ‘conversar’, e esse ‘conversar’ seria uma propina de 5%”, afirmou.

Sobre a decoração natalina, Isolda levanta dúvidas quanto à formação dos preços e à execução do contrato. “Há mais de 15 anos a Prefeitura usa aqueles mesmos arabescos nos postes. Muitas das peças usadas hoje são as mesmas de 10 ou 15 anos atrás, mas estão sendo cobradas como novas.

Está sendo pago a uma empresa para colocar a decoração quando, na verdade, quem coloca são os servidores da Prefeitura”, criticou. Para a deputada, o cenário exige resposta institucional: “A gestão de Allyson é permeada por denúncias e a Justiça precisa dar resposta ao povo do Rio Grande do Norte”.

Já a vereadora Plúvia Oliveira, que atua diretamente ao lado do vereador Cabo Deyvison, compondo a mesma bancada de oposição na Câmara de Mossoró, afirma que está analisando tecnicamente a documentação encaminhada pela Prefeitura à Casa Legislativa, mas aponta lacunas importantes. “Ele [Cabo Deyvison] está analisando toda a documentação. Eu fiz uma análise prévia também e fiz um requerimento porque, naquela documentação toda, estão faltando alguns documentos que eu quero analisar”, explicou.

A vereadora diz que, mesmo com o material incompleto, já foi possível identificar possíveis irregularidades. “Até onde a gente analisou, junto com o meu jurídico, tem irregularidades identificáveis, como o uso da COSIP, que é a contribuição de iluminação pública, uma taxa que não pode ser utilizada para ornamentação. Pela documentação recebida, comprova que ela foi usada para ornamentação”, disse, ressaltando que a COSIP deveria ser destinada exclusivamente à iluminação pública.

Segundo Plúvia, foram enviados o contrato, o termo aditivo e análises técnicas de habilitação, mas não a documentação considerada essencial para uma apuração completa. “O que não está atendido é a memória de cálculo, que traz as planilhas com pesquisas de preço, o controle oficial de quantidade, o valor real e a relação de contratos dos últimos cinco anos. A documentação que veio não atende isso”, afirmou. Para ela, os documentos que ainda não foram enviados “qualificam mais ainda a denúncia feita pelo Cabo Deyvison”.

As denúncias apresentadas pelo vereador apontam indícios de superfaturamento em até 170 itens que compõem a decoração natalina do Estação Natal, com percentuais que chegam a quase 800%, como no caso de papais-noéis de pelúcia e tubos utilizados na estrutura dos enfeites. De acordo com Cabo Deyvison, apenas em alguns itens analisados a diferença de preços já ultrapassaria R$ 150 mil.

As pelúcias de 20 centímetros foram compradas pela Prefeitura R$ 194. Segundo pesquisa do vereador, o produto custa no mercado R$ 22. De acordo com ele, foram adquiridas 400 unidades, o que totalizou R$ 77 mil. “Esse produto eu compraria por R$ 8.400. A Prefeitura comprou por R$ 77 mil”, reforçou. O superfaturamento, nesse caso, é de 781,8%.

Já os tubos utilizados na estrutura do Estação Natal, que custa no mercado R$ 89,74, foi comprado por R$ 640 pela gestão Allyson. O superfaturamento dos tubos é de 619,1%, de acordo com a denúncia do vereador.

No campo político, Plúvia também comentou as dificuldades para instaurar uma Comissão Especial de Inquérito (CEI) na Câmara. “Nós assinamos seis vereadores: Jailson Nogueira, Mazinho, Marleide Cunha, eu, Cabo Deyvison e Wiginis do Gás. Mas hoje, com a mudança no regimento, se não tiver sete assinaturas, nem vai para o plenário. Isso torna o processo menos transparente”, criticou. Segundo ela, a mobilização agora é para conseguir mais uma assinatura e viabilizar a comissão.

Diário do RN

Alcolumbre reforça votação do PL da Dosimetria para esta quarta

FOTO: EBC

Nesta terça-feira (16), o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), confirmou que o Projeto de Lei (PL) da Dosimetria será votado nesta quarta. O texto reduz as penas dos condenados pelos atos de 8 de janeiro e de outros condenados por tentativa de golpe de Estado.

Alcolumbre abordou o assunto ao falar com jornalistas.

– Vamos votar – disse.

A proposta muda a Legislação brasileira para permitir que penas de crimes cometidos num mesmo contexto sejam absorvidas pela pena do crime mais grave. Isso reduziria o tempo de prisão dos condenados por tentativa de golpe de estado.

O projeto deve ser votado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa pela amanhã. Caso seja aprovado, seguirá para análise do plenário do Senado.

Pleno News

Rogério defende Flávio Bolsonaro para 2026: “É o melhor candidato”

FOTO: ANDRESSA ANHOLETE

O senador Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição no Senado, afirmou que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) é, na atual conjuntura, o melhor nome para representar a direita nas eleições presidenciais de 2026. Em entrevista à CNN Brasil, Marinho disse que a definição foi fruto de um processo de amadurecimento político conduzido pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e por lideranças do campo conservador, especialmente após o avanço das restrições judiciais impostas ao ex-chefe do Executivo.

“Na atual conjuntura, Flávio é o melhor candidato, dado o conjunto de valores e a necessidade de uma discussão onde tem que ficar muito claro quem nós somos e quem eles são, qual é a nossa visão de Estado, de País, de sociedade, em contraponto ao que aí está”, afirmou o senador.

Segundo Rogério Marinho, Bolsonaro permanece como principal liderança da direita brasileira, mesmo impedido de disputar eleições. Ele disse que o ex-presidente “despertou um espectro ideológico que sempre existiu na sociedade brasileira”, reunindo setores conservadores em torno de pautas como defesa da família, da vida, da liberdade de expressão e de um Estado menos burocrático.

“Tem um líder, que é o presidente Bolsonaro. E esse líder nos aponta um caminho para defender o seu legado, que é o senador Flávio Bolsonaro”, disse. Marinho acrescentou que Flávio reúne atributos políticos e geracionais para conduzir esse debate. “Ele é jovem, 44 anos, alguém que está literalmente querendo exercer essa função para defender esse patrimônio, esse legado, que é um legado de valores”.

O senador afirmou ainda que a escolha foi feita após consultas a parlamentares e lideranças da direita e destacou que Bolsonaro, mesmo com restrições de contato político, amadureceu a decisão. “Ele amadureceu bastante, ele pensou bastante e definiu a estratégia que nós vamos colocar em prática no ano eleitoral. E será a candidatura do senador Flávio Bolsonaro”.

PL da dosimetria

Na mesma entrevista, Rogério Marinho comentou a tramitação do chamado PL da Dosimetria, que trata da redução de penas para condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023. Segundo ele, o texto que avança no Congresso não representa o ideal defendido pela oposição, mas reflete o que foi possível construir diante da correlação de forças no Parlamento.

“Isso não é o projeto dos nossos sonhos, é o possível”, afirmou. Marinho explicou que, após mais de um ano de debates, a oposição não conseguiu avançar com uma proposta de anistia ampla. “Nós da oposição tentamos pautar a questão da anistia, mas a correlação de forças do Parlamento nos levou a um acordo”.

O senador enfatizou que o projeto prevê progressão de penas que poderá permitir a soltura de condenados com penas inferiores a 17 anos, desde que cumpridos os requisitos legais. “Esse acordo trata de progressão de penas que vão permitir que todos aqueles que foram apenados abaixo de 17 anos tenham a possibilidade de serem soltos após a promulgação da lei”. Isso acontecerá porque o projeto permite progressão de regime para quem já cumpriu 1/6 da pena.

Marinho afirmou acreditar que há votos suficientes para aprovação do texto no Senado, tanto na Comissão de Constituição e Justiça quanto no plenário. Ele ressaltou, no entanto, a necessidade de ajustes para evitar que o projeto beneficie condenados por outros crimes.

“A preocupação é que, a partir de sexta-feira, várias pessoas vieram a público dizer que o projeto poderia beneficiar outros aspectos que não aqueles do 8 de janeiro. Então, nós estamos tratando justamente de corrigir isso através de uma emenda de redação”, explicou.

O senador também criticou o que classificou como desproporcionalidade das penas aplicadas pelo Judiciário. “Não é razoável que alguém que pinta uma estátua de batom receba 14 anos. Não é razoável que essas pessoas sejam julgadas diretamente no Supremo Tribunal Federal sem a possibilidade de recorrer a uma instância subsequente”, afirmou.

Segundo ele, o próprio Jair Bolsonaro orientou sua base a apoiar o projeto, mesmo sem benefício direto para si. “O próprio Bolsonaro nos orienta, através do seu filho Flávio, que nós façamos um gesto para que essas pessoas sejam libertadas”, disse.

Lei Magnitsky e Alexandre de Moraes

Rogério Marinho também comentou a retirada das sanções impostas ao ministro Alexandre de Moraes com base na Lei Magnitsky, pelos Estados Unidos. Para o senador, a decisão levanta questionamentos sobre possíveis negociações diplomáticas entre os governos.

“A primeira coisa que a gente precisa saber é o seguinte: o que é que foi negociado? Nós somos um país, nós não somos aqui um botequim”, afirmou.

Marinho disse que a aplicação da Lei Magnitsky é uma medida grave e que sua revogação precisa ser explicada. “Quando o governo americano sanciona alguém com esta lei, que é uma lei séria, severa, que praticamente retira civilmente o cidadão do convívio da sociedade, é importante a gente saber que tipo de negociação entrou para que haja esse recuo.”

Ele voltou a criticar decisões do Judiciário brasileiro e afirmou que há, em sua avaliação, violações à liberdade de expressão e aos direitos individuais. “Nós estamos vivendo o Brasil num momento em que a gente tem que discutir as instituições e qual é a seriedade das nossas instituições, porque não basta ser, precisa aparecer”.

Para o senador, o debate sobre as sanções internacionais se insere em um contexto mais amplo de questionamento institucional. “Há um desequilíbrio na democracia brasileira”, declarou.

Ao final, Marinho afirmou que a resposta para esse cenário deve ocorrer no campo político. “O próximo ano é o ano da eleição e eu acho que é o momento de essa resposta se dar no campo adequado, que é o campo político”, concluiu, reiterando o apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República.

Agora RN

Renan diz que Motta ‘é um dos piores presidentes da Câmara de todos os tempos’

FOTO: ANDRESSA ANHOLETE

O senador Renan Calheiros (MDB-AL), afirmou nesta terça-feira (16), que o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Rep-PB), é “um dos piores” presidentes da Casa, de “todos os tempos”.

O parlamentar classificou ainda a atuação do presidente da Câmara como: “Lamentável, absolutamente lamentável”.

“Eu lamento muito, lamento muito, porque pelos poucos meses que ele está à frente da Câmara dos Deputados, ele parece ser, assim, um dos piores presidentes da Câmara de todos os tempos”, afirmou Renan em entrevista à CNN.

A declaração ocorre após o parlamentar avaliar que o Senado não deve votar o Projeto de Lei da Dosimetria no momento.

Na madrugada da quarta-feira (10), a Câmara aprovou, o projeto, que reduz as penas dos envolvidos na invasão dos Três Poderes, em Brasília no dia 8 de janeiro de 2023.

Calheiros afirmou também, que Motta “perdeu o controle”, desde o motim realizado no plenário da Câmara, no início de agosto, quando parlamentares da oposição protestaram por anistia e contra a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

“Na ocupação, quando o ex-presidente da Câmara, Arthur Lira, fez um acordo para não votar a isenção do imposto de renta de nenhuma forma antes da votação da anistia e da votação da PEC da blindagem, em seguida votaram a urgência para a anistia, o presidente Hugo Motta perdeu o controle e consagrou um divócio entre este grupo da Câmara dos Deputados e um interesse nacional”, declarou Renan.

Diário do Poder

Flávio nega possibilidade de abrir mão de candidatura para Tarcísio

FOTO: ANDRESSA ANHOLETTE

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) negou, nesta terça-feira (16), a possibilidade de abrir mão de sua candidatura à Presidência da República para o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). O senador reafirmou que só deixaria o posto para seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

– O meu nome está colocado. A indicação do presidente Bolsonaro é Flávio Bolsonaro. Eu só abro mão se for para Jair Messias Bolsonaro e, para isso, ele tem que estar livre e nas urnas, e não é o cenário que a gente está vendo – declarou Flávio a jornalistas, após visitar seu pai na Superintendência da Polícia Federal em Brasília.

Flávio voltou a comentar sobre a resistência a seu nome de partidos de centro, como PSD e Republicanos, e afirmou que quer um apoio nem que seja em “um segundo momento”.

– O que eu tenho feito nos últimos dias é mostrar que eles estão errados. E pode ter certeza que muito em breve, até as pesquisas ligadas ao PT mostrarão um grande crescimento do nome Flávio Bolsonaro – falou.

– Óbvio que eu quero os partidos junto comigo já no primeiro momento, mas, se não for possível, eu tenho a convicção, sempre foi muito claro, sempre disse isso, que se a gente não estiver junto no primeiro momento, certamente no segundo momento nós estaremos – completou.

Pleno News

Deputados do RN aprovam orçamento de 2026 com previsão de R$ 25,67 bilhões em receitas

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O plenário da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte (ALRN) aprovou, nesta terça-feira (16), a Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2026. O texto estima receita de R$ 25,67 bilhões e fixa despesas em R$ 27,21 bilhões, o que gera um déficit nominal de aproximadamente R$ 1,54 bilhão para o próximo exercício financeiro.

A matéria havia sido analisada pela Comissão de Finanças e Fiscalização (CFF) e chegou ao plenário com parecer favorável do relator, deputado Tomba Farias (PL).

Orçamento tem rigidez fiscal

De acordo com o relatório aprovado, a LOA 2026 no Rio Grande do Norte apresenta forte rigidez fiscal. Cerca de 87% das receitas são correntes, sendo aproximadamente 80% provenientes de impostos e transferências, com destaque para o ICMS e os repasses da União.

Esse cenário reduz a margem de manobra do Estado para novos investimentos ao longo do ano.

Previdência concentra despesas

As despesas seguem concentradas, principalmente, na Previdência Estadual, seguidas pelos gastos com Educação, Saúde e Segurança Pública. Essas áreas consomem a maior parte do orçamento e limitam a capacidade de investimento do Estado.

O Rio Grande do Norte permanece com nota C na Capacidade de Pagamento (CAPAG), conforme destacado no texto aprovado.

Pisos constitucionais e emendas

A LOA garante o cumprimento dos pisos constitucionais das áreas de Educação, Saúde e Segurança e fixa a Reserva de Contingência em R$ 294,6 milhões.

Durante a tramitação, foram incorporados ajustes técnicos do Poder Executivo e pleitos institucionais que reforçam dotações para órgãos como o Tribunal de Justiça, o Ministério Público e a Secretaria de Administração Penitenciária.

O orçamento também consolida as emendas parlamentares, que somam:

R$ 105,9 milhões em emendas impositivas

R$ 42 milhões em emendas não impositivas

além de uma emenda específica para a Empresa Potiguar de Promoção Turística (Emprotur).

Destaques da votação

Durante a votação, o presidente da ALRN, Ezequiel Ferreira, destacou a importância da aprovação da LOA para a organização financeira do Estado.

“Parabenizo o relator Tomba Farias, os membros da Comissão de Finanças e assessores pela competência e agilidade. Estamos cumprindo integralmente o que ficou acertado”, afirmou.

O relator ressaltou os desafios fiscais e a necessidade de responsabilidade na execução do orçamento.

“Conseguimos aprovar o relatório por unanimidade. O orçamento permite o remanejamento de até 15%, o que dará mais flexibilidade à gestão”, disse Tomba Farias.

Segundo o parlamentar, esse percentual também deve contribuir para o novo gestor que assumirá o governo estadual a partir de abril.

Já o presidente da CFF, deputado Coronel Azevedo (PL), destacou que o remanejamento entre rubricas pode ajudar o Estado a enfrentar dificuldades futuras.

Com a aprovação em plenário, a Lei Orçamentária Anual de 2026 segue agora para sanção do Poder Executivo.

Ponta Negra News

Walter Alves discute sucessão do RN em reunião com presidente nacional do PT

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O vice-governador do RN e presidente estadual do MDB, Walter Alves, cumpre agenda oficial em Brasília nesta terça-feira (16). Entre os compromissos, está uma reunião com o presidente nacional do PT, Edinho Silva.

De acordo com informações do Blog do BG, o encontro tem como uma das principais pautas a sucessão do Governo do Estado. O debate envolve o cenário político para abril de 2026, quando a governadora Fátima Bezerra deve deixar o cargo para disputar o Senado Federal.

A saída da governadora abrirá espaço para a definição de quem comandará o Executivo estadual no período final do mandato. Nesse contexto, o diálogo entre MDB e PT passa a ser estratégico para o desenho político do próximo ciclo eleitoral no RN.

Além da reunião com Edinho Silva, Walter Alves terá outros encontros com lideranças políticas nacionais ao longo do dia. A assessoria do vice-governador confirmou a agenda, mas não detalhou os temas que serão tratados nas demais reuniões.

Novo Notícias

Comissão Especial redefine prazos da defesa em processo de cassação de Brisa Bracchi

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A Comissão Especial da Câmara Municipal de Natal, responsável por analisar o pedido de cassação contra a vereadora Brisa Bracchi (PT), se reuniu nesta terça-feira (16) e redefiniu prazos para a apresentação da defesa prévia da denunciada e da primeira manifestação do relator, vereador Daniell Rendall (Republicanos). A Comissão conta ainda com a presidência da vereadora Samanda Alves (PT) e do vereador Tárcio de Eudiane (União), como membro.

O colegiado chegou ao consenso de que, para os atos da defesa, os prazos considerarão apenas dias úteis. Neste caso, os dez dias para a defesa prévia de Brisa, que encerraria nesta quarta-feira (17), se estende até a sexta-feira (19). “A expectativa é que, até o final de dezembro, possamos concluir essa primeira etapa, para que, dependendo do resultado, possamos dar continuidade ou não aos trabalhos da comissão”, afirmou a presidente.

O relator, Daniell Rendall, explicou que, após a entrega da defesa, ele terá cinco dias corridos para apresentar seu parecer preliminar. “Caso a defesa seja entregue no dia 19, definimos que nosso parecer deverá ser apresentado até o dia 24, e se for necessário, até o dia 29, já que o dia 24 é um ponto facultativo”, explicou Rendall.

A partir da entrega do parecer inicial do relator, a presidente convocará uma nova reunião, respeitando o intervalo de 72 horas de antecedência, para avaliar a decisão. “Se esse primeiro relatório for pela descontinuidade do processo e a comissão acatar, precisará ser submetido ao plenário da Casa, numa sessão extraordinária, já que a Câmara vai estar em recesso”, explicou o Procurador geral da Casa, Gustavo Sousa.

O processo contra Brisa Bracchi foi instaurado após a denúncia do vereador Matheus Faustino (União) e foi aprovado na sessão ordinária de 26 de novembro. A acusação é de que a vereadora teria utilizado uma emenda parlamentar para financiar um evento de caráter político-partidário, o que, segundo a denúncia, configura um desvio de finalidade no uso de recursos públicos.

Diário do RN