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Categoria: Política

Sindicato quer impeachment de Fátima Bezerra por pedalada fiscal com dinheiro de servidores

FOTO: ELISA ELSIE

O Jornal 96 desta segunda-feira (9), trouxe que o Sindicato dos Servidores Públicos da Administração Indireta do Rio Grande do Norte (Sinai) denunciou que o Governo do Estado estaria deixando de repassar aos bancos valores descontados dos salários de servidores referentes a empréstimos consignados. Segundo o sindicato, a situação pode configurar apropriação indevida de recursos e até pedalada fiscal. Veja no vídeo acima.

A denúncia foi feita pela presidente da entidade, Janeayre Souto, em um vídeo divulgado nas redes sociais. De acordo com ela, os valores descontados nos contracheques dos servidores não estariam sendo repassados às instituições financeiras. A estimativa apresentada pelo sindicato é de que a dívida já ultrapasse R$ 600 milhões.

Segundo a dirigente sindical, os descontos continuam sendo feitos mensalmente, mas os recursos não estariam chegando aos bancos. A situação, ainda de acordo com o sindicato, ocorreria desde julho de 2025.

Servidores também relatam prejuízos. Há casos de negativação do nome em serviços de proteção ao crédito e até descontos duplicados nos contracheques para tentar regularizar as dívidas junto às instituições financeiras.

Diante da situação, o sindicato cobra uma atuação mais firme dos órgãos de controle, como o Ministério Público e a Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte. A entidade defende que o caso seja investigado e que haja responsabilização caso sejam confirmadas irregularidades.

Na Assembleia Legislativa, parlamentares já discutiram a possibilidade de abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o atraso no repasse dos consignados. A proposta chegou a ser defendida publicamente pelo deputado estadual Gustavo Carvalho, mas ainda não avançou.

Durante o debate sobre o tema, também foram citadas informações sobre atrasos do governo com fornecedores. Segundo estimativas mencionadas, essas dívidas poderiam chegar a cerca de R$ 1 bilhão, com pagamentos em atraso entre três e cinco meses. Somados aos valores dos consignados, o montante poderia ultrapassar R$ 1,6 bilhão.

Para o sindicato, a retenção de valores descontados diretamente dos salários dos servidores pode caracterizar apropriação indébita. Por isso, a entidade afirma que o caso deveria ser tratado como possível crime e defende que seja analisada até mesmo a possibilidade de impeachment da governadora Fátima Bezerra.

Até agora, o Governo do Rio Grande do Norte não confirmou oficialmente o valor da dívida relacionada aos consignados. De acordo com relatos citados no debate, o secretário estadual da Fazenda, Cadu Xavier, tem afirmado apenas que o valor divulgado publicamente não corresponde ao montante real, mas não apresentou números oficiais sobre o tamanho da dívida.

Portal 96 FM

Rogério Marinho se reúne com Ratinho Júnior e busca atrair PSD para palanque do PL

FOTO: JEFFERSON RUDY

O senador Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição no Senado e coordenador da campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência, terá um encontro nesta segunda-feira 9 com o governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), em Brasília. A informação foi revelada pelo colunista Igor Gadelha, do portal Metrópoles.

Ratinho é apontado como um dos possíveis candidatos à Presidência da República em 2026 e tem se movimentado para ampliar o diálogo com diferentes grupos políticos. A reunião com Marinho deve servir como um primeiro contato para avaliar a possibilidade de uma futura aliança entre PSD e PL no cenário eleitoral nacional.

A possível aliança entre PSD e PL poderá ter desdobramentos no Rio Grande do Norte. No estado potiguar, os partidos estão em palanques opostos na disputa para o governo. Enquanto o PL apoia a pré-candidatura do ex-prefeito de Natal Álvaro Dias (Republicanos), o PSD fechou aliança com a pré-candidatura do prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União). No RN, o PL é presidido por Rogério Marinho. Já o PSD está sob o comando da senadora Zenaide Maia.

De acordo com a coluna, Flávio Bolsonaro — também citado como presidenciável — não participará da conversa com Ratinho. A ideia é que o governador paranaense e o senador potiguar iniciem uma aproximação política antes de eventuais negociações mais amplas entre as duas siglas.

Apesar de o PL manter atualmente uma relação de proximidade política com Ratinho Júnior, ainda não há definição sobre uma eventual composição para a eleição presidencial de 2026. Antes de avançar nas tratativas, Flávio Bolsonaro aguarda uma posição mais clara do governador sobre se ele de fato pretende disputar o Palácio do Planalto.

Além de Ratinho, o PSD conta com outros dois nomes colocados como possíveis candidatos à Presidência: o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, e o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite.

Nesse contexto, aliados de Flávio também chegaram a sondar o senador Sergio Moro (União-PR) sobre uma eventual composição eleitoral. O ex-juiz da Lava Jato é pré-candidato ao governo do Paraná e aparece bem posicionado em pesquisas eleitorais no estado.

Segundo informações do portal Poder360, o PSD pretende definir até o dia 31 de março quem será o candidato do partido à Presidência da República em 2026. O prazo foi antecipado. Inicialmente, a escolha estava prevista para ocorrer até 15 de abril.

A decisão caberá à direção nacional da legenda e faz parte da estratégia do partido para organizar com antecedência sua participação na disputa presidencial. O PSD é presidido nacionalmente por Gilberto Kassab, que também ocupa o cargo de secretário de Governo e Relações Institucionais do Estado de São Paulo.

A sigla trabalha com a perspectiva de lançar candidatura própria ao Palácio do Planalto. Kassab já declarou que essa possibilidade só seria descartada em uma situação extrema. Em tom de ironia, afirmou que o partido não teria candidato “se um helicóptero cair com os 3”, em referência aos três principais nomes da legenda para a disputa: Ratinho Júnior, Eduardo Leite e Ronaldo Caiado.

Agora RN

PL define nominata para deputado federal com Nina Souza e Pedro Filho

FOTO: REPRODUÇÃO

O Partido Liberal (PL) definiu os nomes de sua nominata para deputado federal nas eleições de 2026. De acordo com a apuração da jornalista Anna Ruth Dantas, divulgada durante o programa Primeira Pauta nesta segunda-feira (9), a legenda confirmou, entre os oito nomes, a secretária de Trabalho e Assistência Social de Natal, Nina Souza, e o vereador de Assú e liderança evangélica, Pedro Filho.

Além destes há também os nomes de:

  • Coronel Brilhante
  • Sargento Gonçalves, deputado federal
  • General Girão, deputado federal
  • Juninho Alves, ex-prefeito de Caraúbas
  • Carla Dickson, deputada federal
  • Gabriela Trajano, ex-candidata a prefeita de São Gonçalo do Amarante
  • Ludmilla Oliveira, ex-reitora da Universidade Federal Rural do Semiárido

O grupo, segundo Anna Ruth, chega com a meta de fazer quatro deputados federais. Ou seja, esse grupo quer fazer metade da bancada do Rio Grande do Norte.

Portal 98 FM

Rogério Marinho cobra PGR e exige investigação sobre mensagens de Alexandre de Moraes

FOTO: DIVULGAÇÃO

O senador Rogério Marinho (PL-RN) elevou o tom das críticas às instituições nesse sábado (07) ao publicar uma nota oficial contundente em suas redes sociais. O parlamentar exige uma resposta imediata do Procurador-Geral da República (PGR) sobre as supostas mensagens trocadas entre o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master e preso na última quarta-feira, e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.

Para Marinho, as revelações apontam para um “quadro gravíssimo” que exige uma investigação independente. A movimentação ocorre logo após o senador liderar o ato “Acorda Brasil”, em Brasília, onde defendeu o impeachment de ministros da Suprema Corte e reforçou a liderança de Jair Bolsonaro sobre a direita brasileira.

Além do papel de opositor ferrenho, Rogério Marinho é hoje o coordenador da pré-campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O senador já adiantou que o plano de governo da oposição para 2026 inclui uma agenda de reformas profundas, como a da Previdência e a Trabalhista, além de uma revisão do atual arcabouço fiscal, que ele classifica como uma “peneira”.

A ofensiva contra o STF faz parte de uma estratégia maior para consolidar a base conservadora, unindo a pauta econômica liberal ao discurso de combate ao que a oposição chama de “ativismo judicial”. Com a prisão de Daniel Vorcaro e a exposição de seus contatos, Marinho encontrou o subsídio político necessário para pressionar a PGR e manter o Judiciário na defensiva.

O Líder do “Acorda Brasil”
A postura de Marinho não é isolada, mas sim o desdobramento da sua participação no ato “Acorda Brasil”, realizado no último domingo (1º). Na ocasião, o senador potiguar foi uma das principais lideranças a discursar para milhares de apoiadores, defendendo o impeachment dos ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, além do próprio presidente Lula.

Durante a manifestação, Marinho reafirmou a liderança de Jair Bolsonaro e declarou que o movimento busca “resgatar o Brasil de uma página negra da história”.

BNews Natal

Em reunião para viabilizar candidatura de Flávio Rocha, Rogério diz há compromisso com o Coronel Hélio

Terminou em um banho de água fria a reunião realizada na tarde deste domingo, 08, com o senador Rogério Marinho (PL), com o objetivo de viabilizar uma eventual candidatura do empresário Flavio Rocha, presidente do grupo Guararapes, a uma vaga no Senado Federal na chapa majoritária que será encabeçada pelo ex-prefeito Álvaro Dias (Republicanos). Esse projeto vem sendo defendido fortemente por setores influentes do empresariado potiguar e contaria também com a simpatia não só de Álvaro Dias como também do prefeito de Natal, Paulinho Freire (UB), conforme revelou anteriormente matéria publicada pelo BLOG DO FM neste domingo. O encontro com Marinho ocorreu no apartamento de um empresário de comunicação local e reuniu o senador Styvenson Valentim (PSDB), o ex-prefeito Álvaro Dias e o prefeito Paulinho Freire.

Rogério Marinho disse aos seus interlocutores que assumiu um compromisso com o Coronel Hélio (PL) de que ele seria o nome a disputar a segunda vaga para o Senado Federal no grupo político da direita.

Segundo Rogério, caberia tão somente a vontade própria do Coronel Hélio desistir de disputar o Senado. Com isso, Marinho afastou qualquer possibilidade de fazer qualquer movimento no sentido de voltar atrás com o acerto feito com o militar bolsonarista.

Um manifesto a favor de uma eventual candidatura de Flávio Rocha ao Senado circulou intensamente neste domingo em grupos de WhatsApp, dos quais participam integrantes ligados ao setor produtivo, conforme divulgado pelo BLOG DO FM.

A matéria jornalística também informou que até mesmo o ex-senador José Agripino Maia, presidente regional do União Brasil, convidou Flávio Rocha para disputar o Senado, ocupando a segunda vaga na chapa majoritária que deverá ser encabeçada pelo prefeito de Mossoró, Alysson Bezerra.

Manifesto que circula em influentes grupos de WhatsApp defende o nome de Flávio Rocha para o Senado

Embora já tenha sinalizado que não almeja qualquer projeto político, o empresário Flávio Rocha, presidente do grupo Guararapes, continuando tendo o seu nome defendido para ocupar a segunda vaga na eleição para o Senado Federal em outubro de 2026. Neste domingo, 08, um manifesto começou a circular em grupos de whatsApp, contendo texto anônimo e argumentativo sobre a importância de o Rio Grande do Norte eleger Rocha Senador da República.

O texto, intitulado “O Senado em jogo: o estado terá coragem de escolher grande?”, diz que o Rio Grande do Norte já perdeu diversas oportunidades de se posicionar em um patamar diferente de desenvolvimento, e cita como exemplo o fato de o eleitorado ter deixado de eleger Henrique Eduardo Alves para o governo do Estado em 2014.

O BLOG DO FM entrou em contato na tarde deste domingo com um conhecido empresário de Natal, que tem ampla relação de amizade com Flávio Rocha, e este confidenciou que, de fato, há um trabalho de bastidores para viabilizar o nome de Flávio Rocha para o Senado. A discussão do tema aconteceria neste domingo durante reunião com a cúpula do PL.

A fonte empresarial assegurou ao BLOG DO FM que tanto o ex-prefeito Álvaro Dias (Republicanos), pré-candidato ao governo do RN, como o prefeito Paulinho Freire (UB), são simpáticos à ideia de Flávio Rocha disputar o Senado.

Na conversa via WhatsApp foi revelado ainda que o ex-senador José Agripino Maia (UB) teria convidado Flávio Rocha para disputar pelo União Brasil a segunda vaga para o Senado. O convite feito por Maia, no entanto, ainda está sem resposta.

No âmbito da classe empresarial, a fonte garante que nomes do empresariado potiguar, como Roberto Serquiz, Marcelo Alecrim, Paulo de Paula, além de integrantes de entidades patronais como a Fecomércio, CDL, entre outras, fazem parte do grupo de influência que deseja ver Flávio Rocha candidato ao Senado.

Abaixo segue na íntegra o texto do manifesto em favor da candidatura de Flávio Rocha que está circulando em grupos de WhatsApp:

O Senado em jogo: o estado terá coragem de escolher grande?

O Rio Grande do Norte já teve, ao longo de sua história recente, algumas oportunidades claras de reposicionar seu protagonismo político e econômico. Em determinados momentos, escolhas feitas nas urnas ou nos bastidores acabaram fechando portas que poderiam ter colocado o estado em um patamar diferente de desenvolvimento. Um exemplo frequentemente lembrado no debate político é quando o eleitorado deixou de eleger Henrique Eduardo Alves para o governo do estado.

Henrique Alves, vale lembrar, foi detentor de 11 mandatos de deputado federal, construindo uma longa trajetória no Congresso Nacional e consolidando forte influência tanto na política local quanto no cenário nacional.

Agora, novamente, o cenário parece repetir um roteiro semelhante. Nos corredores do poder, em almoços discretos e jantares reservados, discute-se o nome do empresário Flávio Rocha para uma possível candidatura ao Senado Federal.

Também com experiência parlamentar, Flávio Rocha exerceu dois mandatos de deputado federal, período em que construiu articulações políticas importantes. Além disso, como empresário bem-sucedido, tornou-se uma referência no setor produtivo brasileiro, gozando de prestígio junto à classe empresarial e mantendo bom trânsito em diferentes correntes da política nacional.

Não se trata de uma conversa vazia ou de um discurso inocuamente lançado ao vento. A possibilidade carrega peso político e simbólico. Flávio Rocha representa um nome com projeção nacional, experiência empresarial e capacidade de diálogo em centros decisórios do país — características cada vez mais necessárias para estados que buscam ampliar sua voz em Brasília.

O que chama atenção, porém, é a hesitação de parte da classe política local. Muitos dos que hoje se colocam como avaliadores do cenário foram, em diferentes momentos, beneficiados direta ou indiretamente pelo apoio, prestígio ou articulação do próprio Flávio Rocha. Ainda assim, seguem tratando a hipótese com cautela quase protocolar, como se estivessem diante de uma incógnita.

Essa postura levanta uma pergunta inevitável: o Rio Grande do Norte estará novamente prestes a desperdiçar uma oportunidade de ter uma representação de maior peso no Senado?

A história política do estado mostra que, muitas vezes, decisões estratégicas acabam sendo sufocadas por disputas menores, vaidades locais e pelo chamado “jogo miúdo” da política. Enquanto isso, estados vizinhos avançam com lideranças capazes de dialogar com Brasília e influenciar decisões estruturantes.

Resta saber se, desta vez, o Rio Grande do Norte escolherá o caminho da ousadia política ou se, mais uma vez, permitirá que uma oportunidade diferenciada se dilua diante da pequenez de alguns atores da política local. O risco é repetir o velho roteiro: um estado com enorme potencial, mas frequentemente refém de escolhas pequenas para desafios grandes.

Ex-deputado Kelps Lima sugere “mutirão para tirar agressores de mulheres de circulação”

No Dia Internacional da Mulher, o ex-deputado estadual Kelps Lima afirmou que o Brasil precisa reagir com mais firmeza diante da violência que atinge milhares de mulheres todos os anos. Para ele, a data deve servir não apenas para homenagens, mas para mobilizar autoridades e sociedade em torno de medidas concretas de proteção. Kelps defende que o país discuta ações mais contundentes para enfrentar o problema. “O momento é tão grave que chegou a hora de a sociedade organizada executar um mutirão nacional para tirar de circulação das ruas do Brasil os agressores de mulheres condenados ou notoriamente reincidentes”, declarou. Segundo ele, impedir que esses criminosos continuem livres é uma medida urgente para proteger vidas.

Durante sua atuação parlamentar no Rio Grande do Norte, Kelps apresentou propostas voltadas ao endurecimento do combate à violência doméstica. Entre elas, a defesa do uso de tornozeleira eletrônica para monitorar agressores e impedir que se aproximem das vítimas. O ex-deputado também defendeu medidas para ampliar canais de denúncia e facilitar o registro de crimes de violência doméstica. Para ele, a resposta das instituições precisa ser rápida e firme. “Quem agride mulher precisa saber que não haverá tolerância”, afirmou. Kelps também participou de debates e iniciativas públicas voltadas à conscientização sobre o tema.

Para o ex-parlamentar, o enfrentamento à violência contra a mulher exige ação coordenada entre polícia, justiça e políticas públicas de proteção. Ele defende prioridade absoluta para a investigação e julgamento desses crimes. Também cobra maior rigor no cumprimento das penas impostas aos agressores. “Quando o Estado reage com rapidez, vidas podem ser salvas”, disse. Kelps afirma que o Dia Internacional da Mulher deve servir como alerta permanente para o país. “Não basta homenagear as mulheres. É preciso garantir que elas possam viver sem medo.”

Brisa depõe e pede arquivamento de processo de cassação por prazo estourado

FOTO: FRANCISCO DE ASSIS

A vereadora Brisa Bracchi (PT) prestou depoimento à Comissão Especial da Câmara Municipal de Natal que analisa um pedido de cassação de seu mandato. A oitiva marcou a etapa final da fase de instrução do processo, após decisão judicial que garantiu à parlamentar o direito de apresentar sua versão dos fatos no procedimento.

Com o encerramento dessa fase, a defesa da vereadora protocolou um pedido formal para que o processo seja arquivado. O argumento apresentado é de que o prazo máximo de 90 dias previsto na legislação para a conclusão de processos de cassação já teria sido ultrapassado.

De acordo com Brisa, a solicitação se baseia no decreto-lei federal que regulamenta esse tipo de procedimento em câmaras municipais. Segundo a parlamentar, o tempo legal estabelecido pela norma já foi excedido, o que, na avaliação da defesa, inviabilizaria a continuidade do processo.

“Esperamos que seja cumprido o que determina o decreto-lei federal que rege os processos de cassação. O prazo já foi ultrapassado, por isso solicitamos ao presidente da Câmara que determine o arquivamento do processo”, afirmou a vereadora após o depoimento.

A comissão responsável pelo caso agora deverá avaliar os próximos passos do procedimento. A decisão sobre o arquivamento ou continuidade do processo depende da análise do pedido apresentado pela defesa e das regras internas da Câmara Municipal de Natal.

Denúncia na Comissão de Ética
Paralelamente ao processo de cassação, Brisa Bracchi apresentou nesta semana uma representação contra o vereador Matheus Faustino (União) na Comissão de Ética da Câmara de Natal. A parlamentar afirma que foi alvo de episódios de violência política de gênero ocorridos ao longo de 2025.

A denúncia tem como base a Lei 14.192/2021, legislação federal que criou mecanismos para prevenir, coibir e punir práticas de violência política contra mulheres no exercício de direitos políticos e de mandatos eletivos.

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